13.901 – Universidades da Idade Média


No tramitar da Idade Média, uma grande parte da população não tinha acesso ao conhecimento, nem mesmo o básico que é ler e escrever, e não tinha nenhuma perspectiva na vida de reter tais conhecimentos.
O que ocorria neste período é o que ocorre nos dias atuais, as disparidades financeiras e de oportunidades. Na Idade Média ler e escrever eram privilégio de uma estreita parcela da população composta por integrantes da igreja e comerciantes.
As primeiras escolas medievais se instalavam e eram regidas pelas igrejas e mosteiros, a partir do século XII, houve uma conscientização acerca da educação, pois a formação se fazia importante no comércio, que utilizava a escrita e o cálculo, e nesse mesmo período surgiram escolas fora da igreja.
As universidades tiveram início no século XIII, como um tipo de associação de professores e alunos que se unia para questionar as autoridades, a universidade da França surgiu a partir de uma associação de professores e a da Itália foi composta por alunos.
As universidades da Idade Média permitiam dentro de suas dependências o livre pensamento e ideologias, nesta época existia faculdade de artes, medicina, direito e teologia, todas as aulas eram ministradas em latim assim como grande parte das obras escritas.
No século XI desenvolveu-se uma literatura variada: A poesia épica (falava sobre heróis e honra), a poesia amorosa (falava de amor e admiração à mulher) e Romance (guerra, aventura e amor).
No campo da filosofia, os principais eram Santo Agostinho e São Tomás de Aquino, o primeiro defendia a razão e o mundo espiritual como superior e o segundo afirmava que o homem não devia se apoiar na religião.

11.024 – Ensino – Mais da metade dos formados em SP é reprovada pelo Conselho de Medicina


MEDICINA simbolo

Mais da metade (55%) dos recém-formados em medicina no Estado de São Paulo reprovaram na terceira edição do exame que se tornou obrigatório para quem deseja atuar em território paulista.
É o que mostra resultado do “provão” do Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo), que será divulgado nesta quinta-feira (29-janeiro-2015).

Dos 2.891 recém-formados, só 45% acertaram mais de 60% do conteúdo da prova –critério mínimo definido pelo Cremesp. Entre as escolas médicas públicas, o índice de reprovação foi de 33%. Entre as particulares, a taxa foi quase o dobro, de 65,1%.
O percentual de reprovados no exame de 2014 é bastante semelhante aos dois anos anteriores, quando o exame se tornou obrigatório, o que confirma a persistência de baixa qualidade do ensino médico.

Do total de inscritos, 468 fizeram cursos de medicina em outros Estados brasileiros. Entre os egressos de escolas privadas, o índice de reprovação foi de 78%. Por força de lei, no entanto, o mau desempenho nessa prova não impede o registro no CRM (Conselho Regional de Medicina).

A prova foi composta por 120 questões de múltipla escolha, com cinco alternativas de respostas, e abrangeu as principais áreas da medicina, como clínica médica, pediatria, ginecologia e cirurgia médica.
As médias mais baixas foram obtidas em clínica médica (52%), o que demonstra que os futuros médicos continuam saindo das faculdades sem conhecimento suficiente para a solução de problemas frequentes no cotidiano, como atendimento inicial de vítima de acidente de carro ou de tiro, pneumonia, pancreatite ou pedra na vesícula.

9990 – Instituições de Ensino – O SENAC


senac

O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC) é uma instituição brasileira de educação profissional aberta a toda a sociedade. Foi criado em 10 de janeiro de 1946 na Rua Florêncio de Abreu em São Paulo. É administrado pela Confederação Nacional do Comércio (Fecomercio).
No SENAC há também cursos para “jovens aprendizes”, entre idade de 14 e 24 anos (e sem limite de idade para portadores de deficiências), com a capacitação e desenvolvimento da qualificação profissional dos jovens na entrada do mercado de trabalho.
Sua missão é desenvolver pessoas e organizações para o mundo do trabalho com ações educacionais e disseminando conhecimentos em Comércio de Bens e Serviços.
Ao longo destes 64 anos de atividades, o Senac espalhado por todo o Brasil preparou mais de 40 milhões de pessoas para o setor de Comércio e Serviços, contribuindo para a valorização do trabalhador, por meio de sua capacitação profissional em doze áreas de formação, incluindo cursos de idiomas.
Através de diferentes modalidades de ensino, dentre as quais destaca-se o programa SenacMóvel, a instituição se faz presente em mais de 1.850 municípios, capacitando para o Mundo do Trabalho cerca de 1,7 milhões de brasileiros, a cada ano.
A instituição atua também no ensino superior desde 1989. Hoje, o Centro Universitário Senac, em Sao Paulo, oferece cursos de graduação (bacharelados e de tecnologia) e de pós-graduação (aperfeiçoamento, especialização e mestrado profissional e acadêmico). No interior do Estado, os dois campi do Senac ficam junto aos hotéis-escola Grande Hotel São Pedro e Grande Hotel Campos do Jordão — nestes casos atendendo à área de turismo, hotelaria e de gastronomia. Na capital, o Campus Santo Amaro abriga cursos superiores de todos os segmentos do Senac. Com 120 mil m², foi inaugurado em 2004 com a mais moderna infra-estrutura educacional, incluindo biblioteca com 90 mil itens, centro de gastronomia, centenas de salas de aula, dezenas de laboratórios, centro poliesportivo, centro de convenções e outros ambientes.

9413 – Educação ou Caducação? Brasil tem só 4 universidades em ranking de emergentes


Apenas quatro universidades brasileiras integram a lista das cem melhores instituições de nível superior de países emergentes, segundo ranking inédito da publicação britânica Times Higher Education (THE), que realiza também o mais respeitado levantamento acadêmico do mundo. O estudo Brics & Emerging Economies Rankings 2014 analisou indicadores de universidades de 22 nações, incluindo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
Entre as brasileiras, figuram na lista a Universidade de São Paulo (USP), em 11º lugar, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em 24º, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 60º, e a Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), em 87º.
A China foi o grande destaque do levantamento: 23 das cem melhores universidades estão localizadas em seu território. Além disso, o gigante asiático é o país que detém as duas primeiras posições na lista, com a Universidade de Pequim, no topo, e a Universidade Tsinghua, em seguida.
Taiwan aparece em segundo lugar no ranking de nações, com 21 instituições, seguida pela Índia, com dez. Somadas as instituições de China, Índia e Taiwan, o grupo de nações asiáticas é responsável por mais da metade da lista, com 54 universidades. Outras dezesseis instituições estão no continente.
Entre os Brics, o Brasil só supera a Rússia em número de universidades no ranking. Os russos possuem apenas duas representantes. Mas o estudo faz uma ressalva acerca do desempenho do país europeu: “Essa baixa representação é parcialmente explicada pelo fato de algumas das mais fortes instituições da Rússia serem especializadas demais para serem incluídas: por exemplo, o Instituto de Física e Tecnologia de Moscou e o Instituto Estadual de Engenharia Física de Moscou estão entre as cem melhores do mundo em ciências físicas, mas não podem ser incluídas na lista dos Brics.”
O editor de rankings da THE, Phil Baty, diz que o Brasil possui poucas instituições no ranking devido a falhas na condução das universidades. “Na China, há um estímulo forte para que os estudantes publiquem suas pesquisas em inglês, o que facilita sua divulgação em todo o mundo. Isso consolida a reputação do país e encoraja instituições de ponta a trabalhar com cientistas chineses”, diz Baty.
A burocracia brasileira é outro obstáculo, segundo o editor. Enquanto as universidades líderes se esforçam para atrair os melhores professores do mundo, o sistema brasileiro dificulta a contratação de docentes estrangeiros e, quando o faz, oferece salários mais baixos do que os pagos por instituições estrangeiras. “O Brasil também precisa investir mais para construir uma infraestrutura sustentável de pesquisa”.