12.815 – Urologia – Verdades Sobre o Câncer de Próstata


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O CÂNCER DE PRÓSTATA ESTÁ RELACIONADO COM DIFICULDADES DE EREÇÃO?
Verdade. A dificuldade de ereção é o principal problema relacionado à qualidade de vida de pacientes submetidos ao tratamento do câncer de próstata. Existem tratamentos eficazes para estes sintomas.

O CÂNCER DE PRÓSTATA CAUSA POUCOS SINTOMAS?
Verdade. A doença é uma das que menos apresenta sintomas em seus estágios iniciais, sendo que em alguns homens ela é totalmente silenciosa. Além disto, muitos sinais costumam passar despercebidos, como incômodo ao urinar e dificuldades de ereção, que podem ser confundidos como sinais comuns ao avanço da idade.

O AUMENTO DA PRÓSTATA NEM SEMPRE INDICA CÂNCER?
Verdade. O aumento da próstata pode acontecer em razão do avanço da idade, sem significar a presença de câncer. Porém há também outras doenças que provocam o aumento do volume da próstata, como a prostatite por exemplo. Se você deseja obter mais informações sobre a telemedicina para a prevenção de sua próstata para o câncer e outras doenças.

12.641 – Reto-robô criado por pesquisadores promete revolucionar exames de próstata


De acordo com a Science Alert, a invenção revolucionária poderá ajudar salvar vidas por meio da detecção precoce de câncer de próstata.
Apresentado por seus criadores durante uma conferência chamada Eurohaptics, o chamado ‘reto-robô’ permitirá que os profissionais de saúde trabalhem a técnica antes de realizá-la em um paciente. Ao aplicar uma pressão no reto feito de silicone, os médicos podem obter com maior precisão a sensação e forma dos órgãos internos. Além disso, um modelo 3D do interior também é exibido na tela de um computador, de modo que o usuário possa ver o que está tocando, por meio de uma tecnologia háptica (palavra que refere-se ao tato) – que envolve a interação com computador através do toque.
O robô também pode ser programado para ter um cenário anatômico diferente, de acordo com a necessidade. Por exemplo, os médicos podem visualizar como ocorre o aumento de uma próstata e até mesmo um tumor em desenvolvimento.
Até o momento, os modelos utilizados para o treinamento de especialistas são feitos de plástico e por isso, são incapazes de criar a sensação real da pele e tecidos vivos e muitas das vezes não fornecem uma compreensão ou técnica adequada.
Em teoria, os médicos podem sempre praticar em voluntários. No entanto, é de se esperar que não existam muitos dispostos a realizar exames de próstata apenas para fins científicos. No Reino Unido, até o momento, apenas uma pessoa foi registrada para teste, e ela é conhecida como “assistente de ensino retal”.
Para criar o design do reto robótico e o modelo 3D no computador, os pesquisadores testaram voluntários, por meio de ressonância magnética, para descobrir a forma média e geometria da anatomia.
Os especialistas que testaram o dispositivo, comentaram sobre a grande vantagem de poder alterar a anatomia do robô. “O tamanho e a forma do reto e próstata podem variam de pessoa para pessoa, e esta tecnologia permite aos médicos praticarem suas habilidades em pacientes virtuais diferentes”, disse Bello. “Eles também observaram que, porque esses exames são realizados apenas pelo tato, experimentar a sensação realista é crucial”.Agora, os pesquisadores vão trabalhar para melhorá-lo, fazendo com que os médicos possam usá-lo a partir de luvas com pequenos sensores de pressão, além de coletar dados de exames reais da próstata de um paciente. Eles também afirmaram ter a intenção de adaptá-lo à exames ginecológicos.

11.524 – Medicina – Molécula presente na urina detecta câncer de próstata


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Uma molécula que pode ser usada para diagnosticar o câncer de próstata pela urina tem uma relação íntima com a origem da doença, sugere um novo estudo.Os exames de urina usados para detectar a molécula PCA3 podem, inclusive, inspirar novas estratégias de ataque ao tumor de próstata.O PCA3 desliga um mecanismo antitumor do organismo –o que pode levar à multiplicação desenfreada das células da próstata e, portanto, ao câncer. Bloquear a ação da molécula impediu a proliferação das células cancerosas em roedores.

O PCA3 é uma molécula literalmente do contra. Trata-se de uma forma de RNA, a molécula “prima” do DNA cuja função mais conhecida é a transmissão de instruções do material genético para as fábricas de moléculas nas células. Diferentemente dessa forma “normal” do RNA, porém, o PCA3 é originada a partir da fita de DNA que não costuma ser lida pelo organismo, conhecida como antissenso.Os especialistas sabiam que o PCA3 aparece na urina após a massagem da próstata (feita pelo médico em pacientes com suspeita de alterações na glândula), e também que a molécula é 70 vezes mais comum em tumores do que na próstata saudável. Mas ninguém tinha ideia da função da molécula –ela podia ser apenas um subproduto das alterações genéticas do câncer, por exemplo.

Dias-Neto e seus colegas resolveram olhar os “vizinhos” do PCA3, ou seja, os trechos de DNA que ficam na outra fita da molécula, a fita “certa” que normalmente é lida pela célula. Acabaram descobrindo que as letras químicas do PCA3 se encaixam com precisão em parte de um gene até então desconhecido.Para ser mais exato: as duas fitas de DNA são transcritas, ou seja, recriadas numa versão de RNA. Em situações normais, no caso do gene, isso seria um passo intermediário para que o RNA servisse de “receita” para uma proteína, a qual, por sua vez, desempenharia seu papel na célula. Só que o PCA3, ao se encaixar no RNA desse gene, acaba evitando esse funcionamento normal, porque surge aí uma forma anômala de RNA que a célula “rejeita” e se põe a desativar.Desligar o gene é uma péssima ideia, pois os pesquisadores mostraram que ele é um gene supressor de tumores. Sua atividade normal impede, em outras palavras, que as células da próstata passem a se multiplicar além da conta e da forma errada. Esse processo foi verificado pelos pesquisadores tanto em células de câncer de próstata cultivadas em laboratório quanto em tumores enxertados em camundongos. E, nesses dois contextos, impedir a ação do PCA3 fez o tumor perder força.

Os achados devem dar mais peso à prática de fazer o exame de PCA3, que ainda é pouco comum. O exame laboratorial mais usado no caso dos tumores de próstata é o do PSA, que tem a vantagem de poder ser detectado no sangue, mas é pouco específico –o aumento nos níveis pode estar ligado a alterações benignas na próstata, que não têm a ver com o câncer.No entanto, o exame depende de equipamentos modernos, ainda pouco disponíveis, e seus custos não são cobertos por convênios.Além disso, as descobertas devem dar novo impulso ao estudo desses RNAs “do contra”, que ainda são pouco conhecidos, mas têm mostrado elos importantes com doenças, afirma Dias-Neto.

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10.799 – Cadela que seria sacrificada aprende a diagnosticar câncer de próstata na USP


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Por meio do cheiro da urina, uma cadela pastora belga treinada é capaz de ajudar no diagnóstico de homens com câncer de próstata.
Ela se chama Life e vive em Ribeirão Preto (SP). Após ser adestrada para tal missão médica, foi submetida a 402 testes, de pacientes com e sem câncer da USP, e teve nada menos do que 100% de acerto.
Em 2011, pesquisadores japoneses tinham treinado uma cadela para diagnosticar câncer de intestino. Tanto eles quanto os cientistas brasileiros ainda não sabem exatamente qual substância os cachorros conseguem farejar para ter tanto sucesso.
A história de Life, 4, é um tanto curiosa. Ela era da Polícia Militar de Goiás e seria sacrificada após ser agredida por um rottweiler e apresentar vários problemas de saúde.
O treinador que colaborou com a pesquisa e é também Policial Militar, evitou que isso acontecesse, porém. Ele identificou nela potencial para a atividade científica: era importante encontrar um cão que já fosse treinado para responder a comandos e que tivesse facilidade de aprendizagem.
Em Ribeirão, ela foi ensinada que, ao identificar na urina odor com câncer de próstata, deve ficar sentada, sem sair do lugar até seu treinador determinar. Se não há câncer, ela logo volta a se mexer.
O sucesso de Life não significa, porém, que em breve hospitais contarão com um exército de cães farejando amostras de urina de pacientes com suspeita de câncer de próstata, em substituição aos tradicionais exame de sangue e de toque ou da biópsia.
Isso porque o treinamento canino leva tempo. Life precisou de dois anos. A cadela usa no Japão levou quatro, quase uma faculdade de medicina humana –e a “vida útil” de um cão é bem menor do que a de um médico.
Além disso, não são todos os cães que têm o faro aguçado o suficiente ou se adaptam a essa missão. Ainda não se sabe bem quanto custaria um projeto em larga escala ou como se resolveria as dificuldades que a presença em massa de cães num hospital poderia causar.
Segundo Rodolfo Borges dos Reis, médico urologista da faculdade de medicina da USP Ribeirão, o grande desafio científico, na verdade, é descobrir qual marcador na urina Life fareja, o que poderia permitir que se tentasse detectá-lo em laboratório.

10.219 – Medicina – Câncer de próstata pode ser sexualmente transmissível


câncer de próstata

O quinto câncer mais comum do mundo pode ser causado por uma doença sexualmente transmissível. É o que conclui um estudo da Universidade da Califórnia. Segundo a pesquisa, a tricomoníase, doença não viral que atinge cerca de 275 milhões de pessoas no mundo, possibilita o crescimento de células cancerígenas na próstata.
Os pesquisadores descobriram que o parasita que causa tricomoníase – Trichomonas vaginalis – secreta uma proteína que causa inflamação e aumento do crescimento de células benignas e cancerosas da próstata, tornando os homens infectados mais vulneráveis ao câncer.
A descoberta dialoga com um estudo conduzido pela Harvard Escola de Saúde Pública, publicado em 2009, que já sugeria uma relação entre tricomoníase e o câncer de próstata. Na pesquisa, um quarto dos homens com câncer de próstata mostrou sinais da DST, e esses homens eram mais propensos a ter tumores avançados.
A descoberta, no entanto, ainda não é consenso no meio científico. Está comprovado que muitos tipos de câncer são causados por infecções, contudo, o centro britânico de pesquisas sobre a doença afirmou à BBC que ainda é cedo para acrescentar o câncer de próstata nesta lista.
Metade dos infectados com a infecção não-viral mais comum transmitida sexualmente não apresenta os sintomas – em homens, dor para urinar ou ejacular e, para mulheres, dor e coceira na vagina. Por esse motivo, por vezes, contaminados podem não saber que carregam a doença e infectar outros.

9905 – Novo teste de urina para câncer de próstata pode estar disponível em 2015


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Um novo teste para diagnosticar o câncer de próstata de forma mais rápida e prática do que os exames disponíveis atualmente pode chegar ao mercado no ano que vem. Ele consiste em identificar, na urina do paciente, a presença de uma proteína chamada engrailed-2, ou EN2, que é produzida por células cancerígenas da próstata.
Em anúncio feito nesta semana, pesquisadores da Universidade de Surrey, na Grã-Bretanha, onde o exame EN2 foi desenvolvido, revelaram uma parceria com o laboratório britânico Rodox, que vai passar a fabricar e comercializar o teste a partir dos estudos desenvolvidos pela universidade. Para que possa ser aplicado na prática clínica, porém, o exame ainda precisará ser submetido à aprovação das agências reguladoras de cada país em que ele for utilizado.
Atualmente, o diagnóstico do câncer de próstata é feito principalmente pelo exame de PSA (proteína presente no sangue que, em altos níveis, pode indicar a doença) e o de toque retal. Um exame não exclui o outro – o ideal é que o paciente seja submetido aos dois testes. Isso porque, enquanto o PSA fornece informações como a progressão da doença e as chances de recorrência do câncer, o exame de toque pode dizer qual é a extensão do tumor e ajudar o médico a escolher o melhor tratamento para cada caso. Se derem positivo, os resultados de ambos os exames precisam ser confirmados por uma biópsia.

Um estudo mostrou que o teste de urina que mede a proteína EN2 detecta o câncer de próstata com uma precisão aproximadamente duas vezes maior do que a do exame de PSA. “Enquanto o novo teste parece diagnosticar entre 60% e 70% dos tumores na próstata, o PSA, sozinho, identifica cerca de 30% a 40%”, diz Gustavo Cardoso Guimarães, cirurgião oncologista e diretor de urologia do Hospital A. C. Camargo, em São Paulo.

Além disso, a mesma pesquisa indicou que ele praticamente não oferece falsos diagnósticos positivos. Segundo os resultados, o teste de urina deu o diagnóstico correto a 90% dos pacientes que não tinham câncer de próstata. Os outros 10% apresentavam um grau muito pequeno da doença, que não era clinicamente significante.
Segundo Guimarães, isso pode evitar procedimentos invasivos e tratamentos desnecessários em pessoas que têm a doença, mas que não apresentarão sintomas clínicos ou terão a saúde prejudicada. Essa é uma vantagem sobre o PSA que costuma dar resultados falsamente positivos.
O novo teste de urina também parece dar informações sobre a extensão da doença, ou seja, o quão a próstata está comprometida com o tumor, segundo um estudo publicado em 2012. No entanto, o exame não diz qual é a gravidade da doença e nem prevê se haverá recorrência do tumor – o que pode ser detectado com o PSA. Além disso, diferentemente do exame de toque retal, não possibilita que o médico identifique o volume da próstata, o tamanho dos tumores locais ou o melhor tratamento para o paciente.
Por isso, o exame de urina, se for provado eficaz em pesquisas maiores e mais relevantes, não eliminaria a necessidade de o paciente passar pelos exames de PSA e de toque, mas sim serviria como um complemento não invasivo e mais prático para um diagnóstico mais preciso.

9804 – Medicina – PSA – Prova do Antígeno Prostático


câncer de próstata

Próstata é uma pequena glândula, própria do sexo masculino, que se localiza abaixo da bexiga. A uretra (canal que leva a urina para fora do corpo) passa pelo meio da próstata. A próstata é responsável pela produção de parte do sêmen, líquido que contém os espermatozoides. Normalmente, à media que o homem envelhece, a próstata pode ser tornar maior e mais rígida, causando problemas urinários. Porém, quando as células da próstata começam a ser reproduzir um câncer. Geralmente, o câncer de próstata só apresenta sintomas quando aumenta de volume e começa a pressionar a uretra.

Sintomas
Diminuição do fluxo urinário (a urina necessita de esforço para sair).
Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga após a micção.
Necessidade freqüente de urinar (especialmente à noite).
Necessidade urgente de urinar.
Urina com dor.
Sangue e urina.

Com que idade se deve fazer este exame?
A partir dos 40 anos, se houver caso de câncer de próstata na família.
A partir dos 50 anos.
Homens mais jovens, que apresentem sintomas ou a pedido do médico, se encontrar alguma anormalidade no exame de rotina.

O que é o PSA ?
PSA é um ingrediente do sêmen produzido pela próstata.
É perfeitamente normal encontrar PSA no sangue.
Com a idade também aumenta a taxa de PSA no sangue.
O teste de antígeno prostático (PSA) mede essa quantidade e se estiver muito elevada ajudará
O médico a determinar as causas desse aumento.portanto, o exame de toque retal e o teste de PSA são a melhor maneira para se diagnosticar o câncer de próstata.

Importância do exame
Se seu médico lhe recomendar o exame de PSA Não significa que você esteja com câncer de próstata. significa que você tem um problema que foi detectado pelo médico e que pode ser tratado enquanto tem curar.

Como é o exame?
No laboratório será feito um exame de sangue, cujo resultado será analisado pelo seu médico.
Se esse exame mostrar que a taxa de PSA está acima do normal, seu médico poderá recomendar outros exames: novos exames de sangue, análise e cultura de urina, exame de utra-som, ou biopsia da próstata.
Uma vez identificado o problema, seu médico e você vão conversa sobre a melhor forma de tratamento.
O câncer de próstata pode ser curado se detectado no início!
Portanto, é muito importante prevenir.

Resultado do exame
Normal para homens entre 40-50 anos: 2,5 mg/ml.
Normal para homens entre 50-60 anos: menor que 4,0 mg/ml.
O nível de PSA maior que 4,0 mg/ml pode significar câncer de próstata.

Lembre-se:
O câncer de próstata não é fatal se for detectado no início!
Cirurgia ou tratamentos de radiação podem curá-lo.
Contudo, uma vez que o câncer tenha ultrapassado os limites da próstata e invadido o corpo, ele se torna incurável.

Portanto, livre de preconceitos e previna-se.
Recomendações:
Homem com menos de 40 anos deve fazer o exame de PSA caso apresente algum sintoma ou por recomendação médica.
Homem a partir dos 40 anos, que tenha história de câncer de próstata na família.
Homem a partir dos 50 anos deve realizar o exame de PSA anualmente.
Mesmo que o nível de PSA não esteja acima do normal, continue fazendo o exame de próstata regularmente.
O teste de PSA e o toque retal são os melhores exames para se detectar câncer de próstata!

9615 – Droga pode prevenir câncer de próstata


Versão mais concentrada de um remédio contra a calvície se mostrou eficaz na prevenção do câncer de próstata, segundo pesquisa divulgada nos EUA
Porém, o estudo revela que o uso prolongado da droga pode causar efeitos colaterais, como impotência e redução do desejo sexual.
Além disso, se, apesar do tratamento, o paciente desenvolver câncer, o tumor poderá ser muito mais agressivo.
O estudo de especialistas do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas e do Instituto Nacional do Câncer dos EUA mostrou que a droga, finasteride, reduziu a incidência de câncer de próstata em 25% dos homens que participaram da pesquisa.
A finasteride é usada tanto em remédio contra a calvície quanto num outro tipo de medicamento, contra o aumento da próstata.
‘Trata-se do primeiro tratamento que comprovadamente reduz o risco do desenvolvimento de câncer de próstata’, afirmou Ian Thompson, coordenador do estudo.
A droga usada no estudo é vendida com o nome de Proscar pelo laboratório Merck & Co e é recomendada para reduzir o aumento benigno da próstata, comum em homens mais velhos.
Uma versão menos concentrada do remédio chamada Propécia é vendida para tratar a calvície.
O estudo foi publicado na revista ‘New England Journal of Medicine’. Os médicos deram finasteride ou placebo (substância inócua) a nove mil homens e os acompanharam por sete anos.
Os cientistas constataram que 24% dos homens que tomaram placebo (1.147) tiveram câncer de próstata, contra 18% dos que tomaram finasteride (803).
A droga Proscar age reduzindo os efeitos do hormônio masculino testosterona.
Mas a pesquisa constatou efeitos colaterais preocupantes. O mais sério é relacionado ao câncer. Dos homens que participaram do estudo e tomaram finasteride, 6,4% desenvolveram tumores mais agressivos, contra 5,1% dos que receberam placebo.
Não está claro se isso ocorreu porque esses homens contraíram um câncer naturalmente mais agressivo.
O especialista Scott Lucia, da Universidade do Colorado, que examinou amostras dos tecidos, afirmou ser possível que a droga, de alguma forma, estimule o surgimento de tumores mais agressivos, embora duvide dessa hipótese.
Mais provável, segundo ele, é que, como a droga induz a retração da próstata, os poucos tumores que resistem aos efeitos da droga se tornam mais aparentes.
Também é possível que a droga mude a aparência do tumor desenvolvido, fazendo com que ele pareça mais agressivo do que realmente é.
Os pesquisadores informaram que não têm planos, por enquanto, de recomendar o uso de finasteride na prevenção do câncer.
O câncer de próstata é mais freqüente em homens mais velhos e é causado por mutações genéticas ainda não totalmente explicadas pelos médicos.
Sabe-se, no entanto, que, em geral, os tumores na próstata são estimulados pelo hormônio masculino, a testosterona.
Segundo o oncologista José Bines, do Instituto Nacional do Câncer, uma das terapias atualmente disponíveis consiste em reduzir a produção do hormônio ou bloquear sua ação.
No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, com 35.240 casos previstos para este ano. Só perde para o câncer de pele.

9477 – Gordura saudável para homens


Substituir os carboidratos e a gordura animal provenientes de carnes vermelhas e alimentos processados por gordura de origem vegetal, encontrada principalmente no azeite de oliva, nozes e abacate, pode ser benéfico para os homens diagnosticados com câncer de próstata. A opção pela gordura considerada saudável reduz a chance de propagação da doença, segundo uma pesquisa publicada no periódico “JAMA”.

9375 – Saúde – Exame de próstata


☻ Nota do Autor
Câncer de Próstata, um assunto sério
Aqui não é bom brincar, porque o tumor não brinca em serviço no que diz respeito a comprometer as funções do organismo, levando a um quadro irreversível.

O exame de próstata abrange dois tipos distintos de exame: o toque retal e o exame de sangue PSA (sigla oriunda do inglês Prostate Specific Antigen, ou APE, de Antígeno Prostático Específico, em português). Este conjunto de exames deve ser feito anualmente.
A recomendação sempre foi realizá-lo a partir dos 45 anos de idade. Todavia, em novembro de 2013, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) alterou a idade mínima recomendada para realização desse exame para os 50 anos de idade. Contudo, para pacientes de etnia negra, obesos ou que tenham histórico na família, o recomendado era iniciar os exames a partir dos 40 anos de idade, passando para os 45 anos.
A explicação para essa mudança na idade para se iniciar a prevenção ao câncer de próstata é devido ao fato de existir um excesso de diagnósticos de cânceres desse tipo que não se desenvolvem de forma agressiva, conhecidos como cânceres indolentes. Em outras palavras, o paciente possui o câncer, mas ele não se espalha para outros lugares do corpo, ficam restritos à próstata.
O toque retal é um procedimento realizado pelo médico, visando avaliar as condições internas do reto. Realiza-se o mesmo com o paciente deitado na maca, adotando uma posição na qual o ânus fique exposto e relaxado. O médico, utilizando luvas lubrificadas, introduz o dedo indicador através do ânus do paciente palpando-o, após solicitar que este efetue um leve esforço defecatório, para facilitar a protusão da mucosa. Caso o paciente não consiga relaxar o esfíncter anal, poderá sentir desconforto ou dor durante o exame.
Já o PSA consiste em uma glicoproteína sintetizada pela próstata, que fica na corrente sanguínea e que pode ser dosada por meio de um exame de sangue. Esta substância apresenta uma influência positiva sobre a motilidade dos gametas masculinos no momento da ejaculação, uma vez que auxilia na diluição do fluído seminal. Existem dois tipos de PSA: o PSA livre, que se encontra aumentado na hiperplasia prostática benigna, e o PSA conjugado (ou PSA total), que pode encontrar-se aumentado, na corrente sanguínea, em casos de câncer de próstata.
Quando ambos os exames indicam a possibilidade de câncer retal, deve ser feita uma investigação mais minuciosa, por meio de ultrassonografia transretal e, em alguns casos, até mesmo uma biópsia prostática.

9329 – Medicina – Novos remédios revolucionam o combate ao câncer de próstata


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Ele recebeu o diagnóstico de câncer de próstata metastático. O tumor invadira a bexiga, a uretra e os ossos. Era 2009. Pelas estimativas médicas, Fontenele teria apenas um ano de vida. Mas ele não desistiu. Foram doze sessões de quimioterapia e outras 32 de radioterapia. E os efeitos colaterais do tratamento, terríveis — dores fortes na região do abdômen, vômitos constantes e prostração. “O sofrimento era tão grande que cheguei a pensar que deveria ter deixado a doença seguir seu rumo natural”, diz Fontenele. A situação começou a mudar em 2010, quando ele participou das pesquisas finais de um novo medicamento para câncer de próstata metastático, a abiraterona. Em seis meses, seu quadro clínico se reverteu. O PSA, o principal marcador sanguíneo da doença, atingiu uma taxa equivalente à de um homem saudável, de 0,3. Fontenele mantém a terapia com o medicamento e seguirá assim até o momento em que o câncer deixar de reagir à abiraterona — quatro comprimidos diários e nenhuma reação adversa. Hoje, a vida dele é a mesma de antes da doença: trabalha, passeia com os amigos, viaja com a família e faz caminhadas pelas praias de São Luís, no Maranhão, onde mora.
Lançada comercialmente no Brasil em 2012, a abiraterona é um dos quatro novos medicamentos desenvolvidos nos últimos três anos para o combate à doença. Com eles, a taxa de sobrevivência dos doentes aumentou 30%, em cinco anos. Pode parecer pouco, mas não é. A elevação da taxa de sobrevida nos últimos cinco anos de pacientes com tumores avançados de mama girou em torno dos 20%. Dos de intestino, 10%. O tempo a mais que esses remédios proporcionam é como aquele que Fontenele experimenta — sem dores, sem prostração, sem enjoos. Vida normal, portanto. O diagnóstico de câncer de próstata metastático já não significa mais necessariamente uma sentença de morte. “Trata-se do maior impacto já visto em tão pouco tempo no tratamento de qualquer câncer metastático”, diz Fernando Maluf, chefe da oncologia clínica do Centro Oncológico Antônio Ermírio de Moraes, da Beneficência Portuguesa, em São Paulo.
De todos os cânceres em fase de metástase, o de próstata é o mais controlável. Os novos medicamentos são desenvolvidos a partir de uma tecnologia extremamente sofisticada. A abiraterona, por exemplo, ataca o tumor em duas frentes. Corta a produção na glândula suprarrenal do hormônio testosterona, o combustível para os tumores prostáticos, e diminui a síntese do hormônio dentro das células cancerígenas. Além da abiraterona, há três medicações de ultimíssima geração.
Algumas delas são de um requinte tecnológico impressionante, como a vacina terapêutica Sipuleucel-T. Feita sob medida para o paciente, ela estimula o sistema imunológico a combater as células tumorais. Um mês de tratamento custa 90 000 reais. Ainda não há previsão de chegada da vacina ao Brasil.
O câncer de próstata está entre os tumores mais indolentes. Ele leva quinze anos para atingir 1 centímetro cúbico. Com esse tamanho, pequeno, o tumor está confinado à glândula, e pode ser tratado com tranquilidade. Quando ele escapa e atinge outro órgão, a coisa muda de figura. “A lentidão, benéfica no início da doença, torna-se um grande problema na fase de metástase”, explica o oncologista Andrey Soares, do Hospital Albert Einstein e do Centro Paulista de Oncologia, ambos em São Paulo. Tumores de crescimento lento são resistentes à quimioterapia, a primeira opção de tratamento nos casos de metástase. Isso porque os quimioterápicos têm como característica atingir o DNA da célula tumoral sobretudo durante a divisão das células. “Quando a divisão é lenta, o efeito da químio é menor, portanto. E é nesse cenário que os novos medicamentos representam uma grande notícia”, diz Gustavo Guimarães, urologista do hospital A.C. Camargo Cancer Center, em São Paulo.
Todos os anos 60.000 homens recebem o diagnóstico de câncer de próstata no Brasil — é a segunda neoplasia mais comum entre o sexo masculino, depois dos tumores de pele. Quando a doença é diagnosticada e tratada precocemente, a cura chega a 97%. O problema é que dois em cada dez casos da doença no país são descobertos em fase de metástase. Nos Estados Unidos, esse índice cai à metade.
Lembre-se aqui do bê-á-bá: homens que pertencem a grupos de risco, como os pacientes negros ou com casos de câncer de próstata na família, devem fazer exames de rotina anuais a partir dos 45 anos. Os que não correm risco, a partir dos 50 anos. Os exames consistem no teste sanguíneo do PSA e no toque retal. Ainda há muito a ser feito — apenas metade dos brasileiros com mais de 45 anos vai ao urologista regularmente.

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8921 – Novo teste genético pode prever agressividade do câncer de próstata


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O nível de atividade de três genes vinculados ao envelhecimento permite prever o comportamento do câncer de próstata e indicar se o seu desenvolvimento será lento ou agressivo. A conclusão, relatada em um artigo publicado no periódico Science Translational Medicine, pode auxiliar os médicos a encontrar a melhor forma de tratamento para cada caso da doença.
A maior parte dos 200 000 tumores diagnosticados todos os anos nos Estados Unidos tem uma evolução lenta”, afirma Cory Abate-Shen, professor da Faculdade de Medicina de Columbia, nos Estados Unidos, e um dos autores responsáveis pelo estudo. “Esses marcadores genéticos poderiam eliminar a incerteza atual quanto à natureza do câncer de próstata no diagnóstico, e assegurar ao paciente um tratamento adequado.”
O problema dos testes atuais de detecção é a incapacidade de identificar o fraco percentual de tumores de próstata que se tornarão agressivos e se espalharão por outros órgãos, explica Mitchell Benson, também responsável pelo trabalho.
Os três genes identificados — FGFR1, PMP22 e CDKN1A — são particularmente afetados pelo envelhecimento celular, um processo conhecido pelo seu papel na supressão do tumor, e vinculado a tumores de próstata benignos em humanos e camundongos.
Os pesquisadores afirmam que quando os três genes estão presentes, o risco de tumor de próstata é menor. Por outro lado, quando o resultado do teste para os genes dá negativo (ou seja, eles não são encontrados), a natureza do tumor é agressiva.
A exatidão do teste foi provada pelos cientistas com amostras de biópsias realizadas em tumores de próstata de 43 pacientes, acompanhados durante pelo menos 10 anos. Inicialmente, todos foram diagnosticados com câncer de próstata de baixo risco. Dos 43, porém, 14 desenvolveram tumores avançados — todos identificados pelo teste genético.
“O teste preliminar conseguiu prever, sem erro, quais pacientes diagnosticados com tumor canceroso de próstata de baixo risco acabariam desenvolvendo um câncer avançado”, afirma Abata-Shen. No futuro, os cientistas pretendem avaliar o teste genético em um ensaio clínico mais amplo.
Cerca de 2,5 milhões de homens vivem com câncer de próstata nos Estados Unidos (país onde foi feito o estudo), e estima-se que 30 000 morrerão da doença este ano. Embora um em cada seis homens seja diagnosticado com a doença durante a vida, a maioria não morre por conta dela. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), em 2012 cerca de 60 000 novos casos da doença foram diagnosticados no Brasil.

8370 – Consumo de gordura ‘saudável’ melhora prognóstico de pacientes com câncer de próstata


Homens diagnosticados com câncer de próstata devem substituir carboidratos e gordura de origem animal, presente na carne vermelha e em alimentos processados, por exemplo, por gordura vegetal, encontrada no azeite de oliva, nozes, abacate e outros ingredientes. Segundo um novo estudo americano, essa troca reduz a chance de propagação da doença e o risco de morte por qualquer causa em um período de nove anos. Os resultados dessa pesquisa foram publicados no periódico JAMA.
O estudo foi feito com 4.577 homens diagnosticados com câncer de próstata não metastático (que não havia se espalhado pelo corpo) que foram acompanhados durante oito anos, em média. Ao longo da pesquisa, 1.064 participantes morreram – 31% devido a alguma doença cardíaca; 21% em consequência do câncer de próstata; 21% devido a outro tipo de câncer; e o restante, por causas variadas.

Substituição
A cada quatro anos, os participantes responderam um questionário sobre seus hábitos alimentares. Com isso, os pesquisadores queriam tentar estabelecer uma relação entre a alimentação e os quadros de saúde de cada um. Eles concluíram que os homens que substituíram 10% das calorias que consumiam diariamente vindas de gordura animal e carboidratos por gorduras ‘saudáveis’ apresentaram um risco 29% menor de morrer em consequência da propagação do câncer de próstata. Esses pacientes também tiveram 26% menos chances de morrer por outro motivo em comparação com aqueles que não fizeram essa troca.
Substituir carboidratos e gordura animal por gordura ‘saudável’ diminui em cerca de um terço o risco de morte por câncer de próstata e em 26% de morte por qualquer outra causa.

7031 – Vacina contra o câncer de próstata


Mais um grande passo foi dado na guerra ao mal por trás de pelo menos 8 milhões de baixas na humanidade todo ano. A FDA, agência que regula os medicamentos nos Estados Unidos, deu sinal verde para a primeira vacina terapêutica contra o câncer. Produzido pelo laboratório americano Dendreon, o novo armamento se destina, por enquanto, a homens com tumor de próstata avançado. “É a validação do conceito de imunoterapia, uma estratégia de aperfeiçoar as defesas do corpo para atacar tumores”, afirma o oncologista Philip Kantoff, do Instituto de Câncer Dana-Farber, líder do estudo com 512 pacientes que legitimou a vacina.
O aumento de sobrevida ainda é baixo, mas ela pode ser aperfeiçoada.
Num estágio um pouco mais avançado, a quimioterapia garante um fôlego extra de três meses ao paciente. Uma das vantagens, aliás, é a carência de efeitos colaterais expressivos, que se limitam a fadiga e dores de cabeça nos primeiros dias após a aplicação. Nada de náuseas e queda de cabelo, como na químio. O intrigante é que, embora benéfica, a vacina não desarticula o tumor em si.
Os mecanismos de ação ainda não estão totalmente esclarecidos”, admite Kantoff.
Trabalhos estão em curso inclusive para apurar um possível elo entre o tratamento e o maior risco de derrames. Até agora, a indicação se restringe a pacientes com metástase — ou seja, quando a doença já está disseminada pelo corpo —, poucos sintomas e sem resposta à terapia hormonal, normalmente convocada nessa fase.
Por uma questão de ética, porém, os testes sempre começam pelos doentes mais comprometidos.
A expectativa é que a liberação da primeira vacina terapêutica abra caminho ao advento de outras correntes de imunoterapia. No Brasil, o pesquisador Fernando Kreutz trabalha, desde 2001, em cima de uma vacina contra o câncer de próstata aplicada direto na pele.
“Diferentemente do modelo americano, partimos das células do tumor do paciente, extraídas em uma biópsia”, explicou em entrevista.
Além da próstata, tumores em outros cantos do corpo estão na pontaria das vacinas. Trabalhos recentes autenticaram a eficiência de versões contra o melanoma, o câncer de pele mais agressivo, e o linfoma, que mina o sistema linfático. “Com o reforço ao sistema imune, a velocidade de crescimento da doença diminui”.
A tática será testada em 1,3 mil doentes mundo afora com a promessa de atirar nas células cancerosas, deixando as sadias em paz.
As vacinas terapêuticas ainda enfrentam dificuldades que esbarram na engenhosidade do câncer, doença que varia muito de pessoa para pessoa.
As células cancerosas costumam ser diferentes entre si, o que dificulta seu reconhecimento pelas defesas.
A esperança é vencer os desafios impostos por uma doença mutante por natureza. “Contra o câncer não dependemos de uma única arma, e as vacinas terão um papel a cumprir. Nessa guerra, todo apoio é bem-vindo.

Esperança de Vida
A expectativa de vida de uma criança que nasce hoje no Brasil é de 71,9 anos, de acordo com o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A expectativa de vida de todos os bebês brasileiros nascidos em 1980, ano em que o IBGE fez a primeira pesquisa nesse sentido, era de 62,5 anos.
O objetivo dessas estatísticas é ilustrar como a saúde do mundo, não apenas do Brasil, está melhorando a um índice extraordinário. Hoje, existe uma porcentagem maior de pessoas mais velhas jamais vista. Então, o que está nos fazendo viver mais tempo? A razão mais óbvia é a quantidade incrível de tecnologia médica desenvolvida no século XX. Os cientistas desenvolveram medicamentos e equipamentos que permitem que combatamos as doenças com mais eficácia. A penicilina (1928), a vacina contra o sarampo (1953), a vacina contra a poliomielite (1954) e a insulina (década de 20) são apenas algumas das muitas descobertas médicas feitas no século passado.
Possivelmente, o avanço mais empolgante desse século será a descoberta de uma vacina contra o câncer universal. Os cientistas estão à beira de desenvolver tal vacina que, quando descoberta, salvará milhões de vidas por ano.
Provavelmente, a forma mais promissora de tratamento contra o câncer esteja na imunoterapia, em que os cientistas estão desenvolvendo várias vacinas experimentais contra o câncer que poderiam levar à erradicação da doença nesse século. Existem duas categorias principais onde se encaixam as vacinas contra o câncer:

vacina contra o câncer específico
vacina contra o câncer universal

Como o nome sugere, as vacinas contra o câncer específico são criadas para tratar tipos específicos de cânceres. Em outras palavras, uma vacina poderia ser desenvolvida para o câncer de pulmão, outra poderia ser usada para tratar o câncer de cólon, outra poderia tratar o câncer de pele, e assim por diante. Uma vacina contra o câncer mais interessante seria aquela que pudesse combater as células do câncer independentemente do tipo da doença. Esse tipo de vacina é chamada de vacina contra o câncer universal.

Nessas duas categorias, existem mais tipos específicos de vacinas contra o câncer. Cada tipo de vacina contra o câncer funciona sob o mesmo princípio básico: a vacina, que contém células do tumor ou antígenos, estimula o sistema imunológico do paciente, que produz células especiais que matam as células do câncer e previnem reincidências da doença. Ao contrário das vacinas contra outras doenças, que previnem sua ocorrência, não existe uma vacina em desenvolvimento que possa prevenir o aparecimento do câncer. As vacinas contra o câncer são usadas somente como um tratamento após o câncer ter sido encontrado em um paciente.
As vacinas de antígenos utilizam antígenos específicos do tumor – proteínas descobertas em uma célula tumoral – para estimular o sistema imunológico. Ao injetar esses antígenos na área cancerosa do paciente, o sistema imunológico produzirá uma quantidade elevada de anticorpos ou de linfócitos T citotóxicos, também conhecidos como células T de defesa, para atacar as células do câncer que carregam esse antígeno específico. Vários antígenos podem ser usados nesse tipo de vacina para variar a resposta do sistema imunológico.
Em certos casos, alguns anticorpos – chamados de anticorpos idiotipo – agem como antígenos, estimulando uma resposta imunológica semelhante à descrita acima. Nesse caso, o sistema imunológico produzirá anticorpos antiidiotipos para atacarem os idiotipos. Os cientistas descobriram uma maneira de produzir anticorpos antiidiotipos em massa para criar uma vacina que possa ser injetada para o tratamento do câncer.

As células dendríticas quebram os antígenos nas superfícies da célula do câncer em pedaços menores. As células dendríticas, então, agem como os mensageiros mais procurados pelo sistema imunológico, revelando tais pedaços de antígenos às células T de defesa. Para produzir uma vacina de célula dendrítica, os cientistas extraem algumas das células dendríticas do paciente e utilizam estimulantes da célula imunológica para reproduzir grandes quantidades de células dendríticas no laboratório. Essas células dendríticas são expostas aos antígenos das células do câncer do paciente. Essa combinação de células dendríticas e antígenos é injetada no paciente, e as células dendríticas funcionam para programar as células T.
Com a pesquisa recente sobre o DNA (ácido desoxirribonucléico), os cientistas estão descobrindo formas de usar o código genético das proteínas produzidas nas células para auxiliar os sistemas imunológicos no combate ao câncer. Partes do DNA das células do paciente são injetadas no paciente, que instrui as outras células a produzirem continuamente certos antígenos. Essa vacina de DNA aumenta a produção de antígenos, o que força o sistema imunológico a responder produzindo mais células T.
As vacinas de células do tumor podem ser produzidas usando-se as células cancerígenas do paciente ou de outra pessoa. Essas células são mortas e injetadas no paciente. Embora as células estejam mortas, os antígenos ainda são reconhecidos pelo sistema imunológico, que responde atacando as células mortas. O sistema imunológico também atacará as células vivas do câncer carregando o antígeno que foi descoberto nas células mortas.
Embora a Ciência tenham tido algum sucesso com cada uma dessas vacinas contra o câncer, ainda é muito cedo dizer quando uma vacina de verdade será desenvolvida. Entretanto, a ciência tem permitido cada vez mais que sejamos capazes de desenvolver um método que possa erradicar algumas formas de câncer de nossa vida, se não todas elas.