12.137 – Reversão do Envelhecimento pode se tornar realidade


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Sabemos que o envelhecimento é um processo inevitável pelo qual todos nós passamos. Mas o que significa envelhecer? De acordo com o Dr. David Sinclair, professor de Genética da Harvard Medical School, é a falta de oxigênio que indica para nossas células quando é a hora de partir.
Sem oxigênio, as mitocôndrias – que são uma espécie de motor das células – se tornam menos eficientes na transformação de combustível, como a glucose, em energia para que tudo funcione adequadamente. Em determinado momento, elas param completamente.
Porém, Sinclair e sua equipe encontraram pela primeira vez uma maneira de reverter – ou pelo menos retardar – esse processo. De acordo com o estudo publicado no periódico Cell, um composto naturalmente encontrado em células jovens é capaz de “rejuvenescer” células velhas.
Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores trabalharam com ratos e descobriram que administrar uma substância chamada dinucleótido de nicotinamida e adenina (NAD, em inglês) durante uma semana em ratos mais velhos foi suficiente para fazer com que animais de dois anos de idade apresentassem tecidos compatíveis com animais de seis meses. Se fizermos um paralelo com os humanos, isso seria o mesmo que fazer com que as células de uma pessoa de 60 anos voltassem a ter apenas 20 anos.
O cientista responsável pelo estudo explica que, conforme os mamíferos envelhecem, os níveis de NAD caem em 50%. Com a falta da substância, a comunicação entre a célula e as mitocôndrias também fica prejudicada. Dessa maneira, as células se tornam mais vulneráveis ao envelhecimento e sintomas como inflamações, desgaste muscular e diminuição do metabolismo podem aparecer.
Porém, ao reintroduzir as quantidades certas de NAD nas células, o envelhecimento pode ser revertido. “Quando damos a molécula, as células pensam que os níveis de oxigênio estão normais e tudo se reverte”, explica o pesquisador.
Enquanto o NAD pode ser a chave para a eterna juventude, Sinclair também investiga os efeitos do resveratrol – um composto facilmente encontrado no vinho tinto. Porém, o cientista ressalta que nada disso significa a imortalidade das células. “Eu não iria tão longe. O que faz com que a reversão do envelhecimento seja interessante é o fato de que isso nos dá mais do tempo que estamos procurando”, comenta ele.
A próxima etapa da pesquisa consiste em adicionar NAD à água dos ratos e analisar se isso faz com que eles levem mais tempo para apresentar as tradicionais doenças associadas ao envelhecimento. Essa análise pode trazer resultados importantes para aqueles que estudam diferentes tipos de câncer, já que os tumores costumam se formar em condições com pouco oxigênio e são mais comuns em pessoas mais velhas.
A boa notícia é que, por ser uma substância naturalmente presente nas células que apenas diminui com o passar do tempo, o NAD não apresenta efeitos colaterais significativos, o que faz com que os pesquisadores estejam otimistas quanto à administração do composto às pessoas.
“Se um corpo está enfraquecendo vagarosamente e perdendo a habilidade de se autorregular efetivamente, nós podemos colocá-lo de volta nos trilhos como se ele tivesse 20 ou 30 anos”, conclui Sinclair.

11.129 – A Bioinformática


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É uma ciência multidisciplinar que surgiu da necessidade de se compreender as funções biológicas, mais especificamente os genes. A engenharia de softwares, a matemática, a física, a química, a estatística, a ciência da computação e a biologia molecular são algumas áreas do conhecimento relacionadas a ela.
Essa ciência é responsável por armazenar e relacionar dados biológicos, com o auxílio de métodos computacionais e algoritmos matemáticos. Assim, reconhece padrões que provavelmente seriam impossíveis de serem analisados sem tal ajuda.
Um bioinformata, além de dominar conhecimentos específicos da Biologia, como a Biologia Molecular, deve ser capaz de desenvolver programas e também utilizar aqueles que não foram feitos por ele. A linguagem de programação amplamente adotada por esses profissionais é a PERL (Practical Extract and Report Language).
Prever estruturas e resultados, estudar e simular o metabolismo de células, construir árvores evolutivas, estudar estruturas tridimensionais de moléculas, analisar imagens e sinais biológicos, e até mesmo desvendar a função biológica de determinada sequência de DNA, são algumas atividades que a bioinformática possibilita. O armazenamento de informações em um banco de dados permite que pesquisadores de todo o mundo compartilhem informações, sendo o GenBank um dos mais conhecidos e completos.

11.126 – Astrobiologia


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Também conhecida como exobiologia e xenobiologia, é um ramo da Ciência atualmente considerado com muita seriedade. Ela investiga a existência nos planos extraterrestres, como a vida se processa fora da Terra e como ela exerce influência sobre o funcionamento do Universo.
Os profissionais deste campo buscam indícios de qualquer espécie de vida em outros astros e até mesmo em nuvens interestelares, procurando também entender como contextos externos ao Planeta Terra influenciam o desenvolvimento de seres vivos. Esta complexa área de pesquisas une-se a disciplinas como a Astronomia, a Geologia, a Física, a Química e a Biologia para melhor compreender seu objeto de estudo, constituindo-se assim em uma ciência interdisciplinar.
Esta expressão surgiu no começo dos anos 60, elaborada por Joshua Lederberg, médico norte-americano, especialista em biologia molecular. Ele trabalhou para a Nasa em projetos experimentais que envolviam a procura de vida no planeta Marte. A Astrobiologia é uma área de estudos bem recente e deriva da Biologia. Ela se dedica a compreender como a vida é preservada e em que condições ela pode existir no âmbito externo da Terra.
Os especialistas tentam entender melhor o contexto da vida no nosso Planeta, como ela nasceu e se aprimorou na esfera terrena, que princípios a regem, o que possibilita a Terra ser uma dimensão capaz de abrigar uma variada e rica gama de espécies vivas. Assim estes estudiosos vão poder usar estes dados para orientar sua procura de organismos vivos em outras esferas.
A Astrobiologia se preocupa em descobrir, assim, como a existência se tornou possível na Terra; se já houve ou há seres vivos em outras esferas do Sistema Solar; se a vida é algo comum no Universo ou uma exceção; se há uma conexão entre o surgimento do Universo e o aparecimento da vida; se a existência é um resultado compulsório da evolução universal ou uma casualidade que só ocorreu em nosso Planeta – se há aqui a interferência dos planos divinos, então não cabe a esta ciência adotar como alvo de investigação a vida no Universo, pois o Homem não tem como acessar os complexos propósitos de Deus -; se os organismos vivos são regidos por leis gerais; entre outras indagações.
Há atualmente na NASA um vasto projeto de estudos e pesquisas neste campo. Em várias universidades do Planeta há estudiosos atentos a este tema, e já é possível encontrar vários cursos de graduação nesta área. A Astrobiologia tende a crescer nos próximos anos; há previsões inclusive de que ela venha a se converter no ramo mais ativo, estimulante e fascinante da Astronomia.
Recentemente os astrônomos encontraram no Universo a presença de mais de oitenta planetas, exteriores ao Sistema Solar, o que reforça a certeza de que no Cosmos pode haver inúmeros astros e aumenta a possibilidade de se encontrar planetas como o nosso, igualmente habitados. Ou seja, torna-se mais viável a existência de ambientes que preencham os requisitos necessários para o florescimento da vida.

11.120 – ☻Mega Bloco – Biologia, a Ciência da Vida


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Uma ciência que, em rápida expansão atinge proporções que começa a se subdividir em em numerosas ciências derivadas.
Da Zoologia e da Botânica sistemática, todos podemos colher uma visão geral das diferentes espécies de seres vivos e das múltiolas relaçlões entre eles. Da Anatomia e da Fisiologia, uma compreensão clara do nosso próprio corpo. Do estudo da Embriologia e da Reprodução temos a percepção do lugar que ocupamos na escala da vida. a Genética, cada vez mais explorada, emergiu de discussões e controvérsias, mas que apresenta princípios exatos na hereditariedade.
A Ecologia ocupa-se das diversas espécies vivas como partes interdependentes numa única cadeia. A Medicina que era o estudo das doenças, vem se tornando o estudo da Saúde. a Psicologia aborda os mais fascinantes problemas e tem o trabalho de explicar como se desenvolveu a mente, desde as suas nebulosas origens até o aspecto que reveste a espécie humana.

Você vai mergulhar em mais um ☻Mega Bloco.

Agricultura biodinâmica
Anatomia
Astrobiologia
Bioquímica
Bioinformática
Biologia
Biologia da conservação
Biomaterial
Biomecânica
Biofísica
Biopolímeros
Biotecnologia
Botânica
Biologia celular
Biologia do desenvolvimento
Biologia evolutiva
Biologia estrutural
Biologia molecular
Biologia marinha
Biologia sistémica
Bromatologia
Ciências do ambiente
Ciências da saúde
Controlo biológico
Dinâmica populacional
Ecologia
Etologia
Farmacogenética
Farmacologia
Fisiologia
Genética
Genómica
Imunogenética
Imunologia
Imunoterapia
Imagiologia médica
Microbiologia
Neurociência
Neurociência cognitiva
Neurociência computacional
Neuroetologia
Nutrição
Oncologia
Optometria
Parasitologia
Patologia
Proteómica
Zoologia

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10.936 – Marcado para a Morte – Descoberto novo gene responsável por alterações cardíacas e morte súbita


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Um gene mutado é responsável por alguns casos de alterações cardíacas e morte súbita, segundo uma pesquisa de cientistas espanhóis publicada nesta quarta-feira.
A pesquisa comandada por Carlos López-Otín, catedrático de Bioquímica e Biologia Molecular da Universidade de Oviedo e Xose S. Puente do Instituto de Oncologia da mesma universidade, analisou o genoma de pacientes com miocardiopatia hipertrófica.
“O estudo genômico nos permitiu concluir que mutações no gene FLNC, codificante de uma proteína denominada filamina C, causam miocardiopatia hipertrófica em oito das famílias estudadas”, afirmou Puente.
Em declarações à Agência Efe, Ana Gutiérrez-Fernández, co-autora do estudo, publicado na “Nature Communications”, comenta que o novo gene identificado “permite explicar a causa da doença em um grupo de pacientes sem mutações nos genes conhecidos”.
A descoberta permitirá identificar as pessoas portadoras desta mutação no gene FLNC, fazer um “acompanhamento clínico mais personalizado” e aplicar um tratamento específico e, inclusive, se for necessário, se poderá implantar nelas um desfibrilador que evite o processo que desencadeia a morte súbita nestes pacientes, destacou a pesquisadora.

10.246 – Projeto Genoma – Excesso de Otimismo?


Projeto Genoma
Projeto Genoma

Em visita ao Brasil para um congresso de biologia molecular em Foz do Iguaçu e para anunciar um acordo com a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), o médico Collins admitiu que houve exagero no otimismo com a revolução que o DNA levaria à medicina.
Reitera, contudo, que ela ainda virá, nos próximos dez anos, na forma de medicamentos projetados sob medida com base nas raras diferenças entre o código genético do paciente e o “manual de instruções” da espécie.
“O projeto certamente ocasionou uma revolução notável na pesquisa biomédica. Se você falar com qualquer estudante no Brasil ou em qualquer parte do mundo que esteja investigando biologia humana ou medicina, ele estará usando informação do genoma todo dia, e terá dificuldade em imaginar como fazíamos quando não tínhamos essa informação fundamental sobre o nosso próprio manual de instruções codificado em DNA. Esta revolução é inquestionável.
A revolução na prática médica, sempre soubemos, demoraria mais. Uma coisa é ter 3 bilhões de letras do código de DNA diante de você e outra coisa tentar entender e descobrir como diferenças na soletração podem afetar sua saúde.
Creio que pode ter havido algumas predições excessivamente otimistas sobre a velocidade com que a informação genômica transformaria a prática da medicina. Eu tentei não fazer, eu mesmo, essas predições. De vez em quando volto às minhas apresentações para ver se fui otimista demais, e acho que estamos mais ou menos no ponto certo.
Houve alguns avanços importantes. Por exemplo: nas famílias em que há alta frequência de casos de câncer de mama ou de cólon, sabemos hoje identificar os indivíduos com risco maior, e isso nos põe na situação de salvar vidas, porque permite tomar medidas.
Certamente temos a possibilidade de usar informação genômica, cada vez mais, em indivíduos que desenvolvem câncer, para tornar possível um tratamento muito mais personalizado. Se eu tiver câncer, hoje, certamente vou querer ter o DNA do meu tumor analisado para ver quais são as mutações em funcionamento que estão fazendo células boas se tornarem más e causarem a malignidade, porque essa é a melhor forma de predizer qual vai ser o prognóstico e, mais importante, definir qual vai ser a melhor opção de terapia.”