12.612 – Tecnologia – Curiosidades sobre Cabos Submarinos


cabos submarinos
Mais de 300 cabos se escondem hoje no fundo do mar e sem eles não teríamos a internet.
Em 2017, uma rota de comunicação alternativa entre brasileiros e africanos será inaugurada — no fundo do mar. Financiado por uma empresa angolana, o sistema de cabos submarinos está planejado para atravessar o oceano e conectar a cidade de Fortaleza a Luanda, capital da Angola.
Essa tecnologia compreende a maior parte da conexão de dados acessados hoje no mundo e o sinal da internet, telefone e celular não seriam os mesmos sem ela. Conversamos com o CEO da Angola Cables, António Nunes, para desvendar alguns mitos sobre as verdadeiras origens da sua internet:
A conexão de cabos entre países não é assim tão nova
A instalação do primeiro cabo transatlântico para telégrafos começou em 1854 e conectava a Irlanda a uma ilha chamada Terra Nova, localizada no noroeste do Oceano Atlântico. No mapa interativo criado pela TeleGeography, é possível ver a rede de cabos espalhada pelos oceanos.

Instalar um cabo transatlântico custa caro e dá trabalho
A eficiência do sinal fornecido pelos cabos é inquestionável, mas projetos como o SACS (South Atlantic Cable System), previsto para ser instalado em 2017 e ligar Fortaleza com Luanda, na Angola, costumam custar milhões de dólares e exigem cuidados com a instalação.
“Fazemos um processo chamado desktop survey, que analisa a superfície do fundo do mar para decidir o melhor trajeto do cabo”, explica António Nunes, CEO da Angola Cables. Em seguida, o cabo é lançado na água por barcos especiais, tomando cuidado para não atingir corais e outros habitats ecológicos. O equipamento precisa ficar fixo no fundo do mar.

A comunicação pelos cabos é mais rápida do que por satélites
O cabo que pretende conectar Brasil e Angola no próximo ano deve medir cerca de 6 mil quilômetros. É muito menos do que a distância de satélites espaciais: apesar dos satélites de comunicação e cabos de fibra ótica terem sido ambos inventados nos anos 60, os satélites ainda apresentam problemas de latência, o tempo que leva para uma informação viajar de um ponto a outro.

Tubarões já tentaram mastigar sua internet
Evidências de tubarões tentando morder cabos no fundo do mar começaram a surgir em 1987 e vídeos recentes comprovam o inexplicável interesse dos peixes por esse material. O Google, que também financia alguns desses cabos, já chegou a investir em proteção “anti-tubarão”.