12.932 – Chuva – Os Rios Voadores


Chuva sobre areas de cultivo de cana no interior de Sao Paulo.
A chuva é um fenômeno meteorológico que consiste na precipitação de gotas de água, no estado líquido, sobre a Terra. Em quase todos os casos, a chuva se forma nas nuvens, mas em certos lugares, também é possível cair chuva sem a presença de nuvens. E nem toda a chuva que sai das nuvens atinge o solo, pois algumas vezes, ela se evapora na atmosfera bem antes de cair sobre a superfície. Para que a gente possa entender melhor a chuva, vamos examinar o que são as nuvens.
As nuvens podem apresentar diversas formas, que variam dependendo da natureza, dimensões, número e distribuição espacial das partículas que a constituem e das correntes de ventos atmosféricos. Cada nuvem é um conjunto de partículas finas de água (em seu estado líquido) ou de gelo (água em estado sólido) que se encontram em suspensão na atmosfera, uma manifestação visível que resulta da condensação de vapor de água (água invisível, em seu estado gasoso). Uma nuvem pode conter partículas de água líquida ou de gelo em menores ou maiores dimensões, além de partículas procedentes, por exemplo, de vapores industriais, de fumaças ou de poeiras.

O que é precipitação? É diferente de chuva?
A precipitação é qualquer forma de água, seja líquida ou sólida, que cai do céu. Assim, além da chuva líquida que cai na maior parte do Brasil, inclui também granizo e neve.
A chuva se refere apenas à forma líquida das precipitações.
As gotas de chuva, que podem ter um diâmetro de até 6 mm, não seguem a mesma formação que as gotas de água que caem de uma torneira, por exemplo. As menores, com menos de 1 mm de raio, na verdade, são esféricas. As que crescem mais, começam a se deformar na parte inferior, porque a pressão do ar as puxa para cima durante a queda, momento em que começam a conseguir contrariar a tensão superficial que as mantém esféricas.
Quando o raio excede cerca de 4 mm, o buraco interior cresce tanto que a gota, antes de se partir em gotas menores, fica com uma forma que quase parece um paraquedas: a forma de um saco de paredes finas voltado para baixo, com um anel mais grosso de água em roda da abertura inferior. As gotas de chuva são muito maiores do que as gotículas das nuvens e podem ficar suspensas no ar por muito tempo. Como são muito maiores e mais pesadas, as gotas de chuva não ficam suspensas no ar e dão origem à chuva.
Dependendo da quantidade de água que chove e o tamanho das gotas, podemos descrever a chuva como chuvisco, garoa, aguaceiro, pé-d’água, dilúvio, pancada, etc.
O estado de São Paulo é conhecido como terra da garoa, ou do chuvisco, que é um tipo de precipitação que se caracteriza por ter um tamanho de gota de água pequeno, dando a impressão de que as gotas flutuam no ar em vez de caírem. O chuvisco se origina de nuvens relativamente baixas e de pouco desenvolvimento vertical, como as nuvens estratiformes.
Há dois tipos básicos de precipitação: estratiformes e convectivas. As precipitações podem estar associadas a diferentes fenômenos atmosféricos sob diferentes escalas de desenvolvimento temporal e espacial. Por exemplo:
chuvas frontais são causadas pelo encontro de uma massa fria (e seca) com outra quente (e úmida). Por ser mais pesado, o ar frio faz o ar quente subir na atmosfera. Com a subida da massa de ar quente e úmida, há um resfriamento da mesma que condensa e forma a precipitação.
chuvas de convecção são também chamadas de chuvas de verão na região Sudeste do Brasil e são provocadas pela intensa evapotranspiração de superfícies úmidas e aquecidas (como florestas, cidades e oceanos tropicais). Precipitação convectiva é comum no verão brasileiro, na Floresta Amazônica e no Centro-oeste. Na região Sudeste, particularmente sobre a Região Metropolitana de São Paulo e sobre a Região Metropolitana do Rio de Janeiro, também ocorrem tempestades convectivas associadas à entrada de brisa marítima ao final da tarde com graves consequências sobre as centenas de áreas de risco ambiental. Estas chuvas também são conhecidas popularmente como pancadas de chuva, aguaceiros ou torós.
chuvas orográficas são também chamadas de chuvas de serra, ou ainda, chuvas de relevo e ocorrem quando os ventos úmidos se elevam e se resfriam pelo encontro de uma barreira montanhosa, como é normal nas encostas voltadas para o mar. São comuns nos litorais paranaense, catarinense e na Serra do Mar.
A chuva tem papel crucial no ciclo hidrológico. A quantidade de chuva que cai é medida usando um instrumento chamado pluviômetro, de funcionamento simples: a boca de um funil de área conhecida faz a coleta das gotas de chuva e as acumula em um reservatório colocado abaixo do funil. Normalmente, esse recipiente está marcado com uma escala graduada, de forma que o observador pode medir o volume de água acumulado num determinado período, por exemplo, 25 mm por metro quadrado nas últimas 24 horas.
A manutenção do ciclo da água é fundamental para nossas vidas e para a natureza, pois promove a regularidade da temperatura e a água das chuvas abastece os nossos rios e lagos e penetra no solo para irrigar a vegetação. Ela permite a realização de atividades importantes para a sociedade humana, como a agricultura e a pesca, por exemplo.

7722 – Um carro movido a Água


Pode ser água potável, do mar, da chuva ou até chá. O carro, com 1 litro do combustível, consegue rodar a 8 km/h durante uma hora. O sistema quebra as partículas das moléculas e separa o hidrogênio do oxigênio, que é captado por uma membrana que, por sua vez, libera elétrons para que o automóvel funcione.
Por enquanto, há só o protótipo. Só o sistema de quebra e captação do hidrogênio – sem o carro! – custa cerca de 2 milhões de ienes (ou R$ 30,2 mil), mas a empresa japonesa acredita que se for produzido em larga escala, o custo pode ser reduzido para cerca de 5 mil ienes (ou R$ 7.550).

carro a água

6613 – Quantos litros de água tem num temporal?


Um temporal forte, desses que caem durante o verão em São Paulo, chega a descarregar 92 litros de água por metro quadrado. Se essa chuvona caísse sobre toda a cidade, Sampa seria inundada por 138 bilhões de litros de água, o suficiente para encher 55 531 piscinas olímpicas, com 25 metros de largura, 50 de comprimento e 2 de profundidade. Esse megatoró hipotético sobre todo o município pode até acontecer, mas é bem raro. Afinal, a cidade paulistana é enorme, com uma área de 1 509 km². Na prática, o que acontece é que alguns bairros acabam sendo mais castigados do que os outros. Mas a quantidade de água que cai do céu não é o único fato a ser analisado para determinar a intensidade de uma chuva. O tempo de duração e o tamanho da área também contam. Por exemplo, uma chuva de 20 litros de água por m², distribuída em um dia por toda a cidade, pode passar como uma fina garoa. Já a mesma quantidade de chuva caindo em apenas uma hora pode detonar a região atingida, ainda mais se for sobre uma área pequena. Nas grandes metrópoles, o problema das enchentes é mais grave porque falta um bom sistema de drenagem da água – afinal, o solo foi impermeabilizado pelo asfalto. Situação bem diferente ocorre na Amazônia, onde chega a chover 4 mil litros por m² por ano! Na floresta, o aguaçeiro é absorvido pelas plantas, pelo solo e pelos rios, reduzindo o impacto da água que cai do céu.

5098 – Edifício para abrigar vida selvagem


Em vez de usar o espaço urbano para construir estruturas apenas para os seres humanos, um arquiteto holandês resolveu pensar em projetos urbanísticos também para a vida selvagem.
Daí a ideia de construir algo destinado apenas a animais e plantas. “Há pouco espaço nas cidades grandes, mas ainda podemos aproveitar a água”, disse à BBC Brasil.
Assim surgiu a Sea Tree (“árvore marinha”, em tradução livre), uma construção de cerca de 30 metros de altura (mais seis a oito metros sob a superfície) que tem como objetivo servir de refúgio para plantas, animais marinhos e pássaros, por exemplo.
A estrutura do projeto é semelhante à de uma usada para construir plataformas de petróleo no mar, mas serve para grandes rios e lagos urbanos.
O custo, estima, é de cerca de US$ 9 milhões (R$ 16 milhões). “Mas estamos tentando barateá-lo”, acrescenta o arquiteto.
Olthuis argumenta que projetos como esse podem aumentar a fauna e flora das cidades grandes, ajudar a limpar rios poluídos e absorver a água da chuva.
Talvez, mas o projeto deve gerar críticas. Afinal animais não foram feitos para viver em prédios. Eles iriam se adaptar?