8796 – Agora Vai!! Governo lança programa de R$ 450 milhões para estimular nanotecnologia


nanotubos

O MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) lançou um programa que prevê o investimento de R$ 450 milhões em dois anos para estimular a ligação entre universidade e empresa na área da nanotecnologia. A ideia é permitir que empresas possam desenvolver produtos com estruturas complexas da ordem de milionésimos de milímetro — a escala dos átomos e moléculas.
O programa prevê ações simultâneas por parte de vários entidades federais, e um de seus objetivos é oferecer infraestrutura de vários laboratórios estatais a empresas. A ideia é permitir que a iniciativa privada possa realizar pesquisa aplicada sem ter de investir pesadamente em equipamentos científicos.
“Muitas empresas que acessam os laboratórios têm uma relação quase pessoal com os dirigentes, mas agora vai ser uma coisa institucional”, disse o ministro Marco Antonio Raupp nesta manhã, em São Paulo durante o lançamento da IBN (Iniciativa Brasileira de Nanotecnologia).
Dos recursos já empenhados no programa, R$ 150 milhões são para o ano fiscal de 2013, e outros R$ 300 milhões para o de 2014. Dos recursos deste ano, R$ 38,7 milhões serão distribuídos para o SisNano (Sistema Nacional de Laboratórios em Nanotecnologia), que reúne 26 centros de pesquisa espalhados pelo país. A Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) receberá mais R$ 30 milhões e o restante será distribuído entre entidades diversas. Em 2014, a recém criada Embrapii (Empresa Brasileira para Pesquisa e Inovação Industrial) deve receber R$ 30 milhões.

8795 – A Ciência confirma: Somos o pó das estrelas…


Em 1929, o astrônomo Harlow Shapley, da Universidade Harvard, afirmou: “Nós, seres orgânicos que nos descrevemos como humanos, somos feitos da mesma matéria que as estrelas”.
Foi uma observação surpreendente, considerando que, na época, ninguém nem sequer sabia o que fazia as estrelas brilharem.
Trinta anos ainda se passariam até Geoffrey e Margaret Burbidge, William Fowler e Fred Hoyle, em artigo que se tornaria clássico, demonstrarem que os átomos que nos compõem não apenas são os mesmos que os das estrelas: a maioria deles foi, na verdade, produzida em estrelas. Começando pelos primordiais hidrogênio e hélio, elementos mais densos como ferro, oxigênio, carbono e nitrogênio foram gerados numa série de reações termonucleares e então espalhados pelo espaço quando essas estrelas morreram e explodiram como supernovas, num frenesi termonuclear final.
Notícias divulgadas recentemente me lembraram disso. Uma delas envolvia escaravelhos, que, aparentemente, orientam-se pela luz da Via Láctea.
A outra foi o anúncio de que astrônomos identificaram a origem da existência do ouro no Universo em um cataclismo conhecido como explosão de raios gama.
Edo Berger, do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, no Massachusetts, disse que a explosão pode ter criado uma quantidade de ouro equivalente à massa de 20 Luas da Terra.
As próprias estrelas de nêutrons são frutos de cataclismos: explosões de supernovas que podem espremer o espaço para fora de átomos e comprimir uma massa maior que o Sol numa bola de 32 quilômetros de diâmetro.
Berger sugeriu que, de fato, é possível que todo o ouro do universo tenha sido produzido por colisões entre estrelas de nêutrons.
Isso nos traz de volta ao escaravelho, o humilde rola-bosta.
Esses seres, que vivem das fezes de animais maiores, têm um problema. A partir do momento em que um escaravelho encontrou esterco e rolou um pouco para formar uma bola, ele precisa tirar a bola do local, rolando-a em linha reta para longe da pilha de esterco, senão outros escaravelhos virão roubá-la.
Como os besouros fazem isso, mesmo em noites sem luar, têm sido um mistério.
Em janeiro, uma equipe de pesquisadores suecos e sul-africanos revelou que os escaravelhos coprófagos africanos podem usar a Via Láctea para se orientar.
Os pesquisadores descobriram que, quando eram colocados pequenos “chapéus” nos escaravelhos, impedindo-os de enxergar o céu, ou quando nuvens ocultavam as estrelas, os escaravelhos andavam a esmo.
Mas eles não se desviam do caminho em noites estreladas.
Seria difícil imaginar uma conexão entre o microscópico e o macroscópico e entre o espaço interno e o sideral mais bela que essa ou que tão bem induz um sentimento de humildade.
Os antigos egípcios consideravam os escaravelhos sagrados por sua capacidade de gerar vida a partir de dejetos.
O escaravelho era símbolo da renovação eterna e da vida que nasce da morte.
Os egípcios usavam representações de escaravelhos como amuletos.
Em um dos símbolos máximos de reciclagem, alguns desses amuletos eram feitos de ouro.

8794 – Mega Mitos sobre Afrodisíacos


Esqueça o amendoim e o ovo de codorna. Eles aumentam a energia, mas não mexem com o desejo. Existem substâncias capazes de fazer a vontade sexual crescer, porém, cuidado: os problemas são sempre maiores que o benefício que elas causam. A apomorfina, um produto químico resultante da desidratação da morfina, simula o papel do transmissor cerebral dopamina. Quando ingerida, pode criar uma disposição para o relacionamento. Só que provoca enjoo. Em alguns países da Europa, um chá preparado com um besouro chamado cantárida é usado como afrodisíaco. O que ele faz é provocar a uretrite, uma inflamação no canal por onde passa a urina. No início, a sensibilidade do pênis aumenta. Depois, a uretra começa a arder e dói. As histórias sobre produtos afrodisíacos não passam, quase sempre, de pura fantasia. O cheiro de almíscar é tido como um infalível estimulante sexual. A substância, muito usada em perfumes, é extraída dos testículos do almiscareiro, um tipo de veado que vive na Sibéria. “É provável que seja excitante para o animal, mas não para o homem”.

8793 – Sono – O homem é o único animal a dormir de uma tirada só


Mais do que uns, menos do que outros. Com suas 8 horas diárias de sono, o homem não é um dos mamíferos mais dorminhocos. Fica acordado bem mais tempo que o leão, que dorme 18 horas. Mas a campeã da insônia é a girafa, que fecha os olhos apenas 2 horas por dia. A principal diferença entre os homens e os outros mamíferos não está no tempo de descanso. “A maior parte dos animais dorme de forma intermitente”, conta um zoólogo, da Inpar, empresa que constrói zoológicos, em São Paulo. “Cochilam por algum tempo, acordam, espiam para verificar se tem algum predador por perto e voltam ao sono”. Por isso, são chamados de policíclicos. Por natureza, todos os mamíferos são policíclicos, até o homem. “Mas, por motivos sociais, ele acaba concentrando o seu descanso no período da noite”. Se fosse seguir os instintos, dormiria um pouco em cada parte do dia. A soneca depois do almoço é, assim, um costume natural. O ritmo da criança se aproxima do que a natureza manda. Ela dorme várias vezes por dia e só muda a rotina quando começa a ir para a escola.

O repouso dos bichos
Cada espécie precisa de um tempo de descanso diferente.
A girafa é um dos mamíferos que dormem menos. Apenas 2 horas bastam. Se um predador aparecer, ela dispara a 50 quilômetros por hora.
O cavalo também tem um período curto de descanso: 3 horas. Geralmente, cochila em pé e não cai graças a um sistema que trava os joelhos.
A foca passa cochilando quase o mesmo período que o homem. O resto do tempo ela toma sol ou mergulha para buscar comida.
O cachorro repousa cerca de 10 horas diárias. Assim como os gatos domésticos, ele adapta seus horários para acompanhar o ritmo da casa.
Sem predadores à sua espreita (além do homem), o leão tem uma rotina sossegada. Por isso pode se dar ao luxo de dormir até 18 horas.

8792 – Biologia – Casco da tartaruga: Osso duro de roer


O casco tem duas camadas. Por baixo é osso, feito de cálcio, parecido com o humano. Por cima, existem placas de um tecido semelhante ao da nossa unha, só que muitíssimo mais duro. São elas que compõem aquelas figuras coloridas que adornam a carapaça. A combinação de osso e unha forma uma blindagem maciça, que cobre praticamente todo o corpo do bicho e serve como proteção. A necessidade da casca deriva da lentidão que caracteriza a tartaruga. Como ela não consegue correr, a exemplo de outros animais, tem que se esconder em algum lugar, e nada melhor do que levar o refúgio nas costas. Quando se vê ameaçada, puxa a cabeça e os membros para dentro e poucos são os predadores que conseguem tirá-la de lá. A onça, que quebra e abre o casco, é um deles.
Graças a essa armadura permanente é que as tartarugas habitam a Terra há tanto tempo. As primeiras foram contemporâneas dos dinossauros, há mais de 200 milhões de anos. Os desenhos animados sugerem que ela pode largar o seu casco e voltar para dentro dele na hora que bem entender. Impossível. “As suas vértebras são fundidas na carapaça e ela tem que carregá-la por toda a existência”, explica um zoólogo, da Fundação Parque Zoológico de São Paulo. E é uma existência longa: elas vivem 100 anos, em média.

A casca serve como camuflagem e também como caixa blindada.
A cor do revestimento, formado por uma espécie de unha, varia de uma espécie para outra.
Por baixo, há uma camada de osso, o que garante a firmeza da carapaça.

8791 – Mega Mitos – Mergulhar os pés em água e sal diminui o inchaço?


A água quente pode dar um alívio momentâneo se houver dor. Mas não passa disso. O inchaço dos pés e das pernas, quase sempre causado por má circulação do sangue, não diminui. O calor da água pode até piorar a situação, aumentando a dilatação dos vasos. “E o sal não tem papel nenhum”, diz um cardiologista, da Universidade de São Paulo. Se o problema circulatório tiver causas mais graves, como a diabete ou a doença de Chagas, a imersão em água adiantará ainda menos.
Para diminuir o sintoma, os médicos costumam recomendar o banho de contraste. “Coloca-se o pé por 2 minutos na água quente e, logo em seguida, mais 2 minutos na fria. Deve-se repetir isso várias vezes”. O efeito ocorre em duas etapas. Primeiro, um relaxamento nos pés. Logo em seguida, uma contração dos vasos sanguíneos. O contraste ajuda a bombear o sangue perna acima, diminuindo o edema.

8790 – Paleontologia – Existiram dinossauros aquáticos?


Uma das principais características dos dinossauros é que eles eram animais de terra. Alguns, como o hadrossauro e o baryonyx, até ficavam parte do tempo na água, lembrando o comportamento do hipopótamo, sem deixar de ser terrestres. Na época, havia outros répteis gigantescos que dominavam os mares. “Os dinossauros possuíam três características marcantes no esqueleto: uma dupla abertura na parte posterior do crânio, um arranjo dos ossos da bacia que lhe permitia andar em dois pés e patas parecidas com as dos pássaros”, explica um paleontólogo, da Universidade Estadual Paulista, em Rio Claro. O plesiossauro, um réptil marítimo monumental – o maior e mais abundante do período –, tinha um pé que parecia o de uma tartaruga marinha, apenas uma abertura no crânio e não andava, apenas nadava. Apesar de todas as diferenças, o plesiossauro também seria apavorante, se você deparasse com um. Chegava a ter 14 metros de comprimento, um longo pescoço e dentes na forma de punhais. Não por acaso, era carnívoro. Habitou as costas da Ásia, da Europa e da América do Norte. Segundo certas lendas, alguns plesiossauros poderiam ter sobrevivido até a nossa época e um deles seria o monstro do Lago Ness. Mas não precisa se preocupar, obviamente são apenas histórias fantásticas. Os plesiossauros desapareceram, junto com os dinossauros, 65 milhões de anos atrás.

8789 – Qual o significado da palavra “nego” na bandeira da Paraíba?


bandeira nego

O verbo refere-se à decisão de João Pessoa, governador da Paraíba em 1929, de não aceitar o sucessor indicado pelo presidente da República, Washington Luís. Um acordo entre São Paulo e Minas Gerais garantia que o presidente sempre fosse de um desses Estados, em rodízio. Em 1929, o paulista Washington Luís resolveu quebrar o acerto e indicou outro paulista, o governador Júlio Prestes. Minas rebelou-se e recebeu o apoio do Rio Grande do Sul. “A Paraíba, que estava esquecida pelo governo federal, decidiu também rejeitar a decisão do presidente e se unir aos mineiros e aos gaúchos”. João Pessoa enviou então uma mensagem ao Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, onde ficava o presidente, protestando contra a decisão. “O governador não usou exatamente ‘nego’, mas a palavra ficou como um símbolo”. Pouco depois da morte de João Pessoa, assassinado por motivos passionais em 26 de julho de 1930, os rebeldes propuseram a inclusão da palavra “nego” na bandeira. Ela foi definitivamente alterada em setembro de 1930, às vésperas da revolução que levou Getúlio Vargas ao poder.

8788 – Cidades – Qual o critério utilizado para definir se uma via será chamada rua, avenida ou estrada?


“Quem determina é a lei de zoneamento do município”, explica um engenheiro, da Secretaria Municipal de Vias Públicas de São Paulo. Uma avenida em São Paulo deve ter mais de 30 metros de largura. Já cidades como o Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre não têm as medidas definidas, mas as avenidas são sempre mais largas e recebem maior fluxo de carros. No caso das estradas, a largura não interessa. O importante é que a via deve ligar, no mínimo, dois municípios. Os casos de avenidas com o nome de estrada se devem ao crescimento das cidades, que passaram a englobar povoações antes separadas por zonas rurais.

Vejamos o que caracteriza cada uma das principais vias:
Em São Paulo, uma rua tem entre 12 e 29 metros de largura. Abaixo disso, é viela.
Em Belo Horizonte, a maior parte das avenidas tem um canteiro central e fluxo intenso.
As estradas ligam vários municípios ou Estados e passam fora do perímetro urbano.

8787 – Anatomia – Por que os dedos da mão têm tamanhos diferentes e qual a função de cada um deles?


Ter dedos de medidas distintas não é exclusividade humana. “Os primeiros animais terrestres já tinham patas arredondadas, que eram adaptações da nadadeira dos peixes”, conta um primatologista, da Universidade Federal de Minas Gerais. No curso da evolução, os bichos de terra foram se modificando e os que apresentavam membros mais bem adaptados ao tipo de chão sobre o qual andavam acabaram sendo beneficiados pela seleção natural. Mas a desigualdade entre os dedos permaneceu na grande maioria. Os macacos, nossos ancestrais, não constituem exceção. A novidade consiste em que o seu polegar está em oposição à palma da mão, o que torna mais fácil agarrar galhos. E a mão humana lembra a de um macaco, só que aperfeiçoada porque temos maior capacidade rotatória do polegar e um músculo exclusivo para flexioná-lo. Já os outros dedos continuaram os mesmos: com tamanhos diversos.
“O homem só segura objetos com tanta precisão graças ao desenvolvimento do polegar”, afirma um ortopedista, do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. Movimentos finos como escrever ou fazer uma cirurgia só podem ser realizados graças a ele.

8786 – Neurociência – As Experiências de Quase Morte


As experiências de quase morte são conhecidas há muito tempo pela ciência. O que se sabe é que muitos pacientes que estão à beira da morte (por causa de um afogamento ou uma parada cardíaca, por exemplo) e conseguem sobreviver descrevem visões incrivelmente poderosas e realistas. Os relatos coletados são inúmeros: algumas pessoas enxergam o brilho de uma tênue luz no final de um longo caminho, outras narram o encontro com parentes mortos ou seres sobrenaturais como anjos e demônios, entre outros.
Nove ratos foram anestesiados, nos quais os pesquisadores induziram paradas cardíacas usando injeções de cloreto de potássio.
Resultado: Por meio de eletroencefalogramas, os pesquisadores descobriram que o cérebro dos ratos continuava funcionando por 30 segundos depois de parar de receber sangue.
Tais visões costumam ser usadas pelos religiosos como uma prova da existência da alma e da vida após a morte. Já os cientistas, até agora, não tinham muito a dizer. Uma série de estudos havia mostrado que as experiências de quase morte acontecem quando o coração dos pacientes para de bombear sangue para o cérebro — o que é conhecido como morte clínica —, e os médicos conseguem trazê-los de volta a vida (pelo menos 20% dos sobreviventes de paradas cardíacas relatam ter tido esse tipo de visão). O que parecia difícil de explicar era o fato de o cérebro, já sem sangue e a caminho da morte definitiva, ser capaz de produzir visões tão claras e significativas.

Uma nova pesquisa publicada na na revista PNAS sugeriu, pela primeira vez, uma resposta científica para essa questão. Em testes realizados com ratos (experiências do gênero obviamente são impossíveis de serem conduzidas com humanos por razões éticas), os pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, descobriram que o cérebro pode continuar ativo por até 30 segundos após a morte clínica. “Este estudo, realizado em animais, é o primeiro a lidar com o que acontece ao estado neurofisiológico do cérebro que está morrendo”, diz a neurologista Jimo Borjigin, professora da Universidade de Michigan e uma das autoras do estudo.
Os cientistas usaram eletroencefalogramas para medir a atividade cerebral de nove ratos anestesiados. Após sofrerem paradas cardíacas induzidas pelos pesquisadores, os animais apresentaram durante 30 segundos um aumento generalizado na atividade cerebral, que apresentou características semelhantes ao de um cérebro acordado e altamente excitado. Depois desse período, os animais morreram definitivamente, e mais nada foi registrado em seu cérebro. “A previsão de que iríamos encontrar alguns sinais de atividade consciente no cérebro durante a parada cardíaca foi confirmada com os nossos dados”, diz Borjigin.
Os pesquisadores realizaram a mesma experiência com ratos que foram submetidos à morte por asfixia e o resultado foi o mesmo: um pico de atividade cerebral registrado logo depois que o sangue parou de chegar ao cérebro do animal. “O estudo nos mostra que a redução de oxigênio — ou de oxigênio e glicose — durante a parada cardíaca pode, na verdade, estimular a atividade cerebral característica da consciência”.
Segundo os pesquisadores, a experiência deve ajudar a explicar a origem das visões realistas e marcantes relatadas pelos pacientes que estiveram à beira da morte. “Ela fornece a primeira estrutura científica para estudar as experiências de quase morte relatadas por muitos sobreviventes de parada cardíaca”, diz Borjigin. No entanto, eles reconhecem que muitos outros estudos precisam ser feitos para que seja possível explicar toda a complexidade do fenômeno nos seres humanos.

Ceticismo
Anders Sandberg, pesquisador da Universidade de Oxford que não esteve envolvido com a pesquisa, afirma que os resultados apresentados são importantes, mas demandam cuidado ao serem interpretados. Ele alerta, principalmente, que a experiência não deve ser vista como uma prova da existência da alma ou do além. Ao contrário, ela mostra que a experiência de quase morte tem origem biológica, no cérebro humano. “Não duvido que algumas pessoas vão alegar que o resultado seja uma evidência da existência de vida após a morte. Se alguém acredita nisso, então devíamos concluir que a vida após a morte inclui muitos ratos de laboratório”, afirmou.

Mas
O neurocientista Kevin Nelson, da Universidade do Kentucky, havia previsto que a ciência algum dia iria conseguir descobrir o mecanismo por trás do fenômeno da quase morte. Ele afirmava que, mesmo assim, não seria possível provar a inexistência da alma — isso ficaria a cargo da crença de cada pessoa. “A ciência pode dizer como o cérebro funciona, mas não pode dizer por que ele funciona desse jeito. Mesmo se nós soubéssemos o que faz cada molécula cerebral durante uma experiência de quase morte, ou qualquer outra experiência, o mistério da espiritualidade continuaria existindo. E sempre haverá um espaço para a fé de cada um.”