13.996 – Economia a Passo de Tartaruga – O Brasil está em 40º lugar entre os que mais crescem


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No topo da lista das economias que mais crescem no mundo, figuram as Filipinas e a China, ambos com expansão de 6,8% no trimestre passado, que são seguidos pela República Dominicana (6,4%), Malásia (5,4%) e Egito (5,4%).

O Chile é país sul-americano mais bem posicionado, no 14º posto, depois de crescer 4,2% nos primeiros três meses do ano. O Peru, com alta de 3,2% no PIB, é o 22º, e a Colômbia, com 2,2%, a 33ª.
Segundo levantamento feito pela agência de classificação de risco Austin Rating, o crescimento da economia brasileira no período igualou-se ao do Reino Unido (1,2%) e superou apenas o do Japão (0,9%) e Noruega (0,3%).
Crescimento X Poluição
A maior economia da Ásia, a China, é conhecida há tempos pelo céu poluído. Mas atualmente a vizinha Índia trava uma batalha ainda maior contra a poluição: o país do sul da Ásia abriga as 10 cidades mais poluídas do mundo. Nos arredores da capital da Índia, Nova Déli, Kusum Malik Tomar conhece o preço pessoal e econômico de respirar esse ar, um dos mais tóxicos do mundo. Aos 29, ela descobriu que a poluição é a provável causadora do câncer que cresce em seus pulmões. Ela nunca tocou em um cigarro. O marido, Vivek, vendeu terras para pagar o tratamento. Eles pediram dinheiro emprestado para a família. As economias deles lentamente desapareceram. “O governo está pensando no crescimento econômico do país, mas as pessoas estão morrendo de doenças ou sofrendo de doenças”, afirmou. “Como é possível crescer economicamente quando, dentro do país, os cidadãos têm problemas econômicos devido à poluição do ar?”
A Índia tem dificuldades há tempos para implementar o tipo de abordagem nacional coordenada que ajudou a China a reduzir a poluição. O governo do primeiro-ministro Narendra Modi está promovendo novas iniciativas que começam a combater esse ar prejudicial. Mas qualquer vitória teria que ser suficiente para se sobrepor a outras facetas do crescimento desenfreado da Índia, da poeira deixada pelos milhares de novos canteiros de obras à fumaça de milhões de carros novos.
Se fossem implementadas políticas rigorosas de combate à poluição, os cidadãos e o governo da Índia seriam muito mais ricos. Segundo cálculos do Banco Mundial, os gastos em saúde e a perda de produtividade causados pela poluição custam à Índia cerca de 8,5 por cento do PIB. Diante do tamanho atual de US$ 2,6 trilhões, a fatia equivale a US$ 221 bilhões por ano.
A Índia é atualmente a grande economia que mais cresce no mundo e a economia chinesa, de US$ 12,2 trilhões, é cinco vezes maior. O país do sul da Ásia ainda tenta desesperadamente promover a manufatura básica, o que pode piorar a poluição, disse Raghbendra Jha, professor de economia da Universidade Nacional da Austrália.

13.865 – Mega Elefante Branco – O hotel de luxo que virou prisão de guerra e morada de sem-teto


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Inaugurado em 1955 na cidade de Beira, mil quilômetros ao sul de Maputo, a capital de Moçambique, o Grande Hotel era um dos mais sofisticados da África. Com traços curvilíneos às margens do Índico, tinha piscina olímpica, grandes escadarias, restaurantes, cinema e 122 quartos, além de um cassino, que nunca chegou a funcionar (Moçambique ainda era uma colônia de Portugal, que proibia o jogo). Apesar (ou por causa) da pompa, o hotel não atraía muita gente e o negócio logo se mostrou pouco rentável.
Em 1963, o hotel passou a ser usado apenas para grandes eventos. A última festa particular foi o Réveillon de 1981. Durante a Guerra Civil Moçambicana (1977-1992), ele serviu de base militar e cadeia para presos políticos. Após o conflito, o Grande Hotel foi abandonado, mas, com o tempo, pessoas sem moradia o ocuparam. Hoje, ele conseguiu o que não alcançou nos primeiros anos: está lotado, com 3,5 mil moradores.
Não há água encanada, luz elétrica nem saneamento básico. As enormes rachaduras nas paredes deixam claro que há risco de acidentes. Nos arredores do prédio (e até nos corredores), barraquinhas vendem produtos como açúcar, ovos, biscoitos, legumes e frutas. A antiga piscina olímpica hoje serve como uma grande lavanderia. A pobreza não é muito diferente de boa parte do país, que tem o 5º pior IDH do mundo.
Os moradores do hotel não pagam aluguel, mas, como em outras ocupações, há regras. Na falta de um serviço de coleta de lixo, é proibido jogar resíduos nas áreas comuns. Quem brigar ou causar qualquer tipo de tumulto leva uma advertência, e pode acabar banido se repetir a infração. Aqueles que agredirem mulheres ou crianças podem ser expulsos imediatamente.
Algumas famílias vivem no hotel há três gerações. Casais, idosos e crianças subdividem quartos com colchões. Mas as pessoas não ocupam apenas os leitos. Tem gente vivendo nos bares e até sob as escadas, que podem abrigar famílias inteiras. Hoje, 26 anos depois do fim da guerra, mais da metade da população do Moçambique vive com menos de US$ 60 por mês – abaixo da linha da pobreza, segundo o Banco Mundial.

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13.606 – Os Robôs Estão Chegando – Automação vai mudar a carreira de 16 milhões de brasileiros até 2030


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Além das já conhecidas ameaças geopolíticas e ambientais, as transformações do mercado de trabalho também ganharam lugar de destaque na agenda do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.
Só no Brasil, 15,7 milhões de trabalhadores serão afetados pela automação até 2030, segundo estimativa da consultoria McKinsey.
No mundo, no período entre 2015 e 2020, o Fórum Econômico Mundial prevê a perda de 7,1 milhões de empregos, principalmente aqueles relacionados a funções administrativas e industriais.
A avaliação de especialistas da área é que o mercado de trabalho passa por uma grande reestruturação, semelhante à revolução industrial. A diferença é que agora tudo acontece muito mais rápido: desde 2010, o número de robôs industriais cresce a uma taxa de 9% ao ano, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT).
No Brasil, cerca de 11.900 robôs industriais serão comercializados entre 2015 e 2020, segundo a Federação Internacional de Robótica.
A Roboris, que tem entre seus clientes a Embraer, é uma das fornecedoras que atuam no país. Segundo o presidente da empresa, Guilherme Souza, 30, o interesse da indústria brasileira pela automação vem crescendo.
No mundo, entre 400 milhões e 800 milhões serão afetados pela automação até 2030, a depender do ritmo de avanço tecnológico, segundo a McKinsey. Isso equivale a algo entre 11% e 23% da população economicamente ativa global, calculada pela OIT em 3,5 bilhões de pessoas.
Isso não significa que todos perderão o emprego, mas que serão impactados em algum grau, que vai de desemprego a ter um “cobot” (colega de trabalho robô com quem divide as funções).
O Fórum Econômico Mundial, por exemplo, projeta um aumento na demanda nas áreas de arquitetura, engenharia, computação e matemática, entre outras.
Esse incremento de vagas, contudo, não será suficiente para absorver quem perdeu o trabalho em outros setores, além de exigirem alta qualificação, avalia a organização.
Nesse cenário de extinção grande de trabalhos que exigem pouca qualificação e criação de um número menor que exige muita, a tendência é de aumento da desigualdade, alerta a OIT.
O fim de funções hoje exercidas pela população de baixa e média renda vai gerar desemprego e pressionar para baixo o salário das que restarem, diante da massa de pessoas buscando trabalho.
Mesmo quem tem uma visão mais positiva sobre o futuro, como a McKinsey, sugere a criação de uma renda básica universal (principal bandeira do petista Eduardo Suplicy) como uma opção diante do enxugamento de vagas de menor qualificação.
Um sintoma já perceptível desse processo é a queda ou estagnação da renda fruto de salários e capital em dois terços dos lares das economias avançadas entre 2005 e 2014, maior retrocesso desde os anos 1970, diz a consultoria.
Um caminho para contornar o problema é treinar a força de trabalho para que aqueles de menor qualificação profissional não fiquem para trás, diz o diretor da OIT.
Estudo na Unicef divulgado em dezembro alerta para o risco da tecnologia digital transformar-se em um novo motor de desigualdade. Embora 1 em cada 3 usuários da internet seja uma criança, há ainda 346 milhões de jovens sem acesso ao mundo digital.
Segundo pesquisa feita pelo Fórum Econômico Mundial com diretores das áreas de recursos humanos em empresas de 15 países, 44% deles acreditam que o maior impacto no mercado hoje vem das mudanças no ambiente de trabalho, como home office, e nos arranjos flexíveis, como contratação de pessoas físicas para trabalhar por projeto (a chamada “pejotização ). O percentual é semelhante entre os brasileiros (42%).
Outra forma emergente de trabalho são os relacionados à “gig economy”, como plataformas online e aplicativos –programadores freelance e motoristas de Uber entram nessa categoria.
A tendência é de que as empresas reduzam ao máximo o número de empregados fixos dentro do contrato tradicional, terceirizando para consultores o que for possível como forma de redução de custos e ganho de eficiência, segundo o Fórum Econômico Mundial.
Assim, embora a tecnologia gere uma demanda por novas atividades altamente qualificadas, como programação de um aplicativo, a probabilidade é que as empresas terceirizem a função, em vez de contratar diretamente esse profissional.
Um desafio extra para o Brasil é que ele precisa começar a lidar com essas questões novas ao mesmo tempo em que ainda não resolveu problemas antigos, como o alto índice de informalidade, que voltou a subir durante a crise e hoje atinge 44,6% dos trabalhadores, segundo o IBGE.
É preciso estender a cobertura da legislação ao “velho” e ao “novo” mercado, Salazar-Xirinachs, diretor regional da OIT para a América Latina e Caribe.

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13.604 – Mal das Pernas – Recuperação do nível de emprego ainda será lenta em 2018


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O desemprego deve continuar caindo em 2018, mas em velocidade menor. A redução de ritmo será influenciada pelo aumento da procura por emprego – pessoas que tinham desistido de achar uma vaga voltarão a tentar a sorte no mercado de trabalho.
Com a recessão na economia, a taxa de desemprego quase dobrou em três anos, indo de um patamar mínimo histórico no fim de 2014 para mais de 13,3% no início de 2017. Desde então, o indicador que calcula a quantidade de pessoas que não conseguiram emprego em relação ao total da população em condições de trabalhar vem caindo. A última leitura, de novembro, indicava 11,9%, e as estimativas indicam que deve subir para mais de 12% em dezembro, cuja divulgação será feita pelo IBGE no fim de janeiro.
A avaliação é que esse movimento de queda vai permanecer em 2018, impulsionado pela forma como a economia está se recuperando: sustentada no aumento do consumo das famílias – efeito que deve se refletir na indústria pelo aumento da demanda por produto.
Para Carlos Henrique Corseuil, do Ipea, é importante notar que mesmo com mais busca, a recuperação tem se refletido no mercado de trabalho. “Tem mais gente participando do mercado de trabalho e, mesmo assim, o desemprego tem caído”, disse.
O país voltou a registrar aumento na atividade no último ano, após dois anos em queda, e a aposta dos economistas é de que a produção do país crescerá 2,69%, segundo o último Boletim Focus. “Setores ligados ao consumo costuma ser intensivos na contratação de mão de obra”, afirma Gustavo Arruda, economista do BNP Paribas.
Um problema é que o ritmo ainda está baixo e deve ter mais gente procurando emprego, com o fim do que os economistas chamam do “efeito desalento”. Quando a situação está difícil, uma parcela dos desempregados deixa de procurar emprego porque o mercado fica menor, o que reduz a taxa de desocupação.
Além do contingente que deve voltar a procurar emprego, existe outro grupos de pessoas que deve aumentar na busca por vagas, o de pessoas que chegaram à idade de trabalhar. Segundo o economista Bruno Ottoni, do Ibre/FGV, esse movimento acontece sempre, e o crescimento da economia tem que ser forte o bastante para absorver tanto quem chega quanto quem já estava desempregado. “Um crescimento na casa de 3% já começa a entrar na esfera de robusto. O necessário para uma queda mais significicativa talvez seria em torno de 4%”, estima.
Para o especialista, a taxa de desocupação (pessoas procurando emprego em relação ao total da força de trabalho) deve subir no começo de ano, como sempre ocorre neste período, chegando a 13,4% em março. Depois, deve cair e fechar o ano em 11%.

Mudanças na ocupação
A queda no desemprego até agora tem sido puxada pelas informalidade e pelo trabalho por conta própria. Para Rodolfo Margato, economista do Santander, deve haver migração desse tipo de ocupação informal para o trabalho com carteira assinada. “Num primeiro momento, em saídas de recessão, é normal haver crescimento de emprego informal. Mas o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Empregados, do Ministério do Trabalho) também indica uma criação líquida de vagas formais”, explica.

Reforma trabalhista
Em relação aos efeitos da reforma trabalhista, que o governo alardeava que elevaria o número de empregos formais, os especialistas ainda têm dúvidas sobre seu efeito no curto prazo.
Em novembro, foram criadas apenas 3.120 vagas de emprego intermitente, modalidade criada na nova lei trabalhista. Segundo os especialistas, a reforma trabalhista deve ter mais resultados conforme dúvidas sobre a legalidade de alguns itens for resolvida, e houver mais segurança jurídica. “É difícil alguém falar que a reforma trabalhista vai atrapalhar”.

13.452 – Economia – A Crise Não Chegou em Rondônia


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A crise econômica que se arrasta há quase uma década tem tirado a confiança do empresariado, gerado desemprego e levado vários estados brasileiros ao colapso financeiro. Esse cenário, no entanto, é bem diferente da realidade de Rondônia, estado com DNA agropecuário que cresce de forma constante desde 2011 e que fechou o ano de 2016, um dos piores da história recente do Brasil, com um aumento de 4,7% no PIB. As perspectivas para os próximos anos são ainda mais animadoras, o que tem atraído empresários dos mais variados segmentos, desde produtores rurais até indústrias processadoras, passando por fornecedores de insumos, logística e serviços e executivos altamente qualificados.
O cultivo de café, cacau, soja e milho, além da suinocultura, também tem crescido substancialmente nos últimos anos, sempre de forma sustentável, especialmente por conta da qualificação de pequenos produtores e da adoção de tecnologias que possibilitam o aumento da produtividade no campo.

Isenções fiscais e logística privilegiada também fazem parte do pacote de atrativos do estado de Rondônia. Existem incentivos para os mais diversos segmentos, que vão da doação de terrenos públicos ao desconto de até 85% do ICMS. “Um exemplo é a linha de crédito especial para pequenos frigoríficos com abate de até 100 cabeças por dia, com juros subsidiados pelo Banco da Amazônia. Também há incentivos para o ramo de curtumes, já que hoje quase todo o couro produzido em Rondônia é processado fora do estado”.
Outra atividade que vem atraindo cada vez mais investimentos no estado é a suinocultura, impulsionada principalmente pela crescente oferta de grãos na região. O exemplo do criador Rudi Deros é emblemático. O empresário, que deixou Santa Catarina rumo ao município de São Miguel do Guaporé há 13 anos levando consigo 20 matrizes, hoje comanda uma produção totalmente verticalizada, com um plantel de 230 reprodutoras. Em uma propriedade de 600 hectares, planta os grãos que alimentam os animais, cerca de 20% da produção, e vende o excedente para as tradings da região. Graças aos incentivos do estado, também construiu um frigorífico, onde abate os suínos. “Rondônia é uma terra de oportunidades. Como pequeno agropecuarista, eu vi muitas vantagens, como terras férteis, clima favorável e uma demanda muito grande por carne de porco. Isso nos dá competitividade”, afirma Deros.
Existem também outras iniciativas interessantes do governo no sentido de fomentar a produção na região, especialmente nas áreas de piscicultura e cafeicultura. O estado, que colhe atualmente 2,1 milhões de sacas de café por ano, tem como objetivo produzir 4 milhões de sacas até o fim de 2018. Para isso, vem subsidiando a substituição de cafezais antigos, cuja média de produtividade é de apenas 20 sacas por hectare, por variedades muito mais produtivas desenvolvidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que podem render até 160 sacas por hectare. Já a piscicultura é vista como atividade com maior potencial de crescimento em Rondônia. A expectativa do governo é que a produção de peixes alcance 200 000 toneladas nos próximos cinco anos, um volume considerável, mas ainda distante do potencial do estado, estimado em até 1 milhão de toneladas por ano.

A localização privilegiada, porém, tem despontado como principal diferencial competitivo de Rondônia. Com fácil acesso à nova Rodovia Transoceânica, que liga o Brasil ao Oceano Pacífico, a rota permite às empresas estabelecidas no estado fácil conexão a mais de 150 milhões de consumidores localizados nos países andinos, como Peru, Bolívia, Chile, Equador e Venezuela, além do Suriname. São todos pouco industrializados e importam, juntos, cerca de 192 bilhões de dólares por ano – atualmente, o Brasil responde por somente 8,5% dessas importações. “A incompetência do nosso país em abastecer os vizinhos é absurda. O lado positivo é que existe um potencial gigantesco para as empresas brasileiras explorarem”, completa o economista Valdemar Camata Júnior, superintendente do Sebrae em Rondônia.

13.414 – Economia – Indústria da reciclagem se Recupera da Recessão


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A crise financeira de 2008 “afetou, tanto nos Estados Unidos quanto na Europa” o setor de reciclagem de metais, que representa entre 70% e 80% do total de materiais reciclados no mundo, admitiu o sueco Grufman, que participa na convenção anual do BIR, celebrada em Miami, Flórida (sudeste dos Estados Unidos).
A compra de ferro-velho e restos de aço foi, em 2008, de 335 milhões de toneladas, para um ano depois cair para 265 milhões. Em seguida, foi subindo sutilmente até se situar em 375 milhões de toneladas em 2013, segundo cifras do BIR, com sede em Bruxelas.
“Estou certo de que nossa indústria em dez anos terá superado o nível que tinha antes da crise”, disse Grufman.
Quanto à América Latina, o presidente do BIR disse que, com exceção do Brasil, que “se situa quase no mesmo nível dos Estados Unidos e desenvolve rapidamente sua indústria da reciclagem”, a região está muito atrasada.
“Não há desenvolvimento técnico, não há demanda de material reciclado”, disse.
O especialista reforçou que a indústria de coleta de lixo “tende a ser um pouco corrupta” na região.
Esta realidade é algo “do que nossos amigos na América Latina devem se distanciar porque está atrapalhando uma indústria da reciclagem limpa e racional”, disse.
Apenas 60 dos membros do BIR são latino-americanos, a maioria, brasileiros.
Segundo um novo relatório da Agência Europeia do Ambiente, a taxa de reciclagem dos países europeus aumentou 21% entre 2001 e 2010. Atualmente, 35% de todo o lixo gerado nas cidades ganha vida nova e ainda gera receita: a boa gestão de resíduos sólidos da União Europeia já rende 1% do PIB do bloco. Na ponta do lápis, trata-se de um mercado que emprega 2 milhões de pessoas e rende 145 bilhões de euros por ano. Mas muitos países ainda precisam ir além, a fim de atender as metas mandatórias ambiciosas do bloco, que determinam uma taxa de reciclagem de lixo urbano de 50% até 2020. Cinco deles já chegaram lá. Na Áustria, Alemanha, Bélgica, Holanda e Suíça, a vontade política e a participação civil deram um novo valor ao lixo. Exemplos que devem inspirar o Brasil, que recicla apenas 13% de seus resíduos urbanos.
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(E-magic/Flickr)São Paulo – Segundo um novo relatório da Agência Europeia do Ambiente, a taxa de reciclagem dos países europeus aumentou 21% entre 2001 e 2010. Atualmente, 35% de todo o lixo gerado nas cidades ganha vida nova e ainda gera receita: a boa gestão de resíduos sólidos da União Europeia já rende 1% do PIB do bloco. Na ponta do lápis, trata-se de um mercado que emprega 2 milhões de pessoas e rende 145 bilhões de euros por ano. Mas muitos países ainda precisam ir além, a fim de atender as metas mandatórias ambiciosas do bloco, que determinam uma taxa de reciclagem de lixo urbano de 50% até 2020. Cinco deles já chegaram lá. Na Áustria, Alemanha, Bélgica, Holanda e Suíça, a vontade política e a participação civil deram um novo valor ao lixo. Exemplos que devem inspirar o Brasil, que recicla apenas 13% de seus resíduos urbanos.

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Lixo produzido por pessoa/ano: 591 kg

Taxa de reciclagem em 2001: 57.3%

Taxa de reciclagem em 2010: 62,8 %

Crescimento: 5,5%

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13.175 – Sócio Economia – Desemprego atinge número recorde de 13,5 milhões de pessoas


Observação: Dados conservadores

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De volta a hora do pesadelo
A taxa de desemprego atingiu 13,2% no trimestre encerrado no mês de fevereiro, e registrou um novo recorde. O número representa 13,5 milhões de pessoas que não conseguiram trabalho no período. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira. O total de desempregados é 1,4 milhão maior que o verificado no trimestre anterior e 3,2 milhões superior ao mesmo trimestre de 2016.
No trimestre anterior (de setembro a novembro), a taxa de desemprego estava em 11,9%. E um ano atrás (de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016), o instituto verificou que o total de desocupados era de 10,2%.
Há duas semanas, o governo havia anunciado – em evento que contou excepcionalmente com a presença do presidente Michel Temer – a criação de 35.612 vagas em fevereiro, depois de 22 meses seguidos de queda. A diferença entre o dado positivo do dia 16 e o negativo divulgado hoje é que tratam-se de duas formas diferentes de medir o emprego.
A criação de vagas em fevereiro foi vista no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, e que registra a diferença entre admissões e demissões formais nas empresas. Já a taxa de desemprego divulgada hoje, do IBGE, leva em conta o número de pessoas que buscavam uma colocação, mas não conseguiram vaga.

Setores
O IBGE registrou queda na ocupação dos segmentos de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (redução de 702.000 pessoas) e na indústria geral (menos 225.000 pessoas). Houve altas nos setores de alojamento e alimentação (169 .000) e informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (215.000 pessoas). Os demais grupamentos se mantiveram estáveis.
Ainda sobre setores, a agricultura e a construção registraram os menores contingentes de trabalhadores desde 2012 – de 8,8 milhões e 6,9 milhões, respectivamente. Em sentido inverso, o setor de alojamento e alimentação tiveram o maior número de ocupados da série, com 5 milhões de trabalhadores.
Em relação a rendimento, o IBGE indica que o único setor em que houve aumento no trimestre foi o de empregados no setor público, com alta de 3,2%. Na média, o rendimento dos trabalhadores teve variação considerada como estável, passando de 2.049 reais para 2.068 reais.

13.123 – Chamadas de telefone fixo para móvel ficam mais baratas


A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) anunciou que as chamadas de telefone fixo para móvel devem ficar mais baratas a partir de 25 de fevereiro.
A redução deve ser de 16,49% a 19,25%, de acordo com cada empresa de telefonia fixa. As ligações interurbanas também devem cair entre 7,05% e 12,01%.
O reajuste vale para ligações entre operadoras diferentes —do fixo da Telefônica para um celular da Claro, por exemplo.
Os assim chamados “valores de interconexão”, o valor que uma empresa cobra de outra pelo uso da rede, vão continuar caindo paulatinamente até 2019, conforme decisão da Anatel de 2014.

13.122 – Economia – Governo põe mel na boca do povo e depois fel


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Com o calendário para pagamento do FGTS, contas inativas
Era bom demais para ser verdade, mas com o pretexto de não congestionar as agências bancárias, a Caixa cria uma tabela no mínimo questionável, com a liberação para março apenas dos nascidos em janeiro e fevereiro, por exemplo.
A partir de 10 de março, mais de 30 milhões de trabalhadores terão direito a retirar o dinheiro.
De acordo com o governo, são mais de R$ 43 bilhões parados nessas contas e o governo calcula que, desse total, R$ 34 bilhões serão sacados por trabalhadores.
Mais da metade dos trabalhadores tem, no máximo, R$ 500 para sacar, segundo o governo. Outros 24% têm saldo entre R$ 500 e R$ 1.500. Os dois grupos representam 80% do total de pessoas com direito a sacar o dinheiro. Os demais têm mais de R$ 1.500 a receber.
Antes, só tinha direito a sacar o FGTS de uma conta inativa quem estivesse desempregado por, no mínimo, três anos ininterruptos. Agora, a pessoa que pediu demissão ou foi demitida por justa causa até 31 de dezembro de 2015 vai poder sacar o saldo que ficou na conta.
Quem tem direito ao saque de contas inativas do FGTS?
Tem direito a sacar o dinheiro do FGTS quem tem saldo em uma conta inativa até 31 de dezembro de 2015. Uma conta fica inativa quando deixa de receber depósitos da empresa devido à extinção ou rescisão do contrato de trabalho. O trabalhador deve estar afastado do emprego pelo menos desde o fim de 2015.
O trabalhador, no entanto, não pode sacar o FGTS de uma conta ativa, ou seja, que ainda receba depósitos pelo empregador atual.
Estou empregado. Posso retirar o dinheiro mesmo assim?
Sim. Quem está atualmente empregado pode sacar o valor de uma conta inativa, desde que o afastamento do emprego anterior tenha ocorrido até 31 de dezembro de 2015.
Tenho várias contas inativas. De quais eu posso sacar o dinheiro?
É possível sacar o dinheiro de todas as contas inativas, ou seja, aquelas que deixaram de receber os depósitos do empregador por extinção ou rescisão do contrato de trabalho, desde que o afastamento dos empregos anteriores tenha ocorrido até 31 de dezembro de 2015.
Como faço para consultar o meu saldo?
O trabalhador pode consultar o saldo pelo site da Caixa ou do próprio FGTS e através de aplicativo para smartphones e tablets (com versão para Android, iOS e Windows). É possível ainda fazer um cadastro para receber informações do FGTS por mensagens no celular ou por e-mail.
No aplicativo, é preciso informar o número do NIT e a senha criada para o acesso pela internet. Se ainda não tiver senha, é preciso clicar em “Primeiro Acesso”.
No site da Caixa, é preciso informar o NIS (PIS/Pasep), que pode ser consultado na carteira de trabalho, e usar uma senha cadastrada pelo próprio trabalhador. É possível usar ainda a senha do Cartão Cidadão. A página oferece a opção de recuperar a senha, mas é preciso informar o NIS. O serviço mostra dados cadastrais e lançamentos feitos na conta nos últimos seis meses.
O beneficiário pode ainda consultar seu extrato do FGTS presencialmente no balcão de atendimento de agências da Caixa. Também é possível ir a um posto de atendimento e fazer a consulta utilizando o Cartão Cidadão, desde que tenha em mãos a senha. Em caso de problema com essa senha, o trabalhador precisa comparecer a uma agência da Caixa para regularizá-la.
Poderei sacar o dinheiro todo de uma vez?
Sim, não haverá limite para o saque. O trabalhador, se quiser, poderá sacar todo o valor que tem na conta inativa. Com o Cartão Cidadão, poderá ser sacado até R$ 3.000,00 no caixa automático, correspondentes bancários ou nas lotéricas. Valores superiores podem ser sacados no caixa, dentro da qualquer uma das agências da Caixa, quando o valor for liberado. Mas quem não tem o Cartão Cidadão também poderá sacar o dinheiro.
Qual será a documentação necessária para o saque?
Os trabalhadores que não possuem Cartão Cidadão ou que possuem o cartão, mas irão sacar valor superior a R$ 3.000, poderão sacar o FGTS em qualquer uma das agências da Caixa, com seus documentos pessoais, CTPS e o nº do PIS. Quando forem divulgadas as condições definitivas para o saque, será informado se houver necessidade de outros documentos.
A Caixa prevê que com a liberação dos saques, cerca de 3 milhões de pessoas a mais passem a procurar as agências ao mês. Por isso, está trabalhando para atualizar os dados dos beneficiários e espera que os trabalhadores entrem no site do banco e atualizem seus cadastros e já verifiquem se os dados ali estão corretos. O banco quer incentivar ainda os beneficiários a se cadastrarem no site da Caixa para receber informações sobre o FGTS via SMS.
Com isso, espera diminuir a procura nas agências. O banco pretende implantar um sistema em que o beneficiário poderá receber por meio de SMS informações personalizadas, como necessidade de corrigir o nome da mãe ou do pai no cadastro do NIS (PIS/Pasep), por exemplo. Esse tipo de atualização poderá ser feito pelo site, sem necessidade de ir à agência.

Juros irrisórios
O FGTS rende 3% ao ano mais a taxa referencial (TR), enquanto a poupança rende 6,17% ao ano mais a TR. Em 2016, o rendimento financeiro da poupança foi de 8,3%. Já o do FGTS foi de 5,01%, abaixo da inflação oficial de 2016, que foi de 6,29%.

12.567 – Contra Mão da Crise – Turismo espacial pode ser realidade em 2018 com passagens milionárias


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Diversas companhias estão em vias de iniciar suas operações para levar viajantes (ou astronautas amadores) ao espaço.
À frente da fila está a Virgin Galactic, do bilionário britânico Richard Branson. Depois de um acidente que atrapalhou os planos da companhia, em 2014, com a perda de sua primeira espaçonave e a morte de um piloto, a empresa espera iniciar as operações comerciais até 2018.
Em fevereiro, a Virgin apresentou sua nave redesenhada, a VSS Unity, que passa por testes. A empresa opera em Mojave, na Califórnia, e já vendeu cerca de 700 passagens antecipadas desde 2004.
Dessas, cerca de dez foram compradas por brasileiros. O primeiro da fila é Marcos Roberto Palhares. “O próprio Branson está ansioso para embarcar no primeiro voo”, diz. Palhares é sócio do astronauta brasileiro Marcos Pontes em uma agência de turismo que comercializa passagens para esses voos por US$ 250 mil (R$ 868 mil).
As naves da Virgin são capazes de voos suborbitais, o que significa dizer que apenas chegam à fronteira do espaço, a 100 quilômetros de altitude, e depois retornam à Terra, sem entrar em órbita.
O percurso vai durar, em média, duas horas. Do alto, é possível ver a escuridão do espaço e a curvatura da Terra. Quando a nave atinge a altura máxima, os motores são desligados e o veículo entra em queda livre. Isso fornece a sensação de ausência de peso típica das missões espaciais, mas só durante três ou quatro minutos.
Com o mesmo perfil, mas usando foguete e cápsula em vez de veículos com asas, a empresa Blue Origin ameaça tomar a dianteira da empresa de Branson na reta final.
Financiada pelo magnata norte-americano Jeff Bezos, dono da Amazon, a Blue Origin já está testando seu sistema, batizado de New Shepard, e realizou três voos não tripulados com sucesso. O cronograma prevê o primeiro voo com piloto em 2017 –e viagens de turismo em 2018.
A Blue Origin faz seus voos no Texas, bem longe do centro espacial norte-americano, o Cabo Canaveral e o Kennedy Space Center, que ficam na Flórida, a menos de uma hora de Orlando, e de onde partem a maior parte das naves rumo ao espaço.
Perto de lá só a SpaceX, que planeja viagens à órbita terrestre e até além dela. A empresa já tem contrato com a Nasa para transportar astronautas até a Estação Espacial Internacional já a partir do ano que vem.
Embora esse apoio ajude a SpaceX a garantir sistemas mais robustos para a empreitada, essas viagens são muito mais caras do que os planos de suas concorrentes –um voo orbital exige 30 vezes mais energia que um suborbital. Dificilmente a passagem sairá por menos de dezenas de milhões de dólares.
Contudo, a empresa já mostrou que tem potencial para usar o foguete Falcon Heavy e sua cápsula tripulada Dragon para enviar turistas ao redor da Lua –a um preço que só magnatas conseguirão pagar.
Mas esses lançamentos vão realmente acontecer? Uma coisa é enviar pilotos militares escalados pela Nasa, outra é lançar turistas civis.

12.271 – Mega de olho na crise – Desemprego nas metrópoles sobe para 7,6% em janeiro, indica IBGE


A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do país avançou para 7,6% em janeiro, acima dos 6,9% verificados em dezembro do ano passado, informou o IBGE nesta quinta-feira (25 de fevereiro de 2016).
Trata-se da maior taxa para o mês desde 2009, quando foi de 8,2%. Na comparação com o mesmo mês do ano passado (5,3%), o índice teve um incremento de 2,3 pontos percentuais.
O resultado veio melhor que as expectativas de economistas e instituições financeiras ouvidos pela agência internacional Bloomberg. O centro das expectativas da taxa de desemprego era de 8% no mês passado.
O aumento de desempregados era esperado, e não só por causa da crise econômica. Normalmente, a taxa cresce no mês por causa da dispensa dos trabalhadores temporários contratados no final do ano.
“Sabemos que em dezembro de cada ano registra-se a taxa mais baixa do ano. E, janeiro, normalmente temos a taxa mais alta. Isso também aconteceu nos anos anteriores”, disse Adriana Beringuy, técnica da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE.

12.180 – Sócio Economia – As crises são o motor da criatividade. Mas não no Brasil


Salário Mínimo e Desemprego no Brasil entre 2003-2015 1
A prefeitura estava com as contas capengando. Então tomou uma medida drástica para economizar no orçamento: acabar com a sua frota de carros oficiais. Para não sacrificar os funcionários que dependiam deles para se locomover durante o trabalho, fez um acordo com uma locadora de veículos. Uma locadora meio diferente, a Zipcar, que aluga seus carros por hora – e que você pode pegar e devolver em vários lugares, igual acontece com bicicletas em qualquer cidade grande pelo mundo.
Agora os funcionários públicos usam os ‘zipcars’, mas só no horário comercial. À noite, os veículos ficam à disposição da população, a preços mais baixos que o normal. Como parte do pagamento, a prefeitura libera vagas de zona azul para a empresa. Se deu certo? Bom, em um ano, economizaram 42% nos custos de transporte. Isso e um bônus de 36% menos emissões de CO2, já que os carros acabam rodando menos. Natural: o incentivo que você, funcionário público, tem para usar um carro pago com dinheiro do contribuinte para levar seu cachorro ao pet shop diminui quando o veículo em questão deixa de ser ‘seu’ – coisa que, aqui entre nós, ele nunca foi mesmo.
A única coisa frustrante nessa história é que o caso não aconteceu no Brasil, nem exatamente numa prefeitura. Foi na subprefeitura responsável pelo distrito de Croydon, em Londres. Mesmo assim, não se trata de algo marginal. Croydon tem 173 mil habitantes – o tamanho de uma cidade média no Brasil.
E o caso serve para ilustrar algo que o nosso país precisa aprender urgentemente: cortar gastos públicos não só com ‘responsabilidade’, mas abraçando inovações que já seriam boas com ou sem crise. É o que aconteceu em boa parte dos EUA depois da quebradeira econômica de 2008. O Estado americano de Utah, ao ver sua arrecadação indo para as cucuias, adotou uma jornada de trabalho alternativa: o atendimento ao público nas repartições passou a ocorrer apenas de segunda a quinta, com os funcionários trabalhando 10 horas por dia – sairia mais barato do que abrir o prédio de segunda a sexta. Com o atendimento começando agora às 7h, ninguém parece ter reclamado de ter um dia a menos para resolver as coisas com o governo. Os funcionários também acabaram gostando de ganhar um fim de semana de três dias sem diminuição de salário. A experiência foi copiada por pelo menos 200 cidades americanas nos anos seguintes.
A crise também acelera a busca por novas formas de arrecadação, e nem sempre elas são impopulares. O Estado de Washington, por exemplo, viu-se com uma receita extra de US$ 70 milhões depois de legalizar, e taxar, o consumo da maconha recreativa. Os pagantes do novo imposto não reclamaram, naturalmente.
Vários Estados dos EUA também estão aproveitando as vacas magras para cobrar mensalidade em universidades públicas – cobrar dos alunos ricos (e só deles). Outros Estados que sofrem com cortes de orçamento, como a Califórnia, empregam presidiários para pintar estradas. Mais barato que empreiteira.
Se crises servem de alimento para soluções criativas, enfim, o Brasil tem um banquete à sua disposição. Entre 2008 e 2014, os Estados brasileiros fizeram R$ 180 bilhões em novas dívidas. Com a recessão, que se encaminha para uma depressão, governos estaduais e municipais passaram a arrecadar menos em coisas como IPVA, IPTU e ICMS, que dependem bastante do consumo, em queda. Em algumas partes do País não há dinheiro nem para despesas básicas. A gravidade ficou clara no final de 2015, seja no caos da saúde no Rio de Janeiro, ou nos Estados e prefeituras que tiveram de parcelar o décimo terceiro dos funcionários.
Aqui, o receituário para enfrentar essas crises é previsível e pouco diversificado. Usam impostos – criando novos ou aumentando antigos – e aumentam tarifas. É exatamente o que está acontecendo agora: vide os reajustes nas passagens de ônibus, perpetrados em várias capitais, e os aumentos de impostos já engatilhados pelas prefeituras e governos do País todo. Inclusive do governo federal, que só consegue enxergar uma saída para o lodo com uma eventual volta da CPMF, o imposto que carcome o seu dinheiro a cada transação bancária – depositou o dinheiro da diarista na conta dela? Tome CPMF. A diarista mandou dinheiro para o filho dela pagar a faculdade? Mais CPMF.
É feudal. Medidas como essa são o oposto de qualquer significado aplicável à palavra ‘criatividade’. No fundo é o Estado comendo da própria carne. Também vale lembrar que a palavra ‘Estado’ é uma abstração. O dinheiro que vai para os cofres públicos pertence tanto aos governantes quanto um carro oficial pertence a um funcionário público. Ou seja: não pertence. Talvez um bom começo para que saiamos dessa Idade Média fiscal seja trocar o uso de termos como ‘orçamento estadual’ por ‘dinheiro do contribuinte’. É exatamente o que fazem na França, na Inglaterra ou em qualquer outra democracia madura – grana de governo nesses lugares é
taxpayer money, argent des contribuables. Dinheiro do contribuinte. Ponto. Ao transformar impostos e tarifas em fardos para o contribuinte, o governo força esse agente a consumir menos. Nisso, o coitado gera menos impostos. E ainda tem um bônus: essa mesma redução no consumo deprime a economia, fecha empresas e aumenta o desemprego, fazendo a arrecadação de impostos diminuir mais ainda, numa espiral acelerada rumo à barbárie econômica.
E agora? ‘Agora só com um imposto novo, senão o governo quebra’, responderiam alguns dos gênios eleitos por nós para usar sedãs ‘públicos’ de R$ 120 mil e só viajar de jatinho particular, com os R$ 100 mil que custam cada ida e volta sendo pagos com a prata do contribuinte. Isso sem falar nas mordomias para ocupantes de cargos eletivos, que tornam seus salários de R$ 30 mil mera fração dos seus ganhos, ou das superaposentadorias que sustentam uma casta bizarra de nobres. Aí complica, porque é preciso um solo fértil para que crises germinem na forma de soluções criativas. E enquanto não houver moralidade nem no uso ‘não corrupto’ do dinheiro do contribuinte, nosso solo continuará esse latifúndio improdutivo de sempre.

12.158 – Tecnologia cortará 5,1 milhões de empregos nos próximos 5 anos


tecnologia-net
A crescente automação e outros avanços tecnológicos já em andamento deceparão algo em torno de 7,1 milhões de empregos nos próximos cinco anos, número que não será nem remotamente compensado pela criação de 2 milhões de postos de trabalho.
A tecnologia avançada deixará, portanto, um deficit de 5,1 milhões de empregos, informa a pesquisa “O Futuro do Trabalho”, publicada pelo Fórum Econômico Mundial.
O levantamento foi feito em 15 países, Brasil inclusive, que concentram 65% da força mundial de trabalho.
O criador do Fórum, o empresário e professor suíço Klaus Schwab, acaba de lançar livro em que batiza de “Quarta Revolução Industrial” o notável avanço tecnológico cujo impacto no emprego é analisado na pesquisa.

“A 4ª Revolução Industrial, que inclui desenvolvimento em campos antes desconectados como inteligência artificial, robótica, nanotecnologia, impressoras 3D, genética e biotecnologia, causará disseminada perturbação não somente para os modelos de negócios, mas também para o mercado de trabalho nos próximos cinco anos, com enormes mudanças previstas no conjunto de habilidades requeridas para prosperar no novo panorama”
O impacto dessa nova revolução industrial —na verdade, vai muito além da indústria tradicional— variará consideravelmente de setor para setor, prevê a pesquisa, feita com funcionários qualificados do setor de Recursos Humanos e com especialistas em estratégia.

“O setor de saúde é o que sofrerá o maior impacto negativo em termos de empregos nos próximos cinco anos, seguido conjuntamente por Energia e Serviços Financeiros e de Investimento”, diz o texto.
Previsivelmente, o setor que criará mais empregos é o de Tecnologia da Informação e da Comunicação, seguido por Serviços Profissionais, Mídia e Entretenimento.
A pesquisa tratou de saber também como os profissionais interrogados pensavam responder ao desafio. Descobriu que “a mais popular estratégia relativa à força de trabalho, através de todas as indústrias, é investir em requalificar os empregados atuais”.
Também foram apontadas iniciativas como respaldar a mobilidade dos trabalhadores e a rotação no trabalho, atrair (mais) mulheres e talentos estrangeiros, além de oferecer estágios.
Menos popular é a estratégia de empregar pessoal temporário ou virtual.
No caso específico do Brasil, os pontos mais defendidos pelos entrevistados são exatamente a requalificação dos trabalhadores (apontadas por 59%) e a mobilidade (52%).
A pesquisa apurou também, sempre no caso do Brasil, que o maior obstáculo para enfrentar a revolução já em curso é “insuficiente entendimento das mudanças”, item mencionado por 55% dos entrevistados.
Seguem-se “força de trabalho não alinhada à estratégia de inovação” (48%) e “pressão dos acionistas para resultados no curto prazo” (48% também).

12.138 – Cidades – Dentre as 20 cidades mais desenvolvidas do Brasil, nenhuma é capital


IFDM
O estado mais rico da federação é também o que congrega o maior número de cidades com um elevado índice de desenvolvimento, segundo revela um estudo do Sistema Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) divulgado no final do ano passado com dados de 2013.
Dos 431 municípios que possuem um desenvolvimento considerado alto, quase metade está em São Paulo.
Mas é de uma cidade de pouco mais de 30 mil habitantes no sudoeste de Minas Gerais o título de cidade mais desenvolvida do Brasil, segundo o índice.
Em menos de uma década, Extrema (MG) pulou da 569ª posição para o primeiro posto do ranking graças a uma série de avanços nas áreas de Educação e Saúde.
Para se ter uma ideia, a cidade possui um mercado de trabalho com capacidade para empregar 65,7% de sua população em idade ativa ? o dobro da proporção média do país. Mas não é só isso. Extrema também erradicou o abandono escolar no Ensino Fundamental e possui um IDEB médio de 6,1 ? enquanto a média do país é de 4,5.

Do método
O Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal varia de 0 a 1: quanto mais próximo de 1, melhor é o desenvolvimento da cidade.
A nota é calculada segundo a análise de três conjuntos de indicadores.
Em Emprego e Renda, o índice leva em conta o quanto a cidade gera de empregos formais, sua capacidade de absorver a mão de obra local, quanto de renda formal é gerada, os salários médios e a desigualdade social.
Já em Educação, a Firjan analisa o número de matrículas na educação infantil, a proporção de estudantes que abandonam o ensino fundamental, além da distorção idade-série, o número de professores com ensino superior, a média de aulas diárias e o resultado do Ideb no ensino fundamental.
O índice Saúde é calculado, por sua vez, com base no número de consultas pré-natal, óbitos por causas mal definidas, óbitos infantis por causas evitáveis e número de internações sensíveis à atenção básica (ISAB).
Em 2013, o IFDM Emprego e Renda recuou 4,3% e ficou com 0,7023 pontos, a menor nota desde a crise de 2009. Já a área de Educação avançou 2,8% com relação a 2012 e ficou em 0,7615. Os indicadores ligados à Saúde ficaram em 0,7684 – um crescimento de 1,9% em relação ao ano anterior.
Cerca de 60,3% das cidades analisadas tiveram um desempenho considerado moderado no ranking. Apenas 431 municípios possuem um índice de desenvolvimento considerado elevado pelo estudo ? ou o equivalente a 7,8% do total analisado.

12.098 – Desigualdade social aumenta nos EUA


O sonho americano, aquele que prega que se você trabalhar duro e fizer tudo direitinho será recompensado com uma vida de riqueza, pode estar morto. É o que indicam alguns estudos realizados em 2015. De acordo com pesquisadores, os Estados Unidos está ficando cada vez mais desigual.
As pesquisas apontam que isso é uma tendência crescente. A cada ano que passa a situação da desigualdade americana só cresce. A Economic Policy Institute (EPI), uma organização sem fins lucrativos, produziu um estudo que mostra justamente isso. O trabalho aponta que em valores reais, descontando a inflação, o americano médio está ganhando pior do que na década de 1970.
Ao mesmo tempo, os mais ricos estão ainda mais ricos. Baseando-se na lista dos 400 mais ricos da Forbes, a ong Institute for Policy Estudies calculou o que significa o montante de dinheiro que esse seleto grupo detém. O top 20 da lista tem quase o equivalente a metade de toda a população norte-americana (cerca de 152 milhões de pessoas). Somando o patrimônio das 400 pessoas mais ricas dos EUA, chega-se ao equivalente à US$ 2,3 trilhões de dólares – mais do que todo o patrimônio de 36 milhões de famílias americanas.
Mas nem tudo está piorando. O estudo da EPI também aponta que pelo menos a desigualdade salarial entre homens e mulheres tem caído nos últimos 15 anos. Os salários masculinos foram se desvalorizando ao mesmo tempo em que os femininos foram ganhando valor. Mesmo assim, o salário de um homem é em média 25% superior, nos EUA, ao de uma mulher.

10.941 – Brasil deve perder para a Índia o 7º lugar entre as maiores economias


india grafico

O fraco crescimento do Brasil deverá fazer o país perder o posto de sétima maior economia do mundo para a Índia já em 2015. A previsão é da consultoria britânica EIU (Economist Intelligence Unit).
Segundo a EIU, o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro deverá somar US$ 2,12 trilhões em termos nominais neste ano, ante US$ 2,48 trilhões da Índia, que também deixará para trás a Itália, hoje a oitava maior economia.
A tendência já era antevista por economistas para algum momento desta década por causa das altas taxas de expansão do país asiático.
O cenário de persistente fraco crescimento do Brasil e recuperação da economia indiana depois de percalços nos últimos anos contribui para a possível materialização da projeção em 2015.
O PIB brasileiro se expandiu a modestos 2% ao ano desde 2011, cerca de metade da taxa média que era projetada para o país em meados da década passada.
A Índia também desacelerou. O crescimento do país, que atingiu dois dígitos em 2010, chegou a cair para 4,7% dois anos depois.
Mas, em 2014, a economia indiana ensaiou uma recuperação, ao contrário da brasileira, que deve ter ficado praticamente estagnada.
Neste ano, a expectativa é de nova aceleração na Índia –a EIU projeta alta de 6,5%, ante 6% em 2014– e outro ano de expansão fraca no Brasil, inferior a 1%.
Mudanças de posição no ranking das maiores economias do mundo não são incomuns e, às vezes, provam-se insustentáveis. O Brasil chegou a desbancar o Reino Unido e alcançar a sexta posição em 2011, para recuar, novamente, em 2012.
A ascensão da Índia, porém, tende a ser definitiva devido à expansão demográfica e à urbanização, que favorecem altas taxas de expansão no país asiático.
A Índia começou sua retomada depois que o governo reformista do primeiro-ministro Narendra Modi assumiu, em maio de 2014. Modi tem conseguido destravar a agenda de reformas.
Segundo Omar Hamid, chefe do departamento de risco da Ásia da consultoria IHS, existe uma percepção de que o novo governo “está fazendo muito mais” do que a gestão anterior, minada por escândalos de corrupção.
Entre as mudanças implementadas, estão medidas para melhorar o ambiente de negócios. Em outubro, Modi anunciou, por exemplo, um plano para reduzir o elevado custo trabalhista no país.
Para Robert Wood, diretor-adjunto de risco da EIU, a mudança de humor em relação à Índia começou antes mesmo da posse do novo governo, com a indicação de Raghuram Rajan, ex-economista-chefe do FMI, para o comando do banco central, em setembro de 2013.
Assim que assumiu, Rajan promoveu três altas de juros que contribuíram para a desaceleração da inflação.
Além disso, a Índia se beneficia da queda do preço do petróleo, que favorece o declínio da inflação doméstica e a estabilização do deficit em conta-corrente.

10.586 – (In) Justiça Social – Fortuna de bilionários corresponde a 8% do PIB do Brasil


dólar

Onde há injustiça há revolta:

A economia brasileira pode estar em recessão, mas o número de super-ricos no país cresce de forma exponencial. O Brasil somou 61 bilionários este ano e entrou para a lista dos dez países com o maior número de pessoas que fazem parte da elite da economia mundial. A fortuna de 182 bilhões de dólares dos integrantes do seleto grupo corresponde a 8% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e é superior ao PIB de 100 diferentes países, incluindo Nova Zelândia, Bangladesh e Vietnã (a nova fronteira econômica asiática).
O Brasil subiu duas posições no ranking das economias com o maior número de bilionários, ocupando pela primeira vez a nona colocação, apontaram dados divulgados pelo banco UBS. O ranking contabiliza o número de pessoas com ativos e fortunas acima de 1 bilhão de dólares. O Brasil ganhou 11 novos bilionários em apenas um ano, o que representa um crescimento de 22%. O país soma mais bilionários que economias tradicionais, como França, Itália, Canadá e Japão.
São Paulo é a maior capital dos super-ricos da América Latina e a sexta maior capital do mundo, com 36 bilionários. Juntos acumulam patrimônio de 91 bilhões de dólares, sendo que 61% construíram a própria fortuna e 83% nasceram no Brasil. Um terço dos bilionários paulistanos, entretanto, nem sequer tem um título universitário.

10.419 – Sociologia: E então, cadê a justiça social? IDH do Brasil cairia 16 posições com cálculo de desigualdade social


Isso sim, é motivo pra manifestação
Isso sim, é motivo pra manifestação

Na 79ª posição no ranking internacional de desenvolvimento humano em 2013, o Brasil registraria posição pior se a desigualdade social fosse incluída no cálculo.
Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o país perde 16 colocações com o ajuste do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) pela desigualdade. O IDH do Brasil cairia 27%, de 0,744 para 0,542 por esse critério, fazendo-o passar para a 95ª colocação no ranking global, que tem 187 países.
Divulgado hoje (24), o IDH ajustado pela desigualdade social segue os mesmos parâmetros do IDH tradicional, mas desconta a desigualdade na renda, na educação e na expectativa de vida da população.
No caso do Brasil, a maior desigualdade ocorre na renda, com 39,7% de diferença média entre ricos e pobres. Os índices correspondem a 24,7% para a educação e a 14,5% na expectativa de vida. Os valores são maiores que a média da América Latina e do Caribe, com desigualdade de 36,3% na renda, 22,2% na educação e 13,2% na expectativa de vida.
“O Brasil tem uma trajetória de progresso acumulada durante anos, mas ainda tem muito a fazer. Mesmo com a redução da pobreza nos últimos anos, o Brasil continua desigual”, diz o representante residente do Pnud no Brasil, Jorge Chediek.
De acordo com o órgão, a cada ano, o país tem reduzido o impacto do cálculo da desigualdade no IDH. Em 2006, a nota brasileira tinha sido diminuída em 29,6% após o ajuste.
Em outros países do Brics, grupo das principais economias emergentes do mundo (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), as formas de desigualdade são diferentes do Brasil. Na Índia, a principal fonte de desigualdade social está na educação, com índice de 42,1%, enquanto a diferença média de renda corresponde a 16,1%.
Na Rússia, o índice de desigualdade de renda está em 22,9%, mas praticamente não há disparidade na educação, cujo indicador de desigualdade é de apenas 2,1%. Por falta de dados com padronização internacional, China e África do Sul não tiveram o IDH ajustado pela desigualdade calculado.
De acordo com a coordenadora do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, Andréa Bolzon, o IDH ajustado complementa a análise do IDH. Ela, no entanto, esclarece que a inclusão da desigualdade no cálculo permite melhor representação da realidade.
“O IDH tradicional só reflete a média [de um país]. O IDH ajustado pensa em oferecer uma análise a mais, um índice de apoio, mas o índice tradicional não deve ser deixado de lado”, explica.
A Argentina seria o país da América Latina cujo IDH seria menos impactado pelo ajuste do índice pela desigualdade, com queda de 15,8% na nota (de 0,808 para 0,680). O país vizinho tem índices de desigualdade de 9,3% para a expectativa de vida, 8,6% para a educação e 28,1% para a renda.
No Chile, país latino-americano com maior IDH pelo critério tradicional (0,822), a nota cairia 19,6% com o ajuste, com desigualdade de 5,9% na expectativa de vida, 13,7% na educação e 36% na renda.
A menor perda de nota seria registrada na Finlândia, cujo IDH cairia apenas 5,5% com o ajuste de desigualdade (de 0,879 para 0,830). O país mais prejudicado seria Serra Leoa, na costa oeste da África, com queda de 44,3% (de 0,374 para 0,208). De acordo com o Pnud, 42 países não tiveram o IDH recalculado pela desigualdade social por falta de dados internacionais.

10.404 – Trabalho – Estas profissões podem deixar de existir nos próximos anos


Carteiro
A função tende a ter decréscimo de 28% até 2022. Isso se deve ao fato de que mandar cartas é algo muito mais raro hoje em dia, mesmo em faturas e boletos bancários, que tendem a ser cobrados em débito automático cada vez mais.

Trabalhador do campo
A ideia de que muitas máquinas estão substituindo o trabalho humano é visível na área da agricultura, que deverá ter uma diminuição de 19% na contratação de funcionários. Quem tem dinheiro para investir em maquinário prefere dispensar o trabalho manual de colheita, por exemplo, considerado mais lento.

med de consumo

Leitor de medidor (adeus gato)
Outra área que deve ter declínio de 19% até 2022 é a de leitor de medidor, já que está cada vez mais comum o uso de aparelhos que façam o trabalho automaticamente, sem ser necessária a intervenção de um funcionário.

Que fazer com o calhamaço?
Que fazer com o calhamaço?

Repórter
A informação jornalística dificilmente vai deixar de ser consumida, exceto quando o meio para essa informação é o jornal impresso, que tem cada vez menos vendas e menos anúncios publicitários. A verdade é que o leitor prefere conferir as versões online dos jornais que lê e, graças a essa mudança de padrão, até 2022 haverá declínio de pelo menos 13% na contratação de jornalistas para jornais impressos.

Agente de viagens
É cada vez menor o número de pessoas que planejam suas viagens com a ajuda de um profissional de Turismo. A verdade é que é muito mais fácil comprar passagens e reservar hotéis por conta do que pagar para que alguém faça isso – mais uma vez a internet está diretamente relacionada com essa mudança de padrão.
Você mesmo já deve ter visto aplicativos e sites destinados a encontrar preços acessíveis de hospedagem e passagem, não é mesmo? A queda nesse setor deve ser de 12% nos próximos oito anos.

Lenhador
A indústria madeireira está cada vez mais sofisticada e o trabalho manual vem sendo substituído gradativamente pelo mecânico. Outro fator que contribui para a redução da demanda desse tipo de profissional é o fato de que há diminuição no uso de papel. Até 2022 estima-se que a profissão sofra decréscimo de 9%.

Comissário de bordo
Menos comissários serão contratados devido ao fato de que muitas companhias aéreas estão se fundindo. Até 2022 as contratações devem diminuir em 7%.

Operador de furadeira
Mais um exemplo de que a mão de obra braçal está sendo substituída pela mecânica. Até 2022 se estima que 6% menos trabalhadores serão contratados.

Trabalhador de impressão gráfica
A diminuição do uso do papel faz com que menos lenhadores sejam contratados e, de quebra, reduz o trabalho de gráficas e, consequentemente, a contratação de novos profissionais nesse setor. Nos próximos anos a queda de contratação deve ser de 5%.

Profissional tributário e coletor de imposto
Nos próximos anos, a diminuição de contratos nessa área será de 4%. Isso acontecerá porque o profissional tributário tem sido menos contratado por empresas que buscam cortar gastos com pessoal. Além do mais, a tecnologia tem substituído o serviço que era antes feito apenas por pessoas.

9547 – Economia – A extinção dos paraísos fiscais


Paraísos fiscais oferecem sigilo bancário e tributação baixa para quem coloca seu dinheiro lá. Passar dinheiro para esses lugares é essencial para lavar dinheiro, porque impede seu rastreamento, caso ele seja fruto de crimes como tráfico e corrupção. Mas o expediente também é usado por empresas e pessoas que não querem pagar imposto. O jogador argentino Lionel Messi, por exemplo, é investigado por sonegar R$ 12 milhões com essa tática.

POR QUE ISSO É RUIM?
Além de permitir que criminosos lavem dinheiro sujo, eles ajudam os ricos a ficar mais ricos e os pobres, mais pobres. Estima-se, por exemplo, que eles façam a África Subsaariana perder R$ 350 bilhões por ano – é quase o dobro da ajuda humanitária global, de cerca de R$ 200 bilhões anuais. Economistas estimam que se a Europa conseguisse evitar a evasão fiscal causada pelos paraísos, o continente não estaria em crise.

ATÉ QUANDO?
Uma coalizão de entidades lançou no ano passado uma campanha para pressionar líderes mundiais a reduzir o sigilo de paraísos fiscais em benefício de países pobres. A ideia é criar regras para um sistema tributário internacional mais transparente, com troca de dados bancários entre os países. Na última reunião do G8, em junho, discutiu-se a ideia, mas nenhuma medida concreta foi tomada.