14.110 – Medicina – Reposição Hormonal Masculina


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A deficiência androgênica (diminuição da produção do hormônio masculino) está presente em cerca de 15% dos homens entre 50 e 60 anos, chegando a 50%, ou mais, dos homens com 80 anos.
Durante o envelhecimento, ocorre uma diminuição lenta e gradual dos níveis de testosterona. Com isso podem surgir sintomas que podem indicar a necessidade de reposição hormonal em uma parcela dos homens.
Os principais sintomas que podem sugerir a reposição hormonal são: declínio do interesse sexual; dificuldade de ereção; falta de concentração e capacidade intelectual; perda de pelos; ganho de peso à custa de gordura; diminuição de massa e força muscular; irritabilidade e insônia; entre outros. Os sintomas não são específicos e podem ocorrer em outras condições, que não a deficiência de testosterona.
A diminuição de produção hormonal masculina, diferentemente da Menopausa, não determina o fim da fertilidade para o homem, apenas uma diminuição dela.
A Terapia de Reposição Hormonal Masculina deve ser indicada para todos os homens que apresentam os sintomas de queda hormonal e que não apresentem contraindicações para seu uso. Ela pode ser administrada através de gel, adesivos cutâneos ou injeções.
Antes de recorrer à terapia, é necessário que o paciente comprove a queda na taxa de hormônios, através de exames laboratoriais, com acompanhamento médico.
Entre as contraindicações para Terapia Hormonal Masculina está a suspeita ou caso confirmado de câncer de próstata ou de mama masculina. O acompanhamento médico durante o tratamento é primordial para a segurança do paciente.
Estilo de vida saudável, conquistado com uma dieta equilibrada, a prática de exercícios físicos de forma regular, uma boa qualidade do sono, não fumar e não engordar são ótima recomendações que podem retardar ou impedir o aparecimento da deficiência de testosterona e seus sintomas.
As medicações para reposição hormonal masculina não devem ser usadas para ganho muscular ou melhora do desempenho atlético de maneira abusiva. Elas podem causar graves efeitos colaterais e sérios danos à saúde.
Quando bem indicada, e feita com acompanhamento médico, a reposição hormonal traz benefícios aos homens, como melhora da libido, perda de peso, aumento da massa muscular e da densidade óssea.

14.090 – Cadê Meu Elixir da Longa Vida? Cientistas na busca da “cura” do envelhecimento


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Um dos mitos da Grécia Antiga, que remonta a 700 a.C., conta a história de amor de Eos, a deusa do amanhecer, e Titono, irmão mais velho do rei de Troia. Eos se apaixonou por Titono e pediu a Zeus que concedesse a ele a imortalidade dos deuses. Mas se esqueceu de pedir eterna juventude. Titono viveu por anos a fio, definhando, esquecido pela própria Eos, que o trancou em um quarto escuro até que, finalmente, ele se transformou em uma cigarra.
Alguns milênios depois, a longa busca da humanidade pela vida e juventude eternas ganha, pela primeira vez, contornos científicos. No Vale do Silício, pesquisadores têm tentado unir medicina e tecnologia para encontrar maneiras de nos fazer viver mais e mais jovens, encarando o envelhecimento como uma causa para as tantas doenças associadas a ele e, portanto, passível de tratamento ou mesmo cura.
“Depois de assegurar níveis sem precedentes de prosperidade, saúde e harmonia, e considerando nossa história pregressa com nossos valores atuais, as próximas metas da humanidade serão provavelmente a imortalidade, a felicidade e a divindade”, escreveu Yuval Harari em Homo Deus: Uma Breve História do Amanhã, best-seller publicado no Brasil em 2016 pela Companhia das Letras. “Reduzimos a mortalidade por inanição, a doença e a violência; objetivaremos agora superar a velhice e mesmo a morte”, sentencia o professor de História da Universidade Hebraica de Jerusalém.
O primeiro laboratório biomédico dos Estados Unidos dedicado inteiramente a pesquisar o envelhecimento foi criado em 1999 em Novato, na Baía de São Francisco, a poucos quilômetros do Vale do Silício. Com a missão de acabar com as doenças relacionadas à passagem do tempo, o Instituto Buck acredita que é possível as pessoas aproveitarem a vida aos 95 anos tanto quanto o faziam aos 25.
“Nesses anos de pesquisa, chegamos a duas conclusões: a primeira é de que podemos mudar o ritmo do envelhecimento em animais, modificando a genética e a alimentação”, diz o geneticista Gordon Lithgow, chefe de pesquisas no instituto. “A segunda é que o processo de envelhecimento é um gatilho — ou mesmo uma causa — para as doenças crônicas em idade avançada.” A grande hipótese, segundo Lithgow, é que a medicina talvez esteja olhando para as doenças crônicas associadas ao envelhecimento da forma errada — e, se conseguirmos reverter ou retardar o processo, talvez seja possível proteger o corpo dos danos causados por ele.
Além do Buck, laboratórios como o Calico e o Unity Biotechnology têm como objetivos explícitos “resolver a morte” e “combater os efeitos do envelhecimento” e são financiados pelos bilionários Sergey Brin e Larry Page, fundadores do Google, Jeff Bezos, da Amazon, e Peter Thiel, do PayPal. Mas é a Fundação SENS, criada em 2009 pelo cientista da computação inglês Aubrey de Grey, entre outros nomes, que desperta as maiores polêmicas na comunidade científica.
Na visão de Aubrey de Grey, de 56 anos, o envelhecimento deve ser tratado como um fenômeno simples, e nosso corpo visto como uma máquina ou uma engenhoca que pode ser consertada. “O motivo de termos carros que ainda rodam após cem anos é o fato de eliminarmos os estragos antes mesmo de as portas caírem. O mesmo vale para o corpo humano”, afirmou o britânico em entrevista.
Para desenvolver o modelo que chama de SENS, sigla para Strategies for Engineered Negligible Senescence (estratégias para engenharia de uma senescência negligenciável, em tradução livre), ele olhou para os principais processos que levam ao envelhecimento conhecidos hoje: perda e degeneração das células; acúmulo de células indesejáveis, como de gordura ou senescentes (velhas); mutações nos cromossomos e nas mitocôndrias; acúmulo de “lixo” dentro e fora das células, o que pode causar problemas em seu funcionamento; ligações cruzadas em proteínas fora da célula, que podem gerar perda de elasticidade no tecido em questão.

Para De Grey, basta tratar cada um desses itens e pronto: nossos problemas de saúde que surgem com a idade acabariam — quase tão simples quanto aplicar e remover um filtro do FaceApp, aplicativo que se tornou febre nas redes sociais nas últimas semanas, com um algoritmo que faz uma simulação fotográfica da aparência que poderemos ter quando mais velhos. “Não haveria limite, assim como não há limite para os carros funcionarem. Morreríamos somente de causas que não têm a ver com quanto tempo atrás nascemos. Impactos de asteroides, acidentes etc.”

14.029 – Medicina – A Demência Senil


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Demência é uma categoria genérica de doenças cerebrais que gradualmente e a longo prazo causam diminuição da capacidade de raciocínio e memória, a tal ponto que interfere com a função normal da pessoa.
O tipo mais comum de demência é a doença de Alzheimer, responsável por 50 a 70% dos casos. Entre outras causas comuns estão a demência vascular (25%), demência com corpos de Lewy (15%) e demência frontotemporal. Entre outras possíveis causas, menos prováveis, estão a hidrocefalia de pressão normal, doença de Parkinson, sífilis e doença de Creutzfeldt-Jakob. A mesma pessoa pode manifestar mais de um tipo de demência.
O diagnóstico tem por base a história da doença e exames cognitivos, complementados por exames imagiológicos e análises ao sangue para despistar outras possíveis causas.
Não existe cura para a demência. Em muitos casos são administrados inibidores da acetilcolinesterase, como a donepezila, que podem ter alguns benefícios em demência ligeira a moderada.
Em 2015, a demência afetava 46 milhões de pessoas em todo o mundo. Cerca de 10% de todas as pessoas desenvolvem demência em algum momento da vida. A doença é mais comum à medida que a idade avança. Enquanto entre os 65 e 74 anos de idade apenas cerca de 3% de todas as pessoas têm demência, entre os 75 e os 84 anos a prevalência é de 19% e em pessoas com mais de 85 anos a prevalência é de cerca de 50%. Em 2013, a demência foi a causa de 1,7 milhões de mortes, um aumento em relação aos 0,8 milhões em 1990. À medida que a esperança de vida da população vai aumentando, a demência está-se a tornar cada vez mais comum entre a generalidade da população. No entanto, para cada intervalo etário específico a prevalência tem tendência a diminuir devido à diminuição dos fatores de risco, pelo menos nos países desenvolvidos. A demência é uma das causas mais comuns de invalidez entre os idosos. Estima-se que em cada ano seja responsável por custos económicos na ordem dos 604 mil milhões de dólares. Em muitos casos, as pessoas com demência são controladas fisicamente ou com medicamentos em grau superior ao necessário, o que levanta questões relativas aos direitos humanos. É comum a existência de estigma social em relação às pessoas afetadas.
A demência é um termo geral para várias doenças neurodegenerativas que afetam principalmente as pessoas da terceira idade. Todavia a expressão demência senil, embora ainda apareça na literatura, tende a cair em desuso. A maior parte do que se chamava demência pré-senil é de fato a doença de Alzheimer.O risco de demência é maior em pessoas que vivem perto de autoestradas ou vias com muito trânsito.

Entre 2001 e 2012, investigadores acompanharam dois milhões de pessoas no Canadá e concluíram que 7% dos casos de demência diagnosticados diziam respeito a pessoas que viviam até 50 metros de distância de estradas com muito tráfego automóvel.

O estudo publicado na revista médica “The Lancet”, indica que ao longo desses 11 anos foram diagnosticados 243 611 casos de demência e observou-se que havia mais casos da doença entre os que viviam perto de estradas congestionadas. Nestes casos, o número de diagnósticos foi 4% superior em pessoas quem residiam entre 50 e 100 metros de distância destas vias e 2% entre os que moravam entre 101 e 200 metros.
Ou seja, entre 7% a 11% dos casos de demência diagnosticados em moradores até 50 metros de uma via de movimento intenso podem estar relacionadas com o trânsito.
Os principais fatores de risco modificáveis para a demência são, no intervalo entre os 18 e os 45 anos o baixo nível de escolaridade. No intervalo entre os 45 e os 65 anos são a hipertensão, a obesidade e a perda de audição. No intervalo superior a 65 anos são o fumar, a depressão, a inatividade física, o isolamento social e a diabetes.
Atualmente, o principal tratamento oferecido para as demências baseia-se nas medicações inibidoras da colinesterase (donepezil, rivastigmina ou galantamina), que oferecem relativa ajuda na perda cognitiva, característica das demências, porém, com uma melhora muito pequena. Nesse sentido, a melhora das funções cognitivas verificadas no estudo avaliado não pode ser relacionada apenas a esse tipo de medicação.

Embora os pacientes do estudo avaliado evidenciassem um quadro de demência moderada e depressão, pesquisa de Kessing et al. (no prelo) demonstrou que o uso de antidepressivos em longo prazo, em pessoas com demência sem um quadro de depressão, diminuiu a taxa de demência e minimizou as perdas cognitivas associadas, sem, no entanto, ter reduzido tais perdas totalmente. Esse estudo também identificou que os antidepressivos utilizados em curto prazo geraram mais prejuízos às funções cognitivas em pessoas com demência. Portanto, apenas o uso de antidepressivos em longo prazo foi que surtiu um efeito protetivo.

Desse modo, podemos considerar que os antidepressivos usados em longo prazo, além de tratarem os quadros de depressão, que podem estar associados aos quadros de demência, são benéficos para o tratamento desta patologia. Alguns estudos revelaram que os antidepressivos podem ter efeitos neuroprotetivos, aumentando o nascimento e permitindo a sobrevivência de neurônios nas zonas do hipocampo (parte do cérebro relacionada principalmente à memória).
Um estudo publicado no “Journal of Experimental Psychology: Learning, Memory and Cognition” conclui que os declínios que se verificam na memória reconstrutiva são indicio de um comprometimento cognitivo leve e de demência de Alzheimer, e não se verificam no envelhecimento saudável. “A memória reconstrutiva é muito estável em indivíduos saudáveis​​, de modo que um declínio neste tipo de memória é um indicador de comprometimento neurocognitivo” revela Valerie Reyna.
O envelhecimento da população leva a um aumento das doenças crônicas e degenerativas, acarretando um maior custo-paciente na área de saúde e a necessidade de inúmeras adaptações sociais, ambientais e econômicas. É provável que, em 2025, o Brasil se torne o 6.º país com mais idosos no mundo.[carece de fontes] O número de vítimas de demências aumenta exponencialmente com a idade afetando apenas 1,1% dos idosos entre 65 e 70 anos e mais de 65% depois dos 100 anos. A média em São Paulo no ano de 1998 na população acima de 65 anos foi estimada em 7,1%.

13.954 – Longevidade – droga antienvelhecimento é testada com sucesso pela primeira vez em pacientes humanos


envelhecimento celular
Células senescentes

Nem todas as células danificadas morrem. Algumas permanecem nos nossos corpos como células senescentes, incapazes de se dividir, mas ainda capazes de produzir sinais químicos.
Tais células podem desempenhar um papel importante na batalha contra o envelhecimento.
“Acredita-se que essas células e as substâncias que elas produzem estão envolvidas no processo de envelhecimento”, disse o pesquisador de longevidade Nicolas Musi, da Universidade do Texas em Austin (EUA), ao portal MIT Technology Review. “A ideia é que remover essas células pode ser benéfico para promover o envelhecimento saudável e também prevenir doenças do envelhecimento”.
Musi e seus colegas trataram 14 pacientes que sofriam de fibrose pulmonar idiopática (FPI) com uma combinação de medicamentos que eles acreditavam que eliminariam as células senescentes.
Ao longo de três semanas, os pacientes tomaram nove doses de um medicamento para leucemia chamado dasatinibe, casado com quercetina, um suplemento.
Até o final do estudo, os pacientes foram capazes de andar mais na mesma quantidade de tempo, bem como outros sinais de melhoria do bem-estar, sem nenhum efeito colateral grave.
“Apesar de pequeno, este estudo piloto marca um grande avanço na forma como tratamos doenças relacionadas à idade, como a FPI”, explicou o pesquisador Jamie Justice em um comunicado à imprensa.
O que os cientistas fizeram foi alvejar terapeuticamente uma característica biológica fundamental do envelhecimento que está implicada na FPI, com resultados precoces, mas promissores.
No momento, é difícil dizer se a combinação de drogas seria eficaz como uma terapia antienvelhecimento, mas a equipe pretende descobrir.

Os pesquisadores já estão testando o tratamento em um grupo de mais 15 pacientes de pulmão, bem como 20 pessoas que sofrem de doença renal crônica.
“Se virmos sinais de eficácia e não encontrarmos efeitos colaterais muito ruins, tentaremos chegar a pessoas com condições cada vez menos ameaçadoras à vida”, esclareceu o pesquisador James Kirkland, da Clínica Mayo, ao MIT Technology Review. [Futurism, MITTechReview]

13.866 – Embora ainda não alcançado, reversão do envelhecimento é cientificamente viável


Devido aos recentes avanços nas pesquisas genéticas, as alegações de três insiders e denunciantes do SSP-Secret Space Program (Programa Espacial Secreto) dos EUA, que dizem ter sofrido um processo de regressão (rejuvenescimento) de idade nos programas secretos espaciais, tornaram-se muito mais plausíveis.
Os denunciantes, Corey Goode, Randy Cramer e Michael Relfe, todos dizem que eles tiveram seu envelhecimento regredido para tornarem-se 20 anos mais jovens no final de seus respectivos tempo de serviço alistados em programas espaciais secretos dos EUA.
Recentemente, geneticistas identificaram os genes que controlam o processo de envelhecimento do corpo humano, e em experimentos impressionantes, cujos resultados foram publicados em revistas científicas revisadas por seus pares, demonstraram que foram capazes de reverter o processo de envelhecimento em vários graus de sucesso. Os resultados dessas experiências tornam plausível que os três denunciantes tenham realmente sofrido um processo de regressão de idade usando tecnologias médicas classificadas em programas secretos espaciais, como alegaram.
O principal cientista genético nos estudos de reversão de idade publicamente anunciados é o Dr. David Sinclair, que discutiu em uma entrevista os resultados de seus experimentos genéticos conduzidos pela primeira vez em ratos:
“Nós descobrimos genes que controlam como o corpo luta contra o envelhecimento e esses genes, se você ativá-los no caminho certo, eles podem ter efeitos muito poderosos, de mesmo reverter o envelhecimento – pelo menos em camundongos até agora … Nós lhes demos uma molécula que é chamado de NMN e este envelhecimento foi invertido completamente dentro de apenas uma semana de tratamento no músculo, e agora estamos procurando para reverter todos os aspectos do envelhecimento, se possível”.
Ele explicou como esse processo também poderia ser feito com segurança para os seres humanos:
“Nós fomos de ratos em primeiros estudos humanos na verdade. Houve alguns ensaios clínicos em todo o mundo, e estamos esperando nos próximos anos para saber se isso vai realmente funcionar em seres humanos também … Eles demonstram que as moléculas que prolongam a vida útil em ratos são seguras para uso nas pessoas”.
O Professor Sinclair passou a dizer em sua entrevista que as drogas baseadas na molécula Mononucleótido de Nicotinamida (NMN-Nicotinamide Mononucleotide) poderiam ser desenvolvidas com sucesso “para restaurar a juventude em células humanas.”
A opinião de Sinclair de que as drogas baseadas em NMN serão eventualmente desenvolvidas para uso seguro por seres humanos é impressionante em suas implicações. Ele pode muito bem estar no meio do desenvolvimento do lendário elixir da vida, o que o explica rapidamente sendo elevado às 100 pessoas mais influentes do mundo de acordo com a Time Magazine:
É importante ressaltar que a pesquisa genética pioneira da Sinclair é de código aberto e não classificada. Isto significa que é muito provável, se não quase certo, que a pesquisa classificada no campo da tecnologia de reversão / regressão de idade é muito mais avançada do que qualquer coisa conseguida por Sinclair e seus pares.
Em várias entrevistas particulares com William Tompkins, um engenheiro aeroespacial e ex-agente da Inteligência Naval dos Estados Unidos, que posteriormente trabalhou com importantes empreiteiros aeroespaciais por mais de quatro décadas, ele revelou que ele trabalhou em um estudo classificado como secreto desenvolvido pela empresa, TRW, em 1971.
Tompkins disse que ele se deparou pela primeira vez com o desenvolvimento de tecnologias de regressão de idade, quando participou das sessões informativas dos espiões da Marinha dos EUA que estavam implantados dentro da Alemanha nazista, de 1942 a 1945, na Estação Aérea Naval de San Diego. Esses espiões revelaram a existência de estudos de regressão de idade que estavam secretamente em andamento na Alemanha nazista.
Na época, o trabalho de Tompkins era distribuir pacotes de briefing para companhias e think tanks norte americanos com experiência nas áreas usadas pelos nazistas para desenvolverem suas tecnologias inovadoras. Tompkins disse que o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) foi um dos centros de pesquisa acadêmica que ele entregou pacotes de relatórios feitos por ele. Portanto, é possível que os cientistas do MIT tenham conhecimento dos estudos nazistas de regressão de idade desde 1942!
Significativa e sincronicamente, a descoberta de Sinclair em estudos de regressão de idade foi alcançada enquanto ele fazia um pós -doutorado no MIT sob supervisão do Dr. Leonard Guarente no MIT. Isso foi meramente uma “coincidência”, ou foi Sinclair foi ajudado e/ou encorajado enquanto desenvolvia seus insights no MIT sobre a potencial de manipulação genética da reversão de idade ?
Recentemente, Tompkins revelou-me, em particular, que foram desenvolvidas drogas classificadas como secretas de “regressão por idade”. Ele diz que essas drogas têm sido usadas por algum tempo nas regressões de “em torno de 20” anos do tempo de serviço em programas espaciais secretos. Isto é consistente com o processo de regressão de idade sofrido pelos insiders e informantes do Secret Space program descrito por Goode, Cramer e Relfe, que envolveu a medicação administrada a eles durante um período de duas semanas em que estavam fisicamente imobilizados.
Ainda mais recentemente, Tompkins diz que as drogas foram refinadas para que possam ser usadas para períodos de regressão de idade mais extensa. Por exemplo, reverter um ser humano com 90 anos de idade de volta para quando ele / ela tinha o corpo físico de um jovem de 27 anos agora é possível. Tompkins diz que há um processo secreto de divulgação sancionado da Marinha dos EUA em andamento para liberar essas tecnologias de regressão de idade para o setor público. É, portanto, possível que a pesquisa de Sinclair possa ter sido estimulada por esta iniciativa secreta da Marinha durante seu tempo de trabalho no MIT (Massachusetts Institute of Technology).

13.789 – Descoberta molécula capaz de reverter o envelhecimento das células


envelhecimento celular
A tão procurada fonte da juventude pode estar numa simples molécula de ácido ribonucleico (RNA), ao menos em nível celular. Pesquisadores do Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes, ligado à Universidade de Lisboa, em Portugal, demonstraram que a redução da concentração dessa molécula em células de camundongos velhos as tornaram mais plásticas, capazes até mesmo de serem reprogramadas para células-tronco pluripotentes.
— Nosso objetivo era perceber a diferença entre células muito velhas e muito jovens, e descobrimos que uma molécula específica, a Zeb2-NAT, estava muito mais expressa nas células velhas que nas jovens. A nossa ideia foi diminuir a expressão dessa proteína para ver se a célula rejuvenescia — explicou Bruno de Jesus, coautor do estudo publicado esta semana na revista “Nature Communications”. — E foi isso o que aconteceu.
Todas as células do organismo passam por um processo progressivo de envelhecimento, que contribui para o aparecimento de doenças como o câncer. Uma das estratégias estudadas para o combate a essas doenças é a regeneração celular. No entanto, células envelhecidas, que são as que mais sofrem pelo avanço da idade, são resistentes a esses procedimentos.
A técnica de reprogramação de células adultas em células-tronco pluripotentes induzidas foi desenvolvida em 2006 pelo japonês Shinya Yamanaka, laureado com o Prêmio Nobel em 2012. O pesquisador da Universidade de Kyoto descobriu que a introdução de quatro genes numa célula adulta de camundongo era capaz de transformá-la numa célula-tronco, capaz de se especializar em qualquer outra célula do organismo.
Entretanto, o procedimento não funcionava com células de animais envelhecidos. Até agora. Os pesquisadores portugueses reduziram os níveis do Zab2-NAT em células de camundongos envelhecidos geneticamente modificados para a reprogramação celular e conseguiram transformá-las em células-tronco pluripotentes induzidas. Para testar os resultados, elas foram injetadas sob a pele de camundongos, onde induziram o surgimento de teratomas, tumor formado por diferentes tipos de células.
Isso não quer dizer que seja possível rejuvenescer uma pessoa ou organismo vivo, o procedimento foi realizado apenas em nível celular. Mas a descoberta já abre caminho para a busca por novas terapias para o tratamento de doenças relacionadas ao avanço da idade. As células-tronco pluripotentes induzidas podem ser usadas para substituir células envelhecidas.
O próximo passo da equipe de Jesus é testar o procedimento em células humanas. Caso o resultado seja positivo, a expectativa é que a técnica seja aproveitada por outros pesquisadores em estudos sobre a formação de órgãos e tecidos que possam ser usados em pacientes.
— Estes resultados são um importante avanço no sentido de virmos a ser capazes de regenerar tecidos doentes em pessoas idosas

13.600 – Envelhecimento – Como Prevenir Demências


neurologia
O risco de demência aumenta com a idade. À medida que as sociedades envelhecem, a imagem de mulheres e homens alheios ao mundo que os cerca, é cada vez mais frequente no ambiente familiar.
Hoje, sabemos que as alterações cerebrais do processo demencial começam a aparecer anos antes que os sintomas se instalem. Esse longo período de latência oferece a possibilidade teórica de adoção de medidas preventivas.
Estudos epidemiológicos mais recentes sugerem que a prevalência da doença de Alzheimer e de outras demências esteja diminuindo nos países de renda per capita mais elevada. Embora as conclusões ainda sejam preliminares, começa a ganhar corpo a ideia de adotarmos estratégias preventivas que impeçam ou retardem a evolução dessas enfermidades.
Acaba de ser publicado um relatório da National Academies of Sciences, Engineering and Medicine, indicando que três intervenções oferecem “evidências inconclusivas mas encorajadoras” de que seja possível interferir com o declínio cognitivo.
São elas: treinamento cognitivo, controle da pressão arterial nos hipertensos e aumento da atividade física.
O relatório sugere que os médicos exponham aos pacientes os benefícios potenciais dessas três medidas, deixando claras as limitações do conhecimento atual. A orientação difere daquela publicada em 2010, na qual o mesmo comitê afirmava haver “evidências insuficientes para recomendar qualquer tipo de prevenção”.
A recomendação de treinamento cognitivo foi baseada principalmente no estudo Active, que apresentou resultados positivos de que o treinamento cognitivo consegue melhorar as funções como arrazoamento, resolução de problemas, memória e velocidade de processamento, por um período de pelo menos dois anos. Ganho que não se mantém por cinco a dez anos.
O relatório ressalta que o treinamento cognitivo se refere a “um largo espectro de intervenções que podem incluir o aprendizado de uma língua nova ou atividades diárias como palavras cruzadas e jogos no computador”.
As empresas que apregoam benefícios cognitivos nos jogos de computador desenvolvidos por elas, enfrentam forte oposição nos meios acadêmicos. Segundo os especialistas, os resultados apresentados não permitem chegar a essa conclusão.
As evidências de que o controle da pressão arterial (especialmente a partir dos 40 anos) é capaz de retardar a instalação das demências, foram baseadas em diversos estudos randomizados que confirmaram a associação, embora outros não tenham conseguido demonstrá-la.
No caso do aumento da atividade física, os dados são mais consistentes, mas existem publicações com resultados contraditórios.
Na verdade, o relatório está de acordo com as recomendações que os médicos devem fazer a seus pacientes mais velhos: é preciso permanecer ativo física, mental e socialmente, adotar dieta saudável para o sistema cardiovascular e controlar fatores de risco como obesidade, diabetes, hipertensão arterial e o colesterol.

13.591 – A partir desta idade, você é considerado velho demais para balada


Toco2
Chegar aos 37 anos é como receber uma segunda carta de Hogwarts. Mas ao invés da mensagem da coruja ser um convite para uma escola de magia, ela traz um aviso: já está na hora de parar com essa história de cair na noitada. Antes de sair esbravejando contra a ciência, saiba que as baladas que você frequenta provavelmente estão cheias de pessoas que pensam exatamente assim – ou vão pensar algum dia.
Ter pique para continuar frequentando casas noturnas aos 37 foi considerado “trágico” para boa parte dos 5 mil entrevistados de um estudo britânico. Segundo 37% das cobaias, não há nada mais deprimente do que ter mais de 40 e permanecer rodeado de jovens de 20 em bares ou pistas de dança.
A nova pesquisa demonstrou que, de acordo com os participantes, os 31 anos são a idade perfeita para começar a deixar de lado essa ideia de curtir a noite. Nessa época, o combo filme + cobertor pareceu mais atraente que qualquer outro programa para quase metade deles.
O fato dos passeios noturnos serem caros demais foi a desculpa preferida de 6 em cada 10 entrevistados. Preocupações como arranjar um meio de transporte e uma babá para cuidar dos filhos também foram listados entre os principais motivos.
Para quase 70% deles, arranjar uma alma gêmea elimina a necessidade de se frequentar esse tipo de local. E 29% tem um porquê ainda mais prático: não tem vontade nenhuma de lidar com a ressaca do dia seguinte. Optar pelo conforto do lar, dessa forma, seria a escolha perfeita para cortar o mal pela raiz.
Matt Walburn, da Currys PC World, que trouxe à público os resultados do estudo, deu uma explicação prática para a preguiça que chega com os 30. “É quase impossível ficar entediado em casa, com todo o conforto e toda a tecnologia que podemos contar”, disse em entrevista ao NME. Para Walburn, essas vantagens normalmente costumam superar os ganhos fora de casa. “Passar um tempo nas mídias sociais, fazendo compras online ou jogando em rede com amigos pode trazer satisfação maior”.
Então, é aquela velha história. É proibido frequentar baladas depois dos 37. Mas quem quiser – e não se importar com a opinião dos outros –, pode.

13.551 – Neurologia – Alcoolismo Prejudica a Memória


Nascemos programados para esquecer. Mais cedo ou mais tarde, cada um de nós apagará da lembrança informações recentes, compromissos, conceitos, habilidades. A perda da memória é gradativa e determinada geneticamente com a morte das células nervosas em diferentes áreas do cérebro, provocada por um inimigo certo e igual a todos: o envelhecimento.
Ao longo da vida, muito antes mesmo de ficarmos velhos, nossa memória é atacada de diversas formas, sem que tenhamos um controle sobre isso. Traumas, doenças, medicamentos, exposições a componentes químicos podem causar lesões irreversíveis no cérebro. Mas muitas vezes nos tornamos aliados dos nossos inimigos com atitudes que tomamos conscientemente e, algumas vezes, com muito prazer.
Um dos inimigos mais agressivos é o álcool. Nas células nervosas, essa substância toma o lugar da glicose, mas não é capaz de produzir o mesmo volume de energia.

“O álcool destrói as células nervosas. Por causa da dificuldade de absorção do intestino, devido à lesão causada pelo álcool, elas têm deficiência das vitaminas B1 e B12. E a deficiência dessas duas vitaminas vai provocar uma lesão adicional no cérebro, além da lesão que o próprio álcool produz”, esclarece Benito Damasceno.
De acordo com os especialistas, a má alimentação é o segundo grande inimigo da memória. E ela também faz parte da rotina de Henrique. Ele troca refeições por salgados fritos. Gordura e altos níveis de colesterol têm um efeito direto na degeneração das células. Comer pouco ou muito açúcar também faz mal para a memória. Deixar de ingerir vitamina B1 também prejudica o funcionamento do cérebro. E ela é encontrada principalmente nos cereais.
De acordo com especialistas, o excesso de comida, seja ela qual for, também compromete a capacidade dos neurônios, porque ingerimos mais energia do que gastamos. Mas o que pouca gente sabe é que a forma como os alimentos são processados também pode provocar a liberação de toxinas que prejudicam o aprendizado e a memória. Os cuidados devem ser redobrados principalmente na hora de preparar alimentos que tenham proteína, como carnes e queijos.

13.451 – Terapia reverte envelhecimento “aposentando” células idosas


Nosso processo de envelhecimento passa primeiro pelas células. Os cabelos brancos e as dores na coluna são fruto de uma ordem natural e até então aparentemente irreversível: as células já não acompanham mais o ritmo de renovação exigido, e passam a se replicar em velocidade bem menor do que demanda um corpo jovem e saudável. No entanto, cientistas holandeses parecem ter encontrado uma forma de contornar esse mecanismo. Utilizando uma terapia inovadora que “aposenta” as células idosas, eles conseguiram reverter o envelhecimento de ratos em laboratório – e até dar um jeitinho em sua queda excessiva de pelos.
A chave para o efeito está na utilização de um peptídeo especializado, que, no melhor estilo “exterminador do passado” tem a tarefa de encontrar e eliminar as células mais antigas, chamadas senescentes. As células senescentes são as que perderam sua capacidade de renovação celular e, apesar de não possuírem mais metabolismo, também se recusam a morrer por completo. E essa “teimosia” é perigosa: células mais velhas são também mais permissivas ao surgimento de doenças ou desenvolvimento de tumores, por exemplo.
Há um mecanismo que determina se uma célula permanecerá em estado de senescência, e ele é estabelecido pela interação entre as proteínas celulares FOXO4 e p53. A aplicação da técnica está justamente aí: o peptídeo FOXO4 é capaz de interromper a comunicação entre as duas proteínas, fazendo com que a célula sofra apoptose – algo como um “suicídio” celular.
Para testar o método, os pesquisadores utilizaram dois tipos de ratos. Havia aqueles que naturalmente já estavam no fim de suas vidas e também os que foram geneticamente modificados para se tornar idosos. O peptídeo foi aplicado nas cobaias três vezes por semana durante dez meses, e os resultados vieram rapidamente: os ratos modificados geneticamente começaram a recuperar sua pelagem após dez dias. Três semanas depois do início dos testes, os ratos idosos corriam o dobro da distância dos seus vizinhos que não receberam o tratamento. Eles também mostraram melhora em suas funções renais, um mês após começado o experimento. Segundo a pesquisa, não foram encontrados efeitos colaterais.
O próximo passo do grupo é adaptar a técnica para o tratamento de humanos, mantendo a eficiência e a ausência de efeitos colaterais. A ideia é que ela seja uma alternativa ao tratamento do glioblastoma multiforme, um tipo de tumor do cérebro que pode ser identificado pelo peptídeo FOXO4, afirmou Peter L.J. de Keizer, um dos autores do estudo, ao site Science Daily. A pesquisa foi publicada na revista científica Cell.

13.282 – Mega Polêmica – Empresa vende sangue de jovens por R$ 26 mil para ‘reverter envelhecimento’


sangue novo
Aquele mito de que o sangue de virgens pode garantir vida eterna pode estar ganhando uma versão do século XXI. Uma empresa do Vale do Silício chamada Ambrosia está oferecendo transfusões de sangue de jovens para pessoas mais velhas para supostamente reverter os sintomas do envelhecimento. E cada transfusão custa US$ 8.000 (cerca de R$ 26 mil, na cotação atual).
Segundo a CNBC, mais de 100 pessoas já receberam transfusões por meio da Ambrosia. Embora qualquer pessoa com mais de 35 anos de idade possa se tornar cliente da empresa, seu fundador, Jesse Karmazin, diz que a maioria de seus primeiros clientes tem idade de aposentadoria. Karmazin afirma que os primeiros a testar o procedimento reportaram alguns sintomas positivos, e nenhum negativo.
O sangue, por sua vez, é sempre de pessoas com menos de 25 anos de idade, e tipicamente de adolescentes. Ele é comprado pela Ambrosia dos mesmos bancos de sangue que também vendem para empresas farmacêuticas, o que significa que adolescentes bem intencionados, que vão doar sangue para pessoas doentes, podem acabar tendo seu material usado em idosos ricos e saudáveis.

Isso é Ciência?
Karmazin baseia a ideia de sua empresa em um procedimento chamado de “parabiose”, que consiste justamente no tratamento de problemas por meio da transfusão de sangue de indivíduos sãos para o paciente. Alguns estudos sobre esse assunto já foram conduzidos com ratos e mostraram que a injeção de plasma sanguíneo de ratos jovens nos mais velhos revertia alguns sintomas do envelhecimento.
No entanto, os resultados desses estudos já foram bastante contestados por médicos. Dentre as críticas levantadas estão a falta de evidências da eficácia desse tratamento em humanos, o fato de que os benefícios para o receptor são possivelmente menores que os prejuízos para o doador e a questão de que o sangue poderia ser usado para motivos mais urgentes. Além disso, levantou-se também a questão ética de que os pacientes estariam pagando um preço exacerbado por um tratamento sem eficiência comprovada.
Mas Karmazin, de acordo com o Mashable, não promete que o serviço oferecido pela sua empresa possa “curar” o envelhecimento. Ele diz que o que ele quer é estudar os efeitos desse procedimento para reverter os sintomas associados ao envelhecimento – embora o site aponte que os idosos dispostos a pagar US$ 8.000 por transfusão provavelmente imaginam que estão ganhando mais do que participar em um experimento.
O Mashable também perguntou a Karmazin se ele próprio estava recebendo transfusões de sangue de jovens, mas não obteve resposta.

13.104 – No futuro, as pessoas não morrerão por envelhecimento (?)


longevidade_divulgacao_ge
Conforme já vimos em outros artigos do ☻Mega

Aubrey de Grey, 53, quer curar o envelhecimento. Sim, para esse pesquisador inglês, formado em ciências da computação na Universidade de Cambridge, envelhecer é uma doença tal como a malária –ou ainda pior, por vitimar muito mais pessoas– que pode ser perfeitamente evitável.
A seu ver, para pensar em uma solução é preciso entender o envelhecimento e a morte como resultado de um processo de acúmulo de danos e imperfeições no organismo.
A chave, então, seria reparar esses danos celulares antes de efeitos graves que fariam o corpo pifar –com soluções hipotéticas, ainda pouco testadas mesmo em animais. A razão disso, afirma ele, é a falta de financiamento suficiente para sua Fundação Sens, ONG californiana dedicada a minimizar a senescência com engenharia.
Acabar com o envelhecimento, portanto, seria dar fim também aos problemas associados a ele –câncer, demências, problemas cardiovasculares, degeneração macular.

Vejamos um trecho de uma entrevista a um famoso jornal do Brasil
Como começou sua batalha contra o envelhecimento?
Eu me formei em ciências da computação em Cambridge e comecei a trabalhar com inteligência artificial. Nesse período conheci uma geneticista, com quem me casei. Por meio dela aprendi muito de biologia e vi que ela não estava muito interessada em pesquisar o envelhecimento nem achava que era algo importante.
Outros biólogos tinham a mesma opinião. Fiquei chocado, porque sempre foi óbvio para mim que o envelhecimento era o problema mais importante do mundo. Sempre presumi que os biólogos estavam tentando evitá-lo. O próximo passo foi mudar de área.

Normalmente as pessoas não pensam no envelhecimento como inimigo, mas sim nas doenças associadas, como câncer e mal de Alzheimer.
Tento mostrar para as pessoas que elas estão se enganando. Acho que sempre soubemos que esse era o pior problema do mundo, mas também sabíamos que era algo completamente inevitável.
Fazia sentido deixar ele de lado e aproveitar ao máximo nossas vidas miseravelmente curtas. Uma forma de fugir disso é a ideia de doenças relacionadas ao envelhecimento, como alzheimer, e câncer. Essas coisas não são doenças.

E o que elas são então?
Doenças são coisas como tuberculose, coisas que vêm de fora. Você não pode curar as doenças do envelhecimento porque elas são efeitos colaterais do fato de estarmos vivos. Elas surgem como consequência do funcionamento normal do corpo, e não há nada que possamos fazer para impedi-las. O que podemos fazer é ser criativos e limpar os estágios iniciais que dão origem a essas doenças, e é nisso que a Fundação Sens trabalha.

E como o senhor acredita que podemos fazer essa limpeza para reverter os processos que levam às doenças?
São várias as estratégias. Uma delas é a limpeza de fato. Uma das coisas que acontecem no corpo é a criação de detritos que podem afetar a maneira como as células funcionam. Nossa estratégia é introduzir enzimas no corpo para destruir esse “lixo”.
Mas há outros tipos de conserto que não têm a ver com limpeza, quando as células morrem e não são automaticamente repostas. A solução aqui é repor essas células por terapias com células-tronco.

Em que estágio estão essas pesquisas? Em 2004 você disse que os testes em roedores seriam finalizados em dez anos e então os testes em humanos poderiam começar.
Desde que comecei a falar coisas desse tipo, houve muito progresso, mas não como eu esperava. A boa notícia, porém, é que a única razão foi uma quantidade menor de dinheiro para financiar as pesquisas do que eu esperava.

E qual seria o novo prazo para os testes em humanos?
Dez anos atrás eu dizia que havia 50% de chance de implementarmos tudo isso em 25 anos. Idealmente, eu diria que há 50% de chance de implementarmos isso em 15 anos, mas tem as razões que citei… Acho que podemos atualizar esse prazo para 20 anos.

O senhor se tornou famoso por dizer que um dia poderemos chegar aos mil anos. De onde tirou esse número?
O número nasceu da presunção de que ninguém morrerá mais de envelhecimento. As causas de morte serão as mesmas durante toda a sua vida, como acidentes. Então qual é o risco de morte de um jovem adulto ocidental hoje? Muito baixa. Se você mantiver essa probabilidade para sempre, então vai viver mais de mil anos, em média.
É uma estimativa conservadora porque parte do pressuposto de que as outras causas de morte continuarão as mesmas, mas os carros serão mais seguros e tudo melhorará. Há chances de as pessoas viverem mais do que mil anos, mas mil anos já é suficiente para assustar as pessoas, então achei melhor parar por aí (risos).
A ideia de que vamos eliminar a morte por envelhecimento, porém, precisa de outra justificativa. As terapias que estamos desenvolvendo para atacar os danos que levam ao envelhecimento não serão desenvolvidas nos próximos 20 anos e, sozinhas, não eliminarão o problema. O que elas provavelmente farão é nos dar uns 30 anos a mais, porque não serão perfeitas. Assim vamos ganhar tempo até uma nova versão das terapias, e por aí vai.

13.053 – Solidão pode ser veneno para a saúde de idosos, dizem estudos


Os anos vão passando e os idosos vão a funerais demais. Amizades mantidas por décadas acabam à medida que companheiros e confidentes se aposentam, se mudam de cidade ou adoecem.
Mas até mesmo em idades avançadas, novos relacionamentos podem ser criados e fortalecidos. O filho de Sylvia Frank, que se mudou para uma residência de vida independente em Lower Manhattan em 2014, vivia repetindo que a prima de uma colega, Judy Sanderoff, iria se mudar para a mesma instituição. Ambas entraram em contato.
Agora, Sylvia, 91, e Judy, de 96, tomam café da manhã juntas praticamente todos os dias; jantam uma com a outra ou com outros amigos muitas vezes por semana. Judy passou o Dia de Ação de Graças com a família de Sylvia no Brooklyn.
Tenho conversado com idosos que fizeram amigos já em idade avançada. Embora sofram com as perdas, são gratos pela capacidade de encontrar amizade, valores e interesses compartilhados, compreensão e confiança.
“A necessidade que tivemos a vida toda -pessoas que nos conheçam, nos valorizem e nos tragam felicidade- nunca vai embora”, afirma Barbara Moscowitz, assistente social geriátrica sênior do Hospital Geral de Massachusetts.
A forma como priorizamos as amizades pode mudar. Laura Carstensen, psicóloga da Universidade de Stanford, desenvolveu uma teoria chamada “seletividade socioemocional”: à medida que as pessoas sentem que não têm muito mais tempo pela frente, desenvolvem relacionamentos superficiais para se concentrar naqueles que consideram mais significativos.
Inúmeras pesquisas recentes destacam a importância desses laços. O isolamento social e a solidão podem ter um impacto fortíssimo nos idosos, tanto psicológica, quanto fisicamente.
Podemos entender os riscos do isolamento e de uma vida solitária. “Por inúmeras razões, ninguém se preocupa com as necessidades diárias do indivíduo –alimento, medicação, consultas médicas. A geladeira está vazia, mas não há ninguém para quem telefonar. As pessoas se sentem desesperadas e humilhadas”.
Pesquisadores da Universidade da Califórnia, em San Francisco, acompanharam 1.600 participantes (com média de idade de 71 anos) e revelaram que os mais solitários eram os que tinham maior dificuldade de executar atividades do dia a dia.
Mesmo quando o estudo levou em conta fatores socioeconômicos e de saúde, os solitários exibiam uma taxa de mortalidade mais elevada: quase 23% deles morreram em um intervalo de seis anos, comparados com 14% dos que não eram solitários.
Com fortes evidências da importância da amizade para salvar vidas e promover a saúde, assistentes sociais e pesquisadores afirmam que devemos prestar mais atenção em seu papel. Diretores de atividade, funcionários de centros de idosos e cuidadores: existem formas melhores de ajudar os idosos a manterem contato com amigos, ou conhecer novas pessoas? Todos estamos dispostos a levar parentes a consultas com o médico; levá-los para passar tempo com amigos é igualmente importante.

13.043 – Envelhecimento – PERDA DE MÚSCULOS DEPOIS DOS 50 ANOS


sarcopenia
Você já ouviu falar em sarcopenia? O termo vem do grego: sarx quer dizer músculo e penia, perda. Resumindo, sarcopenia é o processo natural e progressivo de perda de massa muscular (músculos), característico do envelhecimento.
Segundo João Toniolo, médico geriatra e diretor do Núcleo de Estudos Clínicos em Sarcopenia, é muito comum os pacientes chegarem a seu consultório e relatarem ter o mesmo peso desde a juventude. Entretanto, quando o médico faz o teste de composição corporal, percebe que mais de 80% do peso é composto de gordura, ou seja, a pessoa manteve o peso, mas perdeu músculos e ganhou gordura.
“A sarcopenia atinge 40% da população acima de 65 anos e 60% dos indivíduos com mais de 80 anos. Fala-se muito de osteoporose, que é a diminuição progressiva da densidade óssea, de infarto, AVC e perda de memória, mas bem pouco da perda de músculos”.
Mas o que a perda muscular significa na prática? Quanto menos músculo o indivíduo possui, menores são sua força e funcionalidade, o que contribui para um maior risco de quedas, fraturas e hospitalizações recorrentes. Após a quinta década de vida, perdemos entre 1% e 2% da massa muscular por ano — mas alguns fatores aceleram o fenômeno. Sedentarismo, ingesta pobre em proteínas, doenças crônicas e hospitalização estão entre os principais.
“Sarcopenia é algo muito sério, então quando, por exemplo, o idoso precisa ficar internado, é preciso acompanhá-lo de perto. Diariamente, fazemos uma avaliação nutricional e medimos a circunferência da panturrilha. Estudos recentes mostram que um paciente idoso pode perder até 95 gramas de músculo por dia, enquanto um jovem perderia 14 gramas”.
Outra questão que a nutricionista Myrian Najas, diretora do Núcleo de Estudos Clínicos em Sarcopenia, aponta é que muitos idosos têm resistência em consumir proteína (que ajuda na construção de músculo). “É muito comum as pessoas mais velhas dizerem que comem menos carne, frango e peixes. O consumo de carboidratos, como arroz e farinha branca, é maior nessa faixa etária, pois esse tipo de alimento é mais fácil de ser digerido e absorvido. O resultado, muitas vezes, é uma alimentação inadequada, o que resulta diretamente no ganho de peso.”
Por isso, normalmente as pessoas demoram para notar a perda muscular e quase nunca a previnem. Os sintomas são comumente associados à falta de vitaminas, “energia” e cansaço típicos da idade, mas quase nunca são relacionados à perda de massa magra.
No entanto, a perda de massa muscular pode ser amenizada com a prática de atividade física regular. Musculação, pilates, caminhada, corrida e bicicleta são boas opções. O ideal é realizar 150 minutos semanais de exercícios.

 

 

12.952 – Longevidade – Europeus vivem cada vez mais, mas nem sempre com boa saúde


envelhecimento
A proporção de pessoas com mais de 65 anos na UE passou de menos de 10% em 1960 para cerca de 20% em 2015, e pode chegar a 30% em 2060, de acordo com as projeções.
Em 18 estados do bloco (só um deles do leste, a Eslovênia), a esperança de vida é de mais de 80 anos. Porém, isso nem sempre é sinal de boa saúde, visto que na UE há cerca de 50 milhões de pessoas com doenças crônicas, indica o relatório.
Além disso, cerca de meio milhão de europeus em idade ativa morrem a cada ano por doenças crônicas, o que gera cerca de 115 bilhões de euros em gastos públicos.
A UE também destina 1,7% do seu PIB por ano a ajudas para as pessoas com incapacidade laboral ou que estejam de licença, um montante maior que o dos subsídios ao desemprego.
O comissário europeu de Saúde, Vytenis Andriukaitis, citado em um comunicado, lamentou que “um grande número de pessoas morram a cada ano por doenças evitáveis relacionadas com fatores de risco como o tabaco ou a obesidade”.
Na UE, uma entre cada cinco pessoas é fumante, e 16% dos adultos são obesos, em comparação com 11% em 2000.
A obesidade, junto ao consumo excessivo de álcool, são problemas “cada vez maiores” em muitos países da UE, a região onde mais se consome álcool no mundo, indica o relatório.
Os gastos de saúde na UE representaram 9,9% do PIB em 2015, em comparação com 8,7% em 2005.

12.656 – Reversão do Envelhecimento da pele


pele humana
Veja o ☻Mega Gráfico

A pele é o maior órgão do corpo humano o Corresponde a 16% do peso corporal; o Exerce diversas funções, como: o Regulação térmica o Defesa orgânica o Controle do fluxo sanguíneo o Proteção contra diversos agentes do meio ambiente o Funções sensoriais (calor, frio, pressão, dor e tato). o A pele é um órgão vital e, sem ela, a sobrevivência seria impossível.
Epiderme Renovação celular Extratos córneo – células mortas Camada basal – Células novas Célula produtora de melanina: pigmento responsável pela coloração da nossa pele, cabelo e olhos.
Derme o Tecido conjuntivo composto por proteínas de colágeno e de fibras de elastina, ela contém vasos sanguíneos e linfáticos que fornecem a nutrição dentro da pele
Com o avanço da idade, a pele começa a sofrer alterações que modificarão seu aspecto gradativamente, caracterizando o envelhecimento cutâneo. FATOR DESENCADEANTE: Envelhecimento intrínseco e extrínseco da pele.
Algumas causas do envelhecimento: o Degeneração natural do corpo o Diminuição do metabolismo celular o Diminui drasticamente a produção das fibras de colágeno e elastina o Renovação celular o Perda da flexibilidade e elasticidade o Rugas finas o A menor atividade das glândulas sudoríparas -> pele mais seca o Diminuição da microcirculação sanguínea: Menos nutrientes e O² Envelhecimento Cutâneo
Envelhecimento intrínseco Decorrente do desgaste natural do organismo, causado pelo passar dos anos, sem a interferência de agentes externos e equivale ao envelhecimento de todos os órgãos, inclusive a pele. Envelhecimento extrínseco Também conhecido como fotoenvelhecimento, é aquele decorrente do efeito da radiação ultravioleta do sol e de outros agentes externos sobre a pele durante toda a vida. FATOR DESENCADEANTE: Envelhecimento intrínseco e extrínseco da pele.
Rugas e Linhas de Expressão o Um dos primeiros sinais do envelhecimento cutâneo o Redução das fibras de colágeno; o Redução de Fibras elásticas; o Desidratação; o Redução da efetividade da Junção Derme Epidérmica (diminui a nutrição entre a derme e a epiderme) As rugas podem ser definidas, em geral, por pregas visíveis na pele. Em outras palavras, podemos chamá-las de “dobras da pele”.
Flacidez o Desencadeada por fatores genéticos, ambientais e maus hábitos o A flacidez palpebral, devido à fina pele envolvida na região periocular, é uma das primeiras alterações visíveis no envelhecimento, denunciando a idade mais avançada. o A pele flácida nas pálpebras pode ser simplesmente uma preocupação estética ou até mesmo interferir na visão normal, pois o excesso de pele pode dificultar a abertura da pálpebra superior. É a falta de tonicidade da pele ou músculo.
+ Ativos Biotecnológicos Técnicas Diferenciadas de aplicação Cosmético Inovador Combate as rugas e flacidez Metabolismo celular Estratégia de tratamento: Reversão Tecnológica Reversão do Envelhecimento
Vamos entender melhor sobre… Biotecnologia É a ciência que busca na natureza recursos que permitem melhorar as condições básicas para o Bem Estar. “A Biotecnologia utiliza microorganismos vivos, como matéria-prima para criar novas formas de vida ou alterar as que já existem”.
“A reversão é algo que tem sido demonstrado em um sem-número de diferentes animais e num sem-número de maneiras diferentes”, disse Church, um dos principais oradores na conferência Future of Genomic Medicine (Futuro da Medicina Genômica). “Eu acho que isso vai se traduzir em animais maiores e seres humanos. Não saberemos até tentarmos. Mas estamos testando 65 genes diferentes em diferentes combinações para ver se podemos reproduzir a reversão do envelhecimento que temos visto em pequenos animais”.
Church, que ajudou a organizar o Projeto Genoma Humano, diz que o foco deve ser sobre como lidar com os fatores reais que levam as pessoas a envelhecer.
“Um monte de drogas em desenvolvimento destinam-se a efeitos, aquelas coisas que são processos posteriores da causa do envelhecimento”, disse Church, 61. “A causa real é provavelmente genética… Estamos tentando chegar a essas causas e revertê-las. Estamos falando de reverter as mudanças epigenéticas que estão no núcleo de cada célula”.
Ele disse que o envelhecimento deve ser pensado como um programa que pode ser resetado, destacando: “Se pudéssemos pegar uma das minhas células da pele e transformá-la em uma célula embrionária e transformá-la de volta em uma célula da pele resetamos quase todos os indicadores de desenvolvimento do envelhecimento. Nós temos 65 terapias genéticas que estão sendo testadas em ratos e animais maiores. Se elas forem bem, vamos direto para testes em humanos. Isso poderia acontecer em questão de dois anos…”.
“Eu não acho que a questão seja procrastinar ou curar, mas reverter. A cura dá a impressão de imortalidade. Procrastinar dá a impressão de que você vai ter 85 para sempre, o que não é grande coisa”.

12.572 – Projeções – Envelhecimento terá ‘cura’ daqui a 25 anos


Se as previsões de Aubrey de Grey estiverem certas, a primeira pessoa a comemorar seu aniversário de 150 anos já nasceu. E a primeira pessoa a viver até os mil anos pode demorar menos de 20 anos para nascer.
Biomédico gerontologista e cientista-chefe de uma fundação dedicada a pesquisas de longevidade, De Grey calcula que, ainda durante a sua vida, os médicos poderão ter à mão todas as ferramentas necessárias para “curar” o envelhecimento, extirpando as doenças decorrentes da idade e prolongando a vida indefinidamente.
“Eu diria que temos uma chance de 50% de colocar o envelhecimento sob aquilo que eu chamaria de nível decisivo de controle médico dentro de mais ou menos 25 anos”, disse De Grey numa entrevista antes de uma palestra no Britain’s Royal Institution, academia britânica de ciências.
“E por ‘decisivo’ quero dizer o mesmo tipo de controle médico que temos sobre a maioria das doenças infecciosas hoje”, acrescentou.
De Grey antevê uma época em que as pessoas irão ao médico para uma “manutenção” regular, o que incluiria terapias genéticas, terapias com células-tronco, estimulação imunológica e várias outras técnicas avançadas.
Ele descreve o envelhecimento como o acúmulo de vários danos moleculares e celulares no organismo. “A ideia é adotar o que se poderia chamar de geriatria preventiva, em que você vai regularmente reparar o dano molecular e celular antes que ele chegue ao nível de abundância que é patogênico”, explicou o cientista, cofundador da Fundação Sens (sigla de “Estratégias para a Senilitude Programada Desprezível”), com sede na Califórnia.

TENDÊNCIA
Não se sabe exatamente como a expectativa de vida vai se comportar no futuro, mas a tendência é clara. Atualmente, ela cresce aproximadamente três meses por ano, e especialistas preveem que haverá um milhão de pessoas centenárias no mundo até 2030.
Só no Japão já existem mais de 44 mil centenários, e a pessoa mais longeva já registrada no mundo foi até os 122 anos.
Mas alguns pesquisadores argumentam que a epidemia de obesidade, espalhando-se agora dos países desenvolvidos para o mundo em desenvolvimento, poderá afetar a tendência de longevidade.
As ideias de De Grey podem parecer ambiciosas demais, mas em 2005 o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) ofereceu um prêmio de US$ 20 mil para qualquer biólogo molecular que provasse que as teorias da Fundação Sens são “tão erradas que nem são dignas de um debate bem informado”. Ninguém levou a bolada.
O prêmio foi instituído depois que um grupo de nove cientistas influentes atacou as teorias de Grey, qualificando-as de “pseudociência”. Os jurados concluíram que o rótulo não era justo, e argumentaram que o Sens “existe em um meio-termo de ideias ainda não testadas que algumas pessoas podem considerar intrigantes, mas das quais outras estão livres para duvidar.”

12.553 – Rejuvenescimento: a polêmica do chip com hormônio


chip1
Trata-se de um aparelho de silicone do tamanho de um palito de fósforo, introduzido sob a pele no braço ou na nádega para jogar hormônios na corrente sanguínea. Ela disse que seu rosto ficou como o de um bebê. A modelo Talytha Pugliesi aplicou, aos 30, o mesmo tipo de implante. Contou que as medidas do quadril passaram de 91 cm para 88 cm, deu tchau para a celulite e ainda ganhou músculos. A tática é comum entre as jovens modelos. E cada vez mais adultos surfam nessa onda na tentativa de rejuvenescer.
Nos últimos anos, a terapia hormonal antienvelhecimento vem se popularizando cada vez mais nos Estados Unidos e, ultimamente, no Brasil. Chips debaixo da pele, pílulas, géis e injeções que se apresentam como a bala de prata para manter o corpo jovem. Funciona assim: hormônios são substâncias que ordenam reações metabólicas no organismo. A maioria é produzida nas glândulas endócrinas, mas muitos também nascem em outras partes do corpo, como testículos, ovários ou até mesmo no tecido gorduroso. Em conjunto, eles são maestros que regem o trabalho do corpo e são responsáveis por inúmeras reações, desde a definição do nosso sexo até a sensação de barriga cheia após o prato de lasanha de domingo.
Mas, ao envelhecer, você diminui a produção de vários hormônios, como se os maestros prestes a se aposentar estivessem com braços cansados demais para reger a orquestra. A terapia anti-aging (nome inglês para a terapia hormonal antienvelhecimento) parte do pressuposto de que é saudável repor essas substâncias para combater os efeitos do relógio.
Na verdade, aplicar hormônios no corpo não é exatamente uma novidade. A técnica é recomendada há várias décadas nos casos em que eles estão em déficit no organismo por causa de algum problema. É o caso de diabéticos, que usam insulina (um hormônio) sintética para limitar a quantidade de glicemia no sangue, ou de pessoas com ananismo, que repõem o hormônio do crescimento (o GH) em falta. Isso tem um nome: terapia hormonal.
O tratamento também pode ser usado, com muito cuidado, quando há uma deficiência esperada da produção de hormônios. Todo mundo sabe, por exemplo, que mulheres na menopausa reduzem a fabricação de estrógeno e de progesterona. Em casos graves, nos quais a paciente sofre muito com calorões, ressecamento vaginal, insônia e alterações no humor, a reposição é uma alternativa para combater esses efeitos. “Quando fazemos a terapia hormonal, tratamos os sintomas de uma fase da vida que pode ser incômoda e que para algumas pessoas chega a ser incapacitante”, explica o médico Fernando Reis, responsável pelo ambulatório de endocrinologia ginecológica do Hospital de Clínicas da UFMG.
Mas a terapia hormonal pode contribuir para o surgimento de diversas doenças, como câncer de mama e de endométrio, infarto, derrame cerebral, entre outros efeitos colaterais nada agradáveis. Um estudo famoso lançado em 1991 chamado Women¿s Health Initiative observou os efeitos da reposição hormonal em 161.608 mulheres de 50 a 79 anos. Metade tomou estrógeno e progesterona. A outra metade, placebo. Cinco anos e meio antes do previsto, por motivos éticos, a pesquisa foi encerrada. Na população que fazia uso da terapia hormonal, aumentaram em 29% os riscos de ataques cardíacos, 41% de derrames cerebrais, 113% de embolia pulmonar, 26% de câncer de mama e 50% de demência nas mulheres com mais de 65 anos. Houve, no entanto, benefícios: o risco de fraturas nos ossos caiu em 34% e de câncer de cólon em 37%.
A terapia hormonal antienvelhecimento, porém, segue outra lógica. Nela, a pessoa toma doses manipuladas de hormônios artificiais mesmo que eles não estejam em falta no organismo ou mesmo quando sua redução é normal, com o objetivo de turbinar o organismo – um tipo de doping estético. Isto é, usá-los enquanto você é jovem e a produção está ótima ou quando você já envelheceu, mas a redução deles está dentro dos padrões. Os mais usados nas terapias estéticas são a testosterona, o GH, o estradiol, o DHEA, a progesterona, o estrógeno e a melatonina. Esse grupinho é responsável por estimular a multiplicação de células, o que ajuda na regeneração da pele e outros órgãos, e demais efeitos no corpo que associamos ao rejuvenescimento, como ter mais disposição ou mais músculos.
Na prática, a ideia é que, se a melatonina fortalece o sistema imunológico, por que não usá-la no dia a dia para ficarmos mais protegidos contra doenças ou para fortalecer os velhinhos? Seguindo a mesma lógica, GH é fundamental na infância ao estimular a divisão celular e favorecer o crescimento dos ossos. Se idosos têm maior tendência a desenvolver osteoporose, que tal dar o hormônio para eles?
Para isso, são usados hormônios produzidos em laboratório, mas com exatamente a mesma estrutura molecular dos que são fabricados no nosso corpo. São chamados de bioidênticos, hormônios sintetizados na natureza, oriundos de plantas ou até de xixi de éguas grávidas. Antes de iniciar o tratamento, o médico faz uma bateria de exames para verificar os níveis de todos os hormônios, se o paciente tem histórico de alguma doença ou algum tumor em desenvolvimento, realiza entrevistas clínicas para entender se ele enfrenta algum problema de saúde e acompanha de perto o indivíduo.

Controvérsias
A reposição hormonal utilizada em mulheres que chegam à menopausa vem sendo criticada e associada ao aparecimento de câncer, de doenças cardiovasculares e de trombose. Para muitos médicos, a reposição de estrógeno, progesterona e testosterona (mulheres também produzem o hormônio masculino, mas numa quantidade 30 vezes menor) nessa fase só deve ser usada em último caso.
Uma força-tarefa liderada pela Sociedade Europeia de Endocrinologia, por exemplo, emitiu conselhos rígidos para o consumo de hormônios. O grupo não recomenda o uso de testosterona em mulheres nos casos de infertilidade, disfunção sexual, cognitiva, cardiovascular, metabólica, dos ossos ou outros problemas de bem-estar – o hormônio masculino aumenta os músculos, reduz gordura e turbina a libido nas mulheres. Tudo porque não haveria bons estudos para provar a eficácia do hormônio nessas situações e para garantir a segurança de paciente no longo prazo. Isso sem contar que nenhum dos hormônios da terapia antienvelhecimento é feito especificamente para proporcionar efeitos rejuvenescedores. É uma prática off-label – isto é, usada para aplicações fora do aconselhado na bula.
Nos últimos anos, várias pesquisas começaram a questionar a eficácia da medicina anti-aging. O GH, por exemplo, pode causar uma sensação de mais ânimo e energia. Mas um estudo feito em 2000 na Universidade de Ohio e publicado no jornal da Endocrine Society investigou dois grupos de ratos: um era geneticamente modificado para produzir mais GH e o outro produzia normalmente a substância. O resultado foi que os bichinhos que fabricavam mais GH morreram bem mais cedo, em vez de viverem mais.

Os efeitos da melatonina também foram analisados e tiveram um resultado pouco animador. Um estudo do Instituto Petrov de Pesquisa Oncológica, de São Petersburgo, na Rússia, feito em 2003 e publicado na revista da Sociedade Americana de Gerontologia, forneceu esse hormônio a ratinhas ao longo de meses. Apesar de aumentar a expectativa de vida delas, a substância aumentou a incidência de tumores. Na conclusão, os pesquisadores não recomendaram a melatonina em terapias de longo prazo para humanos.
Evidentemente, há uma série de estudos que dão argumentos favoráveis para a terapia hormonal antienvelhecimento. Mas os críticos dizem que as pesquisas têm poucos voluntários e que são publicadas em revistas científicas de menor relevância. Um dos estudos feitos por Dr. Life, publicado em 1992 no Journal of Obesity and Related Metabolic Disorders, testou os efeitos da testosterona em homens obesos. De fato, quem tomou o hormônio diminuiu a gordura abdominal, os níveis de colesterol, a pressão arterial e o açúcar no sangue, em comparação a quem tomou placebo.

Proibição no Brasil
Gradualmente, hormônio após hormônio começou a ser questionado. A história mudou aqui no Brasil em 2012, quando o Conselho Federal de Medicina emitiu uma resolução que proibiu essa terapia. Desde então, hormônios só podem ser receitados quando houver déficit comprovado da substância. O médico que for pego aplicando essa técnica para combater o envelhecimento pode ter o registro cassado. A resolução também proíbe as receitas de antioxidantes (vitaminas ou sais minerais) com o mesmo objetivo. “Não existe terapia hormonal contra o envelhecimento. Todos os estudos que tentaram demonstrar isso acabaram com aumento do risco de câncer de mama em mulheres e câncer de próstata em homens, além do aumento do risco de AVC”, argumenta Emílio Morguchi, geriatra que fez parte do grupo de trabalho que fez uma revisão de vários estudos sobre o assunto e que emitiu a resolução do conselho.
As terapias hormonais prometem menos peso, mais energia, pele macia. Conheça melhor essa técnica, popular nos EUA, mas proibida no Brasil.
Na verdade, aplicar hormônios no corpo não é exatamente uma novidade. A técnica é recomendada há várias décadas nos casos em que eles estão em déficit no organismo por causa de algum problema. É o caso de diabéticos, que usam insulina (um hormônio) sintética para limitar a quantidade de glicemia no sangue, ou de pessoas com ananismo, que repõem o hormônio do crescimento (o GH) em falta. Isso tem um nome: terapia hormonal.

Na prática, a ideia é que, se a melatonina fortalece o sistema imunológico, por que não usá-la no dia a dia para ficarmos mais protegidos contra doenças ou para fortalecer os velhinhos? Seguindo a mesma lógica, GH é fundamental na infância ao estimular a divisão celular e favorecer o crescimento dos ossos. Se idosos têm maior tendência a desenvolver osteoporose, que tal dar o hormônio para eles?
Para isso, são usados hormônios produzidos em laboratório, mas com exatamente a mesma estrutura molecular dos que são fabricados no nosso corpo. São chamados de bioidênticos, hormônios sintetizados na natureza, oriundos de plantas ou até de xixi de éguas grávidas. Antes de iniciar o tratamento, o médico faz uma bateria de exames para verificar os níveis de todos os hormônios, se o paciente tem histórico de alguma doença ou algum tumor em desenvolvimento, realiza entrevistas clínicas para entender se ele enfrenta algum problema de saúde e acompanha de perto o indivíduo.

A maioria dos adeptos da medicina antienvelhecimento, incluindo Dr. Life, rejeita a ideia de que a terapia promove rejuvenescimento, uma vez que não há como retroceder o tempo. No lugar, preferem dizer que o tratamento proporciona um envelhecimento com mais qualidade de vida. Há quem defenda uma certa filosofia contra o “sistema”: usar hormônios para garantir um envelhecimento melhor seria mais saudável do que depender da indústria farmacêutica e tomar um remédio atrás do outro, cada qual com possíveis efeitos colaterais. Uma carta aberta do endocrinologista brasileiro Victor Sorrentino, adepto da medicina antienvelhecimento, circula na internet e defende que a prática “fura” a indústria farmacêutica, ao não depender de patentes e ao diminuir a demanda por medicamentos. Por causa dos resultados e de discursos como este, os hormônios se tornaram populares.

 
Evidentemente, há uma série de estudos que dão argumentos favoráveis para a terapia hormonal antienvelhecimento. Mas os críticos dizem que as pesquisas têm poucos voluntários e que são publicadas em revistas científicas de menor relevância. Um dos estudos feitos por Dr. Life, publicado em 1992 no Journal of Obesity and Related Metabolic Disorders, testou os efeitos da testosterona em homens obesos. De fato, quem tomou o hormônio diminuiu a gordura abdominal, os níveis de colesterol, a pressão arterial e o açúcar no sangue, em comparação a quem tomou placebo. Mas o teste foi realizado com apenas 23 voluntários, acompanhados por oito meses. “Estudos para aprovar a terapia antienvelhecimento precisam ser feitos com 500 mil pessoas”, defende a médica Eliane Maria Frades da Costa, supervisora da Endocrinologia do Hospital de Clínicas da USP.

Proibição no Brasil
Gradualmente, hormônio após hormônio começou a ser questionado. A história mudou aqui no Brasil em 2012, quando o Conselho Federal de Medicina emitiu uma resolução que proibiu essa terapia. Desde então, hormônios só podem ser receitados quando houver déficit comprovado da substância. O médico que for pego aplicando essa técnica para combater o envelhecimento pode ter o registro cassado. A resolução também proíbe as receitas de antioxidantes (vitaminas ou sais minerais) com o mesmo objetivo. “Não existe terapia hormonal contra o envelhecimento. Todos os estudos que tentaram demonstrar isso acabaram com aumento do risco de câncer de mama em mulheres e câncer de próstata em homens, além do aumento do risco de AVC”, argumenta Emílio Morguchi, geriatra que fez parte do grupo de trabalho que fez uma revisão de vários estudos sobre o assunto e que emitiu a resolução do conselho.

Nos Estados Unidos, meca da medicina anti-aging, cada Estado tem autonomia para liberar a prática. Existe, inclusive, uma organização especializada no assunto: a American Academy of Anti-Aging Medicine, que conta com aproximadamente 26 mil membros de mais de 120 países, incluindo brasileiros. No entanto, quase todos os Estados norte-americanos proíbem a técnica. Um estudo de 2014 da American Society for Parental and Enteral Nutrition, intitulado Anti-Aging Diet and Supplements: Fact or Fiction? (“Dieta e suplementos antienvelhecimento: fato ou ficção?”) concluiu: “Testes clínicos encontraram um risco maior de doenças cardiovasculares com a terapia por estrógeno e testosterona e um aumento do risco de câncer com a terapia hormonal em indivíduos outrora saudáveis”.

Precursor do implante hormonal no mundo todo (aquele com um chip, usado pelas modelos), o endocrinologista e farmacêutico brasileiro Elsimar Coutinho diz que desaprova o uso para efeitos antienvelhecimento. “Clínica de endocrinologia não é clínica de beleza. Hormônio só deve ser usado quando está em déficit”, afirma.

Os principais hormônios das terapias antienvelhecimento

DHEA (dehidroepiandrosterona)
USADO PARA: há quem defenda que melhora a cognição, a libido, ajuda a emagrecer e diminui a perda óssea. É um pré-hormônio que o organismo converte em testosterona e, por causa disso, é usado na terapia antienvelhecimento para render os mesmos efeitos.
RISCOS: por outro lado, está relacionado ao aumento do risco de câncer de próstata.

Testosterona
USADO PARA: regula a libido, a potência sexual, o coração e favorece a produção de músculos e a queima de gordura tanto em homens como em mulheres.
RISCOS: usada de forma inadequada, pode desequilibrar os níveis de colesterol e masculinizar as mulheres – isto é, engrossar a voz, aumentar a quantidade de pelos e o tamanho do clitóris.

Progesterona
USADO PARA: hidratante para a pele (amenizaria as rugas), promove a libido, fortalece o coração, o raciocínio, a memória e os ossos. Ela prepara o útero para receber o óvulo fecundado, além de estimular o desenvolvimento das glândulas mamárias para a produção de leite. Compostos sintéticos parecidos com a progesterona inibem a ovulação e são usados como método contraceptivo.
RISCOS: pode causar depressão, dores de cabeça, retenção de fluidos, flacidez nos seios, disfunções renais e até aborto.

Hormônio do crescimento (GH)
USADO PARA: diminuir a produção de gordura, aumenta a massa muscular e promove o desenvolvimento dos ossos.
RISCOS: pode provocar diabetes, ganho de peso, estimular o crescimento de tumores e aumentar a largura dos ossos, em especial da mandíbula, dos pés e das mãos.

Estrógeno
USADO PARA: aliviar os sintomas associados à menopausa. Determina as características sexuais femininas e fortalece o coração, os ossos e tem efeitos benéficos sobre a pele – esses três últimos efeitos motivam seu uso na terapia anti-aging.
RISCOS: a longo prazo, está associado ao surgimento do câncer de mama e da trombose.

Estradiol
USADO PARA: produzir efeitos similares ao estrógeno, além de dar mais disposição. É o mais potente dos estrógenos produzidos pela mulher. Nos homens, é fabricado em menor quantidade.
RISCOS: além de poder trazer os efeitos negativos de qualquer estrógeno, o estradiol aumenta as chances de desenvolver fotossensibilidade.

Melatonina
USADO PARA: o hormônio do sono ajuda a ter noites de descanso mais tranquilas, o que reduz a presença de radicais livres que levam ao envelhecimento e doenças.
RISCOS: ligado ao surgimento de tumores e à piora de asma.

Cortisol
USADO PARA: combater inflamações e estabilizar a pressão arterial. Liberado em situações de stress, ele dá mais disposição.
RISCOS: o uso exagerado pode causar aumento do peso, hipertensão, diabetes e imunossupressão.

12.545 – Envelhecimento – Cadê minha fonte da juventude?


O soldado e explorador espanhol Juan Ponce de León (1460-1521) já havia acompanhado Cristóvão Colombo em sua segunda viagem à América quando começou sua busca pela mitológica Fonte da Juventude. Os nativos de Porto Rico, onde Ponce havia criado uma colônia, diziam existir tal fonte misteriosa capaz de proporcionar a jovialidade eterna para quem em suas águas se banhasse. O viajante nunca a encontrou — acabou foi descobrindo a Flórida, ironicamente o estado americano hoje com a maior proporção de idosos. Ponce de León não foi o único a procurar incansavelmente por uma forma de ser jovem para sempre. A busca pela imortalidade e pela juventude eterna sempre fascinou o homem, único animal que tem consciência da própria morte — e por isso sofre. Mas nunca esteve tão próxima de ser alcançada. Como Ponce de Leóns contemporâneos, os cientistas do século 21 vêm perseguindo o fim da maior causa de morte do mundo: a velhice. Por consequência, as doenças decorrentes dela. E parecem estar mais próximos de, no mínimo, postergá-la. “Os avanços da área biológica que surgem nesse começo de século indicam que muitos de nós poderemos chegar facilmente aos 100, 150 anos”, diz o professor do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Stevens Rehen.

Prolongar a vida seria apenas uma consequência de fazer as pessoas serem mais saudáveis por mais tempo. Esse é o principal objetivo da nova ciência do antienvelhecimento, que pretende atacar de uma só vez todas as formas de deterioração do corpo para fazer com que o nosso relógio biológico corra mais devagar. Assim, ficaríamos longe de doenças decorrentes da idade avançada — como Alzheimer, demência, diabetes e doenças cardíacas — por mais tempo. Atacar a velhice, portanto, seria a melhor e talvez única forma de nos afastarmos dos males provocados por ela. Combater uma a uma as doenças — algo que desde sempre fazemos — não surtiria grandes efeitos. Nos Estados Unidos, por exemplo, se os problemas de coração fossem totalmente eliminados, a expectativa de vida não subiria mais do que três anos. O mesmo que proporcionaria uma cura milagrosa para o câncer. “O risco de doenças fatais dispara após os 60 anos. Assim, mesmo que evitemos o ataque cardíaco, outros problemas vão nos pegar”, afirma o escritor de ciência e medicina americano David Stipp, autor do livro The Youth Pill (A Pílula da Juventude, sem edição no Brasil), lançado no ano passado. Por isso, a maneira de aumentar a expectativa e a qualidade de vida para valer é evitar chegar nesse estágio em que já estamos mais fracos e vulneráveis a doenças.

INJEÇÃO ANTIVELHICE
Em novembro passado, pesquisadores do Instituto de Câncer Dana-Farber, da Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, publicaram um estudo que contrariou um dos principais conceitos sobre o processo de envelhecimento: o de que ele é irreversível. Eles conseguiram, pela primeira vez, rejuvenescer ratos de laboratório. O experimento foi baseado num mecanismo que rendeu, um ano antes, o Prêmio Nobel de Medicina a outros três cientistas americanos: a relação entre o processo de envelhecimento e os telômeros, uma espécie de capinha que protege a ponta de cada cromossomo dentro de nossas células — numa comparação grosseira, o telômero assemelha-se àquele revestimento plástico presente na ponta dos cadarços de um tênis. A cada vez que a célula se divide, essa capinha se encurta um pouco. Depois de 50 a 80 duplicações a célula não consegue mais se multiplicar — após os 35 anos de idade, os efeitos desse processo já começam a ser sentidos. O tempo passa e, sem células novas e com algumas mortas ou inativas, nossos órgãos começam a se deteriorar. É a velhice.

Nascemos com um mecanismo capaz de driblar esse processo, uma enzima chamada telomerase. Ela repara as tais capas protetoras dos cromossomos após cada divisão celular. Porém, após a infância, sua concentração cai drasticamente. Fazer com que ela volte a crescer é um dos caminhos para postergar o envelhecimento — ou até mesmo revertê-lo. No estudo de Harvard, os cientistas criaram ratos geneticamente modificados de forma que não produzissem a telomerase. Como resultado, os animais envelheceram rapidamente. Os sinais incluíram diminuição do cérebro e do olfato, danos no baço e intestinos, além de doenças como osteoporose e diabetes. Com apenas um mês de ingestão de telomerase, no entanto, tais sintomas sumiram. Os ratos voltaram inclusive a ser férteis e desenvolveram neurônios, sem contar uma invejável melhora na pele. “O que vimos não foi a desaceleração ou estabilização do envelhecimento, mas algo muito mais incrível: uma reversão dramática dele”, afirma Ronald DePinho, coordenador da pesquisa. “É possível imaginar que um homem de 90 anos voltaria a ter a saúde que possuía aos 40 ou 50”, diz. Porém, apesar de ter sido bem-sucedido em ratos, o tratamento ainda não foi testado em humanos. E não há perspectiva de que isso aconteça nos próximos anos. “Ainda temos muito trabalho pela frente. O próximo passo é descobrir em que estágio da vida as pessoas precisariam se submeter à injeção de telomerase”, afirma DePinho. Em paralelo a isso, ainda seria preciso ultrapassar um grande empecilho: o potencial risco de câncer.
Fora do período de gestação e infância, a telomerase só retorna em grandes quantidades nas células cancerosas — sabe-se que 90% dos tumores possuem a enzima. Aliás, é por isso que elas se reproduzem incessantemente. “Se você persegue a imortalidade, é o que, de um modo perverso, também fazem as células com câncer”, diz o oncologista e professor de medicina da Universidade Columbia, Estados Unidos, Siddhartha Mukherjee, autor do recém-lançado livro The Emperor of All Maladies: A Biography of Cancer (O Império de Todas as Enfermidades: Uma Biografia do Câncer, sem edição no Brasil).

Além da vantagem óbvia para todo mundo de postergar a chegada da velhice, um grupo específico de pessoas se beneficiaria caso os pesquisadores conseguissem resolver as contraindicações desse tipo de tratamento. Trata-se de indivíduos que, por conta de uma sequência genética, têm menos telomerase desde a gestação. Consequentemente, envelhecem mais rápido e chegam a ser biologicamente até dez anos mais velhos do que outras pessoas da mesma idade. Essa sequência de DNA foi mapeada em fevereiro do ano passado por cientistas da Universidade de Leicester, no Reino Unido. Em um estudo com 3 mil pessoas, 45% delas carregavam ao menos um gene da sequência. Os pesquisadores acreditam que um mapeamento desse tipo possibilitaria prescrever estilos de vida saudáveis àqueles mais propensos aos males do envelhecimento. Além de exercícios físicos, uma dieta com poucas calorias entraria na receita. Pois é sabido, e cientificamente provado, que quem come menos, vive mais.
Uma dieta diária entre 1.200 e 1.400 calorias — 30% a menos do que a sugerida pela Organização Mundial da Saúde — poderia aumentar nossa expectativa de vida média para 120 anos. Algumas pessoas chegariam, então, aos 150. Mesmo que você começasse a comer menos aos 30, ainda teria chance de prolongar seu tempo na Terra em sete anos. É atrás dessas promessas que ao menos 2 mil pessoas praticam a dieta de baixa caloria no mundo. Esse é o número de membros da Sociedade de Restrição Calórica. Apesar da matriz estar localizada nos Estados Unidos, há integrantes de várias partes do planeta, inclusive cinco do Brasil (que não se identificam). Os resultados dos pratos moderados têm sido positivos. Dados divulgados pela Sociedade atestam que os adeptos da dieta registraram queda significativa da pressão sanguínea, perda de quase 70% da gordura corporal e redução de 80% do nível de insulina no sangue, o que, no mínimo, faz cair o risco de doenças cardíacas e diabetes. Pratos mais comportados também são a receita milenar dos habitantes do arquipélago japonês de Okinawa — é lá que estão as pessoas que mais vivem no mundo. A proporção de centenários nas ilhas é de 50 para cada 100 mil moradores, enquanto nos demais países cai para dez a cada 100 mil. A população de Okinawa é de cerca de 1,3 milhão. Não por acaso, um prato típico no arquipélago tem 17% menos calorias do que no restante do Japão.
Em cinco anos, o laboratório Sirtris Pharmaceutical promete colocar no mercado uma pílula que imita os efeitos de se comer pouco, mesmo que você siga uma dieta normal. O princípio ativo — já comercializado em medicamentos para diabéticos e como suplemento alimentar — é o resveratrol, substância encontrada na casca da uva roxa. É sua presença que confere ao vinho tinto benefícios ao coração. E explica o que os cientistas chamam de “paradoxo francês”: a baixa mortalidade por doenças cardíacas na França, mesmo com uma dieta tão rica em gordura. Graças ao hábito comedido que a população tem de beber vinho quase que diariamente. Além dos benefícios ao coração, também há evidências de que o resveratrol reduza o risco de Alzheimer, derrame, diversos tipos de câncer, perda de audição e osteoporose — todos problemas comuns no envelhecimento. Já provocar o aumento dos anos de vida é algo que ainda precisa ser provado em humanos. Mas o resultado em animais se mostrou estimulante.
Em 2006, pesquisadores da Escola de Medicina de Harvard realizaram estudos liderados por David Sinclair — não por acaso, fundador da Sirtris Pharmaceutical, hoje pertencente à gigante inglesa GlaxoSmithKline. No experimento, cientistas superalimentaram roedores com uma dieta rica em gordura. Em paralelo, forneceram a eles doses de resveratrol. As cobaias ficaram obesas. Ainda assim, seu tempo de vida se estendeu a um patamar igual ao dos ratos que comiam com restrição. Para obter esses efeitos com vinho seriam necessárias 300 taças por dia, ou seja, algo impensável até para o mais bebum dos seres humanos. O que justifica a corrida da indústria farmacêutica atrás das pílulas.

Os medicamentos que imitam dietas metódicas serão uma aplicação mais concreta dos pioneiros estudos sobre antienvelhecimento. A primeira importante pesquisa científica que provou que restringir calorias poderia prolongar a vida foi divulgada em 1934. O estudioso de nutrição da Universidade de Cornell, Estados Unidos, Clive McCay, manteve ratos em um estado de quase fome por quatro anos e os assistiu viver 85% mais tempo do que a média. Um dos animais chegou aos 3 anos e 9 meses de idade. Como, cinco anos antes, dois cientistas tinham ganhado o Prêmio Nobel pela descoberta das vitaminas, pareceu uma pequena heresia dizer que passar um pouco de fome poderia nos fazer bem. Mais recentemente, no início dos anos 2000, cientistas do Centro Nacional de Pesquisa em Primatas de Wisconsin revelaram bons resultados com macacos mantidos em uma dieta 30% menos calórica do que seus colegas. Além de magros, estavam no auge da vida. Enquanto os que comiam normalmente se movimentavam lentamente e viam cair mais pelos, entre outros sinais de velhice.

Em 2015, 2016, com o medicamento nas farmácias, a Sirtris deve se tornar a indústria referência em antienvelhecimento. Além do resveratrol, seus laboratórios estudam outra substância capaz de imitar os efeitos de uma dieta de baixa caloria: a rapamicina. Hoje usado para evitar rejeição em transplante de órgãos, o princípio ativo fez com que ratos de meia-idade vivessem de 28% a 38% mais tempo, segundo um estudo divulgado pela revista Nature em meados de 2009. Mais uma pesquisa que mostra que há esperanças para prolongar a vida mesmo quando o corpo já está desgastado. Esta também é a promessa da medicina regenerativa.
No ano passado, um grupo de mulheres teve uma oportunidade de ouro: após serem mutiladas devido ao câncer de mama, viram crescer seios 100% naturais, a partir de suas próprias células. A técnica que soa como milagre foi desenvolvida após quase uma década de estudos pela empresa de biotecnologia americana Cytori Therapeutics, que pretende trazer o método para o Brasil ainda este ano. Permite dupla recauchutagem: as células que dão origem ao novo seio são extraídas de uma cirurgia plástica para tirar gordurinhas indesejadas. O procedimento começa com uma lipoaspiração, por exemplo, na barriga. Da gordura são colhidas células-tronco, capazes de se multiplicar para gerar tecidos de outras partes do corpo, como a mama. Elas são, então, aplicadas na região do peito. Conforme crescem, formam um novo seio, sem risco de rejeição.

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A descoberta de células-tronco na gordura foi um grande avanço para a medicina regenerativa. Somente no Brasil, são realizadas mais de 200 mil lipoaspirações por ano. No ano passado, Radovan Borojevic, diretor do Programa Avançado de Biologia Celular Aplicada à Medicina da UFRJ, conseguiu, de forma inédita no Brasil, autorização da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) para manipular células-tronco de gordura. “Esse material pode garantir reserva para a velhice, para sanar as doenças naturais do passar dos anos e até diminuir as rugas”, diz. Quem fizer uma lipoaspiração aos 20, por exemplo, pode chegar aos 60 e usar as células guardadas para preencher a pele envelhecida e se livrar dos pés de galinha. Como as células terão a memória de sua juventude, será possível fazer o que nenhum cosmético ou Botox jamais conseguiu: ter cara de 20, aos 60. O procedimento, cujo efeito dura de quatro a cinco anos, já está em fase de testes. Em três meses, Borojevic realizou 70 implantes de células antirrugas — os interessados podem se inscrever para os testes no Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ. Mas esta é apenas a mais frívola das promessas da bioengenharia. “Com as técnicas, vamos envelhecer muito melhor do que os nossos avós”, afirma Borojevic.

Experimentos em humanos mostraram que o implante de células-tronco pode reparar órgãos vitais. Entre eles, o coração, que teria benefícios como o aumento da quantidade e bombeamento de sangue após infartos, diminuição da área de tecidos mortos e melhora da capacidade respiratória em casos de doenças cardíacas crônicas. Outro resultado positivo é a redução da incontinência urinária em pacientes que passaram por cirurgias de próstata. “A medicina regenerativa para problemas do envelhecimento será de fato composta por peças de substituição”, afirma o gerontologista inglês criador da Fundação Sens, de estudos de biotecnologia para rejuvenescimento, Aubrey de Grey, polêmico, entre outras coisas, por afirmar que a velhice é uma doença à espera de cura.

A HORA DA MORTE
Com sua aparência de Matusalém, apesar dos 47 anos de idade, De Grey acredita que podemos ser imortais e que os homens que vão viver mil anos já nasceram. Passar mais tempo na Terra do que o próprio personagem bíblico, que teria morrido aos 969, seria possível graças ao desenvolvimento da engenharia para impedir que nossas células envelheçam e da reposição de órgãos e tecidos. “Uma vez que a medicina regenerativa se desenvolver, o limite biológico do corpo desaparecerá.” A ideia gerou tanta controvérsia na comunidade científica que, em 2005, o Massachusetts Institute of Technology (MIT) lançou um concurso que premiaria com US$ 20 mil quem conseguisse provar que a tese de Aubrey era descabida. Cinco inscrições foram analisadas por um júri composto por cabeças como o geneticista Craig Venter. Ninguém levou o prêmio.

A crença de que a ciência e a tecnologia nos permitirão redesenhar o próprio corpo para nos fazer viver muito mais, até indefinidamente, guia uma corrente filosófica chamada transhumanismo. Os seguidores do pensamento acreditam que por meio de áreas de conhecimento emergentes como biotecnologia, inteligência artificial, robótica e nanotecnologia, poderemos superar a própria condição humana. “O homem não é o final da evolução biológica, e sim o começo de uma evolução tecnológica”, afirma o engenheiro venezuelano formado pelo MIT e que já trabalhou para a Nasa, José Cordeiro, grande divulgador do transhumanismo na América Latina. Ele acredita que assistiremos à morte da morte — e que não há nada de antinatural nisso. “O propósito da vida é mais vida. Além do mais, ninguém quer morrer, ainda mais se tiver a oportunidade de não ficar velho.”
As transformações no mundo caso as pessoas passem a viver décadas ou até séculos a mais são inevitáveis. Mas, para De Grey, compensaria enfrentá-las. “Essas dificuldades não superam os benefícios da eliminação de doenças relacionadas à idade, como problemas cardiovasculares e câncer”, afirma. Mesmo porque esses problemas terão que ser pensados de imediato. Pois, antes mesmo das pirotecnias científicas se tornarem realidade, a longevidade no mundo só cresce. Para se ter ideia, vivemos 25 anos a mais do que um século atrás. Nos países desenvolvidos, a expectativa de vida aumenta cinco horas por dia. Ou seja, já há motivos suficientes para a ciência se preocupar com os muitos que, em tempos anteriores às pílulas que simulam fome ou injeções de enzimas e células-tronco, fazem muito mais aniversários do que um dia nossos avós jamais poderiam imaginar.
O profeta da imortalidade
O cientista do envelhecimento Aubrey de Grey afirma que, em 2030, estaremos vivendo até os 130 anos. E que os homens que farão mil aniversários já nasceram. A seguir ele conta como isso será possível
Trechos da entrevista:
* Por que envelhecemos?
Aubrey de Grey: Porque o corpo humano, como qualquer máquina, causa danos a si mesmo como efeito colateral natural de sua operação. Esse prejuízo se acumula ao longo da vida. Por um longo tempo quase não afeta a habilidade do corpo para funcionar, mas, eventualmente, provoca doenças e incapacidade.

* As pessoas que viveriam mil anos precisariam constantemente substituir peças, como um robô?
De Grey: De fato, a maior parte das técnicas serão compostas por peças de substituição, mas a um nível microscópico. Em alguns casos, podemos trocar órgãos inteiros. Porém, mais frequentemente, serão células ou moléculas.

* Mesmo pessoas sedentárias, com excesso de peso e estressadas serão capazes de viver mais?
De Grey: A medicina regenerativa vai permitir que as pessoas ultrapassem por uma larga margem a longevidade que qualquer um consegue atualmente, mesmo com a melhor vida possível, mesmo aqueles com uma genética privilegiada. Então, sim, estas terapias irão funcionar em todos, mesmo naqueles com um estilo de vida ruim.

* Existe limite biológico para a vida dos seres humanos?
De Grey: Há de fato um limite biológico para quanto tempo as pessoas podem viver, porque certos aspectos do nosso metabolismo, como a respiração, são inevitáveis e acumulam danos moleculares e celulares. Porém, uma vez que se desenvolvam técnicas de bioengenharia para reparar esses danos, não haverá mais limite para a vida do homem.

* Como lidar com as consequências sociais de se ter uma superpopulação?
De Grey: A eliminação do envelhecimento vai mudar o mundo. E precisaremos agir diante de muitas dessas transformações. No entanto, essas dificuldades não superam os benefícios da eliminação de doenças como câncer e problemas cardiovasculares.

* Viver mais significa viver melhor?
De Grey: Não necessariamente. Mas o trabalho em minha fundação de estudos em engenharia de rejuvenescimento, a Sens, foca em viver melhor, ou seja, adiar o processo das doenças da velhice. A longevidade será um efeito colateral: só ocorrerá porque as pessoas serão mantidas saudáveis.

* Você aplica técnicas de medicina regenerativa em si mesmo? Já testou alguma?
De Grey: Estou ansioso para me beneficiar destas terapias. Não faço isso simplesmente porque, na prática, elas ainda não existem.

12.539 – Cientistas REVERTEM envelhecimento de células humanas


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Há muito tempo cientistas tentam descobrir se o envelhecimento pode ser adiado ou mesmo revertido. Agora, mais um passo foi dado nessa direção.
O professor Jun-Ichi Hayashi, da Universidade de Tsukuba, no Japão, mostrou que é possível reverter o envelhecimento pelo menos em uma linha de células humanas. A regulação de dois genes envolvidos com a produção de glicina foi em parte responsável por algumas das características desse envelhecimento.
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Hayashi e sua equipe fizeram esta descoberta no processo de abordar questões controversas em torno de uma teoria popular do envelhecimento.
A teoria mitocondrial do envelhecimento propõe que os defeitos mitocondriais associados com a idade são controlados pela acumulação de mutações no DNA mitocondrial. A acumulação destas mutações é ligada a um tempo de vida reduzido e início precoce de características relacionadas com o envelhecimento, tais como o peso e a perda de cabelo, curvatura da coluna vertebral e osteoporose.
No entanto, os japoneses têm realizado pesquisas que os levaram a propor que os defeitos mitocondriais associados à idade não são controlados pelo acúmulo de mutações, e sim por outra forma de regulação genética.

Análise mitocondrial
Os cientistas analisaram a função das mitocôndrias em linhas de células de fibroblastos humanos derivadas de jovens (com idade variando de um feto a 12 anos de idade) e idosos (com idade variando de 80 a 97 anos de idade).
Em seguida, compararam a respiração mitocondrial e a quantidade de danos no DNA nas mitocôndrias dos dois grupos, esperando que a respiração fosse reduzida e os danos do DNA maiores nas células do grupo idoso.
Enquanto os idosos tinham mesmo respiração reduzida, não houve diferença na quantidade de danos no DNA entre os grupos. Isso levou os pesquisadores a sugerir que a regulação epigenética é que poderia ser responsável pelos efeitos associados à idade observados na mitocôndria.
Regulação epigenética são alterações, como a adição de estruturas químicas ou proteínas, que alteram a estrutura física do DNA, resultando na ativação ou desligamento de genes. Ao contrário das mutações, estas mudanças não afetam a própria sequência de DNA.
Para testar sua teoria de que a regulação epigenética é que estava envolvida com o envelhecimento das células, os cientistas reprogramaram linhas celulares derivadas de fibroblastos humanos de jovens e idosos a um estado semelhante a célula estaminal embrionária.
Essas células então se tornaram fibroblastos novamente, e sua função respiratória mitocondrial foi examinada. Incrivelmente, os defeitos associados à idade tinham sido revertidos – todos os fibroblastos tinham taxas de respiração comparáveis aos da linha celular de fibroblastos fetais, independentemente do fato de serem derivados de jovens ou idosos.
Isto indica que o processo de envelhecimento na mitocôndria é controlado por regulação epigenética, não por mutações.
O próximo passo foi definir que genes podem ser controlados epigeneticamente, resultando em defeitos mitocondriais associados à idade. Dois genes que regulam a produção de glicina nas mitocôndrias, CGAT e SHMT2, foram encontrados.
Ao alterar a regulação destes genes, os pesquisadores repararam a função mitocondrial nas linhas de células de fibroblastos – por exemplo, em 10 dias, conseguiram restaurar a função respiratória das mitocôndrias do participante de 97 anos de idade.
Agora que eles sabem que a regulação epigenética controla defeitos de respiração associados à idade em linhas de células de fibroblastos humanos, os pesquisadores querem descobrir se a regulação epigenética também pode controlar o envelhecimento nos seres humanos.
Em caso positivo, novas terapias como suplementos de glicina podem dar a população mais velha um novo sopro de vida.