9101 – Astronomia – Os Vulcões Marcianos


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Vulcões em Tarsis
O Monte Olimpo, o maior deles, tem 500 quilômetros de diâmetro na base e eleva-se 27 quilômetros acima da altitude média marciana. Os outros três montes ao seu lado, Ascraeus, Pavonis e Arsia, têm altura superior a 15 quilômetros. As manchas brancas que aparecem sobre os vulcões são nuvens, comuns naquela área no meio das tardes marcianas.
O Monte Olimpo, localizado em marte, é a maior montanha do nosso sistema solar, ele tem três vezes a altura do Everest chegando a ter 25 km de altura, 80km de diâmetro e três de profundidade. Ele já foi um vulcão ativo e agora é uma bela paisagem vista a distância.

O mesmo foi descoberto pela NASA, em 1971, embora já fosse conhecido por astrônomos desde o século XIX.
Vale Marineris
O imenso cânion no equador de Marte tem quase 5 000 quilômetros de extensão. O altímetro a bordo da Mars Global Surveyor descobriu diferentes profundidades ao longo da fenda. O ponto mais fundo fica no centro do vale. Os especialistas desconfiam que a água que um dia encheu o Marineris tenha brotado da terra, ali mesmo. Na foto acima, você vê o detalhe de uma das escarpas do Marineris.
Bacia Hellas
Esta imensa depressão, criada pela queda de um bólido há bilhões de anos, tem mais de 2 000 quilômetros de diâmetro e 9 quilômetros de profundidade. Ali dentro caberia, inteirinho, o Monte Everest, o mais alto da Terra, com 8 848 metros, e ainda sobrariam uns 200 quilômetros de borda.
Mesetas da Planície Elysium
Esta região, próxima ao equador, é relativamente baixa, mas povoada por pequenos montes com o topo achatado. Os cientistas acham que esses morrotes, de pouco mais de 1 quilômetro de diâmetro, são o que restou da erosão no solo da região. A área coberta pela imagem ao lado tem 3 quilômetros de largura.

8902 – Maior vulcão do planeta é descoberto no Oceano Pacífico


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Uma equipe internacional de pesquisadores descobriu o maior vulcão já encontrado na Terra. Submerso no Oceano Pacífico, o Tamu Massif tem tamanho comparável aos vulcões gigantes de Marte, o que o coloca também entre os maiores do Sistema Solar — o Olympus Mons, um vulcão gigante de Marte considerado o maior do Sistema Solar, é apenas 25% maior do que o Tamu Massif. O vulcão está localizado a cerca de 1.600 quilômetros a leste do Japão e ocupa uma área de aproximadamente 300.000 quilômetros quadrados — maior do que o estado do Rio Grande do Sul.
William Sager, professor do Departamento de Ciências Atmosféricas e da Terra da Universidade de Houston, nos Estados Unidos, começou a estudar o vulcão vinte anos atrás. Até agora, não estava claro para os pesquisadores se o Tamu Massif era um vulcão único ou se era formado por diversos pontos de erupção.
No novo estudo, publicado nesta quinta-feira no periódico Nature Geoscience, os autores analisaram amostras do vulcão colhidas pelo navio de pesquisa Joides Resolution, parte do Ocean Drilling Program (Programa de Perfuração Oceânica), uma iniciativa internacional de exploração e estudo da composição e estrutura do solo oceânico. A partir dessas amostras, eles concluíram que o vulcão entrou em erupção a partir de um único ponto, perto do centro, o que permite que ele seja considerado o maior vulcão individual do planeta.
Além do tamanho, o Tamu Massif também se destaca por seu formato: é um vulcão-escudo, nome dado aos vulcões que têm forma de uma larga montanha, com o perfil de um escudo. Ele é relativamente baixo e amplo, o que indica que a lava expelida deve ter percorrido longas distâncias antes de resfriar, diferentemente da maioria dos vulcões, que costumam ser pequenos e verticais.
De acordo com o pesquisador, a idade estimada do vulcão é de 145 milhões de anos. Acredita-se que ele tenha se tornado inativo alguns milhões de anos depois de sua formação. “Podem existir vulcões maiores, porque existem formações ígneas maiores no mundo, mas não sabemos se essas formações são um vulcão único ou um complexo de vulcões”.

7915 – Geologia – Terremotos deram origem a mais de 80% dos depósitos de ouro do planeta


Mais de 80% dos depósitos de ouro do mundo se formaram a partir de terremotos. Um estudo desenvolvido por pesquisadores australianos mostra que o precioso metal se forma em virtude da despressurização rápida de fluidos ricos em minerais presentes no interior da crosta terrestre, provocada pelos abalos sísmicos. A pesquisa foi publicada neste domingo, na revista Nature Geoscience.
Em profundidades que variam de 5 a 30 quilômetros, fluidos com diversas substâncias dissolvidas, como ouro e minerais, presentes nas cavidades de falhas geológicas da crosta terrestre são submetidos a temperatura e pressão elevadas. Terremotos nessas regiões podem causar uma queda de pressão tão grande que faz com que esses líquidos se vaporizem instantaneamente.

Queda de pressão – De acordo com os pesquisadores, a pressão pode cair de 3.000 vezes a pressão atmosférica para uma pressão quase idêntica à da superfície da Terra, o que faz com que o fluido passe por um processo de “vaporização instantânea”. A despressurização faz com que os fluidos sofram uma expansão de até 130.000 vezes seu tamanho, formando um vapor de baixa densidade.
Quando isso ocorre, os resíduos sólidos presentes no fluido, como o ouro, ficam para trás, acumulando-se ao longo do tempo. Mais tarde, a entrada de novos fluidos nas cavidades pode dissolver alguns dos minerais deixados para trás, mas aqueles menos solúveis, como o ouro, vão se acumulando cada vez mais à medida que novos terremotos ocorrem.
Os autores do estudo estimam que falhas geológicas ativas podem produzir 100 toneladas de ouro em menos de 100.000 anos.
A ideia com que depósitos de ouro se formam a partir de fluidos ricos em minerais em falhas nas rochas abaixo do solo já era conhecida dos geólogos, mas a maneira como o ouro se acumula não estava clara, pois não se supunha que as mudanças de pressão desencadeadas por terremotos fossem tão grandes quanto as estimadas no estudo.

6127 – Geofísica – Vulcão Merapi


Vulcão Merapi

Um dos mais antigos vulcões do mundo, o Monte Merapi, situado em região densamente povoada, na região central da Indonésia, voltou a lançar lava, obrigando centenas de moradores a abandonarem suas casas. Um vulcanólogo da cidade de jacarta, a 500 km da capital, informou que o vulcão fumegou 23 vezes em um período de 5 horas. Sua última erupção foi em novembro de 1993, deixando rastro de destruição que matou 60 pessoas e feriu pelo menos 100.

Um pouco +

O Merapi é um vulcão localizado na ilha indonésia de Java. É o vulcão mais ativo da Indonésia – país que tem a maior densidade de vulcões do mundo – tendo matado 70 pessoas em uma erupção em 1994 e 1.300 pessoas em 1930. Sua última erupção havia ocorrido em 1994 – quando pelo menos 50 pessoas morreram.
Na madrugada do dia 05/11/2010, o vulcão Merapi entra novamente em erupção e causa mais 69 mortes na Indonésia Jacarta, 5 nov (EFE).- Pelo menos 69 pessoas morreram e outras 71 ficaram feridas devido a uma nova erupção do vulcão Merapi na Indonésia, elevando a mais de 100 o número de vítimas fatais desde que a actividade começou, em 25 de Outubro de 2010 Quase todos os corpos foram encontrados no distrito de Sleman, a maioria no vilarejo de Bronggang, a 15 quilómetros da cratera e situado, portanto, dentro do perímetro de segurança que mais uma vez foi ignorado pelos habitantes, informaram fontes oficiais.
A erupção soou como um trovão durante a madrugada e lançou ao céu colunas de cinzas e fragmentos de rocha de até seis quilómetros de altura, intensificando os rios de lava que descem da montanha e provocando nuvens tóxicas a temperaturas superiores aos 750 graus centígrados.
No centro da ilha de Java, a explosão pôde ser escutada a 20 quilómetros de distância, relataram os vulcanólogos indonésios, que acreditam que a erupção desta sexta-feira foi a mais forte até o momento e muito mais potente do que a primeira, de 26 de Outubro, na qual morreram quase 30 pessoas.
Segundo os relatos de várias testemunhas, dezenas de pessoas com os rostos cobertos de cinzas se afastaram a pé ou de moto do vulcão, enquanto o Exército efectuou evacuações em caminhões cheios de mulheres e crianças.

4957 – Geologia – Absolvendo os Vulcões


O Havaí e a Islândia não têm muito do que reclamar dos seus vulcões. Graças a eles, o território desses dois arquipélagos aumenta sem parar. A Islândia viu surgir uma ilha nova, Surtsey, em 1963, a partir de uma erupção submarina. Já o Havaí é como uma família que ganha um novo bebê de tempos em tempos. Uma nova ilha, Loihi, deverá se incorporar, daqui a alguns milhares de anos, às oito já existentes – seu cume, hoje, está 600 metros abaixo da superfície do oceano.
As montanhas de fogo não trazem apenas destruição e morte. Elas também esculpem permanentemente o planeta, dando-lhe uma nova cara. Os vulcões são uma janela que nos ajuda a entender como a Terra se formou e como ela será no futuro. A beleza das paisagens criadas por eles atrai milhões de turistas a vários lugares do mundo, como o próprio arquipélago havaiano.
Além de mudar a geografia, os vulcões ainda funcionam como grandes refinarias de substâncias químicas, trazendo para a superfície terrestre minerais como o sódio, o potássio e o enxofre. Por isso, os solos vulcânicos são muito férteis. A energia virtualmente inesgotável que o calor do magma proporciona é aproveitada por alguns países, que recorrem ao vapor de gêiseres e fumarolas.
Para os islandeses, que não têm hidrelétricas, o benefício compensa o risco sempre iminente de uma erupção.
Terra de descanso

Veja onde fica a Ilha

Para nossa sorte, o Brasil não possui vulcões – a única exceção é um bloco de pedra chamado Paredão, na Ilha de Trindade, extinto há 300 000 anos. Mas nem sempre foi assim. Há 130 milhões de anos, um grande derramamento de lava cobriu de basalto derretido uma região enorme, que se estendia do Uruguai ao Mato Grosso do Sul. “Nesses locais há camadas de basalto de mais de 1 quilômetro de espessura”, disse o geólogo Evandro Fernandes de Lima, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Eis o vulcão extinto

O passado vulcânico do país pode ser comprovado por quem visita as fontes de água quente como as de Caldas Novas, em Goiás. Debaixo dessas fontes existem câmaras magmáticas endurecidas, com mais de 50 milhões de anos de idade. Daqui a 100 milhões de anos, o calor subterrâneo deverá estar totalmente dissipado – até lá, os turistas têm tempo de sobra para se divertir.
Essas chaminés só cospem água.
1. Chaleira gigante
O gêiser é uma cavidade rochosa preenchida por água da chuva e esquentada por um depósito de magma. O calor do magma esquenta a água a mais de 200 graus Celsius. Ao ferver, o vapor gera uma pressão tão grande que acaba escapando para a superfície.
2. Piscinas quentes
As fontes termais são água proveniente de um lençol subterrâneo, aquecida por uma câmara magmática. São ricas em sais minerais do subsolo. Algumas fedem a enxofre.
3. Vapor subterrâneo
As fumarolas se formam quando há uma camada de rochas porosas e um lençol d‘água sobre um bolsão de magma. O calor faz com que o vapor suba por fendas na rocha até a superfície.

4908 – Tem Vulcão na Vizinhança


Não espere nenhum aviso

As cidades de Puebla, no México, Legazpi, nas Filipinas, e Santorini, na Grécia, não têm quase nada em comum. Estão muito longe umas das outras e são habitadas por povos muito diferentes. O que as une é um trágico detalhe de sua geografia. Elas foram erguidas na vizinhança de alguns dos vulcões mais perigosos do mundo o mexicano Popocatepétl, o filipino Mayon e o grego Thera. Seus habitantes precisam estar prontos para correr a qualquer hora. Fazem parte dos 550 milhões de indivíduos que moram em zonas de risco vulcânico no mundo.
Ao contrário do que seria sensato, eles continuam ali, indiferentes ao perigo que os espreita. É que, apesar de traiçoeiros, os vulcões costumam ser rodeados por solos muito férteis – um convite permanente à ocupação humana. Os moradores logo se esquecem das tragédias e voltam a ocupar as áreas ameaçadas.
Bomba-relógio
O vulcão mais ilustre da Terra cansou de descansar. A qualquer momento, nos próximos trinta anos, o Monte Vesúvio, na Itália, voltará a explodir, como na tragédia que destruiu a cidade de Pompéia no ano 79. A erupção ameaça 3,3 milhões de italianos que moram num raio de 30 quilômetros de sua base – incluindo a periferia de Nápoles, maior cidade do sul do país. “A população não sabe como agir. Muitos até ignoram que o Vesúvio é um vulcão”, diz um vulcanólogo que preside uma organização criada para alertar os napolitanos. “A área de risco em volta da montanha foi toda ocupada”, explica. “Hoje, uma evacuação só seria eficiente se a erupção fosse prevista semanas antes, o que é muito difícil.” A explosão deve ser mais branda do que a do ano 79. Ainda assim, pode fazer dezenas de milhares de vítimas nos doze municípios da região. Mas estima-se que uma erupção pior poderá acontecer lá pelo ano 3000. Dessa Nápoles não escapa.
Vulcões tidos como adormecidos ou extintos costumam pregar peças nos cientistas. O Pinatubo, nas Filipinas, havia passado 600 anos quieto antes de explodir, em 1991. Por isso, os critérios para definir um vulcão ativo mudaram. Hoje, basta ter tido uma erupção nos últimos 10 000 anos para ser considerado vivo. Há 1 343 vulcões nessa lista, 900 deles no Círculo de Fogo, que acompanha as bordas do Pacífico. Isso acontece porque é lá que as placas tectônicas se chocam com maior violência.

3698 – Como escapar de uma erupção vulcânica


Nos últimos 5 séculos, estima-se que 300 mil pessoas morreram em erupções vulcânicas, um dos mais imprevisíveis desastres da natureza. Para não ser a vítima 300 001 ou acabar como objeto de estudo arqueológico, siga as instruções abaixo.
A água dos rios esquenta, a montanha solta fumaça pela cratera e plantas e animais morrem subitamente, intoxicados pelos gases. Se a situação é essa, puxe o carro o quanto antes – o vulcão da vizinhança está prestes a entrar em erupção.
Abaixo da crosta terrestre fica o magma, uma mistura pastosa e quentíssima de rochas derretidas com uma tendência a subir e acumular-se em câmaras. Ao encontrar uma rachadura, a coisa explode. Após o desastre, a rocha endurece e tapa o buraco.O melhor é correr na direção contrária da lava e buscar abrigo em lugares altos. Se encontrar uma ponte, não atravesse: suas estruturas podem estar derretidas pelo calor.
Entrando pela traquéia, as cinzas se alojam no pulmão, lá se transformam numa espécie de cimento líquido. Seu corpo se torna uma betoneira humana.
Assim você foge do fluxo piroclástico, mistura de pó, rochas e gases cuspida do interior da Terra. Chega a 1 000 oC, viaja a 280 km/h e mata o que encontrar pela frente.
Fique longe dos rios
Quando as cinzas se misturam à neve derretida e à àgua, produzem uma lama fervente chamada lahar, que desce a montanha pelo leito dos rios. Quem estiver por perto vai junto.

3505 – Vulcões na Antártida


A gélida ilha de Ross na Antártida

Na Baía de Ross fica o Vulcão Erebus, o maior do continente. Mas é no arquipélago das Shetlands do sul que se concentra o maior número de vulcões e estão em plena atividade nas Ilhas Deception, Pinguim e Rei George. No total existem perto de 20 vulcões historicamente ativos, mas estudos geológicos comprovaram que há dezenas de estruturas vulcânicas inativasem todo o arquipélago. Eles se formam em consequência do choque das placas tectônicas, ,que são estruturas da crosta terrestre que se movimentam em sentido contrário, colidindo entre si. Daí elas vêm a superfície sob a forma de vulcões e cujo material expelido forma as montanhas. Foi descoberto na calota de Ross, um vulcão em atividade por baixo de uma camada de gelo, com espessura entre 1 e 2 quilômetros. Para chegar ao estado de lava, a rocha se funde numa temperatura próxima a 1200°C.
O Monte Erebus é um estratovulcão que se localiza na Antártida, na ilha de Ross. Tem quase 3800 metros de altitude e continua ativo continuamente desde 1972 (é o vulcão activo mais meridional da Terra). Liberta vários jatos de vapor. Já foram encontrados vestígios de lava no gelo da ilha de Ross. É presentemente um dos mais ativos vulcões do mundo, em conjunto com o Kīlauea (no Arquipélago Havaiano) (Oceano Pacífico), o Stromboli e o Etna (Itália) e o Piton de la Fournaise (Reunião).
O Monte Erebus foi descoberto em 1841 pelo explorador polar Sir James Clark Ross que lhe deu o nome, bem como ao Monte Terror. Erebus e Terror eram os nomes dos navios que Ross levou para os mares austrais. Erebus era um deus grego primordial, filho de Caos.
O Monte Erebus é actualmente o mais activo vulcão da Antárctica. O cume contém um lago de lava permanente que regista diariamente erupções strombolianas. Em 2005, pequenas erupções de cinza e um pequeno fluxo de lava foram observados.

Monte Erebus, muito calor debaixo desse gelo

3502 – Geologia – Uma Ilha que Cresce


Mauna Loa em erupção

Quem foi para o Havaí e gostou tem mais um motivo para ficar feliz: a ilha está em fase de ampliação. Ela tem aumentado de território graças a um vulcão que está ativo desde 1983, o Kilauea. Daquele ano até hoje, a lava que ele despeja no mar fez a ilha crescer 3 milhões de metros quadrados – o equivalente a 316 campos de futebol. E vem mais por aí, só que daqui a bastante tempo: dentro de 50 mil anos, uma nova ilha, Lo’ihi, deve surgir na região. Atualmente, ela é apenas um vulcão escondido a 1 000 metros de profundidade, mas que não pára de crescer.
Famoso pela praia, sol, garotas dançando com colares de flores e ondas, muitas ondas, Havaí é o nome do 50o estado americano e também o da maior das oito ilhas que compõem o arquipélago. É um dos lugares habitados mais distantes dos continentes, a cerca de 2 400 quilômetros dos Estados Unidos. Mas por que existe um lugar assim, isolado no meio do oceano Pacífico? Porque essas ilhas são os pedaços de terra mais jovens de nosso planeta, resultado de erupções vulcânicas que começaram no fundo do mar há cerca de 70 milhões de anos e continuam até hoje (para comparar, os continentes terminaram de se formar há 200 milhões de anos). Havaí, a ilha mais recente, tem apenas 1 milhão de anos. Abriga cinco vulcões – o mais ativo deles é o Kilauea. Parece que alguém esqueceu uma torneira aberta: a lava sai de uma fenda na montanha e escorre tranqüila e impassível, buscando frestas entre a lava seca liberada nos dias anteriores. Às vezes, porém, a “torneira” é aberta com mais força, arrastando tudo o que está no caminho. Um espetáculo inesquecível, que nos faz lembrar que a Terra é um ambiente em permanente mutação e cujos processos mais básicos estão longe do controle humano – mas ao nosso alcance para serem observados e admirados.

No meio do nada
Como o Havaí se formou
O Havaí é um dos raros vulcões que aparecem no meio de uma placa tectônica. Ele está sobre um ponto quente, um lugar fixo em que o magma pressiona a superfície. Como a placa se mexe cerca de 10 centímetros por ano – e o ponto quente não – novas ilhas vão surgindo
Há 70 milhões de anos, ele começou a cuspir fogo, formando uma enorme cadeia de montanhas submarina, que só rompeu a superfície do oceano há 5 milhões de anos

Fervura máxima
Os detalhes do vulcão Kilauea
A lava leva
O magma chega à superfície a uma temperatura de mais de 1 100 oC, o suficiente para destruir tudo o que há pela frente. Algumas erupções causam prejuízos especiais: em fevereiro do ano passado, o vulcão engoliu um pedaço da estrada
Boca fechada
O vulcão só cospe fogo pela cratera principal quando entra numa erupção muito violenta. Normalmente, a lava se solidifica no topo da montanha e passa a escorrer apenas por túneis internos. Dá até para caminhar por ali
Chão fértil
O Mauna Loa e o Kilauea produzem erupções mais líquidas que gasosas, com grandes rios de lava. Esse fluxo faz com que a terra seja extremamente rica em minerais, o que permite que a vida renasça rapidamente
Rio quente
O comportamento normal do vulcão é lançar doses menores (mas constantes) de lava por pequenas fendas na encosta do vulcão. O problema na região é o cheiro: o Kilauea elimina também 2 500 toneladas de enxofre por dia
Sopa de pedra
O encontro da lava com o mar é um estouro. Bolas de vapor, água fervente e pedras do tamanho de um microondas saltam para todo lado enquanto minúsculos “cabelos” de vidro vulcânico se espalham com o vento
Kilauea
Altitude: 1 248 metros
Ativo desde 3 de janeiro de 1983
Mauna Loa
Altitude: 4 169 metros
Última erupção: 1984
Hualalai
Altitude: 2 521 metros
Última erupção: 1800-1801
Mauna Kea
Altitude: 4 205 metros
Última erupção: há cerca de 3 500 anos
Kohala
Altitude: 1 670 metros
Última erupção: há cerca de 60 mil anos (considerado extinto)
O Mauna Loa é um vulcão que se situa na Ilha Havaí, uma das ilhas do arquipélago do Havai. É, em volume, o maior vulcão em escudo na Terra, atingindo os 4169 m de altitude e 90 km de largura. É ultrapassado em altitude pelo Mauna Kea, na mesma ilha, que é, todavia, um vulcão inativo ou em fase pós-escudo.
Trata-se de um vulcão pouco inclinado, possuindo no seu interior um lago constituído de lava fundida incandescente. Ocasionalmente a lava sobe, ocupa todo o lago e começa a transbordar sob a forma de escoadas rápidas e fluídas (a lava tem pouca viscosidade) – rios de lava que podem atingir grandes distâncias, queimando tudo por onde passam.
Crê-se que o vulcão Mauna Loa está ativo há pelo menos 700 000 anos e terá emergido do fundo do mar há 400 000 anos, embora as mais antigas rochas datadas não tenham mais de 200 000 anos. A mais recente erupção decorreu entre 24 de Março a 15 de Abril de 1984.

3248 – Vulcão da Islândia causa cancelamento de 252 voos na Europa


A passagem da nuvem de cinzas lançada na atmosfera pelo vulcão islandês Grimsvotn pelos céus da Escócia e Irlanda provocou nesta terça-feira o cancelamento de 252 voos, anunciou nesta terça-feira a agência europeia de controle aéreo Eurocontrol. De acordo com a agência, o total de cancelamentos causados pela fumaça podem chegar a 500. Nessa época do ano, são realizados em média 30 mil voos por dia na Europa.
Na manhã desta terça-feira, as cinzas também alcançaram o sudoeste da Noruega, mas o tráfego aéreo no país sofreu perturbações de menor porte, informou a Avinor, que opera os aeroportos noruegueses.
Depois da paralisação provocada em abril de 2010 pelas cinzas de outro vulcão islandês, o Eyjafjoll, as autoridades estabeleceram três zonas –azul, cinza e vermelha– para evitar que esta situação se repetisse.
Antes, as medidas de segurança impunham a cada país o fechamento do espaço aéreo a partir do momento em que a nuvem de cinzas se aproximasse. De acordo com a Autoridade Britânica de Aviação Civil, os fortes ventos que atingem a Escócia dificultam prever em que direção a nuvem de fumaça deve se mover. No entanto, controladores aéreos dizem que ela deve chegar a aeroportos na Escócia, norte da Inglaterra e da Irlanda na tarde desta terça.
A British Airways suspendeu voos entre Londres e Escócia, enquanto a companhia holandesa KLM e a Easyjet cancelaram voos com destino e partida no norte da Inglaterra e Escócia. Outras três companhias domésticas também anunciaram distúrbios.
A companhia de baixo custo Ryanair informou que não deve cancelar voos entre Irlanda e Escócia, e que se reunirá com responsáveis na manhã de hoje para discutir a questão.

AEROPORTOS

O Serviço Nacional de Tráfego Aéreo (Nats, na sigla em inglês), que controla o tráfego no Reino Unido e no leste do Atlântico, disse que os aeroportos continuarão abertos, mas que os voos devem ser afetados entre 13h (9h de Brasília) e 19h (16h de Brasília).
Em um comunicado, o Nats disse que a fumaça deve afetar os aeroportos de Londonderry, no norte da Irlanda, Glasgow, Edimburgo e Prestwick, na Escócia, além de Newcastle, Carlisle, Durham Tees Valley e Cumbernauld, no norte da Inglaterra. Ela alertou passageiros para checar informações com as companhias antes de viajar.
A operadora aeroportuária norueguesa Avinor disse que a nuvem de fumaça que cobriu o noroeste do país nesta terça-feira se moveu para longe da costa e já não afeta os aeroportos de Stavanger e Karmoey. No entanto, a fumaça deve voltar ao sul da Noruega na tarde de hoje.

3232 – De Olho no Mundo – Vulcão entra em erupção debaixo de geleira na Islândia


Fogo sob o gelo

Um vulcão entrou em erupção debaixo da maior geleira da Islândia, mas um geologista afirmou que não acredita que o fenômeno possa causar a mesma interrupção no tráfego aéreo europeu como a que foi causada por uma outra região do país no ano passado. O vulcão Grimsvotn, que está sob uma enorme geleira no sudeste da Islândia, lançou uma coluna de fumaça branca de cerca de 15 quilômetros de altura, afirmou o geologista Hjorleifur Sveinbjornsson, do gabinete de meteorologia, à Reuters. Ele afirmou que o Grimsvotn explodiu em 2004. “Pode ser uma erupção grande, mas não deve ser como a do ano passado”, disse o cientista, referindo-se à erupção ocorrida sob outra geleira em 2010 e que causou um caos aéreo na Europa ao espalhar cinzas na atmosfera.

3052 – Geofísica – Catástrofes Naturais


A natureza em fúria

Um desastre natural é uma catástrofe que ocorre quando um evento físico perigoso (tal como uma erupção vulcânica, um sismo, um desabamento, um furacão, inundação, incêndio, ou algum dos outros fenômenos naturais listados abaixo) provoca direta ou indiretamente danos extensos à propriedade, faz um grande número de vítimas, ou ambas. Em áreas onde não há nenhum interesse humano, os fenômenos naturais não resultam em desastres naturais.
Um desastre é um rompimento social que pode ocorrer ao nível do indivíduo, da comunidade, ou do estado (Kreps 1986).
A extensão dos danos à propriedade ou do número de vítimas que resulta de um desastre natural depende da capacidade da população a resistir ao desastre (Bankoff et al. 2004). Esta compreensão é cristalizada na fórmula: os “desastres ocorrem quando os perigos se encontram com a vulnerabilidade” (Blaikie, 1994).
Bangladesh foi devastada em 1991 por vários ciclones e vítima de inundações e tempestadades. O serviço de meteorologia da capital Daca anunciou que localizou uma depressão no Mar de Adamã, 1300 km ao sul de Chitagong, região de onde veio o ciclone que atingia Bangladesh em 29 de abril daquele ano. Inundações posteriores atingiram pelo menos 500 km ² de distritos. Fortes chuvas fizeram com que 6 rios da região inundassem plantaçõesde arroz e milhares de habitações. Pelo menos 140 mil pessoas morreram em consequência do ciclone. Autoridades sanitárias disseram que a diarréia por causa do consumo de água contaminada havia matado 950 pessoas em várias localidades em 2 semanas. No mesmo ano, 2 terremotos nas Filipinas, um em Manila e outro na Ilha de Luzon, ondeestá situado o Monte Pinatubo e que voltou a entrar em erupção após 600 anos de inatividade.
Natureza em fúria
Além de causar destruição, as piores catástrofes naturais de todos os tempos ajudaram a moldar nossa história
Tais desastres acontecem quando as placas tectônicas (as “balsas” de rocha sobre as quais os continentes se apóiam) se chocam criando vulcões, terremotos e ondas gigantes chamadas tsnunamis, novas rochas e solos nascem. “A água, o dióxido de carbono e o enxofre essenciais para a criação e manutenção da vida são reciclados pelos vulcões.Além de provocar mortes e mudanças físicas no planeta, os grandes desastres ajudaram também a virar do avesso a história humana. Com isso em mente, fizemos uma lista dos mais assustadores ataques de fúria da natureza e chegamos a cinco que podem ser considerados os mais marcantes de todos os tempos. Candidatos fortes ficaram de fora, como o terremoto que teria matado 830 mil pessoas na província chinesa de Shensi, em 1556. Mas, além da conta assustadora de vítimas, outros espasmos atmosféricos e geológicos inspiraram revoluções, derrubaram governos e fizeram o homem repensar a sua relação com a natureza. Com vocês, as cinco piores e mais transformadoras catástrofes naturais da história.
O povo que sofreu a pior catástrofe natural do século 20 convivia com uma espécie de bomba-relógio. Afinal, o litoral quente e úmido de Bangladesh (na época, Paquistão Oriental) sempre foi um celeiro de ciclones (tipos de redemoinhos gigantes). Era comum que a força de tempestades tropicais perturbasse o oceano e criasse marés altas. Na noite do dia 12 de novembro, porém, esse fenômeno chegou ao extremo. O redemoinho nasceu nas águas do golfo de Bengala e avançou para a costa, criando ondas de até 6 metros. Elas avançaram pelas regiões densamente povoadas do delta do rio Ganges na manhã do dia 13. Muitos se afogaram enquanto ainda dormiam. Só na ilha de Bhola (nome que batizou o ciclone), 100 mil pessoas morreram.
Fazia décadas que os paquistaneses orientais estavam descontentes com o governo central do Paquistão e o auxílio precário às vítimas só aumentou a revolta deles. Os principais políticos do lugar afirmaram que a união com o Paquistão era coisa do passado. Em 26 de março de 1971, Bangladesh se declarou independente e ganhou esse nome.
A catástrofe também inaugurou a era dos grandes shows de música pop em prol de uma causa – cortesia do ex-beatle George Harrison, fã da tradição cultural e religiosa da região. Em Nova York, nos Estados Unidos, ele reuniu estrelas como Bob Dylan, Eric Clapton e o indiano Ravi Shankar e conseguiu cerca de 10 milhões de dólares para as vítimas do ciclone.
Mortos*: 500 mil
Duração: dois dias
Intensidade: ventos de 190 km/h
Causa: tempestade tropical, seguida de ondas e enchente
*Número estimado
Era 1º de novembro, dia de Todos os Santos, e as igrejas e casas da capital portuguesa estavam cheias de velas. Os cerca de 275 mil moradores de Lisboa logo desejariam que elas estivessem apagadas quando três tremores violentos, que começaram às 9h30, abriram fissuras no chão e derrubaram prédios. “O tipo de solo contribuiu para a gravidade do terremoto”, afirma o geólogo Caetano Juliani, do Instituto de Geociências da USP. “Em bacias sedimentares, como em Lisboa, o material do solo é muito plástico e chacoalha mais.”
Nos escombros, o fogo das velas e lareiras iniciou um incêndio. Muitos fugiram para o porto – e foram engolidos pelo tsunami que varreu a cidade meia hora depois. Igrejas e palácios, inclusive a residência do rei dom José I, desapareceram sob as ondas de até 6 metros.
O norte da África e países como a França, a Espanha e a Inglaterra também foram atingidos.
Mortos*: 100 mil
Duração: cerca de 10 minutos
Intensidade: 8,7 graus Richter
Causa: colisão de placas tectônicas
*Número estimado
A atitude não podia ser mais inocente: quando o recuo anormal do mar anunciando o tsunami aconteceu, muita gente – especialmente crianças – avançou para a praia e se pôs a coletar peixes deixados pelas ondas. A tragédia de 26 de dezembro do ano passado só foi tão devastadora porque o oceano Índico não tem um sistema de aviso eficaz, nem está acostumado a esse tipo de onda – sem falar na alta densidade populacional das áreas atingidas (15 países na Ásia e na África, sendo que os que mais sofreram foram Indonésia e Sri Lanka), ainda mais inflada pelos turistas.
As ondas de 10 metros de altura nasceram de um terremoto poderosíssimo. A partir do epicentro (ponto atingido em primeiro lugar), cerca de 160 quilômetros a oeste da ilha indonésia de Sumatra, surgiram marolas de 60 centímetros que cresciam cada vez mais conforme a profundidade diminuía e viajavam a 800 km/h. A energia total liberada pelo evento foi equivalente a 37 mil bombas atômicas de Hiroshima.
Ainda é cedo para uma conta fechada dos milhares de mortos e milhões de desabrigados. O certo é que gente de todas as condições sociais e origens – das tribos quase pré-históricas da ilha de Andaman, na costa da Índia, aos turistas escandinavos na Tailândia – foi atingida pelo desastre. Nações do mundo todo reagiram à tragédia com generosidade, enviando dinheiro, donativos e voluntários com rapidez sem precedentes.
Mortos*: mais de 280 mil
Duração: cerca de 7 horas
Intensidade: 9 graus Richter
Causa: terremoto
*Número estimado
Hoje, parece impossível viver à beira de um vulcão e não se dar conta do perigo. Mas era assim que os moradores do balneário romano de Pompéia levavam a vida no ano de 79, pois já fazia quase 2 mil anos que o monte Vesúvio não entrava em erupção. Quando a montanha soltou um estrondo, o chão tremeu e uma nuvem preta encobriu o sol, as pessoas saíram para a rua, curiosas.
Alguns minutos depois do primeiro rugido, o vulcão lançou uma saraivada de pedras e começou a fazer as primeiras vítimas. Outros morriam ao respirar a fumaça: “A explosão superaquecida causa o fenômeno da fluidização”, afirma o geólogo Caetano Juliani. “É como se as partículas virassem um líquido, que causa sufocamento.” De Miseno, a 30 quilômetros de Pompéia, o naturalista romano Plínio, o Velho, observava tudo. Protótipo de cientista, ele não resistiu à tentação de ver o fenômeno de perto e navegou até Estábia, mais próxima do Vesúvio. “Teve medo? Parece que não, já que ficou o tempo todo atento aos movimentos e formas daquela nuvem maligna”, disse o sobrinho dele, Plínio, o Jovem, que sobreviveu à tragédia.
No fim do processo, duas avalanches cobriram Pompéia com 6 metros de cinzas e pedras. Em Herculano, outra cidade próxima, a enxurrada de detritos chegou a 23 metros. Muitos dos que conseguiram fugir até o mar morreram sufocados, inclusive Plínio, o Velho. A coisa foi tão rápida que as cidades ficaram congeladas no tempo, tornando-se os registros mais detalhados da era romana que chegaram até nós.
Mortos*: 16 mil
Duração: dois dias
Intensidade**: 5 no IEV***
Causa: presença de um vulcão
*Número estimado
**Valor estimado com base em relatos da época
***Índice de Explosividade Vulcânica (o máximo é 8)
A ilhota entre Java e Sumatra, na Indonésia, deixou claro que estava passando por uma fase de mau humor vulcânico. Relatos de navios davam conta de uma chuva de cinzas e de um mar coalhado de pedras-pomes flutuantes. Tudo não teria passado de uma nota de rodapé no jornal londrino The Times de 24 de maio se os três cumes da ilha de Krakatoa – aliás, Krakatau, pois foi por erro de telegrafistas e jornalistas que o nome ganhou a forma atual – tivessem sossegado, como pareceu a princípio.
Mas não sossegaram. Num domingo, 26 de agosto, “simplesmente ouvimos o ronco de um terremoto à distância”, afirmou um sobrevivente. A fumaça lançada pelo vulcão fez com que a “noite” chegasse às 2 da tarde. Nas áreas mais próximas, muita gente morreu por causa do calor. Mas o maior assassino foi o tsunami que a erupção gerou: há relatos de ondas de 30 metros, que carregaram um navio para o meio da ilha.
Na explosão final, Krakatoa se autodestruiu num estrondo que foi ouvido a quase 5 mil quilômetros dali, nas ilhas Maurício. Foi a primeira catástrofe acompanhada minuto a minuto pelo mundo, graças à invenção do telégrafo submarino. Na época, a Indonésia era colônia holandesa, e seus habitantes muçulmanos, arrasados pela tragédia, começaram a ver com maus olhos os dominadores cristãos. No mesmo ano do desastre, fundamentalistas islâmicos assassinaram soldados da Holanda. Em 1888, uma rebelião explodiu e foi sufocada – mas a chama do islamismo inspiraria a independência indonésia, no século 20.
Mortos*: 36.417
Duração: cerca de 100 dias
Intensidade: 6,5 no IEV***
Causa: presença de um vulcão
*Número estimado
**Valor estimado com base em relatos da época
***Índice de Explosividade Vulcânica (o máximo é 8)

Pompéia, as ruínas de uma cidade sepultada por uma erupção vulcânica

2618-Mega Notícias – Vulcão


Vulcão expele o calor do centro da Terra

Vulcão- Um dos mais antigos do mundo, o Monte Merapi, situado em região densamente povoada na região central da Indonésia, voltou a lançar lava, obrigando centenas de moradores a abandonarem suas casas. Um vulcanólogo da cidade de JogJacarta, 500 km a sudeste da capital, informou que o vulcão fumegou 23 vezes num período de 5 hrs. Sua última errupção foi em novembro de 1993, deixando rastro de destruição que matou mais de 60 pessoas e feriu perto de 100.
A erupção vulcânica é um fenômeno da natureza, geralmente associado à extravasação do magma de regiões profundas da Terra na superfície do planeta. As camadas de rochas formadas por erupções magmáticas são chamadas de “derrames”, pois a rocha se espalha e solidifica-se na superfície do globo. A lava arrefecida gera normalmente um óptimo solo para plantação.
Existem diferentes tipos de erupção vulcânica, diferindo na proporção e tipo de material expelido e na violência dessa expulsão.

Clima- A destruição do CFC… Na camada de ozônio na Antártida é maior porque a chamada nuvem estratosférica polar, por ser muito fria, facilita a reação química entre o CFC e o ozônio. Fenômeno igual acontece também no polo norte, mas na região existem correstes de ar capazes de repor o ozônio destruído.

1849-Vulcanismo:Cemitério ou berçário?


O vulcão submarino do Havaí acordou a alguns anos de seu sono. Ele começou a cuspir gases tóxicos e transformou o mar num caldo fervente.O episódio sugere uma catástrofe ecológica, mas ao contrário, produziu vida. Perto dele foram achadas arqueobactérias, nome dado a organismos unicelulares que, apesar de não possuir núcleo, como as bactérias, carregam material genético muito parecido com o de células evoluídas, carregam material genético muito parecido com o de células evoluídas. Tais arqueobactérias ficam nos lugares mais inóspitos do planeta e os genes têm a forma dos mais antigos microorganismos surgidos no oceano nos primórdios da Terra.

Vulcões – A fúria vem do centro da Terra.



Segunda-feira, 27 de agosto de 1883, 10h02min da manhã. O vulcão da ilha de krakatoa, no estreito de Sunda, entre Java e Sumatra, sudoeste asiático, explodiu com a violência de uma bomba atômica de 150 megatons (milhões de toneladas de dinamite). Foi como jogar de uma só vez 10 mil bombas de Hiroshima. A errupção arremessou um coluna de rocha incandescente a até 5 km de altura. Surgiu uma cratera monstruosa de até 7 km de diâmetro e 270 m de profundidade que cortou a ilha de um lado a outro e foi logo invadida pelo mar. Caindo de novo sobre a água, a avalanche vinda do céu criou ondas gigantescas chamadas Tsunamis , de 40 metros de altura. Saldo : 36 mil mortos pelo maremoto nas ilhas vizinhas e aniquilamento de Krakatoa. Só restou a montanha Rakata ao sul da ilha. Ao longo de 4,5 bilhão de anos , o planeta foi sacudido por convulsões bem mais intensas do que essa citada. Recentemente, uma equipe de geólogos da Califórnia obteve evidências de que a maior matança pré-histórica foi provocada por um inferno de lava e gases. Fia há 250 milhões de anos e cerca de 70% das espécies animais desapareceram. Dois milhões de KM cúbicos de lava endurecida foram expulsos das profundezas da Terra e violentas errupções sucessivas, ao longo de 1 milhão de anos. Entre outros efeitos pirotécnicos, lançam uma grossa cortina de fumaça, abafando o planeta e impedindo que ele transpire. A radiação recebida do Sol fica presa , alterando o clima . É reforçada a hipótese de que os vulcões tenham sido os vilões em pelos menos duas outras grandes crises da Terra, em que mais de 40 % das espécies sumiram. Nem todos os paleontólogos porém, aceitam a idéia da palavra lava assassina. Paradoxalmente, o material que jorra no interior da Terra vem carregado de substâncias nutritivas que adubam o solo. Não é a toa que a região sul de SP e norte do Paraná estão entre as mais férteis do país, a chamada “ terra roxa ” é formada por basalto pulverizado. Foi encontrado no fundo do Oceano Pacífico, entre 1991 e 1993, uma estranha colônia de animais num dos mais inóspitos habitats conhecidos, próximo a um vulcão submerso.