12.597 – Geologia – Misteriosa pedra alienígena é encontrada na Suécia


Cientistas acreditam ter encontrado o primeiro exemplar do chamado meteorito “extinto”, em uma pedreira na Suécia.
A pedra alienígena, do tamanho de uma bolacha, seria parte de uma rocha muito maior e teria caído na Terra há 470 milhões de anos. De acordo com o líder do estudo sobre o achado, o geologista Birger Schmitz, essa pedra espacial seria diferente de tudo o que já foi encontrado anteriormente no nosso planeta. Esse raro objeto também pode dar aos cientistas informações mais detalhadas sobre o início da história do nosso Sistema Solar.
“Este pode ser o primeiro exemplo documentado de um meteorito “extinto”, isto é, um tipo de meteorito que não cai mais na Terra hoje porque o seu corpo original já foi consumido por colisões. Os meteoritos encontrados na Terra hoje, aparentemente, não dão uma representação completa do tipo de corpos do cinturão de asteroides [entre Marte e Júpiter]”, disse Schmitz, que é professor da Universidade de Lund, na Suécia.

Chuva de meteoros
Imagina-se que, em um passado remoto, o pequeno meteorito – batizado de Österplana 065 (Öst 65) – tenha feito parte de um pedaço de rocha muito maior, um asteroide com 20 a 30 quilômetros de largura, formado há 3 bilhões de anos. Esta enorme pedra, centenas de milhões de anos atrás, colidiu com outro corpo enorme, resultando em uma chuva de meteoros nos céus de uma então jovem Terra.
Este meteorito é classificado como um condrito, que provavelmente teve origem no cinturão de asteroides. Juntamente com cerca de 100 partes de condritos até agora descobertos, este novo fragmento alienígena originalmente afundou no oceano, que mais tarde se transformou no que hoje é a pedreira na cidade de Thorsberg, onde a rocha foi descoberta.
A pedra é rica em elementos como o irídio, que é relativamente raro na Terra, e de um isótopo particular do neônio, em proporções diferentes dos condritos que são encontrados na região.
O estudo sobre o meteorito Öst 65 foi publicado na revista Nature Communications.

12.596- Técnica que permite editar o DNA recebe aprovação para testes em humanos


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O revolucionário método de edição genética CRISPR-Cas9 finalmente será testado em humanos. O Recombinant DNA Advisory Committee, secretaria do governo federal dos EUA responsável por regular pesquisas com DNA, deu permissão para que cientistas da Universidade da Pensilvânia realizem testes de eficácia em pacientes com câncer.
O estudo é financiado por Sean Parker, primeiro presidente do Facebook e fundador do serviço de compartilhamento de músicas Napster. A ideia é usar o CRISPR para remover células do sistema imunológico dos pacientes, reprogramá-las geneticamente para que fiquem mais fortes, e reinserí-las no organismo dos voluntários.
Assim, a equipe espera testar a eficácia da ferramenta no combate a doenças ainda incuráveis pela medicina tradicional. O teste será realizado em hospitais mantidos pela própria universidade no Texas, São Francisco e na Pensilvânia, em 15 pacientes com três tipos de câncer diferentes.
Os testes ainda precisam de aprovação da FDA (Food and Drug Administration), órgão norte-americano responsável por gerenciar a produção e o uso de drogas e alimentos nos EUA, e da administração interna dos hospitais, antes de serem conduzidos.

12.595 – Saúde – É possível ser ‘gordo’ e ao mesmo tempo estar em boa forma?


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Mais de a metade da população brasileira (52,5%) está acima do peso. Deste percentual, 17,9% são obesos, segundo uma pesquisa divulgada no ano passado pelo Ministério da Saúde. Mas será que essas dezenas de milhões de brasileiros estão correndo riscos de saúde?
Um dos indicadores mais comuns utilizados por especialistas para avaliar se uma pessoa tem ou não um peso saudável é o IMC (Índice de Massa Corporal). O IMC se baseia no seguinte cálculo: o peso da pessoa é dividido pelo quadrado de sua altura.
De acordo com os especialistas, indivíduos com IMC entre 18,5 e 24,9 têm peso normal. Uma pessoa está acima do peso quando seu IMC atinge 25. E indivíduos com IMC a partir de 30 são classificados como obesos.
Estamos acostumados à ideia de que ser gordo é prejudicial para a saúde. No entanto, alguns indivíduos com IMC alto estão expostos a riscos relativamente baixos no que diz respeito ao desenvolvimento de doenças sérias –como diabetes ou doenças cardíacas.
E pessoas com baixo IMC, por sua vez, podem, às vezes, correr altos riscos de desenvolver problemas de saúde. Há quem argumente que o IMC, um indicador criado no século 19, não se adequa mais aos nossos tempos. E pesquisas sugerem que talvez haja outros, mais precisos, indicadores de saúde disponíveis.

IMC X CINTURA
O IMC não faz distinção entre gordura, músculo e osso. Então, pessoas musculosas podem apresentar um IMC alto, embora tenham pouquíssima gordura em seus corpos.
Idosos, por sua vez, tendem a perder musculatura à medida que envelhecem. Portanto, podem apresentar IMC mais baixo, enquadrando-se na categoria “saudável”, mesmo que tenham altas concentrações de gordura em seu corpo.
O IMC também não leva em consideração a localização da gordura no organismo. Pesquisas indicam que pessoas que possuem excesso de gordura na região da cintura correm riscos mais altos de sofrer de doenças do que as que acumulam gordura nas coxas e na região glútea.
Ou seja, o tamanho da cintura pode ser uma melhor forma de monitorar sua saúde do que o IMC –mas também tem suas limitações como indicador da saúde de um indivíduo. Por exemplo, ele não é recomendado na avaliação da saúde de crianças, já que não leva em consideração a altura da pessoa.
Além disso, o tamanho da cintura tende a aumentar com a idade. E não deve ser usado como indicador de saúde durante a gravidez. E ele tem de ser ajustado para uso em certas etnias. Por exemplo, homens do leste e do sul da Ásia são mais suscetíveis ao diabetes do que caucasianos com a mesma medida de cintura.

EXERCÍCIOS AERÓBICOS
Há ainda um outro indicador de saúde, bastante preciso, que não se baseia no tamanho ou na forma do corpo. Trata-se do teste VO2max, que mede a quantidade de oxigênio que seu corpo utiliza quando você se exercita vigorosamente.
Esse teste é bastante útil para medir a saúde aeróbica de uma pessoa. Estudos revelaram que pessoas com índices mais altos de saúde aeróbica tendem a viver mais. Exercícios aeróbicos são todo tipo de atividade física que, por meio de movimentos rápidos e ritmados, provoca a oxigenação das células musculares, elevando o consumo de calorias.
Qualquer que seja o seu IMC, ou o tamanho da sua cintura, exercícios aeróbicos regulares são uma boa opção para você ficar em forma. Mas se o seu estilo de vida ainda não permite que você adote um programa regular de exercícios, não desanime. Cuidar do jardim, ir de bicicleta ao trabalho ou caminhar (em vez de dirigir) já são um começo.
Lembre-se: qualquer atividade que deixe você ligeiramente ofegante já ajuda a melhorar sua saúde aeróbica.

12.594 – Religião – Adão e Eva


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Atualmente, vários pesquisadores bíblicos, teólogos e religiosos admitem que as informações contidas no Antigo Testamento foram traduzidas, em grande parte, por uma linguagem simbólica, metafórica. Assim, torna-se difícil interpretá-la literalmente. A própria Ciência vem comprovando fatos que contradizem uma versão literal das Sagradas Escrituras, como a questão da criação do mundo em seis dias, que na verdade, cientificamente, corresponderiam a seis eras geológicas.
Assim, a história de Adão e Eva, narrada tanto na Bíblia quanto no Alcorão, refere-se a um suposto casal primordial criado por Deus, os primeiros seres a habitarem o Planeta, o homem criado do barro e a mulher, sua metade complementar, gerada de uma costela extraída dele. Mas, na realidade, este seria mais um símbolo judaico-cristão e islâmico. A palavra ‘Adão’ vem do hebraico Adam, significando ‘ser humano, humanidade’, portanto dificilmente se referiria a um homem específico.
Há algumas hipóteses levantadas por estudiosos, segundo as quais ‘Adão’ poderia ser o nome do ser mais antigo já conhecido; denominar um clã, ou seja, um grupo liderado somente por homens; ou nomear um agrupamento coletivo predominantemente masculino. Há mais um dado curioso que reforça a simbologia bíblica. A expressão Adam nasce de outro termo hebraico, ADaMaH, que denota ‘terra fértil’. Sob esta roupagem esta palavra intensifica seu significado, porque a fertilidade desperta imagens de cultivo, coleta dos frutos da semeadura, alimento, sobrevivência. Esta questão era crucial nos primeiros tempos da Humanidade, tanto assim que eram muito difundidas nesta época as divindades ligadas à fertilidade.
Da mesma forma a palavra ‘Eva’ também não representava uma mulher em especial, pois ela vem do hebraico HaVVaH, ‘mãe dos viventes’, associada também ao verbo HaYaH, com o sentido de ‘viver’. Muitos estudiosos realizaram com este termo o mesmo processo acima descrito, supondo que ele pode se referir ao nome da primeira mulher a existir entre nós; ao título de um clã feminino ou ao cognome de um conjunto coletivo composto principalmente por mulheres.
Segundo os textos sagrados, este casal teria sido gerado à imagem e semelhança de Deus, preparados para deter o poder absoluto do Planeta. Eva representaria o papel reservado à mulher, de auxiliar do masculino, a quem completaria ao tornar-se uma única carne com ele, o que já indica a espécie de ligação que deve existir entre ambos.
Mas, na verdade, Eva não teria se comportado como mera coadjuvante, pois assume o papel principal ao ser seduzida pela serpente e comer o fruto proibido da árvore do conhecimento, o qual ela também oferece a Adão, e lhes propicia assim distinguir entre o bem e o mal, ou seja, lhes oferece o caminho da luz, que significa esclarecimento, conhecimento. Ao conquistar o livre-arbítrio, o poder da escolha, o Homem se torna responsável por seu destino, e com certeza o peso desta obrigação o retira para sempre do Paraíso, que poderia facilmente ser comparado ao estágio da infância, quando o ser ainda não detém o saber e a conseqüente necessidade de responder legalmente por seus atos.
É assim que a Humanidade herda o pecado original, supostamente cometido por Adão e Eva, condenada assim à imperfeição, à morte e à busca da redenção. Embora a Igreja Católica aceite a Teoria da Evolução, pois é um território científico, que não atinge as questões de fé, ela não admite a existência inicial de vários casais que teriam gerado a espécie humana como a conhecemos. Mas vários estudiosos, até mesmo alguns padres, como o conhecido Padre Zezinho e o teólogo Padre Cleodon, defendem hoje o sentido alegórico do casal Adão e Eva.
O teólogo questiona essa narrativa do ponto de vista lógico, seguindo pesquisas históricas que levantam inclusive a hipótese de um grupo designado Adão ter encontrado um agrupamento feminino intitulado Eva, e ambos terem interagido, se reproduzido, formado uma descendência.
Sob o ponto de vista judaico, o Homem, por ser gerado à imagem do Criador, seria uma espécie de microcosmo das forças criadoras, tese da qual se origina a Cabala. Segundo Maimônides, o Homem é o único ser criado por Deus a deter o livre-arbítrio, qualidade vista como uma virtude divina. Esta visão acredita em um plano primordial realizado por Deus, um molde adaptado ao corpo do primeiro Homem, conhecido como Adam Kadmon.