14.097 – Mega Sampa – Exposição do 80 Anos de Batman Chegou em S. Paulo


Batman expo
Batman, o famoso Cavaleiro das Trevas, é um personagem nascido nos quadrinhos em 1939 — pois é, o morcego já é um oitentão. Um fenômeno que atravessou décadas e nunca deixou de ser popular, o personagem já foi mais sombrio, mais fanfarrão, soturno e até detetive.
A expo dos 80 anos do heroi dos quadrinhos, telinha e telona chegou em S Paulo e será exibido no Memorial da América Latina.
Na mostra de Ivan Freitas da Costa (o mesmo curador do sucesso recente Quadrinhos, que ficou em cartaz no MIS), a ideia é que o visitante se sinta como o personagem. O percurso, com doze ambientes famosos de Gotham City, é o mesmo do super-herói em uma de suas missões.
Tudo começa na mansão Wayne, com uma grande mesa de jantar vazia. O super-herói, vale lembrar, não tem família e foi acompanhado por seu fiel mordomo, Alfred — pelo menos essa é a versão mais popular da história do personagem, que já foi criado até por tios nas histórias em quadrinhos.
A mesa central tem um tampo “aberto”, com vidro por cima e vários quadrinhos históricos dispostos no interior. Apesar de ser ambientada como uma cena de jantar, com comidas e utensílios cenográficos, o móvel também funciona como linha do tempo. O visitante pode acompanhar a evolução da publicação desde o começo até a recente número 1 000, lançada em maio de 2019. Essa última, segundo Ivan, foi o item mais trabalhoso de conseguir. Vale o aviso: o ambiente inicial é um pouco escuro e sobram efeitos sonoros estrondosos, ou seja, alguns sustos podem acontecer.
A mesa central tem um tampo “aberto”, com vidro por cima e vários quadrinhos históricos dispostos no interior. Apesar de ser ambientada como uma cena de jantar, com comidas e utensílios cenográficos, o móvel também funciona como linha do tempo. O visitante pode acompanhar a evolução da publicação desde o começo até a recente número 1 000, lançada em maio de 2019. Essa última, segundo Ivan, foi o item mais trabalhoso de conseguir. Vale o aviso: o ambiente inicial é um pouco escuro e sobram efeitos sonoros estrondosos, ou seja, alguns sustos podem acontecer.
A marca da cenografia é essa: a exposição não é apenas um lugar para tirar fotos, mas também não segue o modelo clássico de uma exibição ou mostra. Apesar da beleza dos ambientes, quase sempre pensados como cenários do universo Batman, ainda há muita informação para absorver por ali. E é tudo bem didático, não tem problema se você não for o fã número um do morcego. Também não é obrigatório conhecer a história original dos quadrinhos. A intenção, segundo Ivan, é atender a todos os públicos, desde o “superfã”, passando pelos cosplayers até o público leigo. A responsável pela expografia é a agência Caselúdico, que reúne em seu portfólio as mostras O Mundo de Tim Burton (MIS, 2016), Castelo Rá Tim Bum (Memorial da América Latina, 2018) e a recente Entra que Lá Vem História, em cartaz no Shopping Eldorado até 22 de setembro.

O caminho segue para a batcaverna. “É hora de colocar o uniforme”, brinca Ivan. Na sala, o visitante dá de cara com o uniforme do Robin, exposto da mesma maneira que o morcego fazia após o Menino Prodígio ser morto pelo Coringa em um dos quadrinhos protagonizados pelo super-herói. Ali estão alguns brinquedos originais da chamada batmania, período após o lançamento da série de 1966, em que produtos inspirados no universo Batman tomaram conta das prateleiras das lojas. Tem de tudo: carrinhos, bonecos, máscaras esquisitas e até uma pistola de água com design pra lá de inusitado.
Saindo da exposição, a brincadeira continua com a clássica lojinha temática. A cenografia segue a mesma linha da mostra e os produtos são dispostos em prédios de Gotham City. Nem a área de alimentação escapou da caracterização, recebendo elementos temáticos.
São esperados 200 000 visitantes até novembro. Ivan conta que começou a planejar essa mostra há cerca de dez anos, logo após a Batman 70, que aconteceu em Belo Horizonte. O curador, no entanto, garante que mais difícil do que decidir o que fará parte da exposição, é escolher o que deixar para trás. O acervo é dividido entre itens de sua coleção particular e a de Marcio Escoteiro, maior colecionador do homem-morcego no Brasil.

bt expo

coringa2

13 .838 – Quadrinhos – O Quarteto Fantástico


quarteto fantástico
Nome original Fantastic Four
Membro(s) Lista de Membros do Quarteto Fantástico
Fundadores Senhor Fantástico
Mulher Invisível
Tocha Humana
Coisa
Criado por Stan Lee
Jack Kirby
Primeira aparição The Fantastic Four #1 (Novembro de 1961)
Editora(s) Marvel Comics (US)
Panini Comics (BR)
Base de operações Edifício Baxter

É uma equipe de super-herói de histórias em quadrinhos publicados pela Marvel Comics. O grupo estreou em The Fantastic Four #1 (data de novembro 1961), que ajudou a inaugurar um novo nível de realismo no meio. O Quarteto Fantástico foi o primeiro time de super-herói criado pelo escritor-editor Stan Lee e o ilustrador Jack Kirby, que desenvolveram uma abordagem colaborativa para a criação de quadrinhos com este título que usariam a partir de então.

Como a maioria dos personagens criados pela Marvel durante a década de 1960, o Quarteto Fantástico deve os seus poderes à exposição a radiação, neste caso mais especificamente à radiação cósmica, com a qual teriam entrado em contacto durante uma viagem de exploração espacial.

Embora a formação do grupo mude ocasionalmente, a equipe mantêm-se estável em volta dos quatro amigos que ganharam superpoderes ao serem atingidos pelos raios cósmicos.

A equipe iniciou-se com a renovação da Marvel que ocorreu na década de 1960 sob o comando de Stan Lee. Permaneceram mais ou menos populares desde então e foram adaptados para outros meios, incluindo três séries relativamente bem-sucedidas de desenhos animados e, até ao momento, três filmes lançados respectivamente em 2005, 2007 e 2015.

Em 2015, a revista entrou em hiato devido à problemas jurídicos com a 20th Century Fox, cujos executivos pleitavam que o estúdio detinha os direitos autorais sobre os personagens.

Em 2018, foi revelado o retorno da revista para Agosto desse mesmo ano, a contagem reiniciaria e Dan Slott estaria no roteiro da série.
Segundo a lenda, em 1961, o editor-chefe da Marvel, Martin Goodman, estava a jogar uma partida de golfe com o editor rival Jack Liebowitz da DC Comics. Liebowitz contou a Goodman sobre o sucesso que a DC estava a ter recentemente com a Liga da Justiça, um nova série que apresentava uma equipe formada por vários personagens de sucesso da editora.
Baseado nesta conversa, Goodman decidiu que sua companhia deveria começar a publicar a sua própria série sobre uma super-equipe. Lee, que estava prestes a deixar a indústria assim que seu contrato acabasse, associou-se ao desenhista Jack Kirby para produzir uma revista inovadora protagonizada por uma família de super-heróis, Reed Richards (Senhor Fantástico), Sue Storm (Garota Invisível), Ben Grimm (Coisa), e Johnny Storm (Tocha Humana) que eram imperfeitos e consequentemente mais humanos do que qualquer herói publicado à época, dessa forma, tornando-se o standard para a editora ao longo dos anos.
Em Fevereiro de 2004, a Marvel lançou o Quarteto Fantástico Ultimate, uma versão do grupo para o universo Ultimate. Também lançou a Marvel Knights 4. Apesar de não ser exatamente voltada para adultos, os títulos Marvel Knights procuram atingir uma faixa de público um pouco mais velho.
O Quarteto Fantástico apareceu pela primeira vez no Brasil na revista do Demolidor, publicada pela EBAL a partir de 1969. Em 1970, foi lançada a revista própria dando sequência às histórias. A revista durou até 1972. Depois de um curto período pela GEA, o Quarteto retornou à EBAL, que continuou as aventuras na revista do Homem-Aranha que teve o último número publicado em janeiro de 1975. Nas revistas do aracnídeo foram publicadas pela primeira vez no Brasil as famosas histórias da “Trilogia de Galactus”, “Inumanos”,[7] “Pantera Negra” e outros clássicos do Quarteto produzidos pela dupla Stan Lee/Jack Kirby.

Depois da fase da EBAL, o Quarteto Fantástico foi relançado em revista própria pelas Editoras Bloch, que lançou primeiramente as aventuras solo do Tocha Humana e do Tocha Humana Original, e RGE. Depois de pouco mais de uma dezena de números nesta última, a revista seria cancelada e os direitos do personagem passaram para a Editora Abril, aonde se mantiveram até o ano 2000. Actualmente, é distribuída pela Panini, onde suas histórias são a base do “Universo Marvel”.
Os super-poderes do Quarteto Fantástico foram obtidos quando um foguete espacial experimental projectado por Reed Richards atravessou uma tempestade de raios cósmicos durante seu voo experimental. Depois da aterrissagem forçada de regresso à Terra, os quatro tripulantes da nave descobriram que se tinham transformado e possuíam novas e bizarras habilidades.
Reed podia esticar seu corpo e assumir qualquer formato. A sua noiva, Susan Storm, ganhou a habilidade de se tornar invisível, vindo posteriormente a desenvolver as habilidades de projectar campos da força e de tornar objectos visíveis em invisíveis. O seu irmão mais novo, Johnny Storm, adquiriu o poder de controlar o fogo e, devido à alteração de temperatura do ar à sua volta, pode voar. Por último, o piloto Ben Grimm foi transformado em um monstro rochoso, dotado de força incrível e cuja carne é quase invulnerável. No entanto, Reed culpa-se constantemente desse facto devido à impossibilidade de o Coisa assumir a forma humana e se sentir traumatizado com isso. O Coisa tornou-se uma espécie de figura paternal no meio do grupo, apresentando sempre como contraponto um humor cáustico muito próprio. Ao longo dos tempos transformou-se no personagem mais amado, por ser directo e não ter meias palavras, dizendo directamente o que pensa.
Os quatro personagens foram moldados inspirados nos clássicos quatro elementos gregos: Terra (Coisa), fogo (Tocha Humana), vento (Mulher Invisível) e água (a “fluidez” do Senhor Fantástico). Estes mesmos quatro elementos inspiraram também uma criação anterior de Jack Kirby, os Desafiadores do Desconhecido.

A equipe de aventureiros, passou a proteger a humanidade, a Terra e o Universo de inúmeras ameaças. Incentivados principalmente pela curiosidade científica de Reed, a equipe explorou o espaço, a zona negativa, o Microverso, outras dimensões e quase cada vale escondido, nação ou civilização perdida do planeta. O Quarteto faz a ponte entre personagens mais “cósmicos” da Marvel, tais como o Surfista Prateado ou o Vigia e os mais “terrestres”, Homem-Aranha e X-Men.

O Quarteto Fantástico já ocupou vários quartéis-generais, o mais notável foi o Edifício Baxter em Nova York. O edifício Baxter foi substituído pelo Four Freedoms Plaza, construído no mesmo local, após a destruição do Edifício Baxter infligida por Kristoff Vernard, filho adoptivo do Doutor Destino, o arqui-inimigo do grupo, tendo o grupo ocupado provisoriamente a Mansão dos Vingadores antes de o Four Freedoms Plaza estar terminado. Também houve o Pier 4, um armazém no litoral de Nova York que serviu de sede provisória após o Four Freedoms Plaza ter sido destruído, devido às acções de outra equipe de super-heróis, os Thunderbolts. Mais recentemente, utilizam um satélite orbital como base.

A revista enfatiza o fato de que o Quarteto, ao contrário da maioria das super-equipes, serem literalmente uma família. Três dos quatro membros são oficialmente parentes, sendo a excepção o Coisa que é um amigo chegado da família. Além deles, os filhos de Reed e Sue Richards, Franklin e Valeria, aparecem regularmente na série.

Ao contrário da maioria dos super-heróis, as identidades do Quarteto Fantástico não são secretas. A parte negativa disso é a vulnerabilidade que o fato confere aos amigos e família. A parte positiva é a simpatia que o Quarteto tem junto à população humana, que admira suas proezas científicas e heróicas.
Durante a Guerra Civil surge a primeira divisão no Quarteto. Sue e Johnny unem-se aos Vingadores Secretos do Capitão América, o Coisa muda-se para Paris, regressando aos EUA somente na batalha final ao lado do Capitão América, Reed foi um dos líderes da força do Homem de Ferro e a favor do registo oficial dos super-heróis.
Mulher-Hulk – Substituiu o Coisa quando este ficou por conta própria no planeta do Beyonder, após as Guerras Secretas.
Cristalys – Uma Inumana e ex-namorada de Johnny Storm que teve de abandonar o grupo por não conseguir adaptar-se a poluição terrestre. Substituiu a Mulher Invisível aquando da sua primeira gravidez.
Outros membros provisórios, foram: A inumana Medusa, o herói de aluguel Luke Cage, uma outra namorada do Tocha Humana, Frankie Raye que tinha poderes semelhantes aos dele e que mais tarde se tornou o arauto de Galactus com o nome de Nova, Sharon Ventura usando o nome de Miss Marvel (não confundir com a ex-vingadora Carol Danvers que também usou esse nome) e que durante uma certa época se tornou uma versão feminina do Coisa.
Em uma história, uma fugitiva Skrull veio a terra e nocauteou todos os membros do Quarteto Fantástico. Então ela chamou alguns heróis para supostamente vingar sua família. O grupo era formado por Wolverine, Hulk, Motoqueiro Fantasma e Homem-Aranha.
[homem aranha] esta no quarteto fantastico no lugar do tocha humana.

13.647 – Quadrinhos – A Morte do Super Homem


A Morte do Super-Homem capa
É um arco de histórias em quadrinhos que serviu como catalisador para o evento crossover da DC Comics de 1993. O arco de histórias completo é chamado de A Morte e o Retorno do Superman.
A premissa é tão simples quanto o título: Superman entra em combate com um aparentemente imbatível monstro chamado Apocalypse nas ruas de Metrópolis. Como desfecho da batalha, ambos combatentes morrem.
Funeral para um amigo”, o surgimento de quatro indivíduos clamando-se como o “novo” Superman, e o eventual retorno do Superman original em “O Retorno do Super-homem”
A história, planejada pelo editor Mike Carlin e a equipe criativa de Superman de Dan Jurgens, Roger Stern, Louise Simonson, Jerry Ordway, e Karl Kesel, atingiu enorme sucesso: os títulos do Superman ganharam exposição internacional, alcançando o topo das vendas de quadrinhos. O evento foi amplamente coberto pela mídia jornalística americana e mundial.
No retorno, 4 Supermans
Durante o período que esteve morto, quatro indivíduos clamaram o manto de Superman:

Super-Homem - Funeral para um Amigo - 02 de 04-CAPA_PhotoRedukto

“O Homem de Aço”, um Superman usando uma armadura de resistência incrível que esconde John Henry Irons, identidade de “Aço”, antes criador de armas poderosas para o exército. Irons abandonou a proteção de Superman para morar em Washington e adotar sua própria identidade como “Aço”.
“O Último filho de Krypton”, um Superman violento, foi revelado ser a reencarnação de O Erradicador, vivo graças ter usado sua energia para formar um corpo a imagem de Kal-El, o último filho do planeta Krypton. Ainda hoje o Erradicador existe, mas pela energia viva de um cientista terrestre e compartilha recordações humanas e kryptonianas.
“A maravilha de Metrópolis”, um adolescente, supostamente um clone de Superman, liberado das garras dos criadores antes de alcançar a idade madura, recusava aceitar para si o nome de Superboy. Finalmente ele aceitou e fixou residência na ilha do Havaí. Mais tarde foi descoberto que de fato era um clone melhorado de um ser humano, seu criador, Paul Westfield, diretor do Projeto Cadmus, agora morto.
“O Homem do Amanhã” (posteriormente conhecido como Superciborgue), um ciborgue valente, foi proclamado como reconstruído de Superman, mas suas verdadeiras intenções eram o fim quando em aliança com Mongul, arrasou uma cidade de 7 milhões de habitantes, Coast City, casa do Lanterna Verde, Hal Jordan!
A primeira vez que uma morte de Superman ocorreu foi numa história imaginária, a morte secreta do Superman, de 1961.
Nos anos 70, Superman descobriu-se infectado por um vírus consciente alien que não tinha cura conhecida, e estava destinado a morrer em pouco tempo. O mundo já antecipava a morte do Superman e se lamentava que seu maior herói se iria. Felizmente, o herói conseguiu enganar o vírus consciente de modo que forjou sua morte usando conhecimentos tibetanos a fim de parar seus batimentos cardíacos. Quando o vírus sentiu que ele estava “morto”, saiu do corpo para achar outros corpos, mas Superman já estava precavido e prendeu o vírus numa duplicata de si.
Outra história imaginária, escrita por Alan Moore para ser a última história do Superman Pré-Crise (O que aconteceu com o Super-homem?), narra o que aconteceu ao Superman ter sua mais dramática batalha. Entretanto, na verdade o herói aparece vivo na última página, mas adotou uma falsa identidade como marido de Lois Lane.
Em 86, John Byrne escreveu uma história onde a vilã Banshee Prateada, usando de magia, pôs o Homem de aço num torpor semelhante a morte clínica. Foi realizado o funeral, e antecedendo muitos anos a morte do Superman por Apocalypse, o mundo e vários heróis tinham suas reflexões sobre a perda do maior herói do mundo. Lex Luthor também estava irado, pois não admitia que outra pessoa tivesse destruído o Superman sem ser ele (comportamento que seria repetido durante a Morte do Superman, onde Luthor esmurrava o corpo de Apocalypse).

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13.350 – Personagens – O Amigo da Onça o mais popular do humor nos anos 40 e 50


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O Criador
Péricles de Andrade Maranhão, ou simplesmente Péricles como passaria a ser conhecido, foi contratado como contínuo e, aos 19 anos, já era o mais novo de uma equipe de jornalistas. Chegou a ser parceiro de Millôr Fernandes na lendária seção Pif-Paf mas foi com o Amigo da Onça que faria história. O primeiro desenho saiu na edição de 23 de outubro de 1943 e logo se tornou o mais importante e popular personagem do humor brasileiro nos anos 40 e 50. Com direito a garrafinha com seu rosto, bibelôs que decoravam de cozinhas a salas de jantar e quadrinhos com a célebre frase “Fiado, só amanhã”. Lembram disso nos bares pé-sujos da cidade? Pois é, criação de Péricles!
Péricles tinha tentado outros personagens antes, mas sem muito sucesso. Um dia lhe contaram uma piada sobre uma onça e, conta a lenda, ali mesmo sentou e desenhou um boneco. Nascia e era batizado, então, o Amigo da Onça. Com suas piadas irreverentes, sorriso irônico, jeito malandro e bigodinho (moda entre os meninos hipsters da época), o personagem estava sempre impecável em seu summer jacket branco.
Interessados em saber qual foi a piada? Dois caçadores conversam enquanto estão no acampamento…
— O que você faria se estivesse agora na selva e uma onça aparecesse bem aqui na sua frente?
— Ora, daria um tiro nela — diz o amigo.
— Mas e se você não tivesse nenhuma arma de fogo?
— Bom, então eu a mataria com meu facão
— E se você estivesse sem o facão?
— Apanharia um pedaço de pau.
— E se não tivesse nenhum pedaço de pau?
— Subiria na árvore mais próxima!
— E se não tivesse nenhuma árvore?
— Sairia correndo.
— E se você estivesse paralisado pelo medo?
Então, o outro reclama irritado:
— Mas, afinal, você é meu amigo ou amigo da onça?

Normalmente era sisudo, mas tinha um grande senso de humor. Quando menos a gente esperava ele soltava uma daquelas tiradas que fazia todo mundo rir. Sua capacidade de raciocinar e perceber as coisas era também incrível. Observador, tudo era motivo para ser transformado em charge.
Chegou a virar peça de teatro em 1988. “O Amigo da Onça” foi escrita pelos também cartunistas Chico Caruso e Nani e dirigida por Paulo Betti. O elenco contava com, entre outros, Chiquinho Brandão, Andréa Beltrão, Cristina Pereira, Sérgio Mamberti e Eliane Giardini. Chico Caruso mergulhou na pesquisa e chegou a estabelecer uma identidade com o colega humorista, revelou ao GLOBO na edição de 22 de novembro de 1987.
O humorista que sabia fazer o país rir também era triste. Tinha um temperamento sensível que o fazia extrovertido e sentimental, angustiado e insatisfeito, isso tudo ao mesmo tempo. Sua notória boemia e farra com amigos escondia um homem profundamente solitário e infeliz. E, apesar de manter uma aparência engraçada, sofria de depressão. O Amigo da Onça era sua válvula de escape e, como tantos com exacerbada sensibilidade, não conseguia lidar com seus temores e frustrações.

Triste Fim
Na tarde de 31 de dezembro de 1961, solitário, Péricles foi para casa, o apartamento 612 do Edifício Monte Claro, na Rua Barata Ribeiro 160, em Copacabana, na Zona Sul. Lá escreveu três bilhetes, um para sua mãe e o segundo: “A quem interessar possa”.
A história da vida de Péricles Maranhão terminava ali, aos 37 anos. Ele foi para a cozinha, abriu o gás do forno e, antes de fechar todas as portas e janelas com fita adesiva, pendurou o terceiro recado na porta: “Não risquem fósforos”. Foi encontrado morto com a cabeça sobre um travesseiro no chão da cozinha. Estava impecavelmente vestido com um terno de linho branco, camisa azul, gravata escura e sapatos de verniz preto. O criador à imagem e semelhança foi engolido pela criatura; o humor que criou é, entretanto, imortal.

Nota: Amigo da onça também é uma expressão popular, originada deste personagem de quadrinhos (ou banda desenhada). Usa-se essa expressão para definir a pessoa que diz ser amiga de outra mas que constantemente coloca essa outra em situação constrangedora ou vexatória.

onca11

12.990 – Mega Humor – Gervásio, o mecânico


Personagem criado por Gilberto Zappa, que é um desenhista brasileiro, mais bem conhecido por ter criado as tiras cômicas de jornal de Gervásio, o Mecânico, em 1993.

Nos anos de 1997, 1999 e 2001, publicou as compilações de suas tiras cômicas de Gervásio, o Mecânico, intituladas O Melhor de Gervásio, o Mecânico, O Bom Humor de Gervásio e Gervásio & Jandira.

Publicou seus primeiros trabalhos aos nove anos, e, atualmente, trabalha para o jornal A Gazeta, em Vitória, Espírito Santo.

Falou, careca!!!!

gervasio

 

 

12.968 – Quadrinhos – Tá difícil uma solução? Use o chapéu pensador do Prof. Pardal


revistas-pardal

O inventor mais famoso do mundo não vive no mundo real. Morador da fictícia cidade de Patópolis (Duckburg), ele foi criado pelo quadrinhista Carl Barks e se tornou um dos mais conhecidos e queridos personagens da galeria Disney.
A partir de sua estréia, em maio de 1952, na HQ Gladstone’s terrible secret (no Brasil, A sorte do Gastão ou A sorte é para quem tem), não foram necessários muitos anos para o tresloucado Prof. Pardal virar ícone da cultura pop mundial, tornando-se sinônimo de gênio inventivo não apenas na seara científica, mas em outras áreas das atividades humanas – como o esporte e a música -, citado até mesmo por quem jamais o reconheceria se o visse numa revista em quadrinhos.
“Acho que todo cartunista que já fez tiras de quadrinhos colocou em algum momento um inventor maluco em sua obra.
Chapéu pensador (uma máquina maluca em forma de telhado com uma chaminé onde moram alguns corvos, que supostamente o auxiliariam a formular idéias para suas invenções ). Philip de Lara, nascido em 1914, nos Estados Unidos, foi o responsável pelo desenho das primeiras histórias do Chapéu Pensador do Prof. Pardal (“Cada Era com o seu Progresso”, de 1965), do Pascoal, sobrinho do Prof. Pardal (“Alô! Alô!”, de 1966) e do Cifrônio, antigo vigia da caixa-forte (“A Estranha Carga para Istambule”, de 1968).

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12.446 – Marvel no Cinema – CAPITÃO AMÉRICA: GUERRA CIVIL


capitão am
Steve Rogers (Chris Evans) é o atual líder dos Vingadores, super-grupo de heróis formado por Viúva Negra (Scarlett Johansson), Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen), Visão (Paul Bettany), Falcão (Anthony Mackie) e Máquina de Combate (Don Cheadle). O ataque de Ultron fez com que os políticos buscassem algum meio de controlar os super-heróis, já que seus atos afetam toda a humanidade. Tal decisão coloca o Capitão América em rota de colisão com Tony Stark (Robert Downey Jr.), o Homem de Ferro.

Crítica
Antes, um lembrete aos fãs da cultuada série de HQ nas quais o filme é baseado. Não é de agora que as adaptações para o cinema dos quadrinhos (sobretudo da Marvel) se distanciaram das obras originais, seja por questões econômicas referentes aos direitos dos estúdios, seja por motivos contratuais (econômicos?) envolvendo os atores. O fato é que Civil War se distancia – e muito – do arco de sete revistinhas que contam o núcleo dessa história, mas se mantém fiel ao espírito do texto original.
Depois que o ataque de Ultron – e a defesa dos Vingadores, como consequência – deixou um rastro de destruição em Vingadores: Era de Ultron, os políticos resolveram que os super-heróis deveriam se registrar, como medida para conter possíveis futuros estragos envolvendo esse tipo de conflito em larga escala (e ter a quem responsabilizar em caso de erros). Steve Rogers (Chris Evans) é contra a medida (para ele, o anonimato é uma das condições que possibilitam que a turma realize um bom trabalho); já Tony Stark (Robert Downey Jr.) acredita que os heróis devem cooperar com o Estado. Com seguidores em ambos os lados, está armado o cenário para o confronto.
O grande barato dessa trama é que não há um lado certo – mérito maior, portanto, do time de autores dos quadrinhos, encabeçado por Mark Millar. Cada um briga pelo ideal em que acredita, o que tira a pecha maniqueísta que costuma dominar o mundo ilustrado da luta do bem contra o mal. O ponto de partida – mantido no filme, embora muito menos explorado – credencia essa como a trama mais madura do Universo Cinematográfico da Marvel (UCM) até aqui. É um conflito de ideias (bom, até a página… três, pelo menos) antes de ser um embate pessoal.
Mas trata-se de um enredo mais universal – e aqui entra o talento dos roteiristas Christopher Markus e Stephen McFeely –, já que a briga tem repercussão em diversos pontos da Terra – e não só em Nova York, Gotham ou Metrópolis (mesmo que o longa-metragem coloque o bairro do Queens no mesmo nível de importância de uma cidade como Berlim). Enquanto as HQ´s apresentam um início e fim muito claros, com um desenvolvimento um tanto repetitivo em termos de narrativa, há mais nuances no desenrolar do texto do filme que, inclusive, resgata o vilão Zemo (Daniel Brühl), de outros carnavais do Capitão América.
Visualmente, a opção é por uma estética solar – outro ponto que distancia a Marvel da DC nos cinemas, aliás –, o que favorece uma melhor visualização das cenas de luta, tão (mais) bem coreografadas, quanto executadas. Ponto para os diretores Anthony e Joe Russo.
Com um filme-solo previsto para estrear em 2018, o Pantera Negra não só debuta, como ganha peso, claro. Chadwick Boseman dá conta da responsabilidade, adotando uma postura comprometida e um sotaque perfeito para o personagem originário da fictícia Wakanda. Mas, caso você esteja se perguntando, a resposta é sim, quem rouba a cena é o novo Homem-Aranha. A (re)introdução de um personagem já tão explorado nos cinemas veio a calhar com a versão teen do Cabeça de Teia (Tom Holland, no auge do carisma), que vai fazer com que você torça por (mais) uma aventura individual do rapazinho nos cinemas. Parte da santíssima trindade da Marvel da galhofa (ao lado do Homem de Ferro e do Homem-Formiga de Paul Rudd), a ele cabem os melhores diálogos.
Tramas de super-heróis, em maior ou menor grau, pecam – necessariamente – pela falta de lógica científica (nem o mais experiente físico é capaz de defender as trajetórias que o escudo do Capitão América percorre) e a (re)introdução do Homem-Aranha como um herói de primeira viagem serve como uma autoironia para este universo – até uma autocrítica ao próprio roteiro, numa segunda análise. (Afinal, convenhamos, se o Visão, Paul Bettany, resolvesse entrar na briga pra valer, o confronto estaria fadado ao fiasco e, consequentemente, não haveria filme).
No fim, a cumplicidade entre os heróis aqui é mais nítida do que em Vingadores 1 e 2 (não à toa, Capitão América: Guerra Civil vem sendo chamado de “Vingadores 2,5”), mesmo em um cenário que os coloca em lados opostos. E o resultado é não só divertido, como emocionante, palatável tanto para gregos, quanto troianos, ou seja, vale para iniciantes e fanboys.

10.123 – Vilões famosos dos quadrinhos


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Coringa:
O principal inimigo do Batman teve sua origem depois de um personagem chamado Gwynplaine, retirado de uma adaptação para os cinemas feita pelo diretor alemão Paul Leni— intitulada O Homem Que Ri. O ardiloso maluco de Gotham City levou consigo a estranheza, bem como a assustadora maquiagem da face pouco amistosa de seu inspirador, cuja aparência simula uma feição de riso eterno.

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Erik Magnus Lehnsherr — Magneto
O eterno vilão mais querido do universo dos X-Men teve sua criação depois de uma das figuras mais importantes da luta pelos direitos humanos. Erik Lehnsherr foi baseado em ninguém menos do que o próprio Malcom X, justamente no período crítico em que o ele e Luther King batalhavam contra a opressão racial — o que é justamente o grande ideal do controlador do magnetismo. Vale lembrar que a dupla Stan Lee e Jack Kirby optaram por fazer de Magnus um pouco menos pacifista do que seu amigo Prof. Xavier e por essa razão é que o personagem figura nesta lista de vilões.
Círculo Interno do Clube do Inferno
Outra dupla de talentosos produtores por trás das histórias dos Fabulosos X-Men certamente foi Chris Claremont e John Byrne, que fizeram o favor de criar o Clube do Inferno durante a primeira saga da Fênix Negra.
Entre os membros da versão inaugural dessa confraria de muito dinheiro e poder, encontramos o Mestre Mental (baseado no ator britânico Peter Wyngarde), o temível Sebastian Shaw (baseado no ator Robert Shaw), Donald Pierce (baseado no ator Donald Sutherland), Harry Leland (baseado em Orson Welles) e a bela Ema Frost (baseada em uma personagem do cinema interpretada por Diana Rigg).

galactus

Galactus — O Devorador de Mundos
É uma das entidades que representa uma das existências mais antigas de todo o universo Marvel, sendo considerado ao lado das forças essenciais da natureza (assim como a morte). O personagem também foi criado por Stan Lee e Jack Kirby, com a intenção de representar algo que estivesse além de conceitos como o bem e o mal. E exatamente por essa razão que a dupla se baseou no próprio criador de todo o universo para fazer o devorador de mundos. Isso mesmo, Galactus é uma espécie de Deus do Universo Marvel.

O Caveira
O temível inimigo do Capitão América, que (de acordo com os dois últimos longas do herói para o cinema) também conta com uma força sobre-humana, conta com uma inspiração no mínimo “estranha”, por assim dizer. Joe Simon, um dos criadores do alter ego de Steve Rogers, revelou que se baseou em uma sobremesa para a criação do vilão. Isso mesmo, quando você vê aqueles ossos rubros sobre o pescoço do nazista, que tal imaginar um sundae de chocolate com uma cereja no topo? Pois foi exatamente isso que Simon fez…

9888 – Mega Memória – As Figurinhas Carimbadas


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Os primeiros álbuns chegaram ao Brasil na década de 40 e traziam jogadores de futebol. Logo, colecionar a foto de seus ídolos virou mania entre os meninos. Foi nessa época que nasceram termos que, ainda hoje, fazem parte do nosso vocabulário, como “figurinha difícil” (algo árduo e trabalhoso) e “trocar figurinha” (conversar).
Nos anos 60, surgiram as figurinhas carimbadas que podiam ser trocadas por prêmios. Alguns álbuns davam prêmios a cada página completada. Abrir um pacotinho era uma emoção: eram duas ou três chances em cada envelope. Os prêmios acabaram proibidos depois de denúncias de que as empresas simplesmente não imprimiam algumas figurinhas. Para as repetidas, a solução era trocar com os amigos ou jogar bafo.
Em 1976, surgiram as figurinhas autocolantes, o que aumentou muito as vendas. Nas décadas de 80 e 90 ficaram populares os álbuns de personagens e filmes de cinema e da tevê.

Carros de Corrida (1969)
Mickey e Donald apresentavam a história do automobilismo. Na pista, máquinas possantes como o Porsche 1965 e a biografia de pilotos como Emerson Fittipaldi e Chico Landi
Superman (1979)
O mais legal do álbum era a última página, em que várias figurinhas formavam um pôster do herói. Nas outras 30 apareciam cenas do filme, os personagens e o nome dos atores
Galeria Walt Disney (1976)
A grande novidade eram as figurinhas autocolantes. Muita gente decorava cadernos, agendas e estojos, deixando álbuns vazios. Outra razão do sucesso foi o fato de atrair a atenção de meninos, meninas e adultos
Chapinhas de Ouro (1979)
Inesquecível álbum de figurinhas redondas e metálicas. Dá para imaginar como o álbum ficava pesado depois de colar as 211 chapinhas que, apesar do nome, eram de aço? O difícil era jogar bafo com figurinhas tão pesadas
Brasil CampeÃo (1958)
Pelé, Zagalo, Garrincha e todos os craques da seleção campeã do mundo na Suécia. Eram apenas 24 figurinhas e o álbum foi lançado depois da conquista
Guerra nas Estrelas (1978)
As figurinhas reproduziam as cenas e tinha um texto que narrava a história, assim o álbum completo parecia com uma fotonovela estrelada por Luke Skywalker e Darth Vader
Turma do Paulistinha (1980)
500 cruzeiros em notas fiscais valiam um pacote com dez figurinhas e o álbum completo dava direito a concorrer a prêmios: entre eles, uma Belina e um Dodge Polara. Só foi lançado em São Paulo
Sítio do Pica-Pau Amarelo (1981)
Além da galeria de personagens, havia uma história em branco para preencher com figurinhas em transfix (lembra aquele plastiquinho que você raspava com a unha de um lado e o desenho saía do outro?)
Amar É … (1982)
Um casal peladinho definia o amor com uma frase romântica: “Amar é … dividir tudo, mesmo um saquinho de pipoca ou percorrer a nave da igreja em direção ao altar”. Os cenários, cabelos e roupas dos personagens mudavam de acordo com a frase
Bem me quer (1982)
“Você pediu minha mão e levou meu coração.” As figurinhas com o casal de namoradinhos e frases adocicadas ficaram famosas entre meninas do mundo todo. A australiana Sarah Kay se transformou em celebridade internacional por causa delas
Campeonato Brasileiro (1990)
Além da tabela com todos os jogos, havia fichas completas dos jogadores dos 20 times que disputavam o torneio. Foram vendidas mais de 300 milhões de figurinhas. O número foi superado pelo álbum do campeonato de 1994: 335 milhões, até hoje um recorde
Ping Pong Espanha 82 (1982)
Algumas seleções vinham completas, com fotos de todos os jogadores (a do Brasil tinha até gente que não foi para a Copa). Outras, como El Salvador e Nova Zelândia, vinham pela metade. Mas até hoje tem gente que se lembra do goleiro Arzu, de Honduras
Pokémon (1999, 2001 E 2002)
Os esquisitos personagens japoneses protagonizaram três álbuns. Juntos, eles venderam 280 milhões de figurinhas
Por onde anda Sarah Kay?
A artista ainda mora na mesma casa em Sydney, onde há 20 anos criou o casalzinho apaixonado que virou febre mundial. Ela, que criou os personagens para entreter os filhos Adam e Allison, hoje ganha a vida licenciando seus desenhos para fabricantes de cartões e bonecas.
Truques do bafo
As regras do jogo eram variáveis, o que acabava gerando polêmica. Bater com a palma das mãos ao lado do monte para que o vento virasse as figurinhas valia no meu prédio, mas na escola era considerado crime. Porém lamber ou passar a mão no rosto suado para que as figurinhas grudassem era sempre proibido.

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1. Brasil Campeão (1958)
2. Carros de Corrida (1969)
3. Galeria Walt Disney (1976)
4. Guerra nas Estrelas (1978)
5. Superman (1979)
6. Chapinhas de Ouro (1979)
7. Turma do Paulistinha (1980)
8. Sítio do Pica-Pau Amarelo (1981)
9. Turma da Mônica (1981)
10. Tex Willer (1981)
11. Bem me quer (1982)
12. Ping Pong Espanha 82 (1982)
13. Amar É … (1982)
14. Olimpíadas de 84 (1984)
15. Rainbow Brite (1984)
16. Bebês Moranguinho (1987)
17. Campeonato Brasileiro (1990)
18. PokÊmon (1999, 2001 e 2002)

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9879 – Cinema – Batman, O Cavaleiro das Trevas


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Lançamento 18 de julho de 2008 (2h27min)
Dirigido por Christopher Nolan
Com Christian Bale, Heath Ledger, Aaron Eckhart mais
Gênero Ação , Drama , Suspense
Nacionalidade EUA , Reino Unido

Após dois anos desde o surgimento do Batman (Christian Bale), os criminosos de Gotham City têm muito o que temer. Com a ajuda do tenente James Gordon (Gary Oldman) e do promotor público Harvey Dent (Aaron Eckhart), Batman luta contra o crime organizado. Acuados com o combate, os chefes do crime aceitam a proposta feita pelo Coringa (Heath Ledger) e o contratam para combater o Homem-Morcego.

Curiosidades e bastidores
Este é o 7º filme com atores em que o personagem Batman é visto. Os demais foram Batman, o Homem-Morcego (1966), Batman (1989), Batman – O Retorno (1992), Batman Eternamente (1995), Batman & Robin (1997) e Batman Begins (2005).
Este é o 1º filme do Batman que não tem o nome do personagem em seu título original.

O diretor Christopher Nolan e os co-roteiristas David S. Goyer e Jonathan Nolan decidiram não explorar no filme a origem do Coringa. O motivo era mostrar o personagem como sendo absoluto.

Filme Póstumo
Para se preparar para o Coringa, Heath Ledger viveu sozinho em um hotel por um mês, desenvolvendo o lado psicológico, a postura e a voz do personagem. Ledger iniciou um diário, onde escrevia os pensamentos do Coringa e os sentimentos que o guiavam durante sua performance. O ator faleceu em 22 de janeiro de 2008, antes da estreia do filme.
No dia em que foi anunciado o falecimento de Heath Ledger a Warner Bros., produtora do filme, declarou que todas as cenas com o ator estariam presentes na versão final de Batman – O Cavaleiro das Trevas.

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O diretor Christopher Nolan declarou que sua maior influência para este filme foi o longa Fogo Contra Fogo (1995).
Jerry Robinson, um dos criadores do Coringa nos quadrinhos, foi contratado como consultor do filme.
As filmagens ocorreram entre 18 de abril e 11 de novembro de 2007.
Parte das filmagens foram feitas no formato IMAX, um antigo sonho do diretor Christopher Nolan.
A roupa do Batman usada por Christian Bale dava mais conforto ao ator, permitindo também que fosse mais ágil.
Para a cena de abertura foi criada uma bola de fogo de 60 m de altura, em Battersea Powers Station, na cidade de Londres. Vários moradores locais entraram em pânico devido a isto, por acreditar que se tratava de um ataque terrorista.
A maquiagem do Coringa era formada por três pedaços de silicone, que levavam uma hora para serem aplicados em Heath Ledger.

OSCAR
2009
Ganhou
Melhor Ator Coadjuvante – Heath Ledger
Melhor Edição de Som

Indicações
Melhor Fotografia
Melhor Direção de Arte
Melhor Maquiagem
Melhor Som
Melhor Edição
Melhores Efeitos Especiais

GLOBO DE OURO
2009
Ganhou
Melhor Ator Coadjuvante – Heath Ledger

https://www.youtube.com/watch?v=qDuz7P5AxVw

9719 – Os Quadrinhos invadem o Cinema


h de aço

O Pioneiro
Em 1978, Richard Donner inaugurou a era das grandes adaptações de HQs. Superman revelou Christopher Reeve e contou com Marlon Brando, que ganhou US$ 3,7 milhões, maior cachê do cinema até então. A quinta parte da série saiu em 2006.

BATMAN
Ele estreou no cinema nos anos 60. Só voltou na virada dos 80 para os 90, ganhando um tom lúgubre. Em seguida, naufragou em fiascos com uniformes de mamilos salientes. E voltou em 2005, na mais bem-sucedida fase do herói.

OS MUTANTES
As adaptações de X-Men tiveram muita liberdade criativa, com direito a modernização de uniformes e histórias. A “primeira classe”, tratada no último filme, por exemplo, não tem os mesmos personagens das HQs originais.

QUARTETO FRACASSO
Um estúdio alemão rodou Quarteto Fantástico às pressas em 1994. Não chegou à telona, mas o filme virou relíquia. Os heróis só iriam para o cinema em 2005.

Poster do filme
Poster do filme

MAIORES NO CINEMA
Antes de virar filme, Homens de Preto era história em quadrinhos. Ela foi publicada em 1990 e era bem diferente do longa, com um tom mais sério. Assim como a HQ do Máscara dos anos 80, em que o personagem era sádico, parecido com o Coringa.

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9673 – Universo Marvel – Por que o Hulk é verde?


Hulk
Hulk

Por causa de um erro na gráfica. Em sua primeira edição, em maio de 1962, o Hulk era cinza, supostamente porque o roteirista Stan Lee queria uma cor sem conotações étnicas. Mas o colorista Stan Goldberg reclamou da qualidade da impressão da revista, na qual a tonalidade acabou variando muito – em algumas cenas, o cinza mais parecia verde. Para resolver o problema, a dupla assumiu de vez a nova cor. (E essa não foi a única correção retroativa proposta por Lee: o alter ego do herói, Bruce Banner, passou a se chamar Robert Bruce Banner quando Lee o chamou, por engano, de “Bobby” em uma edição). No fim da década de 1980, o roteirista Peter David retomou o Hulk cinza, como uma nova personalidade do herói, mais inteligente e manipuladora, rebatizada como Tira-Teima. E a coisa não parou por aí: o monstrão já ganhou versões azul, vermelha e laranja.

Nos anos 1960, o verde imprimia tão bem que vários vilões do Homem-Aranha também ganharam essa cor: Dr. Octopus, Electro, Lagarto, Escorpião…

9616 – Universo Marvel – Sal Buscema


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Sal Buscema é o caçula de quatro filhos, precedido pelos irmãos Al (nascido em 28 julho de 1923) e John (1927-2002), o último dos quais se tornar um célebre história em quadrinhos artista e a irmã Carol.
Nascido em Nova York, Silvio “Sal” Buscema já desenhava para o Exército em 1956. Começou profissionalmente sua carreira de quadrinhista nos anos 60, como arte-finalista de seu irmão John Buscema. Seu primeiro trabalho na editora Marvel data de 1968 (*), possivelmente arte-finalizando o western “Gunhawk” (conhecido no Brasil como “Red Lara” e “Red Lance”). Logo Sal se torna um dos mais prolíficos artistas daquela empresa, com trabalhos em títulos como “Homem-Aranha”, “Capitão América”, “Hulk”, “Thor” e “Amazing Spider-Girl”, entre outros.

Com o hábito de dar arte-final em seu próprio trabalho, Sal mudou-se para a editora DC em 1996 (*), artefinalizando Ron Frenz em “Superman”.

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9174 – Dos Quadrinhos para o Cinema – O Universo do Homem de aço


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Origem

Criado em 1933 por Jerry Siegel, o Super-Homem, que era originalmente um vilão, foi repaginado um ano depois com a ajuda do amigo de Siegel, Joe Shuster, e apareceu pela primeira vez em uma história em quadrinhos publicada em abril de 1938 (capa de junho), na revista Action Comics nº 1, da National Allied Publications, que se tornaria a editora americana DC Comics. Siegel, responsável pelo roteiro das histórias, e Shuster, o ilustrador, passaram boa parte da adolescência na cidade de Cleveland, tentando vender as aventuras do personagem de editora em editora, mas nenhuma se interessava por um extraterrestre fortão com a cueca por cima da calça. Até que, em 1938, quando ambos já tinham 24 anos, a National Allied Publications se interessou pelo trabalho da dupla e adquiriu os direitos de publicação do Super-Homem pelo valor irrisório de 130 dólares, na época.

Um ET do Bem
Muito antes de se chamar Clark Kent, o Super-Homem nasce como Kal-El em Krypton, planeta habitado por uma raça humanoide. Como Krypton está para ser destruído, o cientista Jor-El, pai de Kal-El, envia a criança para a Terra em um foguete. Na primeira história do herói, não há qualquer predileção pela Terra: Kal-El, que é de uma raça evoluída, vem para cá apenas para se salvar. Depois, porém, os quadrinhos desenvolverão a tese de que o pai o enviou para a Terra porque a radiação do seu sol amarelo – o de Krypton era vermelho – o tornaria poderoso.

A nave cai na cidade de Pequenópolis (Smalville), perto de onde está passando, de carro, o casal de fazendeiros Martha e Jonathan Kent. Sem filhos, eles adotam o bebê, a quem dão o nome de Clark. O menino não demora a dar mostras de que é diferente: ainda de fraldas, levanta uma poltrona com uma única mão. Jovem adulto, corre mais rápido que um trem, tem a pele impenetrável a balas e salta prédios como quem pula corda – no primeiro gibi, o herói não voa, poder que ele só vai adquirir mais tarde, à medida que a editora elabora o universo do personagem.

Já ciente dos seus poderes, Clark se muda para Metrópolis, onde leva uma vida dupla. De dia, e de óculos, ele é repórter de jornal – que se chama ‘Daily Star’ no início e depois passa a se chamar ‘Daily Planet’ – e à noite, de capa e cueca para fora, ele é um super-herói. Também no primeiro gibi, o apelido de Super-Homem aparece depois que o herói, ao tentar alertar o governador sobre uma inocente sentenciada à cadeira elétrica, arranca a porta de aço que guarda o quarto do político e escapa ileso ao tiro que o segurança do governador lhe dá. “Você já ouviu falar de Super-Homem?”, pergunta, em reunião, o editor do jornal a Clark, que o olha assustado. “Quê?” O editor está passando a ele a pauta que lançará e consagrará o apelido: ele deve perseguir o herói. “Se eu não puder localizá-lo”, diz então Clark, em uma típica piadinha de gibi americano. “Ninguém mais poderá.” Mais tarde, outras origens para o apelido aparecerão, nos quadrinhos, na TV ou no cinema. Em uma dessas versões, é a jornalista Lois Lane, amada de Clark, quem dá a alcunha ao herói.

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Os poderes do Super-Homem

Além da capacidade de não se envergonhar por usar a cueca por cima da calça, o herói tem poderes sobre-humanos, que utiliza para defender os cidadãos de bem de catástrofes e vilões ensandecidos. A força descomunal que o personagem tem permite a ele levantar carros e aviões. O Super-Homem também é capaz de voar e de se locomover em alta velocidade, mesmo caminhando, além de ter audição mais apurada do que o normal e ser invulnerável a quase tudo, de doenças a acidentes. A visão do mocinho é um capítulo à parte. Ele consegue ver através de objetos sólidos com sua visão de raio-X, enxerga a longa distância sem precisar de óculos — os que Clark usa são apenas um disfarce, o mais fajuto já criado nos quadrinhos — e, graças à visão infravermelha, detecta fontes de calor.

A Morte do Super-Homem capa

Nem sempre, no entanto, o Super-Homem foi indestrutível. Os poderes e a vulnerabilidade do herói sofreram alterações ao sabor da criatividade de seus roteiristas e dos interesses comerciais da editora DC Comics. Em 1993, na edição 75 da revista Superman, que vendeu 3 milhões de exemplares só nos Estados Unidos, ele morre de tanto apanhar do vilão Apocalypse. Sua ressurreição se deu na sequência, em uma minissérie de três volumes, em que, graças aos banhos curativos que o Erradicador, um personagem que tenta se passar pelo herói na sua ausência, e à energia solar que ainda tem no corpo, o Super-Homem renasce.
Em outras histórias, também na década de 1990, o Super-Homem tem seus poderes diminuídos e modificados. Em uma delas, ele chega a se dividir em dois: o Super-Homem Vermelho e o Super-Homem Azul, cada um com poderes diferentes – e rivais na disputa pelo amor de Lois Lane. Na revista Millenium Giants, de 1998, os dois se unem para salvar o mundo, e essa reunião traz de volta o Super-Homem único, que, prova o gibi, é necessário para cuidar da Terra.

Os poderes do Super-Homem são seriamente afetados quando o personagem é exposto a kriptonita, um material radioativo originário da terra natal do herói, Krypton. A proximidade com o material enfraquece seus poderes e, caso persista por longo período, pode ser letal.

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Cueca por cima da calça, insígnia no peito, botas e capa vermelha sobre um collant azul. O uniforme do Super-Homem é manjado, né? Nem tanto assim. Uma análise detalhada do vestuário do super-herói ao longo dos anos mostra que ele já mudou, e muito. Já teve versão mais sombria, faceira e até uma releitura à la Chico Bento, o personagem caipira da Turma da Mônica – na verdade, uma referência à infância do herói, passada na fazenda do casal Martha e Jonathan Kent, que o adotou assim que caiu na Terra, em um foguete enviado do planeta Krypton, do jeito como veio ao mundo.
Filho de Krypton (1934)
Idealizado por Jerry Siegel e desenhado por Joe Shuster, o “piloto” do Super-Homem tinha capa, bota e cueca alaranjadas sobre o tradicional uniforme azul e, no peito, o escudo amarelo com um “S” no centro.

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Action Comics #1 (1938)
Quatro anos depois, o que era laranja ficou vermelho, e o Super-Homem estreou nos quadrinhos em uma história de 13 páginas da primeira edição da revista Action Comics. O herói nascido no fictício planeta Krypton continuava com o “S” no peito e podia levantar um carro com as próprias mãos, entre outras façanhas.

Para o alto e avante (1940)
Em 1940, foram criados os primeiros vilões do Super-Homem, que pela primeira vez usou sua capa para voar – antes, ele “só” saltava alturas monstruosas. Em Superman, sua estreia nos desenhos animados, produzida pela Paramount Pictures,o azul do uniforme ficou mais escuro e o escudo no peito reapareceu preto, com o “S” vermelho um pouco maior do que antes.

O “S” no peito (1971)
Trinta e um anos depois, na revista O Homem do Amanhã (Man of Tomorrow), o Homem de Aço retomou as cores da sua primeira história. A diferença era o “S” no peito. Vermelha, maior e mais rechonchuda, a letra ocupava quase todo o emblema amarelo, que se tornaria a marca registrada do herói.

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Uniforme preto (1993)
Em 1993, depois de virar purpurina nas mãos do monstro Apocalypse, no gibi A Morte do Super-Homem, o Homem de Aço ressurge em um inédito uniforme preto de escudo e braceletes prateados e de penteado argentino. Ele ainda tenta convencer as pessoas de que é o herói ressuscitado – outros quatro diziam a mesma coisa –, mas, com esse cabelinho, ficou difícil até para Lois Lane, sua mulher na história, acreditar.

Super-Homem, o retorno (1993)
Ressuscitado da morte a pancadas recebida do vilão Apocalypse, o Super-Homem volta a aparecer nos quadrinhos com seu uniforme tradicional e o cabelo mais longo e desarrumado.

Metropolis (1996)
Em 1996, a DC Comics publicou uma versão do Super-Homem inspirada no filme Metropolis, do alemão Fritz Lang. O uniforme não tem capa e, na parte do tronco, imita uma camisa metade vermelha, com o escudo do “S” amarelo, metade azul.

Azul e branco (1997)
Em Super-Homem: O Homem de Aço, o herói tem os poderes transformados em energia elétrica e se divide em dois: o Super-Homem Vermelho e o Super-Homem Azul, cada um com poderes diferentes – mas com o mesmo penteado à la Neymar e rivais na disputa pelo amor de Lois Lane.

Vermelho e branco (1997)
Ao contrário da versão azul, mais cerebral, calma e serena, o Super-Homem Vermelho é emocional, rebelde, agressivo e impulsivo.

Guerreiro da União (1998)
Com o nome de Atticus Kent e um visual do século XIX, inspirado em uniformes da Guerra Civil Americana, o Super-Homem vive um soldado da União na HQ Uma Nação Dividida (A Nation Divided). Farda azul, faixa amarela na cintura, bota cinza, costeleta no rosto e as inscrições “USA” no escudo, em vez do “S” sozinho, são as marcas distintivas da versão. Não é que o Super-Homem volte no tempo: o gibi imagina o que teria sido do herói se ele tivesse caído no sul dos Estados Unidos durante a Guerra de Secessão, e sido adotado por abolicionistas.

Sobrevivente (1998)
No gibi A Última Chama (Distant Fires), o Super-Homem aparece como um sobrevivente do Armageddon, a batalha do final dos tempos. Ele se veste com um uniforme azul pálido, cabelo comprido e as indefectíveis bota, capa e cueca vermelhas.

Armadura de ferro (1998)
O Homem de Aço apareceu em uma armadura preta com capa vermelha e detalhes da mesma cor no peito, nas pernas e nos braços. Um capacete preto acompanhava o uniforme do herói na edição de Super-Homem: O Lado Negro (The Dark Side).

De volta do cativeiro (1999)
Ao ser resgatado por seu filho, anos depois de ser feito refém por terroristas, um Super-Homem envelhecido tem de se enquadrar nas normas da nova Liga da Justiça e passa a vestir uniforme preto, com capa, bota e escudo brancos. A história está na revista O Filho do Super-Homem.

Super-Lanterna (2000)
Na história de O Último Filho da Terra (Last Son), que se passa em uma realidade alternativa, Clark Kent é enviado de Krypton para outro planeta, não a Terra, e encontra o anel do Lanterna Verde, mais um herói da DC Comics. O universo paralelo tem uniforme próprio: azul com botas e luvas brancas e, no peito, em vez do tradicional “S”, o escudo do Lanterna Verde.

Superman soviético (2003)
O Super-Homem também esteve do outro lado do Muro de Berlim. A história Super-Homem: Entre a Foice e o Martelo (Red Son) fantasia como seria a vida do herói se o foguete em que foi disparado de Krypton, ainda bebê, caísse na antiga União Soviética, e não nos Estados Unidos. Lá, ele ganha uma cueca preta sobre o uniforme cinza e um escudo vermelho estampado pela foice e pelo martelo, símbolos do comunismo.

Soldado 2, a missão (2008)
Clark Kent volta à guerra. Desta vez, em um conflito na fictícia cidade de New Krypton, cenário da história O Mundo de Novo Krypton (World of New Krytpon), ele usa uniforme militar preto e cinza, sem capa, e apetrechos de batalha como um estojo porta-armas na lateral.

Animado (2010)
Em uma versão mais moderna para os desenhos animados, o Super-Homem volta ao estilo original, com uniforme azul, capa, cueca e botas vermelhas, além do escudo amarelo com o “S” no meio. As cores estão saturadas, como se quisessem reafirmar o modelito clássico.

Caipira (2011)
Em Superman, série da Action Comics com 52 novas edições da história do Super-Homem, a DC Comics introduziu um herói mais para Chico Bento, de jeans e camiseta, que para Homem de Aço. A história faz parte de uma aventura retrô e mostra os primeiros dias do super-herói, que ainda aprendia a usar seus poderes na propriedade dos pais adotivos, os fazendeiros Martha e Jonathan Kent.

Pele e osso (2011)
Magricela, essa versão do Super-Homem conta a história do herói tratado como ameaça pelo governo e mantido confinado, longe de sua fonte de energia, publicada com o título Ponto de Ignição Especial (Flash Point). Mal tratado, ele aparece abatido em um uniforme inteiro preto, com um círculo amarelo sob um “S” vermelho e fino no peito.

High-tech (2011)
Em outra história de Superman, série da Action Comics com 52 novas edições da história do Super-Homem, o personagem rejuvenesce e ganha um uniforme mais moderno, de aparência robotizada, que incluía até gola alta, com colete à prova de balas e sem a tradicional cueca vermelha por cima da calça.

Do além (2012)
Em Superman ao Infinito (Beyond), o Super-Homem aparece mais velho novamente e com um uniforme com detalhes brancos no braço, no “S” do escudo e, claro, no cabelo.

Homem de Aço (2013)
O mais novo Super-Homem, do filme Homem de Aço (2013), é elegante. Seu uniforme é azul escuro e sem a cueca vermelha por cima. Esta é também a versão mais sarada do herói.

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Quadrinhos
O personagem Super-Homem foi criado em 1933 por Jerry Siegel como vilão de uma história chamada The Reign of the Superman (O Reino do Super-Homem, em português). Depois de rever o caráter do personagem e transformá-lo em bom moço, Siegel se juntou ao ilustrador Joe Shuster, seu amigo de infância, para desenvolver uma nova história, que apareceria cinco anos mais tarde na revista Action Comics nº 1, da National Allied Publications, que se tornaria a editora americana DC Comics. Antes da editora, outras disseram não ao personagem, que a dupla oferecia a uma bagatela. Mal sabiam o que estavam perdendo. Sucesso de público, o Super-Homem se tornou o primeiro herói da National Allied Publications a ter uma revista só sua, criada em 1939, em edições trimestrais. A Superman nº 1 apresentou as origens do personagem e resgatou as suas primeiras aventuras, contadas na Action Comics.

Em 1945, o Super-Homem ganhou uma versão adolescente, o Superboy, também criada por Siegel. Apesar da querela judicial que se seguiu, já que o roteirista não havia autorizado a publicação das aventuras e não recebeu nada a mais por elas, a versão teen do super-herói teve boa aceitação e até revistas próprias, Superboy e The New Adventures of Superboy. A briga em torno do novo personagem levou à separação entre a National Allied Publications e a dupla Siegel e Shuster, que foi demitida e parou de assinar as sagas do Super-Homem. Depois de 1986, quando a editora promoveu mudanças em seu universo ficcional, o Superboy deixou de ser uma versão adolescente do Super-Homem, tornando-se um personagem independente.

O herói teen não foi, aliás, o único ponto de discórdia entre os autores e a editora. Em 1973, já distantes da companhia, Siegel e Shuster tentaram fazer com que a National Comics – nome que a National Allied Publications adotou antes de DC Comics, do final da década de 1970 – renovasse o contrato pelos direitos das histórias do Super-Homem. E que pagasse por isso, é claro. A justiça americana, no entanto, entendeu que a empresa já tinha garantido os direitos de renovação e deu ganho de causa à National.

8611 – Quadrinhos – Qual foi o 1° Heroi da Marvel?


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Na verdade, foram dois: Tocha Humana e Namor, o Príncipe Submarino. Ambos foram criados em 1939, quando a editora ainda se chamava Timely Comics. Estrearam na primeira revista da empresa, a Marvel Comics no 1.
Alguns consideram Namor o primeiro super-herói, pois estava na revista Motion Pictures Funnies Weekly no 1, que foi apresentada a donos de cinemas para ser distribuída nas salas. No entanto, ela não foi publicada porque os empresários não quiseram financiá-la. Tocha e Namor. lutaram juntos na HQ Os Invasores e depois ganharam sua própria revista: The Human Torch e Sub-Mariner Comics, respectivamente, que duraram até 1949. Com o surgimento da Marvel, em 1961, Namor foi reinventado como um anti-herói e uma nova versão do Tocha passou a integrar o Quarteto Fantástico.

Curiosidade: O Tocha Humana não é o mesmo do Quarteto Fantástico – este só surgiu na década de 60, na revista Fantastic Four nº 1.

8105 – Marvel no Cinema – Homem de Ferro 3


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Tony Stark tem um coração. Um pouco danificado e ofuscado pela mente racional e brilhante de seu dono, mas ele está ali, protegido e calado dentro de seu abrigo duro e luminoso. E é este lado humano, e até mesmo piegas, que o diretor Shane Black decidiu extrair do protagonista, vivido por Robert Downey Jr. O argumento principal de Homem de Ferro 3, que concluiu a trilogia iniciada com Homem de Ferro (2008), seguida por Homem de Ferro 2 (2010), humaniza seu herói, sem deixar de lado as conhecidas sequências de ação e o humor afiado.
Nesta terceira parte, Black assume a direção e deixa Jon Favreau – diretor e ator dos dois longas anteriores – apenas com uma participação especial com seu personagem Happy, amigo e segurança de Stark. A mudança de liderança entre os filmes é perceptível, mas não atrapalha o andamento do contexto geral. Se Favreau fez do Homem de Ferro o bilionário irônico e petulante que o público ama, Black o tirou de dentro da armadura e mostrou as fraquezas emocionais e físicas do personagem.
A história continua não do ponto em que parou o segundo filme, mas sim da conclusão do sucesso de bilheteria Os Vingadores. A inserção do longa no meio da trilogia alterou o curso da história, já que antes Tony Stark não teve que lidar com ameaças alienígenas, deuses mitológicos ou “buracos de minhoca” abertos no céu de Nova York. Suas preocupações eram mais mundanas como o governo americano ou inimigos no Afeganistão. Nada que não pudesse ser resolvido com a combinação de seu poder econômico, uma indestrutível armadura de ferro e seu QI de gênio.
Sendo assim, depois de lutar ao lado de Thor e se despir de sua forte vaidade ao se oferecer como mártir para salvar o mundo e, claro, sua amada Pepper Potts (Gwyneth Paltrow), Em Homem de Ferro 3, Tony Stark entra em uma séria crise de estresse, e luta com problemas cotidianos, como insônia e ataques de pânico.
Não bastassem seus dilemas pessoais, surge Mandarin (Ben Kingsley), um novo e temido terrorista, um dos mais importantes da história em quadrinho de onde o herói foi extraído. Em um desafio pessoal com Stark, os capangas de Mandarin destroem a famosa mansão do bilionário em Malibu, cenário importante nos dois filmes anteriores e também de Os Vingadores. Após o confronto, Stark acaba em uma cidade pequena no meio do nada. Sozinho, sem armadura e ainda sofrendo ataques, o personagem durão acaba, para surpresa de todos, amigo de um garotinho, Harley (Ty Simpkins), que se torna seu principal aliado.
Com este foco, Robert Downey Jr. é quem ganha. Comparado aos anteriores, o ator aparece mais e mostra que está em forma física para encarar cenas de luta. O restante do elenco também consegue segurar bem o roteiro, até a insossa Pepper Potts ganha destaque e se torna uma personagem que pode ser bem aproveitada em Os Vingadores 2.

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No geral, o filme é distinto, mas mantém o tipo de enredo que construiu ao longo dos anos a reputação da franquia. Desta maneira, o herói da Marvel, que já arrecadou com os dois longas anteriores 1,2 bilhão de dólares, fecha bem a trilogia, e deixa poucas pontas para um retorno. Mesmo assim, não dá para bater o martelo do fim, já que, com franquias bilionárias, nunca se sabe.

8019 – Mega Personagens – Tarzan


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É um personagem de ficção criado pelo escritor norte-americano Edgar Rice Burroughs na revista pulp All-Story Magazine em 1912 e publicado em formato livro em 1914. O personagem apareceu em mais vinte e quatro livros e em diversos contos avulsos. Outros escritores também escreveram obras com o herói: Barton Werper, Fritz Leiber, Philip José Farmer etc.
Tarzan é filho de aristocratas ingleses que desembarcam em uma selva africana após um motim, . Com a morte de seus pais, Tarzan é criado por macacos (“manganis”, na linguagem dos símios, criada por Burroughs) na África, depois da morte de seus pais. Seu verdadeiro nome é John Clayton III, Lorde Greystoke. Tarzan é o nome dado a ele pelos macacos e significa “Pele Branca”. É uma adaptação moderna da tradição mitológico-literária de heróis criados por animais. Uma destas histórias é a de Rômulo e Remo, que foram criados por lobos e posteriormente fundaram Roma.
Por ter sobrevivido na selva desde sua infância, Tarzan mostra habilidades físicas superiores às de atletas do “mundo civilizado”, além de poder se comunicar com os animais.
No final do primeiro volume, Tarzan renuncia ao amor de Jane e ao título, por acreditar que ambos estariam melhor com o primo. Somente no romance seguinte, The Return of Tarzan, de 1913, o casal passa a viver junto.
A visão da África criada por Burroughs tem pouco a ver com a realidade do continente, pois ele inventa que a selva africana esconderia civilizações perdidas e criaturas estranhas. Burroughs, entretanto, nunca esteve na África.

Personagem no Brasil
Dezoito livros de Tarzan foram publicados no Brasil pela Companhia Editora Nacional a partir de 1933, na coleção Terramarear. As traduções foram feitas por importantes escritores, como Monteiro Lobato, Godofredo Rangel, Manuel Bandeira e outros. Na década de 1970, a Editora Record relançou desses oito volumes, com capas de Burne Hogarth. Já em Portugal, a editora Portugal Press, de Lisboa, editou a obra completa do herói.
Uma extensa lista de suas obras vai de 1912 a 1965.

Cinema
O primeiro Tarzan do cinema foi Elmo Lincoln, no filme Tarzan, O Homem Macaco ou Tarzan dos Macacos (Tarzan of the Apes), de 1918. Lincoln também estrelou o filme seguinte, O Romance de Tarzan ou Os Amores de Tarzan (The Romance of Tarzan, 1918) e o seriado As Aventuras de Tarzan (The Adventures of Tarzan, 1921, quinze episódios).
Na era muda foram produzidos quatro filmes e quatro seriados com o herói; além de Lincoln, ele foi interpretado, entre outros, por Gene Pollar e James Pierce.
O primeiro Tarzan do cinema sonoro foi também o mais famoso: o nadador estadunidense Johnny Weissmuller,como vimos no outro capítulo, que encarnou o herói em doze fitas, primeiro na MGM, depois na RKO. O refinado lorde dos livros foi transformado por Weissmuller em um selvagem que conseguia apenas grunhir e emitir frases monossilábicas, do tipo “me Tarzan, you Jane” (que ele, a bem da verdade, nunca disse. O que ele disse no filme Tarzan, O Filho das Selvas/Tarzan the Ape Man foi, simplesmente “Tarzan… Jane”, apontando para si mesmo e depois para Jane Porter).

Weissmuller é responsável por emitir, pela primeira vez, o famoso grito de vitória de Tarzan. Esse grito, que seria reproduzido por todos os Tarzans subsequentes, não passava de uma hábil mixagem dos sons de um barítono, uma soprano e de cães treinados.
Devido à censura da época, os trajes de Weissmuller e, principalmente, de O’Sullivan foram aumentando de tamanho de filme para filme; a censura também é responsável pela ausência de filhos da dupla, que não era legalmente casada: Boy (vivido por Johnny Sheffield), introduzido em O Filho de Tarzan (Tarzan Finds a Son!, 1939) não era filho do casal e, sim, adotado, conforme mostra o título original. Nos livros, no entanto, Tarzan e Jane são pais do menino Korak, que chega à idade adulta nos romances finais.
Depois de atuar em Tarzan e a Caçadora (Tarzan and the Huntress, 1947), Johnny Sheffield disse adeus ao papel de Boy, porque já estava com dezesseis anos. Ele foi para a Monogram e fez os doze filmes da série Bomba, o Filho das Selvas/Bomba The Jungle Boy (um personagem inspirado em Tarzan, publicado em uma série de livros publicada entre 1926 e 1938, entre 1949 e 1955.

Quando já não possuía o físico necessário para viver o herói, Weissmuller estrelou a série Jim das Selvas/Jungle Jim para a Columbia. Foram dezesseis filmes entre 1948 e 1955. Nesse ano, o herói foi para a televisão, onde foram feitos vinte e seis episódios de meia hora cada, com um Weissmuller já gordo e envelhecido.
Outros Tarzans que ficaram famosos foram Lex Barker, que substituiu Weissmuller a partir de 1948 e Gordon Scott, que é considerado por alguns críticos como o ator que melhor interpretou o herói. Já Mike Henry é visto como o mais parecido com os desenhos de Burne Hogarth.
Na televisão, Tarzan foi vivido por Ron Ely, em uma cultuada série que teve cinquenta e sete episódios entre 1966 e 1968. Alguns episódios duplos foram fundidos e exibidos nos cinemas.
Das atrizes que interpretaram Jane, a única lembrada é Maureen O’Sullivan, que fez os seis primeiros filmes da série com Johnny Weissmuller e depois saiu porque não queria ficar presa à personagem. Jane não aparece em todos os filmes de Tarzan: ela esteve em apenas um dos cinco filmes com Gordon Scott e esteve ausente de todas as produções com os Tarzans Jock Mahoney, Mike Henry e Ron Ely.

tarzan cinema

Foi noticiado que a personagem Cheeta, a macaca (Cheeta, na verdade era um macho) que protagonizou os filmes da década de 1930 e 1940 e do seriado para televisão da década de 1960, faleceu em 2011, aos 80 anos de idade, notícia essa, entretanto, colocada em dúvida por uma reportagem da agência de notícias Associated Press, pela ausência de documentos que comprovem se tratar do mesmo primata, além de outras inconsistências apontadas.

Tarzan, o homem macaco foi o 1° filme em 1918 e o último foi Tarzan e a Cidade Perdida em 1998.

Quadrinhos
Hal Foster foi o primeiro artista a desenhar o herói: em 1929 foram publicadas as sessenta tiras diárias de “Tarzan of the Apes”; Foster só voltaria ao personagem em 1931, desenhando páginas dominicais coloridas. Ele é responsável por várias inovações de inspiração cinematográfica: campo e contra-campo, grandes planos e contra-luz. Ele seguiu fielmente os livros de Burroughs e nunca usou balões e, sim, textos incorporados aos quadrinhos. A partir de 1937, Foster foi substituído por Burne Hogarth, o maior ilustrador do herói. Influenciado por Michelângelo e pelo expressionismo alemão, Hogarth utilizou seus conhecimentos de anatomia para mostrar uma explosão de músculos, um turbilhão de movimentos, paisagens atormentadas mas vibrantes, selvas fantasmagóricas e raízes com formas monstruosas. Ele desenharia essas páginas até 1950, quando foi substituído pelo também importante Bob Lubbers, mas voltou em 1972, com uma nova versão da história de Tarzan em forma de livro.

Em 1972, a DC consegue a licença de Tarzan e inicia uma série de quadrinhos produzida por Joe Kubert, a primeira edição da revista é a número 207, continuando a numeração da Dell.

Em 1977, a DC publica seu último número de Tarzan, encerrada na edição 259, nesse mesmo ano o personagem passa a ser publicado pela Marvel Comics, na Marvel a numeração é reiniciada, a revista teve 29 edições e possuia arte de John Buscema.

A EBAL lançou também diversas edições especiais:

1973 – Tarzan, O Filho das Selvas, o livro quadrinizado por Burne Hogarth em 1972
1974 – Coleção Tarzan em dois volumes (A Origem de Tarzan e A Volta de Tarzan), ilustrados por Joe Kubert
1975 – Tarzan, de Harold Foster, a primeira história com o herói
1975 – Coleção Tarzan/Russ Manning, em cinco volumes, com as páginas dominicais de 1968 a 1972
1976 – Edição Gloriosa em dois volumes (O Mundo que o Tempo Esqueceu e O Poço do Tempo), ilustrados por Russ Manning
1978 – O Livro da Selva, adaptação do romance O Tesouro de Tarzan em três volumes, com ilustrações de John Buscema e roteiro de Roy Thomas
1980 – O Massacre dos Inocentes, com ilustrações do artista espanhol Jaime Brocal Remohi
1980 – O Lago da Vida, com ilustrações de José Ortiz

7912 – Quadrinhos – A Morte de Robin


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Roteirista diz que Robin precisa morrer para Batman triunfar
Ao blog da DC Comics, Grant Morrison contou que Damian Wayne não poderia almejar substituir o pai, já que Bruce nunca morre — diferente do Super-Homem.
O roteirista contou ao blog da editora americana DC Comics que o fim de Damian, filho de Bruce Wayne com a vilã Talia Al-Ghul, já estava planejado desde o começo. Segundo Morrison, Damian, que se tornou o quinto Robin do universo Batman, não pode crescer porque não pode almejar substituir o pai, que sempre será o principal herói de Gotham City.
“Eu escolhi criar a minha história em cima do trauma, do assassinato dos pais de Bruce Wayne, algo que pauta a conduta de Batman. Os principais vilões de Bruce são, para mim, baseados em arquétipos de péssimos pais”, escreveu Morrison. “Esse tema de famílias arruinadas esteve por trás da criação de Damian, o primeiro filho de Batman. De muitas maneiras, a história de Damian Wayne foi a história de Bruce e o seu fim estava planejado há tempos. Afinal, qual filho poderia esperar substituir o pai que nunca morre?”, explicou o roteirista.
A morte de Damian foi contada na edição da revista Batman Incorporated.
O garoto de 10 anos era fruto do affaire do ricaço Bruce Wayne com a filha de um dos seus principais rivais, Ra’s Al Ghul. Damian Wayne não é o primeiro Robin a morrer. Jason Todd foi morto pelo Coringa, e depois ressuscitou — coisa de novela, mas também de gibi — em 2005.
“Salva o mundo. Faz o seu trabalho como Robin e morre como herói absoluto”, disse o autor dos quadrinhos, Grant Morrison, em entrevista para o New York Post. Perguntado sobre a substituição de Robin, o escritor disse que “nunca se pode dizer nunca” no mundo dos quadrinhos. “Enfim, Batman terá sempre um parceiro.”

7843 – Entretenimento – As Explosão dos Herois


Eles estão nos quadrinhos, TV, desenhos animados, games e cinema.
Começou com o Super Homem em 1938.

Era moderna(1986 em diante)
Violência e morte. Após uma Era de Bronze (1973-1985) sem brilho, a DC passa a deixar seus personagens em situações delicadas. Uns são mortos, outros matam. Ou aleijam.

Novo Superboy (1993)
Meses depois da morte do azulão, quatro novos “Homens de Aço” ocupam seu lugar. entre eles está O novo superboy. O verdadeiro super-homem ressuscita após algum tempo.

Batman Paraplégico (1993)
Outro super-herói a sofrer uma dura provação foi Batman, que fica paraplégico na saga A Queda do Morcego. Para substituí-lo, é criado Azrael, o Anjo Vingador. depois, tudo volta ao normal.

A Morte do Super-Homem capa
Morte do Super-Homem (1993)
Com manchetes em jornais e na TV, A Morte do Super-homem é o evento de maior repercussão do universo dos quadrinhos. A morte vem no confronto com o vilão apocalypse.

Sandman (1988)
Outros personagens com esse nome existiram antes, mas é o branquelo mestre dos sonhos que se torna um ícone e conquista uma legião de fãs no mundo todo.

Crise (1985)
Depois de décadas de atividade, o universo DC havia se tornado uma enorme confusão. A Crise nas Infinitas Terras foi uma espécie de faxina geral. vários heróis morreram, entre eles flash e supermoça.

Morte de Robin (1988)
Um dos acontecimentos mais traumáticos dos gibis tem lugar quado o coringa mata a pauladas o segundo Robin. Foram os leitores americanos que votaram pela morte do menino-prodígo.

Watchmen (1986)
A obra Watchmen revoluciona o gênero dos super-heróis, ao mostrar a face humana dos super-heróis e com um estilo de narrativa até então inédito.

Zero Hora (1994)
Com o tempo, personagens desaparecidos ressurgiram modificados, como Flash e Supergirl. A mega-saga Zero Hora é uma tentativa de limpar novamente a área. Mas seu maior efeito é a transformação do lanterna verde Hal Jordan num vilão.

Reino do Amanhã (1996)
O futuro apocalíptico dos heróis DC é mostrado na histórica minissérie O Reino do Amanhã. Super-homem virou um fazendeiro. Batman lidera um esquadrão de vigilantes e o capitão marvel, quem diria, trabalha para o malvado lex luthor.

Cavaleiro das Trevas (1986)
Heróis clássicos passam por reformulações. A primeira delas transforma batman num homem mais velho e violento como nunca se viu.

Era de prata (1956-1972)
Renascimento e tensão social. Heróis são reformulados e, além de combater ameaças cósmicas, eles se preocupam com a Terra. É um reflexo de todas as mudanças políticas que revolucionam o planeta.

Lanterna Verde (1959)
O piloto de testes Hal Jordan chega para ocupar o lugar do antigo Lanterna Verde. em 1970, Uma parceria inesperada tem início com o novo Arqueiro Verde. em vez de poderosos vilões interestelares, a dupla verde combate ameaças terrestres, como fome, miséria e racismo

Os Novos Titãs (1966)
Chega a vez dE os jovens auxiliares dos heróis formarem seu próprio grupo. Assim surgem os Novos Titãs, compostos a princípio por Robin, Aqualad, Kid Flash e Moça-Maravilha

Batgirl (1961)
Seguindo exemplo da família super, surge a batgirl. Sobrinha do comissário gordon, barbara segue os passos de bruce wayne no combate ao crime. Nos anos 80, ela toma um tiro do coringa e acaba numa cadeira de rodas

Liga da Justiça (1960)
O Lanterna, Ajax, Mulher-Maravilha, Flash e Aquaman fundam a Liga da Justiça. Mais tarde, o time seria reforçado com a entrada de Super-homem e Batman, tornando-se a maior equipe de heróis do planeta

Legião dos Super-Heróis (1958)
Atuando no futuro, esse grupo de superadolescentes começou com apenas três integrantes, mas logo se expandiu para combater as ameaças de seu tempo. Até o superboy se unia a eles de vez EM quando

Monstro do Pântano (1971)
Nos charcos imundos da louisiânia afunda o cientista alec holland e emerge um dos mais amados heróis dos quadrinhos, o ecológico Monstro do Pântano

Aupergirl (1959)
A família do Homem de Aço fica maior com a estréia de Supergirl, a versão de saias do herói. Com ela, aparecem Krypto, o Supercão, além do Supergato, o Supercavalo etc

Flash (1956)
Primeiro herói da era de prata, barry allen era um cientista da polícia quando um raio atingiu seu laboratório. Após um banho forçadO com produtos químicos, ele se torna flash. Seu uniforme cabe no anel que leva no dedo

Era de ouro (1938-1955)
Ingênuos e hiperpoderosos. Assim eram os primeiros heróis do mundo. A derrocada vem nos anos 50, quando um psiquiatra culpa os gibis pela delinqüência juvenil e homossexualismo

Arqueiro Verde (1941)
Com seu traje de robin hood, o milionário oliver queen jamais matou ninguém com suas flechas certeiras. prefere as setas com truques, como a de luva de boxe na ponta, perfeita para nocautear inimigos. o companheiro ricardito luta ao seu lado

Homem-Borracha (1941)
Após um Acidente com um ácido secreto, o surrealista herói de plástico passa a se transformar em qualquer coisa que quiser. até numa borracha

Mulher-Maravilha (1941)
A primeira super-heroína da história é uma amazona que dirige um avião invisível. Em seu cinto, ela leva um laço dourado que obriga seus inimigos a dizerem somente a verdade

Adam Strange (1951)
Apenas um humano comum na terra, strange tem a vida mudada após ser apanhado por um raio e transportado para o planeta rann, em alfa centauri, onde combate ameaças cósmicas
Gavião Negro (1940)
Príncipe egípcio numa vida anterior, carter hall usava suas enormes asas emplumadas e uma máscara com bico para combater o crime

Batman (1939)
O morcego humano inicia sua guerra ao crime de gotham city em 1939. Um ano depois, com a chegada do menino-prodígio robin, nasce a dupla dinâmica. também em 1940, o vilão coringa entra em cena. Santa risada, batman!

Super-Homem (1938)
Mais Rápido que uma bala, mais FORTE que uma locomotiva, o homem de aço tem visão de raios x, corpo invulnerável e voa pelos céus de metrópolis. sua identidade secreta É clark kent, jornalista quatro-olhos do planeta diário

Ajax (1955)
O caçador de marte chega à Terra após a destruição de sua raça e passa a usar seus poderes telepáticos contra os malfeitores de nosso mundo. Ele pode ficar invisível

Superboy (1945)
A versão juvenil do super-homem vive suas aventuras adolescentes em smallville, quando clark kent ainda morava com seus pais adotivos e paquerava lana Lang

Joel Ciclone (1940)
Ser humando mais rápido do mundo, joel ciclone inaugura a série de heróis velocistas. Após inalar acidentalmente um vapor diferente, o jovem jay garrick adquire velocidade sobre-humana.

Aquaman (1941)
Filho humano de um cientista, arthur foi treinado para viver debaixo d’água. A adaptação às profundezas marinhas lhe deu o poder da telepatia, para se comunicar com os animais subaquáticos.

Lanterna Verde (1940)
Dotado de um anel alienígena capaz de materializar tudo o que imaginar, alan scott só precisa recarregá-lo diariamente numa lanterna extraterrestre.

Capitão Marvel (1940)
Shazam! Ao gritar essa palavra mágica, o jornaleiro billy batson se transforma no poderoso caPitão marvel. tão poderoso que foi acusado de ser plágio do super-homem.

7503 – Quem inventou os quadrinhos?


A primeira história em quadrinhos (HQ) moderna foi criada pelo artista americano Richard Outcault em 1895. “A linguagem das HQs, com a adoção de um personagem fixo, ação fragmentada em quadros e balõezinhos de texto, surgiu nos jornais sensacionalistas de Nova York com o Yellow Kid (‘Menino Amarelo’)”, diz o historiador e jornalista Álvaro de Moya, autor do livro História da História em Quadrinhos. A tirinha de Outcault fez tanto sucesso que os grandes jornais nova-iorquinos entraram em pé de guerra para ter o Yellow Kid em suas páginas. Mas é claro que esse formato original para contar uma história não surgiu na cabeça de Outcault de uma hora para outra. Se a gente for buscar as primeiras raízes das HQs, podemos chegar às pinturas rupestres feitas pelos homens pré-históricos, que serviam para contar, por exemplo, como eram suas aventuras nas caçadas.
Os quadros das igrejas medievais que retratavam a via sacra – os últimos momentos da vida de Jesus na Terra – também podem ser considerados antepassados das tirinhas. A grande diferença é que esses ancestrais das HQs não tinham texto, os enredos eram desenvolvidos apenas com uma seqüência de desenhos. “As histórias em quadrinhos constituem um meio de comunicação de massa que agrega dois códigos distintos para transmitir uma mensagem: o lingüístico (texto) e o pictórico (imagem)”, diz um pesquisador da USP.

1895 – YELLOW KID

De Richard Outcault

Angelo Agostini e outros pioneiros criaram embrioes de HQs, mas a primeira HQ moderna foi Yellow Kid. Na verdade, esse era o nome do principal personagem da tira At the Circus in Hogan’s Alley, que saía uma vez por semana no jornal New York World.

1934 – FLASH GORDON

De Alex Raymond

O personagem surgiu para disputar mercado com outro herói espacial: Buck Rogers. Mas, graças ao talento de Raymond, em pouco tempo as aventuras intergalácticas de Flash Gordon superaram a popularidade do grande rival.

quadrinhos

1952 – MAD

De Harvey Kurtzmann

Mad foi uma revista que revolucionou o gênero com seu humor debochado. Era uma forma original de reagir à crescente censura aos quadrinhos nos Estados Unidos, quando os temas mais violentos começaram a perder espaço.

1929 – TARZAN

De Hal Foster e Burne Hogarth

Hal Foster desenhou em tiras o romance de Edgar Rice Burroughs para ser publicado em jornais. O público adorou Tarzan e até hoje as histórias do herói continuam sendo publicadas. Em 1937, Hogarth passou a desenhar o personagem e criou o traço mais vigoroso do “Rei dos Macacos”, conferindo às histórias uma ação ininterrupta.

1930 – MICKEY MOUSE

De Walt Disney

Mickey Mouse, símbolo do império de Walt Disney, fez sua estréia num desenho animado de 1928. Foi só dois anos depois que ele virou tira de jornal. Com o sucesso inicial, o ratinho logo ganharia uma revista mensal a Mickey Mouse Magazine.

1985 – O CAVALEIRO DAS TREVAS

De Frank Miller

Esse artista inaugurou uma nova fase nas HQs: o quadrinho de autor. Em “o Cavaleiro das Trevas” (the Dark kNight Returns, no original em inglês), Miller retrata um Batman vulnerável e inseguro. Com essa humanização do personagem, o artista criou uma das melhores histórias do herói.

1986 – MAUS

De Art Spiegelman

Os judeus são retratados como ratos e os nazistas como gatos na história de um sobrevivente do holocausto. a saga ganhou um Pulitzer especial, importante prêmio jornalístico dos estados unidos.