14.023 – Como Funciona a Vela Solar?


velasolar
Velas solares são um tipo de propulsão que utiliza pressão de radiação para gerar aceleração. Elas são feitas de grandes espelhos membranosos de pouca massa que ganham momento linear ao refletirem fótons. A pressão de radiação à distância da Terra ao Sol é de aproximadamente 10−5 Pa[1] e é função inversa do quadrado da distância à fonte luminosa, se esta for pontual. Mesmo gerando aceleração de valor muito pequeno, velas solares são capazes de gerar aceleração constante por longos períodos e não requerem massa de reação, que geralmente totaliza uma fração significante da massa das espaçonaves que utilizam-na atualmente, possibilitando assim aumentar a carga útil da espaçonave e atingir grande velocidade. Várias tecnologias foram teorizadas a partir de velas solares de com usos para pequenas alterações de órbitas de satélites a propulsão de veículos espaciais para viagem interestelar.
Os conceitos científicos que embasam a tecnologia de velas solares são bem aceitos e difundidos, porém a tecnologia necessária para a construção viável de velas solares está em desenvolvimento, e missões espaciais baseadas em velas solares partindo de grandes agências ainda não foram executadas. Em 2005, em resposta à falta de interesse governamental, a organização Sociedade Planetária, movida por entusiastas, lançaria a espaçonave Cosmos 1, com propulsão baseada na tecnologia. Porém, o projeto fracassou pois houve uma falha no foguete que iria lançar a espaçonave de um Submarino, no Mar de Barents.
O conceito da tecnologia data desde o século XVII, com Johannes Kepler. Friedrich Zander na década de 1920 novamente propôs esse tipo de tecnologia, que tem sido gradualmente refinada. O intenso interesse recente de estudos científicos começou com um artigo do engenheiro e autor de ficção científica Robert L. Forward em 1984.
Posiciona-se um grande espelho membranoso que reflete a luz do Sol ou de outra fonte luminosa. A pressão de radiação gera uma pequena quantidade de impulsão ao refletir fótons. Inclinando a superfície reflexiva em certos ângulos para a fonte luminosa, gera-se propulsão em direção normal à superfície. Ajustes nos ângulos das velas podem ser feitos com a ajuda de pequenos motores elétricos, para que a vela se incline e possa gerar propulsão na direção desejada.
Teoricamente, também seria possível gerar aceleração em direção à fonte luminosa, contrariando o senso comum, ao desacoplar parte da vela e utilizá-la para concentrar luz numa face reflexiva oposta à fonte de luz.
Os métodos mais eficientes para utilizar velas solares envolvem manobras em direção à fonte de luz, onde a luz é mais intensa. Em meados da década de 1990 foi proposto um método que permite que uma espaçonave equipada com velas solares atinja velocidades de cruzeiro capazes de escapar do sistema solar a velocidades muito maiores do que as atingidas por outros métodos de propulsão avançados, como propulsão nuclear. Demonstrado matematicamente, esse modo de velejar foi considerado como uma das opções para viagens interestelares futuras pela NASA.

Esclarecendo:
Existe um mal-entendido que velas solares são movidas pelo vento solar, ou por partículas carregadas de alta energia do Sol. De fato, tais partículas gerariam impulso ao atingirem velas solares, porém esse efeito é pequeno comparado ao da pressão de radiação da luz: a força da pressão de radiação é cerca de 5.000 vezes maior do que aquela gerada pelo vento solar. Existem modelos propostos que se utilizariam do vento solar, porém precisariam ser muito maiores do que velas solares convencionais.
Outros também teorizam que o princípio das velas solares violaria o princípio da conservação de energia. Esse não é o caso, já que os fótons perdem energia ao atingir os espelhos de uma vela solar ao passarem por desvio Doppler: seu o comprimento de onda aumenta, diminuindo sua energia, em função da velocidade da vela – uma transferência de energia dos fótons solares para a vela. A energia adquirida soma momento à vela.
Atualmente, painéis de controle de temperatura, coletores solares e outras partes móveis são utilizados ocasionalmente como velas solares improvisadas, para ajudar espaçonaves comuns a fazer pequenas correções ou modificações na órbita sem utilizar combustível.
Algumas até tiveram pequenas velas construídas propositalmente para esse uso. Satélites Eurostar da EADS Astrium utilizam velas solares ligadas a seus painéis solares para realizar tarefas de ajuste de momento angular, economizando combustível (esses satélites acumulam momento angular através do tempo e comumente giroscópios são utilizados para controlar a orientação da espaçonave). Algumas espaçonaves não tripuladas, como a Mariner 10, utilizaram velas solares para estender sua vida útil.
Robert L. Forward mostrou que uma vela solar poderia ser utilizada para manipular a órbita de um satélite. Velas solares poderiam, no limite, ser utilizadas para manter um satélite sobre um pólo da Terra. Espaçonaves com velas solares também poderiam ser posicionadas em órbitas próximas ao Sol que seriam estacionárias tanto em relação com a Terra ou com o Sol, que Forward nomeou de ‘satatite’, em referência à estaticidade relativa da espaçonave. Isso seria possível pois a propulsão gerada pela vela cancela a força gravitacional exercida sobre a trajetória desejada. Uma dessas órbitas poderia ser útil para estudar as propriedades do Sol por longos períodos: uma dessas espaçonaves poderia teoricamente ser posicionada diretamente acima de um pólo do Sol e permanecer naquela posição por períodos prolongados.
Forward também propôs o uso de lasers para impulsionar velas solares. Um feixe suficiente poderoso expondo uma vela solar por tempo suficiente poderia acelerar uma espaçonave até uma fração significante da velocidade da luz. Essa tecnologia, porém, iria requerer lasers incrivelmente poderosos, lentes ou espelhos gigantescos.

Assista o vídeo:

13.202 – Mais uma superterra na lista dos alvos para a busca por vida fora do Sistema Solar


Um grupo internacional de cientistas anunciou a descoberta de um mundo rochoso, maior que a Terra, orbitando na zona habitável de sua estrela a cerca de 40 anos-luz daqui. O que deixa os pesquisadores empolgados é que sua modesta distância, a exemplo do sistema recém-descoberto Trappist-1, permitirá a busca de sinais de vida por lá nos próximos anos.
A pequena LHS 1140, localizada na constelação austral da Baleia, é uma anã vermelha, com cerca de 15% da massa do nosso Sol. Trata-se de uma estrela já madura, com mais de 5 bilhões de anos, e agora os astrônomos descobriram que ela tem um planeta com diâmetro 40% maior que o da Terra — uma “superterra”, no jargão dos cientistas — que completa uma volta em torno de sua estrela a cada 25 dias.
A descoberta original foi feita com a rede de telescópios MEarth, destinada justamente a buscar planetas similares ao nosso em torno de anãs vermelhas próximas. São dois conjuntos de quatro telescópios de 40 cm de abertura, um instalado no Arizona, no hemisfério Norte, e outro no Chile, no hemisfério Sul. Com isso, os astrônomos têm acesso a 100% da abóbada celeste para as buscas.
Os telescópios fazem descobertas medindo a pequena redução de brilho causada pela passagem de um planeta à frente de sua estrela-mãe, o famoso método dos trânsitos. A técnica é boa para fornecer o diâmetro planetário, mas em geral não permite estimar a massa.

No caso de LHS 1140b, contudo, os astrônomos solicitaram uma bateria de observações com o Harps, um espectrógrafo instalado no telescópio de La Silla, do ESO, também no Chile. É um instrumento que permite medir o bamboleio gravitacional da estrela conforme ela é atraída suavemente, para lá e para cá, por planetas girando ao seu redor. O método é complementar e permite estimar a massa dos planetas, mas não seu diâmetro. Após 144 medidas precisas da chamada “velocidade radial” da estrela (termo técnico para o “bamboleio”), os cientistas puderam estimar que o planeta tem cerca de 6,6 vezes a massa da Terra (com uma margem de erro significativa de 1,8 massa terrestre).
Pode parecer um número enorme, mas lembre-se de que essa massa toda também se distribui por um volume bem maior, porque o diâmetro do planeta é 40% maior que o nosso. Calculando o volume interno de LHS 1140b (lembra da fórmula das aulas de geometria? V=4/3.π.r3), dá cerca de três vezes o terrestre. Nessas horas, é melhor usar o parâmetro da densidade, que é dada pela massa dividida pelo volume. Nesse sentido, podemos dizer que o mundo recém-descoberto é cerca de duas vezes mais denso que o nosso — provavelmente com um núcleo metálico mais avantajado que o da Terra.
De toda forma, em todas as faixas de massa estimadas, o planeta seria rochoso (planetas gasosos têm densidade muito menor) e estaria numa posição do sistema que, em tese, permitiria a presença de água em estado líquido na superfície. Com efeito, em sua órbita, LHS 1140b recebe cerca de metade da radiação que o Sol nos dá — um pouquinho mais do que Marte recebe no Sistema Solar.
E o mais interessante: “Porque LHS 1140 é próxima, telescópios atualmente em construção podem ser capazes de procurar gases atmosféricos específicos no futuro”, escrevem os autores liderados por Jason Dittmann, do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica, nos Estados Unidos, em seu artigo na “Nature”.
Com isso, o planeta LHS 1140b se junta aos mundos do sistema Trappist-1 na lista de alvos preferenciais para o Telescópio Espacial James Webb, que deve ser lançado pela Nasa em 2018, assim como para os telescópios de solo de próxima geração, que devem começar a operar na próxima década.
A ideia é que esses futuros equipamentos, mais sensíveis, possam observar a estrela no momento em que o planeta passar à frente dela. Com isso, parte da luz atravessaria a borda da atmosfera planetária, carregando consigo uma “assinatura” dos gases presentes.

12.839 – Projeto Genesis: cientistas querem levar vida a outros planetas e acelerar a evolução


genesis
Nos últimos anos, graças ao rápido avanço tecnológico, foram observados centenas de planetas com características parecidas à da Terra em nossa galáxia.
Claudio Gros, diretor do Instituto de Física Teórica da Universidade de Frankfurt, na Alemanha, acredita que é possível levar vida a um desses planetas e acelerar seu processo evolutivo.
O projeto foi denominado Genesis, já que, se virar realidade, transformaria os seres humanos em uma espécie de deuses criadores. Os astrofísicos acreditam que será possível implementar a missão em poucas décadas, utilizando microssondas não tripuladas e capazes de viajar em alta velocidade.
Uma vez aterrissadas, as astronaves semeariam uma seleção de organismos unicelulares no planeta eleito, para fazer o ecossistema evoluir até se tornar habitável.
Gros explica: “Dessa maneira, poderemos saltar os aproximadamente 4 bilhões de anos que foram necessários na Terra para chegar à etapa de desenvolvimento do pré-cambriano, a partir do qual o mundo animal se desenvolveu há 500 milhões de anos”.
Os cientistas afirmam que os habitantes da Terra não poderão tirar nenhum benefício direto do projeto, já que o tempo estimado entre o início da vida unicelular até um planeta se tornar habitável é de quase 100 milhões de anos. No entanto, eles consideram que poderia ser uma maneira de “dar algo de volta à vida”.

12.610 – Colonização de Planetas – As opções mais habitáveis do Sistema Solar


nasa-viagem-marte
Sim, se fôssemos sair da Terra, qual seria o melhor lugar para se viver no nosso Sistema Solar? Nenhuma das opções é tão habitável quanto o nosso planeta, mas elas têm a vantagem de ainda não terem sido estragadas pela humanidade. Então é uma questão de pesar risco e benefícios.
Marte
Tem sido a opção número 1 por ser um planeta razoavelmente parecido com a Terra em relação a gravidade, e o fato de ser perto permite uma viagem de até 9 meses. Conta com água sólida nos polos e líquida abaixo do solo, e Sol o bastante para aproveitar energia solar. Não há muita atmosfera, mas ela existe, bloqueando um pouco da radiação solar.
A parte ruim: A vida deve ser restrita a ambientes fechados, porque a atmosfera marciana é extremamente rarefeita, fazendo com que a água evapore em temperaturas muito baixas (menos do que a temperatura do corpo humano). Isso significa que a água no corpo de uma pessoa exposta iria evaporar em pouco tempo, causando uma morte horrível. A radiação ainda é forte demais para uma vida saudável.

Lua
É a opção mais próxima. É possível chegar lá com poucos dias de viagem, tornando a Lua a alternativa mais fácil para aquela fuga rápida do planeta Terra. Também existe a crença de que existe água congelada nos polos, minérios, e Hélio-3, que seria uma boa fonte de energia radioativa.
A parte ruim: sem atmosfera, a Lua é bombardeada por radiação solar. A poeira lunar também se provou um problema sério nas viagens das espaçonaves Apollo. Além disso, há o fato de que, se você realmente quer sumir da Terra, a Lua pode ser perto demais.

Vênus
Em vez de ir para o quarto planeta do Sistema Solar, que tal ir para o segundo? Vênus tem atmosfera, ao contrário de Marte e da Lua. No entanto, a pressão do ar em Vênus em sua superfície é esmagadora (equivalente a quase 1 km de profundidade nos oceanos terrestres), e o calor é insuportável (460° Celsius). No entanto, a NASA já estuda alternativas viáveis que incluem criar cidades voadoras em Vênus, a 50 quilômetros da superfície; nesta altitude, as temperaturas variam entre 0°C e 50°C e a pressão atmosférica é próxima da terrestre.
A parte ruim: se a ideia de viver para sempre em um balão não agrada, o fato de as chuvas serem formadas por ácido sulfúrico, que é fortíssimo e altamente corrosivo, também não é muito atraente. Além disso, o fornecimento de água e metais seria complexa, devido à espessa atmosfera do planeta, dificultando o lançamento e pouso das naves.

Titan
Esta lua de Saturno tem uma vantagem muito clara: energia aos montes. Ela possui oceanos inteiro de metano puro, que é um gás altamente inflamável, mas lá está em estado líquido. A pressão atmosférica é próxima à da Terra (1,4 vezes a pressão), tornando desnecessário o uso de uma roupa pressurizada (mas ainda seria necessário usar uma máscara para respirar). Há nitrogênio e amônia na atmosfera que poderiam ser usadas para fertilizar hortas em estufas e pode haver água sob a superfície. A atmosfera também é espessa o bastante para filtrar a radiação solar.
A parte ruim: Bom, a lua está perto de Saturno, que é muito longe do Sol. O resultado disso é que a temperatura média em Titan é de -180° Celsius. Além disso, a distância em relação à Terra significa que a viagem até lá demoraria vários anos com os sistemas de propulsão atuais.

Callisto
Júpiter tem várias luas, e Europa é a mais famosa, sempre lembrada quando falamos em chances de vida extraterrestre. No entanto, Callisto é interessante por vários motivos. O fato de estar mais distante de Júpiter significa que recebe menos radiação do gigante gasoso. Além disso, já foi observado gelo na superfície da lua, e tudo indica que haja um oceano salgado a uma profundidade entre 50 e 200 quilômetros. A própria NASA já começou a estudar a possibilidade de enviar humanos a Callisto pela sua estabilidade geológica e a possibilidade de transformar o gelo da superfície em propulsor de foguetes.
A parte ruim: também é longe para chuchu da Terra, dependendo de uma viagem de vários anos. A atmosfera também é fina, gerando problemas como na Lua da Terra e Marte. A radiação que recebe de Júpiter é menor do que outras luas jupterianas, mas ainda é maior do que Titan, por exemplo. Além disso, Callisto recebe apenas 4% da luz solar que a Terra recebe, dificultando bastante a captação de energia.

12.555 – Espaço – Empresas privadas querem reconquistar a Lua


privatizacao-da-lua
Lá se vão quase 45 anos desde a última vez em que o homem pôs os pés na Lua. As imagens da tripulação da missão Apollo 17 pousando o módulo Challenger no Vale da Taurus-­Littrow são o derradeiro registro, quase apagado da memória, de um tempo em que o corpo celeste mais próximo de nosso planeta deixou de ser só dos poetas, seresteiros e namorados.
Desde então, a Lua ficou metaforicamente mais longe. A Nasa, a agência espacial americana, praticamente a abandonou. Houve iniciativas da extinta União Soviética, da Rússia e da China, mas sempre com naves sem ninguém dentro. Foram experiências interessantes, mas sem o tom espetacular e os grandes avanços científicos dos primeiros tempos.
Vencer a corrida lunar era busca incansável dos Estados para demonstrar força no apogeu da Guerra Fria. Já não é assim. Agora, tudo leva a crer que estamos no caminho da privatização da Lua. “Se dependermos apenas de governos, o universo continuará inexplorado”, diz o engenheiro John Thornton, fundador da americana Astrobotic. Até o ano que vem, a empresa pretende enviar a primeira sonda privada para a Lua. Quer se aventurar nas cavernas cor de Flicts. Se cumprir a meta, garantirá ainda uma pomposa recompensa de 20 milhões de dólares, prometida pela premiação Lunar — parceria entre o Google e a organização sem fins lucrativos XPrize — à primeira companhia da história a concluir a estratosférica missão.
O prêmio Lunar foi idealizado em 2007 com um claro objetivo: “Incentivar empreendedores espaciais a criar uma nova era de acesso barato à Lua e além”. Para entrar na competição, era necessário que um time de cientistas qualificados apresentasse um plano possível para pousar no satélite e percorrer uma distância de 500 metros no terreno, por meio de uma sonda controlada a distância, da Terra. A condição: ao menos 90% do financiamento do projeto tem de vir do setor privado; os outros 10% podem brotar do governo. Ao todo, será distribuído um butim de 30 milhões de dólares — os 20 milhões ao campeão, 5 milhões ao segundo colocado e outros 5 milhões de bônus aos que atingirem uma série de etapas científicas preestabelecidas.
Liderada pelo Google e pela XPrize, e com o apoio de empreendedores do porte de Elon Musk, fundador da Tesla, fabricante de carros elétricos, e da SpaceX, de exploração espacial —, a competição estava, até há pouco, envolta em descrédito. De início, a promessa era lançar um foguete em 2012. Porém, quando a data chegou, o Lunar puxou o freio, anunciando que nenhum time aparentava estar próximo de elaborar uma proposta razoável para vencer. O prazo, então, foi estendido para 2015, depois para 2016 e, recentemente, para 2017. Das 29 empresas que se candidataram à disputa, de catorze países, treze desistiram (boa notícia: sobrou uma brasileira). “Não é fácil ser o primeiro a realizar algo tão ousado, e é de esperar que existam percalços”, disse a americana Chanda Gonzales-Mowrer, diretora do Lunar. “Depois de chegarmos lá, e de colocarmos nosso nome nos livros de história, ninguém se lembrará desses problemas, apenas da glória.”

12.406 – O revolucionário projeto de viagem interestelar apoiado por Stephen Hawking


astrofisica estrela
O físico Stephen Hawking anunciou apoio a um projeto que pretende enviar uma pequena nave espacial – do tamanho de um chip usado em equipamentos eletrônicos – para uma viagem interestelar daqui a uma geração.
O veículo viajaria trilhões de quilômetros, muito mais distante do que qualquer outra nave.
Um programa de pesquisa de US$ 100 milhões (cerca de R$ 350 milhões) para o desenvolvimento das “naves estelares” do tamanho de pequenos chips eletrônicos foi lançado pelo milionário Yuri Milner e apoiado pelo fundador do Facebook, Mark Zuckerberg.

A viagem interestelar tem sido um sonho para muitos, mas ainda enfrenta muitas barreiras tecnológicas. Entretanto, Hawking disse à BBC News que a fantasia pode ser realizada mais cedo do que se pensa.
“Para que nossa espécie sobreviva, precisamos finalmente alcançar as estrelas”, disse. “Os astrônomos acreditam que haja uma chance razoável de termos um planeta parecido com a Terra orbitando um estrelas no sistema Alfa Centauri. Mas saberemos mais nas próximas duas décadas por intermédio de dados dos nossos telescópios na Terra e no espaço”.

Ainda de acordo com Hawking, “os avanços tecnológicos das últimas duas décadas e os avanços futuros tornarão (a viagem interestelar) possível dentro de uma geração”.
O físico está apoiando um projeto da Fundação Mr. Milner’s Breakthrough, uma organização privada que financia iniciativas de pesquisas científicas consideradas muito ambiciosas por fundos governamentais.

A organização reuniu um grupo de cientistas especialistas no assunto para avaliar a possibilidade de desenvolver naves espaciais capazes de viajar para outros sistemas estelares dentro de uma geração e ainda enviar informações de volta à Terra.
O sistema estelar mais próximo está distante 40 trilhões de quilômetros. Com a tecnologia disponível atualmente, chegar lá levaria cerca de 30 mil anos.

O grupo concluiu que com um pouco mais de pesquisa e desenvolvimento seria possível projetar uma aeronave espacial que reduziria esse tempo para somente 30 anos.
“Eu disse anteriormente que até poucos anos atrás viajar para outras estrelas nesse tipo de velocidade seria impossível”, disse o cientista Pete Worden, que lidera o projeto. Ele é o presidente da Fundação Breakthrough Prize e ex-diretor do centro de pesquisas Nasa Ames, no Vale do Silício, na Califórnia.

“Mas o grupo de especialistas descobriu que, por causa dos avanços em tecnologia, parece haver um conceito que pode funcionar”.

Esse conceito é reduzir o tamanho da aeronave para o de um chip usado em equipamentos eletrônicos. A ideia é lançar milhares dessas “mininaves” na órbita da Terra. Cada um teria um navegador solar.
Seria como uma vela em um barco – mas o sistema seria impulsionado pela luz, em vez de vento. Um laser gigante na Terra daria a cada uma das naves um poderoso empurrão que as ajudaria a alcançar 20% da velocidade da luz.
Tudo isso soa como ficção científica, mas Yuri Milner acredita que é tecnicamente possível desenvolver essa nave espacial e chegar a outro sistema estelar ainda nos próximos anos.

“A história humana tem grandes saltos. Há exatos cinquenta anos, Yuri Gagarin se tornou o primeiro homem no espaço. Hoje estamos nos preparando para o próximo salto: as estrelas”, disse o milionário.

Mas antes de projetar naves espaciais capazes de chegar a outras estrelas, há muitos problemas a serem superados.
Uma prioridade é desenvolver câmeras, instrumentos e sensores em miniatura capazes de caber em um chip, assim como projetar um navegador solar forte o suficiente para ser atingido por um laser poderoso por vários minutos e encontrar uma forma de captar imagens e informações do novo sistema estelar para serem enviados de volta à Terra.
O professor Martin Sweeting, pesquisador do Centro espacial de Surrey, na Inglaterra, e presidente da empresa de engenharia espacial especializada em pequenos satélites Surrey Satellite Technology, quer se envolver no projeto.
Ele fundou a empresa há 30 anos e foi responsável pela redução de custo e de tamanho dos satélites.

“Muito do que fizemos nos anos 80 foi considerado muito maluco, mas agora pequenos satélites estão na moda. Esse projeto (de viagem interestelar) parece uma ideia de maluco, mas novas tecnologias surgiram e agora isso não é mais maluquice, é só difícil”, disse ele à BBC News.
Andrew Coates, do laboratório de ciência espacial Mullard, que é parte da Universidade de Londres, concorda que o projeto é desafiador, mas não impossível.
“Teríamos muitas dificuldades a resolver, como mecanismos de resistência à radiação espacial e ao ambiente empoeirado, a sensibilidade dos instrumentos, a interação entre o poder dos lasers que impulsionariam as naves e atmosfera da Terra, a estabilidade na nave espacial e o fornecedor de energia”, afirma.
Mas, segundo ele, “devemos olhar com atenção para esse conceito se realmente quisermos alcançar outro sistema estelar dentro de uma geração”.
Stephen Hawking acredita que o que antes era um sonho distante pode e deve se tornar uma realidade dentro de três décadas.
“Não há alturas mais altas a serem alcançadas do que as estrelas. Não é sábio manter todos os novos ovos em uma cesta frágil”, disse ele. “A vida na Terra enfrenta perigos astronômicos como asteroides e supernovas”.

11.473 – Espaço – Velas abertas no oceano cósmico


lightsail-espaco-620x465
O veleiro solar LightSail-A, da ONG Planetary Society, acaba de concluir a transmissão de sua primeira imagem diretamente do espaço, com as velas abertas. A foto é basicamente a declaração mais eloquente de sucesso que os engenheiros e cientistas poderiam ter.
A missão passou por mais momentos de emoção após a abertura dos painéis solares, e na última quarta-feira (04 de junho), o contato com o pequeno satélite foi interrompido por um problema com as baterias, frustrando os planos de abrir as velas até sexta, como originalmente planejado. A comunicação voltou no sábado, e no domingo o cubesat (de apenas 10 x 30 cm) foi comandado a içar as velas. Foi detectada a telemetria dos motores executando a operação, mas somente com uma imagem seria possível confirmar o sucesso. Na segunda já havia uma pista boa, com uma imagem parcial, e na tarde de terça a imagem completa revelou a abertura bem-sucedida!
Agora, o que era um satélite do tamanho de um pão de forma é uma pipa com 5,6 metros de lado voando acima da Terra. O aumento de área fez duas coisas: tornou possível observar o LightSail a olho nu quando ele passa por cima de cidade logo após o pôr do Sol ou antes do nascente e aumentou brutalmente o arrasto atmosférico, de forma que ele deve decair de sua órbita e reentrar na atmosfera terrestre em poucos dias. Mas com a missão cumprida.
Um veleiro solar funciona usando a luz que vem do Sol como propulsão. Cada partícula de luz produz um empurrão muito suave nas superfícies que toca, e se a superfície for suficientemente grande, e a nave suficientemente leve, isso é o que basta para obter aceleração para viajar pelo espaço, uma vez que se vence o poderoso campo gravitacional da Terra.
É um empurrãozinho de nada, é verdade, mas a vantagem é que ele é sempre constante — o Sol não para nunca de brilhar. Combustível é desnecessário para acelerar o veículo. Então, imagine um empurrãozinho agindo durante meses e anos, aumentando gradualmente a velocidade da nave. Com habilidade e controle, é possível levá-la a qualquer parte do Sistema Solar (claro, tudo vai ficando mais difícil conforme se afasta do Sol, e o nível de luz diminui, mas ainda assim é teoricamente possível ir bem longe desse jeito).
Honestamente, os veleiros movidos a luz são hoje a única tecnologia conhecida que pode de fato realizar missões interestelares.

11.446 – Veleiro Solar LightSail-1


lightsail
Nas Grandes Navegações, embarcações à vela eram conduzidas sem qualquer forma de propulsão própria, viajando ao sabor do vento, durante as longas travessias oceânicas. Agora, novas espaçonaves começam a se preparar para fazer a mesma coisa, só que no espaço — são os veleiros solares.
A ONG Planetary Society vai lançar ao espaço seu primeiro satélite do tipo, impulsionado apenas pelo suave sopro do vento solar.
Chamado de LightSail-1, ele se destaca por algumas características. A mais marcante é que, sendo um produto de uma instituição não-governamental, ele foi desenvolvido totalmente com recursos privados (mais de US$ 4 milhões foram investidos até agora). Em segundo lugar, ele também se beneficiou da recente miniaturização de sistemas para satélites. O LightSail-1 é um “cubesat” com 4 kg e 30 centímetros de comprimento — mais ou menos do tamanho de uma embalagem de pão de forma.
Contudo, assim que chegar ao espaço, pegando carona num foguete Atlas V (que, por sinal, terá como carga principal um daqueles mini-ônibus espaciais misteriosos da Força Aérea americana), o LightSail ficará enorme. Dele se abrirão quatro grandes velas solares triangulares, com área total de respeitáveis 32 metros quadrados (basicamente um quadrado de 5,6 metros de lado).
Um veleiro solar funciona usando a luz que vem do Sol como propulsão. Cada partícula de luz produz um empurrão muito suave nas superfícies que toca, e se a superfície for suficientemente grande, e a nave suficientemente leve, isso é o que basta para obter aceleração para viajar pelo espaço, uma vez que se vence o poderoso campo gravitacional da Terra.
É um empurrãozinho de nada, é verdade, mas a vantagem é que ele é sempre constante — o Sol não para nunca de brilhar. Combustível é desnecessário para acelerar o veículo. Então, imagine um empurrãozinho agindo durante meses e anos, aumentando gradualmente a velocidade da nave. Com habilidade e controle, é possível levá-la a qualquer parte do Sistema Solar (claro, tudo vai ficando mais difícil conforme se afasta do Sol, e o nível de luz diminui, mas ainda assim é teoricamente possível ir bem longe desse jeito).
Alguns conceitos de missões (tripuladas e não-tripuladas) até as estrelas mais próximas com veleiros já chegaram a ser rascunhados (eles envolviam, além do veleiro em si, poderosos lasers espaciais para focar a luz sobre a vela quando ela já estivesse bem longe do Sol). Mas, claro, tudo isso ainda está muito longe de nossa capacidade de engenharia atual. De toda forma, são uma luz no fim do túnel no espinhoso problema do voo interestelar, e missões como a LightSail são um passo na direção certa para demonstrar conclusivamente o potencial dessa tecnologia.
Nesse lançamento inicial, os sistemas do veleiro serão testados, mas ainda não produzirão efetiva navegação por luz. Como o cubesat será colocado numa órbita baixa, o arrasto provocado pela atmosfera terrestre sobre a grande superfície das velas acabará fazendo com que ele volte para o chão em pouco tempo. A proposta nesse primeiro momento é testar a capacidade de abrir as velas no espaço e controlar a orientação do veículo. Se tudo correr bem, no ano que vem voa o LightSail-1 para valer, que usará suas velas para navegar por luz.
Construir um veleiro solar já está nos planos da Planetary Society há décadas. A organização fundada por Carl Sagan, Bruce Murray e Louis Friedman chegou a construir um, batizado de Cosmos-1, e tentar lançá-lo em 2005, mas o foguete russo Volna que iria colocá-la em órbita deu chabu. Com isso, a ONG perdeu a chance de ser a primeira organização a operar um veleiro no espaço. A honra recaiu sobre a Jaxa, agência espacial japonesa, com sua sonda Ikaros, que viajou na direção de Vênus e testou esse modo de propulsão de forma bem-sucedida em 2010.
O LightSail, por sua vez, herdou tecnologias desenvolvidas pelo projeto NanoSail-D, da Nasa, que chegou a colocar em órbita um veleiro “cubesat”, mas com velas menores (área de 10 metros quadrados).
O entusiasmo pela missão é inegável, não só pelas possibilidades abertas pela tecnologia de navegação por velas solares, mas também pelo nível de participação popular que a missão realizada por uma instituição privada permite.

11.424 – NASA varre 100 mill galáxias em busca de extraterrestres


galaxia
O que seria mais assustador: saber que temos companhia ou que estamos sozinho no Universo? Uma primeira exploração sistemática, que fez uma varredura em 100 mill galáxias, indica que a última hipótese é a mais provável. De acordo com critérios usados na busca por supercivilizações extraterrestres conduzida o resultado é ZERO. Sim, teríamos que encarar de frente a solidão cósmica e tentar viver em harmonia por aqui mesmo de acordo com o experimento liderado pelo astrofísico Jason Wright, da Universidade do Estado da Pensilvânia.
Mas o que seria exatamente uma supercivilização e quais critérios foram usados para encontrar esse tipo de sociedade no Universo? Wright explica que se trataria de um povo extramamente avançado, muito mais do que nós. De acordo com o pesquisador, essas supercivilizações usariam alguma forma de energia que seria detectável no espectro infravermelho médio. Essa é a frequência que capta o calor produzido por toda tecnologia e que foi usada na varredura das 100 mil galáxias.
Wright, sua equipe da NASA e o Centro para Exoplanetas e Mundos Habitáveis da Universidade da Pensilvânia usaram um satélite da NASA para detectar essas frequências infravermelhas. Os resultados foram publicados na edição de abril do Astrophysical Journal.
Apesar do resultado, muitas vezes frustrante para alguns, existem diversas teorias de que, na verdade, as supercivilizações já estiveram na Terra há muito tempo.

11.397 – Planeta que “não existia” foi recém-analisado, provando sua existência e possibilidade de sustentar vida humana


planeta
O planeta Gliese 581d tem condições capazes de sustentar vida, e é provável que seja um mundo rochoso com o dobro do tamanho da Terra. Os sinais do planeta foram, inicialmente, descobertos em 2010, mas no ano passado foram identificados oscilações em estrelas distantes, o que confundiu os astrônomos. Hoje, sabe-se que estes “sinais” vieram do próprio planeta e não das estrelas próximas.
Agora, um novo estudo afirma que a pesquisa de 2014 foi baseada em “análises inadequadas de dados” e que Gliese 581d não existe.
No ano passado, pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia, disseram que o Gliese 581d – e seu companheiro Gliese 581g – eram simplesmente um truque de luz causado por rajadas magnéticas de uma estrela localizada a 22 anos-luz de distância.
A nova pesquisa britânica, no entanto, argumenta que o método utilizado pela equipe de Pensilvânia era adequado apenas para grandes planetas, podendo perder os pequenos, como GJ 581d. O estudo, realizado pela Queen Mary University, em Londres, e a Universidade de Hertfordshire, afirma usar um modelo mais preciso sobre os dados existentes.
“A existência (ou não) de GJ 581d é significativa porque foi o primeiro planeta semelhante à Terra descoberto na chamada ‘zona habitável’, em torno de outra estrela, sendo um caso de referência para a técnica Doppler”, disse o principal autor, o Dr. Guillem Anglada-Escudé.
“Há sempre discussões entre os cientistas sobre as formas de interpretar os dados, mas estou confiante de que GJ 581d esteja na órbita de Gliese 581 durante todo este tempo. Em qualquer caso, a força de sua declaração era muito forte. Se a sua maneira de tratar os dados estava certa, então alguns projetos de pesquisa planetária, em vários observatórios terrestres, teriam de ser significativamente revistos com o objetivo de detectar planetas ainda menores”, relatou.
Acredita-se que GJ 581d seja o primeiro planeta fora do nosso sistema solar, na zona habitável em torno de sua estrela – uma área nem muito quente, nem muito fria para a vida. Para encontrar Gliese 581d, astrônomos da Universidade da Califórnia observaram originalmente, mudanças sutis na luz, causadas pela gravidade de um planeta orbitando para trás e para frente da estrela. A força do empuxo, acreditavam eles, mostrou-lhes que o planeta possuía cerca de três vezes a massa da Terra.
Na época, a descoberta de planetas semelhantes à Terra em torno de Gliese 581 chamou a atenção do público. O canal de documentários RDF e o site da rede social Bebo, usaram um telescópio de rádio na Ucrânia para enviar um poderoso feixe focalizado de informações – 500 mensagens do público sob a forma de ondas de rádio – para Gliese 581. O ministro da ciência, na Austrália, convocou 20.000 usuários do Twitter para enviar mensagens para o sistema solar distante, baseando-se nas descobertas.
O veredicto é de que Gliese 581d existe, ao contrário do que foi questionado. Rumores na época coloram em dúvida os cálculos e análises dos astrônomos responsáveis por sua descoberta, mas as análises atuais provaram que eles estavam certos.
Gliese 581d é uma esperança, mesmo que mínima, de um dia o ser humano fugir da Terra e povoar outros ‘mundos’, em busca da perpetuação da espécie e sobrevivência.

11.321 – Astronomia – Exoplanetas


kepler e terra
Astrônomos procuram exoplanetas (ou planetas extrassolares) que podem ser propícios à vida, estreitando a busca para planetas rochosos que orbitem dentro da zona habitável de suas respectivas estrelas. Desde 1992, centenas de planetas em torno de outras estrelas na Via Láctea foram descobertos. Em 14 agosto de 2014, o Extrasolar Planets Encyclopaedia identificou 1 815 planetas extrassolares. Os planetas extrassolares variam muito em tamanho e vão desde a planetas rochosos semelhantes à Terra, até gigantes gasosos maiores do que Júpiter.Espera-se que o número de exoplanetas observados aumente consideravelmente nos próximos anos. Como a sonda Kepler precisa ver três trânsitos estelares por cada exoplaneta antes de identificá-lo como candidato a planetas, até agora ela apenas foi capaz de identificar planetas que orbitam sua estrela a uma taxa relativamente rápida.
A missão deverá continuar pelo menos até 2016, tempo em que se espera que muitos mais candidatos a exoplanetas sejam encontrados.
Em 24 de abril de 2007, os cientistas do Observatório Europeu do Sul em La Silla, no Chile, disseram que tinham encontrado o primeiro planeta parecido com a Terra. O planeta, conhecido como Gliese 581 c, orbita dentro da zona habitável de sua estrela, a Gliese 581, uma anã vermelha que está a 20,5 anos-luz (194 trilhões de km) da Terra. Pensou-se inicialmente que este planeta poderia conter água líquida, mas simulações computacionais recentes do clima em Gliese 581 c feitas por Werner von Bloh e sua equipe no Instituto Alemão para Pesquisa do Impacto Climático sugeriram que o dióxido de carbono e o metano na atmosfera criariam um aumento do efeito estufa. Isso aqueceria o planeta bem acima do ponto de ebulição da água (100 graus Celsius), o que desestimula as esperanças de encontrar vida.
omo resultado de modelos de efeito estufa, os cientistas estão agora voltando sua atenção para Gliese 581 d, que fica fora da zona habitável tradicional da estrela. Em maio de 2011, os pesquisadores previram que Gliese 581 d, não só está na “zona habitável”, onde a água pode estar presente sob a forma líquida, mas é grande o suficiente para ter uma atmosfera de dióxido de carbono estável e “quente o suficiente para ter oceanos, nuvens e precipitação “, segundo o Centro Nacional de França para a Investigação Científica.Em dezembro de 2011, a NASA confirmou que Kepler-22b, distante 600 anos-luz, tem 2,4 vezes o raio da Terra e é, potencialmente, o planeta mais próximo da Terra em termos de tamanho e temperatura.

11.290 – Espaço – Nasa prevê descoberta de vida alienígena até 2025


Acredita-se que serão encontrados sinais de vida fora da Terra em até 10 anos, e provas definitivas disso em até 20 anos. “Nós sabemos onde procurar. Então sabemos como procurar”, disse, em um debate transmitido na Nasa TV sobre a possibilidade de encontrar outros “mundos habitáveis”.
As primeiras descobertas de vida fora da Terra provavelmente estão mais perto do que imaginamos, mas não serão homenzinhos verdes em naves espaciais e, sim, alguma espécie de plâncton ou de alga.

Existe muita água no Sistema Solar. É quase certo que existam oceanos de água salgada sob as conchas geladas das luas de Júpiter, Europa e Ganymede, assim como na lua de Saturno, Enceladus.A água é mantida líquida pela gravidade intensa dos planetas gigantes onde as luas orbitam, que os deforma e contribui para o aquecimento de seus núcleos.

Acredita-se que Enceladus tenha atividade vulcânica nas profundezas de seu oceano, o que manteria a água aquecida a uma temperatura de 93º.Acredita-se que todas as três luas têm mais água em seus oceanos do que todos os oceanos da Terra juntos. Ainda não é possível saber se há vida lá, mas são ótimos lugares para começar a procurar.

E também há Marte, é claro. É quase certo que o planeta vermelho teve oceanos algum dia, e há evidências fotográficas sugerindo que ainda existe muita água escondida sob a superfície. Às vezes ela borbulha e forma rios temporários.O rover Curiosity da Nasa –veículo destinado a explorar a superfície de Marte– recentemente descobriu “moléculas orgânicas que contêm carbono”. Isso significaria “blocos de vida em construção”. É deles que nós somos feitos.

No entanto, água e moléculas não significam vida.
O próximo rover que será lançado com direção à Marte em 2020 irá buscar sinais de que pode ter existido vida no planeta.

A Nasa também tem como objetivo enviar astronautas para Marte em 2030, um passo que cientistas como Ellen Stofan acreditam que será “chave” para procurar sinais de vida, porque mesmo com câmeras ultratecnológicas, encontrar fósseis usando o veículo é muito difícil – às vezes é preciso procurar embaixo da pedra, não nela em si.

“Sou uma geóloga. Eu saio a campo e abro rochas para procurar por fósseis”, disse Stofan no painel.

“Isso é difícil de encontrar. Então eu acredito fortemente que será necessário, em algum momento, colocar humanos na superfície de Marte – geólogos, astrobiólogos, químicos – para buscar provas da existência de vida que eles possam trazer de volta para a Terra para cientistas analisarem.”

A Nasa também está planejando uma missão para a Europa, uma das luas de Júpiter, que deverá ser lançada em 2022.O principal objetivo dessas missões, que custarão cerca de US$ 2,1 bilhões (R$ 6,4 bilhões), é estudar se a lua congelada tem potencial habitável e, ao fazer isso, procurar também sinais de vida nas nuvens de vapor de água que aparentemente irrompem do polo sul da Europa.

E a vida em torno de outras estrelas? O telescópio espacial James Webb, que será lançado em 2018 e custará US$ 8,8 bilhões (R$ 26,8 bilhões), é tão poderoso que pode analisar gases na atmosfera de planetas em volta de outras estrelas, buscando sinais de vida.Missões a Marte pretendem explorar melhor a superfície do planeta em busca de resposta sobre a possibilidade de vida no planeta.

11.229 – Curiosity encontra nitrogênio, essencial à vida, em Marte


Robô Curiosity
Robô Curiosity

O veículo Curiosity, da Nasa, descobriu na superfície de Marte evidências de nitrogênio, elemento químico essencial para a vida, em sua forma mais amigável à atividade biológica: a dos nitratos. O robô já havia encontrado no planeta rastros de outros ingredientes necessários à vida, como água em estado líquido e matéria orgânica, no local conhecido como Cratera Gale.
O nitrogênio é fundamental para as formas de vida conhecidas porque é um dos blocos de construção das moléculas de DNA e RNA, que armazenam toda informação genética. O elemento pode ser comumente encontrado na forma de gás de dióxido de nitrogênio, mas, dessa forma, não reage facilmente com outros átomos. Já o nitrogênio fixado nos nitratos pode se ligar mais facilmente a outros elementos e, assim, ser aproveitado em processos orgânicos.
No entanto, não há nenhuma evidência de que as moléculas encontradas pela equipe da Nasa tenham sido sintetizadas por algum organismo. Em vez disso, a equipe de pesquisa acha que os nitratos são resultado de impactos de meteoritos, raios e outros processos não-biológicos.
O veículo Curiosity está atualmente ao pé do Monte Sharp, uma montanha de 5.500 metros, formada por camadas sedimentares. Em dezembro, o robô detectou emissões de metano regulares, mas a origem do fenômeno ainda é desconhecida.
Os cientistas não esperam que o Curiosity encontre alienígenas ou seres vivos em Marte, mas esperam usá-lo para analisar o solo e as rochas em busca de sinais dos elementos-chave para a vida que o planeta pode ter abrigado no passado.
O veículo de 2,5 bilhões de dólares também tem como objetivo estudar o ambiente marciano para se preparar para uma eventual missão humana por lá nos próximos anos. Os Estados Unidos têm planos de enviar humanos para o planeta vermelho até 2030.

11.220 – Pesquisadores da NASA descobrem um extinto oceano marciano, muito maior que o atual Oceano Ártico


marte cometa
Cientistas da NASA divulgaram suas conclusões sobre a análise das geleiras e dos dados atmosféricos do planeta Marte. De acordo com um comunicado da entidade espacial, há 4.300 milhões de anos o planeta vermelho abrigou um oceano imenso, com um volume de água maior que o do Ártico.
“Nosso estudo estima o volume de água que Marte possuía e aquele que se evaporou para o espaço posteriormente”, explicou o cientista Gerónimo Villanueva. A análise foi baseada em dados fornecidos por três telescópios especializados, capazes de diferenciar os indícios de dois tipos de água presentes na atmosfera marciana: água pesada e água semipesada, cujas moléculas possuem um átomo de hidrogênio deslocado pelo isótopo deutério (HDO).
Dessa forma, após análises exaustivas do nível desses dois tipos de água, os especialistas conseguiram calcular os volumes do elemento líquido que existiria em Marte se não tivessem evaporado para o espaço. Segundo o estudo, atualmente, Marte conserva somente 13% da sua água original em geleiras. Há 4.300 milhões de anos, o planeta possuía um oceano cuja extensão cobria 19% do seu território, com regiões onde a profundidade da água alcançava mais de 1,6 km – número que supera o tamanho atual do Oceano Ártico.

11.211- Astrofísica – Bilhões de planetas na zona habitável


planeta-formacao-noticia-history-channel
Para cada estrela no Universo, deve haver entre um e três planetas em sua zona habitável — a região nem muito quente, nem muito fria, que permite a presença de água em estado líquido na superfície. É basicamente a condição essencial para a existência de vida. Apenas na Via Láctea, a nossa galáxia, são cerca de 200 bilhões de estrelas. Faça as contas e pare para pensar no que isso significa, só por um instante.
A estimativa extraordinária acaba de ser apresentada por um trio de astrônomos na Austrália e na Dinamarca, aliando alta tecnologia do século 21 — dados do satélite Kepler — a ciência do século 18.
Faz algum tempo que os astrônomos Charley Lineweaver e Timothy Bovaird, da Universidade Nacional Australiana, andam brincando com um conceito conhecido como a relação de Titius-Bode. Ela foi descoberta em 1766 por Johann Titius e popularizada por Johann Bode em 1772, numa época em que apenas um sistema planetário era conhecido: o nosso. A dupla notou que as órbitas dos planetas pareciam obedecer a uma regra matemática simples.
Nem todos os planetas presentes na zona habitável de suas estrelas serão rochosos, como a Terra. Em seu novo artigo, publicado no periódico “Monthly Notices of the Royal Astronomical Society”, Lineweaver e seus colegas estimam que um terço desses mundos sejam de fato rochosos (com no máximo 1,5 diâmetro terrestre). Ainda assim, quando você multiplica 2 (média de planetas por sistema) por 0,3 (percentual de planetas rochosos) por 200 bilhões (estimativa do número de estrelas na Via Láctea), terminamos com nada menos que 120 bilhões de mundos similares em composição à Terra e posicionados numa região do sistema planetário compatível com a presença de água líquido — requisito essencial para a vida.

11.040 – Descoberto sistema solar mais velho que já pode ter abrigado vida


Astrônomos anunciaram a descoberta dos mais antigos planetas do tamanho da Terra já conhecidos, em um sistema estelar com 11,2 bilhões anos de idade. Eles dizem que o achado sugere que a vida poderia ter existido durante a maior parte de 13,8 bilhões de anos de história do Universo.
Os cinco planetas do tamanho da Terra foram detectados através de uma análise de dados do telescópio espacial Kepler da NASA, que procura por variações indicativas na luz estelar assim que os planetas atravessam o disco de uma estrela. Neste caso, a estrela está a 117 anos-luz da Terra e é 25% menor do que o nosso Sol. Ele é conhecido como Kepler-444.
Os pesquisadores usaram uma técnica que mede pequenas oscilações no brilho de uma estrela, para determinar a idade da Kepler-444.
Os planetas variam em tamanho entre Mercúrio e Vênus, mas todos eles orbitam a Kepler-444 dentro de uma órbita parecida com a de Mercúrio em nosso Sistema Solar.
Isso faria com que estes planetas fossem quentes demais para o desenvolvimento da vida como a conhecemos. No entanto, o fato de que tais planetas poderiam se formar tão cedo na história do Universo sugere que os mundos favoráveis à vida poderiam existir por bilhões de anos.
“Há implicações de longo alcance em torno desta descoberta”, disse em um comunicado à imprensa Tiago Campante, da Universidade de Birmingham, principal autor do artigo publicado esta semana no The Astrophysical Journal.
“No momento em que a Terra se formou, os planetas neste sistema já eram mais velhos do que o nosso planeta é hoje. Esta descoberta agora pode ajudar a identificar o começo do que poderíamos chamar de” era da formação do planeta “, disse Campante.
Confira o vídeo como funciona este sistema solar extremamente antigo:

10.968 – Em 20 de Agosto de 1977, a nave Voyager 2 é lançada para explorar Júpiter, Saturno, Urano e Mercúrio


voyager-2

Nesse dia, era lançada pela Nasa a nave Voyager 2, em Cabo Canaveral, na Flórida (EUA). Esta nave passou por Júpiter, Saturno, Urano e Mercúrio e enviou dados importantíssimos para pesquisas científicas. Em 1989, ultrapassou a órbita de Plutão e saiu do Sistema Solar. Em 2005, a Voyager 2 estava a 75 UAs da Terra – UAs, a unidade astronômica, pode ser definida como a distância média entre a Terra e o Sol. A nave carrega um disco fonográfico feito de ouro intitulado “Sounds of the Earth” (Sons da Terra), com 1h30min de música e alguns sons da natureza do planeta Terra. Em maio de 2010, a sonda estava na constelação de Telescópio.

10.966 – NASA planeja uma habitar Vênus através de cidades voadoras


venus-planeta-

Uma equipe de cientistas da NASA pretende desenvolver uma “cidade-nuvem” flutuante na atmosfera de Vênus, para que populações humanas possam habitá-la permanentemente. Embora Vênus possua características similares às da Terra, é certo que suas condições climáticas infernais tornam o planeta pouco apto para a vida. Vênus está envolvido por uma atmosfera densa de nuvens de ácido sulfúrico extremamente tóxico, e a superfície suporta uma pressão 90 vezes maior que a da Terra. Trata-se do planeta mais quente do Sistema Solar.
Mas o Langley Research Center (LaRC), da NASA, parecer ter uma boa solução para inabitabilidade venusiana, ao propor a instalação de uma residência para seres humanos na atmosfera planetária. Batizado de “Conceito Operacional de Alta Altitude em Vênus” (HAVOC), o projeto inclui uma série de instâncias que seriam iniciadas com o envio de um robô à atmosfera para avaliar suas águas e continuaria com uma missão orbital tripulada de 30 dias. Se tudo correr bem, o HAVOC poderá se transformar em uma cidade flutuante que abrigará a presença permanente do homem em Vênus.
A missão contempla o uso de aeronaves de hélio, movidas à energia solar e que flutuariam a 50 km sobre a superfície de Vênus, onde a temperatura ainda é moderada.

10.462 -Astronomia – Em busca das mega civilizações


A hipótese é a seguinte: supercivilizações precisam de megafontes de energia para alimentar seus hiperequipamentos, ultrafamintos por eletricidade – está pensando que teletransporte, viagens no tempo e outras supertecnologias são econômicas? Não sabemos, mas provavelmente não. A regra de que não existe almoço grátis fatalmente vale para o Cosmos todo: quanto maior o desenvolvimento, maior a demanda por energia. Aí que os gastos com energia vão mesmo para a estratosfera – se escoar soja do Mato Grosso já demanda um oceano de diesel, imagina transportar matéria-prima entre um planeta e outro.
Desnecessário dizer que diesel não resolve o problema num caso desses (nem no nosso, mas essa é outra história). O jeito mais racional de obter energia nessa escala absurda, imaginam os cientistas terráqueos, é apelar para o Sol. Ou seja, explorar ao máximo a radiação emitida pela estrela-mãe do planeta em questão. Mas não, painéis solares como os conhecemos não dariam nem para o começo. Os nossos amigos de uma hipercivilização com comércio interplanetário precisariam de painéis grandes. Grandes mesmo. Mastodônticos, com centenas de milhões de quilômetros de extensão. A coisa formaria anéis em torno da estrela, como esta mandala que vemos na figura.

esferadedyson

O conceito é conhecido como Esfera de Dyson, assim batizada em homenagem ao físico e matemático britânico que primeiro apresentou o conceito, Freeman Dyson, hoje com 90 anos. Ele partiu do pressuposto de que todas as civilizações tecnológicas constantemente aumentam sua demanda por energia. Pensando em termos terráqueos, se essa tendência (que existe hoje em nossa própria civilização) continuar por tempo suficiente, chegará o dia em que precisaremos de quase 100% da energia emitida pelo Sol para mantermos nossas máquinas funcionando.
Quando essa hora chegar, a melhor solução seria construir essas instalações espaciais cosmofaraônicas em torno de nossa estrela – daria para transmitir a energia via micro-ondas, sem fio, direto do espaço para os planetas em que houver colônias. Dyson apresentou a noção num artigo publicado em 1960 na revista Science, mas a inspiração original veio da ficção científica, que já na década de 1930 falava do assunto.
Se os escritores de ficção científica e Freeman Dyson estiverem certos, e alguém lá em cima já tiver construído uma superestrutura dessas, não seria tão difícil detectar a presença de uma delas hoje mesmo, usando os melhores telescópios disponíveis aqui na Terra.
É exatamente isso que Geoff Marcy, da Universidade da Califórnia, quer procurar. “Estamos buscando estrelas que fiquem completamente escuras por um tempo e depois brilhem de novo”, diz o americano. “Essa mudança drástica no brilho aconteceria se uma civilização cobrisse sua estrela com anéis para coletar sua luz. Esperamos detectar essas esferas Dyson ao procurar por estrelas que mudem de brilho dramaticamente.”
Marcy pode se dar ao luxo de propor coisas nessa linha. Ele construiu uma reputação de cientista de primeira grandeza a partir da década de 1990, quando começou a descobrir os primeiros planetas fora do Sistema Solar. Por pouco, ele não foi o astrônomo que encontrou o primeiro mundo extrassolar, descoberto pelo grupo rival de Michel Mayor, do Observatório de Genebra, em 1995.
Marcy, contudo, foi responsável pela descoberta do primeiro sistema com múltiplos planetas e já soma mais de 110 planetas descobertos. No momento, ele trabalha na equipe do satélite Kepler, da Nasa, que já encontrou milhares de planetas-candidatos durante sua missão de observação de apenas uma pequena parte do céu. E a proposta de procurar sinais de civilizações avançadas está sendo levada a sério. Marcy recebeu um financiamento de US$ 200 mil, que estão sendo pagos entre 2013 e 2014, para procurar por elas justamente nas estrelas observadas pelo Kepler. São cerca de 160 mil estrelas monitoradas constantemente pelo telescópio orbital, mas Marcy deve se concentrar em apenas mil delas, as que pareçam mais amigáveis à existência de planetas potencialmente habitáveis (ou seja: estrelas médias, como o Sol, nem muito ofuscantes, nem muito apagadas).
Mas e se os ETs estiverem usando pulsos de laser, em vez de ondas de rádio? Essa é a segunda grande aposta de Marcy. Ele aponta que os militares americanos já estão usando cada vez mais laser, em vez de rádio, para se comunicar com suas espaçonaves. “Lasers são mais eficientes do ponto de vista energético, e eles permitem que dois grupos se comuniquem com mais privacidade”, diz o astrônomo.
Até agora, houve um sinal esquisito de laser detectado em 2009 na Austrália, mas não tiveram como confirmar sua suposta natureza artificial, porque ela não se repetiu – a exemplo do que já tinha acontecido com as buscas por sinais de rádio. Em 1977, um radiossinal com cara de artificial, formando padrões aparentemente repetidos, foi detectado em Ohio, levando o operador do radiotelescópio a anotar “Uau!” em seus relatórios. Mas o fenômeno nunca mais aconteceu de novo.
Bom, a verdade é que, se somos ruins para prever o futuro da humanidade, calcule o desafio de especular sobre o que estão fazendo civilizações alienígenas bem mais avançadas do que nós. Marcy se dá conta do tamanho do problema. “Talvez eles não transmitam ondas de rádio ou qualquer outro comprimento de onda de luz”.

9985 – Mais quatro mundos habitáveis


planetas

Um grupo internacional de pesquisadores, fuçando dados de arquivo de busca por planetas fora do Sistema Solar ao redor das menores e mais comuns estrelas do Universo, encontrou oito novos candidatos, dos quais possivelmente quatro são mundos habitáveis.
Todos entram na categoria das “superterras” — planetas maiores que o nosso, mas mais modestos que Netuno, o menor dos gigantes gasosos em nosso Sistema Solar. O mais próximo está a apenas 17 anos-luz de distância, uma ninharia em termos cósmicos. (Um ano-luz é a distância que a luz atravessa em um ano, cerca de 9,5 trilhões de quilômetros.)
Ele orbita a estrela Gliese 682 e tem uma massa mínima 4,4 vezes a terrestre — o que faria dele um planeta com 1,5 vez o diâmetro do nosso planeta, se tivesse a mesma composição. Ele completa uma volta em torno de seu sol a cada 17 dias terrestres.
O sistema mais interessante dentre os recém-descobertos, contudo, pertence à estrela Gliese 180, a 38 anos-luz de distância. Lá, dois planetas diferentes se encontram na chamada “zona habitável” — a região do sistema planetário em que um planeta do tipo terrestre seria capaz de preservar água em estado líquido na superfície. Trata-se da condição mais essencial para a vida como a conhecemos. O mais interno deles dá uma volta em torno de seu sol a cada 17 dias, e o mais afastado completa um ano em 24 dias.
Finalmente, o quarto mundo habitável descoberto pela equipe liderada por Mikko Tuomi, da Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido, gira em torno de Gliese 422 e completa uma translação em 26 dias.