12.606- Plâncton pode colocar teoria da superioridade humana em xeque


Dois pesquisadores da Universidade de Barcelona publicaram um estudo sobre a perda de genes na evolução, que coloca em xeque a noção da superioridade humana.
A pesquisa foi conduzida pelos professores Ricard Albalat e Cristian Cañestro, do Departamento de Genética, Microbiologia e Estatística e do Instituto de Pesquisa da Biodiversidade da universidade. Os biólogos estudaram o organismo planctônico Oikopleura dioica, um animal marinho minúsculo bastante propenso a perder genes.
Cristian Cañestro explicou, em entrevista ao jornal espanhol El País, que “a maioria dos nossos genes está também nas medusas. Nosso ancestral comum os tinha. Não é que nós tenhamos ganhado genes; eles é que os perderam. A complexidade genética é ancestral”. E Albalat acrescenta: “Não existem animais superiores nem inferiores. Nossas ‘peças de Lego’ são basicamente as mesmas, apesar de construirmos coisas diferentes com elas”.
Dadas as semelhanças entre o genoma humano e o do Oikopleura dioica, esse plâncton é ideal para entender quais são os genes essenciais. Ele mede três milímetros, tem boca, ânus, coração e cérebro, perdeu 30% dos nossos genes comuns, mas não apenas conseguiu sobreviver como sua espécie está em crescimento.

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