13.501 – Rede mesh: esta tecnologia pode melhorar o Wi-Fi da sua casa


A rede Mesh pode ser entendida como um Wi-fi inteligente distribuído de forma automatizada. Enquanto uma rede tradicional é composta por um roteador ao qual os usuários devem se conectar para trafegar, a rede Mesh é composta por diversos equipamentos similares aos roteadores que, unidos, funcionam como uma única rede. O usuário então pode se conectar a qualquer um dos pontos de acesso sem qualquer distinção…
Assim, o usuário conectado a uma rede Mesh pode se locomover no espaço entre os diferentes pontos de acesso sem perde a conexão ou sequer perceber qualquer mudança. Mas, mais do que isso, o grande trunfo das redes Mesh está na sua capacidade de roteamento automático do sinal.
O sistema faz uma análise instantânea das diversas possibilidades de rotas para o fluxo de informações. O algoritmo se responsabiliza por definir o melhor caminho para chegar até o usuário; sempre da forma mais rápida e com a menor perda de pacotes possível. Esta varredura é feita diversas vezes por segundo.
Há quem confunda a funcionalidade das redes Mesh com os já populares repetidores de sinal Wi-Fi. A história é outra: enquanto os repetidores apenas captam o sinal do roteador principal, amplificam e propagam este sinal, uma rede Mesh é capaz de cobrir uma cidade inteira. Outra diferença dos roteadores tradicionais é a capacidade de dispositivos conectados simultaneamente em uma mesma rede; na Mesh, até 100 equipamentos podem se conectar ao mesmo tempo com igual qualidade de navegação.
De pouco tempo para cá, o poder de processamento dos equipamentos que formam uma rede Mesh evoluiu bastante – o que tornou a solução ainda mais interessante não só para grandes empresas como para usuários domésticos também. Mais do que isso, a queda no preço desses equipamentos foi o que culminou com essa grande visibilidade das redes Mesh atualmente. Hoje, é possível, por exemplo, começar uma rede Mesh doméstica a partir de 500 reais. Ainda é mais caro que um roteador normal, mas as possibilidades de melhoria fazem o custo benefício ser bastante atraente.

 

12.851 – Aviação Comercial – Gol começa a oferecer Wi-Fi em seus voos


aviao
O voo 6644 da Gol de São Paulo a Brasília hoje foi o primeiro da empresa a oferecer WiFi aos passageiros. Durante a viagem de ida, também foi feita a primeira transmissão ao vivo via internet de um avião na América Latina; no trecho da volta, essa notícia foi publicada.
Inicialmente, a rede sem fio dos aviões permite acessar aplicativos de conversa (como WhatsApp e Messenger) e redes sociais (Facebook, Twitter, etc). Em duas semanas, a empresa também pretende oferecer filmes e, em 2017, seis canais de TV aberta em seu sistema de entretenimento a bordo.
A ideia da empresa é oferecer WiFi em todas as suas aeronaves até outubro de 2018. Além da conexão, a Gol também pretende equipar todos os seus aviões com tomadas e portas USB por meio das quais será possível recarregar smartphones, notebooks e outros equipamentos eletrônicos durante o voo.
Essa conexão, segundo a empresa, se dá por meio de uma parceria com a empresa de conectividade via satélite Gogo. A Gogo oferece uma conectividade de banda 2Ku e, segundo a Gol, já fornece WiFI via satélite a 2800 aeronaves comerciais no mundo todo.

Tecnologia
Paulo Kakinoff, presidente da Gol, informou que durante o voo ocorreram 147 acessos simultâneos à rede, e foram trocados cerca de 750MB de dados em 20 minutos. Essa demanda, segundo ele, foi “atípica” por tratar-se do primeiro voo da empresa a oferecer essa tecnologia.
A Gol espera que a demanda da rede seja aproximadamente um terço dessa em voos futuros. Por comparação, a Delta Airlines, que já oferece esse serviço, tem uma média de menos de 40 conexões simultâneas durante os voos, mesmo operando aviões maiores que a Gol.
Usuários que usem a conexão do voo enviam dados por meio da antena do avião até um satélite; de lá, elas são enviadas a uma central de informações em terra. Segundo Paulo Miranda, diretor de produtos e experiência do cliente da Gol, cada solicitação feita por dispositivos na aeronave viaja cerca de 140 mil quilômetros até trazer de volta um resultado.
Quaisquer recursos multimídia, como o envio ou recebimento de fotos ou vídeos, demoraram para serem feitos – ou não aconteceram de todo. Ainda assim, a possibilidade de se comunicar durante o voo, mesmo que de maneira bastante restrita, é interessante. O acesso a redes sociais, no entanto, foi um pouco frustrante, já que fotos e links demoraram para carregar. Vídeos e transmissões ao vivo, ao menos durante o primeiro voo, não funcionaram direito.
Essa situação, no entanto, pode estar relacionada à demanda incomum citada por Kakinoff durante o voo inaugural da tecnologia. Com um número menor de acesso simultâneos, é porvável que a velocidade e a qualidade das conexões melhorem consideravelmente.
De acordo com a Gogo, rupturas de conectividade podem acontecer por diversos motivos. Como a empresa oferece internet via satélite, a conexão fica ruim quando a aeronave voa por uma área sem cobertura de satélite, ou quando ela vai da área de cobertura de um satélite para a de outro. Abaixo de 3000 metros de altura ou durante algumas manobras específicas do avião também podem haver interrupções na conexão, segundo a empresa.

Porta a porta
Além de oferecer a conexão durante o voo, a Gol também quer ampliar os erviço para que ele funcione “de portão a portão”. Passageiros de aeronaves equipadas poderão se conectar à rede da Gogo já no portão de embarque, e manter sua conectividade até o avião, mesmo durante o taxiamento, e até o portão de embarque de seu aeroporto de destino.
Também para maximizar o tempo de conectividade dos passageiros, Kakinoff disse que o ângulo de manobra e decolagem dos aviões foi analisado por meio de um software. Com isso, foi possível calcular as rotas e manobras que minimizassem as interferências com os satélites da Gogo.

Mercado
Segundo a Gol, a conexão WiFi será oferecida gratuitamente ao longo dos próximos seis meses em algumas de suas aeronaves. A partir de amanhã (5 de outubro), passageiros da empresa serão avisados quando forem voar em uma das aeronaves equipada com a tecnologia.
Kakinoff informou que, durante os primeiros seis meses, serviços de streaming como Netflix não serão bloqueados para nenhum dos usuários. O objetivo disso é estressar a rede das aeronaves, para testá-las. Após esse período, a empresa passará a bloquear esses serviços; no entanto, ela disponibilizará um aplicativo por meio do qual o usuário poderá acessar filmes e séries numa plataforma da própria Gol.
Os planos de acesso ao WiFi das aeronaves, segundo Kakinoff, terão custo de aproximadamente US$ 5 a US$ 20 por voo. Os planos mais básicos permitirão trocas de mensagens via aplicativos; planos maiores também acrescentarão acesso a redes sociais e, finalmente, serviços de streaming poderão também ser acessados nos planos mais caros.
No Brasil, outras empresas aéreas já oferecem serviços semelhantes. TAM, Avianca e LAN iniciaram a oferta de WiFi em seus voos em 2015, inaugurando a era da conectividade a bordo em voos na América Latina.

12.377 – Mega Byte – Nova tecnologia pode substituir as senhas do Wi-Fi


wifi
Senhas de Wi-Fi podem não ser o modo mais prático de autenticação nem ser exatamente seguras, mas são um mal necessário. Por enquanto. Pesquisadores do MIT estão desenvolvendo tecnologia para poder substituir as senhas sem abandonar a segurança, tornando o uso do Wi-Fi mais prático e mais seguro ao mesmo tempo.
A pesquisa conduzida no Laboratório de Inteligência Artificial e de Ciência da Computação do instituto criou um sistema chamado Chronos. A ideia por trás da tecnologia é permitir que o ponto de acesso consiga acompanhar a posição de cada um dos dispositivos conectados, possibilitando que o usuário ganhe acesso ao roteador Wi-Fi baseado em sua localização.
A técnica, em teoria, impede que um desconhecido ganhe acesso ao roteador, já que um ataque deveria partir de um local remoto desconhecido, normalmente de fora de casa. Assim, seria muito mais difícil hackear o Wi-Fi.
O Chronos faz isso calculando o tempo que demora para os dados viajaram do usuário até o ponto de acesso, com medidas de várias bandas de W-Fi para fazer o resultado ser mais preciso. Na verdade, até 20 vezes mais preciso do que os métodos atuais, segundo os pesquisadores.
Durante os testes em um ambiente doméstico, o sistema foi capaz de identificar a localização do usuário, percebendo em qual cômodo o usuário estava, em 94% das vezes. No caso de redes de Wi-Fi públicas, como uma cafeteria, o sistema reconheceu se o usuário estava dentro ou fora do estabelecimento em 97% das vezes.
Outras aplicações possíveis previstas pelos pesquisadores incluem garantir que drones mantenham distâncias seguras de pessoas ou ajudar a encontrar um dispositivo que foi perdido. No entanto, também há riscos para privacidade, já que o Chronos também pode ser usado para rastrear a localização de uma pessoa.

12.282 – Mega Byte – Novo Wi-Fi consome 10 mil vezes menos energia e economiza bateria do smartphone


roteador
Pesquisadores da Universidade de Washington desenvolveram um sistema de Wi-Fi que tem como objetivo economizar a bateria dos dispositivos móveis. Tradicionalmente, boa parte da bateria de celulares e tablets é consumida na tarefa de buscar conexões o dia todo. O “WiFi passivo” usa menos energia do que uma conexão comum e chega a ser mais eficiente do que ele.
De acordo com os pesquisadores, o sistema utiliza 10 mil vezes menos energia do que os métodos convencionais, além de oferecer velocidades de transferência de até 11 megabits por segundo. Ele ainda consegue funcionar sem problemas a uma distância de até 3,3 metros.

Como funciona?
O Wi-Fi passivo recebe ondas analógicas em seus sensores, que praticamente não usam energia. De lá, elas são refletidas com um switch digital, o que é chamado de “Wi-Fi packets”. Segundo os pesquisadores, esse sinal é capaz de atingir grandes velocidades.
O novo padrão Wi-Fi é compatível