14.060 – Religião Viking


odin
Os povos Vikings, que habitaram a Escandinávia (atual Noruega, Suécia e Finlândia), no Norte da Europa, possuíam crenças religiosas pagãs, ou seja, não cristãs. Os mitos religiosos desses povos são conhecidos hoje como mitologia nórdica.
Os Vikings não eram extremamente religiosos, sendo o culto aos deuses realizado em épocas específicas ou em ocasiões individuais, isto é, quando uma pessoa procurava o favor divino. Um exemplo de festival religioso dos nórdicos era o Jól (também conhecido como Yule), que era realizado no inverno e que foi depois apropriado pelos cristãos e transformado na comemoração do nascimento de Cristo, o Natal. Outro exemplo de festival religioso é o Álfablót, que é visto de acordo com as fontes originais como festival de cura ou de celebração dos ancestrais. Já o culto individual estava relacionado com pedidos aos deuses e normalmente apresentava pequenos sacrifícios ou pequenos rituais de magia.
Apesar de não possuírem uma classe de sacerdotes dedicada à religião, essa função, principalmente nos rituais e festivais, era realizada pelos reis ou nobres em espaços sagrados ou templos construídos para finalidades religiosas, como o Templo de Uppsala, na Suécia. Os vikings acreditavam em seres míticos, como elfos (Álfar) e anões (Dvergar), além de gigantes (Jötunn) e dragões. Um ser mítico importante na religião viking era as Nornas, que eram seres divinos que regiam o destino dos homens. A visão de universo dos nórdicos estava centralizada na Yggdrasil, um freixo que interligava os nove mundos existentes.
Possuíam como principal deus Odin, considerado o deus mais poderoso da religião nórdica e chamado de “pai dos deuses”. Conforme Johnni Langer:
Outros deuses importantes eram Thor, Freyja, Balder, Týr, Loki etc. O fim do mundo para os nórdicos aconteceria no chamado Crepúsculo dos deuses (Ragnarök), no qual os deuses seriam destruídos, assim como parte do universo, após uma batalha final. Entretanto, estudos recentes defendem a influência do cristianismo no Ragnarök, e outros apontam que o mito do fim do universo possuía pouca influência na religiosidade viking. Os vikings foram gradativamente sendo cristianizados a partir do século X, com a religiosidade tradicional vinda do paganismo ficando restrita ao ambiente privado e presente no folclore popular nórdico.

14.059 – As invasões vikings


drakkars
Durante a Baixa Idade Média, a civilização viking deu início a uma série de invasões que marcariam o instável quadro político militar europeu. Pertencentes a uma civilização de forte tradição militarista, os vikings acreditavam que os conflitos ocupavam um importante espaço de suas crenças e práticas sociais. Dessa forma, entre os séculos VIII e XI, deflagraram um grande número de batalhas que tomaram boa parte do Velho Mundo.
Os vikings são oriundos das gélidas terras encontradas nas regiões da Noruega, Dinamarca e Suécia. Nestas regiões – apesar da falta de recursos fartos – praticavam a agricultura, a pesca e o comércio de diversos produtos como trigo, peixes, metais, madeira e alguns escravos. Historicamente, foram capazes de formar uma cultura autônoma, tendo em vista que os romanos não promoveram a ocupação dos domínios escandinavos.
Mesmo partilhando diversos hábitos e costumes, os vikings não experimentaram nenhum tipo de governo centralizado capaz de organizar as invasões à Europa. Geralmente, pequenos grupos independentes organizavam as pilhagens que começaram a atingir o mundo europeu a partir das ilhas britânicas. Faziam uso do drakkar, tipo de embarcação leve, com a qual os vikings alcançaram a Europa por vias marítimas e pluviais. Não por acaso, iniciaram a ocupação da Europa Continental adentrando o Rio Sena.

Apesar das invasões atingirem essas duas primeiras localidades, a ocupação dos vikings ocorreu simultaneamente em diversas partes da Europa. Um dos alvos mais visitados era a Irlanda, que devido à proximidade e a ajuda dos ventos fazia com que essa investida militar ocorresse sem maiores dificuldades. Enquanto os vikings noruegueses e dinamarqueses invadiam regiões da Espanha e da França, os suecos costumavam invadir partes da Polônia, Letônia, Lituânia e Rússia.

Ao contrário do que se pensa, não podemos definir que a invasão realizada pelos vikings tenha ocorrido por uma mera inclinação para a guerra. De acordo com algumas pesquisas, o processo de expansão territorial dessa civilização foi gradual e, provavelmente, foi motivado pelo problema do aumento dos contingentes populacionais em terras pouco férteis. Contrariando vários mitos ligados a essa civilização, os vikings não eram xenófobos e realizavam comércio com vários povos estrangeiros.
Outra interessante “tradição inventada” vinculada aos povos vikings está relacionada ao hábito de utilizar elmos com chifres. Pesquisas arqueológicas indicam que uma pequena parte dos combatentes utilizava esse tipo de aparato, mais comumente usado para a realização de rituais religiosos. Essa associação entre os vikings e os chifres aconteceu com a popularização, durante o século XIX, de peças teatrais e óperas que incorporaram esse vistoso ornamento.

Nesse processo de expansão, também responsável pela colonização de diversas terras nórdicas, os vikings acabariam antecipando em cinco séculos a viagem feita por Cristóvão Colombo. Por volta do ano 1000, segundo vestígios encontrados na costa leste do Canadá, um grupo de vikings dominou algumas terras nesta região investigada. Contudo, as dificuldades de fixação e o confronto com os povos nativos acabaram dando fim a essa empreitada.

Na mesma época, por volta do século XI, a expansão dos povos vikings pela Europa começava a dar seus primeiros sinais de desgaste. Além de sofrerem com diversas derrotas militares, o avanço do cristianismo pelo continente acabou enfraquecendo a formação de novas tropas dispostas a lutar. Apesar de tantas transformações, as tradições e lendas criadas por essa civilização ainda se mostra presente em diversos traços da cultura européia contemporânea.

14.058 – O Fim do Mundo Segundo os Vikings


fim do mundo viking
Ragnarök é o termo dado à crença dos vikings a respeito da morte de seus deuses e do fim da era em que viviam. A palavra Ragnarök tem origem no nórdico antigo, e sua tradução, segundo Johnni Langer, é “consumação dos destinos dos poderes supremos”.
Na crença dos vikings, o Ragnarök consistiria em uma sucessão de eventos catastróficos que levariam à destruição do Universo e à morte de parte dos deuses.
Importante frisar que o termo “viking” é utilizado para se referir aos povos nórdicos que habitavam a Escandinávia durante a Era Viking, que abrange o período de 793 a 1066. Esse período iniciou-se com as navegações realizadas pelos nórdicos, responsáveis por levá-los para diversos locais, como Islândia, norte da França, América do Norte, etc.
O que é Ragnarök?
Ragnarök é o termo usado para se referir aos eventos narrados em alguns registros escandinavos que mostram como os vikings acreditavam que o Universo em que viviam acabaria. Esse tipo de discurso que retrata o fim do homem e do mundo é chamado de escatologia. Para os vikings, o Ragnarök seria marcado por grandes batalhas entre deuses, gigantes e outras figuras míticas.
Na narrativa nórdica, os eventos do Ragnarök seriam antecedidos por um período chamado fimbulvetr, em que ocorreriam três longos invernos consecutivos. Nesse período, o mundo ficaria coberto com geadas, e a violência tomaria conta do mundo. A respeito desse acontecimento, o registro nórdico narra o seguinte:
Após o longo inverno, a sequência de novos acontecimentos seria o prelúdio de que o Ragnarok iniciava-se. Os nórdicos acreditavam que dois lobos (Skoll e Hati) finalmente alcançariam e devorariam o sol e a lua, depois de persegui-los eternamente. É importante observar que, para os nórdicos, a lua era um personagem masculino, e o sol, um personagem feminino.

Após isso, a escatologia nórdica afirmava que estrelas desapareceriam, aconteceriam tremores na terra, árvores seriam arrancadas e, finalmente, todas as correntes seriam quebradas. Nisso, os filhos de Loki (filho de Odin) marchariam para Midgard (mundo dos homens) para a batalha final. Os filhos de Loki que teriam papéis de destaque no Ragnarök eram o lobo Fenrir, a serpente que circundava o mundo chamada Jörmungandr e a deusa do mundo dos mortos chamada Hel.
Loki, por sua vez, navegaria rumo ao local da batalha final com o gigante de gelo Hrymir e seu exército no navio Naglfar. Esse navio era produzido com restos das unhas de todos os soldados que haviam morrido em batalha. Finalmente, Surtur e outros gigantes de fogo destruiriam a ponte Bifrost, que ligava Asgard (morada dos deuses) à Midgard.
Quando essa sucessão de eventos acontecesse, Heimdall, o guardião da Bifrost, soaria sua corneta e convocaria os deuses para que a batalha final fosse travada. Os exércitos que lutariam contra as forças de Loki seriam formados pelos deuses de Asgard, pelos einherjar
A luta que seria travada a partir dali teria o seguinte desfecho:
Odin lutaria contra o lobo Fenrir e seria devorado.

Vídar, filho de Odin, mataria o lobo Fenrir.

Thor, filho de Odin, lutaria contra Jormungandr, mataria a serpente, mas seria morto por seu veneno.

Frey (deus da fertilidade, relacionada à agricultura) lutaria contra Surtur e seria morto pelo gigante de fogo.

Týr (deus da justiça) lutaria contra Garmr, o cão que protege o mundo dos mortos, e ambos morreriam.

Loki lutaria contra Heimdall, e ambos morreriam na luta.

Por fim, Surtur incendiaria todo o Universo.

O Ragnarök sugere que o Universo seria destruído conforme mencionado, mas registros nórdicos também retratam o surgimento de um novo mundo. Esse mundo emergiria do mar e seria uma terra verde e bela, inicialmente habitada por um casal de humanos (Lif e Lifthrasir) que sobreviveram ao Ragnarök. Esse mundo que surgiria seria governado por Vidar e Vali, filhos de Odin e sobreviventes do Ragnarök, e contaria também com a presença de outros deuses: Modi, Magni, Balder e Hödr.
Quais são as fontes que registram o Ragnarök?
Os eventos relacionados ao Ragnarök foram registrados em diversos documentos que retratam a cosmologia (visão de mundo) dos nórdicos. O principal registro que menciona o Ragnarök é chamado Edda em Prosa, em especial um trecho do capítulo “Gylfaginning” (“O logro de Gylfi”).
A Edda Poética também é um documento que contém algumas menções ao Ragnarök, com destaque para o poema “Völuspá” (“A profecia da vidente”). Segundo aponta Johnni Langer, outros poemas da Edda Poética mencionam o Ragnarök, como “Lokasenna” (“O sarcasmo de Loki”) e “Vafþrúðnismál” (“A balada de Váfthrudnir”).
A Edda em Prosa é um documento escrito pelo historiador e poeta islandês Snorri Sturluson por volta do ano 1220. Essa obra foi dividida em vários capítulos, e um deles, em específico, organizou as crenças e os mitos da religião dos nórdicos.
A Edda Poética, por sua vez, é uma coleção de poemas nórdicos que narram diferentes histórias sobre os deuses em que os vikings acreditavam. Os poemas da Edda Poética fazem parte de um manuscrito chamado Codex Regius, encontrado na Islândia em 1643. O autor desses poemas é desconhecido até hoje.
A respeito do Ragnarök, existe uma certa contestação a respeito da veracidade desse mito, se de fato ele pertencia à crença religiosa dos vikings. Isso porque as evidências a respeito do Ragnarök são bem escassas. Existem aqueles que afirmam que a crença no Ragnarök é uma influência do Cristianismo na religiosidade dos vikings, mas não há consenso acadêmico sobre isso.
O historiador Johnni Langer sugere que a crença dos escandinavos no Ragnarök pode ter sido fruto da observação astronômica, mas também sugere que, se o Ragnarök não possui influências cristãs, pode não ter tido grande relevância na mentalidade nórdica, pois os registros, como citado, são bem raros.

13.472 – Idade Média – Os Vikings


os-vikings-navegadores
São uma antiga civilização originária da região da Escandinávia, que hoje compreende o território de três países europeus: a Suécia, a Dinamarca e a Noruega. Igualmente conhecidos como nórdicos ou normandos, eles estabeleceram uma rica cultura que se desenvolveu graças à atividade agrícola, o artesanato e um notável comércio marítimo.
A vida voltada para os mares também estabeleceu a pirataria como outra importante atividade econômica. Em várias incursões realizadas pela Europa Continental, os vikings saquearam e conquistaram terras, principalmente na região da Bretanha, que hoje abriga do Reino Unido. Cronologicamente, a civilização viking alcançou seu auge entre os séculos VIII e XI.
O processo de invasão à Bretanha aconteceu nos fins do século VIII. No ano de 865, um poderoso exército de vikings dinamarqueses empreendeu uma guerra que resultou na conquista de grande parte das terras britânicas. Com isso, observamos a consolidação do Danelaw, um extenso território viking que englobava as regiões Centro-norte e Leste da Bretanha. Na mesma época, os vikings continuaram sua expansão em terras escocesas.
As habitações dos vikings eram bastante simples. Madeira, pedras e relva seca eram os principais elementos utilizados na construção das residências. Além disso, observamos que a distribuição espacial do lar era bem simples, tendo, muitas vezes, a presença de um único cômodo. Nas famílias um pouco mais abastadas, observamos a presença uma divisão mais complexa composta por salas, cozinha e quartos.
Em razão das baixas temperaturas, os vikings tinham a expressa necessidade de uma vestimenta que pudesse suportar as baixas temperaturas do norte europeu. Geralmente, combinavam peças de tecido com couro e peles grossas que pudessem manter o seu corpo aquecido. Além disso, podemos ainda destacar que toda a população apreciava a utilização de acessórios em metal e pedra.
A organização familiar viking tinha claros traços patriarcais, sendo o homem o grande responsável pela defesa da família e a realização das principais atividades econômicas. Dedicada aos domínios domésticos, a mulher era responsável pela preparação dos alimentos e também auxiliava em pequenas tarefas cotidianas. A educação das crianças era delegada aos pais, sendo eles que repassavam as tradições e ofícios vikings.
O rei era a principal autoridade política entre os vikings. Logo em seguida, os condes e chefes tribais também desfrutavam de grande prestígio e poder de mando entre a população. O poder de decisão entre os locais tinha certa presença entre os vikings. Reunidos ao ar livre, discutiam a elaboração de suas leis próprias e as punições a serem deferidas contra os criminosos.
Na esfera religiosa, os vikings eram portadores de uma rica mitologia povoada por vários deuses sistematicamente adorados em eventos coletivos. Várias histórias envolvem a luta entre os deuses nórdicos ou o conflito entre as divindades e os gigantes. Odin era adorado como “o Deus dos deuses”. Thor era a divindade de maior popularidade e tinha poder sobre os céus e protegia povo viking.
Com o processo de cristianização da Europa, ao longo da Idade Média, os vikings foram paulatinamente convertidos a essa nova religião. A dissolução da cultura viking acontece entre os séculos XI e XII. Os vários conflitos contra os ingleses e os nobres da Normandia estabeleceram a desintegração desta civilização, que ainda se encontra manifesta em algumas manifestações da cultura europeia.
As pessoas que viviam na Escandinávia por volta do ano 800 da nossa era até cerca de 1100 são conhecidas como vikings. A antiga palavra escandinava víkings significava pirata e muitas pessoas pensam nos vikings apenas como invasores selvagens. Os vikings, porém, também eram notáveis exploradores, conquistadores, fazendeiros, comerciantes e artífices. Desenvolveram leis justas e um sistema de democracia.

Os legendarios Vikings se tornaram famosos por serem guerreiros e aventureiros corajosos e ambiciosos. Até o final do século VIII, a Escandinávia era uma região praticamente ignorada pela Europa. De repente, em 780, os Vikings se deslocaram da Noruega, Dinamarca e Suécia e começaram a saltear a Europa cristã, devastando cidades e campos. “Da fúria dos nórdicos, livrai-nos Senhor” ! (dizem que assim rezavam os monges saxões quando os vikings pagãos invadiam seus tranquilos mosteiros). O exército Viking era formado de guerreiros profissionais: treinavam para combates ferozes e estavam melhor equipados com espadas, escudos, machados e arcos. Além disso, eram exímios navegadores e com seus barcos sólidos se aventuravam para o alto mar. Quando chegavam à terra, saqueavam imediatamente as aldeias para obter cavalos, gado e cereais.
Os Vikings navegavam nos aperfeiçoados e belos drakkars – os compridos barcos a vela e a remo esculpidos na madeira. Foram os primeiros na Europa do Norte a construí-los com velas. Com isto ganhavam enorme vantagem sobre as embarcações de outras nações, movidas a remos. E navegando cada vez mais distante, tomaram grande parte da Suécia e da Escócia, a ilha de Man, as ilhas Hébridas, a Islândia, a Groenlândia e outros territórios russos, suecos e finlandeses e construíram um respeitável povoado na região do fiorde de Oslo.

Acabaram por unificar a Noruega, reinando sobre ela durante anos.
Os Vikings eram também experts na fabricação de objetos de de uso diário, armas e jóias. Grande parte da arte do tempo dos Vikings foi gravada ou esculpida em madeiras, decoradas com complexos desenhos entrelaçados de animais (foto). Eles prestavam cultos a muitos deuses. Odin, Thor e Frey eram mais cultuados.
O martelo do deus Thor, o mais venerado, era como um berloque que usavam para atrair a boa sorte. No período viking a Noruega conheceu um desenvolvimento notável: a agricultura, o comércio e a construção de barcos foram as atividades mais importantes. Tudo o que se sabe sobre o passado desse país está baseado em lendas, nas famosas sagas que descrevem as aventuras marítimas dos temíveis guerreiros bárbaros.

 

12.168 – Segredos da Antiguidade que serão descobertos neste século


Cidades e civilizações latino-americanas desconhecidas: especialistas estão utilizando a tecnologia a laser LIDAR para literalmente “ver” debaixo das densas florestas de Honduras e Belize. Dessa forma, será possível localizar assentamentos e até mesmo civilizações ainda desconhecidas.

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O túmulo de Gengis Khan e Alexandre, o Grande: ferramentas tecnológicas como o georradar (ou radar de penetração no solo) tornam possível a pesquisa em regiões subterrâneas sem precisar de escavação. Isso traz a possibilidade de analisar grandes porções de terra, o que aumenta a probabilidade de encontrar túmulos como o de Gengis Khan ou o de Alexandre, o Grande.

O mausoléu do primeiro imperador da China: embora seja conhecida a localização do complexo funerário de Qin Shihuang e de seus soldados, o risco de danificar objetos milenares impede qualquer tentativa de avanços em escavações. A teledetecção permitirá a visão de estruturas interiores, enquanto pequenos robôs entrarão no túmulo para colher dados sem causar alterações significativas no sítio arqueológico.

A língua dos antigos minoicos: a poderosa civilização minoica (3.000 a.C.–1.450 a.C.) foi descoberta no Mediterrâneo há mais de um século. No entanto, os especialistas ainda não conseguiram decifrar sua língua complexa, conhecida como Linear A. Os mais de 1.400 exemplos idiomáticos poderão ser decifrados com a ajuda de poderosos sistemas informáticos de inteligência artificial.

O objetivo das linhas de Nasca: desde sua descoberta, os pesquisadores continuam teorizando sobre o significado das linhas de Nasca. Elas representariam constelações estelares? Ou será que apontam para questões referentes a fontes aquáticas? A análise eletrônica de uma enorme quantidade de dados geográficos e arqueológicos poderia ser de  vital importância para se chegar a uma resposta.linhas-de-nasca

Um Neandertal intacto: apesar de ser possivelmente o efeito colateral mais sério da tecnologia, é verdade que o aquecimento global, ao derreter calotas polares, revelará algum espécime de Neandertal perfeitamente conservado, da mesma forma que um mamute foi descoberto praticamente intacto em 2011, na Sibéria.

A presença viking na América do Norte: quando o mesmo aquecimento global revelar os segredos guardados pelas geleiras, serão encontrados os assentamentos vikings do litoral canadense, obrigando uma reescrita da história da chegada de outros povos na América.

viking-barcos-mortos

10.376 – História da Humanidade – Vikings, os eternos injustiçados


viking

Ao longo do século 7, povos do extremo norte da Europa (Dinamarca, Noruega e Suécia) se organizaram numa sociedade extremamente complexa e bem organizada, que acabaria dando origem aos vikings. Eles entraram para a história como guerreiros impiedosos. Mas também foram hábeis metalúrgicos, agricultores e comerciantes. Como havia poucas terras cultiváveis na Escandinávia, viram- se obrigados a conquistá-las em outros lugares. E assim os vikings chegaram a regiões tão distantes quanto o Canadá, na América do Norte, e o mar Cáspio, na Ásia Central.

A civilização maia estava atingindo o ponto máximo de seu esplendor. Suas cidades, espalhadas pelos territórios que hoje correspondem a México, Belize, Guatemala e Honduras, jamais se submeteram a um poder central. Ao contrário: de tão independentes, viviam guerreando entre si. Herdeiros da tradição olmeca e de outras culturas pré-colombianas, os maias desenvolveram um sistema próprio de escrita e foram brilhantes artistas, matemáticos, astrônomos e arquitetos.

ESCRITA
Semelhante à egípcia, a escrita maia era uma combinação de signos fonéticos e ideogramas.

ARTE
Mestres na fabricação de cerâmicas, os maias também produziam joias de ouro e prata.

MATEMÁTICA
A civilização maia foi a primeira a usar o número zero e a incorporar os conceitos matemáticos de fração e infinito.

ASTRONOMIA
Os maias descreveram trajetórias de corpos celestes com exatidão e elaboraram o mais preciso calendário solar entre todas as civilizações pré-colombianas.
ARQUITETURA
Pirâmides e outros edifícios de construção complexa foram erguidos em áreas terraplenadas.

Tecnologia naval
Ninguém fazia barcos de guerra tão bons quanto os vikings

VELA
Içada sempre que era preciso navegar mais rápido, garantia velocidade superior a 10 km/h.

ESCUDOS
Protegiam os remadores de lanças e flechas atiradas pelo inimigo durante uma batalha.

REMOS
Tinham 5,5 metros de comprimento e eram capazes de impulsionar a embarcação a 4 km/h.

MASTRO
Era destacável e retrátil, permitindo que fosse facilmente recolhido durante tempestades.

CARRANCA
Cabeças de dragão e outros monstros eram entalhadas na proa, para espantar maus espíritos.

CASCO
A parte que ficava abaixo da linha d´água era chata, permitindo navegação em águas rasas.

600
EUROPA
• Engenheiros bizantinos aprimoram máquinas de cerco desenvolvidas pelos romanos.

ÁFRICA E O.MÉDIO
• O profeta Maomé começa a pregar a crença em um único deus – Alá.

640
ÁSIA E OCEANIA
• A religião budista chega ao Tibete.
• A dinastia Tang assume o poder na China, dando início a um período de expansão territorial, desenvolvimento artístico e grandes invenções.

AMÉRICAS
• A cidade maia de Copán (atual Honduras) atinge seu apogeu.
• Astrônomos de várias civilizações pré-colombianas se reúnem em Teotihuacan, no México, para sincronizar seus calendários.

680
ÁSIA E OCEANIA
• O Império Chinês atinge sua maior extensão territorial.

EUROPA
• Búlgaros se estabelecem ao sul do rio Danúbio, fundando seu primeiro reino.

ÁFRICA E O.MÉDIO
• O Domo da Rocha, um dos templos mais sagrados do islã, é construído em Jerusalém.

710
ÁFRICA E O.MÉDIO
• Muçulmanos invadem a Espanha depois de conquistarem o norte da África.

AMÉRICAS
• No Peru, as civilizações moche e nazca entram em colapso.

Vestimenta Viking
ELMO
Era de ferro e, ao contrário do que geralmente se vê no cinema, não tinha chifres.
ESPADA
Tinha quase 1 metro de comprimento e sua lâmina de ferro extremamente cortante era afiada dos dois lados.
MACHADINHA
Usada para partir o escudo – e muitas vezes a cabeça também – dos adversários.
LANÇA
Podia ser de dois tipos: curta e pesada, para o combate corpo a corpo, ou leve e mais longa, para ser atirada a distância.
TRAMA
Metálica, ela protegia o guerreiro contra golpes de espada desferidos pelos oponentes. 6. ESCUDO_ Tinha cerca de 1 metro de diâmetro e era de madeira, com pelo menos uma cunha metálica no centro, para proteger a mão.

4892 – Qual a origem dos Vikings?


Os ancestrais dos Vikings fazem parte do grupo dos germânicos, que estão entre os últimos a chegarem em seus habitats no centro da Europa, atingindo o atual território da Alemanha em c.1000 a.C.
O termo viking (do nórdico antigo víkingr) ou viquingues é habitualmente usado para se referir aos exploradores, guerreiros, comerciantes e piratas nórdicos (escandinavos) que invadiram, exploraram e colonizaram em grandes áreas da Europa e das ilhas do Atlântico Norte a partir do final do século VIII até meados do século XI.
São uma antiga civilização originária da região da Escandinávia, que hoje compreende o território de três países europeus: a Suécia, a Dinamarca e a Noruega. Igualmente conhecidos como nórdicos ou normandos, eles estabeleceram uma rica cultura que se desenvolveu graças à atividade agrícola, o artesanato e um notável comércio marítimo.
A vida voltada para os mares também estabeleceu a pirataria como outra importante atividade econômica. Em várias incursões realizadas pela Europa Continental, os vikings saquearam e conquistaram terras, principalmente na região da Bretanha, que hoje abriga do Reino Unido. Cronologicamente, a civilização viking alcançou seu auge entre os séculos VIII e XI.
O processo de invasão à Bretanha aconteceu nos fins do século VIII. No ano de 865, um poderoso exército de vikings dinamarqueses empreendeu uma guerra que resultou na conquista de grande parte das terras britânicas. Com isso, observamos a consolidação do Danelaw, um extenso território viking que englobava as regiões Centro-norte e Leste da Bretanha. Na mesma época, os vikings continuaram sua expansão em terras escocesas.
As habitações dos vikings eram bastante simples. Madeira, pedras e relva seca eram os principais elementos utilizados na construção das residências. Além disso, observamos que a distribuição espacial do lar era bem simples, tendo, muitas vezes, a presença de um único cômodo. Nas famílias um pouco mais abastadas, observamos a presença uma divisão mais complexa composta por salas, cozinha e quartos.
Em razão das baixas temperaturas, os vikings tinham a expressa necessidade de uma vestimenta que pudesse suportar as baixas temperaturas do norte europeu. Geralmente, combinavam peças de tecido com couro e peles grossas que pudessem manter o seu corpo aquecido. Além disso, podemos ainda destacar que toda a população apreciava a utilização de acessórios em metal e pedra.
A organização familiar viking tinha claros traços patriarcais, sendo o homem o grande responsável pela defesa da família e a realização das principais atividades econômicas. Dedicada aos domínios domésticos, a mulher era responsável pela preparação dos alimentos e também auxiliava em pequenas tarefas cotidianas. A educação das crianças era delegada aos pais, sendo eles que repassavam as tradições e ofícios vikings.

Proteja-nos, Senhor, da fúria dos homens do Norte. Eles devastam nosso país, matam nossas mulheres, crianças e velhos.” A partir do século VIII todas as capelas da Inglaterra integraram essa nova prece a suas rezas. Os monastérios estavam em perigo e os reinos tornavam-se vulneráveis aos destemidos homens vindos do frio, que aterrorizavam com seus barcos ágeis e machados certeiros as tênues fronteiras do ocidente medieval. O mito viking, cruel e sanguinário, atravessou os tempos, acentuado pelo romantismo e pelo nacionalismo dos países escandinavos do século passado e chegou incólume aos nossos dias. Bárbaros, arrebatados, intratáveis e resolutos, os protegidos de Thor, o deus do raio, só hoje, à luz de uma Europa que não cessa de revisar sua história, encontram adjetivos mais amenos.
Os temidos homens que conquistaram a Inglaterra, cercaram Paris e colonizaram a Islândia, tinham também outras vocações: comerciavam, desenvolveram técnicas navais inovadoras e, acima de tudo, eram donos de uma singular capacidade de adaptação.Vik, na antiga língua dos suecos, noruegueses e dinamarqueses, quer dizer ” expedição guerreira pelo mar”. Viking qualifica o homem que toma parte nessa expedição, protagonista de uma era de incursões que levou seus barcos, os famosos knorr, a singrarem rios, lagos e mares de todo o mundo ocidental. Para os outros povos da Europa, uma era de terror, que começa em 8 de junho de 793 com o saque do monastério de Lindisfarne, na costa oriental inglesa alastra-se pela ilha britânica e finalmente chega avassaladora ao continente, devastando o reino franco de Carlos Magno (742-814) e cidades da Península Ibérica muçulmana como Lisboa, Sevilha e Valência. São muitas as hipóteses que tentam explicar essa marcha inexorável em direção à aventura. Uma delas é a de que, no começo do século IX, o clima nórdico tenha se tornado ameno, propiciando colheitas abundantes e diminuindo a mortalidade.