13.373 – Geografia, Geopolítica e Geoeconomia – CLASSIFICAÇÃO DOS BLOCOS ECONÔMICOS


União econômica e monetária.
Um dos aspectos mais proeminentes do mundo globalizado e da atual ordem mundial é a formação dos acordos regionais, mais conhecidos como blocos econômicos, que, ao invés de se estabelecerem como um contraponto à integração mundial da globalização, atuaram no sentido de intensificá-la. Hoje em dia, existem diferentes tipos de blocos econômicos que se organizam em diferentes denominações e níveis de integração entre os seus países-membros.
Dessa forma, como existem diferentes objetivos e distintos níveis de avanço em termos econômicos entre os acordos regionais, adota-se uma classificação dos blocos econômicos a fim de melhor estudá-los. Sendo assim, eles são postos em uma hierarquia que vai desde a zona de preferências tarifárias até uma união econômica e monetária. Confira:
Zona de preferências tarifárias: é um passo inicial de integração entre os países, de forma que esses adotam apenas algumas tarifas preferenciais envolvendo alguns produtos, tornando-os mais baratos em relação a países não participantes do bloco.

Exemplo: ALADI (Associação Latino-Americana de Integração).
Zona de livre comércio: consiste na eliminação ou diminuição significativa das tarifas alfandegárias dos produtos comercializados entre os países-membros. Assim como o tipo anterior, trata-se de um acordo meramente comercial.
Exemplos: NAFTA (Tratado de Livre Comércio das Américas), CAN (Comunidade Andina), entre outros.
União Aduaneira: trata-se de uma zona de livre comércio que também adotou uma Tarifa Externa Comum (TEC), que é uma tarifa que visa taxar os produtos advindos de países não membros dos blocos. Dessa forma, além de reduzir o preço dos produtos comercializados entre os países-membros, a União Aduaneira ainda torna os produtos de países externos ao bloco ainda mais caros.
Exemplo: Mercosul (Mercado Comum do Sul). A TEC, nesse caso, é adotada apenas entre os seus membros efetivos (Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai*).
Mercado Comum: é um bloco econômico que conta com um avançado nível de integração econômica, indo muito além de um acordo comercial, pois envolve a livre circulação de produtos, pessoas, bens, capital e trabalho, tornando as fronteiras entre os seus membros quase que inexistentes em termos comerciais e de mobilidade populacional.
União Política e Monetária: consiste em um mercado comum que ampliou ainda mais o seu nível de integração, que passa a alcançar também o campo monetário. Adota-se, então, uma moeda comum que substitui as moedas locais ou passa a valer comercialmente em todos os países-membros. Também é criado um Banco Central do bloco, que passa a adotar uma política econômica comum para todos os integrantes.
O único exemplo de mercado comum e, ao mesmo tempo, de união política e monetária é a União Europeia, que é hoje considerada o mais importante bloco econômico da atualidade em razão do seu avançado nível de integração. Em muitos casos, essa integração alcança até mesmo as decisões políticas que eventualmente são tomadas em conjunto pelos países-membros.

* A Venezuela foi suspensa do Mercosul, por tempo indeterminado em dezembro de 2016.

13.366 – Nacionalismo e Ufanismo – Nacionalismo Levou o Mundo a Uma Catástrofe


ditadura militar
O nacionalismo ufanista, também chamado de nacionalismo exagerado ou exacerbado é o caso de um orgulho excessivo pela pátria. Neste caso, é comum que um nacionalista ufanista se considere superior aos outros e a outros tipos de ideologias, suprimindo qualquer tipo de dialogo ou livre escolha de ideias. Este tipo de presunção pode levar a atos de discriminação contra pessoas de outro país. Ou contra pessoas do mesmo país com ideias contrarias ou diferentes ao nacionalismo. Assim o nacionalista ufanista defende sua bandeira pátria e reforça a ideologia de um Estado total, onde seu poder inflige os direitos democráticos e alimentando a xenofobia, aversão irracional ou antipatia a estrangeiros.
Como vimos em outros artigos aqui do Mega, tivemos um período de ufanismo na época da ditadura militar (anos 60, 70 e início dos anos 80).
Essa frase da ilustração foi amplamente propagada pelo governo militar para implantar seus ideais à mentalidade do povo brasileiro e conquistar a aderência por meio de “lavagem cerebral midiática” no qual “amar” é sinônimo de aceitar o arbítrio institucionalizado e “deixe-o” é justificativa para prisões e exílio a que centenas foram submetidos no período da ditadura.
Durante o período de governo ditatorial militar no Brasil (1964 – 1985), iniciou-se um movimento de campanhas ufanistas que exaltavam o sentimento nacionalista do povo brasileiro, conquistando assim sua simpatia e aglutinando as massas em uma direção estratégica e concomitantemente a uma ideologia totalitarista. Levantando gritos de guerra como “Ninguém segura este país” e “Brasil, ame-o ou deixe-o”, e se utilizando de músicas que continha refrão como “Eu te amo, meu Brasil, eu te amo; ninguém segura a juventude do Brasil”, ““Este é um país que vai pra frente (…)”. A euforia gerada pelo governo ditatorial levou os cidadãos às ruas para cantar versinhos patrióticos, misturando ideologias de extrema direita e movimentos populares em um carnaval fora de época. Reforçando e internalizando os ideais da Ditadura Militar.
Exemplos graves de nacionalismo ufanistas são: Nazismo, Fascismo e as ditaduras na America latina.

13.362 – Os Subprodutos do Capitalismo Selvagem – Trabalho precário, terceirização e cooperativas de trabalho


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Passando sutilmente a perna nos direitos dos trabalhadores
Um dos resultados mais evidentes dessa nova dinâmica produtiva ensejada pelas mudanças organizacionais e tecnológicas impostas pela globalização da economia mundial tem sido a desestruturação do mercado de trabalho, sobretudo daquele baseado no emprego subordinado e no trabalho assalariado, uma vez que tanto o desemprego estrutural, de um lado, aprofundado pela atual crise econômica mundial, como as pressões políticas para a flexibilização da legislação trabalhista, do outro, tendem a ampliar cada vez mais o número de trabalhadores que estarão expostos à insegurança e à precariedade de emprego e de salário. É nesse contexto que a proposta cooperativista tem surgido, mais uma vez, como uma solução alternativa para o problema do desemprego e como proposta de superação da velha e histórica relação entre capital e trabalho e da exploração que dela decorre. O trabalhador associado e o trabalho associativo surgem agora como um dos elementos constitutivos de um discurso que preconiza a geração de emprego e renda por meio da flexibilização e da desregulamentação dos direitos trabalhistas. Entre os processos atuais de mudanças no mundo do trabalho que se almeja se consolidar, sem os empecilhos jurídicos de uma legislação trabalhista vista como ultrapassada por muitos, destaca-se o fenômeno crescente da prática da terceirização da força de trabalho por meio das cooperativas de trabalho. De acordo com o nosso estudo sociológico, uma das dimensões da atual precariedade nas relações de trabalho no Brasil é justamente o aumento quantitativo do número dessas cooperativas, cujo objetivo, em muitos casos, se efetua segundo duas motivações principais: a) o barateamento dos custos com a força de trabalho obtida, em razão da inexistência de vínculo empregatício e da não obrigatoriedade do pagamento dos encargos sociais e trabalhistas; b) a flexibilidade do trabalho, que permite constituir uma força de trabalho flexível e adequada às flutuações cíclicas da atual economia nacional e mundial. Assim, a prática da terceirização por meio das cooperativas de trabalho pode estar transformando milhares de trabalhadores associados em reféns dessas “novas” propostas coletivas de inclusão social, caracterizadas pela flexibilidade, vulnerabilidade e precariedade social.

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13.345 – Economia – Brasil cria 9,8 mil vagas de trabalho em Junho


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O Ministério do Trabalho divulgou nesta segunda-feira (17) que, entre demissões e contratações, foram criados 9,8 mil postos de trabalho com carteira assinada no Brasil em junho. É o terceiro mês consecutivo que é positivo para a geração de vagas formais.
No primeiro semestre, o saldo entre demissões e contratações foi positivo em 67,3 mil vagas formais, uma leve expansão de 0,18% na comparação com dezembro do ano passado.
Como vem ocorrendo nos últimos meses, o resultado foi fortemente influenciado pela geração de vagas no setor da agropecuária, que criou 36,8 mil postos de trabalho com carteira no mês passado.
Somente o cultivo de café, concentrado em Minas Gerais, gerou 10,8 mil postos de trabalho formais.
O cultivo de laranja e de soja criaram, respectivamente, 7,4 mil mil e 2,4 mil vagas.
Já a indústria de transformação, o comércio e a construção civil eliminaram, nessa ordem, 7,8 mil, 2,7 mil e 8,9 mil postos de trabalho formais.

Dos oito setores acompanhados pelo Caged, somente dois —administração pública e agropecuária— geraram vagas.

“É importante reconhecermos que o Brasil passou por uma das recessões mais profundas da sua história. Mesmo em setores que apresentaram números negativos, não foram assim com expressão, a ponto de trazer pânico. A não ser a construção civil, que está demorando para se recuperar, e são os dados mais preocupantes”, disse Nogueira.
A expectativa, segundo Magalhães, é que a agropecuária deixe de gerar um número expressivo de vagas entre julho e agosto. “Mas isso se reverte a partir de setembro, quando começa um novo ciclo da agricultura no Nordeste. Esse ciclo não é tão volumoso, mas ajuda a sustentar a geração de empregos”, afirmou Magalhães.
O salário médio de admissão das vagas formais no Brasil foi de R$ 1.463,67 no primeiro semestre do ano, um aumento real (descontada a inflação) de 3,5% na comparação com o mesmo período do ano passado.
A informação foi divulgada pelo Ministério do Trabalho.
O salário médio dos homens no momento da admissão foi de R$ 1.500 mil entre janeiro e junho, e o das mulheres R$ 1.300.

13.299 – Acabou a Festa com Dinheiro Público? Senado aprova projeto que acaba com indústria da multa


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O Senado aprovou ontem um projeto de lei que promete enfurecer governantes país afora. O texto obriga os Estados, os municípios e a União a aplicarem totalmente os recursos arrecadados com as multas de trânsito apenas em campanhas educativas e sinalização. Na prática, o texto acaba com a festa de governantes que utilizam a renda das multas para financiar outras áreas da máquina pública.
O projeto do senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) foi aprovado por unanimidade na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e em caráter terminativo. Agora o assunto deve ir direto para a tramitação na Câmara – a não ser que algum senador apresente em cinco dias requerimento para que o tema seja apreciado no plenário do Senado.
Mudança. O texto prevê a alteração do artigo 320 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para restringir a aplicação desses recursos em campanhas educativas sobre “direção defensiva, cultura de paz e combate à violência no trânsito e de desestímulo ao consumo de álcool e drogas por parte dos motoristas”.
O uso de dinheiro na sinalização foi acrescentado por meio de uma emenda do líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), aprovada na manhã de ontem.
Para o deputado Eunício Oliveira, como a receita decorrente das multas serve para reforçar o caixa dos governos, as administrações se sentem estimuladas a implantar a famosa “indústria das multas” – esquemas de fiscalização voltados para gerar multas e, consequentemente, trazer mais receitas do que melhorar a segurança do trânsito.
Eunício Oliveira, que é presidente da CCJ, disse que essas receitas têm sido usadas para reforçar o caixa dos governos ou no pagamento de pessoal. Ele chamou de “ardil” a estratégia existente em várias cidades de alterar os limites de velocidade da via “com o objetivo de surpreender o motorista desavisado”.
Justificativa. O CTB atualmente prevê que o dinheiro arrecadado com multas precisa ser destinado não apenas para educação e sinalização de trânsito, mas também para engenharia de tráfego, engenharia de campo, fiscalização e policiamento.
Com isso, de acordo com o autor do projeto de lei, há margem para que esses recursos sejam usados, por exemplo, em obras viárias e até mesmo na folha de pagamento – no caso de agentes de fiscalização.

13.286 – Acredite: demissão pode ser oportunidade para nova carreira


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É o que diz um consultor:

A demissão pode ser uma experiência traumática e algo pelo qual nenhum profissional deseja realmente passar. O que pouca gente considera nessas horas, no entanto, é que sair de um emprego pode ser o início de uma nova caminhada.
Especialistas são unânimes em dizer: ser demitido de uma empresa não é o ponto final de uma carreira. Pelo contrário, tal situação deve ser encarada como um recomeço e uma janela aberta às novas oportunidades.
“Por conta do salário, benefícios e da estabilidade, o profissional dificilmente teria coragem de sair da empresa. Então, agora [com a demissão], é hora de pensar em fazer algo que o profissional sempre quis”, afirma Jarve de Assis, coach de carreiras.
É o caso do engenheiro Carlos Eduardo Ferraz, 31, que acabou sendo demitido de uma empresa de Tecnologia da Informação e decidiu mudar de ramo. “Acabei saindo da empresa e logo depois decidi abrir o meu próprio restaurante, que era uma coisa que eu sempre sonhei”, conta.
Para tal plano ter êxito, contudo, cabe ao profissional parar e analisar os erros passados para só assim traçar um novo rumo, seja ele o caminho do empreendedorismo, de uma nova carreira ou apenas a recolocação em outra organização.

“Esse momento é para pensar no que a pessoa vai investir tempo, energia e recursos emocionais agora. Pensar no plano A,B C e até D e construir pelo menos uma rota para quando surgir algo e você tomar uma decisão de forma mais rápida e consciente”, afirma Rodrigo Collino, da Sbcoaching.
Para o especialista, esse planejamento é o diferencial entre obter sucesso na nova caminhada ou repetir os erros que o levaram à demissão. “O que empreendedores e funcionários de sucesso fazem em comum é o planejamento. Eles não fracassam por não planejar”, diz Collino.
Esse planejamento deve, inclusive, se tornar um plano de ação, passando assim do campo das ideias para algo prático.

“Veja quais competências precisa adquirir, o que precisa melhorar, cursos a fazer, como gerir seu networking, como distribuir seus currículos e agências de emprego a buscar”, completa Jarve Assis. “Assim, a probabilidade de sucesso é muito maior”, conclui.

Confira dicas de especialistas para uma nova carreira:

1-Deixe a dor passar
A demissão é um processo doloroso. O profissional deve superar os sentimentos negativos iniciais para só assim ter a tranquilidade de planejar os novos passos

2-Reflita
Uma demissão é sempre uma oportunidade perfeita para refletir sobre o comportamento e o desempenho profissional e analisar o que poderia ter sido diferente sem, é claro, se apegar ao passado

3-Planeje
Planejar o próximo passo é essencial para quem quer fazer da demissão um estímulo para novos ares. Lembre-se que os erros passados não deverão ser repetidos novamente

4-Ação
Ideias sem ação morrem dentro da cabeça. Tire o planejamento do papel, pense em um plano de ação e execute! Dessa forma uma demissão poderá se transformar em uma nova oportunidade profissional

Fonte: Veja Economia

13.285 – Arnold Schwarzenegger – Exterminador Governador a Caminho dos 70


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Velho, mas não obsoleto (ainda)

Ele é mesmo uma figura única. Desde de seu surgimento no mundo das estrelas, como fisiculturista, até seus filmes, um mais absurdamente violento e fictício do que o outro, o ex-governador da Califórnia e austríaco de nascença se tornou um dos rostos mais queridos de Hollywood. E está perto de completar 70 anos.
Arnold nasceu na vila Thal, na Áustria, em 1947, filho do chefe da polícia local, Gustav Schwarzenegger, e da dona de casa Aurelia Jadrny. Foi criado com bastante rigor, especialmente por seu pai, que desajava ver o filho seguindo seus passos. Segundo o próprio Arnold, Gustav não era dos pais mais queridos, e utilizava métodos disciplinares que, nos dias de hoje, seriam considerados abuso infantil. Além disso, tinha uma preferência por seu irmão mais velho, Meinhard, que veio a falecer em 1971, em um acidente de carro. Em uma pesquisa encomendada por Arnold quando mais velho, o ator descobriu que sei pai fora filiado ao Partido Nazista.
Por influência (leia-se: exigência) do pai, Arnold praticou esportes desde pequeno. Pegou em uma barra de musculação ainda garoto, quando jogava futebol. Gostou tanto que decidiu largar a bola e se dedicar mais a musculação. Segundo biografia em seu site oficial, começou a se exercitar aos 14 anos. Apaixonado pelo corpo e influenciado por ídolos como Steve Reeves e Reg Park, começou a carreira de fisiculturista três anos depois, aos 17
A trajetória como fisiculturista ia de vento em poupa. Schwarzenegger conquistou o título de Mr. Europa, como homem com o corpo mais belo de todo o continente, em 1965, quando servia ao exército austríaco. O próprio já admitiu algumas vezes que o título serviu como uma “passagem para a América”.

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Assim, o grandalhão migrou para os Estados Unidos aos 21 anos, três anos depois. Lá, começou a correr atrás do grande objetivo de sua vida até então: tornar-se o mais novo Mr. Olympia, título de maior fisiculturista do mundo. Sua primeira tentativa foi logo em 1969, mas não obteve sucesso. Voltou com força total no ano seguinte, 1970, vencendo a competição e tornando-se o Mr. Olympia mais novo (23 anos) de todos os tempos, recorde esse que resiste até os dias de hoje.
Daí por diante, venceu o torneio mais seis vezes seguidas, coroado como o maior campeão de todos os tempos. Em 1975, no auge há anos, decidiu abandonar a carreira e dedicar-se totalmente ao ofício de ator, o qual já exercia em paralelo desde 70, quando estrelou o filme Hercules in New York .

O primeiro Globo de Ouro
A dedicação total aos cinemas mostrou-se uma decisão acertada de Schwarzenegger logo cedo. Em 1976, estrelando Stay Hungry , o ator foi premiado com o Globo de Ouro de Nova Estrela Masculina do Ano.
Após algumas produções de sucesso e outros fracassos, como a tentativa de interpretar o Incrível Hulk em seu novo filme, Arnold se manteve em evidência o bastante para ser convidado por James Cameron para estrelar sua maior bilheteria até hoje: O Exterminador do Futuro , de 1984. O filme surge na década mais forte dos thrillers de ação, quando estrelas como Sylvester Stallone e Bruce Willis começam a despontar nos cinemas de Hollywood.
O sucesso de Exterminador do Futuro fez com que um segundo filme fosse produzido, em 1991, confirmando Arnold como um dos grandes nomes do cinema de sua época. Antes, estreou uma parceria de sucesso com Danny DeVito e sua contribuição ao universo da comédia com o longa Twins, de 1988. Também com Danny, fez o que é hoje um dos Blockbusters mais chicletes de todos os tempos: Junior, de 1994.
Daí para frente, sua carreira começa a sofrer um rigoroso declínio, marcado pela crítica fraca do longa Batman & Robin, de 1997, onde Schwarzenegger interpreta o vilão Mr. Freeze. O ator só voltaria a fazer algo relevante nas telonas com o terceiro e último filme da trilogia de O Exterminador do Futuro , o capítulo A Rebelião das Máquinas, de 2003.

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Carreira política: governador e republicano
Percebendo que seu mercado nos cinemas não vinha muito bem, Arnold resolve apostar em outro canal forte de sua criação: a carreira política. Em 2003, filia-se ao Partido Republicano, de George Bush, para concorrer ao cargo de Governador da Califórnia.
A visão política de Schwarzenegger, conhecida desde os anos 1980, contrastava com a de muitos dos atores de Hollywood, conhecidos por possuírem uma ideia de governo mais liberal, direcionada ao lado democrata da política americana. Assim, Arnold foi fortemente criticado quando posou ao lado de Bush em comícios do então presidente, que buscava sua reeleição.
Schwarzenegger foi eleito, com 46% dos votos e no primeiro turno, como governador californiano, pela primeira vez, em 2003, sucedendo Gray Davis. O governo de Arnold foi bastante controverso, especialmente por sua postura inicial pouco amistosa, quando chegou a chamar os opositores democratas de girlie men (maricas, em tradução livre).
No entanto, sua postura foi ficando cada vez menos republicana ao longo dos anos, tornando-o um político considerado mais próximo da centro-esquerda do que da direita. Assim, após o fim de seu último mandato, em 2011, largou o Partido Republicano, com quem já vinha tendo uma série de conflitos de ideias durante os anos anteriores.

I’ll be back: o retorno aos cinemas com Os Mercenários
No mesmo ano em que deixa de lado a carreira política, Schwarzenegger volta aos cinemas em aparição rápida no primeiro Os Mercenários , de Stallone, que contava, ainda, com Bruce Willis, Jet Lit, Jason Statham e Terry Crews, em uma verdadeira reunião de “brutamontes” hollywoodianos.
Arnold parece ter recuperado o gosto pela atuação, voltando para integrar o elenco de Os Mercenários 2 , de 2012, ainda mais pesado com Jean-Claude Van Damme, Chuck Norris, Willis e Stallone. O ator também está escalado para o terceiro filme da franquia, que chega aos cinemas em agosto deste ano.
Brutamontes nas telonas, Arnold Schwarzenegger é hoje um nome fundamental quando se fala de thrillers de ação, ficando marcado não só pelas grandes proporções físicas, mas também pelo talento e versatilidade, tanto como ator, quanto como político e pessoa.

13.284 – Educação – Erradicação do Analfabetismo no Brasil


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O 11° Relatório de Monitoramento Global de Educação para Todos indica que o Brasil ocupa a 8ª posição no ranking de países com maior número de analfabetos adultos.
De acordo com a mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2012 e divulgada em setembro de 2013, a taxa de analfabetismo de pessoas de 15 anos ou mais no país foi estimada em 8,7%, o que corresponde a 13,2 milhões de analfabetos – número reconhecido pela Unesco.
Segundo o estudo da organização, há em todo o mundo 774 milhões de adultos analfabetos, sendo que 72% deles estão em dez países – como Brasil, Índia, China e Paquistão.
O presidente do Inep – que representou o Ministério da Educação (MEC) no lançamento do relatório da Unesco, em Brasília – informou que o número elevado de idosos que não sabem ler nem escrever é um dos fatores que dificultam a erradicação do analfabetismo no país. Segundo o instituto, com base em dados do IBGE de 2012, 24% da população brasileira com mais de 60 anos é analfabeta.
Quatro metas a serem cumpridas
Dos seis objetivos definidos em 2000 para a educação, a serem cumpridos até 2015, Costa afirmou que quatro devem ser atendidos pelo Brasil: educação primária universal, igualdade de gêneros, garantia do aprendizado de jovens e adultos e melhoria na qualidade do ensino. A alfabetização de adultos e a educação na primeira infância, com acesso a creches, correm o risco de ficar fora da lista de metas executadas pelo país.
“Acredito, baseado em projeções, que nós vamos alcançar quatro dessas metas. E essas outras duas metas [analfabetismo de adultos e creches] nós temos dificuldades. [Em] Analfabetismo, por exemplo, nós avançamos muito, […] vamos perseguir até o fim. […] Pode ser que no global não cheguemos aos números, mas vamos chegar com a população mais jovem. […] A questão das creches e da pré-escola também é outra [dificuldade em atingir a meta]”, declarou o presidente do Inep.
Costa disse também que é preciso relativizar os dados que colocam o Brasil entre os dez países com maior número de analfabetos.
“Isso tem que ser relativizado, claro, porque o Brasil é o quinto país mais populoso do mundo. Mas, se observamos a redução [nacional] de analfabetismo, já chegamos a 91,8% hoje de taxa de alfabetizados. E, se pegarmos a população de 15 a 16 anos, temos 98% de alfabetização”, destacou o presidente do Inep.
Pontos positivos
Apesar dos dois objetivos que não serão alcançados pelo Brasil, a análise que o relatório faz da educação no país aponta avanços. Um dos pontos positivos é o acompanhamento de melhoria do ensino que é feito a partir do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica.
“O Brasil é citado com vários exemplos de boas recomendações, bons modelos para outros países. Mas também aponta várias áreas que o pais precisa melhorar”, diz a coordenadora de Educação da Unesco no Brasil, Maria Rebeca Otero Gomes.
De acordo com a coordenadora, ainda falta no Brasil uma política de valorização do salário e da carreira do professor. “A primeira [coisa a ser feita] é a ampliação da educação infantil – precisamos alcançar no mínimo 80% das crianças da educação infantil nas escolas. A segunda seria expandir a alfabetização de adultos e jovens. E a terceira é a questão da qualidade. E quando falamos de qualidade, o ponto principal é dos professores e da valorização dos professores”, ressaltou.
O relatório destaca como avanço no país a redução das diferenças educacionais por região. Conforme o estudo, entre 1997 e 2002, a média de matrículas no ensino básico no Nordeste aumentou 61%, enquanto no Norte subiu 32%. No entanto, avaliações mostram que, em matemática, estudantes da Região Norte ainda ficam atrás de outras regiões. Segundo o relatório, essa diferença indica que “as reformas precisam continuar e ainda mais fortes”.

13.263 – Mega Polêmica – Onde há Fumaça há fogo e Onde há Dinheiro há corrupção


DINHEIRO-CORRUPÇAO
Um velho escrito bíblico já dizia: “O homem é corruptível”, será que está no DNA ou é apenas uma questão de valores?
Corrupção é a troca do mal para bem eventual ou permanentemente ao longo dos tempos, e vice-versa. A corrupção não é um mal essencialmente político, mas sim humanístico, daí que quando nos referimos à ela à nível político ela denomina-se Corrupção Política. Mas não é da corrupção política que vamos falar, mas sim da corrupção à nível geral, como um fenômeno universal. A corrupção é simplesmente a injustiça, a imoralidade, e pesquisar de formas básicas com lógicas simples como definições ajudará bastante. Todas as formas de corrupção partem dela, como que resultados dela. Já desde muito cedo na Antiguidade Clássica que filósofos como Platão realçavam a maneira de se organizar uma sociedade justa, onde os homens pudessem viver livres de corrupção espiritual e de actos que manchassem as suas almas, e Aristotoles realçava o conceito de animal político e pessoa social.
Como uma droga, a corrupção vicia e dá prazer, e o “tratamento” possível — a punição – não garante a solução do problema resolvido, segundo profissionais de psicanálise, psiquiatria e ciência política, que se debruçam sobre a questão. Segundo a cientista política Rita Biason, do Centro de Estudos e Pesquisas sobre Corrupção da Unesp, a falta de controle é o maior incentivo para um corrupto.
A corrupção é mais tolerada do que gostaríamos, e para acabar com ela deveria haver mudanças sociais e culturais coletivas. Há uma grande diferença entre saber intelectualmente que fez algo errado e sentir emocionalmente que fez algo errado, diz a psicanalista Marion Minerbo.

13.262 – Política – Como funciona a perícia de um áudio?


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Da Super para o ☻Mega

Dois dias depois do escândalo Temer, a Folha de S.Paulo publicou uma matéria onde o perito Ricardo Caires afirmava que o áudio havia sido editado em 50 partes diferentes. O Globo, então, afirmou ter conversado com Caires, que havia mudado sua versão (dessa vez eram só 14 pontos de edição). Agora, nesta segunda, a Folha diz que o perito continua sustentando a teoria de que havia meia centena de cortes na gravação.

Mas, afinal, como funciona a perícia de uma gravação?
A resposta não é tão simples. “Cada áudio é particular, ele tem singularidades que vão guiando a forma como a perícia é feita. A análise é conduzida de forma diferente para cada áudio”, explica André Morisson, diretor Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF). Isso não significa, no entanto, que alguns passos costumam ser mais comuns. É eles que vamos explicar no box abaixo.

Me empresta, rapidinho
Ter em mãos o gravador utilizado pode ajudar nas conclusões finais. Assim, existe a possibilidade de realizar testes, e simulações que recriam as situações dos áudios. Um defeitinho no microfone, ou um gravador antigo podem caracterizar um áudio. Funciona como uma espécie de impressão digital auditiva, que assim como a dos seus dedos, deixa marcas cruciais para um estudo criminal (Joesley, diga-se, usou um pen drive com gravador embutido).

A cópia perfeita
O arquivo tem que ser transportado para o computador do perito, onde vai ser feita a análise, da forma mais fidedigna possível. Se você, aí da sua casa, colocar uma música em um pendrive para ouvi-la na caixinha de som da sala, por exemplo, o arquivo pode sofrer modificações conforme passa de um dispositivo para o outro. Coisa pequena, mas que pode fazer diferença na hora da investigação: uma compressão na frequência ou até mesmo a exclusão de metadados, ou seja, informações sobre hora, dia e até local em que foi gravado o material. Os profissionais usam softwares específicos que conseguem copiar o arquivo, sem modificá-lo. É a chamada cópia bit a bit.

A primeira escutada
Chamada de análise oitiva, é a audição do arquivo sem necessariamente estar acompanhado de equipamentos especializados para a dissecação do áudio. “O perito passa por treinamentos que apuram sua audição para esse tipo de áudio. Ele percebe com mais facilidade se há algo errado na gravação”, conta Morisson. A ideia é que nessa fase o perito já comece a direcionar em que partes ele vai focar em um primeiro momento da análise. Um ruído meio estranho no minuto 7? Melhor analisá-lo com mais atenção desde o começo. Isso não significa, no entanto, que o restante do arquivo será ignorado. O áudio inteiro é investigado, mas esse é o momento de direcionar os primeiros esforços.

Não entendi
Uma frase ficou sem sentido? Pode ser indicação de que algo foi tirado do arquivo. O contexto acaba servindo como ferramenta na detecção de edições. Podem ser perguntas sem respostas, ou simplesmente afirmações que não fazem muito sentido naquela situação. Tudo é analisado.

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13.182 – (IN) Segurança – Quanto mais pobre, menos o brasileiro confia na polícia


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Esse é o resultado de uma pesquisa nacional feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) no primeiro trimestre. O levantamento aponta que 77% das pessoas que ganham até dois salários mínimos (R$ 1.244) não acreditam nas forças policiais. Vivem nessa faixa de renda 46,3% dos brasileiros. No geral, três em cada cinco pessoas não confiam.
A pesquisa foi feita com 1.550 pessoas, em seis Estados e no Distrito Federal. O índice de confiança aumenta conforme a renda do entrevistado. Entre os mais ricos – aqueles que ganham mais de 12 salários mínimos -, 59% não acreditam na polícia.
Responsável por coordenar a pesquisa, a professora Luciana Gross Cunha, da Escola de Direito de São Paulo, diz que há razões para que as pessoas de baixa renda desconfiem mais. “É porque residem e frequentam locais de mais risco, convivem com o aparato policial voltado para o combate à criminalidade. Nem sempre a polícia é vista nesses lugares como um sinal de segurança, mas de ameaça.”
Segundo Luciana, os meios de seleção, treinamento e formação podem mudar essa relação entre a polícia e os mais pobres. Isso passa também pela discussão do papel da polícia e pela valorização – até salarial – do agente público. “Uma vez que você valoriza o policial na comunidade, passa a ser normal e natural a presença dele ali. Agora, quando é desvalorizado, ele se torna perigoso para si e para a sociedade.”
A desconfiança também é maior entre os mais jovens. Na faixa dos 18 aos 34 anos, 64% das pessoas não acreditam na polícia. Entre os que têm mais de 60, a confiança é maior. Mesmo assim, mais da metade não confia na instituição.

Fonte: O Estado de São Paulo

13.161 – Sociologia – Unicef mostra círculo vicioso da pobreza no Brasil


sociologia
Cerca de 8.200 crianças nascem por dia no Brasil. Num país insistentemente desigual, cada um desses meninos e meninas já vem ao mundo com mais ou menos chances de superar a pobreza de acordo com sua etnia, a renda de sua família, a escolaridade de sua mãe e a região onde nasceu. O relatório Situação da Infância e Adolescência Brasileiras, lançado pelo Unicef traz dados sobre as diferenças de acesso a serviços de saúde e educação entre crianças pobres e ricas, que vivem em áreas rurais ou urbanas, que crescem no sul ou no norte do país e mostra como estes fatores determinam as oportunidades que aquele bebê, que acaba de nascer, terá na vida.
Desses 8.200 brasileiros que nascem por dia, cerca de 1.500 são da região nordeste. Cada uma deles terá um quarto da chance de completar o primeiro ano de vida dos nascidos no sul ou no sudeste. “Quase metade deles serão negros e terão duas vezes mais chance de não freqüentar o ensino fundamental, em comparação com as crianças brancas”, disse a representante do Unicef no Brasil, Reiko Niimi.
Os dados são fruto de uma tabulação especial da Amostra do Censo Demográfico 2000, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a pedido do Unicef, e comprovam com números uma realidade bastante conhecida no país e que ficou ainda pior nos anos 90. Segundo o relatório, é esta a conclusão a que se chega quando a equidade de renda é analisada além da média nacional, com recortes como os feitos no documento.
Desigualdade histórica
Um dos grupos em situação história e persistente de desvantagem e vulnerabilidade é a população negra. A proporção de pessoas negras vivendo abaixo da linha da pobreza, em relação às pessoas brancas, passou de menos do que o dobro no começo da década para mais do que o dobro na segunda parte da década. O percentual de pobres nos grupos de crianças e adolescentes negros é maior (58%) do que nos grupos brancos e amarelos (33% e 24%, respectivamente). Isso significa que, no Brasil, uma criança ou um adolescente negro tem quase duas vezes mais chance de ser pobre que uma criança ou um adolescente branco.
Em relação ao percentual de crianças na fase de freqüentar o ensino fundamental, as iniqüidades também são significativas: 8,1% das crianças de cor negra contra 3,8% das crianças brancas fora da escola. As desigualdades persistem desde a fase de creche e pré-escola até o ensino médio e universitário.
Em todos os indicadores selecionados, as crianças e os adolescentes negros aparecem em situação mais desfavorável que os brancos. Comparativamente, eles têm duas vezes mais possibilidade de morar em domicílio sem abastecimento de água, duas vezes mais possibilidade de não freqüentar a escola (dos 7 aos14 anos) e três vezes mais chances de não serem alfabetizados.
Os dados apontam para um círculo vicioso em que a população negra está inserida. “Trata-se de um grupo imenso da população que se encontra na base da pirâmide social brasileira, em condições precárias de moradia e de acesso a bens e serviços, o que alimenta a falta de acesso a outras oportunidades”, diz o relatório.
Falta de escolaridade
O documento do Unicef também revela que o nível educacional da mãe tem impacto direto no status econômico da criança e do adolescente. Enquanto a média nacional é de 45% de crianças e adolescentes pobres, dentro do grupo daqueles com mães que não têm escolaridade ou têm menos de um ano de estudo, 76% são pobres. Entre os filhos de mães com 11 ou mais anos de estudo, esse percentual é de 11%. Isso significa que uma criança com mãe com baixa escolaridade tem sete vezes mais possibilidade de ser pobre que uma criança com mãe com alta escolaridade.
O impacto da baixa escolaridade da mãe também é evidenciado na situação da infra-estrutura domiciliar das crianças. Em termos de saneamento básico, aproximadamente 41,6% das crianças e dos adolescentes com mãe sem instrução vivem em domicílios sem acesso ao abastecimento de água ou esgoto.
E mães fora da escola significam, quase sempre, filhos fora da escola. O percentual de crianças fora da pré-escola aumenta com a queda da escolaridade da mãe: 56,8% das crianças em idade pré-escolar com mães sem instrução não freqüentam instituições de ensino. Esse percentual diminui para 16,9% quando a mãe tem 11 ou mais anos de estudo. Adolescentes com mães com baixa escolaridade têm mais de 23 vezes mais possibilidade de ser analfabetos do que adolescentes com mães com alta escolaridade.
Por isso o Unicef considera fundamental o investimento em políticas dirigidas a mulheres, pelos resultados que isso apresenta na melhoria da qualidade de vida das mesmas, na educação e qualidade de vida de seus filhos.
Dois “Brasis”
A pobreza infantil varia também de acordo com o local onde a criança e o adolescente vivem, já que a renda segue concentrada principalmente nos Estados do sudeste e sul. No Maranhão, 75% das crianças e dos adolescentes são pobres, contra 22% dos que moram em São Paulo. Crianças maranhenses têm, portanto, mais de três vezes mais possibilidade de ser pobres do que crianças paulistas.
O percentual de crianças e adolescentes vivendo em domicílios sem infra-estrutura adequada também tende a ser maior nos Estados do nordeste e norte e menor no sul e sudeste. No Acre, quase metade das crianças e dos adolescentes vive em domicílios sem acesso à água potável, contra 1,7% em São Paulo. Isso significa que as crianças que moram no Acre têm 29 vezes mais possibilidade de não ter abastecimento de água do que as crianças que moram em São Paulo. No Piauí, metade das crianças e adolescentes vive em domicílios sem acesso a saneamento adequado, contra 0,9% no Distrito Federal.
Comparativamente às demais crianças e adolescentes do país, aqueles que moram em Estados da região norte ou nordeste têm quatro vezes mais chances de morrer antes de completar um ano de idade e 16 vezes mais possibilidade de não ser alfabetizados.
“O projeto de Brasil previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente ainda está longe de ser uma realidade para os 61 milhões de crianças e adolescentes neste país”, disse Reiko Niimi. “O Brasil precisa reconhecer sua dívida e seu compromisso com cada um desses meninos e meninas. Não se pode esperar mais”, afirma.
Círculo vicioso
Crianças pobres estão inseridas em ciclos de pobreza e exclusão. Quando esse paradigma não é rompido, elas serão pais e mães de crianças também pobres. Assim, crianças mal nutridas crescem e se tornam mães mal nutridas que acabam dando à luz bebês com baixo peso; pais que carecem de acesso a informações cruciais tornam-se incapazes de alimentar e cuidar de suas crianças de forma saudável; e pais analfabetos têm mais dificuldades de ajudar no processo de aprendizagem de seus filhos.
“Para se transformar esse círculo negativo em positivo, a redução da iniquidade e da pobreza deve ter uma atenção maior para com a infância”, aponta o texto. Como recomendação, o documento acredita que o primeiro passo é o aumento dos investimentos públicos, principalmente do Estado, em áreas que afetam mais diretamente as crianças e adolescentes, como a saúde e a educação. “Atualmente, mesmo se os recursos disponíveis fossem canalizados para a infância e adolescência e para as áreas apontadas neste relatório, não seriam suficientes”.

13.131 – Mega Biografia – Yasser Arafat


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(Cairo, 24 de agosto de 1929 — Clamart, 11 de novembro de 2004) foi o líder da Autoridade Palestiniana, presidente (desde 1969) da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), líder da Fatah, a maior das facções da OLP, e co-detentor do Nobel da Paz.
O estabelecimento da data e local de nascimento de Arafat são controversos. O seu registro de nascimento indica que ele nasceu no Cairo, Egipto, a 24 de Agosto de 1929. No entanto, alguns ainda tomam por verdadeira a afirmação de Arafat de que nasceu em Jerusalém a 4 de Agosto de 1929.
A descoberta do seu certificado de nascimento e outros documentos pela Universidade de Cairo puseram fim ao debate sobre o local de nascimento de Arafat (mesmo o seu biógrafo autorizado, Alan Hart, admite agora que ele nasceu no Cairo).
Arafat viveu a maior parte da sua infância no Cairo, com a exceção de quatro anos (após a morte de sua mãe, entre os seus 5 e 9 anos) em que ele viveu com o seu tio em Jerusalém.
Ele frequentou a Universidade do Cairo, onde se formou como engenheiro civil. Nos seus tempos de estudante, aderiu à Irmandade Muçulmana e à associação de estudantes, da qual foi presidente entre 1952 e 1956.
Ainda durante a sua estadia no Cairo, Arafat desenvolveu uma relação próxima com Haj Amin Al-Husseini, também conhecido como o Mufti de Jerusalém.
Em 1956 ele serviu ao exército egípcio durante a Crise do Suez. No Congresso Nacional Palestiniano, no Cairo, em 3 de Fevereiro de 1969, Arafat foi nomeado líder da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).
Arafat casou-se já nos seus anos mais tardios com uma palestiniana cristã. Sua esposa, Suha Arafat, deu à luz uma criança do sexo feminino (Zahwa). A sua esposa e filha vivem actualmente em Paris. Suha Arafat tornou-se recentemente cidadã francesa.
Arafat e os outros gradualmente fundaram o grupo que ficou conhecido como o Fatah. A data exata para o estabelecimento é desconhecida. No entanto, em 1959, a existência do grupo foi atestada nas páginas de uma revista nacionalista palestina, Filastununa Nida al-Hayat (Nossa Palestina, The Call of Life), que era escrita e editada por Abu Jihad.

Fatah dedicou-se à libertação da Palestina por uma luta armada realizada pelos próprios palestinos. Isso a diferenciava de outras organizações políticas e de guerrilha palestinos, a maioria dos quais acreditavam firmemente em uma resposta unida dos países Árabes.
Depois da guerra dos seis dias (1967), Arafat e a Fatah passam a actuar a partir da Jordânia, lançando ataques contra Israel a partir do outro lado da fronteira e regressando à Jordânia antes que os israelenses pudessem reagir.

Em 1968 a Fatah foi um alvo de um ataque israelense à vila jordana de Karameh, no qual 150 guerrilheiros palestinianos e 29 soldados israelenses foram mortos, sobretudo por forças armadas jordanianas. Apesar do falhanço no terreno, a batalha foi considerada pelos árabes como uma montra para a acção da Fatah porque os israelenses se retiraram e o perfil de Arafat e da Fatah cresceram. Nos finais da década de 1960 a Fatah passou a dominar a OLP e em 1969 Arafat foi nomeado presidente da OLP, substituindo Ahmed Shukairy, originalmente nomeado pela Liga Árabe.

Arafat tornou-se chefe do Estado Maior das Forças Revolucionárias Palestinianas dois anos mais tarde e em 1973 o líder político da OLP.

No seguimento da ambição da OLP em transformar a Jordânia num estado palestiniano (com o patrocínio da União Soviética), crescem neste tempo as tensões entre Palestinianos e o Governo da Jordânia, o que culminaria com o sequestro (e subsequente destruição) de quatro aviões pela OLP e na Guerra Civil Jordana de 1970-1971 (em particular com os eventos do Setembro Negro).
Depois desta derrota, Arafat transferiu-se juntamente com a OLP da Jordânia para o Líbano. Dada a fraqueza do governo central libanês, a OLP conseguia operar virtualmente como um estado independente (chamado “Fatahland” pelos israelenses).

A OLP começou então a usar este novo território para lançar ataques de artilharia e atentados contra civis israelenses, a exemplo do Massacre do liceu de Maalot de 1974.

Em Setembro de 1972 o grupo Setembro Negro, que é geralmente descrito como uma fachada operacional usada pelo grupo Fatah de Arafat, raptou 11 atletas de Israel durante os Jogos Olímpicos. O grupo executou dois atletas, e na tentativa de mover os restantes, um tiroteio com a polícia resultou na morte de todos os atletas, um agente policial alemão e cinco membros do grupo Setembro Negro, no que ficou conhecido como o Massacre de Munique. A condenação internacional do ataque fez com que Arafat se distanciasse publicamente de actos similares no futuro; em 1974 Arafat ordenou que a OLP se abstivesse de actos de violência fora de Israel, da Cisjordânia e da Faixa de Gaza. No mesmo ano, Arafat tornou-se o primeiro representante de uma organização não governamental a discursar numa sessão plenária de uma Assembleia Geral das Nações Unidas.
Desde 1996, o título usado por Arafat como líder da Autoridade Palestiniana é a palavra árabe ra’is (cabeça) cuja tradução para o português é matéria de disputa. Documentos israelenses traduzem normalmente a palavra como “chairman”, (presidente de conselho) enquanto documentos palestinianos traduzem-no como “presidente”. Os Estados Unidos normalmente seguem a prática israelense, enquanto que as Nações Unidas normalmente seguem a prática palestiniana, que também é usada em Portugal.

Morte suspeita
Arafat, morreu dia 11 de Novembro de 2004, aos 75 anos, após treze dias internado no hospital militar Percy, em Clamart, a sudoeste de Paris.
De acordo com Christian Estripeau, porta-voz do hospital, Arafat morreu por falência múltipla dos órgãos. No entanto, seu biógrafo, Amnon Kapeliouk, levantou a possibilidade de sua morte ter sido decorrente de anos de contínuo envenenamento, realizado pelos serviços secretos israelenses.
Em 3 de julho de 2012, foi divulgado pelo Instituto de Radiofísica do Hospital Universitário da Universidade de Lausanne, na Suíça, o resultado de um trabalho de nove meses de análises do material biológico encontrado em objetos de uso pessoal de Arafat (roupas, escova de dentes e keffiyeh). O relatório apontou a presença de altos níveis de polônio 210 no material coletado.
Arafat, considerado como o mais importante líder palestino e tido, pelos israelenses, como um líder de intenções dúbias, não preparou um sucessor. Os testes realizados após a exumação de seu corpo mostraram um nível 20 vezes maior que o permitido para um ser humano normal da substância polônio 210, reforçando a tese que o líder foi envenenado. Contudo, uma equipe russa que examinou seu corpo afirmaram que não havia nada de anormal com Arafat e que provavelmente não foi envenenado. O assunto continua controverso.
Arafat aparece na lista anual da revista de negócios Forbes dos mais ricos “Reis, Rainhas e Déspotas”. Eles estimam a sua fortuna em “pelo menos 300 milhões de dólares”, o que lhe confere o sexto lugar na lista de 2003.
O Fundo Monetário Internacional conduziu uma auditoria à Autoridade Palestiniana que verificou que Arafat desviou 900 milhões de dólares de fundos públicos para uma conta bancária especial controlada por ele. Outras estimativas variam até 1 bilhão de dólares. Estima-se que a mulher de Arafat, Suha, receba um salário de 100.000 dólares por mês. De acordo com a Forbes, o novo Ministro das Finanças da AP, Salam Fayyad nomeado em junho de 2002, recebeu a tarefa de ordenar as finanças da AP, cortando grande parte do fluxo financeiro para Arafat.

13.130 – Já tá com “pé na cova”, deixa quieto – Egito absolve ex-ditador Mubarak de acusação de morte de manifestantes


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Hosni Mubarak

A Justiça do Egito absolveu nesta quinta-feira (2 de março) o ex-ditador Hosni Mubarak pela morte de manifestantes durante os protestos que levaram a sua deposição, em 2011.
Mubarak, seu ministro do Interior e seis auxiliares foram condenados em 2012 à prisão perpétua, mas o veredicto foi anulado dois anos depois por falhas técnicas no julgamento.
Na decisão desta quinta, o tribunal rejeitou os pedidos de vítimas para reabrir inquéritos sobre o caso, esgotando a possibilidade de recursos.
O ex-ditador 88 anos está em um hospital militar no Cairo, onde serviu uma pena de três anos de prisão, após ser condenado por corrupção em outro processo.
Centenas de manifestantes foram mortos pelas forças de segurança durante os protestos contra o regime de Mubarak, que fizeram parte do levante popular conhecido como Primavera Árabe.
As manifestações levaram à renúncia do mandatário, pondo fim a um regime de três décadas e abrindo o caminho para eleições livres no país.
O primeiro presidente eleito no Egito, o islamita Mohammed Mursi, foi deposto em um golpe militar em 2013 e cumpre pena de prisão perpétua por espionagem e vazamento de dados para outros países.

13.115 – Mega Notícias – Greve da PM provoca caos no Espírito Santo


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Familiares de PMs pedem reajuste salarial e protestam impedindo o policiamento nas ruas do Espírito Santo. O estado diz que não tem caixa para bancar o aumento. E no meio do impasse está a população, que desde sábado (4) enfrenta uma onda de violência
Sem PM, estado tem onda de crimes
Arrastão em shopping
Depois de ter a arma apontada para a cabeça enquanto fazia compras em um shopping na Praia do Canto, em Vitória, uma publicitária, de 24 anos, que preferiu não ser identificada, só tinha um pensamento: “Eu vou morrer”.
Vários homens saíram de dentro de carros em frente ao shopping e fizeram um arrastão em lojas no local no sábado (4). O bando saqueou uma joalheria e, em seguida, passou por outros estabelecimentos, segundo a jovem.
“A moça da loja em que eu estava abriu a porta para ver o que era e dois homens entraram. Eu estava saindo do provador e, nisso, vi os assaltantes e dei dois passos para trás. O ‘cara’ olhou para mim, apontou a arma e mandou eu ficar parada, sem olhar para ele. Foi horrível”, relatou.
O ‘cara’ olhou para mim, apontou a arma e mandou eu ficar parada, sem olhar para ele. Foi horrível”

Loja Ricardo Eletro, em Goiabeiras, é saqueada na capital do Espírito Santo
Agências bancárias e escolas municipais e estaduais na Grande Vitória também amanheceram novamente fechadas. A dona de casa Águida explicou que a situação está complicada porque os filhos estão em casa sem aula e ela está sem comida, pois não tem como sacar dinheiro nas agências bancárias.
“Estou sem gás em casa há dois dias e eu não consigo sacar nem R$ 10 porque os bancos estão fechados. Eu tenho três crianças em casa, meus filhos estão sem se alimentar direito, só com pão e suco”, disse.
Sem atendimento
Um homem, que preferiu não se identificar, passou a noite de segunda (6) para terça (7) na porta da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos, em Vitória, e não conseguiu ser atendido. A loja dele foi assaltada na manhã de segunda-feira por vários homens armados, que levaram o carro e vários objetos dele, inclusive a aliança.
“Chegamos aqui ontem, às 9h40, e nada, nem à noite. Ficamos a noite também, porque falam que o atendimento é 24 horas por dia, mas estamos aqui até agora e nada acontece”,
Sem policiamento há quatro dias, muitos carros estão sendo roubados à luz do dia. A costureira Ângela Maria Pessim pegou um carro emprestado para ir até a delegacia. O dela foi roubado, nesta segunda-feira, por volta das 16h, em Cariacica. Os criminosos levaram também documentos e R$ 1,8 mil.
A costureira disse que está mais assustada com a situação do que com a perda do carro. “Eu não estou chorando pelo carro que levaram, que é um bem material. Foi um filme de terror na minha frente, foram uns cinco na minha frente. Quem está solto são os bandidos, quem está preso somos nós”, falou.
O investigador Jair Netto explicou que o atendimento na delegacia acontece 24 horas por dia, mas, nesta segunda-feira, por questão de segurança, manteve somente o atendimento interno.

Entenda a crise na segurança no ES
– Os PMs reivindicam aumento nos salários, pagamento de benefícios e adicionais e criticam as más condições de trabalho.
– Como os PMs não podem fazer greve, as famílias foram para a frente dos batalhões para impedir a saída das viaturas policiais.
– O bloqueio começou no sábado (4) e atinge a Grande Vitória e cidades como Linhares, Aracruz, Colatina, Cachoeiro de Itapemirim e Piúma.
– Desde então, a Grande Vitória registrou 75 mortes violentas, ante 4 em todo o mês de janeiro, segundo o sindicato da Polícia Civil.
– Escolas, postos de saúde e parte do comércio estão fechados desde segunda-feira (6), quando ônibus também pararam de circular. Os coletivos voltaram a rodar na manhã desta terça (7), mas serão recolhidos novamente às 19h.
– 1.000 homens das Forças Armadas fazem policiamento na Grande Vitória desde segunda; 200 integrantes da Força Nacional começam a atuar.

13.112 – Gigantes da Tecnologia X Donald Trump


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Cem empresas de tecnologia, incluindo Google, Facebook e Uber, assinaram uma ação judicial que tenta barrar a medida de Donald Trump que impede a entrada de imigrantes de sete países com maioria muçulmana em território norte-americano.
O documento declara que os Estados Unidos são uma “nação de imigrantes” e aponta que a ordem de Trump vai trazer problemas aos trabalhadores americanos e à economia do país.
“Essa instabilidade e incerteza tornarão muito mais difícil e caro para as empresas norte-americanas contratarem alguns dos melhores talentos do mundo – e as impede de competir no mercado global. As empresas e os empregados têm pouco incentivo para passar pelo laborioso processo de patrocinar ou obter um visto e mudar para os Estados Unidos, se um funcionário pode ser inesperadamente barrado na fronteira”, explica o documento, que continua:
“Os indivíduos qualificados não desejarão imigrar para o país, já que podem ser separados sem aviso de seus cônjuges, avós, parentes e amigos – eles não vão deixar suas raízes, nem correrão riscos econômicos significativos, e subordinarão suas famílias a uma incerteza considerável, ao imigrar para os Estados Unidos diante dessa instabilidade.”
A ação aponta ainda bases jurídicas que impedem a proibição, indicando que a discriminação de pessoas com base em sua nacionalidade viola uma lei federal de 1965. As empresas apontam ainda que a decisão do atual presidente faz parte de “uma doutrina enraizada no racismo e na xenofobia”.

13.008 – Educação – Ensino Superior à Distância


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Lei
A Educação a Distância é a modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos diversos. Esta definição está presente no Decreto 5.622, de 19.12.2005 (que revoga o Decreto 2.494/98), que regulamenta o Art. 80 da Lei 9.394/96 (LDB) .
Credenciamento – Quem pode oferecer cursos a distância
Conforme previsto no Art. 80 da Lei 9.394/96 (LDB), a instituição interessada em oferecer cursos superiores a distância precisa solicitar credenciamento específico à União.
Mais informações sobre os procedimentos a serem adotados no processo de credenciamento para a oferta de cursos superiores a distância nos links abaixo:

Lei 9.394/96 (LDB)
Decreto 5.622/052
Portaria Normativa nº 2
Referenciais de Qualidade EAD
Formulário de Verificação in loco
Sapiens/MEC – Sistema de Acompanhamento de Processos das Instituições de Ensino Superior
Credenciamento – Quem pode oferecer cursos a distância
Conforme previsto no Art. 80 da Lei 9.394/96 (LDB), a instituição interessada em oferecer cursos superiores a distância precisa solicitar credenciamento específico à União.
Mais informações sobre os procedimentos a serem adotados no processo de credenciamento para a oferta de cursos superiores a distância nos links abaixo:

Lei 9.394/96 (LDB)
Decreto 5.622/052
Portaria Normativa nº 2
Referenciais de Qualidade EAD
Formulário de Verificação in loco
Sapiens/MEC – Sistema de Acompanhamento de Processos das Instituições de Ensino Superior
Portaria MEC N° 4.059/04 (que trata da oferta de 20% da carga horária dos cursos superiores na modalidade semipresencial)
Portaria MEC N° 873/06 (autoriza em caráter experimental, as Instituições Federais de Ensino Superior para a oferta de cursos superiores a distância)
Fonte: Portal do Ministério da Educação

13.007 – Mega Memória Economia – Governo Sarney quase deixa povo de tanga com o Plano Cruzado


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Com o arrocho das prestações de 24 para 4 e o sumiço dos produtos das prateleiras ficou muito difícil comprar alguma coisa.
A ideia no papel até que era boa:
O plano Cruzado foi um plano econômico lançado durante o governo de José Sarney. O plano foi criado em 1986 pelo ministro da Fazenda (Dilson Funaro), o Brasil vivia um grande estado de euforia (grandes inflações, eleições, escassez de alguns produtos…). Foi um ano conturbado, pois em 1985 havia morrido o presidente eleito Tancredo Neves.
As principais medidas tomadas pelo plano Cruzado foram:
– A moeda corrente brasileira que era o Cruzeiro foi transformada em Cruzado, seguido de sua valorização (O cruzado valia 1000 vezes mais);

– Congelamento dos preços em todo o varejo, os quais eram fiscalizados por cidadãos comuns (fiscais do Sarney);
– Antecipação do salário minímo (O governo garantia a antecipação de parte do salário minímo visando assim estimular o consumo);
– Correção automática do salário para acompanhar a inflação.
O plano foi um fracasso, principalmente devido a:
– O principal motivo de fracasso do plano foi o congelamento de preços, que fez a rentabilidade dos produtores cairem para perto de zero quando não faziam os mesmos ter prejuízo, a falta de mobilidade de preços fez os produtos ficarem ausentes do mercados e até leite não era mais encontrado para se comprar, foi a época dos consumidores fazerem “estoque” de produtos em casa;
– O governo não era responsável o suficiente para controlar seus gastos, além de fazer o país perder grandes quantias de reserva internacional;
– A proximidade das eleições fez com que o governos tomasse algumas atitudes populistas, evitando tomar atitudes impopulares para garantir a sobrevida do plano Cruzado.

12.924 – Mega de ☻lho no Mundo – Donald Trump é eleito presidente dos EUA


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O resultado contrariou a maioria das pesquisas, que, até a linha de chegada, o pintavam como uma zebra.
O empresário republicano será o primeiro presidente dos EUA sem uma carreira política, o mais velho já eleito e também o mais rico.
‘Lamento não termos ganho esta eleição’, diz Hillary em seu primeiro discurso
Em seu primeiro discurso, a candidata democrata Hillary Clinton pediu desculpas por não ter vencido o pleito para Presidência dos EUA e afirmou que “devemos aceitar o resultado”, informa Anna Virginia Balloussier, de Nova York.
“Lamento não termos ganhado esta eleição”, disse Clinton na abertura de seu discurso. “Nós apreciamos a transferência pacífica do poder. Nós devemos defender os valores americanos. O sonho americano é grande o suficiente para todos.”
Fogos de artifício já estavam a postos no local. Espatifariam, literalmente, o “telhado de vidro” ao qual Hillary se refere para falar dos limites impostos ao avanço feminino no país.
Ao virar a primeira mulher candidata à Casa Branca por um grande partido, ela comemorou ter provocado uma rachadura nessa barreira invisível no plano físico, mas tão real num país onde mulheres ganham em média US$ 0,64 para cada dólar faturado por homens para trabalhos similares (no Brasil é pior: US$ 0,48 para US$ 1, segundo o mesmo relatório do Fórum Econômico Mundial).
“Para todas as mulheres, sobretudo as meninas, que apostaram em mim, saibam que nada me fez mais orgulhosa do que ser sua campeã. Sei que a gente ainda não estilhaçou aquele teto de vidro. Mas, um dia, alguém vai. E espero que aconteça mais cedo do que hoje imaginamos.”

12.858 -Yahoo é acusada de repassar e-mails de usuários ao governo dos EUA


yahoo
A empresa de tecnologia Yahoo pode ter desenvolvido um programa para escanear os e-mails pessoais de seus usuários. Em matéria exclusiva publicada pela Reuters, fontes relacionadas ao caso afirmam que o conteúdo dos e-mails foi repassado ao serviço de inteligência americana.
Por ordem da Agência de Segurança Nacional (NSA) ou do FBI, segundo dois ex-funcionários da empresa e uma terceira fonte anônima, centenas de milhões de contas foram escaneadas em 2015 pela Yahoo.
Alguns especialistas em vigilância afirmam que a suspeita representa o primeiro caso revelado de uma organização que concorda com o pedido de uma agência de espionagem para repassar mensagens pessoais recebidas.
Segundo a Reuters, não se sabe quais informações específicas as agências buscavam, apenas que um conjunto de termos fazia parte da investigação. “A Yahoo é uma empresa cumpridora da lei e está em conformidade com as leis dos Estados Unidos”, afirmou a empresa em comunicado.
A agência de notícias não conseguiu determinar quais dados a empresa chegou a entregar às autoridades ou se o pedido também foi feito a outras corporações.