12.139 – Rússia começa a desenvolver robôs invisíveis de terceira geração


robos-invisiveis-russia-cienpies_design
A Corporação Unida de Construção de Equipamentos (OPK, na sigla russa) anunciou o início do processo de desenvolvimento das novas tecnologias que abrirão caminho para uma terceira geração de robôs inteligentes e invisíveis.
Eles serão capazes de se orientar no espaço de forma autônoma, sem depender de operadores à distância nem sinais de GPS. Além disso, poderão escolher seu próprio caminho, identificando objetos através de imagens de vídeo para reconhecer os terrenos, criar mapas em três dimensões e cooperar com drones e outros sistemas robotizados.
Uma das principais características dos robôs russos de terceira geração lhes permitirá ficar completamente invisíveis para os serviços de inteligência radioeletrônica e para aparelhos de detecção por radiação.
“A principal diferença entre os robôs existentes e os de terceira geração é a intelectualidade dos últimos e sua capacidade de atuar sem a participação dos homens”, afirmou Aleksándr Kalinin, diretor do Departamento de Inovação e Desenvolvimento da OPK.

12.138 – Cidades – Dentre as 20 cidades mais desenvolvidas do Brasil, nenhuma é capital


IFDM
O estado mais rico da federação é também o que congrega o maior número de cidades com um elevado índice de desenvolvimento, segundo revela um estudo do Sistema Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) divulgado no final do ano passado com dados de 2013.
Dos 431 municípios que possuem um desenvolvimento considerado alto, quase metade está em São Paulo.
Mas é de uma cidade de pouco mais de 30 mil habitantes no sudoeste de Minas Gerais o título de cidade mais desenvolvida do Brasil, segundo o índice.
Em menos de uma década, Extrema (MG) pulou da 569ª posição para o primeiro posto do ranking graças a uma série de avanços nas áreas de Educação e Saúde.
Para se ter uma ideia, a cidade possui um mercado de trabalho com capacidade para empregar 65,7% de sua população em idade ativa ? o dobro da proporção média do país. Mas não é só isso. Extrema também erradicou o abandono escolar no Ensino Fundamental e possui um IDEB médio de 6,1 ? enquanto a média do país é de 4,5.

Do método
O Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal varia de 0 a 1: quanto mais próximo de 1, melhor é o desenvolvimento da cidade.
A nota é calculada segundo a análise de três conjuntos de indicadores.
Em Emprego e Renda, o índice leva em conta o quanto a cidade gera de empregos formais, sua capacidade de absorver a mão de obra local, quanto de renda formal é gerada, os salários médios e a desigualdade social.
Já em Educação, a Firjan analisa o número de matrículas na educação infantil, a proporção de estudantes que abandonam o ensino fundamental, além da distorção idade-série, o número de professores com ensino superior, a média de aulas diárias e o resultado do Ideb no ensino fundamental.
O índice Saúde é calculado, por sua vez, com base no número de consultas pré-natal, óbitos por causas mal definidas, óbitos infantis por causas evitáveis e número de internações sensíveis à atenção básica (ISAB).
Em 2013, o IFDM Emprego e Renda recuou 4,3% e ficou com 0,7023 pontos, a menor nota desde a crise de 2009. Já a área de Educação avançou 2,8% com relação a 2012 e ficou em 0,7615. Os indicadores ligados à Saúde ficaram em 0,7684 – um crescimento de 1,9% em relação ao ano anterior.
Cerca de 60,3% das cidades analisadas tiveram um desempenho considerado moderado no ranking. Apenas 431 municípios possuem um índice de desenvolvimento considerado elevado pelo estudo ? ou o equivalente a 7,8% do total analisado.

12.137 – Reversão do Envelhecimento pode se tornar realidade


medicamentos-envelhecimento-piotr-marcinski-shutterstock
Sabemos que o envelhecimento é um processo inevitável pelo qual todos nós passamos. Mas o que significa envelhecer? De acordo com o Dr. David Sinclair, professor de Genética da Harvard Medical School, é a falta de oxigênio que indica para nossas células quando é a hora de partir.
Sem oxigênio, as mitocôndrias – que são uma espécie de motor das células – se tornam menos eficientes na transformação de combustível, como a glucose, em energia para que tudo funcione adequadamente. Em determinado momento, elas param completamente.
Porém, Sinclair e sua equipe encontraram pela primeira vez uma maneira de reverter – ou pelo menos retardar – esse processo. De acordo com o estudo publicado no periódico Cell, um composto naturalmente encontrado em células jovens é capaz de “rejuvenescer” células velhas.
Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores trabalharam com ratos e descobriram que administrar uma substância chamada dinucleótido de nicotinamida e adenina (NAD, em inglês) durante uma semana em ratos mais velhos foi suficiente para fazer com que animais de dois anos de idade apresentassem tecidos compatíveis com animais de seis meses. Se fizermos um paralelo com os humanos, isso seria o mesmo que fazer com que as células de uma pessoa de 60 anos voltassem a ter apenas 20 anos.
O cientista responsável pelo estudo explica que, conforme os mamíferos envelhecem, os níveis de NAD caem em 50%. Com a falta da substância, a comunicação entre a célula e as mitocôndrias também fica prejudicada. Dessa maneira, as células se tornam mais vulneráveis ao envelhecimento e sintomas como inflamações, desgaste muscular e diminuição do metabolismo podem aparecer.
Porém, ao reintroduzir as quantidades certas de NAD nas células, o envelhecimento pode ser revertido. “Quando damos a molécula, as células pensam que os níveis de oxigênio estão normais e tudo se reverte”, explica o pesquisador.
Enquanto o NAD pode ser a chave para a eterna juventude, Sinclair também investiga os efeitos do resveratrol – um composto facilmente encontrado no vinho tinto. Porém, o cientista ressalta que nada disso significa a imortalidade das células. “Eu não iria tão longe. O que faz com que a reversão do envelhecimento seja interessante é o fato de que isso nos dá mais do tempo que estamos procurando”, comenta ele.
A próxima etapa da pesquisa consiste em adicionar NAD à água dos ratos e analisar se isso faz com que eles levem mais tempo para apresentar as tradicionais doenças associadas ao envelhecimento. Essa análise pode trazer resultados importantes para aqueles que estudam diferentes tipos de câncer, já que os tumores costumam se formar em condições com pouco oxigênio e são mais comuns em pessoas mais velhas.
A boa notícia é que, por ser uma substância naturalmente presente nas células que apenas diminui com o passar do tempo, o NAD não apresenta efeitos colaterais significativos, o que faz com que os pesquisadores estejam otimistas quanto à administração do composto às pessoas.
“Se um corpo está enfraquecendo vagarosamente e perdendo a habilidade de se autorregular efetivamente, nós podemos colocá-lo de volta nos trilhos como se ele tivesse 20 ou 30 anos”, conclui Sinclair.

12.136 – Religiões – Ano Novo Judaico


judaismo
Conhecido como Rosh Hashaná, é um dos feriados mais significativos dos judeus. Ao contrário das celebrações dos finais de ano convencionais, comemorados com muitas festas e queimas de fogos, esta passagem da mística judaica envolve uma profunda meditação sobre o passado, durante a qual se faz um balanço de tudo que passou no ano que ficou para trás, o que se concretizou, o que se deixou de realizar, como se agiu, de que forma se poderia ter atuado, entre várias outras questões existenciais. A partir daí, planeja-se um período melhor no futuro, as pessoas têm a chance de avaliar seus erros e se redimir de seus pecados diante de Deus.
Esta festa é realizada com refeições tradicionais em família, geralmente acompanhadas de maçã e mel. O termômetro para se avaliar a importância de um evento judaico, é a extensão do feriado dedicado a ele. Neste caso, o Rosh Hashaná é um dos dois Grandes Feriados do judaísmo. O outro é uma seqüência deste, o Yom Kipur, que se inicia dez dias depois do Ano Novo Judaico. Juntos, eles tecem o que se conhece como a era dos Grandes Feriados.
De fato, o Rosh Hashaná abrange quatro eventos que se interconectam: o Ano Novo judaico, o dia do julgamento, o dia da lembrança e o dia do toque do shofar. Estes acontecimentos estão essencialmente ligados à criação do Homem, a qual, segundo o Talmud, teria se concretizado no primeiro dia do mês chamado de Tishrei. Assim, este evento marca o dia em que essa geração se processou, como se a cada ano se reciclasse este ato criador, oferecendo a todos a oportunidade de se renovar e de se purificar, conquistando assim um novo recomeço.
Assim que os judeus fugiram do Egito, o Criador transmitiu a Moshe Rabenu as leis que se referem ao princípio de cada mês, o qual normalmente ocorre simultaneamente ao nascer de cada nova lua. Desta forma, ao fim de um ciclo de 19 anos, os judeus acrescentam um mês a mais para contrabalançar o calendário lunar, mais curto. Aliás, o calendário da religião judaica, ao contrário do gregoriano adotado pelo Ocidente, foi estabelecido por Hillel II, em meados de 359, fundamentado não só no sol, mas também na lua.
Traduzindo, Rosh Hashaná significa ‘cabeça do ano’, uma referência à importância do cérebro para o Homem na estruturação de sua existência, mas ao contrário da tradição ocidental, ele não incide sobre o primeiro dia do ano judaico, portanto é mais representativo do que algo exato, preciso. É uma forma de oferecer a cada um o dia do julgamento, durante o qual o homem pode se decidir pela retificação de seus erros, por meio do arrependimento – teshuvah -, da oração – tfiloh – e da caridade – tzedakah. O judeu é valorizado em seu livre arbítrio, ele tem o poder da escolha que parte da consciência, detém o potencial de mergulhar em si mesmo e de perceber o que deve ser mudado. Ele então é ‘inscrito e selado no Livro da Vida’, saudação comum entre os judeus neste momento.
Os judeus acreditam que seus nomes são, neste período, registrados neste Livro da Vida. Aí entra a importância do Yom Kipur na seqüência, quando este Livro é selado. Enquanto este momento não chega, considera-se que o indivíduo está vivendo os dias de temor. O dia da lembrança marca a rememoração do quase sacrifício de Isaac, filho de Abraão, pelo próprio pai, a pedido do Senhor, ato de extrema subserviência a Deus, recordando assim a cada judeu a importância de servir ao Criador. O shofar é um instrumento de sopro construído com chifre de carneiro. O soar dele redesperta na memória dos judeus o episódio de Isaac, traz à mente a lembrança de uma coroação e também comemora a criação da Humanidade, além de despertar os judeus para a presença de Deus em suas vidas.
Durante os banquetes realizados ao longo de duas noites, os judeus costumam submergir a Chalá, pão particularmente trançado, e pedaços de maçã em mel, representando assim suas expectativas quanto a um ano doce. Tudo que é então consumido, de frutas a vegetais, têm não só um sabor especial, mas também uma simbologia específica. Ao se comer cada alimento, faz-se antes um pedido. Alguns destes desejos estão de certa forma associados ao nome da comida, em hebraico.

12.135 – Ateísmo – Em que acreditam aqueles que negam a Deus?


ateismo
Como defender que o Universo tenha se formado a partir de uma explosão de energia sem uma intervenção divina anterior a esse começo? Conceba também a ideia de que o ser humano está vivendo sozinho por sua conta e risco, sem algo ou alguém que o direcione. Mas há quem lide com naturalidade a tais questões. São os ateus. Eles não acreditam que exista nenhum tipo de divindade, por isso, não seguem instituições religiosas, cultos ou dogmas.
Em um país marcado pela religiosidade como o Brasil, onde a postura ética e os valores humanos se confundem com a crença em Deus, os ateus são vistos com desconfiança. No Censo de 2000, quase 93% dos brasileiros afirmaram ter alguma crença e entre os 7% dos sem religião, foram computados os agnósticos, indivíduos que não negam nem reconhecem a existencia de uma figura divina, pois sustentam a impossibilidade de comprovação e ainda os não praticantes, que acreditam em Deus mas não tem contato com religiões.
O ateísmo contemporâneo se baseia numa concepção de um mundo materialista, racional e centrado na figura humana e em explicações científicas e que não vê nenhuma interferência sobrenatural na realidade.
Para os ateus a Ciência teria todas as respostas e inclusive a justificativa para a falta delas.
No século 19, o naturalista britânico agnóstico Charles Darwin, apresentava ao mundo a sua Teoria da Evolução e descobertas científicas recentes continuam fornecendo argumentos de contestação para os ateus.

Ideias de Carl Sagan
O famosos astrônomo levou para a TV a série Cosmos, no qual abordava a origem do homem e do Universo na visão da Ciência. Ele era um ateu convicto e costumava dizer que a ideia do todo poderoso de barbas longas e brancas sentado num trono no céu era ridícula, mas que poderia existir um Deus levando-se em conta as leis que regem o Universo. “Só que emocionalmente é frustrante rezar para a lei da gravidade”.

Ateus Famosos
Ludwig Feubach (1804-72)
O filósofo alemão criou a teoria do materialismo, segundo a qual, o mundo gira em torno da matéria. a religião não passaria de projeção das necessidades e dos desejos dos seres humanos.

Sigmundo Freud (1856-1939)
O austríaco, criador da psicanálise, afirmava: “A crença em Deus subsiste devido ao desejo de um pai protetor e de imortalidade, ou como um ópio contra a miséria e o sofrimento da existência humana”.

Bertrand Rusell (1872-1970)
O filósofo britânico foi um dos que mais defenderam o ateísmo. “Estou certo de que as religiões não só prejudicam como são falsas. Se a humanidade tivesse sido feita por Deus, então quem tereia feito Deus?”

Há quem veja em teorias físicas como a cosmogênese e no Big Bang, paralelos com convicções religiosas para a formação do Universo;
mas ideias ateístas defendem que um vácuo quântico teria se tornado o Universo em que vivemos sem nenhuma intervenção.
Mas será que existe uma verdade absoluta?