12.145 – Medicina – Órgãos humanos dentro de porcos e ovelhas


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A princípio a ideia pode parecer bizarra, mas pode salvar milhões de vidas.

Mais de 50 porcas e ovelhas foram implantadas com embrões híbridos, com a esperança de que, quando nascerem, os filhotes sejam capazes de produzir órgãos humanos funcionais, como corações e fígados. Utilizando técnicas de edição de genes, cientistas americanos reprogramaram as células embrionárias dos animais – para que eles produzam órgãos humanos. Parte do DNA dos bichos foi substituído por células-tronco humanas, que deverão formar os órgãos. Assim, a ovelhinha vai ter um coração humano, e não um coração de ovelha. Depois, é só realizar o transplante.
A técnica, que vem sendo desenvolvida pelo National Institutes of Health (braço de pesquisa científica do governo dos EUA), é controversa, principalmente porque envolve direitos dos animais, células-tronco e modificações genéticas. “Criar híbridos homem-animal é ruim para os homens e pior para os bichos. Eles têm a mesma capacidade de sofrer de qualquer outro animal, incluindo humanos”, diz Julia Baines, da organização não-governamental PETA (People for the Ethical Treatment of Animals). Por outro lado, o mundo enfrenta uma crise na doação de órgãos. A lista de espera por um transplante tem 122.000 nomes, só nos Estados Unidos. No fim de cada dia, 22 pessoas morrem na fila.
Apesar do confronto, ainda estamos longe de saber se os órgãos criados em animais realmente funcionam. Nenhum porco ou ovelha modificado nasceu ainda, e vários testes ainda precisam ser realizados antes que um transplante ocorra de fato.

12.144- Mega Byte – Informações da internet podem ser armazenadas dentro do DNA


Antes de tudo, se esse novo método realmente funcionar, você poderá estar lendo esse texto em 3016. Se você ainda está em 2016, é melhor explicar: as informações guardadas na internet não vão ecoar infinitamente. Hoje, estamos bem servidos com os discos rígidos e servidores que sustentam a nossa rede, mas o passar dos anos vai tornar tudo isso obsoleto e ilegível. Então, como será possível armazenar o conhecimento humano, se não podemos confiar nem nos nossos computadores? Um time de pesquisadores da Suíça tem uma resposta inesperada: usando o DNA.
Em 2012, um estudo mostrou que é possível traduzir um megabyte, que é uma unidade de armazenamento de memória dos computadores, em informação dentro do DNA. Assim como o sistema binário utilizados nos computadores, o DNA tem a sua própria linguagem. No caso, essa é linguagem é escrita por sequências de nucleotídeos.
A grande vantagem do DNA é que ele consegue guardar uma enorme quantidade de dados dentro de um espaço minúsculo. Teoricamente, apenas 1 grama de DNA consegue carregar 455 exabytes de informação. “Só” isso é capaz de armazenar todos os dados do Google, Facebook, e de qualquer outra grande companhia de tecnologia, de acordo com a New Scientist. Ah, e ainda sobra bastante espaço.
O problema é que o DNA, assim como os meios de armazenamento que conhecemos, se degrada, reagindo com água e oxigênio. Os pesquisadores Robert Grass e Reinhard Heckel também têm a resposta: uma espécie de fossilização. O DNA sintetizado seria “embalado” em um vidro estável, mas como nem todo método é infalível, eles também se prepararam para os possíveis erros. Heckel pretente adicionar redundâncias, partes repetidas ao DNA. Assim, se alguma parte for perdida, ela poderá ser recuperada.

12.143 – Medicina – Técnica trata defeito de bebê ainda no útero


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O HCor (Hospital do Coração), em São Paulo, tem usado uma nova técnica para corrigir, ainda durante a gestação, um defeito congênito que causa o fechamento incompleto da coluna de bebês.
Com um corte de 2,5 cm no útero, os médicos dizem que é possível corrigir a mielomeningocele, também conhecida como espinha bífida, mais precocemente –por volta de 20 semanas de gestação.
A técnica cirúrgica considerada padrão faz um corte um pouco maior, de 4 cm a 5 cm, e numa fase mais adiantada da gravidez. Estudos demonstraram que a cirurgia fetal reduz pela metade os riscos de sequelas em comparação à feita após o bebê nascer. Por outro lado, a operação aumenta as chances de prematuridade.
O tratamento mais precoce faz com que a medula e as raízes nervosas do feto fiquem menos tempo expostas ao líquido amniótico e, por isso, há menos risco de lesões neurológicas, segundo Fábio Peralta, médico responsável pela cirurgia fetal do HCor, que desenvolveu a técnica com o neurocirurgião Antônio de Salles.
Peralta afirma ainda que o corte menor pode trazer benefícios também para a mãe, como menos sangramento e menor risco de ruptura uterina na gestação. “A cirurgia tem demonstrado bons resultados, principalmente em relação ao desenvolvimento das crianças visto até agora”, afirma ele.
As sequelas podem incluir paralisia nas pernas e perda do controle da bexiga. A principal é a hidrocefalia (acúmulo de água no cérebro), que pode requerer um dreno para a retirada do líquido. Cerca de 50 bebês já foram operados com essa técnica no HCor, e por volta de 10% deles precisaram colocar o dreno. Peralta afirma ainda que, até agora, as crianças têm se desenvolvido sem sequelas.

Observações
Precursor da cirurgia fetal para corrigir a mielomeningocele no Brasil, trazendo em 2011 a técnica desenvolvida nos EUA, o professor da Unifesp Antonio Moron faz ressalvas à novidade. “Parabenizo a equipe do HCor pelo esforço em aprimorar a cirurgia, mas não há necessidade de uma incisão um pouco menor do que a que fazemos e operar mais precocemente. Estudos demonstraram que a cirurgia antes das 23 semanas traz mais riscos de ruptura uterina e complicações”, afirma.

12.142 – Sociedade – Fim da cracolândia levará ao menos 2 anos


Da Folha para o ☻Mega

O departamento antidrogas da Polícia Civil de São Paulo avalia que precisa de mais dois anos, “no mínimo”, para conseguir desmontar a rede de tráfico de drogas na cracolândia, no centro da cidade.
A expectativa é do próprio diretor do Denarc (departamento de narcóticos), Ruy Ferraz Fontes, um ano após ter assumido esse posto no governo Geraldo Alckmin (PSDB).
Para ele, a consolidação da área como reduto de viciados e traficantes de crack nas últimas décadas e a influência da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) no comércio de drogas naqueles quarteirões se tornaram empecilhos para uma solução rápida do problema.
“Mais dois anos, no mínimo. Aquilo está constituído há muito tempo e não é possível desmontar de uma hora para a outra. Um problema seríssimo é a influência do PCC lá dentro”.
A cracolândia foi alvo nas últimas duas décadas de repetidas ações e planos de prefeitura e Estado com a justificativa de controle do tráfico e redução do fluxo de viciados.
As gestões Fernando Haddad (PT) e Alckmin chegaram a remover a “favelinha” de barracas de plástico símbolo do tráfico de drogas, mas ela ressurgiu meses depois.
O diretor do Denarc afirma haver ao menos 40 grupos de traficantes atuando simultaneamente para abastecer a cracolândia –e que eles são automaticamente substituídos quando algum é preso.
Em 2015, foram realizadas 33 operações na região e desmontados três grandes grupos criminosos, além de outros pequenos. Foram presos 56 adultos e apreendidos 2 adolescentes. “Não vamos desistir nunca. Enquanto estiver aquele fluxo lá, vamos mexer.”
Fontes assumiu a chefia do Denarc em janeiro de 2015. Em 12 meses, apreendeu uma quantidade recorde de maconha: 23 toneladas, alta de 360% em relação às 5 toneladas apreendidas em 2014.
Os dados envolvendo crack são emblemáticos: todos os 103 kg apreendidos pelo departamento no ano passado eram destinados à cracolândia do centro de São Paulo.
Trata-se de droga suficiente para a produção de 300 mil pedras –segundo a polícia, um único traficante chega a vender até 3.000 pedras da droga em único dia por lá.
O delegado afirma que embora a cracolândia seja controlada pelo PCC, a facção criminosa não é dona da droga.
Segundo Fontes, esse controle do tráfico de drogas na cracolândia se estende ao domínio de parte dos hotéis que participam do programa “Braços Abertos”, da prefeitura, lançado em 2014.
Esse projeto da gestão Haddad oferece moradia e R$ 15 por dia de trabalho de varrição a dependentes de droga.
Dois estabelecimentos já foram descredenciados pela prefeitura a pedido da polícia, que prepara agora uma nova ofensiva nesses locais que se tornaram pontos de consumo e distribuição de drogas.

cracolandia

12.141 – Ecologia – Adidas imprime tênis em 3D com lixo marítimo


A Adidas anunciou uma parceria com a Parley for the Oceans, uma organização que incentiva a remoção de lixo dos mares, e criou um tênis impresso em 3D usando plástico encontrado no mar na confecção. A novidade foi anunciada durante um dos painéis da COP21, Conferência do Clima da ONU.
Na visão da empresa alemã, a iniciativa mostra como ainda é possível estabelecer novos padrões para a indústria de calçados.
O protótipo é baseado no modelo chamado Futurecraft 3D, apresentado neste ano, que também é um produto que pode ser impresso em 3D. A Adidas não tem planos de comercializar o tênis feito com lixo marítimo.
Como escreve o The Verge, apesar de ser um modelo interessante de fabricação, o plástico, em si, ainda é um material poluente e, portanto, causa danos ao meio ambiente, seja na forma de um tênis ou em qualquer outra.

12.140 – Mega Polêmica – Cientista russo afirma que nossos ancestrais dirigiam carros gigantes e as evidências ainda estão por aqui


marcas de rodas
O diretor do Centro de Pesquisa Científica de Ciências Naturais da Universidade Internacional e Independente de Ecologia e Politologia de Moscou, Alexander Koltypin, fez a sua declaração após voltar de uma viagem de campo em Phrygian Valley. Ele revelou que os campos estavam completamente cobertos por marcas de milhões de anos. “Como geólogo, eu posso dizer que veículos desconhecidos foram dirigidos ao redor da Turquia há aproximadamente 12 ou 14 milhões de anos “, afirmou.
Koltypin diz, ainda, que é bem óbvio que as marcas foram feitas por veículos. A distância entre cada faixa é sempre a mesma e, segundo ele, essas rodas se encaixam em modelos de carros modernos. De acordo com o geólogo, também é possível ver arranhões horizontais, utilizados por rodas antigas.
“Podemos supor que os carros antigos andavam em solos macios e, talvez, em superfícies molhadas. Por serem tão pesados, causaram profundas depressões. E, mais tarde, foram petrificadas, protegendo todas as provas.”, disse.
Tal processo é conhecido pelos geólogos, tendo como exemplo as pegadas dos dinossauros.
Koltypin é bem confiante de que as depressões foram criadas por veículos usados em civilizações não humanas. “Nós não estamos falando de seres humanos”, afirmou. “Acredito que estamos encontrando sinais de uma civilização que existia antes da criação clássica do mundo. Talvez, a nossa pré-civilização não tinha sido como os humanos modernos.”
Ele também diz que os especialistas não concordam com a sua teoria, já que ela poderia arruinar todas as demais teorias clássicas.