12.593 – Biologia – Cientistas descobrem ‘engrenagens naturais’ em inseto


Quando o ser humano acha que criou algo nunca visto antes, encontramos algo que corresponde quase que de forma idêntica em animais e outras estruturas orgânicas. Um exemplo disso é a engrenagem, que se pensava que era uma criação exclusivamente humana.
A questão é que, analisando uma espécie jovem de gafanhotos da espécie Issus que são comunmente encontrados em jardins na Europa, cientistas descobriram que o inseto conta com um mecanismo de engrenagem biológico nas juntas das patas, que ajudam a sincronizá-las quando o animal pula.
Uma combinação de análise anatômica com imagens feitas em baixa velocidade do movimento do gafanhoto, os pesquisadores da Universidade de Cambridge, liderados por Malcolm Burrows e Gregory Sutton, conseguiram verificar o funcionamento das engrenagens naturais pela primeira vez.
Os “dentes” se intercalam exatamente como acontece em engrenagens de um câmbio de um automóvel, e garantem que as pernas estejam completamente sincronizadas quando se movimentam. A diferença de tempo no movimento entre os membros interligados é de apenas 30 microssegundos.
“Essa sincronia precisa seria impossível se dependesse apenas do sistema nervoso, já que impulsos neurais levariam muito tempo para a imensa coordenação motora necessária”, explica o professor Malcom Burrows, professor do departamento de zoologia de Cambridge.
“Ao desenvolver essas engrenagens mecânicas, o inseto consegue apenas mandar sinais nervosos aos músculos para produzir basicamente a mesma quantidade de força – então, se uma perna começa a se movimentar para o salto, a engrenagem passa a funcionar e cria uma sincronia absoluta”.
A parte curiosa é que as engrenagens biológicas só são encontradas na fase jovem do inseto, e se perdem na transição para a fase adulta – mas ainda não se sabe o motivo para essa perda.

12.592 – Música – Odissey


odissey
O grupo começou como o Connecticut, o baixista Filipino e cantor Tony Reynolds se juntou ao grupo logo após o “Native New Yorker”, que estourou em 1977. No Reino Unido , a banda, com seu estilo musical diversificado teve mais sucesso nas paradas, totalizando cinco Top Ten entre 1977 e 1982.
Apesar das mortes das vocalistas originais o Odissey seguiu em atividade com outra formação. Liderada por Steven Collazo, caracterizado gêmeos vocalista Annis e Anne Peters e lançou o Legacy álbum em junho de 2011 pela ISM Records.
Como dissemos, os Odyssey foram criados pelas irmãs Lillian e Louise Lopez, apesar de Louise ter abandonado a banda antes desta terminar. Tony Reynolds juntou-se ao conjunto antes do lançamento do primeiro álbum e juntos conseguiram diversos êxitos como Native New Yorker ou Weekend Lover.

Morre Cantora da Era Disco aos 76 anos
Faleceu na terça-feira, 04 de Setembro de 2012, vítima de câncer, a cantora Lillian Lopez.
Ela foi vocalista da banda Odyssey,muito popular nos Estados Unidos com a canção “Native New Yorker” de 1977.
Mas o grande reconhecimento foi na Europa com vários hits entre 1977 e 1983 com a canção “Inside Out” (1982). Foi a música que mais recebeu elogios do público.
Mas o que marcou mesmo a carreira da banda foi “Native New Yorker” (de 1977) ainda nos EUA.
Não é difícil saber o motivo de tanto sucesso com esta música em Nova Iorque, não?
A letra cita todo o corre-corre do cidadão nova iorquino, bairros como Bronx, Harley e Broadway.

12.591 – Física – Ondas gravitacionais podem permitir viagem no tempo


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Viajar no tempo ou ir para outro planeta em questão de segundos. Essas ideias, que vêm dos filmes de ficção, podem estar mais próximas de virar realidade. Segundo um pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe), que participou do estudo sobre as ondas gravitacionais, isso poderá acontecer daqui a 100 anos.
A primeira detecção de ondas gravitacionais, um fenômeno previsto pelo físico Albert Einstein na Teoria da Relatividade há cem anos, foi anunciada por um consórcio internacional de cientistas. Entre os pesquisadores, estão seis estudiosos do Inpe em São José dos Campos (SP).
Quando elaborou sua teoria da Relatividade Geral, Einstein afirmou que a gravidade é uma força de atração que age distorcendo o espaço e o tempo – espaço e tempo em sua concepção são uma coisa só. Quando há uma interação de objetos muito maciços, para os quais a força da gravidade é muito grande, eles produzem ondas que se propagam pelo espaço e tempo.
Ficção e realidade
Em 1985, ‘De volta para o Futuro’ se tornou um sucesso de bilheteria. O mundo se encantou com a história de um jovem e um professor que criaram uma máquina do tempo.
Segundo o Aguiar, fazer o mesmo que o personagem do jovem Marty Mcfly pode se tornar possível para as futuras gerações.
“Você não é destruído em nenhum momento, você viaja de um ponto para outro em um atalho em outra dimensão. Não consigo imaginar alguma coisa ainda neste século, mas de alguma forma vamos chegar lá”, defende o professor.
Som do universo
Entre os mais de mil cientistas que formam o grupo internacional que anunciou a descoberta das ondas sete são brasileiros, sendo seis do Inpe. O anúncio foi feito em Washington, nos Estados Unidos, acompanhado simultaneamente em 15 países colaboradores.
Experimento
O que os pesquisadores do projeto Ligo (Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory) encontraram em seus experimentos essencialmente foram “distorções no espaço e no tempo” causadas por um par de objetos com massas enormes interagindo entre si. Neste caso específico, os cientistas acreditam que o evento observado seja fruto da interação entre dois enormes buracos negros.
O Ligo consiste em dois enormes detectores de cerca de 4 km de extensão nos estados de Washington e Louisiana, nos EUA, operando conjuntamente.
O Ligo em si começou a funcionar em 2002, depois de outros experimentos iniciais, e sua sensibilidade vem sendo aprimorada desde então. Só com um aprimoramento maior realizado no ano passado, porém, foi possível detectar um primeiro evento. A colisão de buracos negros registrada pelo projeto foi detectada em 14 de setembro.
O custo do projeto Ligo foi estimado em US$ 620 milhões. O projeto foi uma iniciativa conjunta do Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia) e do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts). Ao longo dos 40 anos que se passaram entre a construção do primeiro detector e a detecção das primeiras ondas gravitacionais, outros centros de pesquisa se juntaram à iniciativa, como o Inpe e o IFT-Unesp (Instituto de Física Teórica da Universidade Estadual Paulista).

12.590 – Medicina na Era Digital


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“Declare o passado, diagnostique o presente e preveja o futuro”, dizia o fisiologista grego Hipócrates, apelidado de o pai da medicina, no século V a.C. Com essa elegante definição do trabalho médico, o pensador indicava a relevância do acúmulo de conhecimento prévio para guiar os tratamentos. Ao receber um paciente, o profissional de saúde precisa, antes de tudo, relacionar os sintomas relatados a outros quadros similares para realizar o exame, prescrever medicamentos e prever qual será a eficiência da terapia recomendada. Até muito recentemente, porém, antes do desenvolvimento de exames de laboratório complexos e conclusivos, os doutores tinham de confiar apenas na memória de um enfermo para desenhar um caminho de cura. Deu-se agora uma espetacular guinada com o avanço da era digital, da inteligência alimentada pelos algoritmos e do big data — termo que descreve a possibilidade de organizar e consultar, de forma automática, montantes colossais de dados em qualquer área do conhecimento humano. No século XXI, médicos dependem cada vez menos do próprio conhecimento, ou do que relatam os pacientes, para “declarar o passado, diagnosticar o presente e prever o futuro”. Bastam alguns cliques no computador para ter acesso a quase toda informação. Está acabando o tempo em que clínicos de pronto-socorro podem se contentar em dizer aos doentes, genericamente: “É uma virose”. O impacto das novas tecnologias de big data no trabalho médico pode ser medido em números. Ao longo da vida, um indivíduo gera o equivalente a 200 terabytes de informações ligadas à sua saúde. Entretanto, em torno de 90% desses dados se perdem porque não são armazenados, ainda. Estima-se que, se os médicos tivessem acesso ao histórico de todos os pacientes do mundo, seria possível reduzir em 20% a mortalidade global. A precisão nos diagnósticos possibilitaria ainda uma economia de 300 bilhões de dólares ao ano apenas para o sistema de saúde dos Estados Unidos. Esses benefícios levam a uma adoção cada vez mais ampla dessa inovação: a cada ano, aumenta em 20% a digitalização de informações médicas no planeta. Portanto, não está tão longe um futuro no qual não mais 90%, quiçá nem 1%, desse conteúdo será perdido.
Dada a imensidão de estatísticas que podem ser colhidas, como or­ga­ni­zá-­las e compreendê-las? A resposta está nos softwares de big data. Eles são resultado direto do exponencial barateamento da capacidade de armazenamento dos computadores, acompanhado pela multiplicação do processamento dessas máquinas e pelo avanço da tecnologia de sequenciamento genético. Tudo somado, temos a interpretação automática, mesmo por aparelhos comerciais como smart­pho­nes e tablets, de todo o conteúdo compilado pelos profissionais. E haja dados: um único hospital pode acumular 665 terabytes deles ao ano, o equivalente a três vezes todo o catálogo da Biblioteca do Congresso americano, a maior do mundo.
Um dos mais novos e promissores frutos desse caldo tecnológico é o programa Watson Health, próprio para hospitais. Lançado pela IBM em abril de 2015, ele é um refinado produto de inteligência artificial, alimentado pelos potentes servidores da empresa americana, cuja missão é agrupar grande parte dos dados medicinais do planeta para facilitar o trabalho dos médicos. No mês passado, a IBM começou a negociar a instalação do programa em clínicas brasileiras. Como ele vai funcionar? O Watson é alimentado de informações provenientes de laboratórios, hospitais e até mesmo iPhones. Em uma parceria com a Apple, a IBM fez com que seu software tivesse acesso a informações geradas a partir de aplicativos de celular e tablet que medem o estado de saúde de seus usuários. Que tipo de material é coletado? Quantos passos as pessoas dão em um dia, se dormem bem, em que ritmo bate o coração, e muito mais. “Há uns cinco anos começamos a notar quanto essa abordagem da computação, chamada de cognitiva, se tornará chave para a evolução do cuidado médico”, disse a VEJA o oncologista americano Mark Kris, um dos responsáveis pelo projeto do Watson Health. “A ferramenta que criamos é fundamental para a construção de tratamentos individuais, específicos e sob medida, de cada paciente, em qualquer lugar. É o futuro da medicina, começando hoje.” No consultório, o Watson Health acaba por operar como um Google dos médicos. A tecnologia apresenta subdivisões de acordo com a especialidade do campo da saúde. Uma das mais consultadas é o Watson Oncology, focado na oncologia e desenvolvido em parceria com o prestigiado hospital americano Memorial Sloan Kettering Cancer Center. Durante os últimos cinco anos, médicos abasteceram o Watson — e continuam a fa­zê-lo — com histórias de casos atuais e antigos de câncer, ensinando assim a inteligência artificial a abordar cada variação da moléstia. Hoje, oncologistas com acesso ao programa consultam esse banco de dados antes de atender um paciente. Nele, é possível inserir o quadro clínico geral de um paciente. A partir daí, a inteligência artificial calcula quais são os métodos que se provaram mais eficientes para o tratamento da enfermidade em questão. Antes da chegada do Watson Health ao país, hospitais brasileiros já vinham instalando tecnologias similares. Há quatro anos o paulistano Sí­rio-Li­ba­nês investe na criação do que denominou de Biobanco, uma central de servidores com dados de amostras de sangue e tecido e com informações sobre tumores de pacientes. A tecnologia, em teste, ainda é acessada apenas por uma área de pesquisas, na qual quarenta pacientes têm servido de voluntários. “Mas estamos felizes com os resultados e logo implementaremos esse recurso em todo o nosso complexo”, diz o bioquímico Luiz Fernando Reis, responsável pela iniciativa.

12.589 – Mega Sampa – Pizzarias estão poluindo São Paulo


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Massa, molho de tomate, recheio e queijo, muito queijo regado a azeite de oliva, orégano e manjericão. Poucas comidas têm tanto potencial democrático-pacificador quanto um bom pedaço de pizza. E o Brasil sabe muito bem disso: somos o segundo maior consumidor de pizza do mundo – perdemos apenas para os Estados Unidos. Comemos 1,5 milhão de pizzas por dia e os paulistanos são os mais glutões.
As 8 mil pizzarias de São Paulo produzem um milhão de redondas diariamente. A terra da garoa é tão aficionada pela iguaria que homenageia o prato todo domingo e instituiu dia 10 de julho como dia oficial da pizza. E tudo isso sem ketchup, para tristeza dos imigrantes que desembarcam na Pauliceia.
Crocante com gostinho de brasa – todos os dias, 800 pizzas entram nos fornos à lenha tradicionais de São Paulo. Que essa é forma mais saborosa de assá-las, não restam dúvidas. Mas o método está colocando a comunidade científica em polvorosa – literalmente.
Um estudo colaborativo feito por sete universidades, tocado majoritariamente pela Universidade inglesa de Surrey e a Universidade de São Paulo (USP), sobre poluição atmosférica acendeu um alerta sobre os fornos e churrasqueiras da capital paulistana. A pesquisa acaba de ser publicada no jornal Atmospheric Environment.
São Paulo foi escolhida para o estudo sobre qualidade do ar, porque é a megacidade que mais usa biocombustível em veículos no mundo – 75% gasolina e 25% etanol. Os pesquisadores perceberam que o nível de poluentes vindos do trânsito não é tão alto quanto o de outras cidades do mesmo porte. Mesmo com oito milhões de veículos de circulação, ficou claro que uma parcela das emissões vem de outras fontes.
Os outros possíveis vilões para São Paulo não fazer bem aos seus pulmões podem estar bem debaixo do seu nariz, mais especificamente no seu prato. Mais de 7,5 hectares de Eucalipto são queimados todos os meses em prol de um bom pedaço de pizza e de um espeto suculento de picanha. Por mês, a adoração paulistana pela massa redonda representa 307,000 toneladas de madeira queimada.
“Uma vez no ar, os poluentes emitidos podem sofrer processos físicos e químicos para formar poluentes secundários prejudiciais, como o ozônio e o aerossol secundário. Enquanto a maioria dos estudos no Brasil tem se concentrado nos impactos das emissões dos veículos na qualidade do ar e, consequentemente, na saúde da população, os impactos da queima de lenha e carvão nos restaurantes ainda precisam de ser quantificados”, explica o co-autor do estudo, Prof Yang Zhang, da Universidade da Carolina do Norte.
Os pesquisadores alertam para a necessidade de continuar os estudos sobre combustão desses materiais, de lixo doméstico e a sazonal queima de cana de açúcar para, além de identificar os problemas, criar soluções criativas para melhorar a qualidade do ar. Que não acabe em pizza.

12.587- Arqueologia – Primeiras e misteriosas construções neandertais são encontradas na França


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Pesquisadores encontraram em uma caverna, na região sudoeste da França, pistas de antigas e misteriosas estruturas feitas por humanoides há 176 mil anos.
De acordo com o estudo que relata a descoberta, publicado na revista Nature, estas estruturas não seriam obra do homem moderno, mas dos nossos parentes próximos, os neandertais.
Estas estruturas estão na caverna Burniquel, e foram encontradas pela primeira vez em 1990. Até então, o local estava fechado havia milhares de anos. Dentro da caverna, foram achados até rastros de uma espécie de urso já extinto – ali estavam preservadas suas pegadas, marcas de garras, pelo e tocas.
Explorando mais ao fundo da caverna, havia estruturas formadas por fragmentos de estalagmites, que não eram naturais do local. Elas foram estudadas mais profundamente em 2013, por pesquisadores da Universidade de Bordeaux, da França, que puderam averiguar sua idade: 176 mil anos.

Primeiras construções
Nesta época, os únicos humanos que viviam na Europa eram os neandertais, então, os pesquisadores acreditam que eles foram os criadores dessas estruturas. Desta maneira, elas seriam as uma das primeiras construções feitas por humanoides que se tem conhecimento.
A finalidade destas estruturas é um mistério. Algumas estão em forma de círculo ou semicírculo, algumas possuem uma coluna de fragmentos empilhados e outras têm laterais para impedir desabamentos. Em algumas áreas, as estalagmites parecem ter sido queimadas, o que sugere que elas podem ter servido de local para fogueiras.
Ainda não se sabe se essas essas estruturas eram recorrentes ou se o achado foi apenas uma criação acidental de algum grupo há centenas de milhares de anos.

12.586 – Solar Impulse 2 decola de NY e inicia voo transatlântico sem combustível


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Uma perigosa travessia transatlântica de quatro dias como parte de sua volta ao mundo para promover as energias renováveis.
O piloto suíço Bertrand Piccard, 58, poderá ter apenas breves momentos de sono durante as 90 horas da viagem, que deve terminar no aeroporto espanhol de Sevilha (Espanha).
“Estou aqui sozinho durante quatro dias sobre o Atlântico, sem uma gota de gasolina”, escreveu o piloto no Twitter, antes de decolar do aeroporto John Fitzgerald Kennedy às 2h30 locais (3h30 de Brasília).
Piccard se alterna com o compatriota André Borschberg, 63, no comando do Solar Impulse, um avião de quatro hélices movidas pela energia fornecida por suas 17 mil células fotovoltaicas instaladas nas asas.
Com o peso de um carro e uma envergadura de 72 metros, o avião voa a uma velocidade que geralmente não passa de 50 km/h, mas que pode dobrar com uma exposição direta ao sol.
Depois de pousar na Europa, o Solar Impulse 2 voltará a seu ponto de partida, Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, de onde decolou em 9 de março de 2015, para completar uma viagem de 35 mil quilômetros.
Em sua etapa mais longa, o Solar Impulse 2 voou 118 horas de Nagoya (Japão) até a ilha americana do Havaí.