13.361 – O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo


hc_antigo
A construção do Hospital das Clínicas foi planejada desde 1915, com a assinatura de um convênio entre o Governo do Estado de São Paulo e a Fundação Rockfeller, para a edificação da sede da Faculdade de Medicina e Cirurgia de São Paulo. Fazia parte deste acordo a construção de um hospital-escola para o aprimoramento dos estudantes e assistência médica gratuita à população carente da capital e do interior.
Em 25 de janeiro de 1928 foi lançada a pedra fundamental do edifício da Faculdade de Medicina, sendo esta inaugurada em 15 de março de 1931, à Estrada do Araçá, hoje Avenida Dr. Arnaldo.
Somente em 1938, na Interventoria Federal do Dr. Adhemar Pereira de Barros foi iniciada a construção do Hospital das Clínicas.
O HCFMUSP foi criado pelo Decreto nº 13.192, de 19 de janeiro de 1943 e desde a sua inauguração oficial, em 19 de abril de 1944, vem avançando e consolidando-se como centro de excelência e referência no campo de ensino, pesquisa e assistência.

Endereço:
Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 255
Cerqueira César
05403-000
São Paulo – Brasil
Tel.: (0xx11) 2661-0000

Metrô Estação Clínicas – Linha Verde

hc agora

Inaugurado em 19 de abril de 1944, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP – HCFMUSP é uma autarquia estadual vinculada à Secretaria de Estado da Saúde para fins de coordenação administrativa e associada à Faculdade de Medicina da USP para fins de ensino, pesquisa e prestação de ações e serviços de saúde de alta complexidade destinados à comunidade.

Instituto Central
Inaugurado em abril de 1944, o Instituto Central do Hospital das Clínicas (ICHC) deu origem ao HCFMUSP. Pioneiro em procedimentos médico-hospitalares, sua estrutura concentra a maior parte das especialidades do Complexo HC – 31 especialidades médicas e cirúrgicas – e conta com dois edifícios interligados: o precursor Edifício Central, com a Unidade de Emergência Referenciada; e o Prédio dos Ambulatórios (PAMB), inaugurado em 1981.

IC

Instituto de Psiquiatria
Concebido nos moldes internacionais das organizações hospitalares psiquiátricas, desde o seu início foi visto como um marco na psiquiatria paulista e brasileira, quando comparado às outras instituições destinadas ao mesmo atendimento.
Pioneiro na assistência, abrange todos os transtornos psiquiátricos, nas diferentes fases da vida, sendo a única unidade de internação no País especializada em crianças. Seu pioneirismo também se expressa na formação especializada de profissionais, nas diversas áreas de conhecimento das ciências da saúde. O atendimento não se concentra nas instalações hospitalares, pois, após a alta, o paciente pode seguir o tratamento em hospital-dia e nos inúmeros ambulatórios especializados, além de participar dos programas de treinamento e reinserção no trabalho, que facilitam a sua reintegração social.

Instituto da Criança
Inaugurado em agosto de 1976, o Instituto da Criança (ICr), referência nacional em saúde infantil, reúne 20 especialidades pediátricas, provendo atendimento de alta complexidade ao recém-nascido, à criança e ao adolescente. Considerando como prioridade o atendimento global, integra a visão biológica, psicológica e social do paciente, o que se revela no pioneirismo em projetos de Humanização desde a sua concepção (década de 70), propiciando a permanência dos pais e/ou responsáveis, em tempo integral, durante a internação, antes mesmo da edição do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Instituto do Coração
O InCor é hoje um dos maiores centros cardiológicos do mundo em volume de atendimento e em número de subespecialidades da cardiologia e da pneumologia.
Por meio da ação integrada das equipes multiprofissionais e da adoção dos mais modernos recursos de procedimentos diagnósticos e terapêuticos, o Instituto oferece assistência ambulatorial e de internação, além de uma Unidade de Emergência Referenciada, que conta com o sistema de classificação de risco cardiológico, seguindo protocolos internacionais para priorizar os casos de maior gravidade.

Instituto de Ortopedia e Traumatologia
O IOT presta atendimento especializado a pacientes com afecções ortopédicas e traumatológicas, sendo centro de referência para lesões raquimedulares, reimplantes de membros, reconstruções com endopróteses ou com banco de tecidos nas grandes ressecções de tumores.

Instituto de Radiologia
O Instituto é reconhecido, nacional e internacionalmente, como centro de excelência em métodos e procedimentos diagnósticos e terapêuticos por imagem, em radiologia intervencionista e em medicina nuclear.
Constituído de dois edifícios, o principal concentra os recursos ambulatoriais de radiologia convencional e intervencionista e de radioterapia e o prédio anexo abriga o Centro de Medicina Nuclear (CMN), pioneiro, na história da medicina nuclear sulamericana, no desenvolvimento de radiofármacos, produzidos por Cíclotron, para o tratamento e pesquisa em oncologia e neurologia.

Instituto de Medicina Física e de Reabilitação
Reconhecida, desde sua concepção, em 1975, como referência no atendimento a pessoas com deficiência, a Divisão de Reabilitação Profissional Vergueiro (DRPV) do Hospital das Clínicas da FMUSP tornou-se a Divisão de Medicina de Reabilitação (DMR) em 1994 e, em 2009, o Instituto de Medicina Física e Reabilitação (IMRea).
A partir da ação integrada entre as equipes médicas e multiprofissionais e da adoção dos mais modernos recursos tecnológicos, o IMRea atende pessoas com deficiência física, transitória ou definitiva, necessitadas de receber atendimento de reabilitação, desenvolvendo seu potencial físico, psicológico, social e educacional, visando a reabilitação integral e a inclusão social.

Instituto do Câncer do Estado de São Paulo
Inaugurado em maio de 2008, o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) foi concebido para ser o maior hospital público especializado em tratamento de câncer da América Latina, abrangendo todas as fases do atendimento aos pacientes, do diagnóstico à reabilitação, integradas no mesmo local.
O edifício principal, com 28 andares, realiza todas as atividades assistenciais, desde o centro de atendimento de intercorrências oncológicas, ambulatórios, hospital-dia, quimioterapia e radioterapia, bem como unidades de internação, terapia intensiva e centro cirúrgico. Em agosto de 2014, foi inaugurada uma nova unidade no município de Osasco, na grande São Paulo, com consultas ambulatoriais, hospital-dia, quimioterapia e radioterapia.

Hospital Auxiliar de Cotoxó
Inaugurado em 1971, no bairro da Pompéia, no município de São Paulo, o HAC foi concebido para ser retaguarda dos Institutos do HC, prestando assistência médico-hospitalar especializada a pacientes em cuidados intermediários, por meio de uma equipe multiprofissional integrada.
Atualmente, o hospital encontra-se em obras para ampliação da sua capacidade instalada, agregando à assistência prestada, modernos recursos de procedimentos diagnósticos e terapêuticos, além de novos espaços dedicados para o ensino e pesquisa na área da saúde.

Centro de Convenções Rebouças
Um dos mais tradicionais espaços de eventos da capital paulista, fundado em 1982, o Centro de Convenções Rebouças (CCR) apresentou nos últimos anos expressivo crescimento em número de clientes, de eventos e em faturamento. O CCR também aumentou o seu espaço físico após ampla reforma, resultando no novo prédio, com mais de 10 mil m² de área construída.
O projeto, com 2,4 mil m2 exclusivos para eventos nacionais e internacionais, buscou oferecer versatilidade e melhor aproveitamento dos espaços, podendo receber qualquer tipo de evento, de um congresso a um evento social, podendo comportar até 2,3 mil pessoas.

10.997 – Novo acelerador de partículas será inaugurado em 2018, em Campinas


sirius

Quem visita o campus do CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais), em Campinas, já pode ver no solo o traçado de uma circunferência de 235 metros de diâmetro. Não é um aeroporto para discos voadores. Nesse círculo ficará o Sirius, o novo acelerador de partículas da instituição, uma máquina de R$ 1,3 bilhão.
A maior parte será financiada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. A Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) também contribui para o projeto.
O tamanho do projeto pode não ser muito impressionante comparado aos maiores aceleradores de partículas do mundo –o LHC, na Suíça, tem 8,6 km de diâmetro– mas a máquina brasileira tem a chance de ser a melhor de sua categoria quando for inaugurada, em 2018.
Diferentemente dos aceleradores que produzem colisões entre partículas, o Sirius vai gerar raios de luz síncrotron, tipo especial de radiação. Ela é usada para obter imagens de alta definição em técnicas de análise estrutural de materiais e moléculas.
Dentro do acelerador circulam elétrons que, ao serem desviados por ímãs para seguirem a trajetória do anel, emitem radiação síncrotron pela tangente.
A radiação gerada pelo Sirius terá muitas características especiais se comparada a uma fonte de luz comum. Seu espectro será muito amplo, indo desde a luz infravermelha (de frequência baixa) até o raio X (de frequência alta), passando pelas sete cores da luz visível e pelo ultravioleta.
Outra coisa que torna especial a luz gerada pelo Sirius é sua “baixa emitância”. Isso significa que sua radiação será separada em raios distintos e estreitos, com apenas 0,5 micrômetro de largura (0,5% de um fio de cabelo). Focalizados, eles são capazes de seguir longos percursos sem se dispersar, como o laser.
“A emitância, que é medida em uma unidade chamada nanômetros-radianos [nm.rad], é o parâmetro que caracteriza a qualidade da máquina”, explica Liu Lin, uma das cientistas responsáveis pelo projeto do Sirius.
O LNLS (Laboratório Nacional de Luz Síncrotron), divisão do CNPEM encarregada do Sirius, opera desde 1997 outro acelerador, o UVX, que gera raios com emitância de 100 nm.rad em seu anel de 30 m de diâmetro. A do Sirius será de apenas 0,27 nm.rad.
A demanda por uma tecnologia melhor já existe no setor de pesquisas de empresas como a Petrobras, que lida com equipamentos de exploração e análise de rochas a serem perfuradas.
O laboratório colocará as linhas de luz à disposição de cientistas que estudam desde proteínas e fármacos até ligas metálicas, passando por análise de solo e produtos da agroindústria. Empresas privadas também podem solicitar espaço nos laboratórios, desde que paguem pelo custo do serviço.
Diferentemente do UVX, que já era uma fonte síncrotron de segunda categoria quando ficou pronta, a nova máquina pretende ser mais competitiva, com potencial real de atrair colaborações com outros países.
“O Sirius vai nascer na liderança”, diz José Roque da Silva, diretor do LNLS, que compara o projeto ao MAX IV, na Suécia, único acelerador em construção no mundo com emitância comparável à do Sirius. Ambos terão elétrons circulando com a mesma energia em seus anéis.
Segundo o cientista, foi a expertise adquirida na construção do UVX, que começou em 1987 e durou dez anos, que permitiu o projeto mais ousado agora.
Cerca de metade do custo bilionário do acelerador é o prédio que vai abrigá-lo, que requer condições muito específicas. O piso onde o anel acelerador será assentado, por exemplo, terá mais de 500 metros de circunferência, e não pode contrair imperfeições maiores do que 0,25 mm por ano, do contrário vai atrapalhar o funcionamento da máquina.
Nos próximos dois anos, porém, para que o projeto não atrase o cronograma -algo que em geral implica também um aumento de custo– será preciso obter um fluxo de verbas de R$ 300 milhões anuais. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que abarca o LNLS, havia prometido honrar o compromisso, por considerar o Sirius de importância estratégica para a pesquisa nacional. A Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), também contribui para o projeto.

10.607 – USP e Unicamp firmam parceria com grande plataforma de cursos online


Campus da USP no Butantã, São Paulo
Campus da USP no Butantã, São Paulo

Desde que foi criada na Universidade de Stanford em abril de 2012, a plataforma de cursos online gratuitos Coursera cresceu vertiginosamente: partindo de uma experiência com três cursos realizada poucos meses antes, que abrangia algumas centenas de pessoas, em pouco mais de dois anos a ferramenta está oferecendo 760 cursos, elaborados por 110 instituições de ensino e atingindo 9 milhões de estudantes do mundo todo.
O problema é que apenas 28 destes cursos foram legendados em português por 300 tradutores voluntários, e a maior parte do conteúdo do site está em inglês. Se alguém tivesse interesse em se inscrever em um dos programas, provavelmente teria que ter fluência no idioma – mas mesmo com as dificuldades, os usuários brasileiros chegam a 300 mil. “O Brasil demonstra ter uma forte paixão pela educação, mas ainda assim muitos não têm acesso a um conteúdo de qualidade. Por isso acreditamos que aqui é um lugar chave para se promover um grande impacto”, explica Daphne Koller, que já foi professora de ciência da computação em Stanford antes de ajudar a fundar o Coursera.
Para fortalecer ainda mais sua presença no país, a empresa anunciou oficialmente nesta quarta-feira (17/9) que as duas maiores universidades brasileiras, a USP e a Unicamp, vão começar a produzir cursos em língua portuguesa especialmente para o serviço. “Ninguém sabe exatamente qual é a direção que os cursos online vão tomar, cada faculdade faz de um jeito. Mas ninguém tem dúvida de que vão ser importantíssimos”, disse o empresário Jorge Paulo Lemann na cerimônia de lançamento. A Fundação Lemann, que fomenta a educação no Brasil, é a apoiadora oficial do projeto por aqui.
Tanto para a Universidade de Campinas quanto para a de São Paulo, a parceria é estratégica por três motivos: se alinha à busca comum de ambas por métodos de seleção alternativos ao vestibular, possibilita o acesso à enorme base de dados do serviço e também amplia o alcance do conteúdo acadêmico não apenas no Brasil, mas em toda a população lusófona. “Hoje queremos abrir o leque e buscar os melhores alunos, fabricá-los e contribuir na formação deles. Nós não vamos reinventar a roda, o Coursera é quase uma fábrica para se saber o que funciona ou não”.
A USP já soma quatro cursos agendados, três deles sobre finanças e negócios, e um sobre astronomia – “Origens da Vida no Contexto Cósmico”. A Unicamp conta com dois, nas áreas de computação e empreendedorismo. Apesar da data inicial ainda não estar marcada, a estimativa é que as atividades se iniciem no início do ano que vem. A expectativa das instituições é altíssima: o pró-reitor Meyer comparou o ingresso na plataforma com a simbólica superação do Cabo Bojador pelos portugueses. “Nós vamos descobrir Angola, chegar a Moçambique e dizer para o Cabo das Tormentas que ele é o cabo da Boa Esperança”.

10.531 – Instituições Científicas – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq


cmpq

 

A sigla CNPq significa Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Trata-se de uma agência governamental, vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), que tem como finalidade o fomento da pesquisa científica e tecnológica, e o incentivo a formação de pesquisadores no Brasil.

Em 1946, o Almirante Álvaro Alberto da Motta e Silva, que havia representado o Brasil na Comissão de Energia Atômica do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), por meio da Academia Brasileira de Ciências(ABC), propôs ao governo, do então Presidente Eurico Gaspar Dutra, a criação do conselho nacional de pesquisa. Três anos depois, a proposta foi apresentada a Câmara dos Deputados. Após mais de um ano de discussão, em 15 de janeiro de 1951, a lei nº 1310/51 foi sancionada por aquele presidente, criando o “Conselho Nacional de Pesquisa”.

Segundo a Lei 1310/51, o Conselho tinha como objetivos: conceder recursos para pesquisa e formação de pesquisadores e técnicos; promover a cooperação entre as universidades nacionais e o intercambio com instituições estrangeiras, possibilitando a promoção e o estimulo a pesquisa cientifica e tecnológica no país. O Conselho Nacional de Pesquisa passou a ser chamado de Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico em 1974.

Atualmente, a gestão do CNPq é de responsabilidade de uma Diretoria Executiva, enquanto o Conselho Deliberativo é responsável pela política institucional. Por meio de Comitês de Assessoramento, a comunidade científica e tecnológica contribui na gestão e na política do CNPq.

O CNPq oferece bolsas e auxilio à pesquisa em diferentes modalidades. As bolsas são destinadas a pesquisadores experientes, a pessoas recém doutoradas, a alunos de pós-graduação, graduação e ensino médio. Os valores das bolsas são variados. Existem duas categorias de bolsas: bolsas individuais (no Brasil ou no exterior), ou bolsa por quotas. As Bolsas individuais, tanto no país, como no exterior, são de fomento científico ou tecnológico.

O auxilio oferecido pelo CNPq pode ser destinado a Instituições, a Cursos de Pós-graduação (pós, Mestrado e Doutorado), a pesquisadores e a Fundações de apoio à pesquisa. São várias modalidades de auxílio, como financiamento para publicação científica, promoção de congressos científicos, intercâmbios científicos para capacitação de pesquisadores e projetos de pesquisa. O Relatório de Prestação de Contas é obrigatório.

Bolsas e auxílio à pesquisa são divulgados por meio de Editais, disponibilizados no próprio site do CNPq.

9412 – Países Emergentes – As dez melhores universidades


1. Universidade de Pequim (China)
2. Universidade Tsinghua (China)
3. Universidade da Cidade do Cabo (África do Sul)
4. Universidade Nacional de Taiwan (Taiwan)
5. Universidade Bogazici (Turquia)
6. Universidade de Ciência e Tecnologia da China (China)
7. Universidade Técnica de Istambul (Turquia)
8. Universidade Fudan (China)
9. Universidade Técnica do Oriente Médio (Turquia)
10. Universidade Estadual Lomonossov de Moscou (Rússia)

Posições 11-20
11. Universidade de São Paulo (Brasil)
12. Universidade Bilkent (Turquia)
13. Universidade Punjab (Índia)
13. Universidade Renmin da China (China)
15. Universidade de Witwatersrand (África do Sul)
16. Universidade Nacional de Chiao Tung (Taiwan)
17. Universidades dos Andes (Colômbia)
18. Universidade de Nanjing (China)
19. Universidade de Tsinghua (Taiwan)

Posições 21-30
21. Universidade Stellenbosch (África do Sul)
22. Universidade Zhejiang (China)
23. Universidade de Varsóvia (Polônia)
24. Universidade Estadual de Campinas (Brasil)
25. Universidade Nacional Cheng Kung (Taiwan)
26. Universidade Nacional Sun Yat-Sen (Taiwan)
27. Universidade Jiao Tong de Xangai (China)
28. Universidade de Tecnologia de Wuhan (China)
29. Universidade de Tecnologia de King Mongkut, Thonburi (Tailândia)

Posições 31-40
31. Universidade Charles de Praga (República Tcheca)
31. Universidade Nacional de Ciência e Tecnologia de Taiwan (Taiwan)
33. Universidade Central Nacional (Taiwan)
34. Instituto Indiano de Tecnologia, Kanpur (Índia)
35. Universidade Sun Yat-sen (China)
36. Universidade Médica da China, Taiwan (Taiwan)
37. Instituto Indiano de Tecnologia, Delhi (Índia)
37. Instituto Indiano de Tecnologia, Roorkee (Índia)
39. Universidade Tianjin (China)
40. Universidade Wuhan (China)

8996 – Instituições Científicas – O Instituto de Pesquisas Tecnológicas


ipt

Foi fundado em 1899 como laboratório de resistência dos materiais da Escola Politécnica da USP. Localiza-se na cidade de São Paulo, no Brasil, e possui mais de 100 anos de atuação nas áreas de pesquisa, educação e tecnologia. É uma das maiores instituições de pesquisa científica e de desenvolvimento tecnológico do país.
É vinculado a Secretaria do Desenvolvimento do Estado de São Paulo para fins de coordenação administrativa, e possui atuação de destaque no suporte às políticas públicas.
O IPT possui aproximadamente 94 mil m² de laboratórios e edificações, distribuídos em 62 prédios, 72 laboratórios e 25 divisões, na Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira, em São Paulo, além de um Centro Tecnológico em Franca e outro em Guarulhos.
Suas áreas de pesquisa organizam-se em 14 unidades técnicas: Centro de Engenharia Naval e Oceânica; Centro de Integridade de Estruturas e Equipamentos; Centro de Metrologia de Fluidos; Centro de Metrologia em Química; Centro de Metrologia Mecânica e Elétrica; Centro de Obras de Infra-Estrutura; Centro de Tecnologia da Informação, Automação e Mobilidade; Centro de Tecnologia de Processos e Produtos; Centro de Tecnologia de Recursos Florestais; Centro de Tecnologias Ambientais e Energéticas; Centro Tecnológico da Indústria da Moda; Centro Tecnológico do Ambiente Construído; Núcleo de Atendimento Tecnológico à Micro e Pequena Empresa; Núcleo de Economia e Administração de Tecnologia.
O IPT conta com a colaboração de aproximadamente 511 pesquisadores, 405 técnicos, 115 gestores, 255 funcionários de apoio administrativo e operacional, 310 novos talentos, 647 autônomos e cooperativados, totalizando mais de 2.200 pessoas.
O Centro Tecnológico do Ambiente Construído (CETAC) provê soluções voltadas à melhoria e desenvolvimento contínuo da qualidade de produtos e serviços da construção de edifícios. Desenvolve atividades relacionadas ao ambiente construído (edifícios e seu entorno) sob a perspectiva da sustentabilidade, auxiliando na implementação de políticas públicas e no desenvolvimento de programas setoriais da qualidade de produtos.

8875 – O Centro Espacial John F. Kennedy


centro_espacial_kennedy

Logo após a Segunda Guerra Mundial, teve início um novo confronto internacional, porém com características bem particulares. A Guerra Fria polarizou o mundo entre seguidores do capitalismo e os seguidores do socialismo. O primeiro grupo era liderado pelos Estados Unidos e o segundo pela União Soviética, ambos vencedores do nazismo no conflito encerrado em 1945. Como as principais representações de cada lado eram poderosas o bastante para causar muitos estragos no inimigo e na humanidade, travou-se um conflito especialmente no campo ideológico, buscando demonstrar a superioridade de cada sistema político-social. Uma das principais características dessa disputa era a corrida espacial, na qual os envolvidos corriam para desvendar e conquistar mais rápido o universo. Nesse contexto, os Estados Unidos construíram na região do Cabo Canaveral, em 1949, uma área de testes de mísseis. A localização era ideal, pois estava próxima da linha do Equador e permitia uma base de lançamentos voltada para o Oceano Atlântico. No mesmo ano foi realizado o primeiro voo sub-orbital. Em 1951, foi estabelecido o Centro de Testes de Mísseis da Força Aérea e a primeira tentativa de colocar em órbita um satélite foi em 1957, resultando em uma catastrófica explosão. Só no ano seguinte que foi fundada a agência de Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço, popularmente conhecida como NASA, que, gradativamente, foi transformando o Cabo Canaveral em seu local principal de lançamentos.
Na década de 1960, a NASA anunciou o programa de exploração lunar e comprou um terreno de 340 km², que foi nomeado como Centro de Operações de Lançamento, em 1962. No entanto, devido ao grande entusiasmo do presidente John F. Kennedy e devido aos investimentos que fez no programa espacial, o político se destacou no tema. Mas ele foi assassinado e não pode ver muitas das conquistas estadunidenses na corrida espacial. Em sua homenagem, o Centro de Operações de Lançamento foi renomeado em 1963 e passou a ser chamado de Centro Espacial John F. Kennedy. A própria região em torno do Cabo Canaveral também foi renomeada para Cabo Kennedy, todavia esta mudança não fez sucesso entre os habitantes e a região retomou seu nome anterior em 1973.
O Centro Espacial John F Kennedy está localizado entre Miami e Jacksonville, na Ilha Merritt. Sedia-se em uma extensão de 55 Km de comprimento por 10 Km de largura, resultando em 567 Km². Atualmente, cerca de 17 mil pessoas trabalham no centro, que possui duas bases de lançamento e uma área industrial. O Centro Espacial John F. Kennedy foi responsável por várias conquistas espaciais dos Estados Unidos no século XX. De lá partiu a tecnologia e os programas de orbitar a Terra, de lançamento de satélites e de exploração lunar. A corrente missão de exploração de Marte também é fruto das pesquisas e inovações produzidas no Cabo Canaveral.
O Centro Espacial John F. Kennedy conta com um centro de visitantes e de passeios públicos, pois se tornou uma das principais atrações turísticas da Flórida. Além disso, preserva a natureza em volta ao utilizar apenas 9% do terreno.

foguetejfk

8839 – Idéias Heterodoxas – Traço de União entre Galáxias e Bactérias


Santa Fé

Apenas 15 anos depois de sua fundação, o Instituto Santa Fé, nos EUA, deixou de ser apenas um pequeno foco de rebelião. Financiado por grandes empresas americanas, tem um orçamento anual de 5 milhões de dólares. É um centro irradiador de novas teorias e conseguiu a adesão de milhares de seguidores no munso inteiro, matemáticos, economistas, químicos, antropólogos, físicos ou cientistas da computação.
Apesar disso, sua sede é um prédio pequeno, onde trabalham não mais que 10 ou 15 cientistas. Os profissionais que participam das pesquisas do instituto pertencem a grandes universidades espelhadas pelo mundo. Quem fosse lá ouviria falar de assuntos como a evolução do Universo às grandes extinções de espécies da história da Terra, do crescimento de colônias de bactérias e até mesmo o sobe e desce dos preços nas bolsas de valores.
Enquanto a Ciência tradicional procura simplificar os problemas que estuda, os pesquisadores do Instituto Santa Fé, nos EUA, preferem vê-los em sua complexidade. Dessa forma, investigam desde o balé de um cardume de salmões até as oscilações dos preços nas bolsas de valores, ou o movimento das galáxias no Universo.
Tal instituição é um instituto independente, sem fins lucrativos, de pesquisa teórica localizada em Santa Fé (Novo México , Estados Unidos ) e dedicada ao estudo multidisciplinar dos princípios fundamentais de sistemas adaptativos complexos , incluindo física, computacional, biológicas e sociais.
O Instituto é composto por um pequeno número de professores residentes, um grande grupo de professores “externo”, cujas nomeações primário às outras instituições, e um número de professores visitantes. O Instituto é aconselhado por um grupo de eminentes estudiosos, incluindo vários cientistas vencedores do Prêmio Nobel. Embora a pesquisa científica teórica é o foco principal do Instituto, ele também executa várias escolas populares do verão em sistemas complexos, juntamente com outros programas educativos e de assistência destinadas a alunos com idades entre ensino médio através pós-graduação.
Financiamento anual do Instituto vem de uma combinação de doadores privados, concessão de subsídios fundações, agências de ciência do governo, e empresas afiliadas com a sua rede de negócios. O orçamento de 2011 foi de mais de US $ 10 milhões.

8516 – Navio alemão de pesquisa sobre o clima atraca no Brasil


O navio de pesquisa alemão Meteor, em missão para analisar o papel do oceano Atlântico tropical na variabilidade do clima e em seus impactos, atracou em Fortaleza (CE) no fim de semana.
Na visita, que faz parte do Ano da Alemanha no Brasil, Peter Brandt, chefe da missão que sai de Fortaleza em direção à Namíbia, destacou o papel do estudo das águas brasileiras na compreensão das dinâmicas do aquecimento do oceano e até do clima nos continentes adjacentes.
Com mais de 30 cientistas de diferentes nacionalidades a bordo, o Meteor tem equipamento que permite analisar o solo marinho e a atmosfera. A embarcação tem sua própria usina de geração de energia e trata seus resíduos.
O projeto, que é do Instituto de Oceanografia da Universidade de Hamburgo, passará novamente pelo Brasil em maio de 2014.

8515 – Quatro revistas brasileiras são suspensas de índice internacional


Quatro periódicos brasileiros da área médica foram suspensos do JCR (Journal Citation Reports) da Thomson Reuters, um dos principais índices que medem o fator de impacto das revistas científicas (número de citações dos artigos publicados), por irregularidade em suas citações.
Os afetados foram a revista “Clinics”, da Faculdade de Medicina da USP, o “Jornal Brasileiro Pneumologia”, a “Revista da Associação Médica Brasileira” e a “Acta Ortopédica Brasileira”. Eles fazem parte de um total de 67 publicações suspensas.
Um dos mais populares modos de medir o trabalho científico, o fator de impacto é a média de citação por artigo que um periódico tem em um intervalo de tempo. Apesar das críticas ao modelo, é comum associar o fator de impacto ao prestígio da revista.
A Thomson Reuters, que organiza a lista do JCR, diz que as revistas brasileiras usaram um truque conhecido como “stacking” para inflar o fator de impacto.
A prática é uma espécie de citação cruzada. Uma revista A cita a revista B, enquanto a B cita a revista A. Assim, a média de citações é inflada.
Um dos problemas apontados pela empresa está em dois artigos da revista da AMB que citam 330 trabalhos brasileiros, sendo 127 publicados na “Clinics”, o que foi considerado uma distorção.
“As revistas afetadas são boas. Se foi isso o que aconteceu, é uma escorregadela quase infantil”, diz Rogerio Meneghini, coordenador científico do SciELO, que indexa periódicos do Brasil.
Os quatro títulos afetados fazem parte dessa plataforma. Segundo Meneghini, haverá uma reunião para discutir possíveis providências.

8289 – O Biotério da Unicamp


Iniciado em 1979 com o apoio da FAPESP, FINEP e CNPq o CEMIB.
Hoje encontra-se entre os mais importantes centros voltados à produção de modelos animais utilizados em pesquisa científica.
O Centro tem reconhecimento internacional e é o único representante do ICLAS (International Council for Laboratory Animal Science) na América Latina.
Apesar de ser chamado pejorativamente de “Campo de Concentração” por ongs protetoras dos animais…

Ali, não é qualquer um que consegue entrar e nem se entra de qualquer jeito. Primeiro, o visitante abandona os sapatos, pula o muro de 0,5 metro e apanha chinelos. Então, um corredor comprido conduz ao banheiro, onde quatro duchas, juntas, expulsam do corpo nu a sujeira vinda de fora. Uma roupa esterilizada fica à espera. De banho tomado e vestida como um cirurgião, a pessoa abre a porta que dá para um cubículo, menor do que um elevador, decorado apenas com um interfone. Ela, assim, pede autorização para passar e, se a resposta é positiva, recebe jatos de ar, que correm do teto em direção ao chão, para varrer eventuais clandestinos, como insetos —afinal o banheiro ainda fica em uma área considerada suja. Só quando se destranca a outra porta do cubículo, oposta à primeira, é que se vai para a chamada área limpa, freqüentada apenas por quem passou por todo esse ritual e pelos animais destinados a experiências científicas.
Esse é o roteiro de quem visita o biotério central da Universidade de Campinas (Unicamp), no interior de São Paulo, um dos raros exemplares brasileiros que seguem os padrões internacionais estabelecidos para esses locais de criação. “As portas que interrompem o percurso têm maçanetas eletrônicas, acionáveis só de um lado— o de entrar, nunca o de sair.
Hoje em dia, é verdade, os pesquisadores procuram economizar cobaias, deixando-as para a última etapa de seu trabalho, iniciado com simulações em computador ou mesmo observando-se culturas de células em tubos de ensaio.
Sem os animais, contudo, a roda das ciências biológicas não teria girado: talvez ainda se acreditasse que os organismos obedecem a leis mecanicistas sendo um punhado de células isoladas entre si, funcionando certinhas como um relógio. Na década de 1870, porém, o francês Claude Bernard (1813 -1878), um dos precursores da Fisiologia experimental demonstrou com a ajuda de cobaias que existia uma relação entre todos os órgãos. Mas hoje se sabe: não é qualquer animal que serve para o pesquisador. Às vezes, precisamos de uma cobaia com certa doença hereditária, para estudar um fenômeno especifico. Mesmo assim, ela não pode ter outros problemas de saúde, porque isso influenciaria o resultado da experiência.

8101 – Instituições Científicas – Centro Nacional de Oceanografia (Southampton)


National Oceanography Centre, Southampton

É uma construção conjunta entre a Universidade de Southampton e o Conselho de Pesquisa do Ambiente Natural (NERC). Aberto em 1996, é parte da elite dos centros mundiais de excelência especializados em Ciência Marinha, Ciência da Terra e Tecnologia Marinha. É o único a fornecer uma plataforma para pesquisa interdisciplinar ao lado de uma abordagem de ensino aprofundada. O NOCS compreende a Escola do Oceano e Ciências da Terra da Universidade de Southampton, que opera junto a quatro divisões de pesquisa do NERC e da Unidade de Náutica do NERC (RSU). Além a abrigar uns 450 cientistas e equipes de funcionários de pesquisa, mais de 600 estudantes de graduação e pós-graduação consideram o NOCS sua sede. Os recursos do NOCS incluem a Biblioteca Oceanográfica Nacional Britânica, o acervo de relevância nacional de Coleções das Descobertas e o Repositório Britânico do Núcleo de Sedimento do Oceano. O NOCS é também a base para as embarcações construídas para fins de pesquisan náutica o RRS Discovery e o RRS James Cook (e anteriormente o RRS Charles Darwin). Antes de 1 de maio de 2005, o NOCS era conhecido como Centro de Oceanografia de Southampton (SOC). O nome foi mudado para refletir a proeminência do centro em Ciências do Oceano e da Terra dentro do Reino Unido. O NOCS fido situado no Campus do Waterfront da Universidade de Southampton.

7090 – Instituições de Ensino – A UNICAMP



Responde por 15% da pesquisa acadêmica no Brasil e mantém a liderança entre as universidades brasileiras no que diz respeito a patentes e ao número de artigos per capita publicados anualmente em revistas indexadas na base de dados ISI/WoS.
A Unicamp é uma autarquia, autônoma em política educacional, mas subordinada ao Governo Estadual no que se refere a subsídios para a sua operação. Assim, os recursos financeiros são obtidos principalmente do Governo do Estado de São Paulo e de instituições nacionais e internacionais de fomento.
O local onde se situa a Universidade Estadual de Campinas foi ocupado, em outras épocas, por cafezais e canaviais. O campus tem o nome do seu fundador, Zeferino Vaz, que foi quem a idealizou e a viu nascer, em 5 de outubro de 1966, data de sua instalação oficial.
A Cidade Universitária “Zeferino Vaz” se localiza no distrito de Barão Geraldo, região noroeste de Campinas. Fica a 12km do centro da cidade. A estrada que liga Campinas a Paulínia (SP-332), passando por Barão Geraldo, é mais conhecida por “Tapetão” no trecho entre o bairro Vila Nova e a Rodovia D. Pedro I, próximo da Unicamp. A Rodovia D. Pedro I, que interliga a Via Anhanguera à Via Dutra, tem dois acessos ao campus, um no trevo com a SP-332 e outro próximo da PUC-Campinas, no Parque Universitário.

Foi oficialmente fundada em 5 de outubro de 1966, dia do lançamento de sua pedra fundamental. Mesmo num contexto universitário recente, em que a universidade brasileira mais antiga tem pouco mais de sete décadas, a Unicamp pode ser considerada uma instituição jovem que já conquistou forte tradição no ensino, na pesquisa e nas relações com a sociedade.
O projeto de instalação da Unicamp veio responder à crescente demanda por pessoal qualificado numa região do País, o Estado de São Paulo, que já na década de 60 detinha 40% da capacidade industrial brasileira e 24% de sua população economicamente ativa.
Antes mesmo de instalada, a Unicamp já havia atraído para seus quadros mais de 200 professores estrangeiros das diferentes áreas do conhecimento e cerca de 180 vindos das melhores universidades brasileiras.
A Unicamp tem três campi — em Campinas, Piracicaba e Limeira — e compreende 22 unidades de ensino e pesquisa. Possui também um vasto complexo de saúde (com duas grandes unidades hospitalares no campus de Campinas), além de 23 núcleos e centros interdisciplinares, dois colégios técnicos e uma série de unidades de apoio num universo onde convivem cerca de 50 mil pessoas e se desenvolvem milhares de projetos de pesquisa.
Atuando como uma autêntica “usina de pesquisas” e como um centro de formação de profissionais de alta qualificação, a Unicamp atraiu para suas imediações todo um polo de indústrias de alta tecnologia, quando não gerou ela própria empresas a partir de seus nichos tecnológicos, através da iniciativa de seus ex-alunos ou de seus professores. A existência desse polo, aliada à continuidade do esforço da Unicamp, tem produzido grandes e benéficas alterações no perfil econômico da região.
A tradição da Unicamp na pesquisa científica e no desenvolvimento de tecnologias deu-lhe a condição de Universidade brasileira que maiores vínculos mantém com os setores de produção de bens e serviços. A instituição mantém várias centenas de contratos para repasse de tecnologia ou prestação de serviços tecnológicos a indústrias da região de Campinas, cidade onde fica seu campus central. Localizada a 90 quilômetros de São Paulo e com uma população de 1 milhão de habitantes, Campinas é um dos principais centros econômicos e tecnológicos do país.

Unidades de ensino e pesquisa
Instituto de Artes
Instituto de Biologia
Instituto de Computação
Instituto de Economia
Instituto de Estudos da Linguagem
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Instituto de Física “Gleb Wataghin”
Instituto de Geociências
Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica
Instituto de Química
Faculdade de Ciências Médicas
Faculdade de Ciências Aplicadas
Faculdade de Educação
Faculdade de Educação Física
Faculdade de Engenharia Agrícola
Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo
Faculdade de Engenharia de Alimentos
Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação
Faculdade de Engenharia Mecânica
Faculdade de Engenharia Química
Faculdade de Odontologia de Piracicaba
Faculdade de Tecnologia

Centros e Núcleos Interdisciplinares
Centro de Biologia Molecular e Engenharia Genética
Centro de Componentes Semicondutores
Centro de Documentação de Música Contemporânea
Centro de Engenharia Biomédica
Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura
Centro de Estudos de Opinião Pública
Centro de Estudo do Petróleo
Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência
Centro de Memória Unicamp
Centro Multidisciplinar para Investigação Biológica
Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas
Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade
Núcleo de Estudos da População
Núcleo de Estudos de Gênero “Pagu”
Núcleo de Estudos de Políticas Públicas
Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais
Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação
Núcleo de Estudos Estratégicos
Núcleo de Integração e Difusão Cultural
Núcleo Interdisciplinar de Comunicação Sonora
Núcleo de Informática Aplicada à Educação
Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais
Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético

Unidades de Serviços voltadas à Sociedade
Hospital das Clínicas
Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher
Hospital Estadual de Sumaré
Centro de Diagnóstico de Doenças do Aparelho Digestivo
Centro de Hematologia e Hemoterapia
Centro de Estudos e Pesquisas em Reabilitação “Gabriel Porto”
Centro de Integração em Pediatria
Centro de Tecnologia
Editora da Unicamp
Escola de Extensão da Unicamp
Agência de Inovação

6964 – Ciência e Inovação



Tales de Mileto, geômetra e astrônomo considerado por alguns o primeiro cientista, foi também um hábil transformador de conhecimento em riqueza. Em um certo ano, previu que haveria uma grande safra de olivas e comprou muitas prensas de óleo, revendendo-as na safra. Assim conseguiu uma grande receita e satisfez necessidades dos produtores de óleo. Se não tivesse acumulado as prensas que mandou fazer, não haveria como prensar todas as azeitonas. Portanto, o primeiro cientista soube usar o conhecimento para gerar riquezas, para si e para outros.
No contexto de hoje temos um desafio global, criado por uma população crescente e expectativa de aumento de consumo, num quadro de recursos naturais finitos. Ambicionamos o desenvolvimento sustentável ou durável, que requer novo conhecimento. E precisamos também mudar atitudes.
O novo conhecimento científico cria possibilidades de inovação, mas também coloca perguntas: qual ciência? Qual inovação? Os recursos são sempre limitados, especialmente em países de renda per capita e índice de desenvolvimento humano baixos. No Brasil, que tem pouca infraestrutura, a situação se torna particularmente séria e as questões se desdobram: onde se deve gastar? Quanto se pode gastar? Quem vai gastar? Como? Os gastos feitos proporcionarão sustentabilidade para o sistema? Para o país? Para o mundo? Essas questões devem estar sempre presentes nas mentes de cientistas, pesquisadores e gestores.
Hoje há no mundo muitos grupos envolvidos com estes problemas. O chamado Grupo Carnegie é formado por ministros de C&T de países do G8 e trata, entre outros temas, das Research Facilities of Global Interest. Estas são hoje principalmente os grandes aceleradores de partículas e observatórios astronômicos. Recentemente o Grupo Carnegie começou a discutir as necessidades de ciência para a sustentabilidade e a transição rumo à economia “verde”. Uma conclusão atual é a de que não existem as infraestruturas que deveriam estar disponíveis, independentemente de méritos intrínsecos das que já existem. Ou seja, não há facilities aptas para sediarem o trabalho científico requerido para o enfrentamento dos problemas globais. Essa situação faz voltar à pergunta: qual ciência?
Há 10 anos, em meio à euforia em torno da nanotecnologia, alguns a descreviam como a solução de todos os problemas da humanidade. Também a energia nuclear foi apresentada, em meados do século XX, como uma solução para todos os problemas – e nós sabemos o que aconteceu. Qualquer nova tecnologia cria riscos ambientais, sociais e econômicos e isso vale para a nanotecnologia. Portanto, as decisões sobre incentivos à inovação e à ciência que ela demanda têm de ser instruídas por uma análise do equilíbrio entre benefícios e riscos.
Ciência e inovação exigem paixão, ilustrada em um quadro que mostra Pasteur concluindo um experimento enquanto madame Pasteur se prepara para sair. Mas o seu marido estava muito ocupado e não conseguia cuidar da vida social sem ter a resposta que lhe seria dada pelo experimento. Pasteur é um grande exemplo de capacidade de fazer, ao mesmo tempo, criação científica e inovação, salvando vidas. Segundo ele, “não existe uma categoria de ciência que se pode chamar de ciência aplicada. O que existe são ciências e aplicações da ciência, interligadas como uma árvore e seu fruto”. Para entender a frase, lembremos que Pasteur era um bom católico, familiarizado com o Evangelho de São Lucas, onde lemos que a árvore que produz maus frutos não é boa e a que produz bons frutos não é má. Aí estão duas ideias: primeiro, tanto a árvore como os frutos podem ser bons ou maus. Além disso, não somente a árvore dá o fruto, mas o fruto também dá a árvore, isto é, os processos que relacionam ciência e inovação não são lineares, nem unidirecionais.
Por isso mesmo, o Instituto Pasteur, um antigo e sempre moderno templo mundial da ciência, é também titular de 382 pedidos de patentes depositados no USPTO desde 2001. Faz ciência e inovação de primeira e ambas se fertilizam mutuamente, criando uma sustentabilidade que não é observada em outras organizações de pesquisa importantes.

FAPESP – Fórum Mundial da Ciência 2013

6386 – Instituições Científicas – O Instituto Baleia Jubarte


A pequena cidade histórica de Caravelas, no extremo sul da Bahia, é o ponto no continente mais próximo do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos. Os primeiros visitantes da região foram os portugueses, que navegaram pelo rio Caravelas já em 1503. Desde então, outras celebridades como o naturalista inglês Charles Darwin também estiveram por lá, maravilhando-se com a rica fauna local, nela incluídas as baleias jubarte, muito mais numerosas antes da caça que quase extinguiu a espécie em águas brasileiras.
Em 1987, durante os trabalhos de implantação do Parque, foi redescoberta a presença de uma pequena população remanescente de baleias-jubarte e sugeriu-se a importância de Abrolhos como principal “berçário” da espécie no Oceano Atlântico Sul Ocidental. Assim nascia o Projeto Baleia Jubarte, com a finalidade de promover a proteção e pesquisa destes mamíferos no Brasil. Caravelas passou, assim, de importante porto baleeiro no Brasil Colônia a sede da primeira base de um projeto de conservação de jubartes no país.
Em 1988 foram realizados os primeiros cruzeiros para fotografar as baleias-jubarte e as primeiras tentativas de estudar os animais a partir de uma estação em terra no arquipélago dos Abrolhos.
Posteriormente, em 1996, nascia o Instituto Baleia Jubarte, organização não-governamental cujo objetivo inicial era dar suporte administrativo às ações de conservação e pesquisa do Projeto. Com o passar do tempo, foram criados o Programa de Educação e Informação Ambiental e o Projeto Boto Sotalia do Sul da Bahia.
Como resultado da proibição da caça comercial e dos intensos trabalhos de conservação, verificou-se o aumento da população de jubartes de Abrolhos e a reocupação do litoral norte da Bahia, antiga área de ocorrência histórica da espécie. Por este motivo, em 2001 foi criada a segunda base do Instituto Baleia Jubarte na Praia do Forte. A implantação da nova base possibilitou a realização de cruzeiros de pesquisa no litoral norte, ampliando assim a área de estudo. Devido aos hábitos costeiros da espécie e ao estreitamento da plataforma continental no litoral norte da Bahia, as observações ocorrem próximo da costa, e o turismo de observação de baleias fomentado pelo IBJ como ferramenta de sensibilização da opinião pública contra a caça destes animais tem aumentado a cada ano. O Centro de Pesquisa e Educação Ambiental do Instituto Baleia Jubarte na Praia do Forte constitui um novo espaço de divulgação e conscientização da comunidade e visitantes quanto à existência e importância da conservação das baleias na região.
A equipe do Instituto Baleia Jubarte entende que ao trabalhar com as populações locais, os turistas e a opinião pública de diferentes formas, a luta pela conservação das espécies marinhas fica cada vez mais fortalecida. Embora ainda reste muito para se conhecer sobre a história natural dos cetáceos, os esforços realizados pelo Instituto Baleia Jubarte ao longo de mais de duas décadas de trabalho têm mostrado resultados surpreendentes. Por meio da informação técnica e científica, da interação com as comunidades locais e da participação nas discussões envolvendo políticas públicas, os esforços se tornam cada vez mais efetivos para a conservação da vida marinha, em especial das baleias jubarte (Megaptera novaeangliae) e dos botos cinza (Sotalia guianensis).
O Instituto Baleia Jubarte é membro das Redes de Encalhes de Mamíferos Aquáticos do Nordeste (REMANE) e do Sudeste (REMASE), criadas pelo ICMBIO com o principal objetivo de centralizar as informações adquiridas sobre as espécies de mamíferos aquáticos no Brasil, visando proporcionar maior agilidade na distribuição das informações, integração de projetos e tomadas de decisão no estabelecimento das diretrizes para a conservação de espécies. O IBJ integra a delegação brasileira na Comissão Internacional Baleeira (International Whaling Commission – IWC), defendendo e subsidiando entre outras a proposta brasileira de criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul.

O IBJ mantém ainda acordos de cooperação técnica com 23 organizações não governamentais que atuam a nível nacional e/ou regional na proteção das espécies e ecossistemas marinhos.
Entre as organizações internacionais com as quais o IBJ trabalha destacam-se o American Museum of Natural History/NY nos estudos de genética das baleias e o College of the Atlantic, Maine, EUA (COA), nos estudos de determinação de rotas migratórias através de fotoidentificação.

6236 – Instituições Científicas – O COPPE


É um órgão suplementar da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que coordena a maioria dos programas de pós-graduação em engenharia desta universidade. O instituto é considerado o maior centro de ensino e pesquisa em engenharia da América Latina, estando sua sede localizada no prédio do Centro de Tecnologia (CT), na Cidade Universitária, Rio de Janeiro.

São 240 professores doutores, 120 engenheiros, 350 técnicos e 130 funcionários de administração e manutenção. Em conjunto ocupam uma área de 10 mil m² na Ilha do Fundão, no RJ e operam 64 laboratórios científicosdesde 1963.
Nessas 4 décadas deu origem a milhares de teses. Com as platafromas de prospecção de petróleo em alto mar, graças as quais perfura-se o mesmo na costa brasileira em profundodades inigualáveis. Um mapeamento de doenças está sendo realizado, com o objetivo de auxiliar no diagnóstico de males tropicais como a malária, esquitossomose e doença de chagas. A lista de endemias arquiva em computador , poderá ser usada como base em um programa capaz de imitar o raciocínio médico e fazer diagnósticos automaticamente. Só a doença de Chagas tem 9 formas clínicas diferentes. Há grande expectativa com relação a filtração artificial do sangue, a hemodiálise. A tecnologia para fabricar membranas foi aperfeiçoada há 2 décadas e se tornou mais rápida e barata a produção de substâncias de origem biológicas como os antibióticos. Seu desempenho deve melhorar ainda mais com o advento das películas tipo fibra oca.

A instituição, que possui 12 programas de pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado), já formou mais de 11,5 mil mestres e doutores e conta hoje com 325 professores doutores em regime de dedicação exclusiva, 2 800 alunos e 350 funcionários, entre pesquisadores e pessoal técnico e administrativo. Para atender às demandas de sua crescente produção científica e o desenvolvimento de projetos de pesquisa contratados, conta com 116 modernos laboratórios, que formam o maior complexo laboratorial do país na área de engenharia.

5417 – A Academia Brasileira de Ciências


É uma academia de ciências que divulga e fomenta a produção científica no Brasil desde 3 de maio de 1916, tendo sido fundada por 27 cientistas e ainda sediada na cidade do Rio de Janeiro, com o nome Sociedade Brasileira de Sciencias, alterado em 1921 para sua atual denominação.
De início, a entidade abrangia apenas três seções: Ciências Matemáticas, Ciências Físico-Químicas e Ciências Biológicas. Seu principal objetivo era estimular a continuidade do trabalho científico dos seus membros, o desenvolvimento da pesquisa brasileira e a difusão da importância da ciência como fator fundamental do desenvolvimento tecnológico do país.
Henrique Charles Morize foi seu primeiro presidente, à frente da diretoria provisória (1916/1917), sendo reconduzido a essa posição por três mandatos sucessivos.
A partir de 1928, Arthur Alexandre Moses, acadêmico participante das diretorias em dez gestões como presidente, passou a desempenhar papel primordial na Academia. Moses reativou a publicação dos Anais da Academia Brasileira de Ciências e, após vários empreendimentos bem sucedidos, conseguiu em 1959 recursos governamentais para a compra de um andar inteiro de um prédio, moderno para a época, onde até hoje está instalada a sede da Academia.
Nos anos 60, o presidente da República autorizou a doação de um número significativo de bônus do Tesouro Nacional, resgatáveis em vinte anos, através da influência de Carlos Chagas Filho, que sucedeu Moses na Presidência da Academia. Estes recursos, correspondentes a um milhão de dólares, cuja aplicação não estava submetida a nenhuma determinação específica, fortaleceu consideravelmente o potencial da Academia.
Do final da década de 60 até o início da década de 80, a Academia foi liderada por dois renomados cientistas: Aristides Pacheco Leão e Maurício Matos Peixoto, presidentes por 7 e 5 mandatos consecutivos, respectivamente.
A Academia tem desempenhado papel relevante em várias atividades ligadas à ciência no Brasil, como por exemplo, liderando e influenciando na criação de diversas instituições, viabilizando publicações científicas, desenvolvendo programas e eventos científicos, estabelecendo convênios internacionais, e disponibilizando recursos para a sociedade acadêmica.
Durante a década de 70, a Academia recebeu substancial apoio financeiro do Governo Federal, especialmente através da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). Esse apoio possibilitou a expansão de suas atividades, com a participação em importantes programas nacionais e internacionais.
Após um substancial declínio na década de 80, a presente década, liderada pelos Presidentes Oscar Sala e Eduardo Moacyr Krieger (esse último ocupou o cargo de 1993 a 2007), marca o retorno do apoio financeiro do governo, o que tem possibilitado a organização de vários novos programas e uma maior interação com a comunidade científica internacional.
Atualmente a Academia reúne seus membros em dez áreas especializadas: Ciências Matemáticas, Ciências Físicas, Ciências Químicas, Ciências da Terra, Ciências Biológicas, Ciências Biomédicas, Ciências da Saúde, Ciências Agrárias, Ciências da Engenharia e Ciências Humanas.
Em 2009, Jacob Palis, atual presidente, criou as Vice-Presidencias regionais, em um total de seis: Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Centro-Oeste, Norte, Nordeste e Espírito Santo.

Uma publicação da Academia Brasileira de Ciências

5402 – Antártida – A Estação Comandante Ferraz


Veja como era a estação científica que ficou 70% destruída com um incêdio
É uma base antártica pertencente ao Brasil localizada ilha do Rei George, a 130 km da Península Antártica, na baía do Almirantado, Antártica.
Começou a operar em 6 de fevereiro de 1984, levada à Antártica, em módulos, pelo navio oceanográfico Barão de Teffé e diversos outros navios da Marinha do Brasil. Atualmente abrigava cerca de 60 pessoas, entre pesquisadores, técnicos e funcionários, militares e civis.
O nome da estação homenageia Luís Antônio de Carvalho Ferraz, um comandante da Marinha do Brasil, hidrógrafo e oceanógrafo que visitou o continente Antártico por duas vezes a bordo de navios britânicos. Ferraz desempenhou importante papel ao persuadir o Brasil a desenvolver um programa antártico.
A estação dispunha de todas as instalações necessárias como se fosse uma pequena cidade. O total atual de módulos é de sessenta e duas unidades. Recentemente, passou a fazer parte da EACF um heliponto, construído de acordo com as normas internacionais.
Até 2004 a composição modular chegou a sessenta habitáculos com capacidade de viverem confortavelmente 48 pessoas, parecendo uma pequena vila em meio ao gelo antártico. A estação opera durante todo o ano. A estrutura é composta por depósitos, oficinas, biblioteca, salas de lazer e estar, enfermaria, sala de comunicações, ginásio de esportes, cozinha e refeitório.

A administração da estação é executada por militares da Marinha do Brasil, que ali permanecem durante um ano, sendo trocados ao final do período.
No inverno, os pesquisadores são em pequena quantidade, pois dependem do solo exposto e de mar aberto para efetuar a coleta de amostras cujos dados serão compilados e enviados às instituições-sede. Nessa época, o transporte depende da Força Aérea Brasileira, pois não se consegue chegar à base através do mar utilizando o NApOc Ary Rongel (H-44). São realizados sete vôos anuais com aeronaves C-130 Hercules. As instalações da base são capazes de abrigar 46 pesssoas.
No verão, naturalmente em condições menos adversas, a população na estação aumenta, o que se traduz em maior nível de atividade. É nesta época que são executados os serviços de manutenção, ampliação, reabastecimento e apoio aos projetos científicos, tecnológicos e pesquisas de maior vulto. As condições de locomoção e transporte se dão com maior facilidade, há menos gelo a dificultar as atividades dos habitantes. Os ventos são mais fracos, e a temperatura também é mais amena, chegando aos 5°C.

Ossada de baleia jubarte encontrada próxima da Estação

Os programas de pesquisas permitiram estudar o impacto das mudanças ambientais globais na Antártica e suas consequências para as Américas inclusive a Amazônia. Ali foi detectado o aumento da temperatura global, o efeito estufa, o aumento do buraco da camada de ozônio, o aumento do nível dos oceanos, além de recolhidos elementos provenientes da poluição causada em sua maioria pelos países do hemisfério norte.
Todas as alterações detectadas pela Estação Antártica Comandante Ferraz mostram claramente a interação entre os hemisférios e sua interferência nas mudanças globais.

Incêndio na estação
Na madrugada do dia 25 de fevereiro de 2012, 2h, com 60 pessoas na base, ocorreu um incêndio iniciado por uma explosão sem causa estimada na Praça das Máquinas, onde ficam os geradores de energia da estação, suspeitas de sabotagem. Por ser anexa ao restante das instalações, o fogo se alastrou. Um suboficial e um primeiro-sargento morreram porque não conseguiram deixar a Praça das Máquinas, devido a surpresas do ataque tendo um sargento foi ferido, mas levado com vida para a estação polonesa onde recebeu primeiros socorros e posterior transferência para uma base chilena. Para esta foram transportados também todos os civis, encaminhados então para a cidade de Punta Arenas, na Patagônia, e por fim de volta ao Brasil, em um avião da Força Aérea Brasileira.
Após a avaliação dos danos, concluiu-se que 70% da estação fora destruída.

Presidente Lula visitou a Estação

5387 – Instituiçôes Científicas – O Instituto Butantan


É um centro de pesquisa biomédica localizado no bairro do Butantã, na cidade de São Paulo. É uma instituição pública estadual, subordinada à Secretaria de Saúde do governo paulista.
Fundado em 23 de janeiro de 1901, é responsável pela produção de mais de 80% do total de soros e vacinas consumidos no Brasil. É também um importante ponto turístico, contando com um parque e três museus (Biológico, Histórico e Microbiológico), além do Hospital Vital Brazil, uma biblioteca, um serpentário, unidades de produção de vacinas e biofármacos.
Foi fundado na área da antiga Fazenda Butantan com o objetivo de produzir soro para a peste, o grande problema do Brasil na época. O nome Butantan, segundo etimologistas, é originário do tupi e quer dizer “terra dura dura”, formando o superlativo a partir da duplicação do adjetivo. A comunidade dos funcionários mantém a tradição do nome, grafando-o com o “n” final, mesmo destoando do bairro, originado no entorno do instituto, que, seguindo decreto do governo municipal de São Paulo, é grafado com til (Butantã).
A história do Instituto Butantan confunde-se com a história da modernização do Estado de São Paulo. Seu surgimento deveu-se a uma epidemia de peste bubônica no Porto de Santos. Temerário que a doença atingisse a capital do Estado, o governo convocou o Instituto Bacteriológico para tentar resolver o problema.
A fazenda Butantan foi desapropriada pelo Presidente de São Paulo Coronel Fernando Prestes de Albuquerque que iniciou as obras do Instituto.

Uma instituição com mais de 100 anos

Seu diretor, Adolfo Lutz, mandou para essa cidade o assistente Vital Brazil Mineiro de Campanha (sic), ou, simplesmente, Vital Brazil (com ‘z’, na grafia da época). Em pouco tempo ele diagnosticou a doença e, em conjunto com o médico Osvaldo Cruz, criou um plano para controlá-la. De volta à capital, Vital Brazil foi encarregado de um serviço contra a peste no Instituto Bacteriológico. No ano seguinte esse serviço transformou-se em instituição autônoma, então denominada “Instituto Serumtherapico do Estado de São Paulo”, que, posteriormente, transformou-se no atual Instituto Butantan, que ajudou a debelar a peste.
Entretanto, devido principalmente à expansão da cafeicultura, os trabalhadores rurais (na maior parte imigrantes) viam-se frequentemente submetidos a acidentes ofídicos. As serpentes venenosas transformavam-se em um grande problema que, juntamente com a peste bubônica, atentava contra o desenvolvimento paulista.
Vital Brazil, iniciou então, as suas pesquisas sobre o ofidismo, tema então pouquíssimo conhecido. O extenso trabalho que desenvolveu pesquisando esse assunto fez com que o Butantan rapidamente se especializasse no conhecimento herpetológico, bem como na produção de soros anti-ofídicos, tornando-se uma entidade ímpar em todo o mundo. Vital Brazil, inclusive, tem a primazia na demonstração da especificidade dos soros antiofídicos.
Um soro específico para uma serpente venenosa europeia, por exemplo uma víbora (Vipera), é ineficiente para uma jararaca (Bothrops) sul-americana. Em viagens que fez, principalmente para os Estados Unidos, demonstrando a eficácia do soro antiofídico, a fama de Vital Brazil correu mundo. Durante vários anos, entretanto, o Instituto Butantan funcionou em toscas dependências, contando com um corpo de funcionários bastante exíguo. Mesmo assim, de seus laboratórios brotaram importantes pesquisas no campo da herpetologia, microbiologia e imunologia, reconhecidas internacionalmente. A partir de 1914, com a construção da nova sede e a paulatina ampliação de seu orçamento, o Butantan começou a se consolidar como a mais importante instituição de pesquisa biomédica do Estado de São Paulo, e uma das maiores do Brasil.
Incêndio
Em 15 de maio de 2010, um incêndio atingiu o Prédio das Coleções desde às 7h30 e foi controlado por volta das 19h30.
Havia indícios de que o incêndio teria destruído mais de 70 mil espécimes de serpentes, além de mais de 450 mil espécimes de artrópodes, entre escorpiões, opiliões, miriápodes e aranhas que estavam conservadas em solução de álcool 70% ou a seco. A coleção, referência para descrição de espécies e utilizada para pesquisas científicas, era a maior do Brasil e a maior coleção do mundo desses animais para uma região tropical. O material coletado em mais de 100 anos foi perdido, mas, após a perícia e análise dos cientistas, acredita-se que 5% do acervo poderá ser recuperada.

Mundo das cobras

3955 – Instituições Científicas – A FAPESP


Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo
Trata-se de uma instituição pública de fomento à pesquisa acadêmica ligada à Secretaria de Ensino Superior do governo do estado de São Paulo.
Foi fundada em 1962, cumprindo disposição da Constituição estadual de 1947, com o objetivo de incentivar e subsidiar a pesquisa no Estado, especialmente a desenvolvida nas universidades. Com autonomia garantida por lei – o que significa que os seus dirigentes, escolhidos pelo Governador em listas tríplices, têm mandato fixo -, a FAPESP concede auxílios a pesquisa e bolsas em todas as áreas do conhecimento e financia outras atividades de apoio à investigação, ao intercâmbio e à divulgação da ciência e da tecnologia em São Paulo.
Atualmente, a FAPESP recebe um percentual fixo dos impostos arrecadados no estado de São Paulo e concedeu, em 2006, mais de 580 milhões de reais em bolsas e auxílios a pesquisa, em diversas áreas, como Ciências Biológicas, Ciências da Saúde, Ciências Exatas, Engenharias, Ciências Agrárias, Ciências Sociais aplicadas, Ciências Humanas, Letras,Lingüística e Artes.
Recentemente, a FAPESP tem investido em projetos relacionados ao Genoma e à inovação industrial, o que aumentou consideravelmente a visibilidade da ciência e tecnologia brasileira no exterior.
A FAPESP funcionou como pioneira no sistema de financiamento, pelas Unidades da Federação, à pesquisa. Várias outras fundações estaduais foram criadas, em especial a partir da mobilização da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) em face das Constituintes estaduais de 1989. Embora nem todas tenham conseguido êxito, várias delas têm-se mostrado eficazes.
As bolsas se destinam a estudantes de graduação, através de bolsas de iniciação científica, e a estudantes de pós-graduação, com bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado.
As Bolsas e Auxílios são concedidos dentro de três linhas de financiamento: Linhas Regulares, Programas Especiais e Inovação Tecnológica.
As Linhas Regulares estão voltadas para o atendimento da demanda espontânea (a chamada demanda de balcão) dos pesquisadores ligados às universidades e institutos de pesquisa sediados no Estado de São Paulo. Constituem, portanto, um sólido suporte das propostas de pesquisa livremente pensadas e formuladas pela comunidade científica e tecnológica paulista.
Os Programas Especiais voltam-se para a superação de carências existentes (ou até mesmo antevistas) no Sistema de Ciência e Tecnologia do Estado. Já a linha de Inovação Tecnológica compreende diversos programas cujas pesquisas têm grande potencial de desenvolvimento de novas tecnologias e de aplicação prática em diversas áreas do conhecimento. Os programas dessas duas linhas, financiados sobretudo com receitas patrimoniais da instituição, são os pilares da ação indutora, orientadora, do desenvolvimento científico e tecnológico que também cabe à FAPESP desempenhar, em afinação com a política de Ciência e Tecnologia do governo estadual.
Candidatos a apoio da FAPESP, dentro das Linhas Regulares ou nos Programas Especiais, dispõem de formulários apropriados a cada caso para encaminhar suas propostas. Há também alguns procedimentos a serem observados pelo solicitante de apoio da Fundação.
Pesquisas da FAPESP
Agência FAPESP – Os mais de 440 pesquisadores, docentes e estudantes que participaram da 1ª São Paulo Advanced School on Redox Processes in Biomedicine, entre os dias 13 e 21 de agosto, puderam debater e conhecer estudos que, em breve, irão expandir as fronteiras do conhecimento na área de processos celulares redox em biomedicina.
Os processos celulares redox envolvem a formação de radicais livres e outras espécies reativas de oxigênio, cujo papel é fundamental para a sinalização celular.
Os mecanismos dependentes de processos redox estão envolvidos em vários aspectos da fisiologia normal das células e da fisiopatologia de inúmeras doenças. O avanço do conhecimento na área poderá levar a alvos para o teste de terapias convencionais, gênicas e celulares.
O evento, realizado em São Pedro (SP), no âmbito da Escola São Paulo de Ciência Avançada (ESPCA) – modalidade de apoio da FAPESP – foi organizado pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Processos Redox em Biomedicina e incorporou sua programação ao 7º Congresso do Grupo Sul-Americano da Sociedade de Radicais Livres, Biologia e Medicina (SFRBM, na sigla em inglês).