12.193 – OMS ALERTA SOBRE ENVELHECIMENTO DA POPULAÇÃO


envelhecimento terapias
A organização revela que o número de pessoas com 60 anos no mundo passará de 12,3% para 21,5% até 2050. No Brasil, o ritmo deve ser ainda mais acelerado. Nos próximos 35 anos, idosos devem passar de 12,5% (23 milhões) para 30% (64 milhões) da população do país. Passaríamos a ser, então, uma nação de idosos (classificação dada aos países com mais de 14% da população constituída por pessoas da terceira idade).
Para se ter uma ideia, uma criança nascida hoje no Brasil vai viver 20 anos mais do que as que nasceram há cinco décadas. A questão é: o Brasil está preparado? Segundo Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional para Longevidade Brasil e membro da Rede Global de Cidades e Comunidades Amigáveis aos Idosos da OMS, o país está envelhecendo antes de se tornar rico, e isso é um problema.
Na verdade, enquanto países como o Canadá, que têm a metade do número de idosos do Brasil, já estão com políticas públicas e de infraestrutura preparadas, aqui o processo ainda está caminhando e com muitos gargalos estruturais. “O Brasil está entrando num buraco sem fundo. Atualmente, a expectativa de vida da população é de 75 anos. Entretanto, sabemos que os últimos 10 anos, na maioria das vezes, são vividos de maneira muito precária por conta de enfermidades. O idoso não se torna autossuficiente. Doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, que são as grandes causas de morte na terceira idade, começam a dar sinais cedo e poderiam ser controladas. A falta de informação, acesso a dietas mais saudáveis e colocar atividade física como prioridade influenciam diretamente nessa questão. Por isso a necessidade da prevenção. As consequências, portanto, são péssimas, já que teremos idosos doentes. O resultado é que o país terá que destinar verbas de outros setores para a saúde”, esclarece.
O documento da OMS explica que, enquanto algumas pessoas estão de fato vivendo mais e mais saudáveis, elas geralmente pertencem a classes mais ricas da sociedade. O chefe do departamento de Idosos da OMS, John Beard, afirmou que “as pessoas dos países mais pobres e com menos oportunidades e recursos são as que apresentam as condições de saúde mais frágeis”.
No relatório, eles destacam algumas medidas fundamentais para que os países não sejam surpreendidos pela demanda de idosos, como desenvolver sistemas de cuidados de longo prazo — que devem ser iniciados antes de a pessoa idosa perder alguma de suas capacidades, e não quando o processo de degradação da saúde já está ativado, além de um alinhamento real dos sistemas de saúde às necessidades das pessoas mais velhas.

A velocidade de envelhecimento dos órgãos depende de nossos genes. Existe uma doença herdada geneticamente chamada progeria, na qual um menino de sete anos parece mais velho do que o avô. Poucos deles sobrevivem aos derrames cerebrais, reumatismo e à decrepitude dos 15 anos. Por outro lado, há famílias que dão inveja: passam dos 90, todos lúcidos e saudáveis.

Viver muito não é para quem quer. Por mais que hesitemos em admitir, é evidente que a natureza é injusta. Uns vêm para ficar cem anos; outros morrem de câncer antes de ir para a escola. Como não nos é dado o privilégio de escolhermos os pais, só podemos contar com um caminho para a fonte da juventude: a sabedoria humana, habilidade por meio da qual povoamos a Terra e aprendemos a voar.

Na década de 1930, Clive McCay, da Universidade Cornell, observou que ratos mantidos com dieta de baixo conteúdo calórico viviam mais tempo. Como em outras descobertas relevantes, a comunidade acadêmica interpretou o achado como simples curiosidade. Afinal, a quem interessa aumentar a longevidade de ratos?

Nos últimos vinte anos, diversos trabalhos provaram que McCay tinha razão: restrição calórica retarda o envelhecimento e aumenta a longevidade do animal. A mesma afirmação vale para seres unicelulares, pulga d’água, aranha, caranguejo, peixe, sapo, rato e, provavelmente, também para os primatas, nossos parentes mais próximos.

As conclusões principais desses estudos sobre o envelhecimento são as que se seguem:

1) Respeitados os limites da desnutrição, a expectativa máxima de vida é inversamente proporcional ao número de calorias ingeridas diariamente. Se dividirmos ratos geneticamente iguais em dois grupos, deixarmos o primeiro comer à vontade e cortarmos 50% das calorias do segundo, estes viverão muito mais tempo.

2) O exercício físico aumenta a sobrevida média de uma população, mas não altera o limite de idade de quem o pratica. Quer dizer o seguinte: se todos andassem míseros 30 minutos por dia, em São Paulo, haveria menos ataques cardíacos, diabetes e hipertensão. Como conseqüência, aumentaria a média de idade dos paulistanos (em vez de 70 anos, digamos, passaria para 73 anos); a longevidade, é pena, permaneceria inalterada.

É lógico que, em termos pessoais, mil vezes morrer de pneumonia aos 90 do que de infarto aos 40, por isso a atividade física é fundamental. Mas, nem correndo uma maratona por dia, o recorde de 120 e poucos anos será quebrado na espécie humana.

12.192 – Antonov NA-225 Mriya, o maior avião de cargas do mundo


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Concebido e construído por engenheiros soviéticos da Antonov Design Bureau, companhia ucraniana fundada em 1946, o avião foi projetado com o objetivo de transportar o ônibus espacial Buran, além de seus foguetes lançadores. À época, o Antonov AN-225, era 50% maior do que qualquer outra aeronave do planeta.
O projeto desse gigante dos ares é derivado do bem-sucedido Antonov AN-124 “Ruslan”, que teve 56 unidades construídas e era utilizado para transporte militar. Assim, os engenheiros basicamente pensaram em um modelo maior, com 12 metros adicionais e mais dois motores.
Quanto ao seu tamanho, o “Mryia” possui 84 metros de comprimento; 88,4 de envergadura; 18,1 de altura e sua área da asa de 905m². Vazio, pesa 285.000 quilos e pode atingir até 640.000 quilos na decolagem. A capacidade máxima de carga suportada por ele é de até 250.000 quilos. Já no quesito desempenho, sua velocidade máxima é de 850km/h, semelhante aos aviões tradicionais tripulados, além de possuir seis motores capazes de gerar mais de 23.000 quilos de empuxo cada
O primeiro voo do AN-225 aconteceu em 21 de dezembro de 1988, durante o Paris Air Show, em Le Bourget, a aeronave era uma das principais estrelas do evento. Apesar de ser um avião revolucionário, ele quase teve sua carreira ameaçada durante o fim da União Soviética, em 1990, que causou o cancelamento do programa espacial soviético Buran.
No entanto, e graças a sua capacidade de carregar grandes cargas, a aeronave ganhou vida nova. Em 2000 foi revitalizada, recebendo novos e mais potentes motores, para que em 2003 realizasse seu primeiro voo comercial de cargas que levaria, da Alemanha para Omã, 187.500 toneladas de alimentos para as tropas norte-americanas baseadas na região. Desde então, o AN-225 tem sido usado para transportar diversas cargas de grande proporção. Em 2010, foi contratado pelo Japão, para levar equipamentos de construção para ajudar na reconstrução do Haiti.
Em 2009, a aeronave passou por uma grande revisão e até recebeu uma nova pintura.
O gigante da Emirates, que é o maior avião comercial do mundo, possui 24 metros de altura por 73 de comprimento, tem capacidade para até 853 pessoas e pode comportar até 500 toneladas de combustível. Se o AN-225 Mriya fosse utilizado para transportar passageiros, ele teria capacidade para levar até 1.500 pessoas a bordo, quase o dobro da capacidade do Airbus A380.

12.191 – Astronáutica – Missões Espaciais de 2016


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O planeta vermelho, novamente, será o centro das atenções dos astrônomos, há diversas missões programadas ao planeta. Os dados recolhidos poderiam ajudar a estabelecer bases locais e avaliar a importância e a validade de futuras missões tripuladas. A Agência Espacial Europeia, por exemplo, está se preparando para o programa ExoMars, que acontecerá em outubro.
A missão tem como objetivo detectar metano e outros gases atmosféricos em Marte, que poderiam indicar atividade biológica. O professor Andrew Coates, um cientista planetário da Universidade College London, explicou: “O metano na atmosfera de Marte é muito interessante, pois não deveria estar lá, ele deveria ser quebrado pela luz solar. Por isso, o fato dele estar lá significa que deve existir alguma atividade geotérmica. Isso é interessante, pois não sabíamos desta atividade de Marte, que pode representar a vida”.

Como outro projeto de pesquisa, a Nasa tem contribuído com o Trace Gas Orbiter, projetado para detectar metano. A agência russa Roscosmos forneceu a sonda planetária Schiaparelli, que será lançada em março. A sonda da Nasa, InSight, tinha a esperança de superar a missão europeia na superfície marciana, com uma data de chegada prevista para o final de setembro. No entanto, em dezembro, um vazamento foi encontrado em um dos tubos de vácuo da sonda e sua decolagem fracassou. A Nasa não revelou a nova data da missão.

Cinturão de asteroides
No final de 2015, a sonda Dawn, da NASA, enviou imagens próximas de Ceres, o maior objeto presente no cinturão de asteroides rochosos. Orbitando entre Marte e Júpiter, esta pedra menos conhecida revelou ter montanhas, crateras e depósitos brilhantes de sal. A demonstração aérea mais próxima pode ter acontecido em outubro de 2015, porém, mais imagens serão transmitidas para a Terra ao longo de 2016.
A novidade para este ano será a missão OSIRIS-Rex, da Nasa, que vai pousar em um asteroide chamado Bennu, mapear e analisar a rocha espacial antes de trazer uma amostra à Terra, em 2023.
Enquanto isso, em outros corpos rochosos da vizinhança, a missão europeia Rosetta fez muito sucesso no ano passado, após a sonda Philae pousar no Cometa 67-P. No entanto, após ficar sem comunicação por um tempo, ela parece ter “acordado”. Rosetta seguirá com a missão em 67-P em setembro.

Júpiter

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A missão New Frontiers, da Nasa, lançou Juno, em 2011, para que chegue em Júpiter próximo a 5 de julho, onde irá entrar na órbita do gigante de gás. O objetivo é coletar novos dados sobre as origens do maior planeta do sistema solar. Porém, de acordo com a Nasa, devido à intensa radiação emitida por Júpiter, a missão pode receber uma dosagem crítica, rapidamente, com duração de apenas 30 órbitas do planeta.
Com alguma sorte, ele irá enviar imagens da aurora de Júpiter, bem como uma da atmosfera mais profunda, escondida pelas nuvens, usando medições de gravidade para revelar detalhes sobre o núcleo do planeta. Outras missões pretendem explorar as luas congeladas de Júpiter, incluindo as três maiores: Ganimedes, Calisto e Europa.

Saturno
A sonda Cassini continua explorando a atmosfera de Saturno. Após enviar dados fundamentais sobre a Lua Enceladus, uma das candidatas para a vida microbiana no Sistema Solar, a sonda da Nasa continuará realizando sobrevoos a algumas das luas menores do planeta. A missão irá continuar ao longo de 2016, culminando em uma aproximação da superfície de Saturno prevista para o próximo ano.

Lua
A exploração lunar da agência espacial chinesa, Chang’e 3, e sua sonda Jade Rabbit (Yutu), acabaram de completar dois anos na superfície lunar. No entanto, a tecnologia já teria ultrapassado a sua expectativa de vida e não se sabe quanto tempo pode durar antes que a luz-piloto se apague.
Enquanto isso, os planos da Rússia de criar uma base lunar permanente foram postergados. De acordo com o jornal russo Izvestia, a agência espacial está sujeita a cortes orçamentais, por conta da próxima missão lunar tripulada da Roscosmos, adiada para 2030. Relatórios têm afirmado que Roscosmos poderá ser relançada como uma empresa estatal, e parece estar pronta para competir com a SpaceX na categoria “voos espaciais tripulados”, ainda este ano.
Porém, como as missões espaciais provenientes da China são mantidas como segredo de Estado, surpresas poderiam acontecer. “Os chineses estão aterrissando grandes trens de pouso na Lua, quem sabe quando eles vão mandar algo para coletar amostras?! Uma vez que tenham feito isso, eles poderiam mandar pessoas para lá. Minha previsão seria que nos próximos dois anos, poderíamos ver astronautas chineses na Lua”, opinou o professor Rothery.

Plutão
Plutão nunca foi tão falando quanto em 2015, quando a maior aproximação da história ao planeta-anão rendeu imagens exclusivas e surpreendentes de sua superfície. Tudo isso graças a sonda New Horizon. Porém, embora a sonda tenha alcançado feitos históricos, ela continuará enviando imagens de Plutão por meses, inclusive algumas mais antigas, devido à distância em que ela está. A próxima parada da New Horizons será 2014MU69, um corpo rochoso localizado 35 km a frente do Cinturão de Kuiper.

Sol
A atividade solar já desacelerou muito na última década, pois o Sol já passou de seu pico de atividade no ciclo atual de 11 anos. No entanto, os cientistas alertam para o aumento do potencial de enormes tempestades solares que poderiam enviar rajadas de partículas carregadas e radiação ao longo de 2016.
“É um momento em que qualquer atividade no sol pode realmente afetar o que acontece na Terra, com tempestades geomagnéticas mais fortes”, explicou o professor Andrew Coates, um cientista planetário da Universidade College London. “Quando o sol emite uma dessas grandes ejeções de massa coronal, há uma chance de interagir com o campo magnético da Terra. Essas interações podem tornar-se mais intensas durante a fase de declínio”, completou.
Muitos satélites estão em condições de estimar o tempo solar até 2016, incluindo o Soho, da Nasa. Eles analisam mudanças na superfície do Sol e a intensidade do vento solar, enviando os dados para a base de estudos, na Terra.

Mercúrio
Cientistas planetários aguardam uma missão conjunta entre a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Espacial Jaxa, do Japão, que pretende explorar o planeta mais próximo do Sol, em nosso Sistema Solar. Mas eles talvez tenham que esperar um pouco mais. Uma das maiores missões que está por vir, a BepiColombo, irá explorar a composição e a atmosfera de Mercúrio. Apesar da familiaridade do planeta, ele é um dos menos explorados, incluindo apenas alguns sobrevoos e um único veículo orbital.
O lançamento havia sido programado para julho, mas problemas na produção de componentes para a missão adiaram o projeto para o final de 2016 ou começo de janeiro de 2017. BepiColombo deve chegar a Mercúrio até 2024 e as agências espaciais acreditam que os dados irão auxiliar com informações de sua história e da formação de planetas interiores do Sistema Solar, como Mercúrio, Vênus e Terra.

Vênus
O boletim meteorológico de Vênus permanece nublado, e 2016 pode ser relativamente calmo em relação aos demais planetas do Sistema Solar. Mas nem tudo é marasmo: a sonda japonesa Akatsuki finalmente entrou na órbita de Vênus em dezembro, após o início da missão, em 2010.
Enquanto o planeta é visto como irmão da Terra, ele é consideravelmente menos hospitaleiro. A sonda Jaxa irá usar sensores infravermelhos, este ano, para analisar algo através do véu de nuvens compostas de ácido sulfúrico e capturar dados sobre a superfície do planeta. A Nasa também está considerando mais duas missões para explorar sua atmosfera, mas ainda não foram confirmadas.

Terra
Antes de qualquer viagem mundo afora, existem várias missões ocorrendo para explorar a própria Terra. Em 2015, foguetes da SpaceX e Blue Origin conseguiram pousar na posição vertical após voos curtos, empolgando cientistas sobre a possibilidade da realização de turismo espacial, criação de bases lunares e cidades em Marte, de acordo com empresas aeroespaciais. A tecnologia de foguete recuperável poderia reduzir drasticamente o custo de missões espaciais.
Tim Peake, atualmente na estação espacial, pode retornar à Terra em 5 de junho. No entanto, o futuro financiamento da estação espacial está sendo questionado. As agências espaciais alemã e francesa, que são os maiores financiadores europeus da estação espacial, anunciaram este mês que eles estão realizando estudos detalhados para avaliar as despesas de funcionamento da estação, avaliando se o atual nível de financiamento é viável.
Outros vários satélites estão prestes a ser lançados este ano, assim como diversos planos para a criação de soluções para enfrentar o crescente problema do lixo espacial na órbita da Terra.

Urano e Netuno
Já se passaram 30 anos desde que a Voyager passou por eles. Não existem missões previstas para analisar estes planetas.

Descobrimentos
Após vários anúncios no início deste mês, tudo indica que, em 2016, os astrônomos vão tentar confirmar se existe um nono planeta escondido na borda do nosso sistema planetário. Cientistas na Califórnia acreditam que tenham encontrado um planeta com dez vezes a massa da Terra, além de Netuno, o que poderia explicar a atração de corpos gelados no cinturão de Kuiper. Mas ele ainda precisa ser observado.
A nave espacial Voyager está, atualmente a mais de 130 vezes a distância da Terra ao Sol (medida como “unidade astronômica” ou AU). Professor Coates disse, em entrevista ao portal Daily Mail: “A Voyager 1 está provando a região do espaço fora daqui, medindo os campos magnéticos, partículas energéticas, partículas de baixa energia, realmente mostrando a fronteira entre o Sistema Solar e o espaço interestelar”.
No entanto, a nossa sonda mais distante da borda real do Sistema Solar, encontra-se na Nuvem de Oort. “Voyager 1 está atualmente a 134 UA de distância. A Nuvem de Oort está a algo como 10 mil UA. O Sistema Solar é muito grande, o espaço é muito grande, e por isso estamos realmente olhando apenas para as coisas mais próximas de nosso ambiente”, concluiu o professor Coates.

12.190 – Mega Byte – WhatsApp pode passar a compartilhar dados do usuário com Facebook


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Um desenvolvedor chamado Javier Santos publicou imagens de um curioso novo recurso que ele encontrou na versão beta do WhatsApp para Android. Embora o criador do aplicativo tenha afirmado que seu serviço jamais abriria mão da privacidade do usuário diante da compra do Facebook, parece que esse princípio pode estar ameaçado.
Nas imagens publicadas por Javier, é possível ver uma nova opção na tela de configurações de conta do app. A opção, “Compartilhar informações da minha conta”, vem desmarcada por padrão e, se ativada, permite “compartilhar informações da minha conta do WhatsApp com o Facebook para aprimorar minha experiência com o Facebook”.
Não está claro que tipo de informações o WhatsApp estaria disposto a liberar para o Facebook, já que, até onde se sabe, o app não armazena dados de localização, preferências ou sequer o histórico das conversas. O recurso só está disponível no modo beta, o que significa que talvez seja liberado em uma próxima atualização (ou não).

12.189 – Medicina – Esclerose Múltipla: Tratamento com células tronco


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O método consiste nas seguintes etapas: inicialmente os pesquisadores administraram drogas que tornam as células da medula óssea aptas a liberar células-tronco imunológicas (com capacidade de se transformar em qualquer tipo de células imunológicas) no sangue. Depois essas células são extraídas do sangue do pacientes. Em seguida os pacientes recebem drogas que eliminam seu sistema imunológico superativo. Os pesquisadores injetam então as células-tronco previamente extraídas, que se multiplicam rapidamente, dando origem a células imunológicas normais.

As celulas-tronco da tem sido utilizadas para tratar todos os tipos de esclerose múltipla desde 2005. A partir de 2015, a Beike criou um novo protocolo que utiliza uma dosagem significativamente mais elevada e mais eficaz de células-tronco adultas tornando o tratamento de esclerose múltipla mais eficaz, minimizando o tempo e custo da terapia.
Terapia com células-tronco para a esclerose múltipla pode, potencialmente, trazer melhorias na função motora, sensibilidade, equilíbrio, coordenação, dor neuropática, fadiga, visão, tremores, controle do intestino e bexiga.
É importante lembrar que o tratamento não é uma cura. A esclerose múltipla é uma doença progressiva e o objetivo do tratamento consiste em inverter temporariamente os sintomas da doença e conseguir uma melhor qualidade de vida.
A esclerose múltipla (EM) é um transtorno neurológico crônico muito debilitante que pode provocar vários sintomas, entre os quais dormência de braços e pernas e, nos estágios mais avançados, paralisia e problemas de visão.
Cientistas acreditam que esse é um transtorno auto-imune no qual o sistema imunológico do corpo – que geralmente entra em ação após a invasão do organismo por microrganismos – ataca o tecido saudável. No caso da EM, o sistema imunológico dos pacientes destrói as bainhas de proteína que protegem as células nervosas ─ os neurônios ─ interrompendo os sinais entre o cérebro e o resto do corpo.
Richard Burt, pesquisador e chefe de imunoterapia para transtornos auto-imunes na Faculdade de Medicina Feinberg, da Northwestern University, adverte que os resultados ainda precisam ser confirmados por testes clínicos aleatórios.
Usando um método conhecido como transplante autólogo de células-tronco hematopoéticas não mieloablativas, Burt e seus colaboradores basicamente substituíram as células “mal-comportadas” por células saudáveis ─ criadas a partir de células-tronco ─ em 21 pacientes (11 mulheres e dez homens) com EM recorrente, uma forma comum da doença em que os sintomas aparecem e desaparecem.
O método consiste nas seguintes etapas: inicialmente os pesquisadores administraram drogas que tornam as células da medula óssea aptas a liberar células-tronco imunológicas (com capacidade de se transformar em qualquer tipo de células imunológicas) no sangue. Depois essas células são extraídas do sangue do pacientes. Em seguida os pacientes recebem drogas que eliminam seu sistema imunológico superativo. Os pesquisadores injetam então as células-tronco previamente extraídas, que se multiplicam rapidamente, dando origem a células imunológicas normais.
A idéia é desenvolver um novo sistema imunológico que reconhece o tecido saudável e não destrói as bainhas de proteínas, avalia Burt. Após um período médio de 37 meses, 17 pacientes (80 %) obtiveram melhores resultados nos testes-padrão de avaliação da visão, força muscular, coordenação motora e outros aspectos das funções neurológicas, que os obtidos antes do procedimento. Outros quatro pacientes não melhoraram, mas também não pioraram, avalia Burt.
O próximo estágio é descobrir como a terapia com células-tronco complementa os tratamentos existentes para a EM, com Tysabri e Novantrone. Esses dois medicamentos retardam a doença por bloqueio ou supressão do sistema imunológico superativo, mas os sintomas não melhoram. Burt informa que atualmente está conduzindo outro teste clínico com 110 pacientes com EM, onde compara a segurança e a eficiência do tratamento convencional com células-tronco. Os resultados promissores desse pequeno teste clínico foram publicados em janeiro, no The Lancet Neurology. desse pequeno teste clínico foram publicados em janeiro, no The Lancet Neurology.