12.979 – Agora não é mais ficção – Projeto TALOS: EUA preparam soldados ciborgues


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As forças policiais e militares ganharão superpoderes com o desenvolvimento de um exoesqueleto inspirado na armadura do Homem de Ferro.
O equipamento, que deve ficar pronto em 2018, é um projeto do Tactical Assault Light Operator Suit (Traje Leve de Operação para Ataque Tático – ou TALOS, na sigla em inglês).
O TALOS contará com sistemas de visão noturna, aumento da mobilidade e proteção antibalas. Além disso, ele potencializará mecanicamente a força de quem o utilizar, transformando-o em um verdadeiro ciborgue em combate (veja mais no vídeo abaixo – em inglês).
Matt Allen, porta-voz do Comando de Operações Especiais dos EUA, explicou ao site Scout Warrior: “O objetivo do projeto TALOS é criar um protótipo para 2018, que, depois, será avaliado quanto ao seu impacto operacional”.
Além disso, pesquisadores do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) estão desenvolvendo uma armadura líquida que poderá se tornar sólida, blindando seus usuários com a aplicação de um campo magnético. A armadura contará também com um sistema computadorizado, capaz de transmitir ordens e imagens.
Embora as autoridades militares estejam abertamente otimistas, vários ativistas norte-americanos expressaram sua preocupação quanto ao uso desse tipo de tecnologia, principalmente em um momento de reivindicações raciais e um grande aumento da violência policial.

12.639 – Mais sobre a Neurotransferência


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Mind Upload e Sublimation (sublimação) são termos utilizados para se referir a uma teoria pela qual a mente humana pode ser transferida para um computador e por este ser lida.
Acredita-se que uma pessoa possa transformar a sua personalidade, memória e essência (ou alma) em dados de computador. Sendo assim, essa pessoa poderia viver eternamente caso algo acontecesse ao seu corpo orgânico dentro de um sistema de computação. Uma pessoa pode carregar sua consciência para um computador ou a mente de um bebê recém-nascido. O bebê, então, iria crescer com a individualidade da pessoa anterior e não poderia desenvolver sua própria personalidade.
Futuristas como Moravec e Kurzweil propuseram que, graças ao crescimento exponencial do poder da computação, um dia será possível fazer o upload da consciência humana para um sistema informático e viver indefinidamente em um ambiente virtual. Isso poderia ser conseguido através de avanços da cibernética, quando o hardware seria inicialmente instalado no cérebro para ajudar a memória a digitalizar ou acelerar os processos de pensamento. Componentes seriam adicionados gradualmente até que as funções do cérebro da pessoa fossem inteiramente dispositivos artificiais, evitando transições radicais que poderiam levar a problemas de identidade.
Após esse ponto, o corpo humano poderia ser tratado como um “acessório opcional” e a mente poderia ser transferida para qualquer computador suficientemente potente. Pessoas nesse estado seriam, então, essencialmente imortais, a menos que a máquina (ou o segundo corpo) que as mantém seja destruida. A pessoa poderia criar varias cópias de arquivo e guardá-las em vários locais (ou jogá-las na Internet), garantindo assim vida eterna absoluta.
Essa tecnologia poderia ser usada como uma forma de armazenar dados das mentes de soldados. Esses dados ficariam em um local seguro e, caso esses soldados fossem mortos em guerra, com sua essência eles poderiam ser revividos, assim evitando o sofrimento da morte para a familia.
Outro uso é que a inteligência artificial poderia ser usada para o combate direto. Com a captação de dados, seria possivel replicar o sistema criando seres artificiais baseados na personalidade da pessoa que foi sublimada. Ex.: pilotos de caça criados artificialmente (homúnculos ou inteligências de computador) poderiam entrar em combate, a mente desenvolvida poderia tomar decisões sozinha e assim poderia ser criado o livre-arbitrio artificial, criando uma espécie de guerra robótica em que seres humanos não precisariam mais arriscar suas vidas para o combate e, sim, homúnculos ou inteligências artificiais, capazes de tomar as suas próprias decisões e, quem sabe, possuir sentimentos e essências baseados no ser humano.
É evidente que essa questão gera muita polêmica. Como ainda não existe uma legislação especifica para esse caso, uma pessoa sublimada não teria nenhum impedimento para praticar muitos crimes, como assassinato por exemplo (já que homicidio é qualificado como um humano matando outro e, de certo ponto de vista, o individuo deixa de ser humano).
Outro ponto a ser comentado é a questão de o homem se tornar uma especie de deus, já que, com uma análise detalhada de dados, podemos até criar um homúnculo (ou uma consciência artificial) baseando-se em tais dados; o que poderia levar a máquina (ou o homúnculo) dotada de livre-arbítrio a cometer crimes e ficar impune. Apesar de existirem as três leis da robótica, o ser citado acima, por possuir livre-arbitrio, poderia se negar a seguir tais leis, o que cientificamente seria absurdo de se aceitar. Isso sem contar a questão da imortalidade já citada acima.
Com isso surgiriam questões do tipo: é etico ser imortal? Seria injusto não aplicar as mesmas leis humanas a robôs? Seria injusto exclui-los do mesmo código de ética, mesmo sabendo que eles devem ser uma espécie de escravos do ser humano e não poderiam seguir o seu livre-arbitrio tão livremente assim?

12.624 – Big Bang da Ciência – No Futuro Seremos Cyborgs?


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Os seres humanos serão bem diferentes, em um futuro não muito distante; dentro de apenas três décadas, todos seremos imortais e nos transformaremos em Cyborgs dourados.
Essa é a surpreendente previsão de um futurologista – que afirma que a tecnologia nos fará “evoluir” para uma nova espécie ao longo das próximas décadas.

Nosso domínio da tecnologia também nos permitirá ter animais de estimação “modificados geneticamente” e capazes de falar — como Furbies vivos.
Os seres humanos se tornarão efetivamente imortais, à medida que alcançarem a capacidade de carregar o conteúdo de suas mentes em computadores e baixá-las em novos corpos robóticos.
Tais previsões – baseadas em pesquisas acadêmicas – foram feitas pelo futurologista Dr. Ian Pearson durante a Big Bang Science Fair 2016.
O Dr. Pearson diz que em 2050, as pessoas serão capazes de conectar seus cérebros diretamente a computadores e poderão transferir sua mente para um corpo tecnológico muito superior ao nosso.
“Isso permitirá que as pessoas tenham múltiplas existências e identidades ou que continuem a viver por muito tempo, mesmo após sua morte biológica.”
“O mais emocionante de tudo é que a natureza já não será mais a responsável por produzir mudanças em nós, mas sim as nossas próprias descobertas e avanços científicos.”

Algo mais
Existem diversos sistemas em desenvolvimento para substituir membros e órgãos que não funcionam mais. Por exemplo, o menino Patrick, de apenas 10 anos de idade, recentemente virou notícia por ter sido a primeira criança brasileira a receber um coração artificial. O órgão artificial (atualmente) pode ser utilizado por um período de até 3 meses, permitindo que o paciente aguarde um doador compatível. Esse era o caso de Patrick, e o coração artificial foi capaz de mantê-lo vivo por mais de um mês, até que ele recebeu um coração natural de um doador. Infelizmente, Patrick veio a falecer pouco depois do transplante, por complicações diversas. Pesquisadores trabalham para que, dentro de algum tempo, tenhamos um coração artificial que possa ser utilizado indefinidamente. Isso evitaria a necessidade de um segundo transplante, diminuiria as chances de rejeição e poderia aumentar a expectativa de vida de pessoas com problemas cardíacos como o de Patrick.
Também há pesquisas focando o desenvolvimento de equipamentos capazes de converter a energia gerada pelo nosso corpo em energia elétrica (aproveitando calor, fluxo sanguínio, vibrações, reações químicas…)! Já viu esse filme? Pois é. A ideia é converter energia para alimentar dispositivos como marca-passos, aplicadores de insulina, sensores para monitoramento etc.
Atualmente já há casos de sucesso quando o tema é a substituição de órgãos naturais por artificiais! Por exemplo, há cerca de um ano um paciente teve sua mão natural, que perdeu os movimentos devido a um acidente elétrico, substituída por uma mão robótica. O bom resultado deste caso serviu de motivação para que Milo, um sérvio de apenas 26 anos, pedir para ter a mão amputada para que fosse acoplada uma prótese que liga os nervos a sensores responsáveis por processar os comandos do cérebro. Milo havia perdido o movimento do braço direito após um acidente de moto cerca de dez anos antes. A cirurgia de amputação foi um sucesso e agora Milo aguarda ansiosamente por sua recuperação para instalar seu novo membro biônico.
Atualmente nós incorporamos muitos artefatos artificiais para corrigir problemas e melhorar nosso “funcionamento”, como óculos, marca-passo e próteses dentárias, por exemplo. E consideramos seu uso perfeitamente natural. No futuro, a tecnologia poderá ser utilizada não apenas para corrigir algo que não funciona bem, mas para melhorar nossa capacidade geral e precisão!

12.621 – A Ciência da Imortalidade


-DNA
Há quem faça operações plásticas, quem tome antioxidantes e quem diminua a ingestão de calorias com o fito de rejuvenescer ou viver mais anos. Mas há quem vá ainda mais longe.
Considerando o envelhecimento como uma doença com tratamento e não como um processo natural, Aubrey de Grey sugere que as pessoas, atingindo uma determinada idade, sejam submetidas à inativação completa da telomerase. Como muitos cancros possuem telomerase activa, a sua inactivação permitiria prevenir os cancros.
No entanto, essa inativação iria impedir que as células estaminais se dividissem. Para evitar essa perda irreversível, o cientista propõe a administração regular de células estaminais como forma de tratamento. A solução, na sua opinião, iria promover um equilíbrio entre a telomerase e as células estaminais.
Já o cientista Ray Kurzweil acredita que a imortalidade será uma realidade daqui a 20 anos, graças ao conhecimento dos genes e à tecnologia informática, que permitirá ao ser humano reprogramar o seu organismo. O norte-americano crê mesmo que a nanotecnologia nos permitirá viver para sempre.
A verdade é que vários estudos sugerem que o potencial máximo de vida humana será de 120 anos, mesmo que consigamos combater as doenças, os acidentes, os homicídios e todas as causas de morte. O corpo humano parece condenado ao fim.
Há quem vá ainda mais longe e esteja disposto a gastar fortunas para se fazer congelar depois da morte, na esperança de que possa ser ressuscitado um dia. Outros pensam que os moribundos poderiam ser conservados num estado de hipotermia, colocando o seu metabolismo au ralenti, de modo a aumentar as hipóteses de sobrevivência no futuro. Perguntar-se-á: se a hibernação pode adiar a morte, a congelação poderá vencê-la?
Mesmo que fosse possível reprogramar o nosso corpo, será eticamente aceitável? Quantos poderiam beneficiar destes tratamentos, potencialmente muito dispendiosos? Que programas de saúde teriam de ser suspensos de modo a serem canalizados fundos para estas investigações e tratamentos? Poderá a ciência prolongar indefinidamente a vida humana, substituindo as peças avariadas por peças artificiais construídas em laboratório? Afinal, para onde caminha a investigação científica? Ficam as questões.
Impressão de órgãos 3D
Ao longo dos anos, a impressão 3D tem evoluído em diversos aspectos e atualmente é usada em inúmeras aplicações interessantes. Imprimir pizza e chocolate pode ser realmente incrível, mas a criação de órgãos vivos em impressoras 3D é algo completamente diferente. Como funciona? Essa aplicação específica da tecnologia de impressão 3D é chamada de bioimpressão e utiliza o tipo mais caro e avançado de máquina desse tipo já criada – isso porque a bioimpressão imprime, literalmente, células vivas. O método tem alguns pontos em comum com a impressão 3D comum, exceto pelo fato de que a estrutura do órgão desejado é impresso utilizando proteínas e, em seguida, os espaços são preenchidos com células-tronco que vão crescer e ocupar as lacunas. Para conseguir essa espécie de “tinta biológica” que alimenta a impressora 3D, cientistas colhem células humanas a partir de biópsias ou de células-tronco e, em seguida, permitem que elas se multipliquem numa placa de Petri (os conhecidos “pratinhos de vidro dos laboratórios”). Os médicos esperam que, quando colocadas no corpo, essas células impressas interajam com os tecidos já existentes.

Impacto na expectativa de vida do ser humano
Fígados e rins artificiais simples já foram criados usando a bioimpressão, mas os cientistas ainda têm um longo caminho a percorrer antes que eles fiquem bons o suficiente para substituir os órgãos originais. Porém, o progresso nessa área tem se mostrado assustadoramente rápido. Mas como isso poderia levar à vida eterna? Se você faz parte do grupo de pessoas que acredita que a mortalidade humana está relacionada simplesmente a deterioração dos órgãos ao longo do tempo, então a resposta é igualmente simples: substitua seus órgãos conforme eles se aproximam do colapso e você viverá para sempre. Seu cérebro pode ficar senil, mas seu corpo continuará firme e saudável. É claro que o discurso é muito mais fácil do que a prática. Para que isso se torne realidade é preciso reaplicar cada componente do corpo, incluindo ossos, pele, gordura e artérias. Mas logicamente falando, isso pode funcionar.

Sangue novo

Nos livros e filmes sempre ouvimos falar do “elixir da vida”. Mas e se essa fórmula mágica fosse nada mais do que o sangue da juventude? Calma. Não estamos falando de vampiros que precisam tomar sangue de jovens para manter sua vida eterna. De acordo com resultados de pesquisas realizadas no início do ano passado, o sangue jovem pode parar – ou até mesmo reverter – o processo de envelhecimento. Como funciona? A “mágica” acontece por meio de uma técnica antiga: a transfusão de sangue. O procedimento pode parecer algo extremamente simples, mas o resultado pode ser milagroso. Em 2005, cientistas demonstraram que o sangue de ratos jovens ajudava a regenerar tecidos musculares de ratos mais velhos em testes em laboratório. Mas em 2014, descobriram que ratos tratados com uma proteína isolada do sangue jovem demonstraram cognição e resistência melhoradas, além de uma significativa melhora no funcionamento de seus órgãos após transfusões de sangue. Essa foi a primeira demonstração de um fator de rejuvenescimento produzida naturalmente. O efeito surpreendente acontece graças a uma proteína conhecida por GDF11, que regula a atividade de células estaminais. Ratos jovens possuem essa célula em abundância, mas a sua presença vai diminuindo gradualmente com a idade, mas ninguém sabe ao certo por que isso acontece. Impacto na expectativa de vida do ser humano A pesquisa nessa área ainda está engatinhando, mas os resultados até agora são notáveis o suficiente para que os cientistas fiquem esperançosos, mas cautelosos. Muitos concordam que a GDF11 tem grande potencial terapêutico, mas é preciso ter cuidado até que se descubra mais sobre o mecanismo dessa proteína. Ainda assim, a equipe de Harvard responsável pela pesquisa antecipa que os testes clínicos de terapia em humanos utilizando a GDF11 podem começar dentro de um período de 3 a 5 anos, enquanto rumores apontam que a companhia já começou a preparar pequenos testes de transfusão de plasma em pacientes com Alzheimer. O GDF11 pode não ser a resposta oficial para a juventude eterna, mas um estudo mais aprofundado pode desbloquear novas descobertas sobre mecanismos de envelhecimento humano e como eles podem ser interrompidos ou até mesmo revertidos. Afinal, o que é a imortalidade se não a interrupção da deterioração orgânica?

Terapia genética
Uma pergunta interessante em relação à vida dos seres vivos é: por que os ratos têm uma vida útil de dois anos, canários vivem cerca de 15 anos, enquanto os morcegos podem viver até 50 anos? Qual é a grande diferença entre eles? De acordo com a bioquímica Cynthia Kenyon, o fator de diferenciação está escondido nos genes desses animais – e isso sugere que o envelhecimento é determinado (ou pelo menos influenciado) por um ou mais genes. Acompanhando essa linha de pensamento podemos acreditar que os cientistas devem encontrar os genes do envelhecimento e “desligá-los”. Esse tipo de modificação genética é chamado de “terapia genética”. Como funciona? A terapia genética pode ser descrita como algo que abrange qualquer estratégia de introdução de material genético com o intuito de modificar o curso de uma doença. Essa ainda é uma área ainda incipiente da medicina, praticada especialmente nos laboratórios de pesquisa fundamental, e sua aplicação ainda é estritamente experimental. Por meio de experimentações realizadas em lombrigas, a bioquímica Cynthia Kenyon descobriu que sua vida útil mais do que duplicou quando um determinado gene foi danificado: o gene DAF-2. Esse gene é responsável por controlar a integridade dos receptores de DAF-2 nas células, que, por sua vez, são responsáveis pela recepção de uma proteína chamada Fator de Crescimento semelhante à insulina tipo 1 (ou simplesmente IGF-1). O IGF-1 é um hormônio que influencia o crescimento na infância e o envelhecimento e o ato de danificar esse receptor significa interferir no processo de envelhecimento. Há uma sutil ressalva que precisa ser feita aqui: as lombrigas mutantes não viveram o dobro do tempo. Em vez disso, elas envelheceram mais vagarosamente. Ou seja, o envelhecimento do verme em 10 dias não foi o mesmo que o de uma lombriga normal; em vez disso, ela teve um envelhecimento correspondente ao de 5 dias de uma lombriga normal. Impacto na expectativa de vida do ser humano Algo realmente interessante sobre todo esse conceito é que não há evidências que sugiram que os seres humanos não estão isentos. Pesquisas realizadas com um grupo de judeus Ashkenazi mostraram que um número significante de pessoas que viveu até os 100 anos de idade ou mais possuíam mutações no gene DAF-2 que tornaram o hormônio IGF-1 menos “potente”. Ainda estamos longe de atingir a imortalidade com a ajuda da terapia genética, mas se os cientistas conseguirem descobrir os principais genes envolvidos no processo de envelhecimento e manipulá-los da maneira correta, é perfeitamente possível que os seres humanos superem o fenômeno do envelhecimento.

Reparação dos telômeros
Um elemento importante no envelhecimento celular é algo chamado “encurtamento de telômeros”. O teômero é uma espécie de contador da divisão celular que protege o organismo contra divisões fora de controle, como acontece no câncer. A presença dos telômeros impede que a extremidade de um cromossomo entre em fusão com outro. Quando uma célula se divide, seu DNA é replicado perfeitamente de ponta a ponta. Devido a isso, as cadeias de DNA (cromossomos) são encurtadas cada vez que a célula sofre uma divisão. Isso significa que eles vão sendo encurtados ao longo da vida até perderem sua funcionalidade e o resultado desse processo é o envelhecimento, pois células com telômeros encurtados acabam morrendo ou ficando mais vulneráveis a instabilidades genéticas. Basicamente, a preservação dos telômeros reduz o ritmo do envelhecimento Como funciona? A boa notícia é que as células jovens têm uma enzima chamada telomerase, que tem como função adicionar sequências específicas e repetitivas de DNA à extremidade dos cromossomos, onde se encontra o telômero. Porém, a telomerase é finita, o que significa que quando uma célula se divide várias vezes, já não há telomerase capaz de retardar o fim do telômero que se encurta cada vez mais. No entanto, pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Stanford criaram um novo procedimento capaz de prolongar artificialmente os telômeros. “O processo envolve a utilização do ácido ribonucleico (ARN) modificado, que carrega instruções dos genes para máquinas de fabricação de proteínas da célula. O ARN específico utilizado pelos pesquisadores continha TERT, proteína que está envolvida na telomerase. Essa pesquisa recém-descoberta não só poderia ajudar a expandir o tempo de vida, mas também ajudar em uma variedade de doenças que afetam milhares de pessoas”. Impacto na expectativa de vida do ser humano Até agora, essa é apenas uma solução de curto prazo que causa um rápido aumento no crescimento dos telômeros durante 48 horas. Em seguida, a telomerase se esgota e os telômeros começam a se encurtar novamente. Se isso puder ser aplicado por tempo indefinido, há chances de que o processo de envelhecimento seja interrompido. A adulteração do encurtamento dos telômeros envolve alguns riscos. Isso porque se a divisão celular acontecer muito mais rápido do que a morte celular, é possível obter muito mais células do que o pretendido, o que poderia causar câncer.

Remédio antienvelhecimento

Imagine como seria ótimo (ou não) tomar apenas algumas pílulas por dia e se tornar imortal? As indústrias farmacêutica e de saúde já estão procurando maneiras de tornar esse sonho realidade. Uma das empresas envolvidas nisso é a Calico, criada pelo Google com o objetivo de criar tecnologias para tratar questões do envelhecimento e prolongar a vida dos seres humanos. Como funciona? Um fármaco chamado Sirolimus, também conhecido como rapamicina, originalmente é utilizado pela medicina como imunossupressor (para fins como transplantes de órgão), mas pesquisas recentes apontaram que seu uso pode ajudar a estender a expectativa de vida em vermes, camundongos e leveduras. O problema é que o Sirolimus tem muitos efeitos colaterais negativos, portanto nunca foi considerada uma solução ideal. No entanto, ele impulsionou a quantidade de pesquisas relacionadas a medicamentos antienvelhecimento e acabou levando a descoberta da substância Everolimus. Pesquisadores relataram que o Everolimus reverteu parcialmente a deterioração da imunidade que ocorre com o avanço da idade. O envelhecimento do sistema imunológico é uma das principais causas de doenças e mortes. É por isso que pessoas mais velhas são mais suscetíveis a infecções e possuem uma resposta fraca a vacinas. Impacto na expectativa de vida do ser humano Ainda é muito cedo para dizer se essas drogas podem ser refinadas e transformadas em algo capaz de proporcionar juventude eterna. Muitos estudos relacionado ao assunto demonstraram apenas um pequeno aumento no tempo de vida, até cerca de 14%. O interessante sobre esses fármacos é que os pesquisadores estão começando a dominar esse campo. Se os medicamentos descobertos até hoje já mostraram que podem causar impactos sobre a vida, imagine o que os compostos ainda não descobertos poderão fazer? Mais investimento financeiro nessa área poderia resultar em descobertas de novas drogas.

Transferência mental
Essa ideia ficou no final da lista, pois até o momento ela é pouco mais do que uma simples hipótese. Transferência mental diz respeito a noção de upload da sua consciência e memórias para um computador. Em outras palavras, significa que uma pessoa pode transformar sua personalidade, memória e essência em dados de computador. Como funciona? Atualmente, há dois métodos propostos para transformar esse conceito em algo real. O primeiro é o método de “cópia e transferência”, que envolve a digitalização e o mapeamento perfeito de todo o seu cérebro, até o último elétron, e, em seguida, a replicação desses dados em um dispositivo computacional. Essa é a forma mais “popular” de transferência mental. O segundo método é conhecido como “substituição gradual” que, como o próprio nome já diz, visa substituir gradualmente cada neurônio do seu cérebro por algo não biológico. A introdução gradual de sistemas não biológicos em nossos corpos e cérebros é apenas mais um exemplo da contínua rotatividade das peças que compõem o ser humano. Isso não deve afetar a nossa identidade mais do que a substituição natural de nossas células biológicas faz atualmente. De acordo com esse método, no futuro nossos pensamentos estarão, literalmente, na nuvem. Impacto na expectativa de vida do ser humano Para que isso seja possível, o computador precisa ser potente o suficiente para simular um cérebro humano real com a mesma velocidade de processamento de informações. Essa não é uma ideia tão absurda, considerando que o cérebro humano é apenas uma série de impulsos elétricos, mas chegar a uma “réplica computadorizada” é a parte mais difícil. Porém, se isso acontecer, alcançar a vida eterna será mais fácil. Dados são imateriais, por isso mesmo a unidade física que mantém “sua mente” gravada se deteriora. Com esses dados gravados seria possível passar essas informações de unidade para unidade conforme ela fosse se deteriorando. E se os dados da sua mente se tornarem imortais, então sua consciência também se tornaria. Atualmente, existem cerca de 10 mil laboratórios de neurociências em todo o mundo trabalhando em pesquisas relacionadas ao mapeamento cerebral e às conexões entre mente e máquina. É evidente que esse assunto gera muita polêmica e envolve uma série de questões filosóficas e éticas muito difíceis de resolver. Nós ainda seríamos considerados humanos após passar por procedimentos desse tipo? No caso da clonagem, qual deles seria o verdadeiro você? Se os cientistas vão conseguir descobrir o segredo da vida eterna, nós não sabemos. Mas fato é que a cada ano estamos fazendo avanços impressionantes que juntos podem resultar em algo incrível (e talvez assustador).

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12.533 -Eu Robô? Humanos devem ser todos ciborgues no futuro próximo


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Até pouco tempo, esses humanos com membros biônicos eram exclusividade do mundo da ficção. Mas no futuro, provavelmente todos serão um pouco ciborgues.
Hoje em dia nós já usamos a tecnologia para repor partes defeituosas dos nossos corpos. A tendência é que essa prática se torne cada vez mais comum e avançada. Nos Estados Unidos, a Agência de Projetos Avançados de Pesquisas de Defesa (DARPA, na sigla em inglês), planeja desenvolver um implante cerebral que conecta cérebros humanos a computadores. O programa chanado Sistema de Design de Engenharia Neural pretende atuar como tradutor entre o cérebro e o mundo digital, oferecendo aos humanos visão e audição aprimoradas.
Além desse, o órgão atualmente trabalha com oito projetos que visam aprimorar as capacidades físicas e cognitivas por meios tecnológicos. Entre eles estão o uso da nanotecnologia para estimular que os órgãos se curem sozinhos, um implante de memória e sensores capazes de fazer pessoas amputadas desenvolverem a sensibilidade através de suas próteses.
Graças a interfaces entre cérebros e computadores, pessoas com problemas físicos já podem controlar órgãos biônicos com a mente. O desenvolvimento de exoesqueletos também ajudará pessoas com dificuldades de locomoção voltarem a andar. As possibilidades de aprimoramento de nossas capacidades por meio de tecnologia são infinitas. Só o tempo dirá como nossa integração com as máquinas afetará o destino humano.

12.444 – Biônica e Inteligência Artificial – Fusão entre o Homem e a Máquina, Ficção ou Realidade?


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Neste artigo, vamos ver como estas duas áreas tendem a se aproximar, inexoravelmente, entre a “mecanização” do homem e a “humanização” das máquinas, tanto fisicamente quanto “espiritualmente”. Vamos ver os progressos mais significativos desses dois campos de pesquisa, que devem impactar profundamente o nosso modo de vida nas próximas décadas.

O Cyborg : a fronteira entre o homem e a máquina
Chamamos de “cyborg” todo ser vivo – geralmente humano – o que teria sido “reforçado” por adições mecânicas em seu corpo. Aliás, o termo “cyborg” é a contração de “cybertenic organism” (organismo cibernético) e apareceu na década de 60 durante as primeiras explorações espaciais. Os pesquisadores refletiam sobre o conceito de um ser humano “evoluído” que pudesse sobreviver em ambientes extraterrestres.
Mas esse conceito surgiu bem antes. Voltemos para meados do século XIX, nos livros de Edgar Allan Poe, autor que já descrevia um homem com próteses mecânicas em seu conto “The man that was used up” (O Homem que foi refeito), publicado em 1839. Desde então, a ideia ganhou terreno e os cyborgs e robôs tornaram-se muito populares com obras e personagens tais como Terminator, Robocop, O homem de seis milhões de dólares, os Cybermen Dr Who, ou o recente I, Robot. Se esses filmes ou séries famosas levantaram a questão dos limites da humanidade, partindo do humano, obras como a série Robots, de Isaac Asimov, buscam o limite entre o homem e a máquina, questionando a noção de “consciência artificial”, a do robô, com todas as questões filosóficas e éticas envolvidas.
Hoje fala-se cada vez mais de cyborg, não em termos de ficção, mas como evoluções científicas. Com os avanços e a miniaturização das tecnologias, percebe-se qua as próteses, cada vez mais discretas e eficientes, são capazes de substituir perdido ou superar um membro perdido ou a falência de um órgão. Frequentemente, o termo “transhumanismo” é usado para definir estes desenvolvimentos técnicos. O transumanismo é um movimento que reúne cada vez mais adeptos e que consiste em atenuar as “fraquezas” do homem (recursos físicos, doenças, invalidez, velhice, morte), graças aos progressos tecnológicos e aos enxertos mecânicos capazes de tornar o homem mais “poderoso”. Alguns falam até mesmo de pós-humanidade, prevendo a generalização destas práticas em todos os seres humanos.
Homens cuja capacidade física ou mental dependem de máquinas? Daí a falar de cyborgs, há apenas um passo.

Nós já somos “cyborgs” ?
A questão pode parecer irônica, mas tudo vai depender do ângulo em que é tratada. Se um cyborg é um homem cuja capacidade foi aumentada pelos avanços tecnológicos, então uma boa parte da humanidade pode ser definida como tal. Segundo alguns pesquisadores, nós já entramos na era dos cyborgs, com a proliferação de aparelhos eletrônicos, que invadem nossas vidas até se tornarem indispensáveis. Televisores, telefones, satélites, Internet: todas essas ferramentas nos permitem interagir com o mundo e, assim, aumentar o abrangência de nossas ações e ideias. Para a maioria das pessoas, essa explicação é muito “fictícia”, pois a evolução é uma característica própria do homem e as ferramentas tecnológicas que ele utiliza, não podem alterar a sua condição primária de “animal pensante”. Falemos sim de um homem “aumentado”.

tecnologia

Assim, vamos enfatizar uma definição mais real de cyborg, que consiste em mudar o corpo do homem para dar-lhe novas possibilidades físicas ou mentais. A fusão entre o homem e a máquina, através de transplantes ou implantes de chips no organismo.As pesquisas no campo são inúmeras e envolvem vários setores, incluindo a medicina, robótica, cibernética, nanotecnologia, biotecnologia, NTIC (Novas Tecnologias de Informação e Comunicação), ciência cognitiva, etc. E o progresso é rápido. Os transplantes mecânicos já existem há muito tempo, como os marca-passos, e membros artificiais, mas isso não significa criar seres diferentes. Poderíamos até falar dos óculos ou aparelhos auditivos como melhorias técnicas do homem. Melhor do que ser humano “aumentado”, falaremos aqui de ser humano “consertado”. É óbvio que ainda não atingimos a fase de cyborg como foi explicado acima, inúmeras são as pesquisas neste sentido.

Atualmente procura-se atuar na parte interna do corpo humano, seja em termos genéticos ou mecânicos, através de chips implantados, por exemplo.
Hoje, chegamos a um real limite entre o homem e a máquina. Nos acostumamos a um mundo ultra-conectado, onde os nossos aparelhos fazem parte integrante de nossas vidas e face aos quais nos tornamos cada vez mais dependentes. Implantar esses dispositivos diretamente em nosso corpo pode vir a ser uma solução do futuro, embora essa ideia levante importantes questões técnicas e sociais.
Quando observamos os avanços tecnológicos, podemos pensar que isso poderia se concretizar em um futuro, cada vez mais próximo. Hoje, já existem: o doping químico, implantes de dispositivos eletrônicos (principalmente medicais) ou próteses, tão avançadas que podem corresponder ou superar um membro humano.
Em paralelo, é interessante notar que, damos cada vez mais características humanas aos robôs, aprimorando os movimentos físicos e, acima de tudo, a inteligência artificial, que está crescendo na velocidade da luz. Estamos assistindo a uma aproximação cada vez maior entre os dois mundos.

O futuro à nossa porta
A tecnologia e a medicina estão evoluindo rapidamente e mudaram, radicalmente, o estilo de vida do homem, sempre em busca de poder. O virtual lhe permitiu alavancar sua capacidade de comunicar com os outros, com vantagens (partilha de conhecimentos e ideias, economia de tempo, desejo de criatividade) e desvantagens (desvios, manipulação de massa, violação de privacidade) inerentes.
Também melhorou a qualidade de vida dos seres humanos através de avanços da medicina, que nos permitem viver uma vida mais longa e saudável. Tudo se conecta, cada vez mais rapidamente e a maioria das pessoas não conseguem acompanhar o rítmo. Se antes, foram necessários muitos anos para uma tecnologia se expandir (como o telefone ou a televisão), hoje adotamos novas tecnologias com uma velocidade estonteante, quase mecânica, compulsiva. Não temos mais dificuldades em pensar que o homem poderia aceitar, sem muita resistência, se conectar interiormente a dispositivos eletrônicos, para se tornar, finalmente, um cyborg.
Mas onde nos encontramos, exatamente, hoje? Quais são os avanços mais marcantes? E o que podemos imaginar para a humanidade nas próximas décadas? Exceto uma catástrofe global, é provável que nossa evolução veja uma séria aceleração “graças” às novas ferramentas tecnológicas.

Os braços biônicos
Dentre os avanços mais significativos, estão as novas próteses ligadas ao sistema nervoso, acionadas por vários motores, capazes de reproduzir todos os movimentos do membro original. Hoje em dia, somos capazes de criar mãos, pés, braços ou pernas com um realismo impressionante mas, mais interessante ainda, com alta eficiência, chegando a ultrapassar os membros em carne e osso. Estes avanços anunciam novas possibilidades em termos de desempenho e estética. Podemos ver o exemplo de Aimee Mullins, atriz e atleta americana, nascida sem pernas, que ficou famoso no meio esportivo e de modelagem graças à próteses sofisticadas. Aliás, ela faz muita publicidade a fim de promover essas próteses expondo a nova perspectiva que podemos trazer para as pessoas portadoras de deficiência.

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Mais impressionante ainda, este jovem austríaco que, depois de um acidente de trabalho, perdeu o uso de seu braço esquerdo. Há poucos meses atrás, ele decidiu amputá-lo para substituí-lo por um braço biônico, diretamente ligado ao seu cérebro. Os comandos do seu braço artificial são ativados por sinais elétricos do cérebro, e parece estar bem no ponto, como o mostra este vídeo realizado pela BBC. Substituir um membro inválido por uma prótese biônico parece ser uma ideia perfeitamente aceitável, mas isso poderia ser usado também em indivíduos perfeitamente válidos. Uma ideia subliminar nas palavras de Aimee Mullins, durante uma entrevista: “A amputação voluntária, eu acho que ainda vai acontecer […] Os atletas farão de tudo para obter o melhor desempenho possível”.
Aqui temos o exemplo de próteses para pernas ou braços, mas essa ideia é totalmente válida para determinados órgãos, como os rins, coração ou olhos. Não é ilusório pensar que nossos corpos poderão ser, um dia, “consertados” como um carro, cujas peças precisariam ser trocadas. Obviamente, algumas partes do corpo são mais complexas do que outras. Não se pode imaginar, por exemplo, substituir a totalidade ou parte do cérebro após um acidente grave. O olho também é um órgão difícil de ser reproduzido e, sobretudo, ligar ao cérebro humano. Os últimos avanços são encorajadores e preveem o primeiro olho biônico explorável dentro de dois anos. Para enfrentar os elementos mais delicados, outras ciências veem sendo exploradas, como a nanotecnologia ou os microchips.

Os chips implantados
Além de “consertar” ou “aumentar” o ser humano, muitos experimentos foram realizados a fim de conectá-lo às máquinas diretamente pelo pensamento, ou mais concretamente, por sinais elétricos enviados pelo cérebro, já que todas as nossas ações são controladas pelo nosso cérebro. As pesquisas se dividem em dois métodos: o primeiro, o mais suave, consiste em colocar uma tampa coberta com eléctrodos, que capta as ondas emitidas pelo cérebro, e que, em seguida, são analisadas por um computador, antes de acionar a máquina à qual ele está ligado.
O método tem evoluído, mas também tem se mostrado pouco preciso e muito lento. É por isso que certos cientistas teem estudado um método alternativo, visando implantar um chip diretamente no cérebro. Isso aumenta a precisão, mas cria riscos significativos de infecção; assim sendo, os testes em seres humanos são muito limitados atualmente. Mais uma vez, esses estudos são destinados, principalmente, para pessoas com deficiência, que não podem contar com seus corpos para realizar ações, daí o interesse de uma interface homem-máquina controlada pelo pensamento.

Mas outros estudos tentam tornar o homem um verdadeiro controle remoto, capaz de interagir com as máquinas com um simples movimento do braço ou, mais ambiciosamente, pelo pensamento. Entre os pesquisadores mais influentes no campo, Kevin Warwick, professor de cibernética da Universidade Reading, no Reino Unido, tornou-se conhecido por ter feito implantes no seu próprio corpo. Em março de 2002 ele implantou um microchip no nervo do braço para controlar máquinas simples com um simples movimento (mão robótica, lâmpada). Ele vê o progresso tecnológico como uma forma de melhorar o ser humano e não apenas para tratá-lo. Ele até conseguiu transmitir um sinal para uma mão mecânica, do outro lado do planeta, pela Internet.
Esta experiência criou algum desconforto, porque podemos imaginar possíveis abusos de tal poder (dirigir objetos à distância, no comando). Kevin Warwick pretende ser o primeiro representante de uma “nova espécie” pós-humana, um cyborg, por assim dizer. Seu próximo passo: implantar chips em seu próprio cérebro para se comunicar com o cérebro de outro indivíduo, também equipado com um chip.
Uma experiência que visa, nada mais, nada menos, a telepatia entre os humanos e, que deveria, segundo o cientista, se concretizar nos próximos dez anos. Experiências que continuam a ser altamente especulativas e que, provavelmente, enfretarão muitas críticas devido aos riscos envolvidos.
Hoje, além de reparar, as pesquisas levam a “melhorar” o homem, para torná-lo um ser híbrido de carne e metal. Estas pesquisas causam muitos controvérsia porque elas desafiam a própria identidade do homem, até separá-lo, gradualmente, do seu ambiente natural para criar, no final, totalmente artificial. Alguns anos atrás, foram publicados artigos anunciando o aparecimento de úteros artificiais.
Sem falar das experiências de reprodução assistida, que fornecem bebês “à la carte” (cor dos olhos, pele, características físicas, sensibilidade às doenças, etc) graças as manipulações genéticas. Pesquisas que enfrentaram grande controvérsia, da parte de grupos religiosos, ou mesmo alguns cientistas, que apontam o dedo para os problemas éticos associados a essas práticas.

A revolução da nanotecnologia
Além dos chips, a nanotecnologia poderia ter um papel importante no futuro. Se a técnica é aplicável a muitas indústrias, ela também é importante em medicina. Muitas equipes estão trabalhando para desenvolver micro-robôs (metálicos ou orgânicos) capazes de analisar e reparar o nosso corpo por dentro. Melhor ainda, deveria ser possível, a médio prazo, substituir as partes defeituosas do nosso corpo, tais como a retina. As nanotecnologias atuam a nível molecular, o que permite a intervenção, de uma maneira focada, sobre o corpo humano, entregando medicamentos, por exemplo, e, assim, eliminando ou retardando doenças da velhice, ou mexendo no código genético dos nossos cromossomos.

nanotecnologia

As nanotecnologia interessam muito os militares do exército americano, que tem investido centenas de milhões de euros em pesquisa e exploração dessas micromáquinas, para melhorar o desempenho dos soldados. O objetivo é produzir “super soldados” capazes de resistir aos ferimentos e até mesmo se auto-reparar, através destas nanomáquinas.
Além da evolução da Biotecnologia e a Robótica, esses avanços poderiam dar origem a super-soldados geneticamente modificados, a fim de superarem os exércitos inimigos. Nas Forças Armadas, assim como no meio civil, essas mudanças tecnológicas futuras deveriam cavar um pouco mais o fosso entre ricos pobres, como o fosso digital atual.

Até aqui nós falamos de cyborgs, ou seja, homens “aumentados”, mas existe uma outra área que merece nossa atenção especial: a inteligência artificial (IA). Esta ciência procura reproduzir artificialmente a capacidade intelectual dos seres humanos, e transpô-la através de programas usados em sistemas de criptografia, videogames, motores de busca, softwares (aprendizagem, tradução, reconhecimento facial, etc ), a robótica ou a medicina, com sistemas de órgãos autônomos. A inteligência artificial é a fonte de muitas fantasias ilustradas pela ficção científica, com robôs dotados de consciência artificial, quase ou totalmente, indistinguível de uma consciência humana, dotados de uma inteligência própria e, até mesmo, de “emoções”.

IA, ou a independência das máquinas
A inteligência artificial é uma vasta área de pesquisa, que envolve muitos pesquisadores e industriais de todos os setores, pois suas aplicações são enormes. As pesquisas na área tem como objetivo desenvolver programas capazes de executar tarefas específicas de maneira, parcial ou totalmente, autônoma.
O termo “inteligência artificial” é muitas vezes debatido entre os especialistas, que questionam a noção de inteligência, que continua muito vaga. Falamos de “inteligência” para descrever a capacidade de compreender e relacionar os conceitos, a fim de se adaptar a uma determinada situação. Existem vários níveis de complexidade, do simples reflexo face ao perigo, até a elaboração de códigos de comunicação, podendo levar a raciocínios complexos que, se continuarmos a pensar, levam à emoções e à consciência de si mesmo . Assim sendo, tendemos a resumir o conceito de inteligência à tomada de consciência de sua existência e sua relação com o grupo, permitindo a sua adaptação ao meio ambiente, e obedecendo aos seus códigos (potencial físico, contexto social, etc).

Da IA baixa para a IA alta
Evocamos assim dois tipos de Inteligência Artificial: a fraca e a forte. A primeiras busca simular a inteligência com algoritmos capazes de resolver problemas pouco complexos. Ela pode ser encontrada, por exemplo, em softwares de conversa, estes robôs que tentam imitar a conversa humana, mas que ainda teem uma certa dificuldade para convencer a grande maioria dos testes, como o famoso Teste de Turing. Essa é a grande dificuldade desse tipo de pesquisa, que quer reproduzir o raciocínio humano: ela é sempre mal compreendida pelos cientistas, que continuam a debater sobre os mecanismos da consciência humana e a comlexidade do seu raciocínio.

A IA fraca também está presente em muitos robôs virtuais (que digitalizam a web à procura de informações específicas, antes de processá-las com um objetivo dado), como nos algoritmos do Google ou robôs de conversação. Também podemos citar os robôs industriais ou os veículos autónomos. Aliás, esta área tem se beneficiado dos avanços espetaculares, como mostra este vídeo que deu a volta na web, há alguns meses, durante um demonstração técnica do Google, que está na primeira linha de muitas pesquisas sobre a IA.
Por outro lado, a IA forte, que alimenta todas as fantasias, implica, além de um comportamento inteligente, em ter uma real consciência de si, o que implica na presença de emoções e sentimentos. Claro que, tal grau de inteligência não existe atualmente em nossas máquinas mas, para a maioria dos cientistas, isto é só uma questão de tempo. Partindo do princípio que a nossa inteligência e a nossa consciência são o resultado de interações biológicas e materiais, poderia ser possível, um dia, criar uma inteligência consciente em um outro suporte material, que não seja o biológico.
Se essa ideia era impensável durante os primeiros frutos da IA, nos anos 50, ela parece muito mais realista hoje em dia. Estima-se que o poder de cálculo do cérebro humano, constituído de trilhões de neurônios, é equivalente a 2 x 1014 operações lógicas por segundo. O mais poderoso supercomputador atual pode calcular a 8 petaflops, ou seja, 8×1015 operações por segundo, e o progresso é muito rápido na área (recorde de 7 teraflops, dez anos atrás, ou seja, 1000 vezes menos).

Aplicativos cada vez mais ambiciosos
Hoje em dia, muitos aplicativos que fazem uso da inteligência artificial já fazem parte de nosso cotidiano: motor de busca, robôs de suporte, softwares de tradução ou jogos de vídeo. É nesta última área que o progresso é mais impressionante, onde os desenvolvedores tentam dar ainda mais realismo e credibilidade a esse mundo virtual, começando pelos personagens. Além dos gráficos e da animação, o comportamento dos personagens desempenha um papel importante na credibilidade da coisa. Vamos tentar usar scripts ou sistemas multi-agentes que se baseiem nas possíveis ações dos personagens conforme as situações.

Assim, é possível dar um comportamento super realista, já que não é real, a personagens virtuais que também beneficiam de uma modelagem cada vez mais trabalhada, o que nos aproxima gradualmente do conceito da “Uncanney Valley” (Vale da estranheza), muito conhecido por causa dos seus jogos super modernos. Um conceito que se aplica igualmente aos robôs humanóides, às vezes, extremamente realista.
As pesquisas em matéria de inteligência artificial progridem rapidamente e, muitas vezes, surpreendem a todos com o desenvolvimento de programas, capazes de suplantar os seres humanos em determinadas áreas. O caso mais divulgado foi o do Deep Blue, um supercomputador especializado em xadrez, que em 1997, derrotou o campeão mundial de xadrez Garry Kasparov, depois de várias partidas.

Muitos criticarão esta vitória do Deep Blue lembrando do cansaço de Kasparov depois de seis paridas consecutivas. Um ponto a ser considerado é, que uma das vantagens da máquina sobre o homem, é que ela não conhece o cansaço – físico ou psicológico – pelo menos se estivermos falando de IA fraca. Mais profundamente, o o programa Watson, desenvolvido pela IBM, derrotou dois adversários humanos em um quiz da televisão americana, respondendo às questões formuladas em linguagem natural. Melhor ainda, o Watson poderá vir a ajudar os médicos, como um “consultor” do serviços de clientes ou para cuidados médicos.
Mas o mais impressionante na IA, é quando ela é aplicada aos autômatos. Fazem décadas que os homens sonham com robôs capazes de imitar o comportamento humano, ou torná-los capazes de realizar as tarefas mais árduas. De maneira mais ambiciosa e, também, mais sonhadora, sonhamos com humanóides, ou seja, robôs com aparência humana, com quem poderíamos viver em perfeita harmonia, misturando-os com a população humana, atribuindo-lhes diferentes funções, do serviço até a pessoa, passando pelos robôs sexuais. Um cenário visto em vários filmes de grande sucesso como o “AI: Inteligência Artificial”, que situa a ação na segunda metade do XXI século, onde os “mecas”, os humanóides, vivem entre os humanos e serão, aliás, os únicos a sobreviver com as mudanças climáticas. Um cenário que levanta muitas questões sobre o futuro da humanidade e, que revela um futuro bastante provável diante dos avanços que temos visto.
Mais voltado para o risco de tais “máquinas” entre nós, o filme iRobot é baseado na série Robots do Asimov, e imagina, em 2035, a compra em massa de robôs humanóides, particularmente avançados, para casas do mundo inteiro, com as vantagens e os abusos que tal situação possa gerar. Um desses robôs ainda consegue desenvolver uma consciência própria, com sentimentos que imaginamos humanos, tipo: medo, raiva, tristeza, compaixão, etc.

A Inteligência Artificial e as máquinas
Hoje em dia, em 2011, ainda estamos longe desses robôs, mas estamos progredindo rapidamente. Estamos nos referindo, é claro, à domótica e aos dispositivos, mais ou menos úteis, para nos ajudar em nosso cotidiano, em nossa casa, pelo menos. Soluções que se integram gradualmente em nossas casas, assim como os computadores e as telas de alta definição e, que deveriam se generalizar em uma década. Podemos mencionar também o Aibo da Sony, abandonado em 2006 por falta de rentabilidade.

Quanto aos robôs humanóides, não podemos deixar de ficar impressionados com a velocidade com que as equipes de pesquisa estão progredindo em seus respectivos campos. Alguns modelos particularmente inovadores também têm sido apresentados na mídia, como o caso do famoso Asimo, da Honda, hoje capaz de andar em baixa velocidade, reconhecer pessoas e ter uma “discussão” básica. A versão mais recente, publicada em 2007, traz a conexão Wi-Fi, que permite que vários Asimos dividam suas tarefas entre si, ou se substituam, quando outros teem que recarregar suas baterias. Entre os robôs mais populares citemos também o Nao, desenvolvido por uma empresa francesa, a Aldebaran Robotics, e que deveria ser lançado em 2012, em supermercados. Um pouco parecido com o I, Robot. A sua gama de programação permite um grande número de utilizações possíveis para o Nao: robô de companhia, parceiro de jogos, assistência pessoal, etc.
Obviamente, a IA interessa muito as forças armadas. Em 2010, a Força Aérea dos EUA pediu a concepção de um programa capaz de identificar os setores mais vulneráveis do inimigo, em vista de um ataque. E mais preocupante ainda, o exército americano, provavelmente seguido por outras nações, quer se equipar com armas autônomas, capazes de localizar e atacar o inimigo por sozinhas. Assim, em 2020, mais de mil bombardeiros e aviões de caça, da última geração, começarão a ser equipados de modo que, até 2040, todos os aviões de guerra americanos serão controlados por inteligência artificial, além dos 10 000 veículos terrestres e dos 7000 aparelhos aéreos já controlados remotamente. Vendo isto, e indo ainda mais longe, não podemos deixar de pensar nas cenas apocalípticas de alguns filmes futuristas como “Matrix”.

A ciência que já não é quase mais uma ficção
É claro que, atualmente, é impossível ter-se uma visão clara do que nos aguarda nos próximos dez, vinte ou cinquenta anos. Este artigo foi uma oportunidade para mostrar as muitas possibilidades exploradas em termos de cibernética, biotecnologia e inteligência artificial (e muitas outras ciências que giram em torno). Não seria correto insistir quanto à gravidade de diversos cenários utilizados pelos filmes de ficção científica, porque a realidade é, muitas vezes, mais complexa e difícil de prever, especialmente em áreas tão em evolução, como estas.

O professor Kevin Warwick já explicou, muitas vezes, que o homem vai evoluir junto com as máquinas para não serem superado. Temos uma certa dificuldade para pensar que os seres humanos seriam imprudentes o bastante para deixar as máquinas assumirem o poder sobre nossa espécie de alguma maneira. Mas a sede de poder e a curiosidade dá lugar a todas as possibilidades.
Vamos concluir este artigo com uma citação do professor Irving John Good, estatístico britânico famoso, que trabalhou com inteligência artificial e “lógica robótica”; ele morreu em 2009:

“Suponhemos que exista uma máquina que supere, em inteligência, tudo o que o homem é capaz de fazer, mesmo sendo extremamente brilhante. Como a concepção de tais máquinas faria parte das atividades intelectuais, esta máquina poderia, por sua vez, criar melhores máquinas do que ela mesma. Isto seria, sem dúvida, uma reação em cadeia do desenvolvimento da inteligência, enquanto que a inteligência humana permaneceria praticamente no mesmo ponto. Resultaria então que, a máquina ultra-inteligente seria a última invenção que o homem precisaria criar, desde que a dita máquina fosse dócil o suficiente para continuar a obedecê-lo permanentemente”.

9608 – Biônica e Cibernética


Mão Biônica
Mão Biônica

A British Telecom, principal companhia telefônica do Reino Unido, instalou-o em seu laboratório de pesquisas avançadas para imaginar as tecnologias que surgirão daqui a 10 ou 100 anos. Antes, Pearson trabalhou com várias tecnologias. Ele projetou de sistemas de realidade virtual a lentes de contato que funcionam como um monitor de computador. Trocar as ciências exatas pela imprecisão da futurologia parece ter dado certo: as suas previsões inspiraram filmes como Matrix e chamaram a atenção da imprensa.
Qual a sua margem de acerto? O próprio Pearson afirma acertar 85% das previsões feitas para o prazo de 10 anos. Mas se Pearson também estiver certo quanto ao mundo de 2030 ou 2050, prepare-se: ele acredita que as gerações que nascerem a partir de agora poderão viver para sempre.

Vejamos alguns trechos de sua entrevista:

P: Teremos uma vida melhor daqui a 25 anos?
R:As novas tecnologias nos trarão enormes benefícios, apesar de embutirem alguns riscos. A engenharia genética talvez nos permita resolver o problema da alimentação no mundo, converter desertos em áreas verdes e reduzir o aquecimento global. Claro que é possível a ocorrência de acidentes, mas eles podem ser controlados e não ocorrerão sempre. Para a maioria das pessoas, o mundo será mais agradável, sim.

P: Que benefícios podemos esperar da nanotecnologia?
R: A aplicação mais interessante da nanotecnologia acontecerá quando pudermos construir máquinas pequenas a ponto de se ligarem diretamente aos neurônios. Poderemos fazer uma conexão entre o mundo das máquinas e o mundo biológico. Nesse momento começaremos a produzir ciborgues, com uma consciência parte humana, parte máquina. Acho que isso deve começar a acontecer daqui a 25, 30 anos.

P: Apesar de todo o avanço da ciência, a humanidade ainda não conseguiu coisas aparentemente prosaicas, como pôr fim a um resfriado. E se for impossível ligar o nosso cérebro às máquinas?
R: Aprendemos mais a cada ano sobre como os neurônios funcionam. Apesar de alguns cientistas dizerem que essa ligação é impossível, conhecemos algumas formas de conectar os nossos nervos a sistemas eletrônicos. Já existem pessoas com chips implantados no cérebro para superar deficiências como cegueira ou surdez.

9338 – Ciência – A Cibernética


cyborgs

O termo vem dom grego, kybernétike, a arte do piloto, que estuda sistemas vivos por analogia com os mecânicos e a biônica de biologia + eletrônica, que é responsável pela construção de sistemas a partir de uma analogia com seres vivos. O termo biônica foi proposto por Jack E. Steele em 1960, para designar parte das pesquisas da cibernética, os órgãos da visão apresentam interesse especial para os estudiosos da bionica. A foto recepção é um sentido que universalmente presente no mundo animal.

Cibernética é uma tentativa de compreender a comunicação e o controle de máquinas, seres vivos e grupos sociais através de analogias com as máquinas eletrônicas (homeostatos, servomecanismos, etc.).
Estas analogias tornam-se possíveis, na Cibernética, por esta estudar o tratamento da informação no interior destes processos como codificação e descodificação, retroação ou realimentação (feedback), aprendizagem, etc. Segundo Wiener (1968), do ponto de vista da transmissão da informação, a distinção entre máquinas e seres vivos, humanos ou não, é mera questão de semântica.
O estudo destes autômatos trouxe inferências para diversos campos da ciência. A introdução da idéia de retroação por Norbert Wiener rompe com a causalidade linear e aponta para a idéia de círculo causal onde A age sobre B que em retorno age sobre A. Tal mecanismo é denominado regulação e permite a autonomia de um sistema (seja um organismo, uma máquina, um grupo social). Será sobre essa base que Wiener discutirá a noção de aprendizagem.
A cibernética foi estudada em diversos países tanto para o planejamento de suas economias como para o desenvolvimentos de maquinarias bélicas e industriais, como foram os casos da antiga URSS (onde se preocuparam com a gestão e controle da economia soviética propondo as perguntas: Quem produz? Quanto produz? Para quem produz?), da França, dos EUA e do Chile (GEROVITCH, 2003; MEDINA, 2006).

8797 – Robótica – Vem aí o cérebro artificial


Robo Japones

A Darpa é uma agência de pesquisas do governo americano voltada exclusivamente ao desenvolvimento de tecnologias para uso militar. Ela é conhecida por financiar pesquisas ainda em estágios iniciais, mas com potencial de incrementar o arsenal americano no futuro. Entre as tecnologias desenvolvidas pela agência, está uma série de robôs desenhados especialmente para os campos de batalha: eles são capazes de carregar enormes quantidades de equipamentos, correr em alta velocidade, disparar armas e voar livremente. Agora, a agência quer dotar seus robôs de um cérebro artificial semelhante ao dos homens.
Um novo documento divulgado pela Darpa exorta os cientistas a contribuir para o desenvolvimento de um computador que simule o neocórtex humano, a região cerebral responsável por uma série de funções cognitivas superiores, como raciocínio lógico, linguagem, percepção e consciência.
O desenvolvimento da inteligência artificial não é novidade, e já levou à construção de computadores capazes de reagir de forma independente a informações do ambiente. Os algoritmos desenvolvidos até agora, no entanto, não dão completa autonomia à máquina, e sua capacidade de aprendizado não chega perto da humana. Por isso, os pesquisadores do Darpa pretendem estudar como um computador pode imitar o funcionamento do cérebro dos mamíferos, analisando, compreendendo e respondendo ao mundo ao seu redor.
No documento, a agência pede a cientistas americanos sugestões de novos conceitos e tecnologias que possam levar ao desenvolvimento do que eles chamam de Processador Cortical. “A Darpa está analisando uma nova abordagem, baseada no neocórtex dos mamíferos, que é capaz de assimilar as estruturas temporais e espaciais de forma eficiente e resolver, rotineiramente, problemas de reconhecimento extraordinariamente difíceis”, afirma o documento.
Os pesquisadores sabem que a compreensão completa do funcionamento do cérebro está além do estado atual da ciência. Eles dizem, no entanto, ser possível identificar e desenvolver uma série de algoritmos que simulem o aprendizado e a atuação das redes de neurônios. “Os algoritmos inspirados pelos modelos neurais, em particular do neocórtex, poderiam reconhecer padrões espaciais e temporais complexos e se adaptar a um ambiente em transformação.”
Segundo o documento, o novo Processador Cortical deverá ser genérico o suficiente para servir a uma grande variedade de tecnologias criadas pela agência, desde sistemas de visão até — é claro — o controle de robôs.

Avanços na Robótica
Em colaboração com a Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, a companhia KMEL Robotics desenvolveu um enxame de drones, capazes de se mover em conjunto e assumir formações táticas variáveis. Cada um dos quadrotores — como são chamados os robozinhos — é capaz de se mover sozinho, mas possui sensores que o permitem se movimentar em conjunto com os outros.
Os robôs foram desenvolvidos na Universidade de Pensilvânia dentro de um projeto chamado MAST (Micro Sistemas e Tecnologias Autônomas, na sigla em inglês), em parceria com o exército americano.

8715 – Luva robótica ajuda a recuperar movimentos da mãos


O projeto do dispositivo é do cientista Thomas Burton e usa novas tecnologias, como a impressão em 3D, para que o equipamento seja adaptado a qualquer tamanho.
O pesquisador afirma que a próxima versão da mão robótica, já em desenvolvimento, é menor, mais leve e qualquer um poderá usá-la como uma ferramenta de reabilitação.
A terapeuta ocupacional Allie Turton, da Universidade do Oeste da Inglaterra, supervisiona o projeto e diz que é difícil para um paciente em recuperação fazer exercícios o tempo todo.
Ela diz esperar que, com a mão robótica, as pessoas em recuperação possam realizar as atividades em casa, como parte da rotina.

4565 – Hi Tec – O Futuro da Cibernética


Mulher Biônica

Mesmo quando a conexão cerebral com o corpo é interrompida, os neurônios especializados em mexer os membros continuam lá. Ao captar a atividade elétrica das células quando a pessoa pensa em se mexer, os cientistas conseguem mandar esse sinal para um computador, que o traduz em movimento.
Cientistas da Universidade de Brown fizeram um tetraplégico, com eletrodos implantados no cérebro, mover um cursor na tela do computador. São avanços preliminares: ainda falta muito para que os ciborgues humanos virem realidade. Antes de tudo, é preciso acumular uma imensa quantidade de dados da atividade de muitos, muitos neurônios de várias áreas do cérebro, até decifrar a linguagem elétrica que comanda os movimentos humanos.
O segundo desafio é conseguir que as pessoas criem uma representação mental do membro cibernético – uma espécie de mapa virtual da prótese no cérebro. De certa forma, todo mundo já faz isso quando usa muito um instrumento, como uma chave de fenda ou um violão – o duro é tornar essa conexão algo direto. Para isso, o aparelho precisa enviar ao cérebro dados sobre posição e pressão (o equivalente do nosso sentido natural do tato), algo que o corpo faz continuamente sem percebermos. Na prótese inteligente, isso é tarefa para a bioengenharia.
Cabe aos neurocientistas descobrir como e para onde mandar essas informações de forma que o cérebro as incorpore, fazendo da prótese uma extensão mental do corpo. Só assim alguém com o braço direito cibernético, por exemplo, vai sentir de novo a força de um bom aperto de mão. Parece complicado, e realmente é. Mas, pelo galope das pesquisas nos últimos 10 anos, a próxima década (ou menos) deve nos reservar boas surpresas.
Um conjunto de eletrodos registra a atividade de centenas ou até milhares de neurônios simultaneamente. Novos materiais vêm sendo estudados para evitar reações do organismo, que geralmente inutiliza os eletrodos depois de alguns meses. Nas pessoas, esses aparelhos têm de durar anos ou décadas.

3155 – Cibernética


Diversos pesquisadores ao redor do mundo buscam aliar máquinas a sistemas orgânicos. Um hibrido, homem e máquina pode ser assustador, mas para os cientistas é só um desafio. A julgar pela tecnologia atual, ainda está longe o tempo em que construiremos um Robocop ou o Hall de 2001, Uma Odisséia no Espaço. O próximo passo é desenvolver próteses capazes de enviar informações diretamente para o cérebro, para que tetraplégicos recuperem o sentido do tato. É previsto que no futuro, robôs enviados a Marte poderão ser controlados pelo pensamento de pesquisadores na Terra, que terão as mesmas sensações de quem caminhasse no solo do planeta. Para que desenvolvam próteses mais aperfeiçoadas é preciso antes descobrir a forma como o sistema nervoso opera.

2957 – Cibernética – Perna biônica de última geração pode ser controlada por impulsos nervosos


Com a ajuda de um programa de computador, uma perna biônica, em testes nos EUA, pode “aprender” os movimentos mais comuns da pessoa e reproduzi-los com leves estímulos da coxa.
Além de exigir menos esforço, a prótese é totalmente articulada, o que permite dobrar e esticar os joelhos e tornozelos de forma natural.
Eletrodos conectados a nove músculos da coxa funcionam como antenas, captando sinais elétricos dos nervos.
“É uma aproximação do que os nossos membros fazem”, diz Levi Hargrove, pesquisador do Center for Bionic Medicine, em Chicago, instituição que conduz o projeto.
A prótese ainda está em testes, mas já tem bons resultados. A estudante Hailey Daniwicz, 20 anos, treina no computador desde janeiro e já consegue dobrar e esticar os joelhos e tornozelos.
A próxima etapa é começar a dar os primeiros passos. Hargrove espera que isso aconteça até o fim do ano.
Apesar do otimismo, ainda é cedo para dizer quando a prótese chegará ao mercado.

2620-Estados Unidos e a alta tecnologia


Esta ajudou o país a se manter como potência industrial mais sofisticada do mundo, ficou demonstrado pela rapidez com que respondeu a liderança inicial dos soviéticos na área dos foguetes. Propulsionados pelo Saturno V, os astronautas americanos desembarcaram na Lua em 20 de julho de 1969. O crescimento dos subúrbios levou a união nas áreas urbanas antes separadas, criando supercidades, nenhuma tão surpreendente quanto a de Los Angeles. Um sistema de auto estradas interestadual com cerca de 64.400 km por volta de 1980, facilitou a movimentação de pessoas vindas de locais distantes e a ampliação de uma complexa rede de residencial e de áreas comerciais. A Califórnia é o estado mais populoso. A população negra mostrou tendência de crescimento mais rápido. São os maiores fornecedores mundiais de alimentos.

Norte-americano cria “inseto cibernético”
Mariposa criada em laboratório tem um implante substituindo parte do corpo. Exército dos EUA quer insetos de controle remoto para usar como pequenos espiões
a DARPA, agência de pesquisas em projetos avançados do Departamento de Defesa dos EUA, publicou um edital curioso procurando empresas e institutos de pesquisa capazes de criar “insetos ciborgues”: como um dos requisitos, os candidatos deveriam produzir minúsculos dispositivos eletro-mecânicos (MEMS – Micro Eletro-Mechanical Systems) e implantá-los no inseto ainda na fase de pupa, para integração ao resto do organismo durante o crescimento do animal.
Foi exatamente o que o professor Robert Michelson, da Universidade de Tecnologia da Geóriga (Georgia Tech), conseguiu recentemente: nesta semana ele publicou os resultados de seu trabalho com a “cibernetização” de uma mariposa Manduca: o tórax do animal foi comprimido e um dispositivo inserido no lugar original de um dos segmentos. Quando o inseto cresceu, o aparelho foi integrado ao resto do organismo como esperado.
Com o programa, batizado de Hi-MEMS, a DARPA quer tornar realidade aquela frase “ah, se eu fosse uma mosca naquela sala…” e criar insetos que possam ser equipados com sensores variados, capazes de captar a presença de substâncias químicas, sons e até imagens, e usá-los na busca por armas e terroristas dentro de cavernas e edifícios.
O próximo passo é provar que o calor e energia mecânica gerados pelo inseto durante seu movimento podem ser usados para fornecer energia elétrica aos dispositivos. Portanto, na próxima vez que um inseto começar a voar insistentemente ao seu redor, tenha cuidado: você pode estar sendo observado.

2149- O que é a Cibernética?


(do grego, Κυβερνήτης significando condutor, governador, piloto) é uma tentativa de compreender a comunicação e o controle de máquinas, seres vivos e grupos sociais através de analogias com as máquinas cibernéticas (homeostatos, servomecanismos, etc.). Estas analogias tornam-se possíveis, na Cibernética, por esta estudar o tratamento da informação no interior destes processos como Erro! Indicador não definido. e decodificação, retroação (feedback), aprendizagem, etc. Segundo Wiener (1968), do ponto de vista da transmissão da informação, a distinção entre máquinas e seres vivos, humanos ou não, é mera questão de semântica. O estudo destes autômatos trouxe inferências para diversos campos da ciência. A introdução da idéia de retroação por Norbert Wiener rompe com a causalidade linear e aponta para a idéia de círculo causal onde A age sobre B que em retorno age sobre A. Tal mecanismo é denominado regulação e permite a autonomia de um sistema (seja um organismo, uma máquina, um grupo social). Será sobre essa base que Wiener discutirá a noção de aprendizagem. É comum a confusão entre cibernética e robótica, em parte devido ao termo ciborgue. A cibernética foi estudada em diversos países tanto para o planejamento de suas economias como para o desenvolvimentos de maquinarias bélicas e industriais, como foram os casos da antiga URSS (onde se preocuparam com a gestão e controle da economia soviética propondo as perguntas: Quem produz? Quanto produz? Para quem produz?), da França, dos EUA e do Chile (GEROVITCH, 2003; MEDINA, 2006).