13.773 – Quem disse que japonês só pensa em trabalhar?


japones
Japão quer criar uma folga por mês nas segundas-feiras de manhã
Aquela tristeza que bate no domingo à noite, após o jantar, já anuncia: a temida segunda-feira está chegando. Voltar para a rotina de trabalho depois do final de semana pode ser um pesadelo, mas o Japão quer aliviar um pouco essa barra para a sua população.
O Ministério da Economia, Comércio e Indústria anunciou recentemente um projeto chamado “Segunda Brilhante”, que propõe que, uma vez por mês, os funcionários tenham uma manhã de segunda-feira de folga. Já houve uma proposta em fevereiro para que as pessoas saíssem mais cedo na última sexta-feira do mês, mas como o período é atarefado para as empresas, quase ninguém conseguiu aproveitar.

13.631 – História – Roupas na Antiguidade


Pouco se sabe sobre o modo de se vestir dos antigos mas, por meio de desenhos inscritos, pinturas em vasos, paredes e estátuas se pode ter uma noção. Os egípcios usavam apenas roupas brancas indicando poder e riqueza.
Somente os ricos da classe alta conseguiam se vestir e esse privilégio era somente válido para adultos. Os homens se vestiam com um tecido cobrindo suas partes íntimas parecendo uma espécie de fralda e as mulheres usavam uma espécie de vestido amarrado nas costas com os seios à mostra.
Com o passar do tempo, as mulheres passaram a cobrir seus seios e os homens a usar saias cada vez maiores para cobrir-se. Com o passar do tempo, as pessoas passaram a usar túnicas com um buraco no meio para a cabeça e amarrados à cintura. Os persas foram os primeiros a fazerem ajustes nas roupas e isso facilitava na locomoção, na caça e na lida.

13.576 – Por que os escoceses usam “saia”?


saia escocesa
Para começar, não é exatamente uma saia – ai de você se chamar o kilt de saia na frente de um escocês!
No final do século 14, ele já era usado pelo povo gaélico, que vivia na Irlanda. Com a migração dos gaélicos para a região úmida e chuvosa das Highlands, no norte e no oeste da Escócia, o aparato foi adotado pelos escoceses da região. Os kilts serviam para a proteção contra a umidade e o frio típicos de lá.
O tecido era feito de lã escovada, que impermeabilizava à água. Naquela época, a peça única era presa ao corpo, como um tipo de manto. É aí que está a origem do nome “kilt”, que, na antiga língua falada na Escócia, significa o ato de “prender uma roupa no corpo”. O tipo de xadrez do kilt (chamado de tartan) mudava de estampa de acordo com o clã daqueles que o usavam. A peça atual, em formato de saia, é criação escocesa e só passou a ser usada a partir do século 18.
No século seguinte, foi adotada como símbolo de identidade nacional e hoje é vestida por cidadãos escoceses e de outros países, como Inglaterra, em ocasiões diversas, como festas formais, eventos da moda ou pela plateia de jogos esportivos.

13.312 – Mega Curiosidades – Em algum casamento um dos noivos já disse não?


Sim.
Inclusive, um casamento foi adiado por dez semanas na Áustria porque a noiva disse não no altar, de acordo com notícias de 2007 publicadas por jornais britânicos.
Tina Albrecht achou que seria espirituoso negar os votos e o compromisso diante do noivo, do oficiante e dos convidados.
Só que ela não sabia que as leis austríacas cancelam a cerimônia em caso de qualquer reação adversa ao casamento em cima do altar – a legislação tenta prevenir casamentos forçados.

13.157 – Por que a aliança de casamento é usada na mão esquerda?


aliança n é cotoco
Aliança não é cotoco

 

O costume surgiu na Grécia antiga, e bombou com os romanos.
Tudo porque acreditava-se que uma veia do dedo anelar esquerdo dava direto no coração – dado que a anatomia atual desmitificou. Era a vena amoris (“veia do amor” em latim).
Mas a convenção não é universal: cristãos ortodoxos, numerosos na Grécia e no leste europeu, usam a aliança na mão direita.

12.733 – Acredite se Quiser – Estudo aponta que jovens de hoje preferem internet a sexo


Será mesmo? Essa é uma das conclusões de um estudo sobre o comportamento sexual dos jovens que nasceram entre 1980 e 2000.
Os Millenials ou “geração Y”, grupo de pessoas que nasceu entre 1980 e 2000, tem revelado um comportamento em relação ao sexo bem diferente das gerações anteriores. Segundo pesquisa publicada na revista Archives of Sexual Behavior, na média, os jovens preferem “gastar” seu tempo navegando na internet ou trabalhando a fazer sexo.
Mesmo na era das redes sociais, os Millenials têm o dobro de probabilidade de se abster de fazer sexo na casa dos 20 anos se comparados com a Geração X.
Menos parceiros e mais tarde
A pesquisa aponta ainda que os jovens de hoje têm menos parceiros sexuais que os Baby Boomers (nascidos entre 1940 e 1960) e a Geração X (nascidos entre 1960 e 1980). Além disso, a vida sexual tem iniciado mais tarde.
Stephanie Coontz, diretora de pesquisas do Council of Contemporary Families, acredita que o fato de as mulheres estarem começando a dizer “não” também pode ter influenciado no resultado desses estudos. O sexo consensual parece estar ganhando mais terreno, felizmente.
Alerta
Especialistas no assunto acreditam que o retardamento do início da vida sexual pode ser reflexo das dificuldades que os jovens de hoje em dia estão tendo em formar ligações românticas – e isso pode ser um problema. Além disso, a pressão social para obter sucesso, a vida social mais focada em smartphones e a espera do “príncipe encantado” podem ser motivos que explicam essa tendência.

12.494 – Costumes – Como surgiu a tourada?


Corrida_de_Toros,_Barcelona,_Catalonia,_Spain,_1890s
Na Espanha do século III a.C., a caça aos touros selvagens já era um esporte popular, com raízes em cultos religiosos ancestrais. “O animal era celebrado como deus da fertilidade pelos povos mediterrâneos da Antiguidade. Antes dos casamentos, o ritual exigia que o noivo matasse um touro para invocar uma união próspera”, diz o antropólogo holandês Marco Legemaate, especialista no assunto. No início da Idade Média, por volta do século V, a matança do bicho havia se consagrado, na península Ibérica, como exercício de coragem e destreza e os touros eram perseguidos até a exaustão por multidões, também comemorando casamentos, nascimentos e batizados. Algo parecido ocorre até hoje na festa de São Firmino, em Pamplona – onde, todo ano, mais de 2 mil pessoas correm dos touros soltos nas ruas da cidade espanhola – e na famigerada Farra do Boi, aqui mesmo no Brasil, em Santa Catarina.
Mas o registro mais antigo de algo semelhante às touradas atuais só aparece em 1135, como parte dos festejos da coroação de Afonso VII, rei de Leão e Castela. Nessa época, porém, o toureiro era um nobre que enfrentava o touro montado a cavalo e armado de uma lança. “Esse era o teste supremo na preparação dos cavaleiros medievais espanhóis”, afirma Legemaate. Para os plebeus, restava o papel de escudeiro, que, a pé, ajudava a liquidar o bicho. Esses papéis seriam invertidos numa surpreendente reviravolta histórica. Com a chegada à Espanha da dinastia francesa dos Bourbon, no início do século XVIII, a nobreza local abandonou diversões rústicas como essa para se entregar aos prazeres da corte, deixando a arena livre para camponeses e boiadeiros criarem a tourada moderna. Resultado: o antigo escudeiro assumiu o papel principal de toureiro e o cavaleiro passou a ser o mero coadjuvante que ajuda a minar a resistência do animal.

“Aí começam a surgir o repertório de técnicas e manobras e o conjunto de regras que definem a tourada como arte popular”, afirma Maria de La Concepción Valverde, professora de literatura espanhola da Universidade de São Paulo (USP). A figura-chave nesse processo, ainda no século XVIII, foi o lendário Francisco Romero, o primeiro toureiro profissional, creditado como introdutor da espada, para liquidar o touro, e da muleta, uma capa de tourear menor. Entre 1910 e 1920, a tourada atingiria seu apogeu como febre nacional, estimulada pela rivalidade entre Joselito e Belmonte, famosos por criarem novas manobras espetaculares. Hoje, as 325 arenas espanholas são palco de 17 mil touradas por ano, movimentando mais de 1 bilhão de dólares e empregando 200 mil pessoas – quase 1% da força de trabalho do país. Mas, para os movimentos de defesa dos animais, tudo não passa de tortura sádica. “O sofrimento do touro é explícito, com muita perda de sangue”, diz António Abel Pacheco, do Movimento Anti-Touradas de Portugal.

A luta entre homem e animal é de vida ou morte
1. No início, a única defesa do toureiro é o capote, capa vermelha de forro amarelo. Incapaz de distinguir cores, o bicho é atraído pelo movimento do pano – o vermelho só serve para disfarçar as manchas de sangue. A manobra fundamental é a verónica: o toureiro segura o capote com as duas mãos e dribla o animal com um recuo de pernas.
2. Especialmente treinados para a batalha, os touros pertencem à espécie selvagem mais feroz que existe: Bos taurus ibericus. Eles ficam no mínimo três anos em cativeiro à espera da arena, mas nem os sobreviventes retornam a ela: os touros têm uma memória tão impressionante que poderiam fugir de uma segunda luta.
3. Enquanto o matador cansa o touro, entram em ação os picadores, cavaleiros com lanças que espetam o animal para diminuir a força dos músculos do pescoço e das patas dianteiras. Três estocadas bastam para o touro perder quase 2 litros de sangue. Mesmo vendado e protegido por lonas de algodão e camurça, o cavalo também sai ferido com os ataques.
4. Outros ajudantes do toureiro, os banderilleros, fincam varas com ponta de arpão na traseira do pescoço do touro, região cheia de terminações nervosas. O objetivo é enfurecer o bicho para o final da luta. Em geral, seis banderillas são cravadas, uma para cada ataque do banderillero, que atua sem proteção.
5. No final da luta, o matador enfrenta o touro com a muleta, uma capa vermelha de apenas 56 cm de largura montada num bastonete de madeira, toureada com apenas uma das mãos. Com o toureiro cada vez mais próximo do bicho, as manobras ficam mais arriscadas.
6. O toureiro coloca o animal na posição ideal para o sacrifício, distraindo-o com a muleta e mantendo-o de cabeça baixa e com as patas dianteiras unidas. Assim, fica descoberto o “olho das agulhas”, região entre os ossos na junção do pescoço, que deve ser atravessada com a espada para que o touro tenha uma morte rápida.
7. Se a lança de 90 cm de aço atinge a aorta do bicho, a morte é instantânea. Ao todo, a luta dura cerca de 45 minutos e, para o toureiro, o prêmio máximo para um desempenho excepcional é receber as orelhas e a cauda do animal. Pela tradição, os animais mortos são vendidos a açougues depois de retirados da arena.

12.243 – Mega Tour – Saiba o que não fazer na Tailândia


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Leis locais desconhecidas que podem custar muito ao bolso e até render uma boa permanência no país atrás das grades.
Por exemplo: você sabia que é proibido usar arminhas de água no Réveillon no Camboja? Ou queimar uma boneca em público no México? E em Columbia, nos (EUA), sabia que é proibido estourar bexigas na rua, cantar no chuveiro ou dormir no congelador ?!?? A Tailândia, no entanto, merece uma atenção extra. Um dos mais desejados destinos turísticos do mundo, que recebe mais de 25 milhões de pessoas por ano, pode representar um choque cultural para os desavisados. Saiba como evitar dores de cabeça com nossas dicas abaixo:

1) Jamais desrespeite o rei e a família real: os tailandeses amam seus monarcas. Nunca denigra a imagem dos membros reais em público e isso inclui não pisar no dinheiro, pois ali está estampada a face do rei. Isso pode dar cadeia para você.

2) Não grite: as pessoas falam num tom suave na Tailândia e costumam sorrir para tudo, mesmo que seja para ter dar uma resposta desagradável. Se você não levar na esportiva, podem te chamar para “resolver lá fora”, numa briga de Muay Thai.

3) Cigarro no chão: procure uma lixeira para jogar o seu. Caso te peguem, a multa é de 2 mil bahts (quase R$ 145).

4) Chiclete no lixo: quem for pego jogando chicletes no chão deverá pagar uma multa de US$ 600. Se a pessoa se recusar a pegar o chiclete e jogar no lixo, é imediatamente presa.

5) Respeite o Buda e a religião: para deixar o país com artigos religiosos (que para você é só uma lembrancinha) é necessário autorização legal. Caso contrário, você pode ter o produto apreendida no aeroporto e até pagar multa.

6) Roupas adequadas nos templos: mulheres devem evitar mostrar os ombros e roupas decotadas. Sandálias de dedo e chinelos não são apropriados. Bermudas para homens não são aceitas em muitos templos.

7) Monges: eles têm espaços reservados em alguns lugares públicos. Muitos são amigáveis, mas mantenha distância, já que eles não podem tocar pessoas.

8) Abraços e beijinhos: evite grandes afagos em público. Isso não é comum por lá.

9) Muito cuidados com os seus pés: os pés são considerados a parte mais suja do corpo para os tailandeses. Retire os sapatos antes de entrar nos templos, casas e até hotéis. Na dúvida, retire os calçados. Quando estiver em um templo, não aponte seus pés para estátuas e altares. Procure placas ou observe como os tailandeses estão fazendo.

10) Cuidado com a cabeça dos outros: se o pé é a parte mais impura do corpo, a cabeça é o oposto. Sabemos que não vamos sair por aí tocando na cabeça dos outros, mas se você fizer isso na Tailândia é algo bastante sério. Portanto, evite passar a mão na cabecinha daquela criancinha tailandesa fofa na rua.

11) Drogas: as leis sobre consumo de drogas ilegais na Tailândia são bem duras. Quem é pego pode ganhar uma permanência fixa dentro de um presídio horrível.

12) Aluguel de carros e motos: estrangeiros não podem, por lei dirigir, na Tailândia, mas mesmo assim você poderá encontrará alguém que vai alugar um carro ou moto para você. Caso te peguem, você será processado e tampouco o seguro irá cobrir qualquer tipo de acidente. Ou seja, o risco é todo seu.

12.242 – Antropologia – Por que os humanos se beijam?


Existe todo um grupo de pessoas que se dedica somente à ela. Trata-se dos pesquisadores da filematologia, ciência dedicada ao estudo do beijo.
A verdade é que existe muito mais em um beijo do que o desejo ou a paixão. Quando duas pessoas se beijam, elas trocam entre si nove mililitros de água; 0,7 miligrama de proteínas; 0,18 miligramas de compostos orgânicos; 0,71 miligramas de gorduras, 0,45 miligramas de cloreto de sódio; isso sem contar as bactérias, que podem chegar a até um bilhão.
Em um estudo publicado em 2015 no periódico American Anthropologist, 54% das 168 culturas analisadas não possuiam evidências de beijos românticos. “Acreditamos que o etnocentrismo ocidental, a crença que um de nossos comportamentos prazerosos seria humano, pode ter criado essa ideia de que o beijo é universal”, escreveram os cientistas. Nesse caso, o beijo romântico seria um hábito desenvolvido culturalmente.
Mas, como lembra o Smithsonian, o motivo pelo qual os humanos beijam – desconsiderando o elemento romântico da equação – ainda é um mistério para os cientistas. Rafael Wlodarski, que dedicou boa parte de sua carreira à filematologia, acredita que as pessoas trocam beijos por uma combinação de atração psicológica e biológica. “Você não pode ter psicologia sem um cérebro biológico”, explica.
Um estudo conduzido por Wlodarski na Universidade de Oxford, na Inglaterra, mostra que as pessoas que beijam com maior frequência são mais felizes e satisfeitas com seus relacionamento. No momento ele tem como objetivo descobrir o motivo de os beijos fazerem com que casais se sintam mais próximos.

12.115 – O que é um Harém?


The harem dance, oil on canvas, 65 x 115 cm
The harem dance, oil on canvas, 65 x 115 cm

A palavra Harém deriva da palavra árabe “haram”, que significa “lugar proibido; sacrossanto”, que por sua vez é vem da palavra “ḥarīm”, que é um lugar inviolável para os membros femininos da família, proibido aos homens. Os haréms são compostos por esposas e, muitas vezes, por escravas sexuais conhecidas como concubinas.
O isolamento feminino do Islã enfatiza a proibição da quebra ilegal da privacidade de um harém. Este, por sua vez, não é necessariamente formado apenas por mulheres com as quais o patriarca da família mantém relações sexuais, mas também podem ser formados por filhas jovens, outras parentes mulheres etc.
O Harém Imperial dos sultões otomanos, costumava alojar muitas dezenas de mulheres ao mesmo tempo, incluindo esposas. Ele também abrigava a mãe do sultão, as filhas e outras parentes, bem como eunucos e escravas, que serviam as outras mulheres. Os filhos dos sultões também viviam no Harem, até que completassem 16 anos de idade. Algumas mulheres do harém otomano, especialmente esposas, mães e irmãs de sultões, desempenharam papéis políticos importantes na história do império, sendo, por muitas vezes, mencionado que o império era governado de um harém. Hürrem Sultan (esposa de Suleiman, o Magnífico, mãe de Selim II) e Kösem Sultan (mãe de Murad IV) foram as duas mulheres mais poderosas da história do Império Otomano.
A palavra harém é comumente aplicada apenas a famílias muçulmanas, mas o sistema era comum para a maioria das comunidades orientais antigas, principalmente onde a poligamia era permitida. Fora da cultura islâmica, é sabido que os Faraós egípcios demandavam constantemente que governadores das províncias lhes enviassem servas de bela aparência. Na América precolombina, o governante asteca Montezuma II, matinha 4.000 concubinas. Na cultura asteca, a todos os membros da nobreza era permitido ter quantas amantes conseguissem sustentar.
A instituição do harém criou um certo fascínio no imaginário ocidental, especialmente durante a Era do Romantismo, e foi um tópico central do orientalismo nas artes, em parte devido aos escritos do aventureiro Richard Burton. Muitos ocidentais imaginavam um harém como um bordel formado por muitas jovens sensuais, com o único propósito de agradar a um homem poderoso. Muito desse pensamento ficou registrado na arte a partir desse período, geralmente retratando grupos de mulheres atraentes deitadas nuas em piscinas.

12.104 – A Mulher em Israel na época de Jesus


jesus pintura
A mulher, entre os judeus, era não mais que um objeto pertencente ao marido, como seus servidores, suas edificações e demais posses legais. Ela devia ao esposo total lealdade, mas, por princípio, era considerada como naturalmente infiel, desvirtuada e falsa. Por esta razão, sua palavra diante de um juiz não tinha praticamente valor algum.
Embora ela fosse obrigada a ser fiel ao matrimônio, o marido não tinha os mesmos deveres matrimoniais. Além de tudo, ele podia rejeitá-la por qualquer motivo, mesmo que, legalmente, não pudesse negociá-la como qualquer outra propriedade. Dificilmente a esposa poderia, por iniciativa própria, se desligar do casamento.
Uma mulher envolta em laços conjugais não podia jamais ser contemplada por outro homem, ou por ele ser abordada, mesmo que fosse para uma simples saudação. No interior da sociedade judaica, ela ocupava uma posição bem inferior à do homem. Até na esfera espiritual a mulher era considerada desigual, e para ela estava reservado um local à parte no templo, assim como era obrigada a caminhar, na rua, distante dos homens.
Legalmente ela era proibida de tudo e estava constantemente submetida a todas as punições civis e penais imagináveis, sujeita até mesmo à pena capital. Também nos momentos das refeições a mulher era isolada, pois ela não podia se alimentar ao lado dos homens. Assim, ela permanecia em pé, pronta para ajudar o marido a qualquer instante.
Normalmente as mulheres viviam reclusas em suas residências e as janelas, quase sempre, eram construídas com grades para que elas não pudessem ter seus rostos vislumbrados pelos passantes nas ruas. Se um homem tentasse se dirigir a uma mulher, cometia um pecado muito sério.
Por esta breve visão já é possível perceber o quanto Jesus, em sua época, revolucionou o tratamento oferecido pelos homens às mulheres. Um dos episódios mais chocantes do Evangelho é justamente aquele no qual Ele se dirige à mulher samaritana. Este povo era aguerrido adversário dos hebreus, desde a cisão entre as tribos de Israel.
Assim, ao se revelar claramente como o Messias para alguém desta comunidade, especialmente a uma mulher, Ele deixou tanto samaritanos quanto judeus perplexos. Além disso, Jesus mantinha, entre seus discípulos e seguidores, diversas mulheres, entre elas, Maria Madalena, vista com preconceito pelos judeus, que a consideravam uma traidora de seus princípios, como uma prostituta.

Não bastando isso, Ele curava indistintamente homens e mulheres, e procurava integrar socialmente aquelas que tinham sido excluídas. Ele até mesmo perdoou a mulher adúltera, a qual os judeus costumavam apedrejar até a morte. E foi justamente uma mulher que testemunhou sua Ressurreição, embora até os discípulos mais fiéis de Jesus encarassem suas palavras, inicialmente, com desvelado ceticismo.
Na época, mesmo a mulher não sendo infiel ao esposo, se este fosse dominado pelo espírito do ciúme, como está descrito na lei mosaica, sob o título de ‘A Oferta do Ciúme’, ele poderia levá-la diante do sacerdote, mesmo sem nenhum testemunho ou flagrante, e realizaria então esta oferta ritual. Desta forma, ela ficaria para sempre marcada e amaldiçoada diante da sociedade judaica.

12.085 – História – Natal antes e depois de Cristo


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Roma, século 2, dia 25 de dezembro. A população está em festa, em homenagem ao nascimento daquele que veio para trazer benevolência, sabedoria e solidariedade aos homens. Cultos religiosos celebram o ícone, nessa que é a data mais sagrada do ano. Enquanto isso, as famílias apreciam os presentes trocados dias antes e se recuperam de uma longa comilança.
Mas não. Essa comemoração não é o Natal. Trata-se de uma homenagem à data de “nascimento” do deus persa Mitra, que representa a luz e, ao longo do século 2, tornou-se uma das divindades mais respeitadas entre os romanos. Qualquer semelhança com o feriado cristão, no entanto, não é mera coincidência.
A história do Natal começa, na verdade, pelo menos 7 mil anos antes do nascimento de Jesus. É tão antiga quanto a civilização e tem um motivo bem prático: celebrar o solstício de inverno, a noite mais longa do ano no hemisfério norte, que acontece no final de dezembro. Dessa madrugada em diante, o sol fica cada vez mais tempo no céu, até o auge do verão. É o ponto de virada das trevas para luz: o “renascimento” do Sol. Num tempo em que o homem deixava de ser um caçador errante e começava a dominar a agricultura, a volta dos dias mais longos significava a certeza de colheitas no ano seguinte. E então era só festa. Na Mesopotâmia, a celebração durava 12 dias. Já os gregos aproveitavam o solstício para cultuar Dionísio, o deus do vinho e da vida mansa, enquanto os egípcios relembravam a passagem do deus Osíris para o mundo dos mortos. Na China, as homenagens eram (e ainda são) para o símbolo do yin-yang, que representa a harmonia da natureza. Até povos antigos da Grã-Bretanha, mais primitivos que seus contemporâneos do Oriente, comemoravam: o forrobodó era em volta de Stonehenge, monumento que começou a ser erguido em 3100 a.C. para marcar a trajetória do Sol ao longo do ano.
A comemoração em Roma, então, era só mais um reflexo de tudo isso. Cultuar Mitra, o deus da luz, no 25 de dezembro era nada mais do que festejar o velho solstício de inverno – pelo calendário atual, diferente daquele dos romanos, o fenômeno na verdade acontece no dia 20 ou 21, dependendo do ano. Seja como for, o culto a Mitra chegou à Europa lá pelo século 4 a.C., quando Alexandre, o Grande, conquistou o Oriente Médio. Centenas de anos depois, soldados romanos viraram devotos da divindade. E ela foi parar no centro do Império.
Mitra, então, ganhou uma celebração exclusiva: o Festival do Sol Invicto. Esse evento passou a fechar outra farra dedicada ao solstício. Era a Saturnália, que durava uma semana e servia para homenagear Saturno, senhor da agricultura. “O ponto inicial dessa comemoração eram os sacrifícios ao deus. Enquanto isso, dentro das casas, todos se felicitavam, comiam e trocavam presentes”, dizem os historiadores Mary Beard e John North no livro Religions of Rome (“Religiões de Roma”, sem tradução para o português). Os mais animados se entregavam a orgias – mas isso os romanos faziam o tempo todo. Bom, enquanto isso, uma religião nanica que não dava bola para essas coisas crescia em Roma: o cristianismo.

As datas religiosas mais importantes para os primeiros seguidores de Jesus só tinham a ver com o martírio dele: a Sexta-Feira Santa (crucificação) e a Páscoa (ressurreição). O costume, afinal, era lembrar apenas a morte de personagens importantes. Líderes da Igreja achavam que não fazia sentido comemorar o nascimento de um santo ou de um mártir – já que ele só se torna uma coisa ou outra depois de morrer. Sem falar que ninguém fazia idéia da data em que Cristo veio ao mundo – o Novo Testamento não diz nada a respeito. Só que tinha uma coisa: os fiéis de Roma queriam arranjar algo para fazer frente às comemorações pelo solstício. E colocar uma celebração cristã bem nessa época viria a calhar – principalmente para os chefes da Igreja, que teriam mais facilidade em amealhar novos fiéis. Aí, em 221 d.C., o historiador cristão Sextus Julius Africanus teve a sacada: cravou o aniversário de Jesus no dia 25 de dezembro, nascimento de Mitra. A Igreja aceitou a proposta e, a partir do século 4, quando o cristianismo virou a religião oficial do Império, o Festival do Sol Invicto começou a mudar de homenageado. “Associado ao deus-sol, Jesus assumiu a forma da luz que traria a salvação para a humanidade”, diz o historiador Pedro Paulo Funari, da Unicamp. Assim, a invenção católica herdava tradições anteriores. “Ao contrário do que se pensa, os cristãos nem sempre destruíam as outras percepções de mundo como rolos compressores. Nesse caso, o que ocorreu foi uma troca cultural”, afirma outro historiador especialista em Antiguidade, André Chevitarese, da UFRJ.

Não dá para dizer ao certo como eram os primeiros Natais cristãos, mas é fato que hábitos como a troca de presentes e as refeições suntuosas permaneceram. E a coisa não parou por aí. Ao longo da Idade Média, enquanto missionários espalhavam o cristianismo pela Europa, costumes de outros povos foram entrando para a tradição natalina. A que deixou um legado mais forte foi o Yule, a festa que os nórdicos faziam em homenagem ao solstício. O presunto da ceia, a decoração toda colorida das casas e a árvore de Natal vêm de lá.

Outra contribuição do norte foi a idéia de um ser sobrenatural que dá presentes para as criancinhas durante o Yule. Em algumas tradições escandinavas, era (e ainda é) um gnomo quem cumpre esse papel. Mas essa figura logo ganharia traços mais humanos.

Nasce o Papai Noel
Ásia Menor, século 4. Três moças da cidade de Myra (onde hoje fica a Turquia) estavam na pior. O pai delas não tinha um gato para puxar pelo rabo, e as garotas só viam um jeito de sair da miséria: entrar para o ramo da prostituição. Foi então que, numa noite de inverno, um homem misterioso jogou um saquinho cheio de ouro pela janela (alguns dizem que foi pela chaminé) e sumiu. Na noite seguinte, atirou outro; depois, mais outro. Um para cada moça. Aí as meninas usaram o ouro como dotes de casamento – não dava para arranjar um bom marido na época sem pagar por isso. E viveram felizes para sempre, sem o fantasma de entrar para a vida, digamos, “profissional”. Tudo graças ao sujeito dos saquinhos. O nome dele? Papai Noel.

Bom, mais ou menos. O tal benfeitor era um homem de carne e osso conhecido como Nicolau de Myra, o bispo da cidade. Não existem registros históricos sobre a vida dele, mas lenda é o que não falta. Nicolau seria um ricaço que passou a vida dando presentes para os pobres. Histórias sobre a generosidade do bispo, como essa das moças que escaparam do bordel, ganharam status de mito. Logo atribuíram toda sorte de milagres a ele. E um século após sua morte, o bispo foi canonizado pela Igreja Católica. Virou são Nicolau.
Um santo multiuso: padroeiro das crianças, dos mercadores e dos marinheiros, que levaram sua fama de bonzinho para todos os cantos do Velho Continente. Na Rússia e na Grécia Nicolau virou o santo nº1, a Nossa Senhora Aparecida deles. No resto da Europa, a imagem benevolente do bispo de Myra se fundiu com as tradições do Natal. E ele virou o presenteador oficial da data. Na Grã-Bretanha, passaram a chamá-lo de Father Christmas (Papai Natal). Os franceses cunharam Pére Nöel, que quer dizer a mesma coisa e deu origem ao nome que usamos aqui. Na Holanda, o santo Nicolau teve o nome encurtado para Sinterklaas. E o povo dos Países Baixos levou essa versão para a colônia holandesa de Nova Amsterdã (atual Nova York) no século 17 – daí o Santa Claus que os ianques adotariam depois. Assim o Natal que a gente conhece ia ganhando o mundo, mas nem todos gostaram da idéia.
Inglaterra, década de 1640. Em meio a uma sangrenta guerra civil, o rei Charles 1º digladiava com os cristãos puritanos – os filhotes mais radicais da Reforma Protestante, que dividiu o cristianismo em várias facções no século 16.

Os puritanos queriam quebrar todos os laços que outras igrejas protestantes, como a anglicana, dos nobres ingleses, ainda mantinham com o catolicismo. A idéia de comemorar o Natal, veja só, era um desses laços. Então precisava ser extirpada.

Primeiro, eles tentaram mudar o nome da data de “Christmas” (Christ’s mass, ou Missa de Cristo) para Christide (Tempo de Cristo) – já que “missa” é um termo católico. Não satisfeitos, decidiram extinguir o Natal numa canetada: em 1645, o Parlamento, de maioria puritana, proibiu as comemorações pelo nascimento de Cristo. As justificativas eram que, além de não estar mencionada na Bíblia, a festa ainda dava início a 12 dias de gula, preguiça e mais um punhado de outros pecados.

A população não quis nem saber e continuou a cair na gandaia às escondidas. Em 1649, Charles 1º foi executado e o líder do exército puritano Oliver Cromwell assumiu o poder. As intrigas sobre a comemoração se acirraram, e chegaram a pancadaria e repressões violentas. A situação, no entanto, durou pouco. Em 1658 Cromwell morreu e a restauração da monarquia trouxe a festa de volta. Mas o Natal não estava completamente a salvo. Alguns puritanos do outro lado do oceano logo proibiriam a comemoração em suas bandas. Foi na então colônia inglesa de Boston, onde festejar o 25 de dezembro virou uma prática ilegal entre 1659 e 1681. O lugar que se tornaria os EUA, afinal, tinha sido colonizado por puritanos ainda mais linha-dura que os seguidores de Cromwell. Tanto que o Natal só virou feriado nacional por lá em 1870, quando uma nova realidade já falava mais alto que cismas religiosas.

Londres, 1846, auge da Revolução Industrial. O rico Ebenezer Scrooge passa seus Natais sozinho e quer que os pobres se explodam “para acabar com o crescimento da população”, dizia. Mas aí ele recebe a visita de 3 espíritos que representam o Natal. Eles lhe ensinam que essa é a data para esquecer diferenças sociais, abrir o coração, compartilhar riquezas. E o pão-duro se transforma num homem generoso.
Eis o enredo de Um Conto de Natal, do britânico Charles Dickens. O escritor vivia em uma Londres caótica, suja e superpopulada – o número de habitantes tinha saltado de 1 milhão para 2,3 milhões na 1a metade do século 19. Dickens, então, carregou nas tintas para evocar o Natal como um momento de redenção contra esse estresse todo, um intervalo de fraternidade em meio à competição do capitalismo industrial. Depois, inúmeros escritores seguiram a mesma linha – o nome original do Tio Patinhas, por exemplo, é Uncle Scrooge, e a primeira história do pato avarento, feita em 1947, faz paródia a Um Conto de Natal. Tudo isso, no fim das contas, consolidou a imagem do “espírito natalino” que hoje retumba na mídia. Quer dizer: quando começar o próximo especial de Natal da Xuxa, pode ter certeza de que o fantasma de Dickens vai estar ali.
Outra contribuição da Revolução Industrial, bem mais óbvia, foi a produção em massa. Ela turbinou a indústria dos presentes, fez nascer a publicidade natalina e acabou transformando o bispo Nicolau no garoto-propaganda mais requisitado do planeta. Até meados do século 19, a imagem mais comum dele era a de um bispo mesmo, com manto vermelho e mitra – aquele chapéu comprido que as autoridades católicas usam. Para se enquadrar nos novos tempos, então, o homem passou por uma plástica. O cirurgião foi o desenhista americano Thomas Nast, que em 1862, tirou as referências religiosas, adicionou uns quilinhos a mais, remodelou o figurino vermelho e estabeleceu a residência dele no Pólo Norte – para que o velhinho não pertencesse a país nenhum. Nascia o Papai Noel de hoje. Mas a figura do bom velhinho só bombaria mesmo no mundo todo depois de 1931, quando ele virou estrela de uma série de anúncios da Coca-Cola. A campanha foi sucesso imediato. Tão grande que, nas décadas seguintes, o gorducho se tornou a coisa mais associada ao Natal. Mais até que o verdadeiro homenageado da comemoração. Ele mesmo: o Sol.

11.513 – Santa Ignorância – A retirada do clitóris é comum na África


A clitoridectomia, como é chamada, é um ritual de passagem, ou iniciação, praticado na África, Oriente Médio e sudeste asiático há 2 000 anos. O objetivo é evitar que a mulher tenha prazer sexual. As vítimas em geral são bem jovens – entre uma semana e 14 anos – e os tipos de extirpação variam. Pode ser retirado desde uma parte do clitóris até os pequenos lábios da vagina. As operações são seguidas de muita dor e sangramento. Como são feitas em condições precaríssimas de higiene, com tesouras, facas e navalhas, o número de infecções é muito grande e boa parte das mulheres operadas torna-se estéril. Está provado também que a prática não traz nenhum benefício para o organismo feminino. A Organização Mundial de Saúde estima que entre 80 e 114 milhões de mulheres já passaram por esse ritual macabro. O número de mortes decorrente é desconhecido, pois as tribos não acreditam que a prática possa matar alguém, o que dificulta a contabilidade. É uma prática ligada aos costumes dos povos, sem relação direta com a religião. Não é verdade que o Alcorão (a bíblia islâmica) defenda o costume.

Para o Ocidente essa prática é chocante. Mas não é assim nas regiões onde é praticada. A mulher é totalmente submissa e os povos que fazem a clitoridectomia acreditam que ela ajuda a manter a virgindade das solteiras. Além disso, reforçaria a identidade do grupo. Apesar da dor após a operação e da humilhação, as mulheres não se atrevem a reclamar. “Quando perguntadas sobre o conhecimento das leis dos Direitos Humanos, elas respondem que apenas conhecem as leis dos maridos”, diz a queniana Wanjira Muigai, advogada do Sindicato das Liberdades Civis Americanas, que hoje reside nos Estados Unidos. O nível de educação nas regiões onde há clitoridectomia é muito baixo. Por isso é praticamente impossível convencer as mulheres, e principalmente os homens, de que essa prática prejudica a saúde. Tentativas já foram feitas. Os colonizadores cristãos do Quênia, em 1930, criaram leis proibindo o ritual. Foi em vão. A legislação que continuou a ser obedecida foi a da tribo. Se alguma mulher tentar fugir dela, o mínimo que vai acontecer, além de sofrer pressão social, é não conseguir um marido.

11.023 – Parando nos 80


Anos depois da primeira festa Trash 80s, os anos 80 continuam inspirando de roteiristas de Hollywood a costureiras da 25 de Março. Veja como o cinema, a música e a moda mantêm viva a década mais pop da história.

anos 80

10.178 – Mega Almanaque – O Harém


A palavra Harém deriva da palavra árabe “haram”, que significa “lugar proibido; sacrossanto”, que por sua vez é vem da palavra “ḥarīm”, que é um lugar inviolável para os membros femininos da família, proibido aos homens. Os haréms são compostos por esposas e, muitas vezes, por escravas sexuais conhecidas como concubinas.
O isolamento feminino do Islã enfatiza a proibição da quebra ilegal da privacidade de um harém. Este, por sua vez, não é necessariamente formado apenas por mulheres com as quais o patriarca da família mantém relações sexuais, mas também podem ser formados por filhas jovens, outras parentes mulheres etc.
O Harém Imperial dos sultões otomanos, costumava alojar muitas dezenas de mulheres ao mesmo tempo, incluindo esposas. Ele também abrigava a mãe do sultão, as filhas e outras parentes, bem como eunucos e escravas, que serviam as outras mulheres. Os filhos dos sultões também viviam no Harem, até que completassem 16 anos de idade. Algumas mulheres do harém otomano, especialmente esposas, mães e irmãs de sultões, desempenharam papéis políticos importantes na história do império, sendo, por muitas vezes, mencionado que o império era governado de um harém. Hürrem Sultan (esposa de Suleiman, o Magnífico, mãe de Selim II) e Kösem Sultan (mãe de Murad IV) foram as duas mulheres mais poderosas da história do Império Otomano.
A palavra harém é comumente aplicada apenas a famílias muçulmanas, mas o sistema era comum para a maioria das comunidades orientais antigas, principalmente onde a poligamia era permitida. Fora da cultura islâmica, é sabido que os Faraós egípcios demandavam constantemente que governadores das províncias lhes enviassem servas de bela aparência. Na América precolombina, o governante asteca Montezuma II, matinha 4.000 concubinas. Na cultura asteca, a todos os membros da nobreza era permitido ter quantas amantes conseguissem sustentar.
A instituição do harém criou um certo fascínio no imaginário ocidental, especialmente durante a Era do Romantismo, e foi um tópico central do orientalismo nas artes, em parte devido aos escritos do aventureiro Richard Burton. Muitos ocidentais imaginavam um harém como um bordel formado por muitas jovens sensuais, com o único propósito de agradar a um homem poderoso. Muito desse pensamento ficou registrado na arte a partir desse período, geralmente retratando grupos de mulheres atraentes deitadas nuas em piscinas.

9904 – ☻Mega, 26° Ano – Quando surgiu o costume de comemorar aniversários?


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De acordo com o livro The Lore of Birthdays (“A Sabedoria dos Aniversários”, sem tradução em português), dos antropólogos americanos Ralph e Adelin Linton, aniversários merecem comemorações desde o Egito antigo, ou seja, a moda surgiu por volta de 3000 a.C. Tanto os egípcios quanto os gregos, que adotaram o costume, restringiam as comemorações apenas a seres superiores: faraós e deuses. Com o tempo, o hábito foi se estendendo aos mortais e contaminou também os romanos, que davam o privilégio ao imperador, a sua família e aos senadores. Nos primórdios do cristianismo, o costume foi abolido por causa das suas origens pagãs. Foi só no século 4 que a Igreja começou a celebrar o nascimento de Cristo, o Natal. Daí, ressurgiu o hábito de festejar aniversários e pouco a pouco foram surgindo as peças simbólicas: o bolo, as velinhas, o “Parabéns a Você” etc.

Assim como o “feliz aniversário”, o hábito de dar presentes aos aniversariantes tem o objetivo original de afastar os maus espíritos. Isso já acontecia no Egito antigo e em Roma. Durante a Idade Média, na Alemanha, há registro de uma espécie de Papai Noel, a quem se conferia a função de distribuidor de presentes.
O “Parabéns a Você” surgiu em 1875. Na verdade, nesse ano as americanas Mildred e Patricia Hill criaram a melodia de “Good Morning to All”, que, depois de mudanças aqui e ali, deu origem ao “Parabéns a Você”, em 1924. A versão brasileira da música foi decidida em um concurso da Rádio Tupi-RJ, em 1942, vencido pela paulista Bertha Celeste Homem de Mello.

Apagando a velinha
O bolo e as velas foram herdados dos gregos. Todo dia 6, eles faziam festas à deusa Artemis nas quais colocavam velas sobre uma torta, simbolizando a lua cheia, que, segundo a mitologia, era a forma com que a deusa se expressava. Na Idade Média, por razões desconhecidas, os alemães retomaram o hábito em festas de criança
O docinho mais famoso dos aniversários é brasileiro mesmo e surgiu na disputa presidencial de 1945. Eleitoras do brigadeiro Eduardo Gomes criaram o “doce do brigadeiro” tentando conquistar votos através do paladar do eleitorado. O doce foi um sucesso, mas o brigadeiro acabou perdendo as eleições.
A tradição de enviar cartões de aniversário começou na Inglaterra, no início do século 20. Os cartões serviam como um pedido de desculpas carinhoso quando a pessoa não podia visitar o aniversariante. Hoje muita gente prefere entregar o cartão pessoalmente.

9703 – A Mitologia Japonesa


mitologia japonesa

O Mito da Criação
Conta que os deuses haveriam convocado dois seres divinos à existência, um chamado IZANAGI (macho) e outro IZANAMI (fêmea), e haveriam lhes ordenado para que criassem seus primeiros lares. Deram a eles de presente uma lança decorada com jóias, a lança do céu, ou AMENONUHOKO. Assim, estas duas divindades seriam a ponte entre terra e céu. Izanagi e Izanami haveriam agitado o mar com a lança do céu e formado assim uma primeira ilha, a ONOGORO-SHIMA. Haveriam eles descido do céu por uma ponte e morado na ilha, onde tiveram filhos. Estes filhos eram porém imperfeitos, e não eram considerados deuses, eles colocaram os filhos em um barco, o qual foi arrastado pela correnteza. Tendo sido repreendidos pelos deuses por causa do seu erro, Izanagi e Izanami casaram-se novamente e deste casamento nasceram OHOYASHIMA, ou seja, as oito principais ilhas do Japão.

Segundo o mito, Izanagi e Izanami haveriam gerado ilhas e filhos de sua união, até que Izanami veio a morrer quando deu à luz KAGUTSUCHI, a encarnação do fogo. Este foi, porém, morto pelo pai encolerizado e a partir desta morte surgiram muitas outras divindades.

O Mito do Sol, da Luz e do Vento
Conta a história dos “kamis” que foram gerados a partir do banho de IZANAGI no rio. Entre eles, Amaterasu (sol), Tsukuyomi (lua) e Susanoo (mar).

A partir destas primeiras divindades mitológicas, é contada a história da criação do mundo, do Japão e dos demais elementos da natureza.

Os principais deuses conhecidos da mitologia japonesa são:

Shinigami – o deus da Morte;
Kagutsuchi, o deus do fogo;
Amaterasu, a deusa do sol;
Tsuki-yomi, o deus da lua;
Susanowo, o deus da tempestade.
Outro elemento interessante da mitologia japonesa são as histórias que envolvem as raposas (kitsunes). Para o folclore japonês, as raposas são descritas como seres inteligentes e até com capacidades mágicas. Muitos são os mitos japoneses, chineses, coreanos e até indianos envolvendo estes animais.

9699 – Alcoolismo – Pesquisa revela uma das causas de morte prematura na Rússia: a vodca


Vodca não é água, não!!!
Vodca não é água, não!!!

Uma nova pesquisa revelou que 25% de todos os homens russos morrem antes dos 55 anos – e o principal culpado por essa alta taxa de mortalidade precoce é o álcool, especialmente a vodca. O estudo foi publicado nesta sexta-feira na revista médica The Lancet.
A pesquisa foi feita com cerca de 151 000 homens, que foram acompanhados durante até dez anos. Durante esse tempo, 8 000 participantes morreram. Com base em informações como hábitos de consumo de álcool e de tabagismo, além das causas das mortes, os autores fizeram uma estimativa sobre fatores de risco de mortalidade em um período de 20 anos.
Entre homens de 35 e 54 anos, o maior risco de morte foi observado entre os que fumavam e bebiam mais de 1,5 litro de vodca por semana: eles tiveram 35% de chances de morrer ao longo de 20 anos. É mais do que o dobro do risco apresentado por aqueles que também fumavam, mas bebiam menos de meio litro de vodca por semana, que foi de 16%.
As principais causas de mortes relacionadas ao excesso de vodca incluíram envenenamento por álcool, acidentes e suicídio, além de doenças como câncer de garganta e fígado, tuberculose, pneumonia, pancreatite e doenças hepáticas.

A pesquisa foi conduzida por especialistas do Centro do Câncer de Moscou, na Rússia, da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, e pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer, que faz parte da Organização Mundial da Saúde (OMS).
No artigo, os autores lembram que, embora o risco de morte prematura ainda seja alto na Rússia ele vem diminuindo desde 2006, quando reformas na política sobre o álcool foram introduzidas no país, fazendo com que o consumo de destilados caísse em cerca de um terço.
De acordo com David Zaridze, um dos autores do estudo, porém, a relação entre consumo de vodca e risco de morte na Rússia deve ser considerada como uma “crise de saúde” no país. Para ele, esse problema pode ser revertido caso as pessoas passem a beber com moderação.

9694 – Onde há Fumaça, há Câncer – Qual a origem do Tabagismo?


Do craque ao crack
Do craque ao crack

Arqueólogos e historiadores acreditam que o tabaco (Nicotiana tabacum) começou a ser cultivado no continente americano em torno de 6000 a.C., tornando-se uma planta sagrada dos povos pré-colombianos. O primeiro registro pictórico do ato de fumá-la, porém, é um vaso de cerâmica maia do século X, que mostra um charuto feito de folhas amarradas com um barbante. Quando os primeiros colonizadores chegaram à América, a partir do século XV, o hábito já havia se espalhado por toda parte. Os astecas fumavam o tabaco em pedaços de junco oco ou em tubos de cana. Outros nativos do México, da América Central e de parte da América do Sul usavam casca de milho e outros vegetais secos para envolver o fumo. O cigarro como o conhecemos hoje, trazendo as folhas picadas e enroladas em papel, surgiu de uma improvisação européia.
No século XVI, os mendigos de Sevilha, na Espanha, que não tinham dinheiro para comprar os já tradicionais charutos, enrolavam em tiras de papel o conteúdo das pontas descartadas nas ruas. Dois séculos depois, o hábito havia se espalhado por todo o planeta, movendo uma das indústrias mas ricas da história. Até poucas décadas atrás, o cigarro era até visto como um acessório elegante – mas entrou no século XXI como assassino de milhões.

Até o craque Leônidas da Silva emprestou seu nome para uma marca
Até o craque Leônidas da Silva emprestou seu nome para uma marca

9274 – Por que os índios não têm barba?


É possível encontrar índios de algumas tribos com bigodes e, mais raramente, alguns que usam barba. É o caso dos guatós, que vivem no Pantanal, no Mato Grosso do Sul, e hoje estão quase extintos. Mas eles são exceção. Em regra, existem três razões principais para que existam poucos índios barbados.
Razão cultural
A maioria dos índios raspa os pelos do rosto ou os arranca fio a fio simplesmente por considerar a barba um troço anti-higiênico e antiestético.
A população indígena que vive atualmente no continente americano tem origem em povos que habitavam o norte e o centro da Ásia. “A ausência de barba é uma característica dos índios brasileiros que bate com a herança de seus ascendentes, os grupos asiáticos, que também têm poucos pelos”.
A barba nunca foi um “acessório” essencial para os índios que se estabeleceram em regiões tropicais, como é o caso do Brasil. Os pelos, você sabe, servem para reter calor. Se nossos índios vivessem num clima frio, provavelmente eles ostentariam barbas espessas, como os nativos dos povos de origem européia. Já no nosso Brasil-il-il, um índio tipo Tony Ramos ou Lula passaria um bruta calor. Por aqui, os povos indígenas desenvolveram um outro mecanismo para não sofrer tanto com o clima local.