13.333 – Saúde – Como a falta de sono afeta seu cérebro


neuronio
Cientistas do Canadá lançaram o que promete ser o maior estudo do mundo sobre os efeitos da falta de sono no cérebro.
Eles esperam que pessoas de todo o mundo se registrem pela internet para fazer testes cognitivos e participar do experimento.
Jogos de computador testarão habilidades como raciocínio, compreensão da linguagem e tomada de decisões.
O estudo é coordenado pelo neurocientista britânico Adrian Owen, do Instituto de Cérebro e Mente da Universidade Western, no Canadá.
A equipe irá analisar o desempenho dos participantes nos testes cognitivos e avaliar os diferentes resultados a partir das horas dormidas.
A necessidade diária de sono varia de pessoa para pessoa, mas se o estudo conseguir reunir um número significativo de voluntários, permitirá aos cientistas determinar um número médio de horas necessárias para a otimização da função cerebral.
O repórter da BBC Fergus Walsh e mais quatro voluntários passaram a noite na Universidade Western, onde testaram os jogos e puderam verificar como a falta de sono afeta o desempenho cognitivo.

VOLUNTÁRIOS
Hooman Ganjavi, 42 anos, psiquiatra, acostumado a fazer plantões noturnos: “Durmo apenas de quatro a cinco horas por noite. Sei que a falta de sono aumenta o risco de doenças cardíacas e de derrame, mas, como muitos médicos, não aplico essas regras ao meu dia a dia”.
Sylvie Salewski, 31 anos, mãe de duas meninas pequenas: “Para mim uma boa noite de sono é quando elas me acordam duas ou três vezes; não consigo me lembrar do que é dormir uma noite toda sem ser incomodada; normalmente me sinto meio desnorteada no dia seguinte”.
Evan Agnew, 75 anos, vigia aposentado: “Nunca dormi mais de oito horas de sono por noite, e na minha idade não acho que preciso de mais de quatro horas. Acabo complementando meu sono durante o dia com um ou dois cochilos”.
Cecilia Kramar, 31 anos, neurocientista que faz pesquisas cognitivas com camundongos noturnos, o que significa passar noites em claro no laboratório: “Quando não durmo muito, não consigo fazer nada complicado no dia seguinte, como ler uma revista científica, porque meu cérebro não funciona bem”.
Passamos praticamente um terço das nossas vidas dormindo. Ou seja, o sono é tão vital para a nossa saúde quanto os alimentos que ingerimos e o ar que respiramos.
Mas nossa cultura de estarmos ligados durante 24 horas por dia está reduzindo nossas horas de sono.
Um estudo na revista científica “Nature Reviews Neuroscience” apontou que havia “uma compreensão notavelmente pequena” das consequências da falta de sono crônica para o cérebro.
A pesquisa dizia que mais estudos são necessários face ao que chamou de “declínio considerável da duração de sono em todas as nações industrializadas”.

12.987 – Neurologia – Doenças que causam insônia


insonia
Sinônimos: distúrbio do sono

A insônia é um distúrbio persistente que prejudica a capacidade de uma pessoa adormecer ou, ainda, de permanecer dormindo durante toda a noite. Pessoas com insônia geralmente começam o dia já se sentindo cansadas, têm problemas de humor e falta de energia e têm o desempenho no trabalho ou nos estudos prejudicado por causa deste distúrbio. A qualidade de vida da pessoa, em geral, costuma ficar comprometida pela insônia.

Muitos adultos apresentam insônia em algum momento da vida, mas algumas pessoas têm insônia crônica, que pode perdurar por um período de tempo muito maior do que o normal.

A insônia pode ser, ainda, um distúrbio secundário causado por outros motivos, como doença ou uso indevido de medicação.
Estresse

Preocupações relacionadas ao trabalho, estudos, saúde ou família podem manter sua mente ativa durante a noite, o que dificulta na hora de adormecer. Acontecimentos provocadores de grande estresse, como morte ou adoecimento de um ente querido, divórcio ou perda de emprego, também podem desencadear episódios de insônia.

Ansiedade

Ansiedade diária, bem como transtornos graves de ansiedade, como o transtorno de estresse pós-traumático, pode atrapalhar o sono. Preocupar-se com a dificuldade que terá para dormir também pode levar à insônia mais facilmente.

Depressão

Uma pessoa com depressão pode dormir mais do que o normal e pode também não conseguir dormir, simplesmente. Insônia é comum em casos de depressão.

Condições médicas

Dor crônica, dificuldade para respirar ou necessidade frequente de urinar podem levar à insônia. Exemplos de condições associadas à insônia incluem:

Artrite
Câncer
Insuficiência cardíaca
Doença pulmonar
Doença do refluxo gastroesofágico
Distúrbios da tireoide
AVC
Doença de Parkinson
Doença de Alzheimer
Mudança no ambiente ou horário de trabalho

Viajar ou alterar o horário de trabalho pode provocar uma mudança no ritmo cardíaco do corpo e no chamado “relógio biológico”, que dificulta o início do sono.

Maus hábitos de sono

Maus hábitos de sono também podem causar insônia. Estes incluem irregularidade do sono, como dormir e acordar em horários diferentes todos os dias; atividades estimulantes antes de deitar-se; dormir em ambientes inapropriados e desconfortáveis, como num lugar muito iluminado, dormir em frente à televisão ou dormir com a luz acesa.

Medicações

Muitos medicamentos podem interferir na capacidade de uma pessoa adormecer ou permanecer dormindo, incluindo antidepressivos, remédios para controle da pressão arterial, antialérgicos, estimulantes e corticosteroides. Outros medicamentos que contenham cafeína e outras substâncias estimulantes também podem desencadear em insônia.

Cafeína, nicotina e álcool

Café, chá, refrigerantes à base de cola e outras bebidas que contenham cafeína são estimulantes bastante conhecidos e comuns no dia a dia. Seu consumo não é proibido e não está diretamente relacionado à insônia, mas pode, eventualmente, ser um fator desencadeador do distúrbio. Beber café à noite, por exemplo, pode dificultar o início do sono. A nicotina em cigarros ou outros produtos derivados do tabaco é outro estimulante que pode causar insônia. O álcool pode até ajudar a dormir, mas impede os estágios mais profundos do sono e muitas vezes pode fazer com que uma pessoa desperte no meio da noite.

Comer muito tarde

Comer um lanche leve antes de dormir é recomendado, mas comer demais pode fazer com que uma pessoa se sinta fisicamente desconfortável na hora de deitar, o que pode dificultar na hora de adormecer. Muitas pessoas também apresentam azia e refluxo, que também prejudicam o sono.

Idade

A insônia pode, ainda, se tornar mais comum com a idade. Ruídos e outras alterações no ambiente podem despertar uma pessoa idosa mais facilmente do que alguém mais jovem. Com a idade, o relógio biológico muda, fazendo com que a pessoa se sinta cansada mais cedo à noite e acorde mais cedo na manhã. Apesar disso, idosos geralmente precisam da mesma quantidade de sono que pessoas mais jovens.

Com o tempo, a pessoa pode se tornar menos ativa fisicamente ou socialmente. A falta de atividades diárias pode interferir em uma boa noite de sono, pois quanto menos ativa uma pessoa for, mais tempo ela terá para tirar sonecas ao longo do dia, o que dificulta na hora de dormir à noite.

Dor crônica e condições como a artrite ou problemas nas costas, bem como depressão, ansiedade e estresse, podem interferir no sono. Os homens mais velhos desenvolvem frequentemente um aumento da próstata, o que pode levar à necessidade frequente de urinar, interrompendo o sono. Nas mulheres, sintomas da menopausa podem ser igualmente perturbadores e podem impedi-las de ter uma boa noite de sono.

Outros distúrbios relacionados, como apneia do sono e síndrome das pernas inquietas, também se tornam mais comum com a idade. Além disso, as pessoas mais velhas normalmente fazem maior uso de medicamentos do que pessoas mais jovens.

Fatores de risco
Muitas pessoas podem apresentar um quadro de insônia ocasionalmente. Mas o risco de insônia é maior em:

Muitas pessoas podem apresentar um quadro de insônia ocasionalmente. Mas o risco de insônia é maior em:

Pessoas do sexo feminino. As mulheres são muito mais propensas a sofrer de insônia, principalmente por causa de mudanças hormonais durante o ciclo menstrual e na menopausa. A insônia também é comum com a gravidez.
Pessoas acima dos 60 anos de idade, devido principalmente às alterações nos padrões de sono e a problemas de saúde.
Pessoas com algum distúrbio de saúde mental, como depressão, ansiedade, transtorno bipolar e o transtorno de estresse pós-traumático são mais propensas a apresentar insônia.
Pessoas sob estresse. Fatos estressantes podem causar insônia temporária.
Trabalhar à noite ou viajar a trabalho, que envolva trocas frequentes de fuso horário.
Sintomas de Insônia
Os principais sintomas de insônia podem incluir:

Dificuldade para adormecer à noite
Despertar durante a noite
Despertar muito cedo
Não se sentir descansado após uma noite de sono
Cansaço ou sonolência diurna
Irritabilidade, depressão ou ansiedade
Dificuldade para prestar atenção, concentrar-se em tarefas ou se lembrar de alguma coisa importante
Aumento do risco de acidentes
Dores de cabeça localizadas
Problemas gastrointestinais
Preocupações contínuas com o sono
Uma pessoa com insônia, muitas vezes, pode levar 30 minutos ou mais para adormecer e pode dormir por apenas seis horas ou menos a partir de três noites por semana por mais de três meses.
Entre as especialidades que podem diagnosticar insônia estão:

Clínica médica
Neurologista
Medicina do sono
Psiquiatria.
Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade.
O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

Você tem tido problemas para dormir?
Quantas horas você costuma dormir por noite?
Você desperta facilmente durante a noite?
Você costuma alimentar-se em grandes quantidades antes de deitar?
Você faz uso excessivo de cafeína, nicotina ou álcool?
Você passou ou passa por momentos de grande estresse recentemente?
Quais são seus hábitos noturnos?
Você se sente cansado ou improdutivo durante o dia?
A falta de sono tem prejudicado seu desempenho em atividades diárias, no trabalho ou nos estudos?
Quando os sintomas começaram?
Você faz uso de algum medicamento? Qual?
Você já foi diagnosticado com alguma outra condição médica?
Você tomou alguma medida para aliviar os sintomas? E funcionou?
Diagnóstico de Insônia
Além de fazer-lhe uma série de perguntas, o médico analisará seu padrão de sono e sonolência diurna. Para isso, você talvez tenha de manter um diário de sono por um determinado período de tempo e depois apresentá-lo ao médico.

Ele provavelmente também fará um exame físico para procurar sinais de outros problemas que possam estar causando insônia. Ocasionalmente, um exame de sangue pode ser feito para verificar a existência de problemas de tireoide ou outras condições que podem estar por trás da insônia.

Se a causa da insônia não estiver clara, ou caso você apresente sinais de outro distúrbio do sono, como a apneia do sono ou síndrome das pernas inquietas, você pode precisar permanecer durante uma noite em um centro especializado para analisar e diagnosticar distúrbios do sono. Lá, os testes são feitos para monitorar e gravar uma variedade de atividades corporais enquanto o paciente dorme, incluindo as ondas cerebrais, respiração, batimentos cardíacos, os movimentos dos olhos e os movimentos do corpo também.
Tratamento de Insônia
Uma mudança nos hábitos de sono e tratar as causas subjacentes da insônia, como condições médicas ou medicamentos, pode restaurar um padrão de sono saudável em muitos pacientes. Se essas medidas não funcionarem, o médico pode recomendar medicamentos para ajudar com o relaxamento e na readequação do sono.

Medicamentos para Insônia
Os medicamentos mais usados para o tratamento de insônia são:

Cloxazolam
Dormonid
Frontal
Maracugina Composta (comprimido revestido)
Maracugina Composta (solução)
Midazolam
Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.
Não importa qual a sua idade, tenha sempre em mente que insônia tem solução. A chave para tratar o distúrbio encontra-se justamente em adequações em sua rotina durante o dia e quando você vai para a cama. Bons hábitos de sono ajudam a restabelecer o sono saudável. Confira dicas básicas:

Exercitese e permaneça ativo. Atividade física ajuda a promover uma boa noite de sono.
Verifique seus medicamentos. Se você toma medicamentos regularmente, verifique com seu médico para ver se eles podem estar contribuindo para a insônia. Além disso, verifique os rótulos de produtos de venda livre para conferir se eles contêm cafeína ou outros estimulantes.
Evite cochilos durante o dia. Sonecas distribuídas ao longo do dia podem dificultar na hora de adormecer à noite. Se for tirar um cochilo, certifique-se de este não passará de aproximadamente 30 minutos e não ocorrerá após as três horas da tarde.
Evite ou limite o consumo de cafeína e álcool. Corte o uso de nicotina. Essas substâncias são estimulantes e podem tornar o adormecer mais difícil.
Se estiver sentindo dores, procure fazer uso de analgésico. Estar confortável e relaxado é imprescindível para uma boa noite de sono.
Regularize seu relógio biológico, estabeleça um horário fixo para dormir e acordar preocupando-se sempre na quantidade de horas dormidas.
Na hora de dormir

Evite grandes refeições e bebidas antes de dormir
Evite televisão no quarto, usar computadores, videogames, smartphones ou outras telas antes de dormir, pois a luz pode interferir no ciclo de sono
Torne seu quarto um ambiente confortável e próprio para o sono. Feche a porta, apague as luzes, mantenha a temperatura agradável e deite-se confortavelmente
Esconda os relógios do quarto para não ficar tão preocupado com o horário
O mais importante: relaxe. Um banho morno, músicas suaves e exercícios de relaxamento podem ajudar.
Complicações possíveis
O sono é tão importante para a saúde quanto uma dieta saudável e exercícios físicos regulares. Seja qual for o motivo para a perda do sono, insônia pode afetar e prejudicar a saúde física e mental. Pessoas com insônia possuem baixa qualidade de vida em comparação às pessoas que dormem bem. Complicações da insônia podem incluir:

Menor desempenho no trabalho ou nos estudos
Tempo de reação e reflexo mais lento, acompanhado de maior risco de acidentes
Problemas psiquiátricos, como depressão ou transtorno de ansiedade
Excesso de peso ou obesidade
Irritabilidade
Aumento do risco de adquirir doenças de longo prazo, como hipertensão, doenças cardíacas e diabetes
Abuso de substâncias, como cigarro, álcool, cafeína e outras drogas.
Expectativas
Quando se tem bons hábitos do sono, qualquer pessoa é perfeitamente capaz de dormir bem, tranquila e adequadamente. Consulte um médico se tiver insônia crônica.

É importante ter em mente que pessoas têm necessidades de sono diferentes. Algumas ficam bem com apenas 4 horas de sono por noite, enquanto outras só rendem bem se tiverem de 10 a 11 horas. A média, no entanto, costuma ser de 6 a 8 horas de sono diariamente.

As necessidades de sono também mudam de acordo com a idade. É importante ouvir os sinais de sono do corpo e não tentar dormir mais ou menos do que é revigorante para você.
Prevenção
Manter bons hábitos de sono é o principal e único meio de se evitar insônia. Alguns fatores desencadeadores do distúrbio, como eventos estressantes e traumáticos, no entanto, não podem ser evitados. Em todo caso, consulte um especialista do sono e um psiquiatra para aprender a lidar com a manutenção do sono.

Fonte: Escola Paulista de Medicina

12.766 – Dicas psicológicas para lidar com a insônia


O filósofo suíço pop Alain de Botton disse certa vez que “a insônia é a vingança da mente por todos os pensamentos que evitamos durante o dia”. Não sabemos se ele proferiu a frase acordado às três da manhã, mas quem já passou pelo problema sabe que é difícil de discordar.
Tire da sua cabeça que você ficará péssimo no dia seguinte
É comum que insones passem por uma cruel fase de negociação com o despertador, que só piora o problema. Afinal, a percepção de que você passará o próximo dia com um imenso cansaço mental e físico pela falta de sono aumentará sua ansiedade e, por consequência, diminuirá mais ainda suas possibilidades de conseguir dormir.
Por isso, é uma ótima ideia colocar na sua cabeça que ocorrerá exatamente o contrário: acordarei muito bem, obrigado. O pensamento de que o próximo dia não será, afinal, tão ruim assim pode te ajudar a relaxar e pegar no sono no dia anterior.

Use a cama em horários precisos, para finalidades específicas
Isso doerá no fundo da alma, mas a afirmação acima também envolve não dormir mais do que o normal nos finais de semana. Adormecer e acordar no mesmo horário todos os dias, usar a cama só para o sono e evitar associá-la a atividades que não sejam “ZZZZZZZzzzz”, como assistir a uma série da Netflix ou estudar, são todas atitudes simples que podem mudar a maneira como sua mente encara a cama e ajudar a regularizar seu repouso. Essa abordagem quase militar não é um conselho incomum, e é conhecida como “higiene do sono”.

Evite usar remédios, se possível
Diversos estudos confirmam que a mudança de hábito induzida pela TCC é mais eficiente no tratamento de distúrbios no sono que vários alternativas farmacológicas. Esta pesquisa, por exemplo, publicada no JAMA International Medicine, atestou que a maior parte dos usuários do Ambiem (indutor de sono conhecido no Brasil como Zolpidem) apresentou uma melhora apenas razoável nos níveis de sono durante o uso e voltou à “estaca zero” após o término do tratamento. Além da baixa eficiência, há o risco de dependência química e de uma considerável diminuição do desempenho cognitivo e psicomotor ao longo do dia, o que os Mutantes chamariam de “Ando Meio Desligado”.

12.434 – Insônia – Metade do cérebro fica de guarda na primeira noite em um lugar novo


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A primeira noite dormindo em uma cama diferente é sempre mais cansativa. Esse efeito é conhecido há décadas pelos cientistas, já que mesmo pessoas sem problemas para dormir tem resultados alterados em exames do sono na primeira noite. Agora, pesquisadores conseguiram demonstrar que esse cansaço extra é resultado de um instinto de proteção: em um lugar novo, só metade do cérebro descansa. A outra metade fica alerta, pronta para reagir em caso de perigo.
Pesquisadores da Universidade Brown, nos Estados Unidos, fizeram testes com 35 estudantes enquanto dormiam. Os experimentos foram todos feitos durante a fase de sono profundo. É nessa etapa da noite que o cérebro descansa, se recupera do trabalho do dia e começa a fixar as memórias mais recentes.
Os cientistas conseguem diferenciar essa fase do sono porque, durante o período, produzimos ondas eletromagnéticas de baixa frequência, conhecidas como ondas lentas. Mas, na primeira noite no laboratório, eles perceberam que o lado esquerdo do cérebro produzia menos ondas lentas que o direito – indicando que ele estava menos imerso no sono e possivelmente mais alerta.
Depois da primeira noite, a diferença entre os dois lados sumia. Para confirmar que um lado estava mais ativo que o outro, os pesquisadores fizeram mais dois testes. Enquanto os estudantes dormiam, eles tocaram sons curtos e repetidos. Em certo momento, o som mudava de tom e se tornava contínuo. Quando estamos acordados, o cérebro reage a essa mudança. Na primeira noite, o cérebro dos participantes também reagiu enquanto dormiam, mas só do lado esquerdo.
No último experimento, os pesquisadores tocaram um som alto o suficiente para despertar alguém em sono leve, mas que não acordaria ninguém dormindo profundamente. Se o som era tocado na orelha direita (conectada ao lado esquerdo do cérebro), os voluntários acordavam mais rápido.
Esses testes ajudam a demonstrar pela primeira vez o que os cientistas já imaginavam: que o cérebro fica alerta em um novo ambiente para reagir mais rápido a possíveis ameaças. Ficamos mais cansados porque um lado do cérebro fica de guarda, em sono leve, capaz inclusive de escutar barulhos que passariam batidos em uma noite normal.
Não somos os únicos a ter uma Patrulha da Noite mental: golfinhos, focas e várias aves também conseguem manter metade do cérebro alerta durante a noite. Uma das possíveis explicações é evolutiva: nosso cérebro ainda tem o hábito de estar pronto para lutar ou fugir de predadores na selva – mesmo que você só esteja começando as férias em um tranquilo quarto de hotel.

10.518 – Neurologia- Aprovados novos remédios para insônia


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Até o século 16, as pessoas dormiam em média 12 horas por dia.
Já o imperador Napoleão Bonaparte dizia: 6 horas de sono para um homem, 7 para as mulheres e 8 para um tolo. Ele tinha o habito de dormir pouco, acordando no meio da noite para trabalhar.
No século 19, o grande impacto foi a invenção da lâmpada por Thomas Edison, em 1879 pois se deixava de depender da luz natural.
Em 1963, a franquia americana 7 – Eleven inaugurou a primeira loja 24 hs ea chegada de tecnologias como rádio, televisão, celulares e tablets também afetou o sono.
Até o fim dos anos 90, o suplício das noites maldormidas esteve associado a um desequilíbrio no circuito cerebral do repouso. Todos os remédios contra a insônia desenvolvidos até hoje pela indústria farmacêutica, inspirados naquela clássica concepção, agem no cérebro regulando os níveis de GABA, o neurotransmissor responsável por nos pôr para dormir. Em 1999, em um laboratório da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, o psiquiatra francês Emmanuel Mignot descobriu a importância da hipocretina (também conhecida como orexina). Ao estudarem cachorros com narcolepsia, doença caracterizada por episódios repentinos e irresistíveis de sono, Mignot e sua equipe perceberam que as cobaias de laboratório apresentavam deficiência na produção da substância. Não tardou para que se constatasse uma característica comum aos insones, o cérebro inundado por hipocretina, que os deixa alertas, acordados. Como resultado de quase vinte anos de estudos, a FDA, a agência sanitária americana, aprovou, há duas semanas, o medicamento suvorexant.
Fabricado pelo laboratório Merck e lançado com o nome comercial de Belsomra, ele é apontado pelos especialistas como um novo (e promissor) aliado do repouso noturno. Diz a médica Andréa Bacelar, da Academia Brasileira de Neurologia: “Levando-se em conta os resultados obtidos até agora, ta os resultados obtidos até agora, o suvorexant pode revolucionar o tratamento da insônia”.
Em uma pessoa saudável, a produção de hipocretina é inibida no começo da noite, quando o organismo começa a entrar em ritmo de descanso. Na madrugada, os níveis da substância são quase indetectáveis. Ela só volta a ser produzida no início da manhã, com pico de ação no meio da manhã ou à tarde, conforme os hábitos da pessoa. Por questões genéticas ou | de estilo de vida, a hipocretina pode manter o circuito da vigília aceso além do esperado. Com isso, o metabolismo não desacelera, a temperatura corporal não diminui e as ondas cerebrais mantêm-se funcionando a pleno vapor. Chegado o momento de ir para a cama, começa a tortura. O sono não vem, rola-se de um lado para o outro da cama. os problemas do dia a dia transformam-se em monstros indomesticáveis…
Os trabalhos usados para a aprovação do suvorexant avaliaram mais de 1000 pessoas. Os insones tratados com o medicamento pegaram no sono 55% mais rápido e dormiram quase 60% além do tempo registrado entre os pacientes do grupo placebo. Pelos estudos conduzidos até agora, em comparação aos remédios tradicionais, o suvorexant ofereceria risco menor de dependência — um dos efeitos adversos mais temidos pelos médicos.
Os progressos nos conhecimentos sobre o sono são relativamente recentes. Até meados do século XX, uma noite bem-dormida serviria apenas para repor as energias gastas durante o dia. Hoje em dia, sabe-se que o descanso noturno tem papel fundamental na manutenção da boa saúde. “Evidências científicas surgem diariamente sobre o impacto dos distúrbios do sono no aparecimento de distúrbios físicos e mentais”, diz o neurologista Leonardo Ierardi Goulart, do Hospital Albert Einstein. Essa influência é tão grande que a insônia hoje é considerada fator de risco isolado para uma série de doenças. Sem o descanso noturno adequado, aumenta o risco de hipertensão, diabetes, baixa imunidade, derrame, doenças do coração e até obesidade. Um dos estudos mais recentes mostrou que quem dorme menos de seis horas por noite tem o risco de morte aumentado em quatro vezes. Se essa mesma pessoa sofre ainda de pressão alta ou diabetes, o perigo aumenta em sete vezes. Para a cognição, o aprendizado e a memória, as noites maldormidas são tão negativas quanto o abuso de álcool e o consumo de maconha.
Os benzodiazepínicos surgiram na década de 50 e apesar de eficazes em induzir o sono, tem alto potencial de causar dependência. Os mais usados são: Diazepan, Clonazepan e Bromazepan.
Já os hipnóticos que foram desenvolvidos na década de 90, são os mais utilizados no combate a insônia porque são mais seletivos.
Zolpidem e Zoplicone.

8848 -☻Mega Dicas – Acabe com a Insônia


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POUCO EXERCÍCIO antes de dormir
Não pratique exercícios físicos. Do contrário, a descarga de adrenalina não deixará você pregar os olhos. Se tiver de fazer algum exercício à noite, prefira os aeróbicos, como corrida, natação ou caminhada. Eles fazem você dormir melhor – prolongam o sono de ondas lentas, período de nosso sono considerado o mais profundo e reparador.
Dormir de barriga cheia prejudica a digestão. Coma até duas horas antes de ir dormir, e faça refeições leves. Alimentos com carboidrato estimulam a produção de serotonina, hormônio que abre caminho para o sono. Já proteínas dificultam a liberação da serotonina. Boas opções: frutas, massas e saladas.
Entre no chuveiro pelo menos duas horas antes de ir dormir. E fique lá, sob água morna, de 15 a 20 minutos. O calor relaxará seus músculos. Na saída do banho, o resfriamento do corpo deixará você sonolento. ARRUME O QUARTO Quanto mais escuro o ambiente estiver, melhor. A melatonina, hormônio que induz ao sono, só é produzida no escuro.

DURANTE A MADRUGADA: SAIA DA CAMA
Espere no máximo 30 minutos para pegar no sono. Se passar disso, vá para a sala e faça algo relaxante, como ver TV. Só volte para o quarto quando estiver sonolento. Cama foi feita para dormir – se você se acostumar a ler ou trabalhar nela, seu cérebro pode associá-la a estar acordado.

6169 – Novo remédio contra insônia tem sucesso em teste nos EUA


Folha Ciência

Pesquisadores americanos relataram que um novo tipo de comprimido anti-insônia, o suvorexant, teve sucesso em testes clínicos, ajudando pessoas a pegar no sono e continuar dormindo. Os resultados foram apresentados na conferência “Sleep 2012”, informa o site “Huffington Post”.
As pessoas que tomaram a droga passaram a pegar no sono 25 minutos depois, em média, enquanto as que tomaram um placebo (substância inócua) dormiam 17 minutos mais tarde. A principal melhora veio no tempo de sono: quem usou o suvorexant dormiu 60 minutos a mais, em vez dos 40 minutos a mais relatados por quem tomou o placebo.
Segundo Andrew Krystal, professor de psiquiatria do Centro Médico da Universidade Duke (EUA) que coordenou o estudo, os minutos a mais de sono, somados, têm um efeito de longo prazo importante e benéfico.
O interesse na substância se justifica porque, para funcionar, ela se vale de um mecanismo cerebral diferente do enfrentado por outras pílulas para dormir. A chave da sua ação é o bloqueio das orexinas, mensageiros químicos cerebrais ligados, entre outras coisas, ao despertar.
Philip Gehrman, diretor clínico do programa de medicina do sono comportamental da Universidade da Pensilvânia, explicou ao “Huffington Post” que a ação da droga funciona como um estabilizador do “interruptor” entre o sono e a vigília. É como se ela mantivesse o organismo na fase de “desligado” do sono.
A droga ainda precisa passar pela aprovação de agências reguladoras de fármacos, como a americana FDA, para ser comercializada.

2581-Dr Know – Cuidando da Insônia


Deixe questões problemáticas para o dia seguinte. O stress, associado ás dificuldades financeiras, sociais e até conjugais são os principais opositores do sono. O problema é mais comum na faixa etária dos 30 aos 50 anos, um período onde o dia a dia é sobrecarregado e não raro se vai para cama com o bolso do pijama cheio de preocupações. Muitos recorrem ao álcool e acabam com problemas maiores que a própria insônia. Especialistas afirmam que com o passar dos anos as horas de sono diminuem naturalmente: crianças de 1 a 3 anos dormem de 12 a 14 horas, já o relógio biológico de um adulto de 30 anos exige 7 a 8 horas. Entretanto cada um tem seu padrão de sono, há pessoas que se sentem ótimas após dormirem somente 4 horas. O mal só é considerado insônia se vier acompanhado de perturbações diurnas. Entre elas mal estar, dores de cabeça, fadiga, cansaço, distúrbios de concentração, raciocínio e organização de pensamentos. Em casos mais agudos há dificuldade de coordenação motora. Envelhecimento precoce e alta sensibilidade, que favorece entrar facilmente num estado de tensão, são os males que a doença pode trazer á saúde. Exames de polissonografia e a ajuda de um psicoterapeuta são imprescindíveis.
Novas armas contra o envelhecimento
Substância químicas encontradas em verduras, frutas e legumes estão sendo usadas de forma concentrada em cápsulas para reequilibrar o organismo, evitar doenças como o câncer e retardar o envelhecimento. São os chamados fitobioquímicos, presentes em vegetais que contém clorofila. Cada pílula eqüivale a 4 copos de suco clorofilado. Ativam um grupo de enzimas que fabricam anticorpos, capazes de deter processos cancerígenos. Na medicina esportiva desintoxicam os músculos e combatem o envelhecimento precoce produzido pelo stress.