11.553 – Chinês cuida de “cães” por 2 anos até perceber que eles eram, na verdade, ursos negros


urso negro
Os ursos negros asiáticos estão listados na Classe II de espécies protegidas e não são domésticos.
Wang Kaiyu, é dono de uma fazenda de bananas em Jinchang Town, perto da fronteira do Vietnã. Ele contou em uma entrevista à imprensa local, que há dois anos atrás, um vietnamita estava passando pela área com dois filhotes de cão de “boa aparência”, e Wang decidiu comprá-los.
Por dois anos, ele carinhosamente criou os “cães”, dando banho, brincando e fazendo carinho todos os dias. Wang disse que os animais eram bem-comportados, mas que a fome dos animais estava aumentando rapidamente. “Certa vez eles chegaram a invadir o galinheiro e devorar algumas das galinhas da fazenda”, contou Wang.
Um dia, Wang viu um cartaz sobre a proteção dos animais selvagens em uma exposição organizada pela polícia florestal, e ‘sua ficha’ começou a cair. O fazendeiro percebeu que tinha comprado e criado, acidentalmente, duas espécies protegidas de ursos.
Depois de ponderar muito, ele decidiu que deveria entregar os ursos à polícia florestal, em Maguan, para que eles pudessem ser realocados a um habitat adequado.
Em 30 de junho, a polícia florestal entrou em contato com a Wildlife Rescue and Rehabilitation Centre, da província de Yunnan, e os dois ursos foram enviados para uma área de preservação.

11.538 – Biologia – Longevidade Animal


A maioria dos peixinhos dourados, que crianças ganham em feiras, acabam morrendo dentro de alguns meses, especialmente por falta de cuidados adequados, mas Goldie era especial. Ela sobreviveu 45 anos depois de ter sido dada como um prêmio à mãe de Pauline Evans, em 1960. Quando os pais de Pauline morreram, no final dos anos 90, ela herdou o peixe e continuou cuidando dele até que finalmente falecesse, em 2005.
Goldie herdou o título de peixe mais antigo, ao sobreviver mais que Tish, que morreu aos 43 anos, na Inglaterra. Infelizmente, como não haviam registros que documentem quando o peixe foi adquirido, tanto Tish quanto Goldie permanecem “detentores não oficiais” do título, já que o Guinness não pôde verificar suas idades.
A carpa mais velha
Talvez um dos peixes mais antigos na Terra, Hanako, viveu até os 226 anos. A carpa vermelha morreu em 1977 e os cientistas usaram os anéis em suas escama para estimar com precisão a sua idade. Eles descobriram que o peixe de estimação nasceu antes da fundação dos EUA.
O lagarto mais velho
O tuatara é conhecido por sua longevidade, vivendo regularmente mais de 100 anos. O exemplar mais antigo documentado reside no Museu Southland, da Nova Zelândia. Ele tem, atualmente, 117 anos e recentemente foi pai de sua primeira ninhada, aos 111 anos.

O elefante mais velho

elefante velho
Se a memória de um elefante é realmente boa, Lin Wang tinha muita coisa para se lembrar. Enquanto a média de vida de um elefante é de cerca de 50 anos, Lin Wang alcançou os 86 antes de falecer, em 2003.
Durante a Segunda Guerra Mundial, os japoneses usavam ​​elefantes para transportar suprimentos e retirar grandes peças de artilharia. Lin Wang foi capturado de um campo japonês, em 1943, e utilizado para apoiar a Força Expedicionária chinesa durante a guerra. Em 1952, foi doado para o Jardim Zoológico de Taipei. Ele se tornou a mais famosa atração no zoológico e foi carinhosamente chamado de “vovô Lin Wang” pelos visitantes. Quando ele morreu, em 2003, seu serviço memorial durou semanas e atraiu milhares de visitantes.

Lagosta
Pescadores capturaram a lagosta, chamada de George, na costa de Terra Nova e Labrador, no Canadá, em 2008. Ele foi vendido ao City Crab and Seafood, por cerca de R$ 300 reais, graças ao seu tamanho impressionante. O gerente do restaurante, Keith Valenti, nunca achou que George nasceu para ser comido, tornando-o um mascote e animal de estimação. Seu enorme tamanho atraiu visitantes curiosos para o restaurante. George só viveu no restaurante durante dez dias antes de manifestantes do PETA (People for the Ethical Treatment of Animals – uma ONG) convencerem o City Crab a libertá-lo de volta na natureza.
PETA interessou-se particularmente com a liberdade de George porque o tamanho de um crustáceo se correlaciona com a sua idade, e, com seus 9 quilos, eles estimaram que a lagosta teria 140 anos. Desde que foi libertado, não há conhecimento da vida de George.

Cavalo
Nascido em 1760, Old Billy viveu impressionantes 62 anos de idade, mais do que o dobro do tempo de vida útil médio de um cavalo. Billy passou a maior parte de sua vida como um cavalo de carga. Ao ficar velho, suas costas se encurvaram e os seus ossos começaram a sair através de sua pele – o que certamente lhe causava dor e agonia. Independentemente disso, ele se tornou uma celebridade local, sendo descrito em uma litografia aos 60 anos e também pintado por um artista chamado W. Taylor.
Após sua morte, seu crânio foi dividido em duas partes, com uma metade taxidermizada e a outra raspada. As duas metades estão em exposição no Museu de Manchester e na Art Gallery & Museum Bedford Cecil Higgins, Inglaterra.

Cachorro
Até agora não há relatos confirmados de um cão que viveu mais de 30 anos, mas Max chegou muito perto, morrendo aos 29 anos e 282 dias. A mistura de beagle, daschund e terrier nasceu em 1983 e foi adotado logo depois por sua proprietária, Janelle DeRouen. Registros veterinários provaram a alegação de DeRouen e, por enquanto, Max detém o título de cão mais velho do mundo.

Gato
O mais velho do mundo, na verdade, era uma gata. Tiffany Two estava viva até o início de 2015, com 27 anos. O Guinness ainda não verificou um sucessor para o seu título. Mas 27 anos não é nada em comparação com o gato mais velho de todos os tempos, que viveu até os 38 anos.
Cream Puff viveu em Austin, nos EUA, com seu proprietário, Jake Perry, e um outro gato chamado Granpa. Na época, ele morreu, e Granpa ficou com título de gato mais velho do mundo, com 34 anos. Mas ele também morreu, em seguida. O título máximo continuou com Puff. Como os dois gatos mais velhos do mundo pertenciam à mesma pessoa, muitos dizem que os alimentos dados por Perry (que incluía bacon, ovos, aspargos e brócolis) é o que ajudou seus felinos a sobreviverem por tanto tempo.
Neste caso, a diferença entre um e outro se dá na classificação de gata mais velha e gato mais velho, fêmea e macho.

Tartaruga
Acredita-se que corais vivam por milhares de anos, e as baleias-da-groenlândia podem viver por séculos, mas os animais terrestres raramente têm esses longos períodos de vida. O detentor do recorde atual como o animal terrestre mais velho, ainda vivo, é uma tartaruga chamada Jonathan.
Oriundo das Ilhas Seychelles, Jonathan foi trazido de sua terra natal em 1882 e continua morando na residência oficial do governador de Santa Helena. Uma foto preta e branca de uma coleção de imagens da guerra de Bowe, mostra a tartaruga no ano de 1900.
As tartarugas são conhecidos por sua longevidade, mas uma tartaruga que vivia no Zoológico Alipore, na Índia, estabeleceu um recorde que não será quebrado tão cedo. Ela sobreviveu por 250 anos. Para colocar o fato em perspectiva, ela é mais velha que o governo dos Estados Unidos da América.
A vida de Adwaita começou em 1700, quando foi capturada nas Ilhas Seychelles, antes de ser dada ao general britânico Robert Clive, da Companhia das Índias Orientais. Clive criou Adwaita como um animal de estimação, até ela ser doada ao zoológico, em 1875. Por mais de 125 anos, viveu no mesmo recinto, até que falecer, em 2006. O casco de Adwaita foi então datado em carbono 14 para confirmar sua idade.

Com 507 anos, Ming, o molusco, viveu um longo período de tempo. No entanto, ele poderia ter vivido ainda mais caso os cientistas não tivessem descoberto ele.
Infelizmente, não era possível descobrir sua idade sem rachar seu casco. Ao realizarem tal feito, os pesquisadores perceberam que estavam em posse do, provavelmente, animal vivo mais antigo do mundo. Mas já era tarde demais. Há um ponto positivo na morte de Ming. Seu casco forneceu aos cientistas, descobertas inovadoras sobre as mudanças das temperaturas do mar ao longo dos últimos 500 anos.

11.532 – Peste ou Heroi? Ratazanas gigantes farejadoras de minas terrestres estão salvando vidas em países da África


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A APOPO, uma ONG belga, treina ratazanas gigantes, habilitando-as a farejar minas terrestres e infecções de tuberculose. Desde 2006, estes “ratos heróis” trabalham em campos minados de Moçambique, impedindo que mais de 13.000 minas soterradas explodissem, recuperando mais de 11 milhões de metros quadrados de terra. Eles também analisaram, com precisão de um quarto de milhão, amostras de sangue com infecções de tuberculose.
Bart Weetjens, fundador da APOPO, teve a ideia de treinar ratos farejadores há 20 anos, quando era um estudante na Universidade de Antuérpia, na Bélgica. Ele costumava criar roedores de estimação, percebendo como eram sociáveis, inteligentes e facilmente treináveis.
Weetjens queria usar sua experiência de lidar com roedores para encontrar uma resolução local para o problema das minas terrestres. Depois de uma pesquisa considerável, Weetjens escolheu utilizar a espécie Cricetomys gambianus, ratos encontrados na África. Embora ele seja considerado uma praga em muitas partes do continente, o pesquisador sabia que era a solução perfeita, por conta de sua grande inteligência e olfato extraordinário.
E ele estava certo. Fácil de treinar, foram gastos R$ 21.500 para treinar cada um deles, o que é muito mais barato do que usar seres humanos ou cães. Eles são muito mais rápidos. Humanos com detectores de metais levariam cinco dias para procurar minas em 200 metros quadrados de terra, enquanto os ratos pode fazer o mesmo serviço em 20 minutos. E eles são, pelo menos, um quilo mais leve que o peso mínimo necessário para passar por cima de minas ativadas por pressão.
A APOPO cuida bem de seus ratos, não havendo mortes ou ferimentos em nenhum deles, durante o cumprimento do dever. Protetores solares são aplicados em seus ouvidos para prevenir o câncer de pele. Ao ficar velho demais para trabalhar, se aposentam e têm permissão para viver o resto de suas vidas em ambiente natural.
De acordo com Tim Edwards, chefe de formação e investigação comportamental da APOPO, é importante que os ratos sejam confiáveis. No caso raro de um rato se revelar difícil para treinar, ele é removido do programa de treinamento, mas continua como um companheiro para os outros ratos.
Os ratos também são treinados para farejar amostras de sangue e fluído humano, detectando traços de tuberculose. As amostras chegam de várias partes do país. De acordo com a APOPO, os ratos detectaram 7.000 casos de tuberculose, que não haviam sido identificadas nos testes convencionais. A medida já combateu 24.000 infecções, e aumentou as taxas de detecção em 45%. “Se você considerar o número de pacientes que foram curados de tuberculose por conta dos ratos, o impacto é enorme”, disse o microbiologista da APOPO, Georgies Mgode.
A utilidade dos ratos em testes médicos despertou o interesse da comunidade médica. Agora, os investigadores estão interessados ​​em saber como as criaturas podem ser usadas para farejar câncer. “Há muito potencial; é apenas uma questão de tempo e encontrar os recursos para investigá-lo”, disse Edwards.
Por enquanto, Weetjens tem o prazer de ver o seu programa de rato florescer. “Em Moçambique, as pessoas lutaram, eles colocaram minas e, em seguida, eles apertaram as mãos e foram embora. Mas eles deixaram para trás todas aquelas minas, que mataram muitos agricultores. Agora os nossos ratos estão limpando o terreno e ajudando as pessoas a usá-los novamente.

11.518 – Zoologia – Mula é filha problemática de égua com jumento


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A mula e o burro são bichos cheios de problemas porque seus pais são de espécie diferente, cujos descendentes são estéreis. A mãe é uma égua e o pai um jumento. A mistura não dá certo. A mula (ou burro, se for macho, já que “mulo” não existe) é forte, boa para trabalhar, mas não se reproduz. O número de cromossomos nos gametas (células sexuais) da égua é 52. O do jumento é 56. “A mula ou o burro nascem com 54”, diz o veterinário Cleyton Eustáquio Braga, da Universidade Federal de Minas Gerais. Esse número cromossômico provoca duas conseqüências. A principal é que o burro não produz espermatozoides e a mula não tem óvulos. Portanto, não geram filhos. Além disso, os órgão genitais desses animais não são perfeitamente desenvolvidos. Há alguns casos, raríssimos, em que o burro ou a mula são férteis, mas os veterinários não sabem ao certo explicar por que isso acontece.
Há outros animais híbridos como o barboto, mistura de cavalo com jumenta, e o zebroide, produto do cruzamento de uma zebra com cavalo. A união entre o jumento e a égua é estimulada porque o burro é um animal apropriado para trabalho pesado. Já a cópula entre cavalo e zebra só acontece por acidente. O zebroide é bravo e não serve para nada.

11.512 – Biologia – Consciência Animal


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Os elefantes são considerados excelentes modelos para o estudo dos sentimentos animais, pois parecem estar sempre com a emoção à flor da pele. Quando um deles morre, os outros fazem verdadeiros rituais fúnebres, formando um círculo em torno do cádaver, sobre o qual depositam folhas e galhos, enquanto choram copiosamente. Em qualquer situação, o sentimento paternal impera e, como se nota nesta foto, os pequenos andam entre dois adultos, ficando mais protegidos de possíveis ataques no caminho.
Nas espécies que andam em grupo, quando dois animais se gostam eles adoram se tocar. Não importa se formam um casal ou se são apenas bons amigos, os abraços são prova de afeto. É comum ver girafas cruzando carinhosamente o pescoço. Ou encontrar leões-marinhos dormindo agarrados, o que, no caso deles, moradores de áreas frias do planeta, também ajuda a manter o corpo aquecido.
O urso balança o corpo enquanto segura a ponta dos pés. Pode ter certeza, ele está todo contente. Pois, quando ficam felizes da vida, os mamíferos costumam brincar com o corpo, do mesmo jeito como fazem os bebês humanos ao descobrir as próprias mãos. A diferença é que os animais mantêm o hábito mesmo depois de adultos.
Quando um bando de golfinhos machos se encontra, pode esperar confusão. Um animal parece reforçar a agressividade do outro, segundo estudos do zoólogo holandês Frans De Vaal. Mas eles não brigam entre si. Nessas horas, o grupo costuma ter duas finalidades. Ou vai atacar outro animal que ameaça seus filhotes ou estuprar alguma fêmea.
Dizem que a imagem da mãe protetora é a da galinha mantendo os pintinhos sob suas asas. Na realidade, na maioria das espécies, as fêmeas agem feito galinhas e, como esta macaca, gostam de ter suas crias grudadas no corpo. Se o filhote se afasta da mãe, ela fica mais agressiva, pronta para atacar qualquer estranho que se aproxime do rebento.
Reproduzir a própria espécie e defender a propagação de seus genes com unhas e dentes é uma das máximas da natureza. No entanto, os zoólogos relatam muitos casos de adoção, como a zebra da foto, que resolveu tomar conta de filhotes abandonados de cervos. A explicação é um sentimento maternal exacerbado.
Ficar boquiaberto e arregalar bem os olhos, como se tivesse levado um susto, para os felinos é sinal de ter encontrado o objeto do desejo. Esta cara de quem está morrendo de vontade de fazer algo é a mesma em gatos, onças e tigres. A sorte do peixe dourado, acima, é existir o vidro do aquário entre ele e o gato guloso.

11.423 – Zoologia – Conheça o animal que pode virar 15 animais diferentes


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Especialistas conseguiram, finalmente, identificar um estranho animal das profundezas marinhas e que teve contato com um ser humano, pela primeira vez, em 1998. Chamado de polvo mimético, esse ser enigmático habita as águas do sudeste asiático, que banham diversos arquipélagos, como a Indonésia e o Timor Leste.
A criatura possui uma capacidade impressionante de mudar sua textura e cor, de modo a imitar outras espécies de seu habitat. Na verdade, por ser um polvo, não chega a ser surpreendente seu poder de adaptação – existem muitas espécies com essa característica.
O que é próprio do polvo mimético é sua habilidade em também conseguir reproduzir os comportamentos de outras espécies, de acordo com o perigo que o ameaça. Sabe-se que esse polvo é capaz de imitar, pelo menos, 15 tipos diferentes de espécies aquáticas, como a estrela do mar, o peixe-leão, linguados, corais e até as terríveis cobras de Bali.

11.421 – Mega Curtíssimas – Como girafas dormem?


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Por viverem, naturalmente, em savanas, as girafas só conseguem tirar sonecas – dormem em pequenas porções de cinco minutos, totalizando meia hora de sono por dia. Sim, só meia hora! Isso porque dormir nessa posição fofa que mostramos ali as torna mais vulneráveis a predadores.

11.406 – Biologia – Os Campeões da Longevidade


Hidras
Os seres do gênero Hydra parecem ter tirado a sorte grande na loteria da vida. A maioria dos organismos animais sofre um processo de deterioração que aumenta a possibilidade de morte com o avançar da idade cronológica, chamado de senescência. As células que entram neste processo natural de envelhecimento perdem a capacidade de reprodução e regeneração. Mas isso não acontece com as hidras. Estudos apontam que estes seres são capazes contornar o envelhecimento renovando constantemente os tecidos de seu corpo. Ao que tudo indica, as hidras podem ter escapado da senescência e serem, potencialmente, imortais.

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Rockfish (Sebates aleutianus)
Eles não vivem para sempre – mas chegam perto. É também uma insignificante apresentação de senescência que garante a esse peixe do Pacífico enorme longevidade. Além de seu marcante tom vermelho, o rockfish tem outras características que o distinguem no reino animal – com uma reduzida taxa de envelhecimento, espécimes deste peixe podem chegar a viver 205 anos na natureza. Nada mal.
Tartarugas Blandingii (Emydoidea blandingii)
Natural da América do Norte, esta tartaruga semi-aquática de queixo amarelo pode ultrapassar a marca de 80 anos. Oito décadas pode não ser sinônimo de “vida eterna”, mas é uma idade respeitável, ainda mais considerando uma particularidade destes seres: uma vez que atingem a vida adulta, as tartarugas Blandingii parecem não envelhecer. Além de terem baixa senescência, estudos indicam que os espécimes mais velhos curtem a vida adoidado e se reproduzem mais que os companheiros mais jovens.
Planárias
São vermes planos que intrigam cientistas por sua alta capacidade regenerativa. Se cortados, transversal ou longitudinalmente, esses bichinhos feios são capazes de regenerar suas partes perdidas, originando vermes completos. Quero ver você fazer isso em casa. Este surpreendente super poder, aparentemente ilimitado, faz com que as planárias sejam consideradas praticamente imortais.

Água-viva imortal (Turritopsis dohrnii)
Esta espécie de água-viva é o “Benjamin Button” do oceano. Encontrado em 1988 pelo então estudante de biologia marinha Christian Sommer, este curioso ser exibiu um comportamento que intrigou o pesquisador alemão: a água-viva se recusava a morrer. Mais que isso, parecia estar seguindo o caminho inverso, tornando-se cada vez mais “jovem”, em uma regressão que a levou de volta à sua primeira fase de desenvolvimento. Pã. Chegando lá, começou um novo ciclo de vida. Duplo pã.
Foi apenas em 1996 que um estudo sobre a reveladora descoberta foi publicado – contrariando o que consideramos o ciclo natural da vida (que inclui a inevitável morte), a Turritopsis dohrnii é capaz de voltar ao seu primeiro estágio de vida em qualquer fase de seu desenvolvimento, escapando da morte e alcançando potencial imortalidade. Não bastasse isso, a espécie ainda é espertinha – pegando carona em cascos de navios, a Turritopsis hoje é encontrada não apenas na região do Mediterrâneo, mas também nas costas de Panamá, Espanha, Japão e Flórida, parecendo ser capaz de sobreviver e se proliferar em todos os oceanos do mundo. Limitações tecnológicas ainda impedem que pesquisadores determinem o que exatamente permite que o bichinho viva para sempre, mas é bom ficar atento: se descobrirem o segredo desta água-viva, isso pode também afetar nossa mortalidade.

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11.271 – Lince arrasta tubarão para a areia, na Flórida


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Muitas espécies felinas são excelentes pescadores, e linces não são exceção. Porém, um lince surpreendeu especialistas com o que é provavelmente a melhor história de pescador de todos os tempos: puxou um tubarão para fora da água.
O momento dramático foi capturado por John Bailey em Vero Beach, na Flórida, EUA, quando ele estava andando pelo Parque Estadual Sebastian Inlet. De repente, o animal saltou e arrastou um tubarão de aproximadamente 1,2 metro para fora da água. Bailey fotografou a ação. O lince, aparentemente assustado, em seguida, correu para dentro da floresta, deixando o tubarão na praia.
Linces são conhecidos por comer uma variedade de mamíferos e aves e, ocasionalmente, peixes. “Mas esta é a primeira vez que os vi pescando em água salgada”, observa a especialista. Ainda assim, ela não acha que a situação seja muito surpreendente, pois estes felinos são predadores oportunistas.
A página do órgão no Facebook diz que o tubarão era provavelmente um adulto da espécie Rhizoprionodon terraenovae. Em resposta a alguns usuários que perguntam se o gato poderia, na verdade, ser uma pantera, a agência disse que seus especialistas acreditam que é mesmo um lince. Dando zoom na imagem, as manchas nas patas traseiras do bicho ajudam a identificá-lo.

11.258 – Biologia – O Raciocínio Animal


Cãozinho esperto
Cãozinho esperto

O próprio Charles Darwin é um precursor da noção moderna de como a ciência vê os animais. Para o homem que descobriu a identidade do projetista de homens e animais (a seleção natural), a mente parecia seguir uma certa continuidade ao longo da evolução das espécies. Os bichos mais abaixo na escala evolutiva também teriam inteligência e sentimentos, só que em níveis distintos. E Darwin estava certo. “As evidências de hoje indicam que muitos animais sentem alegria, tristeza, pena…”, diz o biólogo Marc Bekoff, da Universidade do Colorado.
Claro que as pesquisas têm limitações: não existe uma máquina capaz de entrar na cabeça de um gorila, de um cachorro ou de uma galinha e mostrar o que é ver o mundo com os olhos de um gorila, de um cachorro ou de uma galinha. Mas dá para chegar mais perto do que você imagina.
Um camaleão não sabe que está mudando de cor quando se camufla. Cobras não têm consciência de que enganam predadores quando se fingem de mortas.
Por outro lado, um corvo que entorta um arame com o bico para utilizá-lo como vara de pesca não está agindo de forma programada. Corvos fazem isso para fisgar peixes. E tiveram de ser criativos para isso, tanto quanto nós, humanos, quando inventamos nossas varas e anzóis num dia qualquer há 80 mil anos. Os corvos agregaram uma nova ferramenta ao seu kit de instintos. Mas chamar isso de inteligência pode? Não só pode como deve.
Mas para começar a entender como funciona a inteligência em mentes que não são de Homo sapiens, temos que compreender como elas percebem o mundo. Para os humanos, uma rosa é uma flor romântica. Para um besouro, ela é um território de caça. Um leopardo mal percebe que as rosas existem. Um cachorro não vai ligar pra ela, a menos que ela contenha xixi de outro cachorro ou tenha sido tocada pelo dono.
Assim, o universo dos cachorros é um estrato de cheiros diferentes. Talvez por isso eles não liguem para a própria imagem no espelho. Mesmo que não concluam que a imagem é a deles, não sentem nenhum cheiro diferente, então não interpretam como sendo outro cachorro. Esse supernariz também lhes confere a habilidade de um detetive. Graças aos odores que você exala e às células epiteliais que deixa pelo caminho, seu cão sabe quase tudo sobre você: por onde andou, que objetos tocou, o que comeu, se beijou alguém ou se correu um pouco. Exceto a comida, claro, ele não se interessa pelos outros dados. O olfato do cão é capaz até de rastrear doenças em humanos, como mostra um recente estudo da Universidade Kyushi, no Japão. O labrador Marine, de 8 anos, detectou câncer de intestino ao cheirar o hálito e as fezes de pacientes. Tumores de pele, pulmão e bexiga também já foram farejados por cães em estudos anteriores.
Poucas coisas incomodam tanto quanto choro de gato com fome. Parece que ele vai morrer se você não der comida na hora. Mas não se desespere: pode ser um truque do bichinho. A cientista Karen McComb, da Universidade de Sussex, na Inglaterra, descobriu que alguns gatos emitem uma súplica de alta frequência, similar ao choro de um bebê, que dispara um senso de urgência no cérebro humano. Resultado: os donos se sentem compelidos a alimentá-los. Isso é um instinto que animais domésticos desenvolvem. Eles nascem sabendo isso. Então não é indício de inteligência para valer, certo? Errado: “Dos gatos que analisamos, só choravam assim os que viviam em casas habitadas por uma só pessoa. Ou seja: gatos aprendem a enfatizar dramaticamente o choro quando vivem com humanos numa relação de um para um”, diz McComb.
Uma pá de cal numa antiga noção da ciência: a de que sempre há uma relação direta entre o tamanho do cérebro e a capacidade cognitiva. Com seu cérebro de 9 g (o nosso tem 1 500 g), o papagaio era mais perspicaz que um cachalote – dono do maior cérebro do planeta, com quase 8 quilos. A proporção entre o tamanho do cérebro e o tamanho do corpo também não diz tudo, pois favorece bichinhos nada brilhantes. No esquilo, por exemplo, a relação entre o tamanho do cérebro e o do corpo é de 3%, contra 2% no homem.
Outra explicação clássica é o tamanho do neocórtex. É a parte mais externa do cérebro, justamente a que evoluiu por último no reino animal. Só os mamíferos têm (e o nosso é enorme). Mas hoje sabbe-se que ele não é indispensável para o pensamento.
O Homo sapiens é o único animal capaz de dominar sintaxe, formar frases complexas e registrar o que pensa. Fato. Mas alguns bichos podem compreender a nossa linguagem quase como se fossem uma pessoa – embora não consigam reproduzi-la com a desevoltura de um papagaio .
Mas poucos animais mostram suas emoções com tanta clareza quanto os elefantes. Eles ficam de luto, por exemplo. Quando reconhecem a ossada de um membro do grupo, eles gentilmente se reúnem em volta dele. Joyce Poole, que estuda elefantes há mais de 30 anos, acredita que órfãos dessa espécie sofrem de depressão, até: filhotes que presenciaram a mãe ser morta acordam gritando. Chimpanzés órfãos também são emotivos: passam horas se despedindo do corpo da mãe. Vacas também têm seus momentos down. Mas a maior característica delas é outra: são fofoqueiras. Formam pequenos grupos de amigas, têm rixas com outras vacas e guardam rancor por anos. Elas também sentem prazer ao vencer desafios. Um estudo da Universidade de Cambridge mostrou que, quando elas aprendiam a abrir uma porta para obter comida, por exemplo, suas ondas cerebrais e seus batimentos cardíacos mostravam um alto nível de excitação. Acontecia a mesma coisa quando elas estavam prestes a transar – mesmo quando quem vinha por trás era outra vaca, brincando de montar em cima dela.
O prazer com o sexo também parece universal. E entre os mamíferos é parecido com o nosso. Às vezes, melhor. As fêmeas de bonobo têm órgãos sexuais enormes, do tamanho de bolas de futebol. E clitóris comparável a um dedo. Elas passam o dia se masturbando e chamando para a cama qualquer macho que passe pela frente – até por isso os bonobos são os mais pacíficos entre os grandes macacos: os homens não brigam por mulher. E mulher não briga por homem: na falta de macho, elas se viram entre si.
Nada é tão comum entre nós e as outras coisas vivas do mundo quanto a busca pelo prazer. Hipopótamos estiram as pernas para deixar que os peixes mordisquem seus dedos, numa verdadeira sessão de massagem. Os batimentos cardíacos dos cavalos caem quando têm o cabelo da nuca escovado. Eles relaxam.
Galinhas se preocupam com o futuro. Cientistas ensinaram galinhas a bicar 2 botões para obter 2 recompensas distintas. Com o botão 1 elas esperavam pouco (2 segundos) para obter pouca recompensa (3 segundos de acesso a comida). Com o 2, elas esperavam muito (6 segundos) para obter muito (22 segundos de comilança). A conclusão? A pesquisadora britânica Christine Nicol resume: “Com incentivo, as galinhas foram capazes de exercer auto-controle”.

LÍNGUA PRIMATA

O vervet aqui em cima, um miquinho africano, tem um idioma próprio. É um sistema de alarmes sonoros, em que cada grunhido corresponde a um predador. Grandes macacos, como chimpanzés, também usam gestos e expressões faciais. E tentam levar vantagem em tudo. Um macaco que tem uma lesão na pata e descobre que, enquanto estiver ferido, não é atacado pelo macho dominante, continua mancando na frente dele depois de a ferida ter sarado completamente.

QI canino
Os mais inteligentes
• Border collie
• Poodle
• Pastor alemão
• Golden retriever
•Doberman

Os mais ou menos
• Dálmata
• Husky siberiano
• Greyhound
• Boxer
• Dinamarquês

Os menos
• Shih-tzu
• Chow chow
• Buldogue
• Basenji
• Afghan hound

Os mais espertos
1º Grandes macacos e cetáceos
Chimpanzés, gorilas, golfinhos e baleias se comunicam bem entre si e se entendem com os humanos.

2º Corvídeos
São aves superdotadas. Vivem em sociedades complexas, se reconhecem no espelho (coisa rara no mundo animal). E confeccionam ferramentas.

3º Carnívoros sociais (leões, hienas, lobos)
Não são grandes crânios, mas na hora da caça cooperam com mais eficiência que um time de futebol. Os cachorros, parte desse grupo, são os que melhor entendem nossa mente.

4º Animais de rebanho (vacas, cabras)
Têm cara de burros. São burros. Mas mantêm alguns vínculos sociais. E sentem prazer, excitação e ansiedade.

11.206 – Câncer – Nem o Diabo Escapa


diabo da tasmania

Um grupo de pesquisadores australianos e americanos conseguiu decifrar o código genético de um tipo peculiar de câncer que está aniquilando o diabo-da-tasmânia, o maior marsupial carnívoro da atualidade. Do tamanho de um cão, batizado com esse nome por ser feroz e soltar guinchos horríveis, o animal vive apenas na Tasmânia, ilha da costa da Austrália. Desde 1996, quando foi detectado, o câncer já exterminou 60% da espécie – hoje reduzida a 15 000 exemplares. Os primeiros estudos sobre a doença apontavam para a transmissão por vírus, como no caso do HPV, que está associado ao câncer de colo de útero nos humanos. Agora, os cientistas descobriram que o câncer surgiu de uma mutação genética num único exemplar da espécie, há vinte anos.
A mutação ocorreu na célula de Schwann, responsável por proteger os neurônios. A conclusão dos cientistas se baseia na constatação de que os genes dos tumores não provinham dos animais afetados, mas eram idênticos entre si – e, portanto, tiveram a mesma origem.
No momento, outras duas espécies estão ameaçadas de extinção por motivos naturais. O urso panda, que vive nas regiões montanhosas da China, está hoje reduzido a 2 000 exemplares. Embora seu sistema digestivo seja mais apropriado para um carnívoro, o panda se alimenta principalmente de bambu. A teoria mais aceita para esse comportamento é que a mutação genética que levou à alteração nos hábitos alimentares seja recente e o organismo da espécie ainda não esteja inteiramente adaptado. Para piorar a situação, os pandas quase não se reproduzem. A fêmea fica fértil apenas três dias por ano. A outra espécie ameaçada de extinção – ao que tudo indica, por motivos naturais – é a das abelhas comuns. Só nos Estados Unidos, a população do inseto caiu pela metade nos últimos 35 anos. O mesmo tem acontecido em países da Europa. A hipótese mais provável para o sumiço das abelhas é que elas sejam vítimas de uma nova e misteriosa doença. Para os cientistas, assistir às extinções naturais enquanto ocorrem pode ajudar a esclarecer as grandes extinções do passado. Como aquela responsável pelo desaparecimento de 90% da vida marinha e 70% da vida terrestre há 250 milhões de anos. Daí a relevância da pesquisa com o diabo-da-tasmânia.

11.077- Quantas espécies de urso existem no mundo?


urso

Existem oito espécies: urso-polar, urso-panda, urso-pardo, urso-negro americano, urso-negro asiático, urso-malaio, urso-beiçudo e o chamado urso-de-óculos. Antigamente, os pandas eram classificados como membros da família dos ra-cuns, mas passaram a integrar também a família dos Ursidae. Essas oito espécies vivem nos mais diferentes hábitats do planeta, das regiões polares às áreas de florestas, mas a maioria delas só pode ser encontrada no hemisfério norte. Algumas características físicas e comportamentais são comuns a todas, como o corpo pesado, a cauda curta, o pêlo longo e espesso e as garras afiadas, que, ao contrário das dos felinos, não são retráteis e estão sempre aparentes. Os ursos também são exímios nadadores, sobem facilmente em árvores e conseguem ficar em pé sobre as patas traseiras.

Em geral, vivem sozinhos – exceto quando estão no período de acasalamento – e laços familiares duradouros só são estabelecidos entre a mãe e seus filhotes, que permanecem juntos por dois ou três anos. Apesar de tanta coisa em comum, as várias espécies de urso se diferenciam umas das outras em função do tamanho, detalhes anatômicos, hábitos alimentares e local de moradia. Os ursos-polares, por exemplo, habitam as planícies geladas do Ártico e se alimentam principalmente de focas. Já os ursos-malaios vivem nas florestas tropicais da Ásia e têm em sua dieta insetos, frutas e bichos pequenos. Os cientistas ainda não conhecem todos os detalhes sobre a longevidade desses animais, mas calculam que ela varie entre 25 e 40 anos, sendo que os ursos selvagens tendem a viver menos que os mantidos em cativeiro.
Durante o século 20, eles foram constantemente perseguidos e caçados, o que fez com que algumas espécies ficassem seriamente ameaçadas de extinção, como é o caso do panda, transformado no principal símbolo da luta pela preservação dos animais.
hemisfério norte
URSO-PARDO (Ursus arctos)

Tamanho: Até mais de 3 metros

Peso: De 90 a 800 quilos

Espalha-se pela Sibéria, Alasca, norte do México, Himalaia e norte da África e é o mais temido dos ursos. É capaz de ingerir até 40 quilos de alimento por dia e, quando persegue uma presa, consegue atingir 50 km/h, velocidade surpreendente para um animal tão pesado. Existem várias subespécies de urso-pardo, por isso seu peso e tamanho variam tanto. O urso-grizzly Kodiak, por exemplo, pode medir mais de 3 metros e é o maior carnívoro terrestre.

URSO-POLAR (Ursus maritimus)

Tamanho: Até 2,5 metros

Peso: 800 quilos

Vive em regiões do Ártico, como Alasca, norte do Canadá, Groenlândia, Sibéria e extremo norte da Europa. Único urso adaptado ao ambiente marinho, é um excelente nadador. Para resistir às baixíssimas temperaturas do Pólo Norte, seu pêlo é longo e oleoso. No corpo do urso-polar ainda há uma espessa camada de gordura que serve como proteção extra, garantindo perfeito isolamento térmico.

URSO-NEGRO AMERICANO (Ursus americanus)

Tamanho: 1,8 metro

Peso: De 40 a 300 quilos

Habita os Estados Unidos – inclusive o Alasca -, Canadá e México. Apesar de caçadores matarem mais de 40 mil desses animais por ano, a espécie ainda não está ameaçada de extinção, pois é a mais numerosa dos Estados Unidos. É incapaz de subir em árvores e hiberna até sete meses por ano. Na preparação para enfrentar esse período de repouso, o urso-negro americano chega a ganhar 1,5 quilo por dia durante dois meses seguidos. Possui várias subespécies de tamanhos diferentes.

URSO-PANDA (Ailuropoda melanoleuca)

Tamanho: 1,5 metro

Peso: 100 quilos

É encontrado nas florestas do centro-sul da China. Nesse hábitat natural existem apenas cerca de mil ursos-pandas gigantes – outros 100 estão em zoológicos. Por isso, o animal corre sério risco de sumir do planeta. Para perpetuar a espécie, biólogos têm tentado, sem muito sucesso, a reprodução do animal em cativeiro. Uma das dificuldades é que a fêmea só está pronta para acasalar durante dois ou três dias por ano.

URSO-BEIÇUDO (Melursus ursinus)

Tamanho: 1,8 metro

Peso: Até 140 quilos

Onde vive: Florestas da Índia, Nepal, Sri Lanka e Butão

URSO-DE-ÓCULOS (Tremarctos ornatus)

Tamanho: 1,8 metro

Peso: Até 150 quilos

Onde vive: Na cordilheira dos Andes, ao longo de vários países da América do Sul, como Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia

URSO-MALAIO (Ursus ou Helarctos malayanus)

Tamanho: 1,5 metro

Peso: 66 quilos

Onde vive: Em florestas tropicais, do Sudeste Asiático às ilhas de Sumatra e Bornéu, na Indonésia

URSO-NEGRO ASIÁTICO (Ursus thibetanus)

Tamanho: 1,6 metro

Peso: 200 quilos

Onde vive: Florestas temperadas da Ásia, do Afeganistão ao Vietnã, nordeste da China, sudeste da Rússia e Taiwan

10.896 – Biologia – Como se orientam os pombos-correio?


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A ciência tem várias hipóteses e nenhuma certeza. O que pouca gente sabe é que os pombos-correio só conhecem uma direção: o caminho de volta para casa. Eles podem ser soltos em pontos a 900 quilômetros de distância mas conseguem retornar ao local onde nasceram. “A explicação mais provável indica que essas aves têm um acúmulo de átomos de ferro no cérebro, que funciona como uma bússola natural”, afirma um zoólogo especialista em Ornitologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Outros estudiosos sustentam que eles herdaram o sentido de orientação das aves migratórias. Tem ainda quem acredite que a explicação está numa pressão em seu ouvido interno que lhes permitiria gravar um verdadeiro mapa da rota a ser seguida. Ninguém descarta, no entanto, o papel desempenhado por sua aguçada visão, que faz com que avistem um grão de milho a 200 metros de distância!
Alguns pesquisadores, por fim, defendem que as aves usam como referência a posição do Sol, da Lua e das constelações. Embora o mistério não esteja decifrado, um fato é inegável: os pombos-correio são aves singulares. Constituem uma raça diferente dos pombos comuns: embora semelhantes visualmente, apresentam uma estrutura corporal mais avantajada que ajuda a explicar a incrível capacidade de voar até 800 quilômetros por dia a velocidades superiores a 100 km/h. Foi uma dessas aves que, em 1815, anunciou às autoridades inglesas a derrota de Napoleão Bonaparte em Waterloo. Durante a Primeira Guerra Mundial, mais de 30 mil pombos-correio foram usados pelos exércitos aliados para enviar notícias do front – as mensagens iam num minúsculo tubo preso à perna da ave. Reconhecendo o perigo que esses animais representavam, a Alemanha ordenou que todos os pombos em voo fossem abatidos.

10.828 – A Raposa dos Pampas – (Pseudalopex gymnocercus)


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Trata-se de um mamífero carnívoro da família dos canídeos, encontrado nos campos úmidos do Sul do Brasil, no Paraguai, no Norte da Argentina e no Uruguai, sendo conhecido como zorro de las Pampas nestes três últimos países. O graxaim chega a medir até 1 metro de comprimento, com pelagem cinza amarelada, o alto da cabeça marrom ferrugíneo, orelhas grandes e focinho afilado. Também é conhecido pelos nomes de graxaim-do-campo, guaraxaim e sorro.
Seus hábitos são crepusculares e noturnos; é um animal solitário, encontrando-se aos pares na época da reprodução. Quando perseguido refugia-se em troncos ocos e buracos de tatu, e pode até se fingir de morto em algumas situações.
O graxaim entrou em situação de alerta no estado do Paraná por sua distribuição restrita, pela caça dele mesmo, pela caça de suas fontes alimentares e pela destruição de seu habitat — monoculturas como soja e pinus estão causando sua migração para outras áreas e morte por falta de fontes de alimentação. O gado solto nos campos nativos também é um dos grandes destruidores do seu habitat.
Sua descrição em Santa Catarina é limitada, não existem muitos estudos. Apesar disso é frequente o seu avistamento em áreas habitadas.
Não deve ser confundido com uma raposa, animal do qual é parente próximo mas que não ocorre na América do Sul.

10.417 – Biologia – Cães sentem ciúme do dono


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Uma pesquisa confirmou o que muitas pessoas que têm cachorros já sabem: os cães sentem ciúme de seus donos. Em um estudo publicado nesta recentemente no periódico Plos One, os peludos se mostraram mais ciumentos quando seus proprietários eram afetivos com algo que parecia ser outro cão do que quando faziam isso com objetos aleatórios.
No experimento, os autores aplicaram em 36 cães um teste que mede o ciúme em bebês de seis meses de idade. Eles analisaram como os animais reagiam quando seus donos os ignoravam para interagir com três objetos: um bicho de pelúcia igual a um cachorro — que latia e abanava o rabo —, uma abóbora de Halloween e um livro. Os cachorros demonstraram significativamente mais ciúme quando o dono dava atenção ao bicho de pelúcia do que quando se concentrava nas demais peças.
Enquanto a maioria dos estudiosos se refere ao ciúme como uma emoção de complexa cognição, os autores da pesquisa sugerem que pode haver uma manifestação mais elementar do sentimento, que envolve a proteção de suas relações afetivas. Para eles, essa manifestação básica do ciúme afetou os cachorros.
Inteligência do cão
Além de entender nossos gestos e olhares, cães também podem ser treinados para aprender palavras e seus significados. Certa vez, uma pesquisadora da Alemanha descobriu que seu cachorro aprendeu os significados de dezenas de novas palavras por meio de um processo de dedução lógica igual ao que crianças usam para descobrir nomes de objetos desconhecidos. Em outro experimento, um professor de psicologia conseguiu fazer com que sua cadela aprendesse o nome de 1 000 objetos.
Os cachorros podem não falar, mas nem por isso são incapazes de se comunicar com os humanos. Assim como o choro de um recém-nascido pode ter vários significados, os cães usam diferentes tipos de latidos e rosnados para se expressar e ser compreendido pelos humanos — pesquisas mostram que os latidos representam apenas 3% das vocalizações dos lobos, provando que o hábito de latir é mesmo um recurso decorrente da domesticação. Outros estudos indicam ainda que a maioria dos donos parece entender os significados dos diversos latidos de seus cachorros.
Ao contrário do que acontece em outros grupos de animais, os líderes das matilhas não são um casal reprodutor dominante, mas sim os cães que têm mais amigos. Quanto maior a “rede de contatos” de um cachorro, maiores são as chances de que os outros o considerem um líder e o siga aonde ele for.
Empatia do cão
Existem fortes indícios de que o sentimento de empatia, ou seja, de se sentir mal ao ver alguém sofrendo e ficar feliz quando alguém sorri, está presente nos cães. Em 50% dos casos de briga entre dois cachorros, um terceiro elemento que não estava envolvido na luta se aproxima do perdedor. A aproximação aconteceu mesmo nos casos em que esse terceiro elemento não tinha visto o embate. Isso significa que os cães reagem ao comportamento do companheiro de espécie que indica a derrota.
A inteligência dos cachorros também tem seu lado negativo. Um estudo realizado na Universidade de Viena, na Áustria, mostrou que os cães sabem quando estão ou não sendo observados pelo dono e se comportam de formas diferentes de acordo com isso. Os pesquisadores chegaram à conclusão de que os animais desobedecem mais ordens quando os donos não estão no mesmo ambiente que eles ou estão distraídos por alguma outra atividade, como ler ou ver TV.

10.355 – Os Animais de Hábitos Noturnos


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Diversos animais possuem o hábito de se alimentar e viver durante a noite e, por isso, possuem alguns mecanismos que os permitem enxergar no escuro e se locomover.
O exemplo mais famoso de animais noturnos talvez sejam os morcegos. Figurinhas fáceis em qualquer história de terror com episódios noturnos, os morcegos passam o dia todo abrigados em locais escuros como o fundo de cavernas e grutas e saem somente à noite para se alimentar. Mas o que fez com que em um mesmo lugar alguns animais prefiram a noite e outros o dia?
mbora o ambiente possa ser o mesmo, as mesmas condições ambientais podem ocasionar reações diferentes nos indivíduos levando-os a evoluir de maneira diferenciada. Alguns animais, como as rãs e os sapos, por exemplo, possuem uma pele bastante sensível a altas temperaturas (como a que seria ocasionada pela exposição prolongada ao sol) e, por isso, tiveram seus hábitos melhor adaptados ao período noturno, quando as condições de temperatura e umidade são mais favoráveis.
Outro fator que pode ter influenciado é a necessidade de fugir de predadores. Os ancestrais dos pequenos mamíferos, por exemplo, como os gambás, tinham de se esconder dos grandes predadores durante o dia e, então, aproveitavam a escuridão da noite para caçar a viver.
É claro, que os fatores que levaram determinadas espécies a desenvolver hábitos noturnos envolvem uma gama de relações bem mais complexas. Mas o fato é que estes animais acabaram desenvolvendo características específicas que os tornaram aptos a viver durante a noite.
Os morcegos, por exemplo, desenvolveram um sistema parecido com um radar chamado de “ecolocalização”, no qual ele emite um som de freqüência muito alta pelo estalar de sua língua ou pelas narinas e, conforme o som rebate na superfície (formando um eco) e é captado por eles, lhes permite distinguir obstáculos e, claro, suas presas.
Outra adaptação dos animais noturnos está na visão. A maioria deles possui apenas os bastonetes, fotorreceptores (células da visão) bastante sensíveis a luz, mas que não os permite distinguir cores, oq eu não significa que eles enxerguem mal. A coruja-das-torres (Tyto alba), por exemplo, possui uma visão capaz de distinguir um alvo a mais de 10 metros de distância e consegue enxergar com apenas 10% da luz de que o olho humano precisa.
Os animais noturnos precisaram desenvolver outras características que não apenas a visão para poder sobreviver em meio à escuridão. Os morcegos desenvolveram a ecolocalização e as mariposas, suas presas, desenvolveram uma audição aguçadíssima para captar o barulho dos morcegos (que pode chegar a 160 decibéis, mas que não pode ser percebido pela audição humana) e conseguir fugir deles. Já as cobras não venenosas desenvolveram um recurso capaz de perceber o calor de suas presas com tamanha precisão que elas conseguem saber até o tamanho da vítima e, se esta for grande demais, fugir para se proteger.

10.175 – Estudo explica por que urso polar é saudável, embora consuma muita gordura


Uma nova pesquisa descobriu o motivo pelo qual o urso polar acumula muita gordura no corpo sem correr um risco grande de desenvolver doenças cardíacas. Segundo o estudo, feito nos Estados Unidos, essa habilidade do animal se deve a mutações genéticas que aconteceram ao longo de sua evolução e que interferem na função cardiovascular.
Parte da adaptação dos ursos polares a ambientes extremamente frios depende de uma alimentação rica em lipídios. Quase metade da composição corporal desses animais é de gordura e, consequentemente, os níveis de colesterol no organismo do mamífero são muito elevados, suficientes para causar doenças cardiovasculares em seres humanos. Já entre os animais a prevalência de doença cardíaca não é alta.
Para tentar descobrir de que forma o coração desses ursos se protegem contra altos níveis de gordura, pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley sequenciaram e analisaram o genoma de 79 ursos polares e dez ursos pardos de regiões diferentes do mundo. As conclusões foram publicadas nesta quinta-feira no periódico Cell.
De acordo com o estudo, os ursos polares apresentam mutações em genes associados, por exemplo, à forma como o corpo metaboliza a gordura e a transporta no sangue. Um desses genes é o Apob, responsável por remover o colesterol da corrente sanguínea e levá-lo para as células. A mutação identificada no genoma dos animais sugere que o urso polar consegue administrar quantidades muito elevadas de açúcar e triglicérides no sangue, o que diminui o risco de doenças cardíacas.
A pesquisa concluiu que essas mutações ocorreram de 500.000 anos atrás para cá, quando o urso polar evoluiu para um grupo distinto do urso pardo. Segundo os autores, isso mostra que a espécie do urso polar é mais jovem do que se pensava — estimativas apontavam que a separação havia ocorrido entre 600.000 e 1 milhão de anos atrás. “Todas as adaptações únicas que os ursos polares têm no ambiente do Ártico devem ter ocorrido em um período de tempo muito curto”, afirmou Rasmus Nielsen, professor de biologia integrativa e estatística da Universidade da Califórnia em Berkeley.
Para os autores do estudo, essas informações sobre o urso polar podem ajudar a encontrar formas de evitar ou combater a obesidade em seres humanos. “A genética comparativa nos permite aprender como outros organismos lidam com condições às quais também somos expostos”.

10.127 – Cinofilia – Cães Extintos


Kurī
A raça Kurī foi levada, provavelmente, do leste da Polinésia para a Nova Zelândia por volta do século 14. Embora seja dito que o cão era um companheiro favorito das mulheres Maori, nem todo mundo gostou da raça. “Eles eram traiçoeiros e nos mordiam frequentemente”, escreveu Marie Julien Crozet, uma francesa que viajou para a Nova Zelândia como parte de uma expedição em 1771.
Os cachorros Kurī foram muitas vezes descritos como feios e teimosos com um pobre sentido de olfato e a raça foi se perdendo, tornando-se extinta. Um exemplar empalhado de um Kurī está exposto atualmente no Museu Te Papa Tongarewa, na Nova Zelândia.
Talbot
Este cão de caça branco era tão bem-visto na Idade Média, que muitos brasões de família da época apresentavam a sua imagem. Alguns historiadores acreditam que William, o Conquistador, levou a raça para a Inglaterra em 1066.
Apesar de ser um cão de caça, ele era um pouco lento, mas muito leal e tinha um excelente senso de olfato, sendo muitas vezes utilizado em batalhas. Os Talbot foram todos extintos no século 16, mas seu legado foi herdado por seu tatara-tatara-tatara-tatara-neto, o Beagle.
Molossus
A raça amado pelos romanos e gregos, o Molossus foi o precursor do Mastiff, São Bernardo e outras raças grandes. Acredita-se que eles eram utilizados para a caça, pastoreio e para rinhas. Aristóteles era fã da raça e até escreveu sobre ela:
“É a raça ‘Molossian’ de cães, como são empregados na caça são praticamente os mesmos que em outros lugares, mas os cães desta raça são superiores aos outros em tamanho e na coragem com que eles enfrentam os ataques de selvagens”.

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Cão de luta de Córdoba
Este cão cruel e poderoso, que é como uma mistura de Bull Terrier e Bulldog, foi utilizado para combates na Argentina. O grande problema dele é que, quando era hora de acasalar, os machos e fêmeas se atacavam violentamente como nas brigas, causando a falta de descendentes e consequente extinção.

Cão Havaiano Poi
Assim como o Kurī, este cão tinha origem polinésia. Os cachorros Poi eram alimentados com uma dieta vegetariana pastosa e as suas cabeças tornaram-se grandes e planas, devido ao desuso dos ossos da mandíbula. Esta dieta também contribuiu para sua obesidade galopante e a raça começou a desaparecer no século 18, após o acasalamento com outros cães que foram introduzidos no Havaí.

Paisley Terrier
Originário da Grã-Bretanha, o Paisley foi criado para ser uma variação menor do cão da raça Skye Terrier. Ele também foi pensado para ser um cão especialmente de estimação e mostras, sendo extinto depois que a demanda pela raça em exposições de cães diminuiu drasticamente.
Braque du Puy
Este cão de caça nacional francês foi criado pela primeira vez no século 19 e, embora muitas raças semelhantes possam ser encontradas hoje, o Braque du Puy em sua forma original não existe mais. Ele era conhecido por ser rápido e flexível, de tamanho médio para grande.

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Cão D’água St. John
Esta raça é o antepassado dos retrievers modernos, incluindo o Flat Coated Retriever, o Chesapeake Bay Retriever, o Golden Retriever e o Labrador Retriever. A raça era originária da província francesa no Canadá chamada Newfoundland e seus exemplares foram exportados em grande quantidade, dando origem às raças citadas acima após cruzamentos com outras.
As versões originais do St. John foram acabando lentamente, sendo que alguns permaneceram até o final século 20. Infelizmente, nos anos 70 só existiam dois, mas eram machos, o que causou a condenação final da raça.

Bullenbeisser
Conhecido também como buldogue alemão, esse cão era conhecido por sua força e agilidade. Cerca de 30 exemplares foram cruzados pela Boxer Kennel Club da Alemanha em 1900, com buldogues trazidos das Ilhas Britânicas e o resultado foi bom. Então, os proprietários alemães começaram a cruzar seus cães com todos os tipos de buldogues e boxers, que produziram uma raça indistinguível após a Segunda Guerra Mundial.
Uma razão pela qual tal quantidade de sangue alemão foi usada para criar o cão Boxer era o desejo de eliminar o excesso de cor branca da raça, e da necessidade de produzir milhares de cães para uma das raças mais populares do mundo. Com isso, o verdadeiro Bullenbeisser foi extinto.

Coton de Reunion
O Coton de Reunion foi o ancestral de raças como Bichon Frisé e Maltês. A história conta que uma raça europeia chamada Bichon Tenerife foi levada para as Ilhas do Oceano Índico de Mauritus e Reunion por marinheiros e navios comerciais nos séculos 16 e 17.
Lá, os exemplares cruzaram com cães locais, dando origem a essa raça. Como você deve desconfiar, “Coton” em francês é o mesmo que “cotton” do inglês e significa algodão, como os pelos desses fofinhos se pareciam.

9793 – Gato e Homem – Uma história antiga


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Um bom caçador
Há 10 000 anos, quando surgiu a agricultura, os humanos que começaram a armazenar grãos, que atraíram ratos. Predadores naturais dos roedores, os gatos selvagens se aproximaram dos acampamentos e foram a melhor forma de controlar a praga. A primeira evidência da relação mais próxima entre homens e gatos veio em 2001, quando uma equipe de arqueólogos do Museu de História Natural de Paris descobriu no Chipre um esqueleto de gato (semelhante ao gato selvagem africano, à dir.), enterrado há 9 500 anos em um túmulo perto ao de um humano. O enterro em locais próximos sugere que a relação entre os dois era estreita. Ainda levaria milênios, no entanto, para os gatos serem considerados animais de estimação.
Gatos se tornaram animais de estimação provavelmente no Egito, há cerca de 4 000 anos. Nessa época, pinturas e uma série de hieróglifos – chamados “Miw” – foram criadas para representar gatos domésticos. Pouco depois, “Miw” foi adotado como nome para mulheres, indicando que o gato estava integrado à sociedade egípcia. Enterros de gatos com seus donos começaram a ser frequentes, no Egito, há cerca de 3 000 anos.

Gatos divinos
Os nobres egípcios tinham muito apreço por seus bichanos. Quando a gata Osiris, do filho mais velho do faraó Amenhotep III, morreu, seu dono mandou embalsamá-la e ordenou que fosse feito um sarcófago especial para ela. Múmias de gatos eram frequentes, não só como maneira de assegurar a vida após a morte de bichanos especiais, mas também como oferendas a deuses-gato, como a divindade Bastet, que tem a cabeça de um gato e é associada à fertilidade e à sexualidade feminina. A produção dessas múmias sagradas transformou-se uma indústria no Egito Antigo há 2 400 anos e algumas das técnicas de mumificação eram as mesmas utilizadas em corpos humanos.

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Adoração felina
Por serem associados a deuses, os gatos se tornaram sagrados no Egito Antigo, homenageados com estátuas e sarcófagos. O grego Heródoto conta em seu livro “Histórias” que, há cerca de 2 600 anos, quando um gato morria de morte natural, todos os membros da casa raspavam suas sobrancelhas em sinal de respeito. Os relatos do romano Diodorus Siculus mostram que, quando o Egito passou a ser parte do Império Romano, a população era capaz de linchar qualquer pessoa que tivesse matado um gato – acidentalmente ou não.

Gatos em rituais pagãos
A adoração a divindades como a egípcia Bastet (em escultura, na foto) ou a romana Diana, ligadas a gatos, eram rituais pagãos populares no sul da Europa entre os séculos II a VI. Na cidade de Ypres, na Bélgica, as cerimônias dedicadas aos gatos foram banidas apenas no ano de 962 e, em algumas cidades italianas o culto à deusa Diana perdurou até o século XVI. Identificados a essas cerimônias, os gatos logo se tornaram símbolo de superstição. Uma tradição celta mandava enterrar gatos em casas ou campos de cereais para trazer boa sorte. Algumas cidades europeias tinham o costume de colocar vários gatos em uma cesta e suspendê-los sobre uma fogueira: os miados serviriam para espantar maus espíritos.

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Gatos pretos banidos da Europa
Em 391, o imperador Teodósio I baniu na Europa todos os rituais pagãos e, em 13 de junho de 1233, o papa Gregório IX publicou uma bula papal em que relacionava os gatos pretos ao demônio. Pelos próximos 300 anos, milhares de gatos foram torturados e mortos – junto a suas proprietárias, acusadas de bruxaria.

Peste negra, culpa dos bichanos?
A perseguição dos gatos na Europa pode ser relacionada à peste negra que matou um terço da população europeia entre 1340 e 1350. A doença, transmitida pelas pulgas dos ratos, também matou um número considerável de gatos. O último surto da peste aconteceu em Londres, entre os anos de 1665 e 1666 e, dessa vez, os gatos foram culpados. O governo britânico mandou matar 200 000 animais.

O melhor amigo das mulheres
Na metade do século XVIII, os gatos voltam a ser considerados bons animais de estimação. Luís XV permitia gatos na corte e os animais começaram a aparecer em pinturas, ao lado das nobres francesas. Na Inglaterra, no fim do século XIX, a rainha Vitória mantinha seus gatos sempre próximos a ela e o escritor americano Mark Twain adorava o bichano, afirmando que “se um homem ama gatos, sou seu amigo e camarada, sem precisar de nenhuma outra informação”.

O animal do século XXI
O gato é o animal de estimação mais numeroso em países ricos como Estados Unidos, França e Alemanha. No Brasil, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), há 21 milhões de gatos, 16,3% a mais que em 2010, quando o número era de 18 milhões. No mesmo período, a população de cães cresceu 8,1% – passou de 34 milhões para 37 milhões. A associação estima que, em dez anos, a população de gatos seja maior do que a de cães.

9537 – Veterinária – Animais podem ter câncer?


Essa é uma das principais causas de morte entre os bichos em cativeiro. Isso porque a doença é comum em mascotes mais velhas, e a expectativa de vida dos animais (tanto domésticos quanto de zoológicos) aumentou com a melhora dos recursos e dos cuidados que eles têm. Da mesma maneira, o tratamento contra o câncer também se aprimorou e utiliza os mesmos métodos aplicados em seres humanos. Os custos variam muito para cada caso, podendo chegar a R$ 4 mil em um mês, com cirurgia e exames. A quimioterapia sozinha exige cerca R$ 1,5 mil mensais. A cura é possível, mas geralmente o objetivo é só prolongar a vida do bichinho com qualidade.

Câncer de mama
Comum em fêmeas, está ligado aos hormônios. A melhor prevenção é castrar o bichinho o quanto antes, de preferência até o segundo cio. É fácil de perceber, pois aumenta o volume na região da mama e cria nódulos. O tratamento é feito com cirurgia aliada à quimio. Às vezes, só a operação já cura;

Câncer de pele
Assim como nos humanos, a doença pode vir da exposição à radiação solar – por isso, existem filtros solares especiais para os bichos. Os de pelo branco têm mais chances de pegar. Sintomas incluem a formação de nódulos e feridas. Há diversos subtipos, e a chance de cura varia. A maioria é tratada com cirurgia;

Tumor Venéreo Transmissível
É bem comum no Brasil pela falta de hábito de castrar os animais. Só atinge cães e passa de um a outro por cópula ou contato social. Os indícios são secreções com sangue, aumento de volume nos genitais e excesso de lambedura. Para tratar, utilizam-se quimioterapia e cirurgia, e a chance de cura é alta;

Linfoma
Alguns dos sintomas são apatia, perda de peso e falta de apetite. A causa para cães é desconhecida. Já para gatos, o câncer pode estar relacionado a uma contaminação viral (prevenida com vacinas). O tratamento é feito só com quimioterapia, que aumenta o tempo de vida. Mas só 5% se curam.
As chances de sucesso no tratamento do câncer de mama são boas (mais para cachorras do que para gatas);
É comum que o câncer de pele aconteça em regiões de pelo curto, como barriga, focinho e orelha.