13.341 – Astrobiologia – Por que a vida em Marte pode ser impossível?


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A probabilidade de que os astrônomos encontrem vida em Marte pode ter caído consideravelmente com a descoberta de que o planeta é coberto de tóxicos capazes de destruir qualquer organismo vivo. Segundo estudo publicado no periódico Scientific Reports, nesta quinta-feira, a combinação entre as substâncias químicas do solo marciano e a forte radiação ultravioleta que bombardeia a atmosfera seria fatal para microrganismos como as bactérias – ou seja, qualquer vida surgida no passado seria eliminada pelas condições atuais de Marte.
A descoberta, de acordo com os cientistas, deve ser considerada por futuras missões para a busca de vida no planeta, pois apenas organismos enterrados dois ou três metros sob a superfície estariam a salvo da radiação.
O estudo, feito por uma dupla de astrobiólogos da Universidade de Edinburgo, na Escócia, foi baseado na descoberta de percloratos, substâncias com alto conteúdo oxidantes, em solo marciano. Missões como a Viking, da Nasa, que pesquisou o planeta nos anos 1970, já havia encontrado indícios da substância, que teve a existência confirmada pela sonda Phoenix, em 2008, e pelas missões Curiosity e Mars Reconnaissance Orbiter (MRO). Até agora os cientistas acreditavam que, apesar de o químico ser altamente tóxico para microrganismos, eventuais bactérias marcianas poderiam ter encontrado uma maneira de utilizá-lo como fonte de energia.
Para verificar essa possibilidade, Jennifer Wadsworth e Charles Cockell resolveram simular o ambiente marciano em laboratório e submeter a ele bactérias Bacillus subtilis, que são encontradas no solo terrestre e costumam contaminar sondas espaciais. Inicialmente, as bactérias foram expostas a perclorato de magnésio e bombardeadas com radiação ultravioleta em níveis semelhantes aos de Marte. Os pesquisadores perceberam que, com a presença do químico, os microrganismos morriam duas vezes mais rapidamente.
Em uma segunda leva de testes, peróxidos e óxidos de ferro, que também são encontrados no solo marciano, foram adicionados à combinação. Com as novas substâncias, as bactérias desapareciam onze vezes mais rapidamente do que no ambiente compostos apenas de percloratos e radiação.
“Apesar de suspeitarmos dos efeitos tóxicos de oxidantes na superfície marciana há algum tempo, nossas observações mostram que o solo atual de Marte é altamente deletério para as células, resultado de um coquetel tóxico de oxidantes, óxidos de ferro, percloratos e radiação UV”, afirmam os pesquisadores no estudo.

Há vida em Marte?
O novo estudo, porém, não elimina a possibilidade de vida em Marte, segundo os cientistas. Isso porque ela pode ser encontrada no subsolo – onde estaria protegida das fortes radiações – ou mesmo se aproveitar das baixas temperaturas para se proteger. Quando Wadsworth e Cockell ajustaram a temperatura do experimento de 25°C para 4°C, a morte das bactérias foi sensivelmente reduzida, o que sugere que, em temperaturas amenas, talvez os microrganismos estariam a salvo. Em Marte, a média de temperatura fica em torno de -55°C. Além disso, as concentrações de perclorato não são uniformes na superfície marciana, o que poderia promover a existência de algumas áreas menos nocivas aos microrganismos.
Uma das possibilidades, de acordo com os astrobiólogos, seria encontrar vida no subsolo de Marte. Para confirmar essa hipótese, no entanto, as missões futuras ao planeta deveriam prever perfurações de até três metros na superfície.

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13.272 – Astrobiologia – Cometa explorado pela sonda Rosetta contém ingredientes da vida


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No dia 27 de maio de 2016 foi confirmado pelo espectômetro de massa da sonda Rosetta, a presença de substâncias relacionadas à origem da vida na cauda do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko: o aminoácido glicina, o elemento fósforo, além de metilamina, etilamina, sulfeto de hidrogênio e cianeto de hidrogênio.
Tratam-se de ingredientes considerados cruciais para a origem da vida na Terra que foram encontrados pela espaçonave da Agência Espacial Europeia que tem explorado o cometa por quase dois anos – entre 2014 e 2015, por meio de módulo Philae, dotado de instrumentos científicos.
Eles incluem o aminoácido glicina, que é comumente encontrado em proteínas, e fósforo, um componente-chave do DNA e membranas celulares.
Os cientistas há muito debatem a possibilidade de que a água e as moléculas orgânicas foram trazidas pelos asteróides e cometas quando a Terra era jovem e depois esfriou após sua formação, fornecendo alguns dos principais blocos de construção para o surgimento da vida.
Enquanto alguns cometas e asteroides já são conhecidos por ter água em sua composição, assim como os oceanos da Terra, a sonda Rosetta encontrou uma diferença significativa no seu cometa – alimentando o debate sobre seu papel na origem da água da Terra.
Contudo, os novos resultados revelam que os cometas têm o potencial de ingredientes importantes para o surgimento da vida como a conhecemos.

13.256 – Bioastronomia – Sistema Solar reside num pequeno oásis galáctico para a vida


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Segundo um estudo recente, o Sistema Solar está localizado no lugar certo da Via Láctea para permitir a existência de vida — um “oásis” relativamente pequeno em meio a uma galáxia largamente inóspita.
O trabalho, aceito para publicação no periódico “Astrophysical Journal”, foi liderado por Jacques Lépine, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, e envolveu a combinação entre dados precisos de posições de estrelas jovens e cálculos detalhados de suas órbitas ao redor do centro galáctico.
A Via Láctea é uma galáxia espiral de porte respeitável, com cerca de 100 mil anos-luz de diâmetro e pelo menos 100 bilhões de estrelas, das quais o Sol é apenas uma. Todas elas estão em órbitas ao redor do núcleo da galáxia, onde reside um enorme buraco negro. Mas nosso astro-rei está bem afastado do centro, localizado a 26 mil anos-luz de lá — mais ou menos a metade do caminho até a periferia galáctica.
Há algumas décadas, ao analisarem as diferenças circunstanciais entre as regiões mais centrais da galáxias (com alta densidade de estrelas) e as partes mais afastadas (em geral povoadas por estrelas com baixo conteúdo de elementos mais pesados, como carbono, oxigênio e ferro), os astrônomos começaram a trabalhar o conceito de “zona habitável galáctica” — uma faixa ao redor da Via Láctea onde a potencial presença de vida seria mais favorecida.
O raciocínio básico é que, nas regiões mais internas, devido à grande concentração de estrelas, não só os sistemas planetários estão mais sujeitos a desestabilização por encontrões entre estrelas vizinhas como também existe maior risco de esterilização por explosões de supernovas próximas.
Em compensação, nas regiões mais externas, o problema é a falta de elementos químicos pesados, que são essenciais à formação de planetas habitáveis e, em última análise, de seus potenciais habitantes.
Restaria portanto apenas um anel a uma distância média do centro galáctico que teria as condições certas para a vida. O Sol, naturalmente, estaria nessa faixa.
Em tempos recentes, inclusive, houve pesquisadores defendendo a hipótese de que se podia estabelecer uma correlação entre as extinções em massa que aconteceram em nosso mundo com as potenciais travessias pelos braços galácticos, embora essa conexão nunca tenha sido estabelecida de forma clara. E agora sabemos o porquê.
O estudo dos pesquisadores da USP mostra que, na verdade, o Sol nunca cruza os braços espirais da Via Láctea. Nunca.
De acordo com os cálculos, nossa estrela está presa num padrão de ressonância que faz com que o período de sua órbita — cerca de 200 milhões de anos — seja o mesmo dos braços espirais. Ou seja, se o Sol avança em seu percurso galáctico no mesmo ritmo que o braço de Sagitário, que vem antes dele, e que o braço de Perseu, que vem depois, eles jamais se encontram.
A descoberta também ajuda a explicar a existência de um braço anômalo na nossa região da Via Láctea, chamado de “Braço Local”, que consiste em essência numa estranha fileira de estrelas. Essas são justamente as estrelas que, a exemplo do Sol, ficaram presas nesse padrão de ressonância e também nunca têm um encontro potencialmente desagradável com os braços galácticos.
Se a travessia dos braços realmente oferece perigo para a vida — algo que não sabemos com certeza –, o trabalho deve levar a uma importante revisão do conceito de “zona habitável galáctica”, restringindo-a somente a essas áreas onde as estrelas são capturadas nesse padrão particular de ressonância. De acordo com os pesquisdores, existe um desses “oásis” entre cada um dos quatro braços espirais da Via Láctea — são quatro, portanto.
Confira a seguir uma pequena entrevista que o Mensageiro Sideral fez com Jacques Lépine, o autor principal do estudo.

13.081 – Descoberta de Vida Extraterrestre pode estar próxima


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Em 1975, o famoso astrofísico Carl Sagan sugeriu que poderia existir vida nas camadas superiores da atmosfera de Júpiter.
Esses organismos se alimentariam diretamente da luz solar e seriam capazes de se locomover pela atmosfera controlando a pressão dos seus corpos. Sua teoria nunca pôde ser comprovada, mas ele trouxe um novo rumo no que diz respeito à procura por vida extraterrestre.
Anos depois, Jill Tarter, pesquisador do projeto SETI, identificou um novo tipo de astro: as anãs marrons frias. Esses corpos celestes possuem a maior parte dos elementos necessários para a vida: carbono, hidrogênio, nitrogênio e oxigênio. Os cientistas acreditam que diferentes tipos de criaturas poderão habitar suas atmosferas, que têm temperaturas parecidas com as da Terra.
Até o momento, foram encontradas apenas algumas dezenas de anãs marrons frias, mas os especialistas acreditam que poderão existir pelo menos dez em um raio de 30 anos luz da Terra. Se confirmada essa teoria, será possível iniciar a busca por vida terrestre nas proximidades do nosso planeta.
Em 2018, o novo Telescópio Espacial James Webb será colocado em órbita. Suas capacidades técnicas, consideravelmente superiores ao seu antecessor Hubble, tornarão possível a identificação desses astros vizinhos.

12.853 – Sinais de vida: NASA detecta vapor de água em lua de Júpiter


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A NASA, confirmou recentemente que o telescópio Hubble detectou o que parecem ser colunas de vapor d’água irrompendo de Europa, uma das luas do planeta Júpiter.
Geoff Yoder, diretor interino da agência espacial norte-americana, explicou a importância da descoberta: “O oceano de Europa é considerado um dos locais mais promissores do Sistema Solar, onde há grande potencial de existir vida”.
A superfície de Europa é coberta por um oceano maior que todos os oceanos da Terra juntos e está revestida de uma espessa camada de gelo.
Se confirmada a descoberta, os pesquisadores poderão coletar amostras de água e tentar definir o grau de habitabilidade do satélite.
Dadas as limitações tecnológicas, é difícil determinar com exatidão se as imagens registradas pelo Hubble correspondem realmente a uma coluna de vapor d’água emergindo da superfície do satélite – na imagem acima, na parte inferior, à esquerda. No entanto, diante de uma hipótese tão promissora, a NASA planeja enviar uma sonda não tripulada para analisar o território na próxima década.
Em 2018, o James Webb Space Telescope estará pronto para funcionamento. Trata-se de um telescópio de altíssima resolução, projetado especialmente para observar com maior precisão a lua de Júpiter.

12.771 – Cientistas acreditam que Vênus foi habitado no passado


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Cientistas do Planetary Science Institute (PSI), no Arizona, EUA, fizeram uma simulação da evolução de Vênus, com resultados surpreendentes.
Segundo suas conclusões, o planeta teria sido habitado há milhões de anos.
Atualmente, Vênus possui uma atmosfera composta por nuvens tóxicas incandescentes e sua temperatura média é de 463°C, o que faz do planeta um ambiente extremamente hostil para o desenvolvimento de vida.
Mas nem sempre foi assim. Os pesquisadores acreditam que, devido à alta quantidade de átomos de deutério na sua superfície, há uma probabilidade grande de que tenha havido muita água no planeta. Por isso, concluem que teriam existido nele as condições necessárias para o surgimento e evolução de vida inteligente.
Os especialistas tentam determinar agora quais são os fatores responsáveis por um planeta com as características similares às da Terra ter se transformado no que Vênus é hoje. Eles acreditam que, há aproximadamente 715 milhões de anos, seus oceanos se evaporaram e suas paisagens foram transformadas radicalmente com a erupção de toneladas de massa vulcânica.

12.681 – Cientistas encontram organismos “extraterrestes” nos EUA


Pesquisadores localizaram uma espécie de parasita que se adapta a condições extremas de existência.
Cientistas do Laboratório Nacional Oak Ridge descobriram, no Parque Nacional de Yellowstone, nos EUA, micro-organismos que podem ter origem em outro planeta. Os seres não medem mais que 100-300 nanômetros e pertencem ao grupo das nanoarcheotas Nanopusillus acidilobi.
O que chamou a atenção nessa espécie é que ela retira do hospedeiro moléculas de diferentes substâncias biológicas e as usa para seu próprio metabolismo. Dessa forma, o micro-organismo consegue se adaptar a condições extremas. Essa capacidade é rara em seres na Terra. Por isso, a suspeita de que sejam organismos extraterrestres.
A equipe de pesquisa, liderada por Mircea Podar, continua realizando experimentos para tentar revelar como funciona a relação entre esse incrível parasita e seus hospedeiros.

12.540 – Bioastronomia – Cientistas detectam em cometa matérias-primas para a vida


cometas vida
Cientistas conseguiram detectar em um cometa a presença de dois ingredientes fundamentais para a vida: a glicina – um aminoácido – e o fósforo, segundo um novo estudo.
O achado foi realizado no 67P/Churyumov-Gerasimenko. O cometa foi descoberto no fim dos anos 1960 por cientistas ucranianos e, em 2014, um módulo que se desprendeu da sonda Rosetta pousou em sua superfície, num feito inédito.
Ainda que tenha sido detectada a presença de mais de 140 moléculas orgânicas diferentes no espaço, é a primeira vez estes que são encontrados estes elementos, essenciais para o desenvolvimento do DNA e das membranas celulares.
Traços de glicina, necessários para formar proteínas, já haviam sido encontrados nos restos da cauda do cometa Wild 2, que a Nasa conseguiu obter em 2004.
Mas, naquele momento, os cientistas não puderam descartar por completo a possibilidade de as amostras terem sido contaminadas de alguma maneira durante a análise feita na Terra.
O achado agora permite confirmar a existência de glicina e fósforo nos cometas.
Já a origem do fósforo detectado na fina atmosfera do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko não foi determinada com exatidão, acrescentou a investigação.

12.521- Estudo da NASA indica que lua de Júpiter pode abrigar vida


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Um novo estudo da NASA sobre Europa, uma das luas de Júpiter, levou a uma descoberta surpreendente.
De acordo com os cientistas da agência espacial norte-americana, o satélite pode ter as condições químicas ideais para abrigar vida. O estudo se baseia na teoria de que existe um oceano de água salgada abaixo de sua superfície.
Segundo a pesquisa, o equilíbrio na produção de hidrogênio e oxigênio na pequena lua é comparável ao da Terra, o que significa que a base para a criação da vida pode estar presente. Durante o estudo, a equipe descobriu que a produção de oxigênio em Europa é 10 vezes maior que a de hidrogênio, proporção similar à de nosso planeta.
O pesquisador da NASA Kevin Hand comparou a interação entre a superfície da lua e seu mar abaixo do gelo com uma bateria gigante que poderia gerar vida no oceano. “Os oxidantes do gelo são como o polo positivo da bateria, e os elementos químicos do fundo do mar, chamados de redundantes, são como o polo negativo”, explica. “Descobrir se o processo biológico completa o circuito é uma das motivações para explorarmos Europa”, completa.
A NASA atualmente planeja uma missão à Europa. O objetivo é enviar uma sonda que passará próxima à superfície do satélite para obter imagens em alta resolução. A missão está em seu estágio inicial, mas deve ser colocada em prática na década de 2020. Durante anos a sonda deve coletar uma grande quantidade de dados para determinar se a lua de Júpiter pode mesmo abrigar vida.

12.224 – Fungos e líquenes sobreviveram 18 meses no exterior da EEI, o que significa que devem sobreviver em Marte também


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Recentemente, um experimento analisou como fungos e líquenes se sairiam em Marte, replicando o ambiente do Planeta Vermelho no exterior da Estação Espacial Internacional (EEI).
Boa surpresa
Cientistas europeus recolheram fungos da Antártida e líquenes da Sierra de Gredos (Espanha) e dos Alpes (Áustria), e os enviaram para a EEI para enfrentar condições semelhantes a Marte.
Após 18 meses, a equipe analisou as amostras e descobriu que mais de 60% das células estavam intactas e com DNA estável.
“O resultado mais relevante foi que mais de 60% das células das comunidades endolíticas estudadas permaneceram intactas depois da ‘exposição a Marte’, ou seja, a estabilidade do seu DNA celular ainda estava alta”, disse uma das pesquisadoras do projeto, Rosa de la Torre Noetzel, do Instituto Nacional de Tecnologia Aeroespacial da Espanha.
Isso parece indicar que o duro ambiente marciano não é um obstáculo intransponível para a vida, e que essas espécies extremófilas podem sobreviver por lá.

Teste importante
Os fungos da Antártida foram coletados nos Vales Secos de McMurdo, a região considerada mais parecida com Marte na Terra, devido à sua secura e temperaturas abaixo de zero.
Juntamente com as espécies de líquenes europeus, os fungos foram colocados em uma plataforma chamada de EXPOR-E, que foi fixada no exterior da EEI.
Nesta plataforma, os microrganismos experimentaram uma atmosfera semelhante à de Marte, feita quase inteiramente de dióxido de carbono, e uma pressão baixa. Além disso, foram submetidos à mesma radiação ultravioleta que há no planeta.
“Os resultados ajudam a avaliar a capacidade de sobrevivência e estabilidade a longo prazo de microrganismos e bioindicadores na superfície de Marte, informação que se torna fundamental e relevante para futuros experimentos centrados em torno da busca por vida no Planeta Vermelho”.

12.223 – Astrobiologia – Astronautas da Estação Espacial encontram vida no vácuo


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Traços de plâncton e outros micro-organismos foram encontrados vivendo no exterior da Estação Espacial Internacional, de acordo com autoridades espaciais russas.
A questão é: como eles foram parar lá? Ou, melhor, como eles sobreviveram ao passeio?
egundo os especialistas, o plâncton não foi dar uma voltinha no espaço no lançamento da nave, pois simplesmente não existem plânctons de onde os módulos russos da estação foram lançados – a teoria mais forte até agora é que eles tenham sido soprados por correntes de ar na Terra. Incrivelmente, os minúsculos organismos foram capazes de sobreviver no vácuo do espaço, apesar das baixas temperaturas, da falta de oxigênio e da radiação cósmica.
A descoberta foi feita durante uma caminhada espacial de rotina pelos cosmonautas russos Olek Artemyez e Alexander Skvortsov, que estavam lançando nanosatélites no espaço. Após os lançamentos, eles usaram lenços para polir a superfície das janelas – também conhecidas como iluminadores – no segmento russo da estação quando decidiram analisar a sujeira que estava lá. Surpreendentemente, encontraram a presença de plâncton e outros micro-organismos usando equipamentos de alta precisão. “Os resultados são absolutamente únicos”, afirma o chefe da missão orbital russa, Vladimir Solovyev.
“Vamos encontrar vida no espaço neste século”, afirma pesquisador
“Nós encontramos vestígios de plâncton marinho e partículas microscópicas na superfície do iluminador. Isso deve ser estudado”, sugere. O plâncton não é natural de Baikonur, no Cazaquistão, de onde os módulos russos da estação decolaram.
Solovyev não está absolutamente certo como essas partículas microscópicas podem ter aparecido na superfície da estação espacial. Ele acha que eles podem ter sido “elevados” até a estação, a uma altitude de 420 quilômetros. “Plâncton nestes estágios de desenvolvimento podem ser encontrados na superfície dos oceanos. Isso não é típico de Baikonur. Isso significa que existem algumas correntes de ar que chegam à estação e se instalam em sua superfície”, sugere. A Nasa ainda não comentou se resultados semelhantes foram encontrados no passado.

12.165 -Nasa apresenta fotos da 1ª flor nascida na Estação Espacial Internacional


A Nasa (agência espacial americana) apresentou as fotos da primeira flor que cresceu na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) como parte de um experimento de dois anos para cultivar plantas no espaço.
Apesar dos astronautas já terem conseguido plantar alfaces e outros vegetais em sua horta espacial, esta é a primeira vez que as flores, do gênero das zinias, se abrem fora da gravidade da Terra.
O astronauta americano Scott Kelly celebrou o feito no Twitter com uma mensagem na qual comemorava “a estreia da primeira flor nascida no espaço”.
As plantas também começaram a sofrer quando um fungo apareceu nelas, resultado da alta umidade na ISS.
No entanto, Kelly conseguiu devolver o brio às zinias, que agora são consideradas as primeiras flores que completaram o ciclo de crescimento no espaço até seu florescimento.
Desde meados de 2014, a ISS administra um pequeno “centro de vegetais” para permitir o cultivo em pequena escala de plantas para experimentos.
Este projeto tem como objetivo obter informação sobre a resposta das plantas em microgravidade e para futuras missões a Marte, que deverão saber como racionar água ao máximo e os possíveis problemas que podem surgir dentro dos módulos espaciais.
Em 2012, o astronauta Don Pettit conseguiu fazer crescer plantas de abobrinha, girassol e brócolis em rudimentares bolsas de plástico, em um experimento pessoal que assentou as bases deste novo jardim espacial.

12.053 – Por que o urso d’água é o único animal da Terra capaz de viver no espaço?


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Os ursos-d’água, ou tardigrados, são os únicos organismos multicelulares do planeta Terra que seriam capazes de viver e se reproduzir no espaço, em condições de ausência de gravidade e de alimento e de água. Mas como eles desenvolveram essa incrível capacidade?

Segundo uma pesquisa realizada por um grupo de cientistas da Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill, nos EUA, a razão dessa capacidade está no fato de que 18% do seu DNA foram adquiridos de outros organismos.

O artigo, publicado pela revista Proceedings of the National Academy of Sciences, explica que o estudo e a análise do genoma desses pequenos invertebrados permitiram observar que mais de 6.500 regiões do DNA de 38.000 genes foram adquiridos de outros organismos, como arqueias, bactérias, plantas e fungos.

Graças a essa característica, os ursos-d’água conseguem suportar formas extremas de desidratação, quando seu corpo se seca e o DNA se desfaz. Depois, proteínas especiais reorganizam seu corpo, momento em que são introduzidos em suas células fragmentos de DNA externos. E é precisamente devido a esses genes emprestados que os ursos-d’água adquiriram a capacidade de regenerar seu DNA, possuindo resistência a condições extremas.

 

11.922- Astronomia – Cometa Lovejoy libera álcool etílico e açúcar


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Cometa de longo período C/2014 Q2, ou Lovejoy, como é conhecido, libera álcool etílico e açúcar, afirmam cientistas em estudo divulgado na última sexta-feira (23) na publicação científicaScience Advances.
“Nós descobrimos que o cometa estava soltando uma quantidade de álcool relativa a de 500 garrafas de vinho por segundo durante sua atividade de pico”, disse Nicolas Biver, condutor da pesquisa e cientista do Observatório de Paris, na França. Entre as substâncias liberadas pelo cometa, foi encontrado um açúcar simples chamado gliceraldeído e outras 19 moléculas orgânicas.
Essas informações fazem com que os cientistas cheguem mais perto de confirmar a teoria de que os cometas fizeram parte dos ingredientes necessários para a origem de vida na Terra.
O Lovejoy foi descoberto em agosto de 2014 e fez sua passagem mais próxima do Sol no dia 30 de janeiro de 2015. O calor intenso causado por esse encontro fez com que o cometa liberasse várias nuvens de gás nos arredores, enquanto soltava cerca de 18 toneladas de moléculas de água por segundo.
Nicolas Biver e sua equipe conseguiram descobriram a composição desse gás usando observações feitas pelo rádiotelescópio do Observatório Pico Veleta, na Espanha. Os cientistas perceberam que a forma como a luz solar interagia com as moléculas na atmosfera do cometa fez com que elas brilhem em frequências específicas. A partir dessas informações foi possível identificar as moléculas.
Os cometas são ótimas fontes para descobrir quais foram os materiais que serviram de base durante o surgimento da Terra. Estima-se que quando as nuvens de gás são produzidas por estrelas que explodem, ou supernovas, elas se misturam com ventos de gigantes vermelhas, comprimindo a si mesmas em uma nuvem concentrada de material estelar que desmorona abaixo de sua própria gravidade para formar novas estrelas e planetas.
Esses gases formadores coletam grãos de poeiras, nos quais dióxido de carbono, vapor de água, e outros gases se acumulam e congelam, antes que a radiação os converta em diferentes tipo de moléculas orgânicas. Os grãos se tornam então parte do interior de cometas e asteroides.
Existem diversas hipóteses de que vários cometas carregados com moléculas orgânicas impactaram a Terra logo após ela ter nascido, se espalhando pela superfície. As últimas observações do cometa Lovejoy dão um novo peso a essa ideia. “O resultado definitivamente reforça a ideia de que cometas carregam consigo uma química bem complexa”, disse Stefanie Millam, do Centro de Voo Espacial Goddard, da NASA, nos Estados Unidos.
O próximo passo para os cientistas será descobrir se o álcool, o açúcar e as outras moléculas orgânicas encontradas no cometa Lovejoy surgiram pela nuvem primordial formada pelo Sistema Solar, ou se elas foram colhidas de outras fontes.

10.885 – Bioastronomia – O Ranking dos Planetas Habitáveis


17 Bilhões de planetas do tamanho da Terra
17 Bilhões de planetas do tamanho da Terra

Olhando um pouco além do nosso próprio Sistema Solar, o quão habitáveis são exoplanetas em galáxias distantes? Agora, será possível saber, graças a um novo índice de habitabilidade, que não só analisa a capacidade de habitação em potencial de planetas que orbitam outras estrelas, como também pode classificá-las em escala planetária, ajudando-nos a saber quais mundos devem ser investigados em primeiro lugar na busca de vida fora da Terra.
“Basicamente, nós desenvolvemos uma forma de levar em conta todos os dados observacionais que estão disponíveis e desenvolver um esquema de priorização”, disse Rory Barnes, um professor de astronomia na Universidade de Washington, nos EUA, do Virtual Planetary Laboratory.
A análise convencional da zona habitável de uma estrela analisa se planetas orbitam dentro de uma região do espaço com a pressão atmosférica suficiente para possuir água líquida em sua superfície. Assim, portanto, poderia, potencialmente, suportar a vida. O novo sistema, no entanto, permite aos pesquisadores aprofundar outros fatores de habitabilidade para tais mundos. “Este passo inovador nos permite ir além do conceito de zona habitável bidimensional para gerar uma estrutura flexível, priorizando e incluindo várias características observáveis ​​e fatores que afetam a habitabilidade do planeta”, disse a coautora, Victoria Meadows.
O índice analisa estimativas de terreno e considera sua capacidade de equilibrar a quantidade de energia do planeta, que é refletida de sua superfície contra a circularidade de sua órbita e a recebida pelo circuito orbital. Segundo os pesquisadores, essas duas transferências de energia neutralizam uma a outra, mas o equilíbrio certo entre elas cria um equilíbrio energético favorável à vida que contribui para condições de habitabilidade.
Os planetas mais habitáveis e, portanto, os melhores candidatos para que os cientistas se concentrem em pesquisas futuras, são aqueles que possuem de 60 a 90% da radiação solar que a Terra recebe do Sol, também analisados pelo novo sistema, que foi divulgado no Astrophysical Journal.

10.881 – Astrobiologia – NASA prestes a anunciar vida em Marte


astrobiologia
A NASA, Agência Espacial Norte-Americana, pode estar prestes a anunciar que a neblina de metano que cobre o planeta Marte é proveniente de vida microscópica sob o solo do planeta.
O anúncio pode ser feito em uma entrevista coletiva na capital Washington, na sede do órgão.
Pesquisadores do mundo todo ficaram empolgados com a ideia de se descobrir vida em Marte após os indícios de água e gelo no planeta. Mesmo sabendo que o metano produzido na Terra vem dos vulcões, os cientistas continuam esperançosos, pois, ao contrário daqui, nenhum vulcão ativo já foi encontrado em Marte.
Para aumentar as expectativas, as maiores quantidades de metano foram encontradas nas mesmas regiões em que há grande quantidade de vapor de água. A presença de água é absolutamente necessária para a existência de vida.
O especialista espacial britânico Nick Pope falou com alguns jornais e demonstrou entusiasmo. “Nós apenas procuramos na superfície até agora. É certo de que há vida lá fora e de que não estamos a sós”, afirmou.

10.838 – Então Isso que é ET? Fotografado organismo vivo alienígena


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Um estudo realizado recentemente por meio de imãs superpoderosos descobriu uma partícula completamente viva flutuando entre os pedaços minúsculos de detrito espacial, coletados na estratosfera terrestre.
Milton Wainwright, do Centro de Astrobiologia da Universidade de Buckingham, na Inglaterra, explicou que a imagem obtida mostra um cristal de sal, no qual é possível observar a estranha criatura, cuja forma se assemelha à de um touro, especialmente por causa de espécies de chifres que emergem da superfície. Tanto o estudo quanto suas conclusões alimentam uma teoria de base, a panspermia, que propõe que a origem da vida terrestre é alienígena.
“A imagem ilustra o que acreditamos serem micróbios alienígenas no alto da estratosfera”, afirmou Wainwright. “Nossa equipe causou um grande rebuliço nos últimos dois anos, ao afirmar que esses micróbios chegam continuamente à Terra do espaço”.
A estrutura descoberta é uma entidade amorfa, unida a um grão de sal, e pôde ser notada através da intervenção de elementos raros, como o disprósio, o neodímio, o nióbio e o lutécio, de modo que é possível afirmar que a partícula não tem relação com nenhuma forma de vida existente em nosso planeta.
“Essas massas das partículas são muito grandes para terem sido geradas na Terra e, assim como as formas de vida extraterrestres que encontramos, devem ter entrado na Terra pelo espaço”, concluiu o especialista.
Quer saber mais sobre a relação da origem na vida da terra com alienígenas?
Segundo relatos, os alienígenas cinza lidam com a pessoas abduzidas, porém sob a supervisão de um ser parecido com um louva-deus.

11.753 – Biologia – Compostos orgânicos que criaram vida na Terra podem ter se formado ao redor do sol


compostos
Os planetas do sistema solar, de acordo com as teorias mais aceitas, teriam se formado por volta de 4,5 bilhões de anos atrás. A formação aconteceu a partir do choque entre pequenas partículas, que pouco a pouco foram se juntando e formando rochas, até que se tornaram massivas o bastante para ter gravidade e “nascerem” como planetas. Mas como se criaram as moléculas orgânicas que proporcionam a vida?
Um estudo recente, conduzido por dois geofísicos da NASA, sugere que a matéria necessária para que haja vida foi resultante de dois compostos: inicialmente, as substâncias resultantes de um disco de poeira que orbitava o sol. A estes grãos de poeira, dentro do próprio disco, teria sido adicionada radiação ultravioleta, o que deu origem às primeiras moléculas orgânicas.
Dessa maneira, foram criados “blocos criadores de vida”, ou seja, compostos fixos de matéria orgânica em órbita. De alguma maneira (que ainda é tema de debate entre os cientistas), tais “blocos” teriam chegado à Terra ainda em estágio primitivo de formação geológica, e a vida teria se iniciado em nosso planeta a partir deste instante.
As explicações dos geofísicos da NASA foram elaboradas a partir de um modelo computadorizado para explicar a teoria. A base desta união de compostos solares, segundo eles, seriam átomos de oxigênio e nitrogênio, que gradativamente foram se recombinando e dando origem a materiais mais complexos.
Mais do que explicar o que teria acontecido em nosso sistema solar, os pesquisadores defendem que este mesmo procedimento pode ter acontecido em estrelas semelhantes ao sol, o que dá margem a ideia de que pode haver vida em outras regiões do espaço, ao redor de qualquer estrela.

11.752 – Os “golpes de sorte” que permitiram o surgimento da vida na Terra


terra e lua
Confira uma compilação de “acasos” que se juntaram para permitir a prosperidade dos seres vivos da nossa Terra:
Distância exata para o sol
A distância que separa a Terra do sol é de aproximadamente 150 milhões de km (uma Unidade Astronômica – UA). Se estivéssemos alguns milhões de quilômetros mais próximos, seria quente demais. Um pouco mais distantes, seria frio demais. A razão para haver esta zona habitável é simples: a temperatura é ideal para haver água em estado líquido.
Influência da lua
Você já parou para pensar que as primeiras formas de vida da Terra, que surgiram no mar, jamais teriam como alcançar o solo seco se o oceano fosse apenas um grande lago de água parada? E não é mais novidade que a lua é responsável por controlar as marés. Sem um empurrãozinho das ondas, é possível que a vida em nosso planeta ficasse restrita aos mares.
Rotação
Se a rotação de nosso planeta não fosse regular, um dos lados estaria exposto aos raios solares permanentemente, enquanto o lado oposto jamais receberia esta benção. Obviamente, a vida seria inviável em qualquer uma das condições, com calor ou frio extremos. Dessa maneira, mesmo que você não goste de acordar de madrugada antes do sol nascer, ou que escureça à tardinha, é graças a isso que estamos aqui.
Gravidade constante
Grande parte dos conceitos físicos que permeiam a vida, de maneira geral, é possível apenas graças à famosa força de atração que Newton enunciou. A forma e o peso dos objetos só podem ser definidos devido a isso. Atividades básicas da vida, tais como movimentar objetos e os próprios corpos, seriam muito mais complicadas sem a gravidade.
Campo magnético
Uma força invisível, mas facilmente comprovável, nos protege de sermos atingidos por partículas que o vento solar carrega até a Terra. Tal campo funciona, segundo as teorias mais aceitas, exatamente como um escudo. Tal escudo é formado a partir de uma linha circular, como um bolsão, traçada entre os polos magnéticos sul e norte da Terra. Sem esta proteção, estaríamos fritos. Literalmente.
Zonas temperadas
Compare o número de espécies animais das quais você já ouviu falar nas extremidades da Terra: provavelmente, não irá muito além de pinguins no polo sul, ursos no norte, além de alguns peixes exóticos que conseguiram se adaptar a condições tão adversas. Agora pense na tropical floresta amazônica: incontáveis variedades de bichos, desde pequenos insetos até grandes mamíferos. O fato de haver áreas atingidas pelo sol em quantidades equilibradas é considerado essencial para a manutenção da vida.
Água, água por todos os lados
Não é à toa que qualquer avanço na observação de possíveis fontes de água em marte ou na lua é sempre comemorado e incita novas investigações: a existência de água em estado líquido é um dos indicativos mais claros de condições para haver vida em um planeta. A Terra, com 70% de sua superfície coberta de oceanos, é privilegiada por essa razão.
Nível do mar estável
Ainda falando de oceanos: é realmente muita sorte que o nível geral do mar, sob condições normais, se mantenha estável. O fato de as águas não invadirem o continente com periodicidade e constância indefinidas facilita o estabelecimento de seres vivos em ambos os ambientes. É uma pena, no entanto, que esta situação esteja mudando para pior com o aquecimento global e o derretimento das calotas.
Plantas verdes
Uma interessante teoria afirma que a cobertura vegetal da Terra em seus primeiros milhões de anos pode ter sido roxa, e não verde. Apenas quando foi concluído o “esverdeamento” de nossos vegetais é que a vida animal teve condições de surgir. A razão para isso é muito simples: plantas verdes são sinais da existência de clorofila, que por sua vez é um indicativo de fotossíntese, que produz oxigênio para nós. Na época do planeta roxo, os vegetais usavam alguma outra molécula para seus processos biológicos.
Eletricidade
Há quase 60 anos, dois cientistas americanos simularam a origem da vida na Terra em laboratório, com o experimento batizado de Miller-Urey em homenagem a eles próprios. Os pesquisadores utilizaram, em estado primitivo, os gases e outros componentes químicos que estariam originalmente envolvidos no surgimento do primeiro ser vivo. A partir disso, foram-se criando os mais básicos aminoácidos, que dariam o pontapé inicial da vida na Terra. Como essas reações se ativaram? Segundo tal experimento, foi graças a descargas elétricas. Exatamente iguais às que hoje observamos pela janela em noites de trovoada.
Movimentos geológicos
A existência de placas tectônicas é um ponto crucial, segundo as teorias mais aceitas, para que a vida no planeta pudesse se desenvolver. A constante movimentação da crosta terrestre a partir de vulcões e terremotos nos primórdios da Terra permitiu que houvesse maior circulação de componentes químicos importantes para tal surgimento. Se toda a superfície terrestre fosse agrupada em um único e estático bloco, estes eventos poderiam não ter acontecido jamais.
O espaço a nossa volta
Cientistas concordam que a Terra não “nasceu” com tudo o que era necessário para que tenhamos vida atualmente: alguns elementos, possivelmente até a água, foram trazidos de fora por gigantescos corpos celestes que colidiram com nosso planeta ainda nas primeiras etapas de sua formação. Além disso, o consenso básico é que a Terra jamais poderia abrigar vida se estivesse no vácuo: é necessário que ela esteja inserida no ambiente do sistema solar.
“Tempo de maturação”
Hoje em dia é difícil impressionar alguém citando a atual idade aproximada da Terra: embora 4,54 bilhões de anos seja um período de tempo incomensurável, já nos acostumamos à ideia de que sim, o planeta é velho. Mas nem todos os planetas já observados têm tanto tempo de vida assim: alguns nascem e são destruídos em questão de poucos milhões de anos ou ainda menos. Por essa razão, é válido destacar que a vida só prosperou no planeta porque ele mesmo resistiu. Os ancestrais mais antigos do ser humano surgiram há cerca de 4 milhões de anos, menos de um centésimo da idade do planeta.

11.751 – Mega Bloco – A vida na Terra surgiu por acaso?


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Em 1987, o Prêmio Nobel de Química foi dado a Donald J. Cram, que demonstrou como moléculas complexas podem executar funções muito precisas. Um dos comportamentos destas moléculas é chamado de auto-organização, pois vários produtos químicos diferentes se juntam graças às muitas forças que atuam sobre eles, formando assim uma máquina molecular que permite a execução de tarefas complexas.
Pasquale Stano e seus colegas da Universidade de Roma (Itália) estavam interessados em utilizar este conhecimento para investigar as origens da vida. Para tornar as coisas simples, eles escolheram um conjunto que produz proteínas. Este conjunto é constituído de 83 diferentes moléculas de DNA, programadas para a produção de uma proteína fluorescente verde, que pode ser observada com um microscópio confocal.
Este conjunto só produz proteínas quando as moléculas estão próximas o suficiente a ponto de reagir uma com a outra. Porém, quando o conjunto é diluído com água, elas não podem mais reagir. É este um dos motivos para o interior das células ser cheio.
Tentando recriar esta aglomeração molecular para entender a origem da vida, Stano adicionou um produto químico chamado POPC à solução diluída. Moléculas gordurosas, tais como a POPC, não se misturam com água, e quando colocadas no líquido, formam automaticamente os chamados lipossomas, que possuem uma estrutura parecida à das membranas de células vivas, por isso são bastante utilizados para o estudo da evolução das células.
Com o estudo, Stano relatou que cinco em cada mil lipossomas tinham todas as 83 moléculas necessárias para a produção da proteína. Estes lipossomas produziram uma grande quantidade da proteína GFP e brilharam verde sob um microscópio.
Cálculos computacionais revelam que, mesmo por acaso, cinco lipossomas em mil não poderiam ter juntado todas as 83 moléculas do conjunto – a probabilidade calculada é essencialmente zero, o que significa que algo bastante singular está acontecendo.
Stano e os outros pesquisadores da sua equipe ainda não entenderam por que isso aconteceu. Pode ainda ser um processo aleatório que um modelo estatístico possa explicar. É possível que estas moléculas particulares estejam adequadas para este tipo de automontagem por já estarem altamente evoluídas.
Um próximo passo importante é descobrir se moléculas semelhantes, mas menos complexas, são capazes de repetir o mesmo efeito.
Independentemente das limitações, o experimento de Stano demonstrou pela primeira vez que a automontagem em células simples pode ser um processo físico inevitável. Descobrir exatamente como isso acontece significa dar um grande passo para a compreensão de como a vida no planeta Terra se formou.