13.723 – Programa Espacial Russo – Gagárin na Pele dos 3 Mosqueteiros


programa russo
O baú de segredos do programa espacial russo, aberto com a perestroika de MikhaiI Gorbachev,  revelou histórias curiosas. Yuri Gagarin, por exemplo, o astronauta que em 1961 realizou o primeiro voo orbital tripulado, não sabia exatamente para qual missão estava sendo preparado. Só na hora de entrar na cápsula é que ele tomou conhecimento de que seria o primeiro homem a cruzar o espaço. Surpreso, não se fez de rogado e aproveitou para fazer sua profissão de fé: “Camaradas, abrirei o caminho no espaço e, se houver dificuldades, superarei como convém a um comunista”. No momento de deixar a Terra, porém, o astronauta deve ter se lembrado das leituras de infância e dos três mosqueteiros, lendários personagens de Alexandre Dumas. E, do alto da rampa de lançamento, bradou o solidário grito de guerra do famoso trio: “Amigos, um por todos e todos por um”.

gagarin

10.857 – Astronáutica – Programa Espacial Soviético


Yuri Gagarin

‘A Terra é Azul’. A frase acima é do cosmonauta soviético Yuri Gagarin, o primeiro homem a ver a Terra do espaço. Apesar dessa frase normalmente ser atribuída ao momento em que Gagarin observou nosso planeta pela primeira vez, ela provavelmente foi dita em solo, depois da missão. O que Gagarin realmente disse ao ver a Terra do espaço foi o seguinte: ‘Através da janela, eu vejo a Terra. O chão é claramente identificável. Eu vejo rios e as dobras do terreno. Tudo é tão claro…’.

Cadela Laika
Cadela Laika

O conjunto de projetos e missões executados pela antiga União Soviética (URSS) para exploração do espaço, tanto por meio de sondas e vôos não tripulados, quanto com espaçonaves tripuladas, desde a década de 30 até a sua dissolução em 1991.
Ao longo dos seus sessenta anos de história, esse programa originalmente militar e secreto, foi responsável por um grande número de metas pioneiras alcançadas na conquista do espaço, incluindo: o primeiro míssil balístico intercontinental, o primeiro satélite artificial (1957), o primeiro animal no espaço (1957), o primeiro homem no espaço (1961), a primeira mulher no espaço, a primeira caminhada no espaço, o primeiro veículo a entrar em órbita solar (1959), o primeiro impacto na Lua (1959), a primeira imagem do lado escuro da Lua (1959), o primeiro pouso suave na Lua (1966), o primeiro satélite artificial da Lua (1966), o primeiro rover na Lua (1970), a primeira estação espacial e a primeira sonda interplanetária a atingir a superfície de outro planeta. Estas iniciativas pioneiras acabaram comprovando que era possível enviar artefatos humanos para o espaço exterior e, mais importante, enviar homens ao espaço.
O programa espacial e de foguetes da União Soviética, que teve no seu início a ajuda de cientistas alemães capturados que trabalharam no avançado programa alemão de foguetes, foi conduzido em sua maior parte por cientistas e engenheiros soviéticos depois de 1955, e era baseado em teorias únicas e exclusivas desenvolvidas desde o Império Russo, muitas delas derivadas do trabalho de Konstantin Tsiolkovsky, muitas vezes chamado de “pai da teoria aeroespacial”.
Devido ao fato do programa ser secreto, e por seu valor estratégico como propaganda, os anúncios dos resultados das missões eram adiados até que o sucesso fosse certo, e as falhas eram em geral mantidas em segredo. Devido à política de glasnost de Mikhail Gorbachev na década de 80, muitos fatos até então desconhecidos sobre o programa espacial foram divulgados. Entre os principais segredos que finalmente foram revelados, constam: as mortes de Korolev, Vladimir Komarov (na queda da Soyuz 1), e Yuri Gagarin (em treinamento de rotina num avião de caça) entre 1966 e 1968, além de falhas desastrosas com o enorme foguete foguete N1 que deveria ser usado na missão de pouso tripulado na Lua, que explodiram logo após o lançamento em cada um dos quatro testes não tripulados.
O programa espacial soviético foi descontinuado com a queda da União Soviética, com a Rússia e a Ucrânia se tornando os seus principais herdeiros. A Rússia criou a “Agência de Aviação e Espaço Russa”, hoje conhecida como Agência Espacial Federal Russa (Roscosmos), enquanto a Ucrânia criou a Agência Espacial do Estado da Ucrânia (NSAU).
A teoria da exploração espacial foi bem estabelecida no Império Russo antes da Primeira Guerra Mundial a partir dos escritos de Konstantin Tsiolkovsky, que publicou estudos pioneiros ao final do século 19, início do século 20 e em 1929 introduziu o conceito do foguete multi estágios.
Durante os anos 30, a tecnologia de foguetes soviética era comparável à alemã, mas o “Grande Expurgo” de Stalin comprometeu seriamente esse progresso. Muitos dos principais engenheiros foram mortos, e Korolev e outros foram presos no [Gulag]]. Apesar da efetividade dos mísseis Katyusha na Frente Oriental da Segunda Guerra, os avanços do programa de foguetes alemão impressionou muito os engenheiros soviéticos, que inspecionaram os seus restos em Peenemünde e Mittelwerk depois do fim da guerra. Apesar dos Norte americanos terem levado secretamente os mais importantes cientistas alemães e material para construir cerca de 100 foguetes V-2 para os Estados Unidos na Operação Paperclip, o programa soviético se beneficiou muito dos registros, centros de produção e cientistas remanescentes.

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10.283 – Mega Memória – O bip-bip que mudou o mundo


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Ninguém pensou que algo tão simples pudesse ser tão avassalador. Era apenas uma bolinha cheia de antenas que girava ao redor da Terra, cerca de 200 quilômetros acima da cabeça de todo mundo, ecoando um simples sinal de rádio: bip… bip… talvez fosse o som de um despertador. O fato é que o mundo nunca mais seria o mesmo depois disso.
A tal esfera era o Sputnik, o primeiro satélite artificial da história. O nome, traduzido do russo, era meigo: algo como “companheiro”. Mas não foi com esse espírito de amizade que o Ocidente recebeu a notícia do lançamento. Afinal, para colocar aquela bolinha que fazia bip-bip lá em cima, a temida União Soviética precisou desenvolver um enorme foguete – máquina que, na prática, seria tão eficiente para fazer voar um satélite artificial quanto para lançar uma bomba nuclear na cabeça dos seus inimigos.
A coisa toda aconteceu em 4 de outubro de 1957, e teve reações distintas nos EUA e na União Soviética. Enquanto os comunistas receberam a notícia de forma até meio blasé, numa nota de pé de página na capa do jornal Pravda, os americanos tomaram o baque com um quê de terror. A primeira página do New York Times trouxe na manchete, em letras garrafais:
“SOVIÉTICOS DISPARAM SATÉLITE TERRESTRE PARA O ESPAÇO; ESFERA É RASTREADA EM 4 PASSAGENS SOBRE OS EUA”.
Era tudo menos uma recepção entusiástica a um dos momentos mais importantes da história. Curiosamente, o governo soviético também não via o lançamento como um grande passo para a humanidade. Na verdade, os comunistas só toparam fazer a tentativa de colocar um satélite em órbita graças à obstinação de um único homem.
Sergei Pavlovich Korolev (pronuncia-se “Karaliov”) foi um engenheiro brilhante, chefe de um dos principais escritórios ligados ao desenvolvimento de mísseis na União Soviética. Para seus superiores, seu trabalho era vendido como um meio de superar os americanos durante a Guerra Fria – ele só obteve aprovação para lançar o Sputnik ao apontar que os ianques estavam almejando feito similar -, mas em seu íntimo a busca era a de iniciar a realização do sonho de Konstantin Tsiolkovsky, o primeiro teórico da ciência dos foguetes. Foi esse sujeito o primeiro a calcular a velocidade de escape da Terra e conceber em sua mente diversas tecnologias hoje corriqueiras no espaço – tudo no início do século 20, antes mesmo de os irmãos Wright e de Santos Dumont construírem os primeiros aviões.

O romantismo espacial de Tsiolkovsky era partilhado por Korolev. “Ele era um sonhador – a conquista do espaço era a meta de sua vida”, afirma sua filha Natalia Sergeevna Koroleva. “Ele estava convencido da implementação do sonho de Tsiolkovsky de que a humanidade não iria permanecer eternamente na Terra.”
Nos EUA, é fato, ninguém estava nem aí para sonhos românticos. Aquela movimentação soviética era vista apenas como uma ameaça, e foi suficiente para ajudar a sedimentar o resultado das eleições presidenciais de 1960. Alegando uma inadmissível defasagem tecnológica, John F. Kennedy se elegeu presidente e colocou a nação numa cruzada para bater a União Soviética em assuntos espaciais.
Korolev, é claro, saiu ganhando. Capitalizando em cima da comoção (leia-se pavor) que o lançamento do Sputnik causou, ele preparou para o novembro de 1957 um novo voo: desta vez, a bordo do Sputnik 2, voaria a cadela Laika – o primeiro animal a deixar a Terra. Estava claro que a União Soviética pretendia mandar humanos ao espaço o quanto antes.
Os americanos iniciaram sua reação criando a Nasa. Oficializada em 1958, ela teve a missão de preparar o programa tripulado dos EUA. Mas de fato havia um desnível tecnológico entre os foguetes russos e americanos. Com capacidade de carga maior, em 12 de abril de 1961, um foguete soviético lançado de Baikonur (hoje Cazaquistão) carregava em seu interior a nave Vostok (“Leste”, em russo). A bordo, o piloto militar Yuri Gagarin – o primeiro cosmonauta da história.
Gagarin fez a missão mais simples possível. Deu uma volta na Terra e retornou ao solo. Durante o voo, não precisou fazer nada a não ser observar o planeta.
Com o sucesso da missão de Gagarin, estava sedimentado o primeiro passo para a conquista humana do espaço. Um mês depois, a Nasa lançaria seu primeiro astronauta (terminologia usada pelos americanos, em contraposição ao uso da palavra “cosmonauta”, pelos russos), Alan Shepard, apenas num voo suborbital – a nave vai ao espaço e desce logo em seguida, sem dar voltas na Terra. A primeira missão orbital americana viria no ano seguinte, com John Glenn. Mas, antes mesmo disso, o presidente Kennedy lançaria o desafio: levar um homem à Lua e trazê-lo de volta são e salvo até o final da década de 1960. A grande corrida espacial estava prestes a começar.

Gagarin teve antecessores?
Com um programa ultrassecreto, os soviéticos tiveram de aturar muitos rumores de que pilotos haviam sido mortos em lançamentos malogrados, antes que Gagarin fizesse seu voo. O boato mais famoso envolve Vladimir Ilyushin. Diz a lenda que esse cara teria sido o primeiro a orbitar a Terra. No retorno, ele teria feito um pouso forçado, em 7 de abril de 1961. Sobreviveu, mas teria sido relegado ao esquecimento. Há quem diga que, velhinho, Ilyushin confirmou a história toda. Mas, depois que a União Soviética foi à lona e os arquivos secretos do programa espacial foram abertos, não foi encontrado nem sinal de que essa missão tivesse ocorrido. Em compensação, muitas das histórias dos supostos cosmonautas mortos secretamente acabaram se revelando verdadeiras – ou melhor, não totalmente falsas. Todas aquelas vítimas existiam. Eram cobaias animais.

8728 – O que é a Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul?


Condecoração cedida pelo presidente do Brasil, a Ordem é um título que homenageia pessoas notáveis nascidas fora do país. A criação desta comenda remete à época de Dom Pedro I, que a cunhou com o nome de Ordem Imperial do Cruzeiro do Sul no dia primeiro de dezembro do ano de 1822 como um ícone do poder do império no país, já que surgiu após a independência.
Com a promulgação da constituição da República no ano de 1891, a Ordem Imperial do Cruzeiro do Sul foi revogada. Seu restabelecimento correu apenas no governo do estão presidente Getúlio Vargas, em 1932, mas o nome da condecoração foi alterado para Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul.
Grandes personalidades estrangeiras como o revolucionário argentino Ernesto Che Guevara, o político peruano Alberto Fujimori, Yuri Gagarin, Rainha Elizabeth, Dwight D. Eisenhower, Chiara Lubich e Alain Prost foram condecorados com a Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul.
Com a alteração do nome, que deixou de ser imperial para se tornar nacional, mudou-se também sua regra para condecoração. Se antes o título era dirigido tanto a estrangeiros quanto a brasileiros, após a modificação, a comenda passou a ser unicamente para estrangeiros.
A concessão da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul só poder ser feita através de decreto do presidente, sendo considerada uma ação referente a relações exteriores. Apesar de ser uma atribuição relacionada somente a pessoas nascidas fora do Brasil, o título geralmente é concedido para estrangeiros que tenham feito grandes contribuições para o país.
No artigo 2º do Regulamento, conforme decreto presidencial, a Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul é descrita da seguinte forma: “A insígnia da Ordem é uma estrela de cinco braços esmaltados de branco e orlados de prata dourada, assentada sobre uma coroa e encimada por uma grinalda, ambas feitas de folhas de fumo e café, tendo, no centro, em campo azul celeste, a constelação do Cruzeiro do Sul, esmaltada de branco e, na circunferência, em círculo azul ferrete, a legenda Benemerentium Premium1 em ouro polido. No reverso a efígie da República, em ouro com a legenda ‘República Federativa do Brasil’”.
O Conselho da Ordem (para atribuição da condecoração) é formado pelo Presidente da República, Secretário-Geral das Relações Exteriores, Ministros de Estado das Relações Exteriores e Ministro da Defesa. O Chanceler da Ordem e o Grão-Mestre são, respectivamente, o Ministro de Estado das Relações Exteriores e o Presidente da República. O Secretário da Ordem é o Chefe do Cerimonial do Ministério das Relações Exteriores.

5227 – Turistas espaciais poderão dar a volta na Lua em 2017


Os turistas espaciais poderão dar a volta na Lua a partir de 2017, quando é comemorado o 50º aniversário do início do programa americano Apolo, informou nesta quinta-feira a companhia Space Adventures (SA).
“Já vendemos uma vaga e a outra planejamos vender muito em breve. Devemos lançar a missão no 50º aniversário do programa Apolo”, disse Eric Anderson, co-fundador e presidente da SA, citado pela agência “Interfax”.
A SA, companhia que organiza os voos cósmicos para novatos conhecidos como turistas espaciais, disse no ano passado que uma personalidade famosa já pagou US$ 150 milhões por um dos bilhetes com destino ao satélite da Terra a bordo de uma nave russa Soyuz.
Anderson lembrou que o lançamento do Apolo 1 terminou em tragédia e que não há melhor maneira de homenagear os três tripulantes americanos mortos do que “realizar um voo ao redor da Lua”.
Após mais de dois anos de provas fracassadas, o Apolo 11 pousou na lua dia 20 de julho de 1969, mais de oito anos depois de o soviético Yuri Gagarin se transformar no primeiro astronauta da história.
A corporação espacial russa Energia, fabricante das Soyuz, está construindo uma nova nave tripulada especialmente para “a realização de programas comerciais com participantes não profissionais”.
Caso a Soyuz com os turistas a bordo se limitar a rodear a Lua e retornar à Terra, o voo se prolongará durante 8 ou 9 dias, mas se a viagem incluir uma visita à Estação Espacial Internacional (ISS) pode durar até três semanas.
A ISS abriu suas portas a sete turistas espaciais: o americano Denis Tito (2001) foi o primeiro a viajar à plataforma, seguido pelo sul-africano Mark Shuttleworth (2002) e o americano Gregory Olsen (2005).
A americana de origem iraniana Anousha Ansari foi a primeira mulher turista a viajar à estação (2006), seguida pelo americano de origem húngara Charles Simonyi (2007) e de Richard Garriott, filho do ex-astronauta dos EUA Owen Garriott (2008).
Simonyi foi o único turista a repetir a experiência em março de 2009, enquanto o fundador do Cirque du Soleil, o canadense Guy Laliberté, foi o último a se alojar na ISS.
A Rússia recorreu ao turismo espacial no início da década passada, por causa da grave crise de financiamento que afetou seu programa espacial após a queda da União Soviética.
Em 2009, a Rússia decidiu acabar com as visitas perante a falta de espaço, já que agora a tripulação da ISS foi duplicada, com até seis tripulantes.
O diretor da Roscosmos, a agência espacial russa, Vladimir Popovkin, manifestou nesta quinta-feira que até 2020 o ser humano voltará à Lua, odisseia na qual poderiam colaborar Roscosmos, Nasa e a Agência Espacial Europeia.

5053 – Fragmentos de sonda russa caem no oceano Pacífico


Folha Ciência

Fragmentos da sonda russa Fobos-Grunt, que fracassou em sua missão a Marte, caíram neste domingo no oceano Pacífico, às 17h45 (15h45 no horário de Brasília), informou a imprensa russa citando uma fonte do ministério da Defesa.
“Segundo nossos cálculos (…), a queda dos fragmentos da nave Fobos-Grunt ocorreu às 21h45 hora de Moscou (15h45 Brasília) no oceano Pacífico”, declarou o coronel Alexei Zolotujin, citado pela agência Interfax.
A queda da sonda foi precedida por uma série de informações contraditórias por parte da agência espacial russa Roscosmos, que primeiro previu o impacto no Oceano Índico, depois em Madagascar, em seguida no Atlântico, Argentina e finalmente na costa chilena, no Pacífico.
Os escombros da nave espacial foram estimados em cerca de 14 toneladas, que incluem 11 toneladas de combustível de foguete tóxico.
A sonda de US$ 165 milhões, projetada para recuperar amostras de solo da lua marciana Fobos, seria a primeira missão bem-sucedida interplanetária da Rússia em mais de duas décadas. Mas durante o lançamento com problemas em 8 de novembro, a sonda ficou presa em órbita, e desde então, vem aos poucos perdendo altitude, devido à atração gravitacional.
Especialistas dizem que a queda de lixo espacial traz pequenos riscos.
Um dos componentes que pode ser conservado com a queda é uma cápsula projetada especificamente para um pouso de volta na Terra em 2014, segundo informou o cientista Alexander Zakharov. “Essa é a cápsula que foi feita para trazer de volta amostras de Fobos. É decepcionante”, disse Zakharov.
Fobos-Grunt foi um dos cinco lançamentos russos com problemas no ano passado, que marcou comemorações do 50º aniversário do pioneiro Yuri Gagarin, que fez o primeiro voo espacial.
Em uma aparente tentativa de eximir-se de culpa, o chefe a agência espacial da Rússia insinuou haver uma sabotagem estrangeira na missão.
“Eu não quero culpar ninguém, mas existem meios muito poderosos para interferir com a nave espacial de hoje, cuja utilização não pode ser descartada”, disse Vladimir Popovkin ao jornal Izvestia.
De acordo com uma convenção da ONU, a Rússia poderá ser obrigada a pagar indenização pelos danos causados por escombros em queda.
Em 1981, a União Soviética pagou US$ 3 milhões ao Canadá para a limpeza de detritos radioativos.