14.028 – Todas as células imaturas têm potencial para se desenvolver em células-tronco


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Novo estudo sensacional realizado na Universidade de Copenhague desmente o conhecimento tradicional do desenvolvimento de células-tronco. O estudo revela que o destino das células intestinais não é predeterminado, mas sim determinado pelo ambiente das células. O novo conhecimento pode facilitar a manipulação de células-tronco para terapia com células-tronco. Os resultados acabam de ser publicados na Nature.
Todas as células do intestino fetal têm o potencial de se desenvolver em células-tronco, conclui um novo estudo realizado na Faculdade de Saúde e Ciências Médicas da Universidade de Copenhague. Os pesquisadores por trás do estudo descobriram que o desenvolvimento de células intestinais imaturas – ao contrário de suposições anteriores – não é predeterminado, mas afetado pelo entorno imediato das células nos intestinos. Essa descoberta pode facilitar o caminho para uma terapia eficaz com células-tronco, diz o professor associado Kim Jensen, do Centro de Pesquisa e Inovação em Biotecnologia (BRIC) e do Centro da Fundação Novo Nordisk para Biologia de Células-Tronco (DanStem).
“Costumávamos acreditar que o potencial de uma célula para se tornar uma célula-tronco era predeterminado, mas nossos novos resultados mostram que todas as células imaturas têm a mesma probabilidade de se tornar células-tronco no órgão totalmente desenvolvido. Em princípio, é simplesmente uma questão de estar no lugar certo na hora certa. Aqui os sinais do entorno das células determinam seu destino. Se formos capazes de identificar os sinais necessários para que a célula imatura se desenvolva em uma célula-tronco, será mais fácil manipular as células na direção desejada”.
Ao longo da vida, os órgãos do corpo são mantidos pelas células-tronco, que também são capazes de reparar danos menores nos tecidos. Uma melhor compreensão dos fatores que determinam se uma célula imatura se desenvolve ou não em uma célula-tronco pode, portanto, ser útil no desenvolvimento de células-tronco para terapia e transplante.

“Nós obtivemos maior percepção dos mecanismos pelos quais as células do intestino imaturo se desenvolvem em células-tronco. Espero que possamos usar esse conhecimento para melhorar o tratamento de feridas que não cicatrizam, por exemplo, nos intestinos. Até agora, porém, tudo o que podemos dizer com certeza é que as células do trato gastrointestinal têm essas características. No entanto, acreditamos que este é um fenômeno geral no desenvolvimento de órgãos fetais ”.

Células Luminescentes e Colaboração Matemática
As descobertas surpreendentes são o resultado de uma busca pela compreensão do que controla o destino das células-tronco intestinais. O pós-doutorado Jordi Guiu desenvolveu um método para monitorar o desenvolvimento das células intestinais individuais. Introduzindo proteínas luminescentes nas células, ele poderia, usando microscopia avançada, monitorar o desenvolvimento das células individuais.
Após os testes iniciais, as células que os pesquisadores acreditavam serem células-tronco fetais só conseguiram explicar uma fração do crescimento dos intestinos durante o desenvolvimento fetal. Portanto, eles estabeleceram uma colaboração com especialistas em matemática da Universidade de Cambridge. E quando estudaram os dados mais de perto, chegaram à surpreendente hipótese de que todas as células intestinais podem ter a mesma chance de se tornarem células-tronco. Testes subsequentes foram capazes de provar a hipótese.

13.281 – Acredite se Quiser – Pesquisadores vão usar células-tronco para tentar ressuscitar pessoas


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Células-tronco são o milagre da medicina moderna e há pesquisadores explorando seu potencial para tudo quanto é problema, incluindo diabetes e esclerose lateral amiotrófica (ALS), a doença que inspirou o desafio do balde de gelo em 2013. Uma empresa, porém, quer extrapolar os limites do que vem sendo estudado para descobrir se essas células são capazes de reviver pessoas que já se foram.
A ideia partiu da Bioquark, que fica na Filadélfia. Segundo reporta o STAT, a empresa planeja lançar um estudo até o final deste ano sobre a possibilidade.
A ideia deles é injetar células-tronco na medula espinhal de gente que tenha tido a morte cerebral declarada. Isso, em conjunto com a injeção de uma mistura de proteínas, estimulações elétricas do sistema nervoso e terapia a laser no cérebro, supostamente faria com que o morto deixasse de ser morto.
Os pesquisadores esperam que o tratamento force o crescimento de novos neurônios e a sua conexão uns com os outros, fazendo o cérebro voltar a funcionar.
A Bioquark ainda sequer chegou a testar o método em animais. A empresa vinha conduzindo estudos em Rudrapur, na Índia, desde abril de 2016, mas, em novembro daquele ano, foi interrompida pelo governo, que disse não ter concedido qualquer autorização à empresa. Agora, o CEO Ira Pastor diz que eles estão de mudança para um país na América Latina.

Os vários poréns
O STAT conversou com uma série de especialistas, inclusive aqueles responsáveis por experimentos nos quais a Bioquark se apoia para o seu estudo, e nenhum deles acredita que a empresa terá sucesso. No ano passado, quando se soube das intenções, dois médicos publicaram um artigo criticando fortemente a equipe de Pastor, que acusaram de dar uma “esperança cruel e falsa de recuperação” a familiares.
Além da desconfiança, há também problemas éticos e conceituais a se levar em conta. Um deles diz respeito à declaração de morte: um estudo sobre 38 trabalhos publicados ao longo de 13 anos descobriu que, se as diretrizes da Academia Americana de Neurologia sobre morte cerebral fossem seguidas à risca, nenhum paciente jamais teria sido tratado para recuperar as funções do cérebro no país.
Há que se considerar ainda que existem drogas e venenos que imitam morte cerebral; se a Bioquark fizesse testes em pessoas assim, poderia matá-las de verdade. Além disso, como uma pessoa tecnicamente morta poderia concordar com sua participação num experimento como esse?

12.709 – Bioeletricidade coordena formação dos órgãos


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Biólogos demonstraram pela primeira vez que as células embrionárias se comunicam, mesmo em longas distâncias, utilizando sinais bioelétricos, e usam essa informação para coisas essenciais, como saber onde o cérebro deve ser gerado e até o tamanho que o cérebro deve ter.
A bioeletricidade teve seus dias de glória com pesquisadores pioneiros, mas foi deixada de lado por muitos anos pela academia. Agora, com melhores técnicas para seu monitoramento, os sinais elétricos do corpo humano voltaram à pauta dos cientistas.
E, segundo o novo estudo, estes sinais são mais do que uma mera chave liga/desliga de eletricidade. Na verdade, eles têm um papel similar ao de um software que permite que um computador realize atividades complexas.

Sinais bioelétricos
A conclusão da equipe é que os sinais bioelétricos entre as células controlam e coordenam o desenvolvimento do cérebro embrionário e de vários outros órgãos.
A expectativa é que, descobrindo como manipular esses sinais, possa ser possível reparar defeitos genéticos e induzir o desenvolvimento de tecido cerebral saudável.
“Os sinais não são necessários apenas para o desenvolvimento normal, eles são orientadores,” confirma o Dr. Michael Levin, da Universidade Tufts (EUA). “Nós constatamos que as células se comunicam, mesmo em longas distâncias no embrião, usando sinais bioelétricos, e usam essa informação para saber onde formar um cérebro e que tamanho o cérebro deve ter.”
Os experimentos mostraram que a sinalização bioelétrica regula a atividade de dois fatores de reprogramação celular – proteínas que podem transformar células adultas em células-tronco.
Esses sinais bioelétricos são gerados por alterações na diferença de tensão ao longo da membrana celular – o chamado potencial de repouso celular – e pelos padrões diferenciais de tensão entre as regiões anatômicas.
E a sinalização bioelétrica envolve diferentes tipos de células, incluindo células somáticas maduras e células-tronco.

Remédios elétricos
Os experimentos demonstraram a função dos gradientes bioelétricos na formação do olho, dos membros e dos órgãos internos, além de mostrar que os gradientes naturais de tensão elétrica no embrião coordenam a formação do cérebro.
Com a ampliação das pesquisas na área, a expectativa é que os cientistas descubram técnicas terapêuticas que possam funcionar em conjunto ou servir de alternativa às terapêuticas químicas dos medicamentos.

12.708 – Odontologia – Dentes naturais são multiplicados pela primeira vez


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Os experimentos tiveram pleno êxito em animais, abrindo o caminho para os primeiros testes em humanos.
O processo começa com os chamados dentes germes, grupos de células que se formam no início da infância e que posteriormente se desenvolvem nos dentes.
Os dentes germes foram divididos em dois e depois implantados na mandíbula dos camundongos, onde se desenvolveram em dois dentes individuais totalmente funcionais.

Cultivo de dentes
Takashi Tsuji e seus colegas do Instituto Riken (Japão) concentraram-se no fato de que o desenvolvimento dos dentes se dá em um padrão de expressão gênica em forma de onda, envolvendo os genes Lef1, um ativador, e o Ectodin, um inibidor.
Para manipular o processo, eles removeram os dentes germes dos animais e os desenvolveram em meio de cultura. Num ponto apropriado do processo de desenvolvimento – 14,5 dias – eles cortaram os germes em dois usando um fio de nylon, mas sem separá-los completamente.
Os centros de sinalização, que controlam a onda de moléculas que regulam o desenvolvimento do dente, surgiram em cada um dos dois lados, gerando o desenvolvimento natural de dois dentes, que a equipe então transplantou para as maxilas dos camundongos.

Pacientes pediátricos
Ainda há questões a serem solucionadas, envolvendo o tamanho dos dentes, que ficaram menores do que os dentes naturais dos animais, e a pequena disponibilidade de dentes germes, mas os cientistas estão animados com novos progressos.
“Nosso método poderia ser usado em pacientes pediátricos que não desenvolveram devidamente os dentes como resultado de condições como lábio leporino ou síndrome de Down, uma vez que os germes de dentes permanentes ou dentes do siso poderiam ser divididos e implantados.
“No futuro, nós também poderemos considerar o uso de células-tronco para crescer mais germes, mas hoje existem barreiras para a cultura de tais células, que terão de ser superadas,” concluiu Tsuji.

12.707 – Medicina – Células-Tronco para Tratamento de Cirrose


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Doença crônica do fígado, a cirrose afeta a função deste órgão e pode originar um carcinoma hepatocelular, o que piora o prognóstico do paciente. O tratamento consiste em transplante de fígado, prática que tem como fator limitante a quantidade de doadores. O surgimento de novas terapias é, portanto, fundamental.
Um alvo terapêutico que tem atraído a atenção de pesquisadores para reparação e regeneração de órgãos e tecidos são as células-tronco mesenquimais pluripotentes. Essas células possuem a habilidade de se autorrenovarem, de se diferenciarem em tipos especializados de células maduras, de regular a resposta imune, reconstituir in vivo um determinado órgão, além de possuir propriedades anti-inflamatórias.
O grupo do professor Shuichi Kaneko da Universidade de Kanazawa (Japão), tem pesquisado essa possibilidade terapêutica, com o intuito de avaliar o potencial de regeneração e de reparo de fígados com cirrose, a partir da utilização de células-tronco mesenquimais. Para isso, os pesquisadores estabeleceram um modelo clínico relevante de cirrose não-alcoólico em camundongos, por meio de uma dieta rica em gordura. Os animais foram alimentados com colesterol, manteiga de cacau e fator de liberação de corticotropina, conhecido por induzir esteatohepatite, condição de acúmulo de gordura e inflamação das células do fígado.
Após o estabelecimento da situação clínica, os camundongos receberam células-tronco derivadas de tecido adiposo de outro camundongo, identificadas com um marcador fluorescente. Injetadas na veia portal/esplênica, essas células foram verificadas por intervalos de dias, com o objetivo de observar se elas se incorporaram ao tecido hepático.
De fato, os autores demonstraram que as células-tronco derivadas do tecido adiposo foram incorporadas ao tecido hepático e contribuíram para a diminuição da cirrose. O benefício foi comprovado por meio dos resultados que demonstraram recuperação da expressão de albumina, proteína produzida pelo fígado e presente em maior quantidade no plasma do sangue circulante. Outro benefício observado foi a redução da área de tecido com fibrose (substituição de células por fibras, o que acarreta a piora do paciente), tendo como resultado a recuperação da área afetada; bem como a supressão da persistente inflamação do fígado, podendo com isso ser restaurada a função hepática. De acordo com os pesquisadores, tais resultados abrem a possibilidade do uso dessas células-tronco como alternativa do transplante de fígado.

12.674 – Células tronco revertem envelhecimento


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Cientistas franceses conseguiram recuperar a juventude de células de doadores centenários, ao reprogramá-las ao estágio de células-tronco, demonstrando assim que o processo de envelhecimento é reversível. Trabalhos sobre a possibilidade de apagar as marcas do envelhecimento celular, publicados na edição desta terça-feira da revista especializada Genes & Development, marcam uma nova etapa na direção da medicina regenerativa com vistas a corrigir uma patologia, ressaltou Jean-Marc Lemaitre, do Instituto de Genômica Funcional (Inserm/CNRS/Université de Montpellier), encarregado destas pesquisas. Saiba mais CÉLULAS-TRONCO Também chamadas de células-mãe, podem se transformar em qualquer um dos tipos de células do corpo humano e dar origens a outros tecidos, como ossos, nervos, músculos e sangue. Dada essa versatilidade, vêm sendo testadas na regeneração de tecidos e órgãos de pessoas doentes. CÉLULA-TRONCO EMBRIONÁRIA Formada no blastocisto, aglomerado de células que forma o feto. Por ter o ‘objetivo’ de ajudar na criação e desenvolvimento de um novo organismo, pode se diferenciar em praticamente todos os tecidos do corpo. CÉLULA-TRONCO PLURIPOTENTE INDUZIDA Célula adulta especializada que foi reprogramada geneticamente para o estágio de célula-tronco embrionária. Pode se transformar em qualquer tecido do corpo. Segundo um cientista do Inserm, outro resultado importante destes trabalhos é compreender melhor o envelhecimento e corrigir seus aspectos patológicos. As células idosas foram reprogramadas in vitro em células-tronco pluripotentes iPSC (sigla em inglês para células-tronco pluripotentes induzidas – veja quadro ao lado) e, com isso, recuperaram a juventude e as características das células-tronco embrionárias (hESC). Estas células podem se diferenciar dando origem a células de todos os tipos (neurônios, células cardíacas, da pele, do fígado…) após a terapia da “juventude” aplicada pelos cientistas. Desde 2007 os cientistas demonstraram ser capazes de reprogramar as células adultas humanas em células-tronco pluripotentes (iPSC), cujas propriedades são semelhantes às das células-tronco embrionárias. Esta reprogramação a partir de células adultas evita as críticas ao uso de células-tronco extraídas de embriões. Até agora, a reprogramação de células adultas tinha um limite, a senescência, última etapa do envelhecimento celular. A equipe de Jean-Marc Lemaitre acaba de superar este limite. Os cientistas primeiro multiplicaram células da pele (fibroblastos) de um doador de 74 anos para alcançar a senescência, caracterizada pela suspensão da proliferação celular. Em seguida, eles fizeram a reprogramação in vitro destas células. Como isto não foi possível com base em quatro fatores genéticos clássicos de transcrição (OCT4, SOX2, C MYC e KLF4), eles adicionaram outros dois (NANOG e LIN28). Graças a este novo ‘coquetel’ de seis ingredientes genéticos, as células senescentes reprogramadas recuperaram as características das células-tronco pluripotentes de tipo embrionário, sem conservar vestígios de seu envelhecimento anterior. “Os marcadores de idade das células foram apagados e as células-tronco iPSC que nós obtivemos podem produzir células funcionais, de todos os tipos, com capacidade de proliferação e longevidade aumentadas”, explicou Jean-Marc Lemaitre. Os cientistas em seguida testaram com sucesso seu coquetel em células mais envelhecidas, de 92, 94, 96 até 101 anos. “A idade das células não é definitivamente uma barreira para a reprogramação”, concluíram. Estes trabalhos abrem o caminho para o uso de células reprogramadas iPS como fonte ideal de células adultas toleradas pelo sistema imunológico para reparar órgãos ou tecidos em pacientes idosos, acrescentou o cientista.

12.635 – Xixi de bebês pode curar rins de adultos (?)


O segredo está nas células-tronco

Quando estão na fase embrionária, elas podem se transformar em qualquer parte do corpo humano. Mas retirar células-tronco de embriões envolve grandes polêmicas e, por isso, os cientistas buscam fontes menos invasivas desse material: dentes, gengiva e, agora, a urina.
Pesquisadores da Universidade Católica de Leuven, na Bélgica, encontraram grandes quantidade de células-tronco na urina de bebês que nasceram entre a 31ª e a 36ª semana da gravidez. Essas células não são tão poderosas quanto as embrionárias, porque já têm características específicas do órgão de onde vieram, o rim. Mas isso já é suficiente para regenerar completamente os rins de adultos.
O rim é um dos últimos órgãos a terminar de se formar no corpo do bebê – fica se desenvolvendo até a 34ª semana, bem perto do parto. Quando um bebê nasce prematuro, o órgão ainda está em formação e o xixi dos bebês fica repleto de células-tronco. Se o bebê se desenvolve normalmente, a quantidade de células-tronco na urina é menor e as células já não têm o mesmo potencial de transformação. Mesmo adultos ainda possuem células-tronco na urina, mas são poucas e estão em um estágio de diferenciação avançado. Assim, o potencial terapêutico é bem menor.
Os cientistas testaram a capacidade de regeneração das células do xixi dos prematuros e ficaram impressionados. Eles usaram uma droga tóxica contra as células renais de um adulto e todas elas morreram. Depois, acrescentaram células-tronco da urina ao experimento. Elas criaram uma rede de proteção às células adultas, regenerando o tecido.
Com esses resultados, os pesquisadores pensam em duas aplicações principais para as células que vêm do xixi dos prematuros. A primeira são os rins para transplante – muitas vezes os órgãos estão velhos demais ou danificados e não podem ser transplantados. Com as células-tronco, é possível regenerar o tecido desses órgãos. Além disso, eles esperam desenvolver um tratamento para recuperar os rins do próprio paciente e aí o transplante nem seria necessário.

12.618 – Experimentos usam células-tronco para criar animais com órgãos humanos


Criar porcos com órgãos humanos. Este é o objetivo de um grupo de cientistas do Instituto Salk para Estudos Biológicos, sediado na Califórnia, que atua num nascente e promissor campo que reúne modernas técnicas de edição genética e células-tronco. A ideia é sedutora, com potencial para acabar com as filas de transplante, mas enfrenta uma série de dilemas éticos. No fim do ano passado, o Instituto Nacional de Saúde (NIH, na sigla em inglês) dos EUA suspendeu a concessão de novos financiamentos para experimentos que envolvam a injeção de células-tronco humanas pluripotentes (capazes de gerar qualquer tipo de tecido) em embriões de animais em estágio inicial. Mas estudos com financiamento privado prosseguem, a legislação só proíbe que a gestação seja completa.

Em comunicado sobre a decisão, o NIH destacou que trata-se de uma “área excitante da ciência que está em rápido progresso, mas que merece considerações sobre ética e bem-estar dos animais”. Além da questão sobre o possível uso de animais para fabricar órgãos, o maior temor é com a humanização, ou seja, que o animal resultante do experimento tenha características humanas, desde um simples pelo até um maior poder cognitivo.

Nos laboratórios do Instituto Salk, Jun Wu é um dos coautores de estudo publicado na “Nature” no ano passado que comprovou a possibilidade de cultivar células humanas em embriões de camundongos. Os pesquisadores desenvolveram um novo tipo de célula-tronco, batizada como rsPSC, criada a partir de qualquer célula adulta do doador. Dessa forma, será possível produzir órgãos e tecidos para transplante sem riscos de rejeição, caso os experimentos sejam bem-sucedidos. Atualmente, a equipe trabalha com porcos.

— Estamos tentando gerar órgãos e tecidos humanos funcionais usando um porco como hospedeiro. Usamos tecnologias de edição genética para desabilitar genes no embrião que são chave para o desenvolvimento de órgãos nos porcos e células-tronco humanas para “resgatar” essa deficiência, criando um porco com órgãos humanos — contou Wu. — Nós acreditamos que uma fazenda de órgãos será viável no futuro próximo. Agora existem alguns desafios técnicos , como a eficácia e a escolha do gene correto para modificar no porco, mas achamos que isso será rapidamente superado com o avanço nos campos da edição genética e de células-tronco.

CONSEQUÊNCIAS DESCONHECIDAS
Após a preparação, o embrião é implantado no útero de uma porca hospedeira, para dar início à gestação. O desenvolvimento é interrompido ainda nas primeiras semanas, mas os pesquisadores esperam ser possível observar sinais de órgãos formados por células humanas.
O procedimento de inserção de células humanas em embriões de animais é conhecido como quimerismo, em referência à figura mítica grega de uma besta cuspidora de fogo com cabeça de leão, corpo de cabra e cauda de serpente. Na ficção, a hibridização de humanos com animais foi explorada por H. G. Wells, em “A ilha do dr. Moreau”. Para Wu, essas fantasias alimentam o temor sobre o futuro dessas tecnologias.
Além do Instituto Salk, pesquisas nessa linha estão sendo realizadas em Stanford e na Universidade de Minnesota. Estimativas apontam que ao menos 20 gestações de quimeras foram realizadas nos EUA no ano passado, mas os resultados ainda não foram publicados. Em carta publicada na revista “Science” em novembro, 11 pesquisadores, a maioria de Stanford, pediram pelo fim da moratória imposta pelo NIH. Além da possibilidade de cultivar órgãos humanos em animais, estudos com quimeras podem abrir portas para outras aplicações, como o cultivo de “órgãos em miniatura” para estudar o avanço de doenças in vivo, ou para modelos de testes de novas drogas, garantindo maior segurança antes dos testes clínicos.
O brasileiro Alysson Muotri, da Universidade da Califórnia em San Diego, é um dos pioneiros na produção de quimeras. Em 2005, ele provou que neurônios humanos derivados de células-tronco pluripotentes desenvolvidos em embriões de camundongos podem ser funcionais. Seus experimentos usaram embriões em estágio avançado, com a injeção das células-tronco na região do cérebro do feto — diferente dos estudos atuais, que usam embriões em estágios iniciais, nos quais a contribuição humana pode acontecer em qualquer região do organismo.
O pesquisador ressalta a importância desse tipo de abordagem científica. A sua descoberta, por exemplo, abriu caminho para uma série de pesquisas que estão em fase de ensaio clínico para novos tratamentos médicos. Mesmo assim, ele concorda com a moratória imposta pelo NIH.
A polêmica em torno da produção de quimeras usando embriões de animais em estágio inicial ainda não chegou ao Brasil. De acordo com a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), ligada ao Conselho Nacional de Saúde, ainda não foram submetidos pedidos de análise de projetos que tratem do assunto. Mas com o avanço dos estudos nos EUA e em outros países, é provável que a discussão chegue ao país em breve.

12.617 – Cientistas criam novo tipo de célula-tronco com apenas meio genoma


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Foi gerado pela primeira vez um tipo de célula-tronco embrionária que carrega uma única cópia do genoma humano, e não as costumeiras duas, um desdobramento que poderia levar ao avanço da pesquisa sobre edição genética, rastreio genético e medicina regenerativa.
Derivada do óvulo feminino, as células-tronco geradas pelos cientistas são as primeiras células humanas conhecidas capazes de divisão celular com apenas uma cópia do genoma da célula do progenitor, de acordo com um estudo publicado  no periódico “Nature”.
Espera-se que a descoberta reduza a complexidade para se identificar anormalidades genéticas, o que poderia levar a uma melhor compreensão de muitas doenças, afirmaram os pesquisadores.
Células humanas são consideradas diploides porque elas herdam dois conjuntos de cromossomos, 23 da mãe e 23 do pai. As células reprodutivas do óvulo e do esperma são conhecidas como haploides pois elas contém um único conjunto de cromossomos. Elas não podem se dividir para gerar mais óvulos e esperma.
“O que é fundamentalmente novo é que nós temos células que podem se dividir e se renovar com um único genoma. Isso é simplesmente sem precedentes”, declarou Dieter Egli, do Centro Médico da Universidade de Columbia em Nova York, autor do estudo junto com Nissim Benvenisty, da Universidade de Jerusalém.
Os pesquisadores, incluindo cientistas da Fundação de Células-Tronco de Nova York, identificaram células-tronco haploides capazes de se transformar em muitos outros tipos de célula, como células nervosas, do coração e pancreáticas, mantendo ao mesmo tempo um único conjunto de cromossomos.

12.563 -Células Tronco – Cientistas criam algoritmo que pode ajudar na regeneração de membros e órgãos humanos


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A regeneração de órgãos e membros parece ser uma realidade muito próxima, de acordo com um grupo internacional de pesquisadores, que desenvolveu um novo algoritmo que pode, em breve, ajudar a reprogramar células-tronco para regenerar qualquer tipo de tecido e célula no corpo humano.
O modelo do código, criado em computador, é chamado de Mogrify, e foi projetado com a finalidade de tornar o processo de criação de células-tronco pluripotentes muito mais rápido e fácil do que nunca.
Uma célula-tronco pluripotente tem o potencial de se tornar qualquer tipo de célula especializada no corpo, como por exemplo, tecido do olho, célula neural ou até mesmo células para construir um coração. Em teoria, o processo abriria a possibilidade para os médicos reconstruírem órgãos e regenerarem qualquer parte do corpo humano, algo que atualmente é impossível.
A descoberta surgiu a partir da ideia do pesquisador japonês Shinya Yamanaka, que foi o primeiro “reprogramador” de células, por assim dizer. O trabalho de Yamanaka, que lhe rendeu um Prêmio Nobel, ocorreu em 2007 e envolveu diversas tentativas de acertos e erros em testes de laboratório. O procedimento que ele criou, segundo os cientistas, não foi muito fácil de reproduzir.
No entanto, o Mogrify visa computar o maior número possível de tipos de células existentes no corpo humano e calcular o conjunto de células que são necessárias para reconstruir um órgão. Segundo um dos membros da equipe, Owen Rackhan, da Faculdade de Medicina Duke- NUS, em Cingapura: “O Mogrify age como uma espécie de ‘atlas mundial’ para as células, e nos permite mapear novos territórios e convertê-los nas células regenerativas necessárias”, disse ele a ScienceAlert. “Uma das primeiras aplicações clínicas que esperamos alcançar com esta abordagem inovadora seria de reprogramar células defeituosas de pacientes, em células saudáveis, sem as células-tronco pluripotentes sendo induzidas por meios intermediários”, ele se refere ao modelo manual anterior criado por Yamanaka.
O programa Mogrify, hoje, possui um banco de dados de mais de 300 tipos de células e tecidos humanos, com isso ele é capaz de prever qual o melhor conjunto necessário para a conversão de uma célula regenerativa.
Os testes realizados até agora foram eficazes, e estão expandindo rapidamente o conhecimento dos cientistas a respeito de células-tronco pluripotentes. Além disso, o código do programa foi disponibilizado para outros pesquisadores, e deve se tornar mais preciso à medida que mais dados serão adicionados a ele. O trabalho desses cientistas foi publicado pela revista científica Nature Genetics.

12.478 – Cientistas usam células da pele para devolver visão a pacientes pela primeira vez


oftalmologia
Cientistas japoneses relataram o primeiro transplante bem-sucedido de células da pele para o olho em humanos.
Ou seja, células-tronco derivadas da pele de uma paciente foram transplantadas para seu olho para restaurar parcialmente sua visão.
A paciente que recebeu o transplante foi uma mulher de 70 anos de idade diagnosticada com degeneração macular relacionada à idade, a principal causa de deficiência visual em pessoas idosas.
Progresso

O tratamento experimental começou em 2014 como parte de um estudo piloto. Agora, dois anos após o transplante, os cientistas decidiram compartilhar os resultados.
Eles esperaram tanto tempo a fim de monitorar o progresso da paciente e avaliar o sucesso das células modificadas.
As células transplantadas sobreviveram sem quaisquer eventos adversos durante mais de um ano, resultando em uma visão um pouco melhor para a mulher.
O procedimento

Os pesquisadores tiraram um pequeno pedaço de pele do braço da paciente (4 mm de diâmetro) e modificaram as células, reprogramando-as em células-tronco pluripotentes induzidas.
Essas células têm a capacidade de se diferenciar em quase qualquer tipo de tecido dentro do corpo. Uma vez que as células foram induzidas a tornar-se epitélio pigmentar da retina, foram cultivadas em laboratório para crescer em uma folha ultrafina, a qual foi, em seguida, transplantada atrás da retina da paciente.
Cientistas restauram visão em ratos cegos
“Estou muito satisfeito que não houve complicações com a cirurgia”, disse o principal autor da pesquisa, Masayo Takahashi, do Centro Riken de Biologia do Desenvolvimento, no Japão, em 2014.
Bons resultados

Enquanto ainda é cedo para dizer que esse procedimento experimental deve ser utilizado em larga escala, os sinais até agora são promissores.
“A folha transplantada sobreviveu bem, sem quaisquer indicações de rejeições imunes nem proliferação inesperada adversa por um ano e meio, alcançando o nosso objetivo principal deste estudo piloto”, disseram os cientistas em um comunicado para a imprensa esta semana.
Embora não tenha havido uma restauração completa da visão na paciente, o estudo mostrou um avanço significativo no uso de células-tronco pluripotentes induzidas – que os cientistas pensam que podem ser usadas para tratar uma série de doenças, como Parkinson e Alzheimer, e não apenas problemas de visão.
Mais pesquisas

Uma série de outros estudos também estão mostrando resultados positivos na restauração da visão a partir de tratamentos com células-tronco.
No início do ano, pesquisadores na China e nos EUA foram capazes de melhorar a visão de bebês com catarata através da manipulação de níveis de proteína em células-tronco.
Além disso, uma mulher da cidade americana de Baltimore cega há mais de cinco anos ganhou um pouco de sua visão de volta após células-tronco serem extraídas de sua medula óssea e injetadas nos seus olhos.
Embora muitas questões permaneçam em aberto sobre esse tratamento específico, não há como negar que a pesquisa com células-tronco é um campo muito próspero de estudo. [ScienceAlert]

12.471 – Gen(ética) – Cientistas querer aumentar tempo de pesquisa com embriões antes de inseminação


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Os pesquisadores, da Universidade Rockefeller, em Nova York, e da Universidade de Cambridge, estavam estudando as mudanças que os embriões passam após sua fase mais precoce do desenvolvimento. O estudo acompanhou o desenvolvimento de fetos com mais de sete dias – período no qual eles já deveriam ser implantados no tecido do útero.
Em geral, os embriões são usados em pesquisas com célula-tronco, mas os cientistas afirmam que desenvolvê-los por mais tempo pode ajudar a entender melhor a gravidez e crescimento humano. Quando a gravidez falha logo no início, por exemplo, muitas vezes é porque o embrião não foi implantado com sucesso, e desenvolvendo os embriões em um ambiente controlado, seria possível ajudar os pesquisadores a descobrir o que está acontecendo de errado durante esse período crucial.
Segundo a pesquisa, após a fertilização e o tempo de sete dias, os embriões foram mantidos por mais um período e 13 dias eles ainda pareciam estar em desenvolvimento. No entanto, as amostras precisaram ser destruídas por causa de um acordo internacional aprovado há mais de 30 anos, que impede a investigação em embriões humanos fora do útero passado 14 dias.
Mas, em um comentário publicado juntamente com os estudos, três apoiadores da pesquisa de desenvolvimento humano estão incitando os cientistas, especialistas em ética e formuladores de políticas a considerar a revisão do limite.
A ideia da regra de 14 dias é colocar alguns limites morais sobre a criação e destruição de embriões humanos, embora os cientistas ainda trabalhem com fetos em campos como fertilização in vitro e desenvolvimento das células, ambos os quais podem proporcionar grandes benefícios para os seres humanos já crescidos.
O valor de referência de 14 dias foi proposto, porque, depois de cerca de duas semanas, os embriões humanos começam a formar células que funcionam como um ponto central para iniciar o desenvolvimento de um corpo humano simétrico. Para defensores da regra, isto significa, filosoficamente, que o embrião está no seu caminho para se tornar uma pessoa.

12.330 – Ficção? Cientistas recriam coração humano a partir de células tronco


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Ainda não é possível usar os corações sintéticos em transplantes reais, mas é o mais perto que já se chegou de um órgão criado em laboratório que realmente funcione.
O transplante de órgãos sintéticos criados em laboratório pode até parecer coisa de filme. Ok, ainda é coisa de filme, mas agora os cientistas estão muito mais perto de diminuir a espera por uma doação.
É que, nesta semana, cientistas do Massachusetts General Hospital e da Harvard Medical School conseguiram criar um coracão híbrido, feito em parte por células tronco.
E daí? Bom, daí que a maior dificuldade que os médicos encontram para fazer um transplante é a possibilidade de rejeição pelo corpo do receptor. Um em cada quatro transplantados apresentam algum problema relacionado à rejeição. Nos EUA, 8% dos pacientes têm uma sobrevida de apenas 6 meses.
O tal do “coração híbrido” mata esse problema, já que ele é feito, em parte, com células do próprio receptor. Funciona assim: antes de transplantar o coração doado, os cientistas lavam-no com uma solução criada para remover seu tecido cardíaco, que é o pode causar a rejeição. O que sobra é um coração “limpo”.
Mas aí, aparece outro problema: um coração só funciona com esses tecidos cardíacos. Para resolver mais essa, os cientistas substituem o tecido que foi “lavado” por um novo, feito a partir das células tronco do receptor, como se o coração limpo fosse uma base e os novos tecidos uma espécie de embrulho. Como esses tecidos são compatíveis com o receptor, as chances de rejeição diminuem.
Depois de tudo isso, o coração híbrido já está quase pronto, e a única coisa que falta são os batimentos cardíacos. Para simulá-los, os cientistas deram um choque elétrico no coração. E deu certo: ele começou a bater!
O processo foi testado em 73 corações humanos doados e demorou três meses para ser concluído. Mesmo assim, tudo o que os cientistas conseguiram foi testar a mecânica da coisa e ver que funciona. O passo seguinte é transplantar pra valer.
Essa não é a primeira vez que tecidos corporais são cultivados em laboratório, mas é o mais perto que já se chegou de construir um coração em tamanho real e que funcione. Então, legal: é um passo a mais para ajudar as 40 mil pessoas que estão na fila geral de transplantes só no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde.

12.189 – Medicina – Esclerose Múltipla: Tratamento com células tronco


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O método consiste nas seguintes etapas: inicialmente os pesquisadores administraram drogas que tornam as células da medula óssea aptas a liberar células-tronco imunológicas (com capacidade de se transformar em qualquer tipo de células imunológicas) no sangue. Depois essas células são extraídas do sangue do pacientes. Em seguida os pacientes recebem drogas que eliminam seu sistema imunológico superativo. Os pesquisadores injetam então as células-tronco previamente extraídas, que se multiplicam rapidamente, dando origem a células imunológicas normais.

As celulas-tronco da tem sido utilizadas para tratar todos os tipos de esclerose múltipla desde 2005. A partir de 2015, a Beike criou um novo protocolo que utiliza uma dosagem significativamente mais elevada e mais eficaz de células-tronco adultas tornando o tratamento de esclerose múltipla mais eficaz, minimizando o tempo e custo da terapia.
Terapia com células-tronco para a esclerose múltipla pode, potencialmente, trazer melhorias na função motora, sensibilidade, equilíbrio, coordenação, dor neuropática, fadiga, visão, tremores, controle do intestino e bexiga.
É importante lembrar que o tratamento não é uma cura. A esclerose múltipla é uma doença progressiva e o objetivo do tratamento consiste em inverter temporariamente os sintomas da doença e conseguir uma melhor qualidade de vida.
A esclerose múltipla (EM) é um transtorno neurológico crônico muito debilitante que pode provocar vários sintomas, entre os quais dormência de braços e pernas e, nos estágios mais avançados, paralisia e problemas de visão.
Cientistas acreditam que esse é um transtorno auto-imune no qual o sistema imunológico do corpo – que geralmente entra em ação após a invasão do organismo por microrganismos – ataca o tecido saudável. No caso da EM, o sistema imunológico dos pacientes destrói as bainhas de proteína que protegem as células nervosas ─ os neurônios ─ interrompendo os sinais entre o cérebro e o resto do corpo.
Richard Burt, pesquisador e chefe de imunoterapia para transtornos auto-imunes na Faculdade de Medicina Feinberg, da Northwestern University, adverte que os resultados ainda precisam ser confirmados por testes clínicos aleatórios.
Usando um método conhecido como transplante autólogo de células-tronco hematopoéticas não mieloablativas, Burt e seus colaboradores basicamente substituíram as células “mal-comportadas” por células saudáveis ─ criadas a partir de células-tronco ─ em 21 pacientes (11 mulheres e dez homens) com EM recorrente, uma forma comum da doença em que os sintomas aparecem e desaparecem.
O método consiste nas seguintes etapas: inicialmente os pesquisadores administraram drogas que tornam as células da medula óssea aptas a liberar células-tronco imunológicas (com capacidade de se transformar em qualquer tipo de células imunológicas) no sangue. Depois essas células são extraídas do sangue do pacientes. Em seguida os pacientes recebem drogas que eliminam seu sistema imunológico superativo. Os pesquisadores injetam então as células-tronco previamente extraídas, que se multiplicam rapidamente, dando origem a células imunológicas normais.
A idéia é desenvolver um novo sistema imunológico que reconhece o tecido saudável e não destrói as bainhas de proteínas, avalia Burt. Após um período médio de 37 meses, 17 pacientes (80 %) obtiveram melhores resultados nos testes-padrão de avaliação da visão, força muscular, coordenação motora e outros aspectos das funções neurológicas, que os obtidos antes do procedimento. Outros quatro pacientes não melhoraram, mas também não pioraram, avalia Burt.
O próximo estágio é descobrir como a terapia com células-tronco complementa os tratamentos existentes para a EM, com Tysabri e Novantrone. Esses dois medicamentos retardam a doença por bloqueio ou supressão do sistema imunológico superativo, mas os sintomas não melhoram. Burt informa que atualmente está conduzindo outro teste clínico com 110 pacientes com EM, onde compara a segurança e a eficiência do tratamento convencional com células-tronco. Os resultados promissores desse pequeno teste clínico foram publicados em janeiro, no The Lancet Neurology. desse pequeno teste clínico foram publicados em janeiro, no The Lancet Neurology.

10.824 – Nova descoberta sobre as Células Tronco


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A mais nova notícia sobre essa área é que alguns cientistas conseguiram um feito surpreendente e tão simples que eles mal acreditaram. Eles transformaram células sanguíneas velhas em células-tronco em um processo rápido.
E como isso foi feito? Com a adição de uma substância ácida no material que ficou imerso, nomeando esse novo perfil de células-tronco como STAP (stimulus-triggered acquisition of pluripotency) — aquisição desencadeada por estímulos de pluripotência.
De acordo com a BBC UK, a equipe de cientistas japoneses experimentou o método após observar um fenômeno semelhante em plantas, em que o stress ambiental pode transformar uma célula normal em uma imatura.
Dessa forma, novas plantas poderiam crescer a partir de uma célula mais jovem. No caso dessa nova descoberta, o stress ambiental poderia ser reproduzido em um ambiente ácido. Com a transformação das células, o material foi injetado em um embrião de rato, que se desenvolveu perfeitamente com as células reprogramadas.

Novas expectativas
Dr. Haruko Obokata, do Centro Riken de Biologia do Desenvolvimento do Japão, disse que ficou realmente surpreso que as células poderiam responder ao ambiente dessa forma e acrescentou: “É emocionante pensar sobre as novas possibilidades que essas conclusões nos oferecem, não só na medicina regenerativa, mas para o câncer também”.
O avanço foi obtido com células de sangue do rato, mas a investigação está ocorrendo agora para alcançar os mesmos resultados com sangue humano. Chris Mason, professor de medicina regenerativa da Universidade College London, disse que, se o processo também funcionar em humanos, a era da medicina personalizada finalmente chegará.
Mason afirmou à BBC: “Eu pensei: `Meu Deus isso é uma virada de jogo! É uma descoberta muito excitante, mas surpreendente. Parece um pouco bom demais para ser verdade`, mas, pelo número de especialistas que verificou isso, eu tenho certeza que é. Se funcionar em pessoas, assim como nos camundongos, parece mais rápido, mais barato e possivelmente mais seguro do que outras tecnologias de reprogramação celular”.
Por exemplo, a descoberta pode ser muito importante para os casos de degeneração macular relacionada com a idade, o que provoca a perda de visão. Atualmente, são necessários 10 meses para ir da amostra da pele de um paciente para uma cultura de células-tronco que possa ser injetada nos olhos — e tudo isso com um enorme custo.
O professor Mason disse que, com esse novo processo, o tempo seria reduzido drasticamente, permitindo economia de dinheiro e um tratamento mais acessível, já que também os componentes para o preparo seriam mais baratos.

Revolucionária
Apesar de surpreendente e muito promissora, a descoberta precisará de mais pesquisas e aval de toda a comunidade científica para começar a ser praticada efetivamente. Tanto que alguns especialistas já estão dando os seus pareceres sobre ela.
Segundo a BBC UK, a descoberta foi descrita como notável pelo professor Robin Lovell-Badge, do Conselho de Pesquisa Médica, e como “uma grande descoberta científica e uma abordagem revolucionária” pelo Dr. Dusko Ilic, um especialista na ciência de células-tronco no Kings College London.
Porém, Dr. Dusko acrescentou: “Vamos precisar usar as mesmas precauções nas células geradas neste modo que as utilizadas nas células isoladas de embriões ou reprogramadas com um método-padrão”.
Já o professor Lovell-Badge disse: “Ainda levará um tempo até que a natureza dessas células seja compreendida e para descobrirmos se ela pode vir a ser útil para o desenvolvimento de terapias. Porém, o que será realmente intrigante de analisar é qual o mecanismo por trás de como uma substância de pH ácido desencadeia a reprogramação — e por que isso não acontece quando tomamos limão ou vinagre?”.

11.589 – Cientistas conseguem reverter envelhecimento celular


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Cientistas franceses conseguiram recuperar a juventude de células de doadores centenários, ao reprogramá-las ao estágio de células-tronco, demonstrando assim que o processo de envelhecimento é reversível.
Trabalhos sobre a possibilidade de apagar as marcas do envelhecimento celular, publicados na edição desta terça-feira da revista especializada Genes & Development, marcam uma nova etapa na direção da medicina regenerativa com vistas a corrigir uma patologia, ressaltou Jean-Marc Lemaitre, do Instituto de Genômica Funcional (Inserm/CNRS/Université de Montpellier), encarregado destas pesquisas.

CÉLULAS-TRONCO
Também chamadas de células-mãe, podem se transformar em qualquer um dos tipos de células do corpo humano e dar origens a outros tecidos, como ossos, nervos, músculos e sangue. Dada essa versatilidade, vêm sendo testadas na regeneração de tecidos e órgãos de pessoas doentes.

CÉLULA-TRONCO EMBRIONÁRIA
Formada no blastocisto, aglomerado de células que forma o feto. Por ter o ‘objetivo’ de ajudar na criação e desenvolvimento de um novo organismo, pode se diferenciar em praticamente todos os tecidos do corpo.

CÉLULA-TRONCO PLURIPOTENTE INDUZIDA
Célula adulta especializada que foi reprogramada geneticamente para o estágio de célula-tronco embrionária. Pode se transformar em qualquer tecido do corpo.
Segundo um cientista do Inserm, outro resultado importante destes trabalhos é compreender melhor o envelhecimento e corrigir seus aspectos patológicos.
As células idosas foram reprogramadas in vitro em células-tronco pluripotentes iPSC (sigla em inglês para células-tronco pluripotentes induzidas – e, com isso, recuperaram a juventude e as características das células-tronco embrionárias (hESC).
Estas células podem se diferenciar dando origem a células de todos os tipos (neurônios, células cardíacas, da pele, do fígado…) após a terapia da “juventude” aplicada pelos cientistas.
Desde 2007 os cientistas demonstraram ser capazes de reprogramar as células adultas humanas em células-tronco pluripotentes (iPSC), cujas propriedades são semelhantes às das células-tronco embrionárias. Esta reprogramação a partir de células adultas evita as críticas ao uso de células-tronco extraídas de embriões.
Até agora, a reprogramação de células adultas tinha um limite, a senescência, última etapa do envelhecimento celular. A equipe de Jean-Marc Lemaitre acaba de superar este limite.
Os cientistas primeiro multiplicaram células da pele (fibroblastos) de um doador de 74 anos para alcançar a senescência, caracterizada pela suspensão da proliferação celular.
Em seguida, eles fizeram a reprogramação in vitro destas células. Como isto não foi possível com base em quatro fatores genéticos clássicos de transcrição (OCT4, SOX2, C MYC e KLF4), eles adicionaram outros dois (NANOG e LIN28).
Graças a este novo ‘coquetel’ de seis ingredientes genéticos, as células senescentes reprogramadas recuperaram as características das células-tronco pluripotentes de tipo embrionário, sem conservar vestígios de seu envelhecimento anterior.
“Os marcadores de idade das células foram apagados e as células-tronco iPSC que nós obtivemos podem produzir células funcionais, de todos os tipos, com capacidade de proliferação e longevidade aumentadas”, explicou Jean-Marc Lemaitre.
Os cientistas em seguida testaram com sucesso seu coquetel em células mais envelhecidas, de 92, 94, 96 até 101 anos.
“A idade das células não é definitivamente uma barreira para a reprogramação”, concluíram.
Estes trabalhos abrem o caminho para o uso de células reprogramadas iPS como fonte ideal de células adultas toleradas pelo sistema imunológico para reparar órgãos ou tecidos em pacientes idosos, acrescentou o cientista.

11.504 – Medicina – O Destino das Células-Tronco


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Raras descobertas em medicina geraram tanta expectativa quanto a das células-tronco. De fato, a possibilidade de regenerar tecidos lesados por meio do transplante de células capazes de diferenciar-se em qualquer outra talvez venha a representar para as doenças degenerativas típicas do século 21 um avanço semelhante ao dos antibióticos para as moléstias infecciosas no século passado.
Lembramos que existem dois tipos de células-tronco: as adultas e as embrionárias. As adultas estão presentes na maioria dos tecidos e apresentam capacidade limitada de diferenciação, isto é, conseguem formar apenas alguns tipos de células. As embrionárias são totipotentes, ou seja, podem diferenciar-se em qualquer tipo de tecido.
Células-tronco adultas são utilizadas nos transplantes de medula-óssea (que nada tem a ver com medula espinhal) em casos de leucemia, por exemplo. Depois de administrar doses altíssimas de quimioterapia e radioterapia que matam as células cancerosas, mas destroem também as células responsáveis pela produção de glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas, infundimos na veia do paciente células-tronco retiradas de um doador compatível. Ao chegar à medula dos ossos, essas substituem as que morreram e produzem novos glóbulos sanguíneos e plaquetas.
Já as embrionárias são imaturas, obtidas nas primeiras divisões de um óvulo fecundado, portanto muito mais versáteis. Enquanto as células-tronco presentes na medula-óssea de um adulto conseguem formar apenas glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas, as embrionárias podem formar neurônios, músculos, tecido hepático, pulmonar ou qualquer outro.
Embora alguns defendam o emprego de células-tronco adultas em lugar das embrionárias para regenerar tecidos, os argumentos utilizados não encontram respaldo na comunidade científica que se dedica à área. Não há mais dúvida de que a capacidade de diferenciação daquelas é muito inferior e que ninguém sabe como fazer células-tronco da medula óssea de um adulto regenerarem neurônios num paraplégico ou músculo cardíaco num coração enfartado.
Infelizmente, essa questão foi envolvida numa polêmica inglória: de um lado, alguns religiosos interessados em proibir a pesquisa com elas, por considerar que a vida humana se inicia no momento em que o espermatozóide penetra o óvulo; de outro, os que concordam com os cientistas que propõem o aproveitamento de óvulos fecundados e congelados nas clínicas, mas desprezados por serem de má qualidade para a fertilização.Entre os que defendem o uso de células embrionárias existe uma multidão de crianças portadoras de doenças hereditárias que afetam os músculos e impedem a deambulação, paraplégicos, portadores de Parkinson, Alzheimer, doenças cardíacas, esclerose múltipla, diabetes dependente de insulina e seus familiares aflitos. O drama vivido por essas pessoas criou pressão irresistível para a aprovação das pesquisas com células-tronco embrionárias no parlamento brasileiro e de outros países.
Para deixar clara minha posição, defendo o direito de acesso ilimitado aos benefícios que essas pesquisas trarão. Os que, por razões religiosas, são contrários a elas, por julgarem que descongelar óvulos fecundados, inúteis, que nunca serão implantados em útero algum, é assassinato, merecem todo respeito. A eles deve ser assegurado o pleno direito de recusar submeter-se a esse tipo de tratamento (quando estiver disponível), tal como Testemunhas de Jeová recusam transfusões de sangue, mas não o de criar dispositivos legais para impor ditatorialmente suas convicções aos que não pensam da mesma forma.
Enquanto a maioria dos pesquisadores estimava que os primeiros tratamentos estariam disponíveis em cinco a dez anos, a Geron, uma companhia da Califórnia, anuncia na revista Science que seus estudos conduzidos em animais sugerem que o tratamento com células embrionárias pode ser seguro e eficaz num grupo selecionado de pacientes.
Pesquisadores da Geron apresentaram os dados de suas pesquisas ao FDA (Food and Drug Administration), a rigorosa agência americana que controla a liberação de medicamentos, com a esperança de conseguir autorização para iniciar um estudo-piloto em portadores de traumatismos de medula espinhal em meados de 2006.
Mesmo os cientistas céticos, cautelosos quanto às possíveis consequências nefastas que a aplicação apressada de tratamentos ainda pouco testados possam trazer aos pacientes, estão de acordo com a escolha do alvo: neurônios lesados em acidentes medulares são mais fáceis de regenerar do que células produtoras de insulina nos diabéticos ou neurônios cerebrais inativos em pacientes com Parkinson.
O caminho que as células embrionárias deverão percorrer antes de entrar na prática médica será árduo. É preciso provar que as células transplantadas irão alojar-se no local adequado, que elas se diferenciarão nas células que desejamos e que seu crescimento ficará sob controle para que não formem tumores.
Os dados experimentais sugerem que os três objetivos têm sido alcançados pelos pesquisadores da Geron e por outras equipes. Pela tradição do FDA, o início do estudo jamais será autorizado enquanto seus técnicos não estiverem convencidos de que os pacientes não correrão riscos.

11.464 – Cientistas alteram células-tronco para resistirem ao HIV


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Um grupo de hematologistas acaba de dar mais um passo na luta contra o HIV. A partir do uso de células-tronco, os pesquisadores projetaram um glóbulo branco especial, resistente ao vírus. Os resultados foram divulgados na publicação Proceedings of the National Academy of Sciences.
A equipe de cientistas é liderada por Yuet Wai Kan, da Universidade da Califórnia, ex-presidente da Sociedade Americana de Hematologia. Segundo a Wired, o glóbulo branco que eles tinham a intenção de transformar era o T — uma célula responsável pelo envio de sinais para outras do sistema imune, muito atingida pelo HIV.
Ao contar células desse tipo em um milímetro cúbico de sangue, médicos identificam em pacientes sadios entre 500 e 1.500 células/mm3 (que é a faixa normal). Se elas caem abaixo de 250, é sinal de que o HIV se apoderou do sistema e está utilizando as células como um ponto de entrada.
O vírus promove a invasão se anexando a uma proteína na superfície das células T, conhecida como CCR5. Se essa proteína é alterada, possui chances de bloquear a entrada do HIV. Um número pequeno da população tem essa alteração naturalmente e são imunes ao HIV.
Pesquisadores já tentaram reproduzir a resistência a partir do transplante de células-tronco de indivíduos com a mutação. Mas o processo é difícil. Até hoje, Timothy Ray Brown, que ficou conhecido como “o paciente de Berlim”, foi o único curado pelo tratamento.
O que a equipe californiana esperava era ir direto ao cerne do problema e replicar artificialmente a mutação da CCR5. E Kan, que tem trabalhado há anos com informação genética, diz que o procedimento é possível. Ele e sua equipe alteraram células-tronco para introduzir uma ruptura no genoma, que imita a mutação humano.
Os cientistas acabaram criando glóbulos brancos resistentes ao HIV, mas que não eram células T. Louis Picker, do Vaccine and Gene Therapy Institute da Oregon Health and Science University, mostrou-se cautelosamente esperançoso em relação à descoberta. “É uma ideia antiga, com uma extensa bibliografia, que está sendo atualizada neste trabalho com o uso de uma nova tecnologia, que o torna muito mais fácil modificar os genes humanos”.

11.355 – Genética – Células “reprogramadas” poderão criar tecidos e órgãos


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Um dos grandes avanços na área da saúde está na “reprogramação” de células adultas. Com esta conquista, os cientistas conseguiram transformar células de pele ou sangue nas chamadas “células pluripotentes” — que possuem o potencial de se tornar qualquer tipo de célula existente no organismo.
Tal descoberta é um grande passo para o tratamento de doenças raras, pois os cientistas já estão utilizando a técnica na produção de linhas de células voltadas a determinados pacientes. Além disso, outros genes são capazes de transformar as células da pele em neurônios ou até mesmo em células de sangue. Outro grande objetivo deste tipo de técnica está em poder auxiliar transplantes, criando e substituindo tecidos, células e órgãos.

11.033 – Genética – Finalmente o fim da Calvície?


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Uma boa notícia para os carecas: pesquisadores estão usando células-tronco pluripotentes humanas para gerar novos cabelos. O estudo, realizado no Instituto de Pesquisa Médica Sanford-Burnham, nos EUA, representa o primeiro passo para o desenvolvimento de um tratamento à base de células para as pessoas com a perda de cabelo.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, metade da população masculina do planeta tem algum grau de calvície até os 50 anos, e esse percentual tende a subir com o avanço da idade.
“Nós desenvolvemos um método que utiliza células-tronco pluripotentes humanas para criar novas células capazes de iniciar o crescimento do cabelo humano. O método é uma melhoria significativa em relação aos métodos atuais que dependem do transplante de folículos pilosos existentes de uma parte da cabeça para outra”, explica Alexey Terskikh, professora do Programa de Desenvolvimento, Envelhecimento e Regeneração em Sanford-Burnham. “O método de células estaminais fornece uma fonte ilimitada de células a partir do paciente para o transplante”.
A equipe de pesquisa desenvolveu um protocolo que induziu células-tronco pluripotentes humanas a se tornarem células da papila dérmica, uma população única de células que regulam a formação de folículos de cabelo e seu ciclo de crescimento. As células da papila dérmica humana por si só não são adequadas para o transplante de cabelo, porque não podem ser obtidas em quantidades necessárias, e rapidamente perdem a sua capacidade de induzir a formação de cabelo.
“Em adultos, as células da papila dérmica não são facilmente ampliadas fora do corpo e rapidamente perdem suas propriedades”, diz Terskikh. “Nós desenvolvemos um protocolo para fazer com que células-tronco pluripotentes humanas se tornassem células da papila dérmica e confirmamos sua capacidade de induzir o crescimento do cabelo, quando transplantadas em ratos”.
O próximo passo é transplantar essas células derivadas de células-tronco pluripotentes humanas em seres humanos. “No momento, estamos buscando parcerias para implementar esta etapa final”, projeta a pesquisadora.