13.780 – Luzia: a vítima mais preciosa do incêndio no Museu Nacional


luzia fossil
Entre 11 mil e 8 mil anos atrás, as grutas de pedra calcária que se espalham pela região do atual município de Lagoa Santa, a cerca de 50 quilômetros de Belo Horizonte, eram frequentadas por uma gente muito especial. A mais famosa representante desse grupo é a mulher apelidada de Luzia, cujo crânio foi descoberto na década de 1970 e que é considerada o mais antigo habitante do continente americano. O fóssil foi consumido pelas chamas que tomaram o Museu Nacional na noite de ontem. “A gente não vai ter mais Luzia. Ela morreu no incêndio”, disse Kátia Bogéa, presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o Iphan, ao jornal O Estado de S. Paulo.
Trata-se de uma perda descomunal, pois, para os pesquisadores brasileiros que estudam Luzia e sua “família”, não restam dúvidas: eles eram representantes de um povo ancestral que chegou à América do Sul antes dos antepassados dos índios atuais.
As pistas sobre as características únicas desses “paleoíndios” de Lagoa Santa, como são conhecidos, estão em seus crânios, dezenas dos quais já foram encontrados no município mineiro. A análise detalhada do formato da cabeça de Luzia e companhia e sua comparação com os crânios de outros povos do mundo inteiro sugerem que eles são muito mais parecidos com os de aborígenes australianos, de habitantes da Melanésia e mesmo com os dos africanos modernos. Seriam negros, portanto. Por outro lado, os indígenas brasileiros de hoje são geneticamente bem mais próximos dos povos do nordeste da Ásia, como os grupos nativos da Sibéria.
Isso significa que os primeiros seres humanos a caminhar por aqui se aventuraram numa jornada épica pelo mar, atravessando o Atlântico (se vindos da África) ou o Pacífico (se saídos da Austrália)? Provavelmente não, afirmam os cientistas que defendem o caráter único do povo de Luzia. O mais provável, segundo essa corrente, é que os paleoíndios de Lagoa Santa sejam descendentes de populações que compartilhavam ancestrais comuns com os aborígenes da Austrália, mas que acabaram migrando rumo ao norte da Ásia e chegando ao continente americano pelo estreito de Bering. Só depois de se espalharem pelas Américas é que eles teriam chegado a Lagoa Santa.
A jornada
O coordenador do grupo que defende a origem peculiar para o povo de Luzia é o bioantropólogo Walter Alves Neves, que lidera o Laboratório de Estudos Evolutivos Humanos da USP. Ele conta que, no final dos anos 1980, decidiu fazer uma análise do formato de crânios de Lagoa Santa pertencentes ao acervo de um museu de Copenhague, na Dinamarca, em parceria com um colega argentino, Héctor Puciarelli.
A hipótese ganhou mais força em 1998, quando ficou provado que Luzia tinha as mesmas características dessa amostra de crânios e que, com 11.500 anos, ela realmente era o mais antigo ser humano das Américas. Neves e sua equipe conseguiram financiamento para um grande projeto de escavações em Lagoa Santa, descobrindo vários outros crânios com a mesma morfologia “australomelanésia” e com idades um pouco mais recentes – algo entre 9.500 e 8.500 anos. Fora daquela região, curiosamente, há pouquíssimos crânios americanos tão antigos, mas Neves e seus colegas afirmam que outros exemplares, achados em lugares distantes, como o México e a Colômbia, têm morfologia que parece coincidir com a de Luzia e companhia.
Como explicar, então, a diferença entre os paleoíndios e os índios encontrados por Cabral e Colombo? Os pesquisadores acreditam que houve duas grandes ondas migratórias para o nosso continente. A primeira teria cruzado o estreito de Bering por volta de 15 mil anos atrás e corresponderia aos paleoíndios. A ideia é que eles seriam parentes relativamente próximos dos nativos australianos e melanésios, com uma morfologia craniana considerada “generalizada” -ou seja, próxima do “modelo básico” dos crânios de seus ancestrais africanos (lembre-se de que o Homo sapiens moderno evoluiu na África e depois se espalhou pelos demais continentes). Ao se expandir pela costa da Ásia de forma relativamente rápida, eles teriam mantido esse padrão craniano ancestral.
Alguns milhares de anos depois, por volta de 10 mil a.C., teria chegado às Américas uma segunda onda de povoamento humano, dessa vez formada pelos ancestrais dos índios atuais. Esse povo teria passado mais tempo nas regiões frias do nordeste da Ásia e desenvolvido a morfologia craniana tipicamente oriental, com os olhos puxados.
O que teria acontecido, então, com os paleoíndios? Eles poderiam ter se miscigenado com os recém-chegados ou guerreado com eles e perdido. Mas existe a possibilidade de que alguns grupos deles tenham sobrevivido até bem perto do presente.
Análises cranianas sugerem que os principais candidatos são os botocudos, grupo de caçadores-coletores do interior de Minas Gerais e do Espírito Santo que foram exterminados no século 19. “Está cada dia mais claro que eles são descendentes dos paleoamericanos”, afirma Neves.
Uma pista intrigante a esse respeito veio da pesquisa genética: em 2013, cientistas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) identificaram DNA típico de grupos da Polinésia em crânios de botocudos preservados no Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Os polinésios seriam parte do grande grupo de humanos com crânio “modelo básico”. “Mas isso talvez indique, também, que ocorreu de fato uma migração marítima, ideia à qual eu sempre resisti”, diz o bioantropólogo.
O DNA polinésio de alguns botocudos, na verdade, é o único indício genético que, por enquanto, parece apoiar os pesquisadores da USP. O calcanhar de aquiles da teoria é mesmo o DNA, porque praticamente todas as tribos indígenas modernas carregam genes compartilhados com populações da Sibéria. Para os críticos de Walter Neves, seria muito difícil que os paleoíndios não deixassem nenhum rastro genético em pessoas vivas hoje.
Tigres e ursos
Seja como for, o certo é que os estudos levados a cabo na região de Lagoa Santa têm ajudado a traçar um retrato fascinante de como era a vida desses primeiros americanos. A começar por um paradoxo: está comprovado que Luzia e seu povo conviveram com os últimos exemplares das feras da Era do Gelo – animais como tigres-dente-de-sabre, grandes ursos e preguiças-gigantes. As datas da última aparição desses bichos no interior mineiro giram em torno de 9.500 anos – bem depois da própria Luzia, portanto. Mas não há sinais de que os paleoíndios brasileiros comessem essas feras.
Difícil saber se esse fato tinha a ver com algum tabu ou com a simples dificuldade de capturar os animais, mas o fato é que os restos de almoços pré-históricos achados nas cavernas mineiras são de uma dieta à base de plantas e de animais de pequeno e médio porte, como porcos-do-mato, veados, tatus e lagartos. Poucos artefatos de pedra feitos pelo povo de Luzia foram encontrados por enquanto, mas há muitas lascas de quartzo nos abrigos rochosos, provavelmente restos do trabalho de produção dessas ferramentas rudimentares.
Os paleoíndios faziam pinturas e gravuras rupestres (leia mais no quadro a seguir), mas sua principal forma de arte parece ter envolvido os mortos. As mais recentes escavações em Lagoa Santa revelaram sepultamentos nos quais o crânio de uma pessoa era pintado, queimado ou usado para abrigar uma coleção de ossos de outro indivíduo. Também foram identificados casos em que os dentes de um morto acabaram sendo arrancados de sua boca e encaixados na mandíbula de outro cadáver. Os motivos desse tipo de ritual bizarro dificilmente serão esclarecidos algum dia.

13.341 – Mega Sampa – O Museu de Arte de São Paulo


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Museu Assis Chateaubriand (mais conhecido pelo acrônimo MASP) é uma das mais importantes instituições culturais brasileiras. Localiza-se, desde 7 de novembro de 1968, na Avenida Paulista, cidade de São Paulo, em um edifício projetado pela arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi para ser sua sede. Famoso pelo vão de mais de 70 metros que se estende sob quatro enormes pilares, concebido pelo engenheiro José Carlos de Figueiredo Ferraz, o edifício é considerado um importante exemplar da arquitetura brutalista brasileira e um dos mais populares ícones da capital paulista, sendo tombado pelas três esferas do poder executivo. O engenheiro responsável foi Isac Grobman.
A década de 1940 caracterizou-se no Brasil como um período de grande efervescência no plano econômico e político. A ascensão de Getúlio Vargas ao poder, em 1930, havia marcado o fim do liberalismo e uma maior interferência do Estado na vida econômica do país, mas fatores de ordem internacional, como a Segunda Guerra Mundial e a crise de 1929, favoreceram um surto de desenvolvimento industrial, em substituição ao ciclo do café, tendo como conseqüência direta a criação das condições necessárias ao crescimento urbano e à instalação de uma “estrutura cultural” no país. Em São Paulo, particularmente, o período se notabilizou pela consolidação de um vigoroso parque industrial. O estado, a essa altura, já havia suplantado o Rio de Janeiro como principal produtor de bens de consumo do país. A capital paulista prosseguia em sua trajetória de extraordinário crescimento populacional. Atraindo muitas indústrias e concentrando uma expressiva e poderosa elite, abandonava progressivamente o aspecto de cidade provinciana.
O paraibano Assis Chateaubriand, fundador e proprietário dos Diários Associados – à época o maior conglomerado de veículos de comunicação do Brasil – foi uma das figuras mais emblemáticas desse período. Comandava um verdadeiro império midiático, composto por 34 jornais, 36 emissoras de rádio, uma agência de notícias, uma editora (responsável pela publicação da revista O Cruzeiro, a mais lida do país entre 1930 e 1960) e se preparava para ser o pioneiro da televisão na América Latina – e futuro proprietário de 18 estações. Dono de um espírito empreendedor, Chateaubriand manteve uma postura ativa no processo de modernização do Brasil e utilizava-se da influência de seu conglomerado para pressionar a elite do país a auxiliá-lo em suas iniciativas, quer fossem políticas, econômicas ou culturais. Em meados dos anos quarenta, criou a “campanha da aviação”, que consistia em enérgicos pedidos de contribuições para a aquisição de aeronaves de treinamento a serem doados ao aeroclubes do país. Como fruto da iniciativa, cerca de mil aviões foram comprados e doados às escolas para formação de pilotos. Terminada a campanha, Chateaubriand iniciaria uma nova e ousada empreitada: a aquisição de obras de arte para formar um museu de nível internacional no Brasil.
Chateaubriand pretendia sediar o futuro museu no Rio de Janeiro, mas optou por São Paulo por acreditar que nessa cidade teria mais sucesso em arrecadar os fundos necessários para formar a coleção. O mercado de arte internacional passava por um momento propício para quem dispunha de fundos para adquirir obras de relevo e o Brasil passava por um momento de grande prosperidade. Com o fim da Segunda Guerra Mundial e a Europa em reconstrução, muitas coleções eram postas à venda. O aumento exponencial da oferta derrubou os preços das obras de arte em níveis inéditos.
Nos três primeiros anos de atividade, o museu funcionaria em uma sala de mil metros quadrados, no segundo andar do Edifício Guilherme Guinle, na rua Sete de Abril, centro de São Paulo, projetado pelo arquiteto francês Jacques Pilon para ser a sede dos Diários Associados.
O museu foi inaugurado em 2 de outubro de 1947, com a presença do governador do estado, Ademar de Barros e do ministro da educação, Clemente Mariani, além de outras personalidades do mundo artístico e político. No dia seguinte, os primeiros visitantes chegaram para ver a incipiente coleção, ainda com poucas peças, destacando-se o Busto de atleta, de Pablo Picasso e o Auto-retrato com barba nascente, de Rembrandt. Duas exposições temporárias também puderam ser vistas: uma com a Série Bíblica de Cândido Portinari e outra com obras de Ernesto de Fiori.

As escolas do MASP
Três anos após a fundação, visando acomodar o crescente acervo, o museu passou a contar com mais três andares do Edifício Guilherme Guinle. O terceiro andar foi reservado para a coleção permanente e se destacava pelo partido museológico adotado: as paredes eram suspensas por tirantes de aço, com iluminação planejada e sem a intervenção de paredes. Cursos e palestras ocupavam o quarto e o décimo-quinto andares. No segundo andar, ficavam os auditórios, e espaços expositivos, além de biblioteca e laboratório fotográfico. Os novos espaços foram inaugurados pelo presidente da república, Eurico Gaspar Dutra, com a presença do banqueiro Nelson Rockefeller e do cineasta Henri-Georges Clouzot.
A ampliação dos espaços permitiu ao museu diversificar a sua atuação didática. Assim, em 1950, foi criado o Instituto de Arte Contemporânea, englobando diversos cursos, com o objetivo principal de suprir importantes lacunas no ensino técnico e artístico da cidade. O primeiro curso ministrado pelo instituto foi o de gravura, aos cuidados de Poty Lazzarotto e Renina Katz. O de desenho foi confiado a Roberto Sambonet, importante designer italiano. Gastone Novelli e Waldemar da Costa lecionaram pintura, e o polonês August Zamoyski, escultura.
O longo período de apresentações de obras do museu na Europa foi bastante prolífico para o aumento da coleção. À medida que as exposições iam se sucedendo, apareciam boas oportunidades no mercado. Bardi e Chateaubriand decidiram, portanto, comprar mais algumas obras. Para isso, assumiram uma dívida considerável com duas tradicionais galerias comerciais, a Wildenstein e a Knoedler. Quando as obras foram apresentadas nos Estados Unidos, o representante da Galeria Knoedler, Walter J. Leary, impaciente por uma solução, decidiu executar a dívida, solicitando à justiça norte-americana o seqüestro das obras. Georges Wildenstein recusou-se a tomar a mesma atitude. A respeito do assunto, declarava: “Somos criadores e não liqüidantes de museus”.
Para efetuar o pagamento, Chateaubriand solicitou a David Rockefeller um crédito de cinco milhões de dólares junto à Morgan Guaranty Trust Company, a ser pago em parcelas semestrais. A garantia de pagamento era o penhor de todo o acervo. A dívida, no entanto, era demasiadamente alta, e somente a primeira parcela foi paga. Diante da possibilidade das obras serem confiscadas, Chateaubriand recorreu diretamente ao presidente, Juscelino Kubitschek, que autorizou a Caixa Econômica Federal a conceder um empréstimo ao museu para honrar as dívidas contraídas no exterior, detendo dessa forma o controle da coleção. Os futuros problemas financeiros do museu impediriam que a dívida junto ao governo brasileiro fosse paga. A situação só seria equacionada muito tempo depois, durante a gestão de Antônio Delfim Netto no Ministério da Fazenda, quando, para quitar o débito, o governo decidiu utilizar todo o montante arrecadado com a Loteria Esportiva, destinada, por lei, à cultura.
Assis Chateaubriand não chegaria a ver a inauguração da nova sede do MASP. Faleceu alguns meses antes, em 4 de abril de 1968, vítima de uma trombose. Seu império jornalístico, por sua vez, já havia começado a se esfacelar desde o início da década de 1960, com dívidas crescentes e com a concorrência da rede de jornais de Roberto Marinho, fazendo escassear os recursos que haviam permitido a formação do acervo.
Apesar das dificuldades financeiras do MASP terem se agravado após a morte do fundador, impossibilitando a aquisição de novas obras, o museu conservou seu perfil de instituição dinâmica. Em 1970, organizou e sediou a primeira edição do Congresso Internacional de Histórias em Quadrinhos, do qual participaram artistas consagrados, como Burne Hogarth e Lee Falk, entre outros. Em 1973, o museu foi convidado a expor obras do acervo em várias instituições japonesas, iniciando um longo e profícuo intercâmbio com este país. Quando retornou, a coleção foi apresentada no Palácio do Itamaraty, em Brasília. Parte do acervo seguiria novamente para o Japão, em uma série de exposições realizadas entre 1978 e 1979.
Em 1977, em comemoração aos 30 anos do museu, Leon Cakoff, crítico, jornalista e diretor do Departamento de Cinema do MASP, organizou a Mostra Internacional de Cinema, com 16 longa-metragens e 7 curtas de 17 países, e inaugurou a modalidade de voto do público para a escolha do melhor filme. O vencedor da primeira edição foi Hector Babenco, com Lúcio Flávio, o passageiro da agonia. A mostra, realizada anualmente desde então, tornou-se uma das mais importantes e tradicionais do Brasil. Seguiu vinculada ao museu até 1984, quando ganhou autonomia.

Roubo de obras do acervo
No dia 20 de dezembro de 2007, por volta das cinco horas da manhã, três homens invadiram o museu, levando duas obras importantes do acervo: O Lavrador de Café de Cândido Portinari e Retrato de Suzanne Bloch de Pablo Picasso. A ação durou cerca de três minutos.
A atual sede do MASP foi erguida pela Prefeitura de São Paulo, e inaugurada em 1968, com a presença da soberana britânica, a rainha Isabel II. É uma das principais obras da arquitetura modernista no país. O edifício foi erguido no terreno do antigo Belvedere do Trianon, na Avenida Paulista, de onde se avistava o centro da cidade e a serra da Cantareira. O doador do terreno à prefeitura, o engenheiro Joaquim Eugênio de Lima, construtor da avenida Paulista e precursor do urbanismo no Brasil, havia vinculado a doação do terreno à municipalidade ao compromisso expresso de que jamais se construiria ali obra que prejudicasse a amplidão do panorama. Desse modo, o projeto exigia ou uma edificação subterrânea ou uma suspensa. A arquiteta Lina Bo Bardi e o engenheiro José Carlos de Figueiredo Ferraz, optaram por ambas as alternativas, concebendo um bloco subterrâneo e um elevado, suspenso a oito metros do piso, através de quatro pilares interligados por duas gigantescas vigas de concreto.
O Museu de Arte de São Paulo possui a maior e mais completa coleção de arte ocidental da América Latina e de todo Hemisfério Sul.
A coleção de arte italiana do MASP abrange um amplo período, que vai das manifestações artísticas da Idade Média, até o Fovismo de Filippo De Pisis. Do período bizantino, há estatuetas em marfim (Figura de Anjo, século XII) e obras de ourivesaria de temática sacra, ornados com prata e pedras preciosas. Na coleção de pinturas, estão representadas a arte tardo-medieval, com a Madona de Mestre do Bigallo, e o Gótico italiano (Mestre de San Martino alla Palma, Paolo Serafini da Modena, Ottaviano Nelli e Mestre de 1416).
A coleção de arte francesa representa o núcleo mais numeroso do acervo, e é conhecida por sua densidade e homogeneidade, especialmente no que se refere aos movimentos artísticos dos séculos XVIII e XIX. A produção artística referente ao período gótico e à Renascença (séculos XIII ao XV]) encontra-se representada por estatuetas e bustos relicários de temática sacra, finamente adornados com filigranas e pedras semi-preciosas. Os séculos XVI e XVII, embora escassos na coleção, emergem no maneirismo de François Clouet e nas composições barrocas de Nicolas Poussin e Pierre Mignard.
O segmento referente à arte espanhola no acervo do MASP cobre um arco de mais de oito séculos, sendo Virgem sobre o Trono, obra da escola castelhana do século XII, a mais remota cronologicamente. É imperioso citar ainda o retábulo O Juízo Final, do Mestre da Família Artés, único representante do renascimento ibérico na coleção.
Embora seja um museu especializado na história da arte internacional, o acervo do MASP conserva momentos de grande intensidade das artes no Brasil, desde os registros pictóricos de Frans Post no século XVII, passando pela estatuária barroca de Aleijadinho, até as mais recentes manifestações artísticas contemporâneas.

Arqueologia
O MASP possui um acervo de antiguidades egípcias, gregas, itálicas, italiotas e romanas que se destaca no Brasil por sua raridade e qualidade. São objetos provenientes das mais importantes civilizações que floresceram no mediterrâneo oriental e ocidental. A maioria provém da Doação Lina Bo e Pietro Maria Bardi, feita ao museu em 1976. O acervo egípcio é constituído por artefatos datados do Antigo Império (2575 a.C.) ao Período Romano (50 d.C.). O essencial do grupo é formado por objetos religiosos de variadas temáticas, como estatuetas divinas (Deus Thot, Hórus, Osíris etc.), fragmentos de pinturas tumulares, amuletos, ushabtis (figuras mumiformes) e estelas votivas. O grande destaque da coleção é a peça Ísis Lactante com Hórus, uma estatueta de bronze do período ptolomaico (332 – 31 a.C.)

O MASP conserva em seu acervo uma coleção de aproximadamente 900 fotografias de 245 autores consagrados no meio artístico brasileiro. São provenientes de um projeto desenvolvido desde 1990 conjuntamente, pelo museu e pela Pirelli S.A., e deve sua relevância à multiplicidade de questões histórico-sociais, estéticas e formais. Dentre os fotógrafos presentes na coleção, merecem destaque Sebastião Salgado, Pierre Verger, Araquém Alcântara, Nair Benedicto, Adenor Gondim, Guy Veloso, Flavya Mutran, Juca Martins, Klaus Mitteldorf e Arthur Omar, entre outros.

Biblioteca
A “Biblioteca e Centro de Documentação do MASP” tem como finalidade guardar, preservar, organizar e divulgar todo o material bibliográfico, iconográfico e histórico existente na instituição. O valioso acervo especializado em artes plásticas, arquitetura, história da arte, design, fotografia e eventos afins, é composto de aproximadamente 60 000 volumes entre livros, livros raros, catálogos de exposições, periódicos, teses e boletins de museu. Trata-se da principal fonte de pesquisa para o estudo da História da Arte em São Paulo e é uma das maiores bibliotecas especializadas em arte do país. Entre os livros raros, encontram-se preciosidades como Trattato della Pittura, de Leonardo da Vinci (1792), Le Fabbriche e I Disegni, de Andrea Palladio (1796), Vita Del Cavaliere Gio. Lorenzo Bernino (1682) e Ragionamenti Del Sig. Cavaliere Giorgio Vasari (1588), entre outros.

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12.148 – Museus – O Museu do Amanhã, novo símbolo do Rio de Janeiro


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O Museu do Amanhã, inaugurado no Rio de Janeiro em dezembro de 2015, foi projetado para ser um novo cartão postal da cidade. Mais do que um lugar para visitar, ele é, por concepção, uma paisagem para fotografar e compartilhar. Já vem até com hashtag: o letreiro “#cidadeolimpica” foi planejado em lugar estratégico para aparecer nas fotos de quem clicar do alto do vizinho Museu de Arte do Rio (MAR).
O museu será um prédio-símbolo do novo bairro que o Rio está criando em seu centro histórico: o Porto Maravilha. O bairro surgiu na antiga região portuária da cidade após a demolição da Perimetral, a avenida suspensa que, como tantas outras avenidas suspensas mundo afora, levou toda a área à decadência. Inspirado pelo bairro de Barceloneta, criado em Barcelona por ocasião das Olimpíadas de 1992, o Porto Maravilha terá muitas torres comerciais, como a Trump Tower. Os museus darão uma pátina cultural. Os VLT (veículos leves sobre trilhos) elétricos ainda não começaram a funcionar, mas já estão no local.
O prédio, projeto do arquiteto espanhol Santiago Calatrava, foi erguido ao lado da Praça Mauá, na zona portuária (mais precisamente no Píer Mauá). Sua construção teve o apoio da Fundação Roberto Marinho e teve o custo total de cerca de 230 milhões de reais. O edifício foi inaugurado em 17 de dezembro de 2015 com a presença da presidente Dilma Rousseff e recebeu cerca de 25 mil visitantes em seu primeiro final de semana de funcionamento.
A proposta da instituição é ser um museu de artes e ciências, além de contar com mostras que alertam sobre os perigos das mudanças climáticas, da degradação ambiental e do colapso social. O edifício conta com espinhas solares que se movem ao longo da claraboia, projetada para adaptar-se às mudanças das condições ambientais. A exposição principal é majoritariamente digital e foca em ideias ao invés de objetos.
O museu tem parcerias com importantes universidades brasileiras, instituições científicas globais e coleta de dados em tempo real sobre o clima e a população de agências espaciais e das Nações Unidas. A instituição também tem consultores de várias áreas, como astronautas, cientistas sociais e climatologistas.
Como uma das âncoras do projeto de revitalização urbana chamado Porto Maravilha,o museu recebeu em 2015, como doação antes de sua inauguração, a escultura Puffed Star II, do renomado artista norte-americano Frank Stella. O trabalho consiste de uma estrela de vinte pontas e seis metros de diâmetro que foi instalado no espelho d’água do museu, em frente à Baía de Guanabara. A escultura metálica, antes da doação para acervo permanente a céu aberto do museu, esteve em exposição na cidade de Nova York.

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10.416 – Educação, Cultura & Lazer – O Passeio Científico


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A Natureza é o que chamas mais a atenção num parque: flores, árvores, pássaros, borboletas. Você pode observar que no inverno, as folhas das árvores caem.

Pra quem é de São Paulo, a Estação Ciência é uma boa opção.

O Museu de Anatomia Veterinária (MAV) é uma unidade auxiliar ligada à Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP (FMVZ). Localizado na Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira, possui acervo diversificado e é aberto a visitação pública.
Endereço: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia – USP (Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia – USP) , Vila Butanta – São Paulo , SP – Brasil
Telefone: 3091-1309
Um pouco +

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As origens da Faculdade de Medicina Veterinária encontram-se no ano de 1919, quando foi criado o Instituto de Veterinária (Lei Estadual nº 1695, de 18 de dezembro de 1919), que fazia parte da Secretaria da Agricultura; ministra-se curso em três séries, de um ano escolar cada uma. O referido Instituto transformou-se em Escola de Medicina Veterinária (Lei Estadual nº 2354, de 1928), cujo curso passou a ter duração de quatro anos, ficando subordinada à Diretoria de Instituto de Indústria Animal da Secretaria da Agricultura.
Em 1934, a Escola de Medicina Veterinária foi transferida para a Secretaria de Educação, retornando novamente à Secretaria da Agricultura ( Decreto Estadual nº 6809 de 5 de novembro de 1934). Posteriormente, o Governador Armando de Salles Oliveira resolveu extinguí-la (Decreto Estadual nº 8806 de 13 de novembro de 1934), para, como Faculdade, incorporá-la à Universidade de São Paulo. Finalmente foi criada a Faculdade de Medicina Veterinária (Decreto Estadual nº 6874 ,de 19 de dezembro de 1934 – modificado pelo de nº 7016, de 15 de março de 1935), passando a integrar a Universidade de São Paulo.
O primeiro Regulamento da Faculdade foi aprovado pelo Decreto Estadual de nº 7204 de 11 de junho de 1935, sendo seu primeiro Diretor o Senhor Professor Doutor Altino Augusto de Azevedo Antunes. Graduou a primeira turma de Médicos Veterinários em 1938, tendo, até a presente data, formado 59 turmas, totalizando 2.696 profissionais.
Em novembro de 1997 , o curso de graduação em Medicina Veterinára desta Faculdade foi avaliado pelo Ministério de Educação e Cultura através dos “Exames Nacionais de Cursos”. A Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP recebeu, nesta avaliação o nível “A” sendo, portanto, uma das 5 (cinco) possuidoras deste conceito no país.
Além disso, desde 1996, o curso de graduação recebe 5 estrelas pelo Guia do Estudante Abril.
A Faculdade atua em dois campos: um na cidade de São Paulo, localizada dentro da Cidade Universitária, e outro em Pirassununga. No campus de São Paulo é composto pelos departamentos de Cirurgia; Clínica Médica; Patologia e Reprodução Animal, além do Hospital Veterinário (que é aberto ao público externo da Universidade). Já no campus de Pirassununga atuam os departamentos de Nutrição e Produção Animal; Medicina Veterinária Preventiva e Saúde Animal, junto com o Centro de Biotecnologia de Reprodução Animal, o Centro Experimental em Pesquisas Toxicológicas e o Hospital Veterinário.
Além da significativa produção de trabalhos científicos, a Faculdade também publica o Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science. A biblioteca da FMVZ, Virginie Buff D’Ápice, é um importante centro de consultas, contendo mais de 130 mil obras em seu acervo.
A Faculdade também dá grande valor as atividades culturais e de extensão universitária. No campus de São Paulo há o Museu de Anatomia Veterinária (com um importante acervo que envolve várias espécies de animais) e o Museu Histórico da Faculdade. Também há a promoção de cursos práticos profissionalizantes e de difusão. E não podemos deixar de lembrar das Feiras, tais como a Feira Internacional de Caprinos e Ovinos; a Feira Internacional de Gado de Corte e a Feira Internacional da Cadeia do Leite.

10.147 – Mega Sampa – Museus estaduais de SP terão entrada gratuita aos sábados


A partir do dia 3 de maio, museus ligados à Secretaria Estadual de Cultura terão entrada gratuita aos sábados por tempo indeterminado. A iniciativa faz parte das comemorações da Semana Nacional dos Museus, celebrada entre os dias 12 e 18 de maio.
Ao todo, 18 museus do Estado integram a lista de participantes. Na capital paulista, fazem parte da programação a Casa das Rosas, Casa Guilherme de Almeida, Catavento, Museu Afro Brasil, Museu de Arte Sacra, Memorial da Resistência, Museu da Casa Brasileira, Museu do Futebol, Museu da Língua Portuguesa, Paço das Artes, Pinacoteca, Estação Pinacoteca e MIS (que terá gratuidade nas exposições do térreo e do acervo).
Esses equipamentos culturais terão programação especial durante o mês. Todas as atrações podem ser vistas em um aplicativo, disponível no site app.vc/museu-sp (digite o endereço no navegador do seu smartphone).
Outra novidade é a reabertura do Museu da Imigração, que retoma suas atividades no dia 31 de maio. A data será marcada por apresentações de teatro, de dança, de música e oficinas —o dia terminará com um show gratuito de Arnaldo Antunes.
Além das exposições agendadas para o período, os museus também oferecerão oficinas, cursos, jogos e palestras, promovendo a interação com seus visitantes.

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O Museu da Língua Portuguesa, por exemplo, promove, de 13 a 18 de maio, a oficina “Museu Autor”, na qual, após um passeio no museu, os visitantes montarão suas próprias vitrines com objetos, contribuindo para uma exposição coletiva. Além disso, nos finais de semana de maio, as visitas comentadas ao acervo serão dedicadas às famílias, para que todos compartilhem descobertas sobre a origem das palavras e curiosidades sobre a língua portuguesa.
Na Pinacoteca, no dia 15 de maio acontece a visita educativa para idosos e, no dia 17, uma visita especial com contação de histórias para pessoas com deficiência auditiva.
No Museu do Futebol, de 13 a 17 de maio, o equipamento promove visitação ao Centro de Referência do Futebol Brasileiro, novo espaço do Museu dedicado à pesquisa e a memória do esporte. Em maio, o museu também inaugura a exposição “Brasil 20 Copas”, que fará uma grande homenagem às seleções brasileiras que participaram das 19 edições da Copa do Mundo.
No dia 18, o Museu de Arte Sacra de São Paulo, em parceria com o Catavento, realiza visitas lúdicas, jogos de tabuleiro e gincanas nos espaços dos dois museus, em que os participantes aprenderão brincando sobre as transformações urbanas e pontos históricos da cidade de São Paulo.
Para facilitar o acesso do público, haverá transporte gratuito para o deslocamento dos participantes de um museu ao outro durante todo o dia.
A programação completa da Semana Nacional de Museus pode ser vista no site http://www.cultura.sp.gov.br

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9453 – Religião – Uberaba terá museu para Chico Xavier


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Diziam por aí que a “capital do zebu” queria criar um grande polo nacional de turismo religioso e estaria prestes a virar uma espécie de Aparecida dos espíritas.
O ponto de partida da excursão é o Instituto Françoso de Membro Superior e Terapia de Mão -de nome curioso, nada mais era do que uma clínica de fisioterapia. E foi de lá, no bairro do Campo Belo, em São Paulo, que saímos com a Caravana Caminheiros do Evangelho com destino à meca do espiritismo.
Antes de rodar os 485 km no ônibus até Minas Gerais, algumas orientações do casal Ailton e Samantha Ceródio, organizadores do grupo: “Lá em Uberaba é todo mundo britânico”, diz Samantha. “Tudo começa na hora, então tem que acordar cedo.”
“Nada de bebida alcoólica. Essa é uma viagem religiosa”.
Francisco de Paula Cândido Xavier nasceu em Pedro Leopoldo (MG), em 1910, e por lá começou a desenvolver seus dons, supostamente conversando com espíritos e escrevendo cartas e livros ditados por eles. Mas foi em Uberaba, para onde se mudou em 1959, que ele se tornou o grande ícone da doutrina.
Segundo seus discípulos, Chico prometeu que só morreria quando todos os brasileiros estivessem felizes. Isso aconteceu em 30 de junho de 2002, dia em que o Brasil virou penta.
E livros, muitos livros, porque, lição número dois, se tem uma coisa que os espíritas gostam de fazer mais do que acordar cedo, é ler.
Os muitos livros da biblioteca do próprio Chico estão expostos no museu.
Numa mesma prateleira, se acotovelam “As Cartas do Coisa Ruim”, de C.S. Lewis, “Yoga – Paz com a Vida”, de Hermógenes, e “A Nossa Vida Sexual”, do dr. Fritz Kahn.
Fotos são muitas também: com Roberto Carlos e Vera Fischer, além de uma montagem com Hebe Camargo. Mas o destaque mais curioso é a vitrine chamada “Obras literárias que falam mal de Chico Xavier”. A descrição diz que o médium achava muita graça dos ataques.
Juninho passa de um por um e toca na região do suposto problema físico. Em quase todas, pressiona a região dos órgãos digestivos –o mesmo acontece comigo. O médium diz que nada ouve na hora da cura, nem os roncos. “Não vejo nada. Os espíritos me orientam. Só sei que as pessoas dizem que se curam.”
No fim, pedem que os pacientes tomem um “remédio”, que parece um copinho d’água. O medicamento, Samantha explica, é água –mas energizada pelos espíritos. “Eles põem o remédio certo para cada um.”
Se a casa-museu do médium tem o charme do improviso, a grande promessa de atração do roteiro espírita é o Memorial Chico Xavier. Em construção e com inauguração desejada para fevereiro, tem investimento de R$ 6,8 milhões -sendo 10% da prefeitura de Uberaba, e o restante do Ministério do Turismo.

“Já somos a Meca do espiritismo. Mas o movimento turístico, principalmente após a morte de Chico, fez com que várias entidades, como Lions, Rotary e Maçonaria, quisessem preservar sua memória”, diz Adalberto Pagliaro Junior, especialista em tecnologia de serviços funerários e presidente do Instituto Chico Xavier, que administra o memorial.
Para compor o acervo do novo museu, o instituto convoca o público a doar fotos, cartas e mensagens. O memorial terá um hotel próprio, o Nosso Lar, com 142 quartos, “para dar mais conforto ao turista espiritual”.

O presidente do instituto vê um enorme potencial no crescimento turístico de Uberaba, mas não sonha com a tal Aparecida espírita.
O ponto alto da excursão é o ritual de psicografia. Em resumo, pessoas atravessam a noite numa casa, na fila para serem atendidas por um médium que, talvez, quem sabe, vai psicografar uma suposta carta de um parente querido que se foi. O ritual, da espera à leitura das mensagens, dura de oito a 12 horas, o que leva à lição número três: espíritas são muitos pacientes e gostam de ver para crer.
Às 22h, vamos para o Lar Pedro e Paulo, sede das psicografias de Carlos Antônio Baccelli. Um dos discípulos famosos de Chico Xavier, Baccelli, 61, é também autor de livros como o recém-lançado “Meu Filho Nasceu no Além”, que trata de sexo e concepção do lado de lá.
Afinal, do que trata o livro “Meu Filho Nasceu no Além”, mencionado pelo jovem espírito em sua carta? “O mundo espiritual é um planeta para onde os espíritos se transferem. Lá também existe afeto, amor”, explica Baccelli.
“Essa é uma teoria. Na doutrina espírita, nossa fé é lógica. Acreditamos que existe vida no outro lado, por um raciocínio lógico, mas não temos comprovação. Nós acreditamos, mas até hoje a ciência não provou a lei da gravidade.”

8679 – Museu das Artes


Quadro de Van Gogh
Quadro de Van Gogh

Nos salões, paredes ou pequenos desvãos de cada museu encontramos as peças que contam a história da arte. Ela é a própria trajetória das capacidades que o homem desenvolveu para sintetizar suas emoções, feitos, crenças, mitos e cultura em uma criação de valores estéticos. A tudo isso chamamos arte. Pinturas, esculturas, gravuras, fotografias, objetos e instalações permitem ao homem criar para mostrar ao mundo o que pensa, estimular e distrair a si mesmo e aos outros, explorar os sentidos, enfim, comunicar-se. Para contar essa história, críticos e especialistas classificam as artes plásticas por períodos, estilos ou movimentos artísticos. Nas salas, corredores e jardins do nosso Museu dos Museus você está convidado a conhecer parte dessa história. É claro que esse é apenas um dos passeios possíveis. Até porque a viagem completa e definitiva pelo universo da arte exige uma experiência pessoal e íntima, que se enriquece em cada uma de suas nuances. Nada substitui a sua forma pessoal de olhar e entender a arte.

VERTENTES
Dois caminhos para a arte na antigüidade: a egípcia reflete a religião e a grega liga-se à razão. Ambas vão influenciar as artes romana, paleocristã, bizantina e islâmica. As escolas medievais – românica e gótica – elevam ao extremo o divino e o sobrenatural. Vêm as Iluminuras e os artistas que abrem as portas do Renascimento
1 . PRÉ-HISTÓRIA
2 . EGÍPCIA
3. GREGA
4 . ROMANA
5 . PALEOCRISTÃ
6 . ISLÃ
7 . BIZANTINA
8 . ROMÂNICA
9 . GÓTICA
Renascimento
O Renascimento revive a antiga cultura greco-romana e incorpora os progressos movidos pelo ideal humanista no campo das artes, da literatura e das ciências. A religiosidade é um tema importante, mas agora os deuses têm forma humana. As artes plásticas refletem racionalidade e rigor científico, valorizando o ser humano e a natureza. O ideal de liberdade renascentista exalta o conceito de indivíduo e, com isso, os artistas ganham estilo pessoal. Nasce a pintura a óleo
Abstracionsimo
Também chamado de expressionismo abstrato, suprime a relação entre a realidade e a obra. Linhas, planos e cores rompem com a significação que esses elementos sugerem. Na fase Informal predominam as emoções. O debate intelectual sobre o conceito do abstrato origina novas escolas
Expressionismo
Com forte apelo psicológico, cores vibrantes e pinceladas violentas, a arte do instinto deforma a figura para ressaltar o sentimento. Não quer destruir os efeitos do impressionismo, mas avançar em suas propostas
Arte Abstrata
Escola independente que cresce e se desenvolve nas Américas. Cria uma pintura de ação gestual, que reflete emoções intensas, com gestos agressivos e espontâneos. Excluem-se pincéis, trinchas, espátulas e utiliza-se tinta a óleo, pasta de areia e vidro moído
Impressionismo
Movimento que revolucionou a pintura e deu início às grandes tendências da arte do século 20. A pintura deve refletir a impressão do artista no momento do registro da obra, com todos os elementos naturais que interferem na criação. As cores puras se misturam pelo olhar do espectador e nunca pelas pinceladas. As figuras desprendem-se de contornos nítidos, pois a linha é uma abstração do ser humano para representar as imagens
Orientais
Conhecidas por sua cerâmica, as civilizações orientais têm enormes contribuições para a história da arte contada no Ocidente. Uma das técnicas mais desenvolvidas – a gravura – foi criada na China. A arte japonesa influenciou a obra de Toulouse-Lautrec, Monet, Van Gogh e Manet
Pré-colombianos
A arquitetura religiosa, a cerâmica, o realismo das figuras, as pinturas murais e a reprodução do imaginário coletivo são características da arte nas civilizações pré-colombianas. Conceitos retomados pelos muralistas mexicanos – Rivera, Orozco, Siqueiros e Tamayo.

7980 – Qual a maior galeria de arte do mundo?


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Erguido sobre um aterro no rio Neva, em São Petersburgo, na Rússia, o State Hermitage Museum (Museu do Patrimônio Nacional) é um complexo de seis prédios que reúne obras datadas desde a Idade da Pedra até o século 20. Para conhecer toda a coleção da maior galeria de arte do mundo, com 3 milhões de itens, incluindo pinturas, esculturas, jóias e porcelanas, é necessário ter fôlego de maratonista: o visitante deve estar preparado para caminhar o equivalente a 24 quilômetros. A primeira construção do complexo foi o Palácio de Inverno, projetado em estilo barroco pelo arquiteto italiano Francesco Bartolomeo Rastrelli e executado entre 1754 e 1762.

Sua vasta coleção possui itens de praticamente todas as épocas, estilos e culturas da história russa, européia, oriental e do norte da África, e está distribuída em dez prédios, situados ao longo do rio Neva, dos quais sete constituem por si mesmos monumentos artísticos e históricos de grande importância. Neste conjunto o papel principal cabe ao Palácio de Inverno, que foi a residência oficial dos Czares quase ininterruptamente desde sua construção até a queda da monarquia russa.
Organizado ao longo de dois séculos e meio, o Hermitage possui hoje um acervo de mais de 3 milhões de peças. O museu mantém ainda um teatro, uma academia musical e projetos subsidiários em outros países. O núcleo inicial da coleção foi formado com a aquisição, pela imperatriz Catarina II, em 1764, de uma coleção de 225 pinturas flamengas e alemãs do negociante berlinense Johann Ernest Gotzkowski.
O Palácio Menshikov
Localizado na ilha Vasilyevsky, foi construído por encomenda do primeiro governador de São Petersburgo, e as obras se estenderam de 1710 até 1721, seguindo o plano original de Giovanni Mario Fontana, e continuado por Johann Gottfried Schaedel, num estilo barroco elegante e decorado com colunas, pilastras e um frontão no centro.
O Grande Hermitage
O prédio foi construído entre 1771 e 1787 por ordem de Catarina II a fim de abrigar a imperial coleção de arte e biblioteca. Yury Veldten, autor do projeto, desenhou um palácio com três andares em um estilo neoclássico austero, que se harmonizava com o complexo de edifícios do entorno. Uma nova ala foi acrescentada em 1792 por Giacomo Quarenghi, como uma réplica da afamada Galeria de Rafael no Vaticano, interligada ao Pequeno Hermitage por uma galeria e ao Teatro por uma ponte sobre o Canal de Inverno.

Exposição permanente no Palácio Konstantinovsky, instalada num edifício antigamente de propriedade dos Romanov em Strelna e que hoje faz parte do complexo dos Palácios do Congresso. Neste palácio o Hermitage mantém uma área expositiva permanente que inclui o Museu de Condecorações e o Museu de Heráldica.
Centro Expositivo Hermitage-Kazan, estabelecido em parceria com a República do Tartaristão, sendo uma subdivisão do Museu Histórico e Arquitetônico do Kremlin de Kazan, ocupando cerca de 1.000 m² entre salas de exposição e administração, e com planos de expansão. Este projeto iniciou em 1997 com a abertura da mostra O Tesouro do Cã Kubrat, seguida de várias outras que têm atraído grande atenção do público.

7714 – Baleias Centenárias restauradas em Paris


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Na primavera de 1991, um insólito comboio atravessou a fronteira entre a França e a Bélgica. Dezenas de enormes peças, numeradas e cuidadosamente dispostas em caixotes, deveriam chegar intactas às mãos de Michel de Spiegeler, arqueólogo do Ateliê de Museologia da cidade belga de Waterloo. Recebemos três vedetes para um tratamento de beleza, brincou Spiegeler, que junto com quatro assistentes passou os dois anos seguintes cuidando das clientes. Limparam a poeira do tempo, examinaram cada centímetro da carga à caça de sinais de 100 anos de deterioração e corrigiram as imperfeições. Além disso, como num quebra-cabeça, remontaram suas freguesas uma a uma, para então devolvê-las ao expedidor, o Museu de História Natural de Paris.
A trinca, no entanto, estava à altura do trabalhoso tratamento. Afinal, são três personalidades de peso, atrações incontestáveis da Galeria da Evolução do museu desde o final do século XIX, quando foi inaugurada: Physeter macrocephalus (14,15 metros de comprimento e 2 011 quilos), Eubalaena australis (14,05 metros e 2 163 quilos) e Balaenoptera musculus (23,47 metros e 3 326 quilos). Ou cachalote, baleia-franca e baleia-azul, como são vulgarmente conhecidas, três esqueletos impressionantes, tanto pelo porte como pela estrutura, que mais parecem um casco de um navio invertido.
Não foi à toa que o galpão de 1 500 metros quadrados do ateliê, uma cooperativa privada de artesãos especializados em restaurações ganhou ares de estaleiro, totalmente ocupado pelos navios de cálcio. A primeira missão dos belgas foi recuperar a cor original das ossadas, bombardeando-as com jatos de vapor, a 120°C, para que seu tom marfim voltasse. Usamos este tipo de limpeza duas vezes, para tirar a camada de poeira e para dissolver a gordura que se acumulou com os anos, explicou Spiegeler. Um trabalho aparentemente simples, mas que envolveu cuidados técnicos sutis.
Para restaurar estragos que surgiram após a limpeza, a equipe de Waterloo preparou uma massa à base de poliéster que fica totalmente invisível ao olhar leigo dos visitantes. Trabalhar com esse material é simples. O principal desafio mesmo é manipular os esqueletos, garante Spiegeler. Para se ter uma idéia, cada costela de baleia mede por volta de 2,8 metros e pesa 25 quilos. E cada baleia tem em torno de trinta delas, quinze de cada lado, presas a uma espinha dorsal que, da cabeça à cauda, chega a setenta vértebras.
As costelas foram fixadas com hastes de aço nas duas pontas: em cima, prendendo-as à coluna, embaixo, formando uma armação fixa. Já as vértebras exigiram mais criatividade. Fizemos uma estrutura resistente e, ao mesmo tempo, maleável, conta Spiegeler. Um conjunto de tubos de aço foi incrustado ao longo da espinha dos animais. Com isso, quando estiverem instalados em Paris, os esqueletos poderão ser dispostos de forma a simular o movimento que suas donas faziam no mar. A impressão de que elas estão nadando vai dar realismo à exposição, explica o francês Jacques Maigret, responsável pelas estrelas aquáticas no museu.

Baleia Azul
É o maior mamífero que já povoou a Terra. Ameaçada de extinção
Nome científico: Balaenoptera musculus
Comprimento médio: 27 metros
Peso médio: 110 toneladas
Longevidade: em torno de 60 anos
Profundidade de mergulho: entre 150 e 250 metros
Tempo de submersão: de 20 a 30 minutos
Região: quando era abundante, vivia nas costas da Islândia, Alasca, Japão, México, Chile, Estados Unidos e África do Sul. Hoje, nada apenas nos mares antárticos
Hábitos alimentares: 4 toneladas diárias de krill (Euphausia superba), um camarão de 5 centímetros
Quantas restam: cerca de 1 000 indivíduos, de uma população inicial de mais de 200 000

Cachalote
Apesar do tamanho, não é classificado como baleia, pois possui dentes como os golfinhos.
Nome científico: Physeter macrocephalus
Comprimento médio: machos, 20 metros; fêmeas, de 12 a 15 metros
Peso médio: machos, entre 30 e 35 toneladas; fêmeas, cerca de 10 toneladas
Longevidade: em torno de 60 anos
Profundidade de mergulho: alcança até 3 000 metros
Tempo de submersão: pode chegar a uma hora
Região: é encontrado em todos os mares tropicais
Hábitos alimentares: as presas favoritas são os calamares e as lulas-gigantes
Quantos restam: algo perto de 425 000 indivíduos

Baleia-franca
Primeiro cetáceo caçado industrialmente. Ameaçada de extinção
Nome científico: Eubalaena australis
Comprimento médio: 14 a 16 metros
Peso médio: 50 a 60 toneladas
Longevidade: em torno de 30 anos
Profundidade de mergulho: 150 metros
Tempo de submersão: 20 minutos
Região: é encontrada desde a costa sul do Brasil (Oceano Atlântico) até a Califórnia (Oceano Pacífico), nos Estados Unidos
Hábitos alimentares: como a baleia-azul, alimenta-se de krill, além de outros pequenos crustáceos
Quantas restam: cerca de 1 700, de uma população inicial que foi estimada em 100 000

7517 – Mega Sampa – O Museu da Mágica


A porta branca de um pequeno prédio no Ipiranga dá acesso ao escondido Museu da Mágica. Para entrar, é preciso se identificar, enfrentar quatro andares de escada (o elevador está quebrado há um bom tempo) e pagar R$ 48 pela entrada (inteira, aos finais de semana). Tudo isso para ser recebido pelo mágico Mister Basart, responsável pelo local.
O lugar é pequeno, cabe no máximo 20 pessoas, mas o mágico conta que já chegou a acomodar 60 interessados em seus números. A apresentação de mágica é feita de acordo com o público. “Crianças costumam gostar de coisas com cores”, explica. Já os feitos com baralhos são voltados para os mais velhos.
Em uma hora, realiza-se um passeio completo pelo mundo da magia. Mister Basart (que na verdade chama-se Basílio Artero Sanchez) começa sempre com a ilusão mais antiga que existe, datada em 5 mil anos. A mágica envolve apenas uma bolinha que passa pelos dedos cruzados de quem está assistindo até se transformar em duas.
Outros cacarecos, como estrelas prateadas que viram coloridas, peão que perde a cor, ovo que desaparece, caleidoscópios, ampulheta de geleca, boneca que é cortada ao meio e coelhinhos de espuma, se amontoam pelo chão.
A coleção conta com objetos recolhidos por todo o mundo, passando por Japão, China e Índia. Até uma carta recebida por Basart do famoso ilusionista David Copperfield está pendurada na parede. Um dos cartazes mais antigos, de 1898, só pode ser visto após muita insistência.

No espaço também são dadas aulas para pessoas de todas as idades. “Quanto menor, mais vai progredir e aprender com facilidade”, diz Basart.

O recomendável, porém, é que os alunos tenham no mínimo quatro anos. Em cada aula, é passado um exercício diferente. O primeiro número que Basart aprendeu, por exemplo, foi o de três cordas que viram uma só em um piscar de olhos.

Museu da Mágica
r. Silva Bueno, 519, cj. 42 (tel 0/xx/11 2068-7000)
diariamente, das 9h às 19h (necessário agendar)
R$ 24; fim de semana e feriados, R$ 48 (crianças pagam meia-entrada)

Museu da Mágica

7324 – Artes – O Museu Van Gogh, de Amsterdã


O Museu Van Gogh é mais uma atração em Amsterdã
O Museu Van Gogh é mais uma atração em Amsterdã

É um museu em Amsterdam dispondo de trabalhos do pintor neerlandês Vincent van Gogh (o homem que pintava o 7) e seus contemporâneos. Uma visita ao Museu Van Gogh é uma experiência única. O museu contém a maior coleção de pinturas de Vincent van Gogh no mundo. Ele oferece a oportunidade de acompanhar a evolução do artista, ou comparar suas pinturas às obras de outros artistas do século 19 na coleção. O museu também oferece uma vasta oferta de exposições sobre vários assuntos do século 19 a história da arte. Vaste collectie informações Visitante Aqui você vai encontrar tudo que precisa para se preparar para sua visita: horários, preços de admissão, orientações, dicas de estacionamento e muito mais.
A permanente Coleção permanente do museu inclui mais de 200 pinturas de Van Gogh e muitos desenhos e letras.

Galeria Van Gogh

Auto-Retrato
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6489 – Mega Sampa – Do fogo às lâmpadas sustentáveis, museu mostra a evolução da luz



Basta um clique para acender a luz.
É difícil imaginar a dificuldade que se tinha antigamente para iluminar um lugar. E, para muita gente, é difícil imaginar viver hoje sem luz.
Na pré-história, o homem dependia do fogo para enxergar à noite. Até descobrir como fazer o fogo foi outra longa jornada.
Para entender a evolução da luz e uso dela pelo homem, o Museu da Lâmpada reconta toda essa história.
Painéis nas paredes contêm desenhos que retratam a relação do homem com a luz na pré-história.
Numa grande sala, o público pode ver modelos originais e réplicas fiéis de lâmpadas das décadas de 1920 e 1930. A mais antiga em exposição é de 1900.
Os visitantes descobrem também as características das lâmpadas incandescentes, fluorescentes, halógenas e a vapor até chegar a atual LED, conhecida por consumir menos energia e durar mais.
A sustentabilidade também é tema do museu, que explica os problemas de não descartar corretamente as lâmpadas fluorescentes.
O teto todo iluminado com fibra ótica dá efeito de céu estrelado.
As visitas acontecem de segunda a sexta e é preciso agendar o passeio pelo telefone ou o site.
O ingresso para entrar é 1kg de alimento não perecível, que será doado a instituições de caridade.
ANOTE NA AGENDA
Museu da Lâmpada
QUANDO: de segunda a sexta, das 9h às 18h (é necessário agendar a visita pelo telefone ou o site)
ONDE: Museu da Lâmpada (av. João Pedro Cardoso, 574; tel. 0/XX/11/2898-9300)
QUANTO: 1kg de alimento não perecível

O Museu da Imagem e do Som


O Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS), é um museu público estadual, subordinado à Secretaria da Cultura, criado na cidade de São Paulo em 1970, fruto de um projeto iniciado alguns anos antes por intelectuais e produtores culturais, como Ricardo Cravo Albin, Paulo Emílio Salles Gomes, Rudá de Andrade, Francisco Luiz de Almeida Salles e Luiz Ernesto Machado Kawall.
Localizado no Jardim Europa, distrito de Pinheiros, tem por objetivo coletar, registrar e preservar o som e a imagem da vida brasileira, nos seus aspectos humanos, sociais e culturais. Nas décadas de 70 e 80, destacou-se como importante núcleo de difusão artística e educativa, convertendo-se em um centro de referência para a pesquisa audiovisual brasileira.
Conserva um vasto acervo, com mais de 350 mil registros, composto por filmes (curtas, longas, vídeos e documentários), discos, gravações (depoimentos, entrevistas, debates, palestras e apresentações musicais), fotografias e um setor de artes gráficas. Promove seminários, mostras e sessões regulares de cinema, vídeo e fotografia. Possui biblioteca especializada e o LabMIS, um centro de pesquisa e produção voltado às novas mídias, que abriga artistas residentes e comissionados.
Em 3 de setembro de 1965, era inaugurado no Rio de Janeiro o Museu da Imagem e do Som, instituição cultural pioneira no Brasil, que logo se tornaria um importante centro de referência da vanguarda audiovisual brasileira. O museu fora idealizado pelo jornalista Carlos Lacerda, então governador do estado da Guanabara. A idéia foi encampada por diversos outros governos estaduais, que formaram comissões para instalar os MIS regionais. O musicólogo Ricardo Cravo Albin, diretor do MIS carioca, integrou as comissões organizadoras, responsáveis por criar ao todo 18 museus.
Em São Paulo, os trabalhos visando à criação do Museu da Imagem e do Som foram iniciados em 1967, por uma comissão formada por, além de Ricardo Cravo Albin, Paulo Emílio Salles Gomes, crítico de cinema e então diretor da Cinemateca Brasileira, o jornalista Maurício Loureiro Gama e o cineasta Rudá de Andrade, entre outros. O museu seria inaugurado três anos mais tarde, em 29 de maio de 1970, tendo por objetivo coletar, conservar e registrar a documentação produzida por suportes novos, como a televisão, o rádio, a indústria fonográfica e a videoarte, até então ignorados pelas demais tipologias museológicas e pelas vertentes arquivísticas tradicionais, bem como por preservar imagens e sons ligados às manifestações culturais das comunidades rurais e urbanas do estado e do país.
Nos cinco primeiros anos de atividade, o museu funcionaria em diversos locais inadequados. Sua primeira sede foi um edifício precário na Rua Antônio Godoy, então sede do Conselho Estadual de Cultura. De lá, passou para o Palácio dos Campos Elísios, antiga sede do governo estadual. Mudou-se em seguida para dois sobrados em ruínas na Alameda Nothmann e depois para um edifício na Avenida Paulista. Em 1973, foi novamente transferido para uma residência na Rua Oscar Pereira da Silva.
O MIS esteve entre as primeiras instituições culturais do Brasil a organizar e sediar festivais de vídeo, mostras audiovisuais e de fotografia, como a Mostra do Audiovisual Paulista, o Festival Internacional de Curtas e as primeiras exibições dos vídeos experimentais do norte-americano Bill Viola. Foi também precursor na exibição de filmes fora do circuito comercial, transformando-se em uma referência cultural da cidade e em um ponto de encontro de produtores, estudantes e profissionais da área audiovisual e interessados em geral.

5960 – O Museu de Astronomia


O Museu de Astronomia e Ciências Afins – MAST – é espaço de múltiplas atividades: instituição pública federal criada em 1985, no Rio de Janeiro, trabalha com a história científica e tecnológica do Brasil, ao mesmo tempo em que promove e estuda a divulgação e a educação em ciências. Como Unidade de Pesquisa do Ministério da Ciência e Tecnologia, o MAST realiza estudos acadêmicos em História da Ciência, Educação em Ciência e preservação de acervos documentais e museológicos. Na condição de museu, detém a guarda de coleções de instrumentos, objetos e documentos ligados à atividade científica brasileira. O acervo abrange o prédio principal e outras instalações do MAST. Estas edificações e a coleção museológica foram tombadas pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1986.
Equipado com instrumentos modernos e contemporâneos, o Mast também conta para a atividade de observação com uma luneta de mais de cem anos, usada para pesquisas até a década de 1960.
Com entrada grátis para todas as suas atividades, o Mast, instituição vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, fica na rua General Bruce, 586, em São Cristóvão, o antigo bairro Imperial, na zona norte do Rio.
Os horários de visitação são variados: terça, quinta e sexta-feira, das 9h às 17h; quartas, das 9h às 20h; sábados, das 14h às 20h; e domingos, das 14h às 18h.
O museu também oferece uma visita orientada, realizada no sábado, às 15h e às 17h, e no domingo, às 15h, 16h e 17h.
Os visitantes recebem explicações dos guias e percorrem todo o campus do Mast, situado em meio a uma área verde de 40 mil metros quadrados.

5601 – Qual o maior museu do mundo?


O Smithsonian Institution, em Washington, reúne o maior acervo do mundo, com 140 milhões de peças que vão desde fósseis de dinossauros a pinturas de autores modernistas, passando por aviões e cápsulas de espaçonaves. São, ao todo, 16 museus divididos tematicamente, que ocupam uma série de edifícios nas proximidades do Capitólio, a sede do Congresso americano. O instituto foi criado em 1846 graças às doações de um rico cientista inglês, James Smithson, e vem sendo constantemente aumentado. História, ciências naturais, arte e folclore e até um museu do Correio integram o instituto. Mas o mais popular é o Museu Aéreo e Espacial, com originais dos primeiros aviões e espaçonaves, entre eles a cápsula da Apolo 11, que levou o homem à Lua.

• O Museu de História Natural de Nova York, que se espalha por 19 edificios, é o maior museu, em espaço ocupado.
• O Louvre de Paris é o primeiro museu público do mundo, criado em 1793 por Napoleão. É, também, o maior dedicado às artes, com 400 000 itens, incluindo a Mona Lisa de Leonardo da Vinci e a Vênus de Milo.

O Museu Americano de História Natural (American Museum of Natural History, em inglês) é um museu dos Estados Unidos da América, localizado em Nova Iorque e fundado em 1869. É especialmente reconhecido pela sua vasta colecção de fósseis, incluindo de espécies de Dinossauros. Uma das grandes atrações do museu é uma coleção de esqueletos de dinossauro, com mais de 30 milhões de fósseis e artefatos espalhados por 42 salas de exibição.Um barossauro de aproximadamente 15 m dá as boas vindas aos visitantes na entrada.

Fachada do museu de New York

3886 – O Museu do Ipiranga


Museu do Ipiranga

O Museu Paulista da Universidade de São Paulo, conhecido também como Museu do Ipiranga ou simplesmente Museu Paulista, é um museu localizado na cidade de São Paulo, sendo parte do conjunto arquitetônico do Parque da Independência. É o mais importante museu da Universidade de São Paulo e um dos mais visitados da capital paulista. É responsável por um grande acervo de objetos, mobiliário e obras de arte com relevância histórica, especialmente aquelas que possuem alguma relação com a Independência do Brasil e o período histórico correspondente. Uma das obras mais conhecidas de seu acervo é o quadro de 1888 do artista Pedro Américo, “Independência ou Morte”.
Um dos principais objetivos do museu é mostrar aos visitantes o protagonismo do povo paulista na História do Brasil.
O edifício tem 123 metros de comprimento e 16 metros de profundidade com uma profusão de elementos decorativos e ornamentais. O estilo arquitetônico, eclético, foi baseado no de um palácio renascentista, muito rico em ornamentos e decorações. A técnica empregada foi basicamente a da alvenaria de tijolos cerâmicos, uma novidade para a época (a cidade ainda estava acostumada a construir com taipa de pilão). As obras encerraram-se em 15 de novembro de 1890, no primeiro aniversário da República. Cinco anos mais tarde, foi criado o Museu de Ciências Naturais, que se transformou no Museu Paulista. Em 1909, o paisagista belga Arsênio Puttemans executou os jardins ao redor do edifício. Este desenho de jardim foi substituído, provavelmente na década de 1920, pelo paisagismo do alemão Reinaldo Dierberger, desenho que se mantém, em sua maior parte, até os dias atuais.
O Museu Paulista tem em seu acervo de mais de 125 mil artigos, entre objetos (esculturas, quadros, joias, moedas, medalhas, móveis, documentos e utensílios de bandeirantes e índios), iconografia e documentação arquivística, do século XVI até meados do século XX, que servem para a compreensão da sociedade brasileira, com especial concentração na história de São Paulo.

O famoso "grito da independência"