13.712 – Mega Memória – Derrubado o muro de Berlim e o da Ignorância


muro de berlim

História da queda do muro de Berlim
Quando a Segunda Guerra Mundial terminou, a capital alemã, Berlim, foi dividida em quatro áreas. Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e União Soviética passaram a comandar e administrar cada uma destas regiões.

As duas Alemanhas
No ano de 1949, os países capitalistas (Estados Unidos, França e Grã-Bretanha) fizeram um acordo para integrar suas áreas à República Federal da Alemanha (Alemanha Ocidental). O setor soviético, Berlim Oriental, passou a ser integrado a República Democrática da Alemanha (Alemanha Oriental), seguindo o sistema socialista, pró-soviético.

A construção do muro
Até o ano de 1961, os cidadãos berlinenses podiam passar livremente de um lado para o outro da cidade. Porém, em agosto de 1961, com o acirramento da Guerra Fria e com a grande migração de berlinenses do lado oriental para o ocidental, o governo da Alemanha Oriental resolveu construir um muro dividindo os dois setores. Decretou também leis proibindo a passagem das pessoas para o setor ocidental da cidade.
O muro, que começou a ser construído em 13 de agosto de 1961, não respeitou casas, prédios ou ruas. Policiais e soldados da Alemanha Oriental impediam e até mesmo matavam quem tentasse ultrapassar o muro. Muitas famílias foram separadas da noite para o dia. O muro chegou a ser reforçado por quatro vezes. Possuía cercas elétricas e valas para dificultar a passagem. Havia cerca de 300 torres de vigilância com soldados preparados para atirar.

A Queda do muro
Em 9 de novembro de 1989, com a crise do sistema socialista no leste da Europa e o fim deste sistema na Alemanha Oriental, ocorreu a queda do muro. Cidadãos da Alemanha foram para as ruas comemorar o momento histórico e ajudaram a derrubar o muro. O ato simbólico representou também o fim da Guerra Fria e o primeiro passo no processo de reintegração da Alemanha.

12.600 – De ☻lho no Mundo – Reino Unido deixa a União Européia


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O Reino Unido decidiu pela saída da União Europeia, numa disputa acirrada: 48% da população votou a permanência, enquanto 52% preferiu a saída – no total, a diferença de votos foi de 1,2 milhão. O primeiro-ministro David Cameron, que fazia campanha pela permanência, já anunciou a renúncia ao cargo. O resultado mostrou dois sinais: jovens e idosos pensam de formas bem diferentes; e o Reino Unido anda bem desunido.
Basta ver os dados da pesquisa boca de urna feita pelo instituto YouGov: 64% dos jovens entre 18 e 24 anos queriam que a região continuasse dentro da União Europeia. E só 33% dos britânicos entre 50 e 64 anos compartilhavam a mesma opinião.
Como, então, os membros do time pró-saída levaram a melhor? É fácil adivinhar: a população jovem compareceu menos às urnas, embora seja quem vai viver mais tempo na nova situação. No início de junho, só 50% deles diziam que participariam do referendo. Em contrapartida, mais de 60% das pessoas entre 33 a 54 anos e 80% dos idosos com mais de 80 anos confirmaram presença na votação.
Fora isso, os resultados foram bem diferentes na parte norte e sul da Grã-Bretanha. 62% dos escoceses e 56% dos cidadãos da Irlanda do Norte queriam a permanência no bloco – até porque, numa Europa unida, há mais contrapesos para o poder de Londres dentro do Reino Unido.
Resta agora saber como fica a região daqui para frente. E se a decisão britânica vai influenciar outros países, como a França, a tomar o mesmo caminho.

12.079 – Mega Estatísticas – Números Chineses


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DADOS PRINCIPAIS

ÁREA: 9.536.499 km²

CAPITAL: Pequim

POPULAÇÃO: 1,4 bilhão de habitantes (estimativa dezembro de 2014)

MOEDA: Iuan

NOME OFICIAL: REPÚBLICA POPULAR DA CHINA (Zhonghua Renmin Gongheguo).

NACIONALIDADE: chinesa

DATA NACIONAL: 1 e 2 de outubro (Dia da Pátria, Proclamação da República Popular da China).

DIVISÃO ADMINISTRATIVA: 22 províncias, 5 regiões especiais (Hong Kong e Macau), 5 regiões autônomas e 4 municipalidades.

GOVERNO: Estado Unipartidário

PRESIDENTE: Xi Jinping
GEOGRAFIA DA CHINA:
MAPA DA CHINA

LOCALIZAÇÃO: leste da Ásia

FUSO HORÁRIO: + 11 horas em relação à Brasília

CLIMA DA CHINA: de montanha (O e SO), árido frio (N, NO e centro), de monção (litoral S)

CIDADES DA CHINA (PRINCIPAIS): Xangai, Pequim (Beijing), Tianjin; Shenyang, Wuhan, Guangzou (Cantão), Nanquim

REGIÃO ESPECIAL ADMINISTRATIVA: Hong Kong

COMPOSIÇÃO DA POPULAÇÃO: chineses han 91,6%; grupos étnicos minoritários 5,1% (chuans, manchus, uigures, huis, yis, duias, tibetanos, mongóis, miaos, puyis, dongues, iaos, coreanos, bais, hanis, cazaques, dais, lis), outros 3,3% (dados de 2012).

IDIOMAS: mandarim (principal), dialetos regionais (principais: min, vu, cantonês).

RELIGIÕES: sem religião (40,1%), crenças populares chinesas (28,9%), budismo (8,6%), ateísmo (7,5%), cristianismo (9%), crenças tradicionais (4,3%), islamismo (1,6%) – dados do ano de 2013.

DENSIDADE DEMOGRÁFICA: 145,6 hab./km2 (estimativa dezembro de 2014)

CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO: 0,6% por ano (entre 2010 e 2015)

TAXA DE ANALFABETISMO: 4,9% (dados de 2014).
RENDA PER CAPITA: US$ 7.428 (ano de 2014).

IDH: 0,727 (Pnud 2014) – índice de desenvolvimento humano alto

10.817 – História – Guerra do Golfo, último capítulo


guerra golfo

Ano: 1991
Rico e poderoso, o Iraque desperdiçava a chance de um futuro promissor e sob o bombardeio de aliados se tornava um país em ruínas.
Era dono do exército mais poderoso do mundo árabe e 100 bilhões de barris de petróleo. caminhando para ser uma potência média. Nem os 8 anos de guerra com o Irã, que deixaram um rombo de 80 bilhões de dólares comprometeram. O erro foi invadir e saquear o Kuweit. Em pouco mais de um mês de guerra, o estado iraquiano entrava em colapso:
20 mil mortos, 60 mil feridos e um prejuízo de 200 bilhões de dólares.
Com um passado glorioso de já ter sido o país mais cosmopolita do planeta, enquanto a Europa ainda chafurdava no barbarismo, Bagdá fora reduzida a escombros só comparáveis a Beirute, com a diferença que a capital libanesa precisou de 15 anos de guerra civil para acabar num monte de ruínas.
Com seu exército mutilado, Saddam Hussein ia em busca de um final honroso para salvar o governo e disfarçar a humilhação da derrota.
Com o Iraque em ruínas, seu exército mutilado antes mesmo de conseguir acertar um único tiro e lutando contra 28 países, liderados pelos EUA, o massacre seria inexorável em campo de batalha. Com exceção de um suposto ataque com armas químicas, de duvidosa eficácia militar, todos os cartuchos de Bagdá já haviam sido queimados, com o mesmo destino dos Scud; os paleolíticos mísseis russos que no início causaram pânico em Israel, mas depois, eram até motivo de piada.

Os descalibrados mísseis iraquianos
Os descalibrados mísseis iraquianos

9683 – De ☻lho no Mapa – Coreia do Norte x Coreia do Sul


Um território divido entre extremos. Ao norte, o país mais fechado do mundo. Ao sul, uma aliada dos Estados Unidos, país símbolo do liberalismo. Ao norte, uma população miserável, faminta e perseguida, dependente das doações de alimentos que vêm do exterior. Ao sul, uma economia próspera, um país moderno e industrializado. Compare os dois países:

Coreia do Norte:

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• Regime ditatorial
• 120.538 km²
• Capital: Pyongyang
• 27,4 milhões de habitantes
• PIB: 40 bilhões de dólares
• Expectativa de vida: 69 anos
• Exército: 1,1 milhão de soldados

O país ficou sob a influência da União Soviética após a II Guerra. A divisão oficial do território veio em 1948: o norte como comunista e o sul, capitalista. Em 1950, o norte invadiu o sul, sob o argumento de ter a fronteira violada. Queria unificar os dois países sob o regime comunista, ofensiva contida pelas intervenções militares americanas. Em 1953, um acordo estabeleceu uma zona desmilitarizada entre as Coreias. Este pacto de não agressão foi anulado unilateralmente pela Coreia do Norte no início de março, diante da escalada da tensão com a Coreia do Sul – que considera o armistício ainda válido. A então União Soviética continuou ajudando a Coreia do Norte em seu programa nuclear. Em 1985, o governo norte-coreano aderiu ao Tratado de Não Proliferação Nuclear. Desde então, a ditadura asiática já prometeu interromper o programa nuclear clandestino quatro vezes. Nunca cumpriu o compromisso.

Coreia do Sul
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• Regime democrático
• 99.720 km²
• Capital: Seul
• 48,9 milhões de habitantes
• PIB: 1,62 trilhão de dólares
• Expectativa de vida: 79 anos
• Exército: 686.000 soldados

O território coreano já foi disputado por chineses, mongóis, japoneses e russos. A região sul se tornou uma zona de influência americana através do mesmo tratado que fez do norte um estado comunista, em 1948. O país foi apoiado pelos Estados Unidos durante a Guerra da Coreia (1950-1953). Em 2000, o presidente Kim Dae Jung receber o Prêmio Nobel da Paz pela sua iniciativa de paz com o norte. A confirmação de que a Coreia do Norte manteve um programa secreto para desenvolver armas nucleares impediu a aproximação. A crise se agravou em 2008, quando o presidente Lee Myung-bak adotou uma postura de endurecimento das sanções econômicas em relação ao Norte. Em 2010, o Sul foi atacado duas vezes pelo Norte. Eleita em 2012, a presidente, Park Geun-hye declarou tolerância zero às provocações de Pyongyang.

9326 – Geopolitica – O que são “direita” e “esquerda”?


São ideologias originadas nas assembleias francesas do século 18. Nessa época, a burguesia procurava, com o apoio da população mais pobre, diminuir os poderes da nobreza e do clero. Era a primeira fase da Revolução Francesa. A Assembleia Nacional Constituinte foi montada para criar a nova Constituição, mas as camadas mais ricas não gostaram da exaltação das mais pobres, e resolveram não se misturar, sentando separadas, do lado direito. Por isso, o lado esquerdo foi associado à luta pelos direitos dos trabalhadores e o direito ao conservadorismo e às classes altas. Segundo o filósofo político Noberto Bobbio, os dois lados hoje lutam por reformas, mas a esquerda busca a justiça social e a direita, a liberdade individual.

9251 – Geografia e Geopolítica – EUA são país que mais compra terra dos outros


QUEM MAIS COMPRA (País – Quantidade de terra)
1º – EUA (8.016.874 hectares)
2º – Malásia (3.319.339 hectares)
3º – Emirados Árabes (2.848.731 hectares)
4º – Reino Unido (2.102.333 hectares)
5º – Índia (1.828.779 hectares)

QUEM MAIS VENDE (País – Quantidade de terra)
1º – Sudão do Sul (4.091.313 hectares)
2º – Papua Nova Guiné (3.906.132 hectares)
3º – Indonésia (2.928.281 hectares)
4º – Congo (2.666.397 hectares)
5º – Sudão (2.018.627 hectares)

9138 – História – Allende, a queda de um socialista


Médico, socialista e maçom. Esse foi o perfil de um dos maiores emblemas chilenos, o ex-presidente Salvador Allende Gossens, deposto por um golpe militar em 1973. Nascido em 26 de junho de 1908, em Valparaíso, Allende veio de uma família de classe média alta. Seus pais foram o advogado Salvador Allende Castro, militante do Partido Radical, e Laura Gossens Uribe. Aos dez anos, foi levado pelo pai para o Instituto Nacional, em Santiago. Em 1920, de volta a Valparaíso, iniciou seus estudo no Liceo Eduardo de La Parra, onde conheceu Juan Demarchi, um velho anarquista italiano que teve grande influência em sua formação política. Após prestar o serviço militar em 1925, ingressou na escola de Medicina da Universidade do Chile. Lá tornou-se presidente do Centro Acadêmico e formou um grupo de discussões sobre marxismo.
Em 1929 foi incorporado à Maçonaria, no mesmo ano em que fundou, com companheiros da universidade, o grupo político Avance. No ano seguinte, então no cargo de vice-presidente da Federação dos Estudantes, acabou preso por se opor à ditadura de Carlos Ibañez del Campo. Aos 25 anos, participou da fundação do Partido Socialista e foi eleito primeiro-secretário-geral. Aliando a medicina social com a política, publicou diversos trabalhos sobre saúde pública. O primeiro mandato de deputado viria em 1937. Dois anos depois, durante o governo de Pedro Aguirre Cerda, da Frente Popular, foi nomeado Ministro da Saúde e Assistência Social. Em 1940, casou-se com Hortensia Bussi, uma professora de História e Geografia. Os dois se conheceram no dia 25 de janeiro de 1939, por ocasião do terremoto de Chillán.
Allende foi eleito senador em 1945. Manteve o cargo por 25 anos, apesar de ter disputado a presidência em 1952, 1958 e 1964. Em 1970, em sua quarta candidatura, finalmente obteve maioria nas urnas e conquistou a Presidência. Pela primeira vez na história do país, um socialista chegava ao poder democraticamente. A vitória fora obtida com o apoio de uma coalizão de partidos de esquerda, a União Popular. Quando assumiu o cargo, no dia 3 de novembro, Allende disse uma de suas frase mais célebres: “Não posso e nunca poderei esquecer que tudo o que fui e tudo o que sou eu devo ao meu partido”.

Allende chegou a ser visto, sobretudo entre os europeus, como o sinal de que era possível conciliar socialismo com democracia. O cenário doméstico era bem mais obscuro. Como recebeu apenas um terço dos votos em 1970 – sua vantagem foi de apenas 40.000 votos – Allende prometeu controlar a esquerda radical para receber o aval do Congresso, ao qual cabia decidir na falta de um vencedor majoritário. Não cumpriu a promessa. Iniciou um processo exacerbado de nacionalizações e permitiu que grupos de extrema esquerda invadissem fábricas e fazendas. O Chile viu-se engolfado pelo caos econômico e pela tensão política.
A forte oposição ao socialismo no contexto da Guerra Fria acabou por derrotar Allende. Boicotes econômicos dos Estados Unidos e financiamentos de greves gerais pela CIA foram decisivos na queda do governo da União Popular. Por fim, no dia 11 de setembro de 1973, um golpe de estado encabeçado pelo general Augusto Pinochet destituiu Allende. As imagens do bombardeio do Palácio de La Moneda, transmitidas pela televisão, ainda cintilam na memória dos que acompanharam a crise. Allende tinha escolhido Pinochet para o comando do Exército dezoito dias antes do golpe exatamente porque se tratava de um general obscuro, intelectualmente limitado e sabidamente apolítico. “Quem é Pinochet?”, perguntou o ex-presidente Eduardo Frei no dia da queda de Allende.
Às 9h10 da manhã, o presidente dirigiu suas últimas palavras à nação através da Rádio Magalhães, a única emissora de esquerda que ainda não havia sido ocupada pelos militares. Por volta das 14 horas, antes da invasão dos soldados à sede do governo, Allende, que resistia junto aos seus partidários, suicidou-se com um tiro de metralhadora. Em seu último discurso, disse: “Tenho fé no Chile e em seu destino. Outros homens superarão esse momento cinzento e amargo em que a traição pretende se impor. Fiquem sabendo que muito antes do que imaginam, novamente se abrirão as grandes alamedas por onde passa o homem livre para construir uma sociedade melhor”.

9136 – América Latina – Chile: Movido a cobre e salmão


Chile
Segundo o relatório de 2006 do Banco Mundial, o Chile está na 38ª posição no ranking de nações: ostenta um Produto Interno Bruto (PIB), soma de todas as riquezas geradas pelo país, de 145,851 bilhões de dólares. Isso significa uma distribuição per capita de 8.876 dólares. A economia depende basicamente das exportações de metais, minerais, produtos industrializados e, em menor parte, de produtos agrícolas. De todo o comércio exterior, a venda de cobre é a mais significativa: em 2006, o produto rendeu ao país 32,332 bilhões de dólares, 55,63% de todo o ganho das exportações. Entre os outros itens, destacam-se o ferro, o iodo, o sal, a uva, o vinho e o salmão. O alto volume de exportações levou o país a assinar acordos comerciais com diversos países, com o Tratado de Livre Comércio com os Estados Unidos – seu principal parceiro.
O Chile avançou muito graças à disciplina fiscal e à estabilidade econômica e política. Graças à estabilidade, converteu-se em um país de baixo risco, o que atrai investimentos importantes. A aposta no modelo exportador também deu bons resultados. Some-se isso o fato de o governo concentrar investimentos diretos em saúde e educação e fazer parcerias com o setor privado para outras áreas, como a de obras de infra-estrutura. Por fim, instituições estáveis, como Judiciário independente, criam ambiente seguro para atrair investimentos externos.
A revolução capitalista foi quase acidental, iniciada sob a longa noite da ditadura do general Augusto Pinochet (1973-1990). Como a maioria dos ditadores latino-americanos, Pinochet era instintivamente um nacionalista econômico. Depois de dar algumas cabeçadas, teve a boa idéia de permitir que economistas liberais (os Chicago Boys) usassem o Chile como laboratório para substituir uma economia de inspiração européia por outra, do tipo americano. O primeiro resultado foram duas recessões brutais e o colapso financeiro no início dos anos 80.

Políticas mais pragmáticas colocaram ordem na casa mais tarde, mas a economia só decolou depois do restabelecimento da democracia, em 1990. O resultado final foi a criação de um capitalismo empreendedor, diferente do paternalismo estatal tradicional na região. No governo desde o fim da ditadura, a Concertación – a coalizão entre socialistas e democratas-cristãos que, pelas urnas, substituiu Pinochet – mantém intactos esses princípios econômicos.
A comparação dos indicadores recentes com aquelas do início de década de 1970, quando o país embarcou no socialismo de Salvador Allende, ilumina os avanços. A inflação anual caiu de 500% para 3%; a participação das estatais no PIB, de 40% para 9%; o déficit orçamentário, de – 23% para 4% (superavitário); as tarifas de importação, de 105%, em média, para 3,7%; o crescimento do PIB, negativo em 5,6%, subiu para 6,3% em 2006; a proporção de pobres na população desceu de 30% para 19% e o analfabetismo, de 11% para 4%.

8629 – História – O Embargo dos Estados Unidos a Cuba


Conhecido em Cuba como “el bloqueo“, o embargo dos Estados Unidos em relação a Cuba consiste em uma interdição de caráter econômico, financeiro e comercial imposta pelos EUA ao governo cubano no ano de 1962. Posteriormente, o bloqueio tornou-se lei no começo dos anos 90.
O então presidente Bill Clinton, no ano de 1999, aumentou a proibição comercial entre as duas nações ao limitar as comercializações de filiais estrangeiras de empresas americanas com Cuba em setecentos milhões de dólares por ano. Com a ampliação do esquema de interdição, o embargo a Cuba é considerado um dos mais longos do mundo contemporâneo.
Porém, o embargo não impede completamente que os EUA relacionem-se com a economia cubana. A partir do ano de 2000, a exportação de alimentos norteamericanos para Cuba teve autorização com a condição de que o pagamento fosse realizado sempre à vista, sendo que os produtos deveriam ser pagos antes que as embarcações saíssem dos portos dos Estados Unidos. Desta forma, os EUA tornaram-se o 7º exportador de produtos alimentícios para Cuba, levando-se em consideração a ajuda humanitária.
Na comunidade internacional, o embargo dos Estados Unidos a Cuba é um assunto bastante delicado e gera controvérsias, além de não ser apoiado pelas Nações Unidas. Em 2007, na Assembleia Geral das Nações Unidas, o embargo dos Estados Unidos a Cuba foi condenado pela décima sexta vez. Na ocasião, os países que se demonstraram favoráveis ao embargo foram os seguintes: EUA, Ilhas Marshall, Palau e Israel. Com este resultado, a Organização das Nações Unidas pediu pela “finalização do embargo financeiro, comercial e econômico dos EUA em relação a Cuba da forma mais rápida possível”. Porém, apesar de influenciar a opinião pública em escala mundial, a proposta da ONU não pode ser legalmente imposta contra os Estados Unidos, tornando-se mais uma ação teórica e sem aplicação da ONU.
A interdição sofre críticas até mesmo dos que são contra o regime socialista cubano. Para eles, o embargo mais ajudou Fidel Castro do que qualquer outra coisa, pois lhe proporcionou uma desculpa para os reais problemas da ilha. Homens de negócios e empresários afirmam que, ao coibir as relações comercias entre Estados Unidos e Cuba, outros países podem levar vantagens caso o embargo seja suspenso, justamente por já conhecerem melhor o funcionamento da economia cubana . Outra razão alegada pelos contrários à medida é que, ao isolar Cuba, as relações dos EUA com as nações latino-americanas são prejudicadas, podendo endossar a criação de um bloco contra os Estados Unidos.

8024 – Mega de ☻lho no Mundo – Egito libera Mubarak em caso de homicídio, mas ex-ditador segue preso


O Tribunal de Apelação do Cairo, no Egito, ordenou nesta segunda-feira, 15 de abril de 2013, a liberdade provisória do ex-ditador Hosni Mubarak no processo por homicídio pela morte de manifestantes durante a revolta que o derrubou, em 2011. No entanto, ele continua preso por acusações de corrupção.
A medida foi autorizada pelo juiz Mohammed Reda Shaukat após recurso da defesa, que tinham pedido sua libertação ao entender que expirou a medida cautelar contra o ex-ditador, que tem duração máxima de dois anos.
A soltura não acontecerá porque a Procuradoria-Geral emitiu uma nova ordem de prisão por corrupção na semana passada. No processo, Mubarak, sua mulher e seus dois filhos são acusados de se apropriar de forma ilícita de fundos públicos reservados para as despesas do palácio presidencial.

“Os advogados de Mubarak estão tentando conseguir sua libertação para que abandone o país, mas achamos que a Procuradoria não permitirá, já que não assumirá perante o povo a responsabilidade de deixá-lo livre e poder sair do país”, disse o magistrado.

Essa opinião é compartilhada por outro advogado de acusação, Emad Awad al Shidi, que lembrou que já tinham previsto a decisão de hoje do tribunal, mas que afirmou que Mubarak “terá que cumprir os períodos de prisão preventiva por cada um dos três casos de corrupção que tem pendentes”.
Dezenas de partidários do ex-presidente se reuniram nos arredores da Academia de Polícia, onde foi realizada a audiência por questões de segurança, para cantar slogans como “Mubarak está em nossos corações”.
O ex-mandatário, que governou o Egito durante três décadas até a revolução de 2011, foi transferido nesta manhã para a academia entre fortes medidas de segurança.

Mesmo com a saúde debilitada, os acusadores são implacáveis:
Desde finais de dezembro, está internado por motivos de saúde no Hospital Militar de Maadi, embora a Procuradoria tenha pedido um relatório sobre seu estado para estudar a possibilidade de voltar à prisão.
Mubarak está sendo julgado de novo desde sábado pela morte de manifestantes durante a revolução, depois que em janeiro um tribunal anulou a sentença à prisão perpétua que pesava contra ele.

7953 – Mega Polêmica – O Império vai Cair?


Opinião de um cientista político:

Quando o império soviético desmoronou, muitos analistas internacionais pensaram que os Estados Unidos passariam a disputar o mundo com países como Japão, Rússia, Alemanha e China. Eles se enganaram. Pela primeira vez na história, uma só nação assumiu um poder muito acima das demais, uma situação que os especialistas chamam de unipolaridade. Os domínios de Carlos Magno se limitavam à Europa. Os romanos chegavam mais longe, mas conviviam com um grande império na Pérsia e um maior ainda na China. Hoje, a história é bem diferente. Os Estados Unidos gastam em defesa o mesmo que a soma dos outros 25 países mais poderosos do mundo. Em 2007, vão gastar mais que todas as demais nações juntas.
Até onde a vista alcança, nada parece deter a superpotência solitária. “Mas ela vai cair. É apenas uma questão de tempo”, diz Kenneth Waltz, professor de ciência política da Universidade de Colúmbia, Estados Unidos, e membro da Academia Americana de Artes e Ciências. Waltz é o pai do neorealismo, que parte da teoria clássica de que os países são o que importa nas relações internacionais, e não organizações, empresas, fundos ou bancos. A novidade de Waltz é estudar a lógica – ou, em suas palavras, a estrutura – que define o comportamento entre os países. Não importa muito quem esteja governando cada país, a estrutura estabelece regras que fazem a relação entre eles ser sempre parecida.
Uma dessas regras é que, por não existir nenhum governo que regule a relação entre as nações, cabe a cada uma competir para sobreviver. Quando um país poderoso começa a emergir, outros tratam de detê-lo para impedir que se torne hegemônico.

A China pode ser uma ameaça ao poder dos Estados Unidos?
Ainda não. Um dia os chineses poderão ter condições de igualar forças com os Estados Unidos, mas tudo vai depender de como os dois países vão se desenvolver nas esferas econômica, tecnológica e militar. Penso que esse equilíbrio só ocorrerá daqui a 20 ou 30 anos. Na última crise entre China e Taiwan, os Estados Unidos mandaram porta-aviões às águas chinesas e não houve nada que os orientais pudessem fazer. Foi muito impressionante do ponto de vista militar americano e muito deprimente do ponto de vista chinês.

E a União Européia?
Depois da Segunda Guerra Mundial, os países europeus deixaram de ser grandes poderes e mudaram de comportamento. Antigos provedores de segurança para outras partes do mundo, eles se tornaram consumidores de segurança. Passaram a viver à sombra das duas superpotências: Estados Unidos e União Soviética. Se a União Européia fosse uma entidade política, poderia equilibrar forças com os Estados Unidos em pouco tempo. Tem todos os recursos para isso: população, economia e tecnologia. Só o que lhe falta é existência política. Ela existe como uma sociedade economicamente cooperativa, uma união que pode administrar, proteger direitos humanos e impor uniformidade de leis, mas é incapaz de ter uma política exterior e de defesa comum.

O terror não ameaça a superpotência?
O terrorismo incomoda muito, mas não ameaça a segurança e o tecido social de um Estado forte. O Taleban destruiu dois edifícios importantes, causou danos ao Pentágono e matou algo como 3 mil pessoas. Em resposta, os Estados Unidos derrotaram e ocuparam o Afeganistão e o Iraque. A desproporção é imensa. Claro que não estamos acostumados a essas circunstâncias perigosas, por isso ficamos tão impressionados por eventos como os de 11 de setembro.
Globalização e interdependência são termos muito usados hoje, mas obscurecem a realidade. O mundo é altamente desigual. A diferença entre os países é imensa e está crescendo. Nos anos 90, cerca de 80% dos investimentos internacionais foram para os países do norte, sobretudo Estados Unidos, Inglaterra e Alemanha. E os americanos buscam aumentar essa diferença. A política oficial da administração Bush é: seremos tão fortes que todos os demais vão desistir de competir conosco. As pessoas falam de integração, mas o mundo está cada vez mais desintegrado.

7768 – Câncer mata Hugo Chávez aos 58 anos


Hugo chavez logo

O venezuelano ocupava o cargo desde 1999 e era o líder democrático mais longevo da história recente da América Latina, tendo sido reeleito para o quarto mandato consecutivo no último mês de outubro. O período terminaria em 2019.
Conforme anúncio do vice e herdeiro político de Chávez, Nicolás Maduro, o presidente morreu às 16h25 desta terça, 05 de março de 2013. Ele estava internado no Hospital Militar de Caracas, na frente do qual centenas de pessoas se reuniam para fazer vigília, desde a manhã.
Logo após o anúncio, líderes venezuelanos também começaram a se dirigir ao hospital, e a bandeira do prédio foi colocada a meio mastro.
Foi a terceira vez em que ele foi eleito para um mandato com duração de seis anos, regra criada pela nova Constituição, aprovada em 1999, um ano após a chegada ao poder. Na última votação, o venezuelano teve 55% dos votos, com comparecimento de 81% do eleitorado. Ele venceu em 22 dos 24 Estados.
Sob Chávez, a Venezuela teve uma redução da pobreza de 49,4% para 27,8%. A redução da desigualdade foi maior que a dos anos Lula no Brasil. Mas o mandatário também sofreu críticas por má gestão e pela violência.
Um dos maiores trunfos de Chávez na última eleição era o programa “Gran Misión Vivienda”, uma espécie de versão custo zero (sem financiamentos) do programa brasileiro Minha Casa, Minha Vida que conta com, segundo números do governo da Venezuela, 272 mil beneficiários.
O programa gerou imensa esperança –mais de um terço do eleitorado diz estar na fila para receber a casa.
Chávez concorreu contra Henrique Capriles, 40, o ex-governador do populoso Estado de Miranda que representava uma mudança geracional no antichavismo e comandava as maiores reuniões populares opositoras desde 2004 com discurso centrista e de críticas à gestão do governo.
Chávez era o segundo de oito irmãos e sonhou ser jogador profissional de beisebol antes de tornar-se cadete nas Forças Armadas. Em 1992, liderou colegas numa tentativa fracassada de golpe militar. Passou dois anos preso, antes de ser perdoado e libertado.
Segundo filho de professores de ensino básico, Chávez, se nascesse menina ganharia o nome de Eva, para complementar o nome de seu irmão, Adán. Em lugar disso, recebeu o nome de seu pai. Com a chegada de mais filhos (seis, todos meninos), os dois mais velhos foram morar com a avó, Rosa, uma mulher gentil e trabalhadora que os mimava muito.
Por volta dos anos 60, a Venezuela, antes um canto sonolento da América do Sul, governada por sucessivos ditadores, havia se tornado uma democracia incipiente, com crescentes receitas petroleiras e fome de modernidade.
Uma nova elite e classe média cresciam entre os arranha-céus em construção, mas a maioria dos migrantes rurais terminava vivendo em barracos construídos nos morros em torno das grandes cidades.
Ele tornou-se cadete nas Forças Armadas na expectativa de saltar da academia militar para os clubes profissionais de beisebol de Caracas. Mas, em lugar disso, se apaixonou pela vida militar.
Enquanto Chávez subia na hierarquia, estudava os escritos de Simón Bolívar, o libertador que expulsou os espanhóis da Venezuela no século 19, e os de filósofos como Nietzsche e Plekhanov.
Também começou a prestar atenção à extrema pobreza e desigualdade no país, em meio ao “boom” petroleiro. Inspirado pelos líderes militares revolucionários do Panamá e Peru e por intelectuais de esquerda venezuelanos, Chávez começou a desenvolver a ideia da revolta.
Ao longo de uma década, ele organizou os colegas militares em uma conspiração para substituir o que viam como falsa e venal democracia por uma democracia progressista e real. O golpe de fevereiro de 1992 foi um fiasco militar, permitindo que o impopular governo sobrevivesse, mas Chávez transformou seu discurso de rendição, televisado em rede nacional, em triunfo político.
Eloquente e elegante em sua boina vermelha, ele se apresentou a um país atônito –“ouçam ao comandante Chávez”– e declarou que seus objetivos não haviam sido realizados “por ahora”. A piada que se ouvia então dizia que ele merecia 30 anos de prisão –um pelo golpe, 29 pelo insucesso.
Pouca gente fora da Venezuela, até então conhecida apenas por misses e pelo petróleo, sabia como avaliar a chegada ao poder de um líder temperamental que elogiava Fidel Castro mas dizia não ser nem de direita nem de esquerda, mas sim adepto de uma “terceira via” à moda do britânico Tony Blair.
Em poucos anos, Chávez se tornou uma das figuras mais reconhecíveis, e polarizadoras, do planeta.
Em abril de 2002, as elites o derrubaram brevemente em um golpe de Estado apoiado pelo governo de George W. Bush (2001-2009). Chávez sobreviveu e se radicalizou, declarando-se socialista e estatizando grandes porções da economia. Com a disparada nos preços do petróleo, custeou a abertura de clínicas de saúde equipadas com pessoal cubano e outros programas sociais, aliviando a pobreza.
Chávez criou um império de mídia estatal que promoveu um culto de personalidade e reforçou o controle do Executivo sobre as Forças Armadas, o Judiciário e o Legislativo.
Os Estados Unidos qualificaram nesta terça-feira de “absurdas” as insinuações do governo da Venezuela segundo as quais o governo americano esteve envolvido na doença de Hugo Chávez. Durante discurso em reunião com a cúpula do governo, o vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse que o país e Chávez eram vítimas de uma conspiração montada pelos Estados Unidos e a oposição venezuelana para derrubar o presidente.

Ciente da gravidade da doença, ele beijou o crucifixo
Ciente da gravidade da doença, ele beijou o crucifixo

Naquele momento, Chávez ainda estava vivo.
Em virtude da suspeita, a Venezuela expulsou dois enviados americanos ao país, acusados de conspiração, dentre eles o adido militar americano, David del Monaco. Maduro acusou Del Monaco de entrar em contato com militares venezuelanos para “investigar a situação das Forças Armadas do país” e “propor um projeto desestabilizador”.
A outra expulsão foi anunciada minutos depois pelo ministro de Relações Exteriores, Elías Jaua, sem mencionar o nome do funcionário. O Pentágono informou que está a par da situação e que seu adido militar já voltou aos EUA.
Ele disse ainda que o governo venezuelano não descarta a hipótese de que a doença de Chávez tenha sido influenciada pelos “inimigos históricos da pátria”, em referência aos opositores e aos Estados Unidos, e acusou laboratórios médicos de colaboração no incidente.

venezuela

7674 – De ☻lho no Mapa – Guiné Bissau


Guinemapa

É um país da costa ocidental de África que se estende desde o cabo Roxo até à ponta Cagete. Faz fronteira a norte com o Senegal, a este e sudeste com a Guiné-Conacri (ex-francesa) e a sul e oeste com o oceano Atlântico. Além do território continental, integra ainda cerca de oitenta ilhas que constituem o Arquipélago dos Bijagós, separado do Continente pelos canais do rio Geba, de Pedro Álvares, de Bolama e de Canhabaque.
Foi uma colônia de Portugal desde o século XV até proclamar unilateralmente a sua independência, em 24 de Setembro de 1973, reconhecida internacionalmente – mas não pelo colonizador. Tal reconhecimento por parte de Portugal só veio em 10 de Setembro de 1974. A Guiné-Bissau foi a primeira colônia portuguesa no continente africano a ter a independência reconhecida por Portugal.
Atualmente faz parte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), das Nações Unidas, dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) e da União Africana.
O primeiro navegador e explorador europeu a chegar à costa da atual Guiné-Bissau foi o português Nuno Tristão, em 1446. A colonização só tem início em 1558, com a fundação da vila de Cacheu. A princípio somente as margens dos rios e o litoral foram exploradas. A colonização do interior só se dá a partir do século XIX. No século XVII, foi instituída a Capitania-Geral da Guiné Portuguesa. Mais tarde, durante o Estado Novo de Salazar, a colonia passaria a ter o estatuto de província ultramarina, com o nome de Guiné Portuguesa.
A vila de Bissau foi fundada em 1697, como fortificação militar e entreposto de tráfico de escravos. Posteriormente elevada a cidade, tornar-se-ia a capital colonial, estatuto que manteve após a independência da Guiné-Bissau.
A transição da Guiné-Bissau para a democracia continua, no entanto, dificultada pela debilidade da sua economia, devastada pela guerra civil e pela instabilidade política.
A partir de 2009, quando do assassinato do presidente da Guiné-Bissau, João Bernardo Vieira, o Brasil tem-se comprometido com a pacificação do país. O Brasil preside a Configuração Específica da Guiné Bissau da Comissão de Consolidação da Paz (CCP)das Nações Unidas, criada por iniciativa brasileira. Há ainda o Centro de formação para as forças de segurança da Guiné-Bissau, patrocinado pelo Brasil, para limitar o papel das forças armadas às questões militares. A cooperação técnica brasileira em ciclos eleitorais, uma das mais avançadas do mundo, tem sido prestada por meio de cooperação triangular, a exemplo do Memorando de Entendimento Brasil-Estados Unidos-Guiné Bissau para apoio a atividades parlamentares.
Com uma área de 36 126 km², o país é maior que a Bélgica, Taiwan, Haiti ou mesmo os estados brasileiros de Alagoas e Sergipe.

Guiné3

O país estende-se por uma área de baixa altitude. O seu ponto mais elevado está 300 metros acima do nível do mar. O interior é formado por savanas e o litoral por uma planície pantanosa. O período chuvoso alterna com um período de seca, com ventos quentes vindos do deserto do Sahara. O arquipélago dos Bijagós situa-se a pouca distância da costa.
A população da Guiné-Bissau é constituída por uma variedade de etnias, com línguas, estruturas sociais e costumes distintos. A maioria da população vive da agricultura e professa muitas vezes religiões tradicionais locais. Cerca de 45% dos habitantes praticam o Islão e há uma minoria de cristãos. As línguas mais faladas são o fula e o mandinga, entre as populações concentradas no Norte e no Nordeste. Outros grupos étnicos importantes são os balantas e os papéis, na costa meridional, e os manjacos e os mancanhas, nas regiões costeiras do Centro e do Norte. O Crioulo Guineense, derivado do português, é a língua veicular interétnica.
A Guiné-Bissau, fortemente dependente da agricultura e da pesca, é objecto de um programa do FMI (Fundo Monetário Internacional) para o ajuste estrutural. A castanha de caju, de que é hoje o sexto produtor mundial, aumentou consideravelmente de preço em anos recentes. O país exporta peixe e mariscos, amendoim, semente de palma e madeira. As licenças de pesca são uma importante fonte de receitas. O arroz é o cereal mais produzido e um ingrediente típico e indispensável na alimentação.
A economia guineense acusou nos últimos 3 anos alguns avanços e, segundo o FMI, vai crescer este ano 2,3%, devido ao aumento da produção e da exportação de castanha de caju e às receitas das licenças de pesca. O país está optimista, pois já existem investimentos de grandes empresas multinacionais em diferentes áreas, com destaque para o turismo.
O número de telemóveis registados cresceu de 20 000 para 40 000 entre janeiro de 2007 e janeiro de 2008, representando uma taxa de penetração de cerca de 3 por cento da população. Actualmente, operam no país 3 grandes empresas de telemóveis: a MTN (que substituiu a Areeba), a Orange e a Guine Tel.

Guiné Bissau

Cultura
A Guiné-Bissau possui um patrimônio cultural bastante rico e diversificado. As diferenças étnicas e linguísticas produziram grande variedade a nível da dança, da expressão artística, das profissões, da tradição musical, das manifestações culturais.
A dança é, contudo, uma verdadeira expressão artística dos diversos grupos étnicos.
Os povos animistas caracterizam-se pelas belas e coloridas coreografias, fantásticas manifestações culturais que podem ser observadas correntemente por ocasião das colheitas, dos casamentos, dos funerais, das cerimônias de iniciação.
O estilo musical mais importante é o gumbé. O Carnaval guineense, completamente original, com características próprias, tem evoluído bastante, constituindo uma das maiores manifestações culturais do País.

7216 – Geo-Política – O Contraste das Fronteiras


ESTADOS UNIDOS / MÉXICO

De um lado, Tijuana é caótica, cinzenta, densamente povoada, com uma proliferação de casas feitas de pneus e materiais reciclados. Sua expansão só é impedida por uma cerca. Isso porque do outro lado está San Diego, Califórnia. O cenário é opressor. O cercado é feito de chapas de metal usadas em pistas de pouso nas guerras do Vietnã e do Golfo. A imagem não deixa dúvida. Enquanto o centro de Tijuana avança rumo à fronteira e ao dinheiro americano, o de San Diego se afasta da pobreza mexicana. “Atravessar a fronteira pode levar até cinco horas. A segurança para entrar no lado americano é muito mais rígida, especialmente por causa do tráfico de drogas”, disse um americano que já fez a travessia mais de dez vezes – em alguns casos, só para comer em um restaurante mexicano. Segundo ele, a volta é tumultuada também porque policiais de Tijuana costumam exigir propina para seguir viagem. “São geralmente US$ 20, mas eles não deixam você sequer entrar na fila para cruzar a fronteira caso não pague”. E, se o trajeto México-EUA é bagunçado, o oposto é tranquilo: leva só dez minutos em média.

COREIA DO SUL / COREIA DO NORTE – PARALELO 38 N
Ao final da Guerra da Coréia, em 1953, os dois lados determinaram um cessar-fogo e estabeleceram uma zona de segurança na fronteira, no paralelo 38 graus ao norte do Equador. Sob a supervisão da ONU, a área é conhecida como “zona desmilitarizada” e acabou virando, sem querer, um dos maiores pontos turísticos da Coreia do Sul. Ninguém pode passar para o norte. E nem iria querer: placas avisam sobre as inúmeras minas terrestres que cercam as estradas. O fotógrafo brasileiro Ricardo Azoury esteve na fronteira. “Não é um turismo fácil. Você precisa se justificar o tempo todo. No meu caso, tive uma escolta”, diz. Estas casas são postos de fronteira e têm uma porta em cada lado para que soldados entrem sem invadir o país vizinho.

HOLANDA / BÉLGICA
Baarle tem limites complicados. Parte dela é da Holanda e se chama Baarle-Nassau, enquanto a outra pertence à Bélgica e é Baarle-Hertog. Cada uma tem sua prefeitura, policiais etc. Mas a divisa não é marcada por uma linha contínua: é toda feita de estilhaços. Há vários pedaços de Baarle-Nassau dentro de Baarle-Hertog e vice-versa. Os únicos indicadores do país em que você se encontra são marcações na rua e minúsculas bandeiras nacionais na porta das casas. A origem está no século 12, quando dois senhores feudais não chegaram a um consenso para dividir a área de maneira simples. Hoje, as fronteiras não têm importância política, mas são defendidas pelos habitantes: eles dizem que, se não fosse isso, a(s) cidade(s) seria(m) um lugar qualquer.

HAITI / REPÚBLICA DOMINICANA
A fronteira das duas nações que dividem a ilha de Hispaniola, no Caribe, tem contrastes extremos. “Em muitos lugares nessa área, podemos olhar para o leste [o lado dominicano] e ver florestas de pinheiros e, ao virar para o outro lado [o haitiano], vemos apenas campos quase desprovidos de árvores”, descreve o geógrafo Jared Diamond no livro Colapso. Originalmente, a ilha como um todo era conhecida pela exuberância de suas florestas. Hoje, 28% da cobertura vegetal está preservada na República Dominicana, contra apenas 1% no Haiti – e as poucas reservas haitianas estão ameaçadas por camponeses que derrubam árvores para fazer carvão vegetal. A razão é histórica. Apesar de ser hoje um dos países mais pobres do mundo, o Haiti desenvolveu uma pujante economia agrícola no século 18, chegando a ser a colônia mais rica da França. “Nessa época, o império francês decidiu investir em plantações intensivas baseadas em trabalho escravo, enquanto a Espanha não desenvolveu o seu lado da ilha [a República Dominicana]”, explica Diamond. Além disso, todos os navios que traziam escravos voltavam para a Europa com cargas de madeira. Isso contribuiu para o desmatamento mais rápido e a perda de fertilidade do solo – o que dá para ver do céu.

BRASIL / FRANÇA – PARIS, AMAPÁ
Sim, o Brasil faz fronteira com a França – e é a maior que eles têm, com quase 700 quilômetros, na Guiana Francesa, um departamento ultramarino da França que faz divisa com o Amapá. Lá, a moeda corrente é o euro, o que há anos atrai amapaenses em busca de trabalho. Tanto que há muitos brasileiros francófonos na fronteira. Mesmo assim, a única ponte que liga o Brasil à Guiana Francesa, sobre o rio Oiapoque, ainda não foi inaugurada. Ela está pronta desde 2011.

ISRAEL / EGITO / PALESTINA
Desde a criação de Israel, em 1948, a terra do país ficou de cara nova, com áreas irrigadas e cultiváveis, afastando-se da secura do país vizinho, o Egito. Hoje, Israel tem áreas maiores de agricultura comercial irrigada. Enquanto isso, o solo egípcio tem uma cor bem mais clara por causa da destruição de crostas biológicas que o recobrem – o que pode ter sido provocado pelo pisoteamento da terra por homens e animais, com o pastoreio excessivo. Já a Faixa de Gaza, território palestino situado em uma estreita faixa costeira ao longo do mar Mediterrâneo, se destaca por outra característica: a enorme concentração de pessoas, a maioria refugiados, em um pequeno espaço. São 4 mil habitantes por quilômetro quadrado, dez vezes mais que Israel – e a densidade demográfica do Egito é menor ainda: apenas 74 pessoas por quilômetro quadrado. Com todo esse povo, apenas 13% da Faixa de Gaza tem terras cultiváveis. Até do ponto de vista da Nasa, os contrastes na região são gritantes.

ÍNDIA / BANGLADESH
São mais de 200 enclaves (um território dentro dos limites de outro) e exclaves (território pertencente a outro, mas que não está fisicamente junto). Para se ter uma ideia, há um pedaço da Índia dentro de um pedaço de Bangladesh que, por sua vez, está dentro da Índia. E por aí vai. Mas não basta a complexidade das fronteiras, a disparidade também choca: o lado bengalês é devastado, enquanto o indiano tem florestas subtropicais. “De uma forma geral, a fronteira de Bangladesh é um reflexo do país como um todo”, afirma Moisés Lopes de Souza, especialista em Ásia do Núcleo de Pesquisas em Relações Internacionais da USP. “Ele sofre com a superpopulação, e quase metade de seus 150 milhões de habitantes sobrevive em condições miseráveis”. O país é majoritariamente agrário. Quase toda a terra arável na região tem sido cultivada ou urbanizada, resultando na devastação de grande parte das florestas originais.

LESOTO / ÁFRICA DO SUL
Praticamente todo o contorno do Lesoto, um reino do tamanho de Alagoas encravado no meio da África do Sul, pode ser visto do espaço. Na fronteira oeste, no lado sul-africano, a terra é densamente cultivada e irrigada, enquanto em Lesoto ela está devastada. Além da pobreza extrema e da Aids (uma em cada quatro pessoas tem o vírus HIV), a desertificação e a erosão do solo são um problema grave no país. A culpa, mais uma vez, é da exploração da madeira, usada como combustível, e do pastoreio desenfreado.

ÍNDIA / PAQUISTÃO
Wagah é uma cidade dividida ao meio: metade indiana, metade paquistanesa. É ali que, todas as tardes, desde 1959, há uma cerimônia militar de fechamento dos portões da fronteira. Idealizada e coreografada pelas patrulhas dos dois lados em respeito à soberania mútua, ela atrai turistas de todo o mundo. “A coreografia, tentativa de demonstração de bravura e intimidação, muitas vezes foi um indicativo das relações entre os países durante as guerras pelo controle da região da Caxemira”. Em 2010, ambas as partes assinaram um acordo para amenizar o tom belicoso da cerimônia e evitar provocações por parte do público.

6267 – 4 De Julho dia da Independência dos EUA


4 de julho em Las Vegas

4 de Julho é o 185º dia do ano no calendário gregoriano (186º em anos bissextos). Faltam 180 para acabar o ano.

Um feriado nacional que celebra o dia 4 de julho nos Estados Unidos. Essa dia marca a declaração de independência de 1776, ano em que as Treze Colônias declaram a separação formal do Império Britânico. Usualmente celebra-se com muitas atividade ao ar livre, jogos de beisebol e espetáculos de fogos artificiais.
Antes da Independência, os EUA era formado por treze colônias controladas pela metrópole: a Inglaterra. Dentro do contexto histórico do século XVIII, os ingleses usavam estas colônias para obter lucros e recursos minerais e vegetais não disponíveis na Europa. Era também muito grande a exploração metropolitana, com relação aos impostos e taxas cobrados dos colonos norte-americanos.
A Inglaterra resolveu aumentar vários impostos e taxas, além de criar novas leis que tiravam a liberdade dos norte-americanos. Dentre estas leis podemos citar: Lei do Chá (deu o monopólio do comércio de chá para uma companhia comercial inglesa), Lei do Selo ( todo produto que circulava na colônia deveria ter um selo vendido pelos ingleses), Lei do Açúcar (os colonos só podiam comprar açúcar vindo das Antilhas Inglesas).
Estas taxas e impostos geraram muita revolta nas colônias. Um dos acontecimentos de protesto mais conhecidos foi a Festa do Chá de Boston ( The Boston Tea Party ). Vários colonos invadiram, a noite, um navio inglês carregado de chá e, vestidos de índios, jogaram todo carregamento no mar. Este protesto gerou uma forte reação da metrópole, que exigiu dos habitantes os prejuízos, além de colocar soldados ingleses cercando a cidade.

Em 1776, os colonos se reuniram no segundo congresso com o objetivo maior de conquistar a independência. Durante o congresso, Thomas Jefferson redigiu a Declaração de Independência dos Estados Unidos da América. Porém, a Inglaterra não aceitou a independência de suas colônias e declarou guerra. A Guerra de Independência, que ocorreu entre 1776 e 1783, foi vencida pelos Estados Unidos com o apoio da França e da Espanha.

Constituição dos Estados Unidos

Em 1787, ficou pronta a Constituição dos Estados Unidos com fortes características iluministas. Garantia a propriedade privada (interesse da burguesia), manteve a escravidão, optou pelo sistema de república federativa e defendia os direitos e garantias individuais do cidadão.

6185 – Geo – Política – O Presidente Hugo Chavez


(Sabaneta, 28 de julho de 1954) é um político e militar venezuelano. É o 56º e atual presidente da Venezuela. Como líder da Revolução Bolivariana, Chávez advoga a doutrina bolivarianista, promovendo o que denomina de socialismo do século XXI.
Ele é também um crítico do neoliberalismo, da globalização, e das relações exteriores dos Estados Unidos.
Um oficial militar de carreira, Chávez fundou o Movimento Quinta República, da esquerda política, depois de capitanear um golpe de estado mal-sucedido contra o governo de Carlos Andrés Pérez. Chávez foi eleito presidente em 1998, encerrando o Pacto de Punto Fijo, que perdurara por quarenta anos, com uma campanha centrada em promessas de ajudar a maioria pobre da Venezuela. Com o respaldo de numerosos referendos e eleições, Chávez logrou a possibilidade de se reeleger, vencendo os pleitos de 2000 e 2006.
Na Venezuela, Chávez estruturou as missões bolivarianas, cerne de sua política assistencial, cujo objetivo é combater as doenças, o analfabetismo, a desnutrição, a pobreza e outros problemas sociais. Obtendo enorme popularidade, fundiu vários partidos de esquerda venezuelanos no PSUV, centralizou o poder e controla a Assembleia Nacional, o Tribunal Supremo de Justiça, o Banco Central da Venezuela e a indústria petrolífera. Chávez promoveu internacionalmente o antiamericanismo e o anticapitalismo, apoiou a autossuficiência econômica, e defendeu a cooperação entre as nações pobres do mundo, especialmente aquelas da América Latina. Sua atuação na região incluiu a criação da ALBA e o apoio financeiro e logístico a países aliados.
As políticas de Chávez têm evocado controvérsias na Venezuela e no exterior, polarizando opiniões de analistas. O governo dos Estados Unidos afirma que Chávez é uma ameaça à democracia na América Latina.
Observadores internacionais, como Jimmy Carter e a ONG Human Rights Watch, criticam o “autoritarismo” de Chávez e o “amplo espectro de políticas que minaram os direitos humanos” no país, durante seu governo. Por outro lado, muitos outros governos simpatizam com sua ideologia[9] e/ou agradecem as trocas bilaterais e os acordos de ajuda mútua. Em 2005 e 2006 ele foi nomeado uma das 100 pessoas mais influentes pela revista Time.
Aos dezessete anos, Chávez ingressou na Academia Militar da Venezuela, graduando-se, em 1975, em Ciências e Artes Militares, ramo de Engenharia. Prosseguiu na carreira militar, atingido o posto de tenente-coronel.
Chávez casou-se duas vezes: a primeira com Nancy Colmenares, com quem teve três filhos (Rosa Virginia, María Gabriela e Hugo Rafael) e a segunda com a jornalista Marisabel Rodríguez, de quem se separou em 2003 e com quem teve uma filha, Rosinés. Além disso, Chávez também manteve uma relação amorosa por cerca de dez anos com a historiadora Herma Marksman enquanto era casado com a sua primeira esposa.
No dia 4 de fevereiro de 1992, o então tenente-coronel Hugo Chávez, comandando cerca de 300 efetivos, protagonizou um golpe de Estado contra o presidente Carlos Andrés Pérez, da Acción Democrática (1974-1979 e 1989-1993).
Os partidários de Chávez justificam essa ruptura constitucional como uma reação à crise econômica venezuelana, marcada por inflação e desemprego decorrentes de medidas econômicas adotadas por Pérez, logo após a sua posse, face à grave situação econômica que o país estava passando. A Venezuela era um dos poucos países da América Latina que nunca tivera sofrido um golpe de estado.
De fato, violentas manifestações populares já há tempo vinham ocorrendo. A maior delas foi o chamado “Caracazo”, uma revolta espontânea motivada pelo aumento do preço das passagens de ônibus, que ocorreu em 27 de fevereiro de 1989, em Caracas.
Durante o “Caracazo”, ônibus eram apedrejados e queimados em todo o país, e lojas, supermercados, shopping centers, pequenos comércios, nada escaparia aos saques de uma turbulência em que já não se podia discernir o que eram trabalhadores em protesto ou simples miseráveis famintos. Gangues urbanas se juntaram à confusão para promover vandalismo, roubos e invasões de estabelecimentos”.
De acordo com a CEPAL o número de venezuelanos abaixo da linha de pobreza caiu de 49.9% em 1999, quando Chávez assumiu, para 37,1% em 2005, e o poder aquisitivo das classes D e E aumentou 150% no período. Isso provocou uma enorme demanda no setor de produtos alimentares, que se vê pressionado e, muitas vezes, é incapaz de atendê-la. Tradicionalmente – desde 1930, quando a Venezuela, ao invés de desvalorizar a moeda para proteger sua agricultura, optou por importar tudo o que consome, usando para isso suas receitas do petróleo – o país produz muito poucos alimentos.
O petróleo é a maior riqueza da Venezuela, e responde por 90% de suas exportações, 50% de sua arrecadação federal em impostos, e 30% do seu PIB. Os maiores importadores de petróleo venezuelano foram, em 2006, Bermuda 49.5% (paraíso fiscal, presumíveis re-exportações.), Estados Unidos 23.6%, e Antilhas Holandesas 6,9% (paraíso fiscal, presumíveis re-exportações.).
A política social foi um dos principais focos do governo Chávez. Um importante elemento foram as missões bolivarianas, destinadas a promover uma série de programas capazes de levar saúde, educação e alimentos a pessoas mais humildes. Por causa dessas missões, a Venezuela foi declarada pela UNESCO, livre do analfabetismo, por ter uma taxa de analfabetismo inferior a 4%.

Últimas Notícias

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou que se sente bem e que trabalha até tarde, e reafirmou seu sentimento religioso ao pedir mais uma vez a Jesus Cristo que lhe dê mais forças para se recuperar do câncer.
“Estou agarrado a meu Senhor, ele é dono desta vida, e sobretudo digo a Cristo: me dê mais vida porque não é para mim, sabes que é para que teu plano, para ajudar para teu plano aqui na Venezuela avance”, afirmou.

“Bem-aventurados os pobres, porque deles será o meu reino’, foi o que disse Cristo, a justiça social”, acrescentou.
Hoje completa um ano desde que o presidente venezuelano foi operado pela primeira vez em Cuba por causa de um tumor canceroso encontrado em uma cirurgia, ocorrida dez dias antes.
Após esses dois procedimentos, Chávez voltou a passar pela sala de cirurgia em fevereiro deste ano, para a retirada de outro tumor, uma reincidência do mesmo câncer, e depois se submeteu a sessões de quimio e radioterapia como parte de um processo de recuperação pelo qual ainda passa.
Chávez guardou silêncio sobre o tipo e a gravidade do câncer do qual sofre, e se limitou a dizer que está localizado na zona pélvica, que o primeiro tumor era do tamanho de uma bola de beisebol e que o segundo tinha dois centímetros. Além disso, insistiu que não tem metástase.
Há boatos que ele faz uso de uma droga bem mais forte que a morfina para suprimir a dor.
O líder venezuelano, 57, concorre à terceira reeleição nas eleições presidenciais de 7 de outubro, nas quais terá como principal adversário o candidato Henrique Capriles.

6158 – Geo-Política – Quem é Mubarak?


Hosni Mubarak

Muhammad Hosni Said Mubarak, em árabe محمد حسنى سيد مبارك, (Monufia, 4 de maio de 1928) é um militar egípcio que governou seu país de 14 de outubro de 1981 a 11 de fevereiro de 2011, quando apresentou sua renúncia ao cargo com 82 anos, após 18 dias de protestos no Egito.
A partir de sua ascensão na Força Aérea egípcia, tornou-se vice-presidente em 1975, sucedendo Anwar Al Sadat, depois que este foi assassinado em 6 de outubro de 1981.
Era considerado como um dos mais poderosos chefes de estado do Oriente Médio. Também era conhecido por sua posição neutra no conflito árabe-israelita, sendo, por isso mesmo, frequentemente envolvido nas negociações entre as duas facções. Nos últimos dias de seu governo, estava sendo alvo de críticas e protestos pela maioria da população egipcia, a qual pedia por sua renúncia, o que acabou acontecendo. Mais tarde foi condenado a prisão perpétua pela morte de 850 manifestantes nos protestos que o derrubaram em 2011.

Sua Biografia
Licenciou-se quando jovem pela Academia Militar em 1949 e pela Academia da Força Aérea Egípcia em 1950. Assumiu posições de comando na Força Aérea entre 1966 e 1969. Em 1972, o presidente Anwar el-Sadat nomeou-o comandante-chefe daquele ramo das Forças Armadas. O seu desempenho na guerra de Yom Kippur com Israel em 1973 valeu-lhe a promoção a marechal, que lhe foi concedida em 1974.
Em 1975 Sadat nomeou-o para o cargo de seu vice-presidente. Nos anos que se seguiram, Mubarak esteve envolvido em importantes negociações diplomáticas com outros países do Oriente Médio. Foi o principal mediador na disputa do território do Saara Ocidental, entre Marrocos, Argélia e Mauritânia.
Após o assassinato de Sadat, tornou-se presidente do Egito, em 1981, sendo reeleito por quatro vezes: em 1987, 1993, 1995 e 1999. Renunciou à Presidência, em fevereiro de 2011, após quase trinta anos no poder, em meio a sérios distúrbios populares.
Seu governo foi marcado por progressos nas relações com os países árabes e pelo arrefecimento das relações com Israel, especialmente após a invasão israelense do Líbano, em 1982. Mubarak reafirmou o tratado de paz com Israel em 1979, ao abrigo dos acordos de Camp David, e cultivou boas relações com os Estados Unidos da América. Durante a Guerra do Golfo, posicionou-se ao lado dos EUA, contra as intenções expansionistas do Iraque de Saddam Hussein. Desempenhou também um papel importante na mediação do acordo entre Israel e a Organização de Libertação da Palestina, assinado em 1993.
Em 2004, Mubarak afirmou, em entrevista ao Le Monde, que considera existir um “ódio sem precedentes” contra os Estados Unidos nos países árabes (entre os quais se inclui o Egito), motivado pela proteção econômica e militar concedida pelo governo norte-americano a Israel.
Segundo fontes da imprensa mundial, a família do presidente do Egito, Hosni Mubarak, tem uma fortuna espalhada pelo mundo, que segundo a ABC News, rede norte-americana de TV, gira entre US$ 50 bilhões e US$ 70 bilhões. O presidente teria construído sua fortuna a partir de contratos das Forças Armadas, na época em que ele era oficial da Aeronáutica. Quando se tornou chefe de governo, em 1981, começou a diversificar o patrimônio. “As pessoas já o consideram abertamente um líder corrupto”, disse Amaney Jamal, professora de ciência política na Universidade de Princeton. De acordo com o The Guardian, jornal de Londres, Mubarak e a família têm capitais em bancos britânicos e suíços, e fortes investimentos imobiliários em grandes metrópoles como Londres, Nova Iorque e Los Angeles, além de áreas junto ao Mar Vermelho.
A população jovem se revoltou depois de conviver por anos em alta taxa de desemprego e situação de pobreza enquanto o Presidente Mubarak acumula riquezas absurdas à custa de corrupção e impunidade nos desvios de recursos públicos.

Protestos e derrocada
Em Janeiro de 2011, estimulados pela queda do chefe do governo autoritário da Tunísia Zine El Abidine Ben Ali, centenas de milhares de egípcios iniciaram protestos exigindo a renúncia de Mubarak ao redor do país, principalmente nas cidades do Cairo, Alexandria e Suez. Em 1° de fevereiro de 2011, mais de um milhão de pessoas – segundo a rede de televisão Al Jazeera – tomam a praça Tahrir, no Cairo, na maior demonstração contra Mubarak até então. Protestos maciços também ocorreram em outras cidades do Egito, como Alexandria e Suez, no mesmo dia em que Mubarak declarou que deixará o cargo após eleições previstas para o mês de Setembro, onde afirmou que não as disputará.
Após deixar o poder em 2011, Mubarak que aparentava estar doente fisicamente e em um hospital no Egito, compareceu a todas as sessões do julgamento após sofrer um ataque cardíaco, durante os interrogatórios judiciais foi julgado e condenado a prisão perpétua por crimes de guerra e contra a humanidade. Mubarak foi sentenciado pela morte de 850 manifestantes da revolução egípcia de 2011.

Últimas Notícias – A beira da morte
O advogado do ex-presidente egípcio Hosni Mubarak, Farid el Dib, disse nesta quarta-feira (20-6) que o estado de saúde do ex-mandatário melhorou, depois de ter sido intensificado seu tratamento na noite desta terça-feira (19), negando assim a sua morte clínica.

“O tratamento teve êxito”, explicou Dib, depois da piora do quadro de Mubarak, de 84 anos, que, segundo o advogado, sofreu ontem uma trombose cerebral e um ataque cardíaco.

Dib não quis especificar se o ex-chefe de Estado se encontra atualmente consciente ou inconsciente.

Na manhã desta quarta-feira, fontes médicas que o acompanharam em sua transferência de Mubarak do hospital da prisão de Tora a um centro médico do Exército informaram que o ex-ditador se encontra em coma desde a noite desta terça-feira, após sofrer uma trombose. As fontes explicaram que o ex-mandatário ainda está em coma porque os médicos não conseguiram dissolver o coágulo existente em seu cérebro, e não descartaram uma cirurgia a qualquer momento para extraí-lo.
A agência de notícias estatal egípcia “Mena” informou ontem à noite, citando fontes médicas, que Mubarak estava clinicamente morto.
Segundo essas fontes, o coração do ex-presidente parou depois de terem fracassado os esforços para reanimá-lo.
O correspondente da televisão estatal egípcia no hospital militar de Maadi assegurou nesta quarta-feira que Mubarak segue vivo, embora seu estado seja grave.
Mubarak foi encarcerado em Tora em 2 de junho, após ser condenado à prisão perpétua por sua cumplicidade na morte de manifestantes durante as revoltas que levaram a sua renúncia, em fevereiro de 2011.
Desde seu ingresso na prisão, a saúde de Mubarak começou a deteriorar-se, e durante seus 17 dias em Tora teve de ser atendido de emergência em várias ocasiões.

6102 – Tsunami não é fenômeno natural:catástrofe fabricada?


Duas teorias afirmam que as ondas gigantes que destruíram a costa asiática em 2004 não foram obras da natureza. Os tsunamis seriam uma nova arma de destruição em massa ou teriam sido provocados para desviar a Terra de um asteróide.

No dia 26 de dezembro de 2004, ondas gigantescas destruíram diversas cidades da costa sul do Pacífico, matando cerca de 300 mil pessoas na Ásia e na África. Eram os tsunamis, um fenômeno natural causado pela movimentação de placas tectônicas do planeta. Fenômeno natural? Nada disso, segundo duas teorias conspiratórias que começaram a circular pela internet semanas depois da catástrofe. O maremoto e as ondas gigantes, na verdade, teriam sido provocados intencionalmente pelos Estados Unidos. A primeira versão diz que os americanos queriam desviar a Terra da rota de colisão de um asteróide. A segunda tese afirma que os tsunamis nada mais eram do que testes secretos de uma nova arma de destruição em massa.
De acordo com a primeira história, um submarino nuclear americano teria naufragado durante uma missão secreta no Oceano Índico, em 21 de fevereiro de 1978. Nenhuma informação a respeito foi divulgada na época. A Marinha teria decidido ocultar o caso porque precisava recuperar as oito ogivas transportadas pela embarcação. Como não conseguiram chegar até lá, os militares teriam abortado o resgate. Em setembro de 2003, astrônomos do Programa de Pesquisa de Asteróides Próximos à Terra, no estado do Novo México, disseram que o asteróide 2003 QQ47 vinha de encontro ao nosso planeta e poderia colidir em 21 de março de 2014. Um dia depois, porém, eles concluíram que as chances de um choque eram mínimas – uma em 909 mil – e deram o assunto por encerrado.
Em reuniões com líderes mundiais, o governo americano teria sugerido que a única solução para evitar a colisão do asteróide seria detonar as oito ogivas perdidas no Índico. O impacto alteraria o curso da Terra em alguns milímetros, o suficiente para tirá-la do caminho do QQ47. Isso provavelmente provocaria ondas gigantes, que matariam algumas pessoas. Mas seriam bem menos vítimas do que poderia causar a queda do asteróide, capaz de gerar o efeito de 20 milhões de bombas atômicas iguais à jogada em Hiroshima. Valeria, portanto, o sacrifício.

A segunda teoria relaciona os tsunamis ao terremoto que destruiu a cidade de Bam, no Irã, em 26 de dezembro de 2003 – exatamente um ano antes da catástrofe no Índico. As relações entre Washington e Teerã, estremecidas desde a revolução islâmica de 1979, teriam levado o presidente George W. Bush a atacar disfarçadamente o Irã. Essa teoria sugere que armas atômicas causaram o terremoto no Irã e que os tsunamis foram criados por testes nucleares no Índico. Como evidência, cita a morte de cem baleias e golfinhos em duas ilhas na Tasmânia, na costa da Austrália, em 2004. Os cientistas não souberam explicar a causa, mas elaboraram duas hipóteses. Uma sugeria que os bichos foram atraídos pelo alto nível de nutrientes na água. Outra, que baleias e golfinhos ficaram desorientados pelo barulho das plataformas de petróleo da região. Para alguns conspirólogos, há uma terceira razão: foi tudo culpa de testes com as novas armas de destruição de massa criadas pelos Estados Unidos.
Por que a ilha britânica de Diego Garcia, utilizada pelas forças aliadas como base militar na invasão do Iraque, escapou dos tsunamis? Porque os americanos podem controlar terremotos e maremotos e dirigi-los para os seus alvos preferenciais, dizem os conspirólogos. Assim, as ondas gigantes flagelaram Indonésia, Maldivas, Sri Lanka, Tailândia, Malásia, Índia, Mianmar e Somália, mas pouparam a ilha amiga. Os países atingidos pelos tsunamis não foram alertados do perigo porque os Estados Unidos precisavam testar o potencial de seu novo armamento e contabilizar quantas pessoas poderiam matar com uma só tacada. Por azar, havia americanos de férias ou a trabalho por lá. Na verdade, isso até ajudaria a tirar o governo dos Estados Unidos da lista de suspeitos.

O projeto Haarp (sigla em inglês para Programa de Pesquisas de Aurora Ativada por Alta Freqüência, mantido pelo governo dos Estados Unidos para pesquisas sobre temperatura) teria participação no complô. Apesar da motivação científica e acadêmica do Haarp, não falta quem acuse o projeto de operar como uma ferramenta política e militar. Entre os estudos, há experiências sobre modificações na indução ionosférica, que poderiam levar a blecautes e colapsos em sistemas de comunicações e radares, além da criação de “temperaturas artificiais”. Tudo controlado, a gosto do freguês.

5782 – História – Guerra Fria, a um passo do fim do mundo


RUPTURA DIPLOMÁTICA
RISCO: Baixo.
Duração: Entre 1960 e 1962.
ENVOLVIDOS: China e União Soviética.
ANTECEDENTES: A relação entre comunistas chineses e soviéticos nunca foi das melhores depois que Mao Tsé-tung tornou-se líder do PC na China, nos anos 40, contra o apoio de Moscou. No entanto, durante sua Grande Marcha para tomar o poder, Mao virou um líder indiscutível e, apesar das diferenças de método e da antipatia pessoal, garantiu a aliança entre os dois regimes. Na Guerra da Coreia, travada diretamente contra os EUA, fez todo o sentido a maior potência comunista e o país mais povoado do mundo estarem juntos. Mas a subida ao poder de Nikita Kruschev e sua política de “convivência pacífica” com o Ocidente capitalista afastou os dois países. Mao começou a chamar a China de “comunismo real” e dizer que a União Soviética traíra a ideologia. Em 1960, a União Soviética rompeu com a China e cancelou projetos em agricultura, fábricas e, principalmente, armas. Meses depois, em 1962, com as relações ainda mais tensas, Kruschev negou apoio à China na guerra com a Índia por questões na fronteira. Isolada pelo Ocidente, sem o apoio do bloco soviético, restou aos chineses o apoio da Albânia.
PONTO CRÍTICO: Mao declara ao primeiro-ministro italiano: “Quem lhe disse que a Itália deve sobreviver? Restarão 3 milhões de chineses e isso será bastante para a raça humana continuar”. Não se tem outro registro tão honestamente cru de um líder relevante disposto a aceitar e a fazer as contas publicamente sobre a inevitabilidade de uma guerra nuclear e sua possível utilidade como um meio de provocar a derrota final de seus adversários. (1962)
DESFECHO: A China permaneceu isolada por mais uma década, mas, com a doença de Mao, a política externa americana se afastou da URSS para se aproximar da China.

CRISES DOS MÍSSEIS
RISCO: Alto.
AMEAÇA: EUA.
ALVO: Cuba e União Soviética.
O CONFLITO: Em 16 de outubro, o presidente John Kennedy foi notificado que a CIA identificara a instalação de mísseis nucleares soviéticos em Cuba, a 270 quilômetros da Flórida. Reunido às pressas em Washington, o comando militar americano foi unânime em orientar um ataque imediato a Cuba. Kennedy, no entanto, preferiu esperar.
MOMENTO CRÍTICO: Kennedy decretou a apreensão de qualquer navio soviético que se aproximasse da ilha e deu um ultimato para que as bases fossem desmontadas imediatamente. Imediatamente também, iniciou voos sobre a ilha. O presidente americano, no entanto, não foi radical. Em meio à crise, iniciou conversações com Kruschev. Em 2001, a CIA tornou públicos alguns trechos desses contatos. “Sr. Presidente. Me surpreendi com sua carta que afirma que a lista de armamentos que exigimos que sejam retirados de Cuba sugere um desejo de complicar as coisas. A única solução da crise está na retirada de todos os armamentos que podem ser usados ofensivamente. Sem isso não há chance de falar em solução pacífica para o confronto.”
DESFECHO: A opinião pública americana já esperava a invasão, e as declarações de alguns militares sugeriam que ela era iminente. Os comandantes soviéticos na ilha tinham autorização de Moscou para iniciar um ataque nuclear contra os americanos ao primeiro sinal de agressão. Kruschev e Kennedy negociaram e evitaram o pior. Em 8 de novembro, o soviético ordenou a retirada das bases de lançamento, em troca do compromisso do americano de não invadir a ilha comandada pelo revolucionário Fidel Castro e de retirar mísseis instalados na Turquia.

GUERRA DA COREIA
RISCO: Altíssimo.
AMEAÇA: EUA.
ALVOS: União Soviética e China.
O CONFLITO: Em julho de 1950, o Exército norte-coreano cruzou a fronteira e tomou Seul, a capital da Coreia do Sul. A ONU, com o patrocínio financeiro e logístico dos EUA, enviou forças comandadas pelo general americano Douglas MacArthur, um herói da guerra contra os japoneses, para comandar as ações. Após 5 dias de guerra, 70 mil soldados norte-coreanos foram vencidos por 140 mil americanos e Seul foi libertada. O general Douglas MacArthur, no entanto, seguiu para a capital da Coreia do Norte, Pyongyang. Tropas chinesas reagiram, enviando 300 mil soldados para a Coreia do Norte, e expulsaram as forças americanas.
MOMENTO CRÍTICO: Douglas MacArthur insistiu na chamada ampliação do conflito e pediu a seus superiores autorização para um ataque nuclear à China, que ele acreditava não possuir arsenal atômico, e, secretamente, defendia um plano de retaliação a cidades soviéticas. Naquele tempo, o controle das armas não era atribuição exclusiva do presidente, e, se obtivesse apoio dos congressistas americanos, MacArthur poderia agir. A possibilidade de um ataque nuclear foi real. O presidente Harry Truman repreendeu publicamente o general. Mas MacArthur era um obstinado, não se deu por vencido e enviou cartas aos congressistas americanos debochando do recuo frente ao avanço comunista.
DESFECHO: Truman demitiu MacArthur trocando-o pelo general Ridway. Um cessar- fogo não declarado foi a solução para acalmar americanos e russos. Mas o impasse com a Coreia do Norte continua até hoje, agravado pelo apoio dos chineses ao regime e pelo potencial nuclear daquele país.