13.054 – A vitamina C combate o câncer. Saiba Como.


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Vitamina C mata células cancerígenas. Isso já havia sido provado em testes de laboratório, com células in vitro, e em ratos. O problema é que, quando a coisa chegava ao ser humano, não importa quantos litros de suco de acerola alguém tomasse, a vitamina C não surtia efeito nenhum.
Um grupo de cientistas da Universidade de Iowa (EUA) acredita ter matado a charada de duas formas. Primeiro, o problema com outras pesquisas é que a vitamina C era administrada oralmente – como o corpo procura regular a quantidade dela no sangue, então, não importa o quanto você tome, a maioria acaba sendo expelida. Para driblar isso, os cientistas aplicam a vitamina C por via intravenosa e conseguem atingir concentrações de 100 a 500 vezes maiores que a normal.
O segundo avanço: uma dose cavalar de vitamina C mata o câncer, mas não as células normais – além disso, overdose de vitamina C não detona o corpo, ao contrário de outras vitaminas que podem ser tóxicas e até letais em excesso.
E tem uma surpresa também: segundo o grupo, o efeito “matador” das células cancerosas não vem da vitamina C, mas de outra substância, produzida quando ela começa a se decompor no sangue: peróxido de hidrogênio, popularmente conhecido como água oxigenada. Embora ela seja vendida na farmácia sem receita, é uma substância corrosiva, capaz de até mesmo queimar a pele e matar uma pessoa se injetada. O surpreendente é que, quando produzida pela decomposição da vitamina C no sangue, a água oxigenada não agride células saudáveis e destrói as cancerígenas.
O segredo está na enzima catalase, que serve como escudo celular contra a água oxigenada, e é produzida em quantidade muito baixa pelas células cancerígenas. “Por isso, elas são muito menos eficientes em remover o peróxido de hidrogênio que as células normais”, afirma o oncologista Garry Buettner, condutor do estudo. “Assim, são muito mais susceptíveis ao dano e morte diante de uma grande quantidade da substância”.
A Universidade de Iowa atualmente está testando a vitamina C combinada com quimioterapia e radioterapia em cânceres de pulmão e pâncreas. A próxima fase da pesquisa é começar a medir o nível de catalase em diferentes tipos de câncer. Quanto menor, mais eficiente será tratá-los com vitamina C.

12.603 – Saúde – O que são os antioxidantes?


Por definição, antioxidantes são substâncias capazes de atrasar ou inibir a oxidação de um substrato oxidável. O papel dos antioxidantes é proteger as células sadias do organismo contra a ação oxidante dos radicais livres.

Relação radicais livres x antioxidantes
Os radicais livres (agentes oxidantes) são moléculas que, por não possuírem um número par de elétrons na última camada eletrônica, são altamente instáveis. Estão sempre buscando atingir a estabilidade travando reações químicas de transferência de elétrons (oxi-redução) com células vizinhas. Apesar de fundamentais para a saúde, quando em excesso, os radicais livres passam a oxidar células saudáveis, como proteínas, lipídios e DNA.
O ataque constante leva à peroxidação lipídica (destruição dos ácidos graxos poli insaturados que compõem as membranas celulares). A intensificação no processo de peroxidação lipídica, por sua vez, está associada ao desenvolvimento de doenças crônicas, como a aterosclerose, a obesidade, o diabetes, a hipertensão, e o desenvolvimento de doenças degenerativas, como o Alzheimer e o Parkison, e alguns tipos de câncer.
A importância dos antioxidantes está justamente no fato de que estes são capazes de regular a quantidade dos radicias livres no organismo.
Uma dieta rica no consumo de antioxidantes colabora para a redução da situação de estresse oxidativo (desequilíbrio entre os níveis de radicais livres e antioxidantes)

Sistemas de defesa antioxidante
Sistema enzimático (endógeno): formado por um conjunto de enzimas (o superóxido dismutase, a catalase e a glutationa) produzidas naturalmente pelo organismo. Contudo, a eficiência deste sistema de produção tende a diminuir com o passar dos anos. Portanto, é importante manter a qualidade do segundo sistema de defesa, o não-enzimático, através da ingestão de alimentos ricos em antioxidantes.
Sistema não-enzimático (exógeno): composto por grupos de substâncias como vitaminas, substâncias vegetais e sais minerais que podem ser ingeridos através da dieta alimentar.
Os antioxidantes atuam de duas formas sob os radicais livres: inibindo sua formação e reparando as lesões já causadas. A primeira está relacionada à inibição de reações em cadeia que envolvem sua formação; e o segundo, na remoção de células danificadas, seguida da reconstituição das membranas celulares.
Os antioxidantes também interceptam os radicais livres e impedem o ataque destes sobre os lipídeos, aminoácidos, proteínas, ácidos graxos poli insaturados e bases do DNA, protegendo as células de lesões. Antioxidantes obtidos através da dieta (vitaminas, flavanoides e carotenóides, entre outros) são fundamentais neste processo.
O corpo humano possui dois sistemas de autodefesa antioxidantes: o sistema enzimático (endógeno) e o não-enzimático (exógeno).
Alguns antioxidantes, como a vitamina E, são solúveis em lipídios (lipossolúveis) e protegem as membranas celulares da peroxidação lipídica, colaborando para a remoção de danos e para a reconstituição da membrana celular.
O sistema de autodefesa endógeno, no entanto, tende a ser reduzido com o processo natural de envelhecimento, pois a produção das enzimas antioxidantes vai perdendo sua eficiência com o passar dos anos.

Os principais antioxidantes do sistema não-enzimático são:

• Beta-caroteno e Licopeno: são carotenoides, corantes naturais presentes nas frutas e nos vegetais. Atuam como antioxidantes, pois sequestram o oxigênio, reduzindo a disponibilidade de radicais livres para realizarem reações oxidativas. Estão associados à prevenção de carcinogênese e aterogênese, por serem capazes de proteger moléculas como lipídios, proteínas e DNA de sofrerem oxidação. Além disso, são percursores da vitamina A no organismo.

Onde encontrar: são encontrados em alimentos avermelhados, alaranjados e amarelados, como cenoura, tomate, laranja, pêssego, abóbora; e em vegetais verde-escuros, como brócolis, ervilha e espinafre.

• Curcumina: é um pigmento que ocorre naturalmente nas raízes da cúrcuma. Muito usada como tempero na culinária indiana, a cúrcuma sequestra os radicais livres e inibe a danificação dos ácidos graxos poli insaturados das membranas celulares.

Onde encontrar: Cúrcuma, açafrão e curry.

• Flavanoides: os flavanóides são um conjunto de substâncias produzidas naturalmente por vegetais para colaborar na proteção contra a radiação solar e combater organismos patógenos. Têm a capacidade de inibir a atividade das enzimas responsáveis pela produção dos radicais livres, evitando portanto, sua formação.

Onde encontrar: são encontrados em frutas, como uva, morango, maçã, romã, mirtilo (blueberry), framboesa e em outras frutas de coloração avermelhada; em vegetais como brócolis, espinafre, salsa e couve; nas nozes, soja, linhaça; além de serem encontrados em bebidas, como no vinho tinto, chás, café e cerveja, e até no chocolate e no mel.

• Vitamina A (retinol): a vitamina A tem a capacidade de se combinar com alguns radicais livres, antes que estes provoquem lesões. A vitamina A também participa no processo de produção da pele.

Onde encontrar: em alimentos de origem animal, como leite integral e fígado de boi. Aqueles que não consomem produtos de origem animal devem consumir os vegetais que contém altas concentrações de betacaroteno e licopeno, pois estes são percursores da vitamina A no organismo.

• Vitamina C (ácido ascórbico): solúvel em água (hidrossolúvel), portanto, reage com radicais livres disponíveis em meio aquoso, como o que existe no interior da célula. A vitamina C também é capaz de regenerar vitamina E e de manter as enzimas do sistema antioxidante endógeno em estados reduzidos, poupando principalmente a glutationa.

Onde encontrar: em frutas: melão, melão cantaloupe, frutas cítricas (laranjas, limões, tangerinas) kiwi, manga, mamão, abacaxi, mirtilo (blueberry), morango, framboesa e oxicoco (cranberry); e em vegetais: brócolis, couve flor de bruxelas, couve flor, pimentão vermelho e verde, espinafre, batata, batata doce, moranga e tomate.

• Vitamina E (tocoferois): a vitamina E é um conjunto de tocoferois, sendo o mais importante como agente antioxidante, o alfa-tocoferol. A vitamina E é solúvel em gordura (lipossolúvel), portanto, atua protegendo as membranas celulares (formadas por lipídios) da ação dos radicais livres. Também protege as lipoproteínas de baixa densidade (LDL) que atuam no transporte do colesterol.

Onde encontrar: óleos vegetais e derivados, folhas verdes, oleagionosas (castanha do pará, avelã, amêndoa, nozes) e sementes, cereais integrais e vegetais folhosos: espinafre, agrião, rúcula, entre outros.

• Cobre: essencial para o bom funcionamento do sistema de auto defesa endógeno, pois influencia a ação da enzima superóxido dismutase.

Onde encontrar: miúdos, frutos do mar, cereais integrais e em vegetais verde-escuros.

• Selênio: atua em conjunto com a vitamina E, combatendo a ação dos radicais livres. Colabora também para a formação normal da tireróide.

Onde encontrar: em produtos de origem animal, como miúdos e frutos do mar; em alimentos de origem vegetal, como cererais integrais e castanha do pará.

• Zinco: da mesma forma que o cobre, influencia a atuação da enzima superóxido dismutase.

Onde encontrar: alimentos de origem marinha, como ostras, lagosta, caranguejo. Em outros produtos de origem animal, como carne vermelha e carne de aves, leite e derivados. E em produtos de origem vegetal: feijões, nozes e grãos integrais.

Suplementos vitamínicos
Dessa maneira, é fundamental manter a qualidade do sistema de defesa antioxidante exógeno através da ingestão de antioxidantes.
Uma vez que as pessoas têm necessidades vitamínicas diferentes, tomar vitaminas em cápsulas pode não ser recomendável em todos os casos (veja mais aqui).
Apesar da ampla variedade de suplementos vitamínicos no mercado, é indicado que a suplementação seja feita apenas com base em uma recomendação médica, seguida de devido acompanhamento profissional.

11.337 – Os benefícios da vitamina D à saúde


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A vitamina D, exaustivamente estudada por cientistas ao redor do mundo, costuma dividir opiniões na comunidade médica. O nutriente pode ser encontrado em alimentos como bacalhau, salmão, leite e gema de ovo, mas sua fonte principal é o sol – o pivô da discordância. Enquanto alguns médicos defendem que a única maneira de garantir quantidades suficientes da vitamina é por meio do banho de sol sem o uso de protetor solar, outros defendem que a cota deve ser obtida com alimentos e suplementos.
Independentemente da fonte, a vitamina D traz diversos benefícios à saúde. O nutriente promove a absorção de cálcio e protege contra males ligados ao sistema ósseo, como fraturas e osteoporose. Mas não é só isso. Saiba o que mais a ciência já provou sobre a vitamina D.

Gera bebês mais saudáveis
Ter baixos níveis de vitamina D durante a gravidez significa transmitir menor quantidade do nutriente ao futuro bebê — o que pode ocasionar uma série de problemas. Um estudo da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, mostrou que a falta de vitamina D faz com que as mulheres deem à luz bebês com baixo peso, já que sem o nutriente a absorção de cálcio pelo organismo é prejudicada, e o crescimento ósseo, reduzido. Outra pesquisa, britânica, provou que filhos de mães com baixos níveis da vitamina têm chances 5% maiores de desenvolver esclerose múltipla na idade adulta.

Previne fraturas em idosos
A vitamina D é especialmente benéfica para idosos. Um estudo suíço mostrou que 20 microgramas diários do nutriente ajudam a evitar fraturas nas pessoas mais velhas, já que a vitamina auxilia na absorção de cálcio pelo organismo, fortalecendo os ossos. De acordo com outro estudo, realizado na Dinamarca, a ingestão de suplementos de cálcio e de vitamina D faz com que os idosos tenham maior expectativa de vida, reduzindo em 9% as chances de mortalidade em um período de três anos.

Combate o diabetes
A vitamina D pode ser aliada na luta contra o diabetes tipo 2. Em uma entrevista no livro ‘The Healing Power of Sunlight & Vitamin D’ (O poder de cura da luz do sol e da vitamina D, em tradução livre), o médico Michael Holick afirma que a falta da substância pode agravar os efeitos do diabetes tipo 2 no organismo. Isso porque a vitamina D regula a secreção de insulina pelo pâncreas e pode aumentar a sensibilidade ao hormônio. Já uma pesquisa alemã afirma que as propriedades anti-inflamatórias da vitamina protegem o organismo contra a doença.

Evita o câncer
Segundo Michael Holick no livro ‘The Healing Power of Sunlight & Vitamin D’, a vitamina D possui a capacidade de regular o crescimento celular. Por isso, pessoas que vivem em países onde a incidência dos raios solares é menor são mais propensas à deficiência de vitamina D e ao desenvolvimento de alguns tipos de câncer.

Fortalece o sistema imunológico
A vitamina D é capaz de estimular as defesas naturais do corpo, diminuindo o risco de infecções. Reforçando essa ideia, um estudo apresentado nos Estados Unidos provou que a razão pela qual os obesos têm mais alergias do que pessoas de peso normal está justamente na deficiência de vitamina D — a relação entre excesso de peso e a diminuição do nutriente no organismo já foi cientificamente comprovada.

Faz bem para os pulmões
Diversos estudos científicos já comprovaram a contribuição da vitamina D para a saúde pulmonar. Segundo um trabalho publicado no periódico ‘American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine’, em caso de infecção pulmonar, o nutriente é capaz de acelerar os efeitos do tratamento medicamentoso. Outro estudo, realizado pela Universidade Harvard, nos Estados Unidos, mostrou que a vitamina D tem um efeito protetor contra os efeitos do tabagismo na função pulmonar. De acordo com os pesquisadores, a falta do nutriente prejudica ainda mais a atividade dos pulmões dos fumantes.

Reduz os efeitos do Alzheimer
Segundo uma revisão de estudos realizada no Canadá, os resultados de testes cognitivos em pessoas com Alzheimer pioram quando a concentração de vitamina D está baixa. Os cientistas não sabem ainda, contudo, que condição dá origem à outra — se é a falta de vitamina D que ocasiona o Alzheimer, ou o contrário.

Afasta doenças cardiovasculares
Cientistas da Universidade da Dinamarca acompanharam mais de 10 000 pessoas por 29 anos e constataram: o risco de infarto e morte aumenta quando há deficiência de vitamina D no organismo. O nutriente participa do controle das contrações do músculo cardíaco. Além disso, quando seus níveis estão baixos, pode haver acúmulo de cálcio nas paredes das artérias, favorecendo a formação de placas que aumentam a probabilidade de infarto e derrame.

11.216 – A Vitamina B12


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Deficiência de vitamina B12 é causa de anemia acompanhada ou não por dificuldade para andar e parestesias ou formigamentos de distribuição simétrica, principalmente nas pernas, pés e mãos.
Pode haver ainda palidez, inchaço, hiperpigmentação da pele, icterícia e fraqueza muscular. Inflamações na língua, má absorção de nutrientes, infertilidade e tromboses são menos frequentes.
A vitamina B12 é essencial para a formação, integridade e maturação das hemácias. Em sua ausência, elas aumentam de volume e o tamanho do núcleo fica desproporcional ao do citoplasma. Na medula óssea — local em que são produzidas — o número de células chega a aumentar tanto que o aspecto simula o das leucemias.
É uma vitamina necessária para o desenvolvimento e manutenção das funções do sistema nervoso. Sem ela, a mielina que recobre os nervos (como a capa de proteção faz com os fios elétricos) sofre um desgaste que recebe o nome de desmielinização, processo que ocorre tanto em neurônios de nervos periféricos, quanto naqueles da substância branca do cérebro.
A principal fonte de B12 está nos alimentos de origem animal. Mas, para absorvê-la, o tubo digestivo depende de fatores intrínsecos presentes num grupo especial de células do estômago (células parietais) e de receptores localizados no íleo.
A causa mais frequente da deficiência de B12 é a perda desse fator intrínseco produzido pelas células parietais, associada a um tipo de gastrite (gastrite atrófica). A anemia resultante é denominada anemia perniciosa, nome inadequado, porque não leva em consideração as manifestações neurológicas.
A anemia perniciosa resulta de um mecanismo autoimune em que a própria resposta imunológica destrói as células parietais do estômago. Como consequência, ocorre perda do fator intrínseco necessário para a ligação com a vitamina B12 ingerida.
A prevalência é de 50 a 4.000 casos em cada cem mil habitantes. É mais comum em descendentes de africanos e europeus do que em asiáticos. É preciso estar atento às formas leves de gastrite atrófica que ocorrem em até 20% das pessoas mais velhas.
A reposição de B12 provoca regressão rápida do quadro. Quanto mais prolongada a deficiência, mais lenta e incompleta a recuperação.

Outras causas da deficiência:

1) Cirurgias que reduzem as dimensões do estômago, como as gastrectomias totais ou parciais e as cirurgias bariátricas;

2) Doenças inflamatórias do intestino e as que provocam má absorção;

3) Uso crônico de medicamentos para reduzir a concentração de ácido no suco gástrico (omeprazol, ranitidina, etc.);
Embora níveis sanguíneos de B12 muito baixos estejam associados à deficiência, é raro encontrá-los. Resultados na faixa de normalidade não excluem a possibilidade de haver déficit. Exames falso-negativos e falso-positivos são frequentes.
O diagnóstico é feito com base nas dosagens sanguíneas de ácido metilmalônico e homocisteína, que se encontram elevadas em 98% dos casos. Como a reposição vitamínica provoca diminuição progressiva dessas concentrações, a primeira dosagem deve ser pedida antes de iniciar o tratamento.
A reposição começa com uma dose de ataque de oito a dez ampolas de 1.000 microgramas, por via intramuscular; seguidas de uma ampola por mês. A dose por via oral é de 1.000 a 2.000 microgramas diárias.
A anemia geralmente é corrigida em dois meses. O quadro neurológico regride parcial ou completamente em seis meses. O tratamento é mantido por períodos longos ou pela vida toda.

s. O tratamento é mantido por períodos longos ou pela vida toda.

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10.585 – Saúde – Menu anticâncer (?)


Pergunta que move experiências em laboratório e levantamentos populacionais pelo mundo inteiro. E que faz muito sentido, uma vez que, tudo leva a crer, nossas escolhas alimentares pesam em nossa suscetibilidade a tumores. De acordo com Antônio Carlos Buzaid, chefe do Centro de Oncologia Antônio Ermírio de Moraes, do Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo, embora haja controvérsia sobre o papel isolado de certos nutrientes, já não restam dúvidas de que a dieta pode interferir no destino das nossas células. “Estudos com diversas populações mostram que a ingestão adequada de vegetais diminui a probabilidade da doença”.
É aí que entra e começa a pecar o cardápio do brasileiro. Segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE, nove em cada dez cidadãos consomem menos do que 400 gramas de frutas e hortaliças por dia, meta equivalente a cinco porções e recomendada pelo Fundo Internacional de Pesquisa em Câncer. Esse débito, consequência das rotinas atribuladas e das mudanças no padrão alimentar, só vem contribuir para que os números da doença no país sigam em ascensão – calcula-se que, em 2014, serão mais de meio milhão de novas vítimas. “Em vez de lavar, picar e temperar uma verdura, as pessoas partem direto para o sanduíche com embutidos”, descreve o jantar de muita gente a médica Lunamaris de Abreu, da Associação Brasileira de Nutrologia. Hoje se economiza tempo, mas amanhã ou depois…
Parece discurso batido esse de privilegiar os alimentos de origem vegetal, mas o fato é que, até o momento, nada os supera na posição de guarda-costas do organismo. Direta ou indiretamente, substâncias fornecidas por alho, tomate e brócolis impediriam danos ao DNA das células. Esses danos são o primeiro passo para a multiplicação celular perder o controle e dar origem a um tumor. Por serem fibrosos, frutas, verduras e legumes ainda promovem outra blindagem, sobretudo no sistema digestivo. “As fibras favorecem o trânsito intestinal e reduzem o contato das mucosas com moléculas cancerígenas”, aponta o nutricionista Fábio Gomes, do Inca.
No reino animal, enquanto o exagero na carne vermelha é um dos maiores alvos de crítica, a boa reputação continua mesmo a cargo dos peixes ricos em ômega-3, como a sardinha. “A ingestão rotineira dessa gordura está associada a uma queda de 14% no risco de câncer de mama”, conta Rita de Cássia Castro, professora de nutrição da Universidade Potiguar, em Natal (RN). E por que o de mama? Eis uma das questões que formam o complexo quebra-cabeça do elo entre alimentação e câncer. Ao que tudo indica, existem áreas do corpo mais sensíveis aos efeitos da dieta.

10.584 – Mega Polêmica – Vitaminas podem turbinar câncer


(o ☻ Mega questiona tais estudos)

Um estudo feito pela Universidade de Gotemburgo, na Suécia, descobriu que o consumo das vitaminas A, C e E acelerou o crescimento de tumores de pulmão em ratos de laboratório. “A taxa de sobrevivência deles caiu pela metade”, diz Martin Bergö, líder do estudo. Os cientistas constataram que as vitaminas inibem a ação de uma proteína chamada p53, que atua como supressora de tumores.

Quando detecta mutações, essa proteína obriga a célula a se suicidar antes que se multiplique e vire um tumor. Ou seja: a p53 funciona como uma patrulheira anticâncer. Em ratos, os suplementos vitamínicos reduzem a proteção natural oferecida por essa enzima.
Não se sabe se o mesmo mecanismo é válido para seres humanos, mas há indícios de que o consumo de suplementos possa ser perigoso para pessoas que já tenham tumores, ainda que pequenos, ou pertençam a algum grupo de risco.
Estudos anteriores já haviam apontado que suplementos contendo vitamina A elevam o risco de câncer de pulmão em fumantes e pílulas de vitamina E aumentam em 17% o risco de câncer de próstata em homens acima de 55 anos.
“Nosso estudo não diz nada sobre o efeito (do consumo de suplementos) em pessoas saudáveis”, adverte Bergö. Mas, por via das dúvidas, ele aconselha que as vitaminas sejam ingeridas por meio de uma alimentação balanceada – e não pelo consumo de cápsulas ou comprimidos.

De Planeta Sustentável

9998 – Vitamina D pode ajudar a reduzir o colesterol em mulheres


Diferentes estudos já sugeriram que a vitamina D pode proteger o coração, e agora uma nova pesquisa ajuda a explicar como isso acontece. De acordo com o trabalho, feito na Universidade Thomas Jefferson, nos Estados Unidos, suplementos diários do nutriente reduzem os níveis de colesterol “ruim” (LDL) na corrente sanguínea e, consequentemente, contribuem com a prevenção de doenças cardíacas.
Para chegar a essa conclusão, os autores do estudo selecionaram 576 mulheres que já haviam passado pela menopausa. O risco de doenças cardíacas é maior nessa fase da vida da mulher porque a produção de estrogênio, hormônio que protege o coração, diminui. As participantes passaram a tomar suplementos que combinavam vitamina D e cálcio ou então doses de placebo diariamente e ao longo de dois anos. Além disso, os pesquisadores coletaram, no início e no final do estudo, amostras de sangue das participantes para analisar seus níveis de colesterol.
Após ajustar os resultados em relação a outros fatores de risco ao coração, como tabagismo e consumo de álcool, a equipe descobriu que as mulheres que ingeriram vitamina D apresentaram uma pequena, porém notável redução nos níveis de LDL. O mesmo benefício não foi observado nas participantes do grupo do placebo.
Segundo Peter Schantz, o efeito da vitamina D pode ser significativo na prevenção contra doenças cardíacas, mas não é possível dizer que o nutriente, sozinho, seja capaz de evitar a condição nas pessoas. Para isso, é preciso que as pessoas continuem tomando outros cuidados, como não fumar, praticar exercícios e se alimentar de forma correta. O estudo foi publicado na edição deste mês do periódico Menopause.

9997 – Saúde – Os Benefícios da Vitamina D


Ter baixos níveis de vitamina D durante a gravidez significa transmitir menor quantidade do nutriente ao futuro bebê — o que pode ocasionar uma série de problemas. Um estudo da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, mostrou que a falta de vitamina D faz com que as mulheres deem à luz bebês com baixo peso, já que sem o nutriente a absorção de cálcio pelo organismo é prejudicada, e o crescimento ósseo, reduzido. Outra pesquisa, britânica, provou que filhos de mães com baixos níveis da vitamina têm chances 5% maiores de desenvolver esclerose múltipla na idade adulta.
A vitamina D é especialmente benéfica para idosos. Um estudo suíço mostrou que 20 microgramas diários do nutriente ajudam a evitar fraturas nas pessoas mais velhas, já que a vitamina auxilia na absorção de cálcio pelo organismo, fortalecendo os ossos. De acordo com outro estudo, realizado na Dinamarca, a ingestão de suplementos de cálcio e de vitamina D faz com que os idosos tenham maior expectativa de vida, reduzindo em 9% as chances de mortalidade em um período de três anos.
A vitamina D pode ser aliada na luta contra o diabetes tipo 2. Em uma entrevista no livro ‘The Healing Power of Sunlight & Vitamin D’ (O poder de cura da luz do sol e da vitamina D, em tradução livre), o médico Michael Holick afirma que a falta da substância pode agravar os efeitos do diabetes tipo 2 no organismo. Isso porque a vitamina D regula a secreção de insulina pelo pâncreas e pode aumentar a sensibilidade ao hormônio. Já uma pesquisa alemã afirma que as propriedades anti-inflamatórias da vitamina protegem o organismo contra a doença.
A vitamina D pode ser aliada na luta contra o diabetes tipo 2. Em uma entrevista no livro ‘The Healing Power of Sunlight & Vitamin D’ (O poder de cura da luz do sol e da vitamina D, em tradução livre), o médico Michael Holick afirma que a falta da substância pode agravar os efeitos do diabetes tipo 2 no organismo. Isso porque a vitamina D regula a secreção de insulina pelo pâncreas e pode aumentar a sensibilidade ao hormônio. Já uma pesquisa alemã afirma que as propriedades anti-inflamatórias da vitamina protegem o organismo contra a doença.
A vitamina D é capaz de estimular as defesas naturais do corpo, diminuindo o risco de infecções. Reforçando essa ideia, um estudo apresentado nos Estados Unidos provou que a razão pela qual os obesos têm mais alergias do que pessoas de peso normal está justamente na deficiência de vitamina D — a relação entre excesso de peso e a diminuição do nutriente no organismo já foi cientificamente comprovada.

sistema-imunologico

Diversos estudos científicos já comprovaram a contribuição da vitamina D para a saúde pulmonar. Segundo um trabalho publicado no periódico ‘American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine’, em caso de infecção pulmonar, o nutriente é capaz de acelerar os efeitos do tratamento medicamentoso. Outro estudo, realizado pela Universidade Harvard, nos Estados Unidos, mostrou que a vitamina D tem um efeito protetor contra os efeitos do tabagismo na função pulmonar. De acordo com os pesquisadores, a falta do nutriente prejudica ainda mais a atividade dos pulmões dos fumantes.
Segundo uma revisão de estudos realizada no Canadá, os resultados de testes cognitivos em pessoas com Alzheimer pioram quando a concentração de vitamina D está baixa. Os cientistas não sabem ainda, contudo, que condição dá origem à outra — se é a falta de vitamina D que ocasiona o Alzheimer, ou o contrário.
Cientistas da Universidade da Dinamarca acompanharam mais de 10 000 pessoas por 29 anos e constataram: o risco de infarto e morte aumenta quando há deficiência de vitamina D no organismo. O nutriente participa do controle das contrações do músculo cardíaco. Além disso, quando seus níveis estão baixos, pode haver acúmulo de cálcio nas paredes das artérias, favorecendo a formação de placas que aumentam a probabilidade de infarto e derrame.

8230 – Bioquímica – O que as Vitaminas Podem Fazer por Você


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Os médicos estão reaprendendo quase tudo sobre as vitaminas. Algumas descobertas recentes mostram que essas substâncias podem retardar o aparecimento dos sinais da velhice, afastar alguns tipos de câncer e diminuir pela metade as chances de um ataque cardíaco. Mas atenção: as pesquisas mostram também que as dietas mais saudáveis e diversificadas, aquelas à base de legumes, carnes, peixes e frutas, fornecem apenas a quantidade e variedade de vitaminas necessárias à boa nutrição. É pouco. Para se beneficiar dos efeitos de cura, as pessoas precisam ingerir algumas vitaminas em dosagens tão elevadas que é preciso recorrer às cápsulas, à venda no mercado. A indústria farmacêutica está rindo à toa.
Os cientistas de alguns dos mais sérios centros de pesquisa do mundo garantem que não se trata de um golpe publicitário. “Os resultados são fortes demais para ser ignorados”, diz o americano Meir Stampfer, pesquisador da Escola de Medicina de Harvard, co-autor de um trabalho revolucionário sobre as vitaminas e a saúde do coração que saiu no mês passado no The New England Journal of Medicine, a mais respeitada publicação médica dos Estados Unidos. Stampfer e seus colegas chegaram à conclusão de que 100 unidades de vitamina E por dia, seis vezes mais que a dosagem convencionalmente recomendada pelos médicos, diminuem em mais de 40% o risco de ataques cardíacos em homens.
Para obter com alimentos 100 unidades de vitamina E, a pessoa precisa comer 1,5 quilo de alface, 3,5 quilos de gema de ovo ou 20 quilos de banana. A vitamina E é vendida em cápsulas de 100 a 1.000 unidades em farmácias brasileiras a preços que variam de 20 a 100 reais.
Se o que se busca é apenas a vitamina em questão, fica mais barato comprar a cápsula em vez de passar na feira. “A nova geração de pesquisas sobre vitaminas pode estar encontrando um jeito muito mais econômico de tratar e prevenir as doenças crônicas”, acredita o médico Charles Butteworth, da Universidade do Alabama. A conta de Butteworth se baseia em conclusões que muitas pesquisas estão revelando. Doses elevadas de vitaminas, além de proteger o coração, ajudam a combater a fadiga crônica e adiar a perda de cálcio dos ossos, que começa por volta dos 40 anos de idade.
Alguns tipos de câncer, como o de pulmão, ao qual os fumantes são mais suscetíveis, poderiam ser evitados em muitas pessoas com megadoses de vitaminas. Um estudo recente da Universidade do Alabama, nos Estados Unidos, mostrou que os fumantes que tomam vitamina B 12 e ácido fólico (1.000 microgramas por dia) têm menos chance de desenvolver câncer de pulmão que os fumantes que não ingerem suplementos. Esse novo poder atribuído às vitaminas está surpreendendo os médicos. A maior surpresa é que eles próprios estão se servindo das pílulas, convencidos de que elas podem ajudá-los a viver melhor e por mais tempo. O médico americano Jerome Cohen, professor de Medicina Interna da Universidade de Saint Louis, confessou à revista Newsweek que nunca acreditou que as vitaminas pudessem fazer alguma coisa “por um adulto já saudável”. Mudou de ideia. Hoje Cohen toma todos os dias uma cápsula com 400 unidades de vitamina E – a mesma quantidade de vitamina que seria fornecida por 25 xícaras cheias de amendoins.
Até bem pouco tempo atrás, havia muita resistência à idéia de que superdosagens de vitaminas pudessem ter um papel na prevenção de doenças cardíacas, de alguns tipos de câncer ou na atenuação dos sinais da velhice. Como regra geral, os médicos preferiam receitar a seus pacientes as pequenas dosagens recomendadas oficialmente pelas autoridades de saúde. As novas pesquisas abriram a possibilidade para os médicos de receitar doses maiores a si próprios e a seus pacientes. “Existem evidências concretas de que as vitaminas A, C e E desaceleram o envelhecimento. É por isso que eu as estou tomando”, diz Elisaldo Carlini, professor de Psicobiologia da Escola Paulista de Medicina. Uma das maiores autoridades brasileiras em drogas e medicamentos, Carlini é uma voz insuspeita. Ele dirige o Cebrid, um centro de pesquisas que há anos é uma trincheira de combate a laboratórios fraudulentos e à mania brasileira de automedicação. A trincheira de Carlini continua a mesma. A vitamina é que virou coisa séria.
O cardiologista carioca Carlos Scherr, um médico jovial de vida social intensa, é um entusiasta dos efeitos da vitamina C. Ele toma até 4 gramas dela todos os dias. A vitamina C parece ser uma boa aposta. As pesquisas mais recentes serviram para dinamitar um velho mito em torno dessa vitamina. Descobriu-se que, ao contrário do que se acreditava, ela pode pouco contra os resfriados. Em compensação, mostrou-se uma promissora arma de ataque contra alguns males mais insidiosos do mundo moderno. Toda a popularidade das vitaminas começou nos anos 60, quando o prestigiado cientista americano Linus Pauling, duas vezes ganhador do Prêmio Nobel, anunciou que curava suas gripes com doses de até 10 gramas diárias de vitamina C. Até hoje nenhuma pesquisa conseguiu mostrar que a vitamina C tem o poder de curar a gripe ou de preveni-la. O máximo que se comprovou nesse campo, numa pesquisa com 641 crianças americanas em 1974, é que os sintomas da gripe duram menos e são menos intensos em pessoas que tomam 500 miligramas diárias de vitamina C.
Pauling faleceu aos 92 anos de câncer de próstata. Quando vivo afirmou: “Ganhei vinte anos”, disse ele. O câncer de próstata se manifesta mais comumente por volta dos 70 anos de idade. Em Pauling a doença só apareceu depois dos 90.
Os cientistas conseguiram decifrar recentemente o que se passa no íntimo das células quando elas são banhadas com hiperdosagens de um coquetel de vitaminas C, E e betacaroteno. Esse grupo de vitaminas chamadas “antioxidantes” é uma das mais promissoras fronteiras de combate preventivo a doenças abertas pela medicina moderna.
O que os cientistas enxergaram no metabolismo celular regado por esse coquetel foi algo formidável. Essas vitaminas mostraram-se capazes de conter a ação dos chamados radicais livres, substâncias que, à semelhança de seus homônimos na política, destroem o tecido celular, deixando o organismo mais vulnerável a todo tipo de agressão. As vitaminas funcionariam como poderosos lança-chamas químicos, fortes o bastante para volatilizar os radicais livres, compostos tóxicos que vagam pela corrente sanguínea corroendo as membranas das células e perturbando o bom funcionamento dos órgãos internos. Os radicais livres, que as vitaminas combatem, estão na raiz de muitos males, desde a fadiga até doenças mais graves como o câncer e moléstias degenerativas como a catarata. Para muitos médicos as evidências atuais já bastam para que os adultos sadios aumentem seu consumo de vitaminas. Antes eles aconselhavam que, na dúvida, era preciso esperar mais para aderir aos coquetéis de vitaminas. Agora dizem que, mesmo que algumas dúvidas ainda persistam, o melhor a fazer é correr até a farmácia da esquina.
Só agora surgiram as primeiras evidências científicas incontestáveis de que o banho químico das vitaminas pode ser um bom investimento no corpo. No ano passado, o médico James Enstron, epidemiologista da Escola de Saúde Pública da Universidade da Califórnia, Los Angeles, divulgou um estudo que mostra o impacto do consumo de vitamina C na atenuação de alguns sinais de envelhecimento. Durante dez anos, Enstron monitorou 11.348 pessoas, com idade entre 25 e 74 anos. Descobriu diversos efeitos positivos em homens que tomaram uma boa quantidade de vitamina C – em média de 300 miligramas por dia, ou cinco vezes a dose mínima convencional. Em primeiro lugar, quem ingeriu vitamina C teve 42% menos ataques cardíacos do que o grupo que não tomou nenhum nutriente. Em segundo lugar, observou-se que os consumidores de altas doses de vitamina C tiveram menos distúrbios de visão ao longo do tempo. Com base em suas observações, Enstron fez uma projeção: as pessoas que tomam 300 miligramas de vitamina C por dia têm chances de viver, em média, seis anos mais do que aquelas que não ingerem suplementos vitamínicos.
A promoção das vitaminas da condição de alimento para a de remédio está permitindo aos médicos abordar certas doenças com mais sucesso do que podiam há alguns anos. Uma vitamina chamada ácido fólico, que até recentemente era receitada em pequenas doses para evitar o aparecimento de um tipo de anemia comum apenas entre populações miseráveis submetidas a uma fome etíope, agora é vista de outra forma. Médicos do Centro de Controle de Doenças de Atlanta descobriram que ele é capaz de reduzir à metade o risco de uma deformação congênita da espinha dorsal do embrião que ataca uma em cada 1.000 crianças. Para proteger-se, não basta que as mulheres grávidas comam alimentos ricos em ácido fólico. Segundo as pesquisas recentes, elas precisariam tomar pílulas com megadosagens de 400 a 800 microgramas diárias da substância durante as seis primeiras semanas de gravidez.
Outro exemplo de virada espetacular é a nicotinamida. Há décadas os médicos sabem que a ausência total dessa vitamina na dieta aprofunda as anemias. O que se descobriu agora é que altas doses de nicotinamida podem aliviar os efeitos de uma doença muito mais séria, a diabete juvenil. Uma pesquisa mostrou que os diabéticos juvenis que tomaram várias vezes a dosagem diária convencional de nicotinamida conseguiram preservar uma parte das células pancreáticas que normalmente são danificadas pela diabete. “Essa pesquisa é uma revolução no tratamento da diabete juvenil”, diz o endocrinologista paulista Geraldo Medeiros, um dos mais atualizados médicos brasileiros. “Doses grandes de nicotinamida administradas na idade certa podem preservar até metade das células que, de outra forma, seriam destruídas pela doença.”

Médicos da universidade americana de Tufts mostraram no ano passado que as pessoas com mais de 60 anos precisam tomar quase 3 miligramas de vitamina B 6 por dia, ou seja, 30% a mais do que os adultos jovens. O mesmo estudo demonstrou que a necessidade de vitamina D cresce com o passar dos anos. De 200 unidades diárias na idade adulta a pessoa deve aumentar o consumo para 400 unidades depois dos 60 anos, para evitar danos aos rins e adiar os efeitos da perda de cálcio pelos ossos. Os médicos recomendam que as mulheres depois da menopausa tomem também todos os dias até 500 microgramas de vitamina K. Essa vitamina, que nos organismos jovens regula a coagulação sanguínea, nas mulheres mais velhas ajudaria a diminuir em até 50% a velocidade da descalcificação óssea.
São chamadas vitaminas treze substâncias orgânicas que desempenham um papel vital no organismo: ajudam a regular as reações bioquímicas que mantêm vivas as células. Na primeira metade deste século, descobriu-se que doenças como o beribéri e o escorbuto são causadas pela escassez de vitaminas e que elas têm um papel no combate às deficiências nutricionais. A ciência vive hoje a segunda onda das vitaminas, marcada pela descoberta de que seus efeitos vão muito além da nutrição. Vitaminas são encaradas como remédios poderosos capazes de prevenir doenças crônicas e até segurar um pouco o passo do relógio do envelhecimento.
Os médicos advertem também que ninguém deve consumir cápsulas com muita vitamina B 5 na esperança de que o cabelo volte a crescer. Também é bobagem tomar superdoses de vitamina A na expectativa de enxergar melhor ou empanturrar-se de B 12 para aguçar a memória e a concentração. Não existe ainda a cápsula da beleza, da inteligência ou da vida eterna. Tampouco há a cápsula que substituiu todos os nutrientes de uma bela refeição – nem os prazeres. Mas já é possível, à luz da ciência, comer fartamente sem sobrepeso ao organismo ou à consciência. Pesquisas recentes mostram que o vinho tinto, o azeite de oliva e uma iguaria, o foie gras, apesar de saborosos fazem um bem enorme à saúde. O que se descobriu a respeito das superdoses de vitaminas aponta para ganhos extraordinariamente significativos que afastam o espectro de doenças fatais como o enfarte e o câncer. Mas não se trata, ainda, de uma droga mágica. Muitos médicos temem que o entusiasmo pelas vitaminas contamine os pacientes, que, sentindo-se protegidos, passem a negligenciar cuidados óbvios com a saúde, como fazer algum tipo de exercício físico, alimentar-se com uma dose razoável de bom senso e não abusar de álcool ou do fumo. “É um erro entupir-se de cápsulas de vitamina e achar que só isso dá saúde”, diz Scherr.
Há uma tendência entre os médicos de receitar cada vitamina em separado, em vez de recorrer aos complexos. As informações sobre as dosagens mudaram muito e nem todos os multivitamínicos acompanharam as novas pesquisas. Há compostos com ferro demais e vitamina E de menos que foram formulados numa época em que as pesquisas não haviam ainda mostrado a importância relativa dessas duas substâncias. Receitando vitaminas isoladamente, os médicos conseguem fazer uma cesta básica mais de acordo com as necessidades de cada paciente.
Estima-se que cerca de 1 milhão de brasileiros consome regularmente vitaminas em cápsulas, movimentando um mercado de 140 milhões de dólares por ano. São números que não se comparam à legião dos aficionados nos Estados Unidos, onde quatro em cada dez pessoas tomam cápsulas de vitaminas. Mas o número de brasileiros que colocam fé nas vitaminas está crescendo. Há cerca de dois anos, as vitaminas desbancaram os analgésicos no primeiro lugar do mercado de medicamentos vendidos sem receita médica.
Uma dieta de saúde que protege o coração e afasta o perigo do câncer deve incluir um copo de bom vinho tinto, de preferência um Bordeaux, patê de fígado, muito azeite e um pouco de alho. Parece bom demais para ser verdade? Segundo pesquisadores de algumas das escolas de medicina mais conceituadas do mundo, o único problema com a dieta acima é o preço. Com respeito à saúde não pode haver comida melhor. Em 1991 o Inserm, o equivalente francês do Ministério da Saúde, anunciou os resultados de uma longa pesquisa sobre hábitos alimentares. O Inserm concluiu que o vinho tinto protege o coração, dissipando as plaquetas, que provocam coágulos e entopem as artérias. “Os franceses comem mais gordura, exercitam-se menos, mas têm 40% menos ataques cardíacos do que os americanos graças ao consumo de vinho tinto”, afirma a pesquisa do Inserm.
Na mesma época descobriu-se que o componente benéfico da bebida é o resveratrol, presente em quase todos os tipos de vinho tinto mas especialmente abundante naqueles da região de Bordeaux. Viva a França! Poucos meses depois, os cientistas encontraram substâncias protetoras da saúde em outra glória da mesa francesa, o foie gras, o fígado de ganso. Isso mesmo, aquela deliciosa pasta gordurosa faz bem ao coração. Os habitantes da Gasconha, região francesa onde se come, em média, cinqüenta vezes mais foie gras do que no resto do mundo, têm as menores taxas de ataque cardíaco do país.
Da boa mesa de saúde já faziam parte dois outros ingredientes preciosos, o azeite de oliva e o alho. Embora contenha muitas calorias, o azeite de oliva apresenta certos componentes, como o ácido linoléico e o ácido oléico, que ajudam o fígado a sintetizar HDL, o chamado bom colesterol, que funciona como um desentupidor de artérias. As potencialidades do alho na supressão de células cancerosas estão sendo estudadas nas universidades de Yale e Stanford, ambas de grande tradição científica nos Estados Unidos. Os resultados preliminares são encorajadores. Na Alemanha, numa pesquisa supervisionada pelo governo, 261 pacientes receberam diariamente cápsulas com 800 miligramas de extrato de alho desodorizado. O resultado foi uma redução de 12% nas taxas de colesterol. Vinho, foie gras, azeite e alho já permitem fazer um belo almoço. No final, tendo ou não dor de cabeça por causa do vinho, pode-se tomar um comprimido de aspirina. Um estudo publicado no The New England Journal of Medicine há quatro anos mostrou que um comprimido de aspirina a cada dois dias pode diminuir em 44% as chances de um ataque cardíaco.

7100 – A poderosa vitamina D


Os livros didáticos disponíveis atualmente ensinam que a vitamina D é essencial na formação dos ossos e dentes. Mas esses textos precisarão ser reformulados para acrescentar uma longa lista de benefícios descobertos recentemente, que revelam que a substância faz muito mais pelo organismo do que se imaginava. Ela ajuda a emagrecer, fortalece o sistema de defesa do organismo, auxilia na prevenção e tratamento de doenças como a diabetes e a hipertensão e está associada a uma vida mais longa – para falar somente de alguns de seus efeitos positivos. Por essa razão, a vitamina tornou-se a mais nova queridinha dos médicos em todo o planeta. Muitos já estão solicitando a seus pacientes que meçam sua concentração no corpo e façam sua reposição se assim for necessário.
Um dos achados mais reveladores – e que ajuda a sustentar a nova atitude dos médicos – surgiu de um trabalho de cientistas da Universidade de Oxford, na Inglaterra. Eles sequenciaram o código genético humano para averiguar quais regiões do DNA apresentavam receptores para a vitamina. Receptores são uma espécie de fechadura química só aberta por chaves compatíveis – nesse caso, a vitamina D –, para liberar o acesso e a ação do composto à estrutura à qual pertencem.
O time de Oxford descobriu nada menos do que 2.776 pontos de ligação com receptores de vitamina D ao longo do genoma.
A outra comprovação inquestionável do poder abrangente da vitamina no corpo humano veio de uma ampla revisão de trabalhos científicos realizada pela Sociedade Americana de Endocrinologia cujo resultado foi divulgado há dois meses.
Muito do que se sabe a respeito dos novos benefícios da substância é referente à diabetes tipo 2, que hoje exibe proporções epidêmicas no mundo. Trabalhos demonstram que níveis baixos da substância estão relacionados a uma disfunção ligada à origem da doença chamada resistência à insulina. A insulina é o hormônio que permite a entrada, nas células, da glicose circulante no sangue. No caso da diabetes tipo 2, ela não consegue cumprir sua função corretamente e o resultado é o acúmulo de glicose na circulação sanguínea, o que caracteriza a enfermidade.
Só por ajudar no controle da diabetes e da obesidade – dois fatores de risco para doenças cardíacas –, a vitamina já poderia ser chamada de aliada do coração. No entanto, descobriu-se que ela combate também a hipertensão, bloqueando a ação de uma enzima envolvida na elevação da pressão arterial.
Até as complexas doenças autoimunes se revelam sensíveis à vitamina. Essas enfermidades são desencadeadas por uma disfunção do sistema de defesa que faz com que ele comece a atacar o próprio organismo. Se ataca proteínas localizadas nas articulações, deflagra a artrite reumatoide. Se forem células da pele, há vitiligo ou psoríase. Nesse campo, a substância também tem sido vista como uma esperança, inclusive para pacientes de esclerose múltipla, enfermidade autoimune que acomete células nervosas e leva à perda gradual dos movimentos. Já se sabe que o seu avanço é mais rápido em quem convive com níveis baixos da substância, conforme documentou um estudo da Universidade de Maas­tricht, na Holanda, a partir do acompanhamento de 267 pessoas com a doença.

Na Unifesp, mais de 800 portadores de esclerose múltipla estão recebendo doses do composto, sob responsabilidade do neurologista Cícero Galli Coimbra, um entusiasta do tratamento. “São doentes com déficit comprovado e resistência genética à vitamina”, explica o médico. “É uma terapia eficiente, que precisa ser divulgada”, diz Coimbra, criador do Instituto de Autoimunidade, voltado a esse tipo de tratamento.
Na mesma linha de intervenção segue a Universidade de Toronto, no Canadá. Pacientes com a enfermidade lá tratados apresentaram uma notável diminuição da perda de células nervosas. No entanto, o tratamento é considerado complementar e tem opositores. A terapia convencional da doença é feita com o medicamento interferon-beta, que modula o sistema imunológico.
A pesquisa das ligações do composto com o câncer é um campo dos mais desafiadores para os pesquisadores. Em junho, cientistas da Universidade da Carolina do Norte (EUA) anunciaram que pacientes com tumor de pâncreas com maior quantidade de receptores para a substância têm sobrevida maior do que os outros. Antes, eles já tinham sido encontrados pelos cientistas britânicos em áreas associadas à leucemia linfática crônica e câncer colorretal. Há também suspeita de que a vitamina regule genes ligados aos tumores de próstata e pesquisas mostrando doses deficientes em mulheres com câncer de mama.

5326 – Qual é o alimento que contém mais vitaminas?


O campeão é mesmo o nada apetitoso fígado, não importa se de galinha ou de boi. Uma das principais fontes de nove dos 11 tipos de vitamina, essa carne só não contém a C e a E. Em segundo lugar, vêm os ovos em geral, com sete diferentes vitaminas. Ainda assim, os nutricionistas consultados advertem que esse enfoque “competitivo” não deve influenciar a dieta de ninguém – ou seja, comer bife de fígado e omelete todos os dias jamais eliminaria a necessidade de outros alimentos e nutrientes. Não há carne, fruta ou legume que inclua todas as vitaminas e sais minerais, por isso é necessário ter uma alimentação balanceada, variada e saudável.

2496-Nutrição – Entendendo as funções das vitaminas


São indispensáveis. Os suplementos são necessários apenas as pessoas que não, estão bem de saúde, sofrem de doenças crônicas ou não se alimentam bem. Algumas tem efeito tóxico quando ingeridas em excesso por período prolongado.
A vitamina A – é encontrada em diversos alimentos de origem animal, como fígado e óleo de fígado de peixe. Gema de ovo e derivados de leite. O retinol produzido pelo organismo é uma forma ativa da vitamina A, a partir do betacaroteno existente em verduras e em frutas e legumes de cor amarelo-laranja. É importante para a visão. A B1, controla enzimas envolvidas nas reações químicas que transformam glicose em energia. Também chamada de tiamina, é encontrada em alimentos de origem animal e vegetal Niacina, têm 2 formas: nicotiamina e ácido nicotínico. O organismo produz em pequenas quantidades, a partir do triptofano, um aminoácido liberado durante o metabolismo das proteínas. Ajuda a produzir energia a partir das gorduras e carbohidratos. A B2 ajuda na produção de hormônios. É também chamada de riboflavina, encontrada no leite, queijo, ovos, verdura e levedo de cerveja.
Ácido fólico» Necessário a formação de novas hemáceas na medula óssea. Vitamina C » Preserva gengivas e vasos sangüíneos, ajuda sistema imunológico e a cicatrização. É encontrada no morango, laranja. Acerola, limão e etc.
Vitamina D » Fortalece ossos e dentes. Encontrada no salmão, leite, ovos, etc, mas a maior fonte é a luz solar. Vitamina E » Retarda o envelhecimento das células encontrada na margarina, cereais, verduras, peixe, carne e castanhas. Seus efeitos tóxicos ainda estão em estudos.

A Vitamina E


É anti-oxidante e recomenda-se o uso de suplementos. Quanto mais gordura, maior a necessidade da vitamina. Sem ela, poli insaturados como óleos vegetais ficam rançosos, formando peróxidos que são altamente tóxicos e causadores de danos ao sangue, transformaram o alimento em veneno. Como é eliminada na refinação dos alimentos, a maneira mais segura de obtê-la é com os suplementos e óleo de germe de trigo. Os tocoferóis são formas de álcool contidas no óleo, e cada 1 deles é uma fração da vitamina total. É solúvel em gordura e não pode ser absorvida pelo corpo, salvo se houver um pouco de gordura no intestino. O ferro destroi a vitamina, não devendo os 2 nutrientes a serem tomados em conjunto. Pesquisas médicas demonstraram que a dieta ocidental por si só não proporciona quantidade adequada de vitamina E. Os russos já descobriram há muito tempo que os suplementos dão impulso no desempenho dos atletas. Segundo os resultados de testes realizados no início da década de 1970, o suplemento diário recomendado seria de mais ou menos 300 mg. Por ser anti-oxidante, mantém mais oxigênio puro a disposição dos tecidos para a produção de energia. Mais oxigênio = mais fôlego.
Os veterinários também tem experimentado a vitamina em cavalos de corridas e o percentual de vitórias saltou para 66% no primeiro ano da suplementação, mas no ano seguinte, chegaram ao auge da eficiência com doses dobradas ou triplicadas. A vitamina foi usada em massa pela primeira vez pelos australianos, que surpreenderam a todos quando ganharam a 16ª olimpíada.
Efeitos no coração e circulação – O ataque cardíaco é o resultado de hábitos de vida errados. A vitamina E é a única resposta segura á angina de peito e , aliás para quase qualquer tipo de doença cardíaca, segundo o dr Shute, um cardiologista canadense. Ele advertiu, porém, que a medição não funciona igual para todos, sendo mais eficiente em uns e menos em outros.
Efeitos na próstata – Os sintomas quando surgem problemas na próstata são: sensação de desconforto na área púbica e impressão de bexiga cheia, com idas frequentes ao banheiro, no entanto havendo as vezes micção alguma. Resíduo da urina que não foi expelido é coletado na bexiga e ocorre o gotejamento, como uma liberação involuntária da urina em pequenas quantidades. Quando interferência na uretra há possibilidade de envenenamento urêmico. A vitamina E é associada a A sendo assim um agente eficaz na proteção do aparelho reprodutor.
O processo de envelhecimento – Testes com vitamina E tem apresentado bom resultado no objetivo de adiar as marcas do envelhecimento. As gorduras fornecem mais radicais livres, oxidando as células. Tal destruição produz um pigmento de lipofuscina, chamada de escória pelos patologistas. A vitamina E se lança sobre os radicais colocando-os fora de ação, quebrando de tal forma a cadeia de destruição. Mas é claro que o processo não pode ser revertido, nem totalmente interrompido.

Nutrição – Entendendo as funções das vitaminas


São indispensáveis. Os suplementos são necessários apenas as pessoas que não, estão bem de saúde, sofrem de doenças crônicas ou não se alimentam bem. Algumas tem efeito tóxico quando ingeridas em excesso por período prolongado. A vitamina A – é encontrada em diversos alimentos de origem animal, como fígado e óleo de fígado de peixe. Gema de ovo e derivados de leite. O retinol produzido pelo organismo é uma forma ativa da vitamina A, a partir do betacaroteno existente em verduras e em frutas e legumes de cor amarelo-laranja. É importante para a visão.
A B1, controla enzimas envolvidas nas reações químicas que transformam glicose em energia. Também chamada de tiamina, é encontrada em alimentos de origem animal e vegetal Niacina, têm 2 formas: nicotiamina e ácido nicotínico. O organismo produz em pequenas quantidades, a partir do triptofano, um aminoácido liberado durante o metabolismo das proteínas. Ajuda a produzir energia a partir das gorduras e carbohidratos.
A B2 ajuda na produção de hormônios. É também chamada de riboflavina, encontrada no leite, queijo, ovos, verdura e levedo de cerveja.
Ácido fólico» Necessário a formação de novas hemáceas na medula óssea.
Vitamina C » Preserva gengivas e vasos sangüíneos, ajuda sistema imunológico e a cicatrização. É encontrada no morango, laranja. Acerola, limão e etc.
Vitamina D » Fortalece ossos e dentes. Encontrada no salmão, leite, ovos, etc, mas a maior fonte é a luz solar. Vitamina E » Retarda o envelhecimento das células encontrada na margarina, cereais, verduras, peixe, carne e castanhas. Seus efeitos tóxicos ainda estão em estudos.
O escorbuto e a vitamina C
A função principal da vitamina C é de estimular a produção do colágeno, substância fundamental para os tecidos conjuntivos e os sintomas de tal doença decorrem do comprometimento da integridade desses tecidos. Além da hemorragia gengival, outros sintomas são: sensação de fraqueza, dores musculares, dificuldade de coagulação e cicatrização, menor resistência às infecções, inflamação, vermelhidão. Recomenda-se o consumo de frutas frescas cítricas: limão, laranja, tangerina, caju, acerola, manga e etc para prevenção ou tratamento, entretanto, a vitamina C é muito instável, decompondo-se facilmente e seus sucos devem ser tomados imediatamente após o seu preparo. A solução pode estar nos suplementos solúveis disponíveis em farmácia. O uso deve ser, porém, moderado. A capacidade do organismo metabolizar a vitamina é baixa, devendo a mesma ser tomada gradualmente, além disso, o excesso provoca problemas no estômago, por ser um ácido provoca distúrbios desagradáveis.
Vitaminas
As hidrossolúveis são as que se dissolvem na água e as lipossolúveis são as que se dissolvem na gordura, vitamina E por ex. Estas últimas são mais perigosas por ficarem armazenadas nos tecidos gordurosos, podendo se tornar tóxicas. As hidrossolúveis, são logo eliminadas pela urina, mas também causam problemas se ingeridas em excesso. Ingeridas corretamente só fazem bem.

As Vitaminas Anti-Oxidantes


Vitamina A – Melhora o sistema imunológico, a visão noturna, é cicatrizante e importante para o crescimento.
Riscos: Doses superiores a 25.000 UI causam dores de cabeça, perda de cabelo e dores articulares. Pesquisa-se seus efeitos anticancerígenos e anti-envelhecimento.
Vitamina D – Aumenta a absorção de cálcio, evita o raquitismo e a osteosporose.
Riscos: Doses acima de 1000 UI causam náuseas intestino preso e problemas renais. Pesquisa-se sua proteção contra o câncer de próstata, cólon e reto e utilidade contra a psoríase.
Vitamina E – Agente anti-oxidante.Protege contra distúrbios neurológicos.
Riscos – Doses acima de 1000 UI causam náuseas, diarréia e fraqueza muscular e interferem na coagulação do sangue. Pesquisas em andamento quanto a prevenção de doenças cardíacas, câncer e fortalecimento do sistema imunológico.
Vitamina C – Fortalece a imunidade contra a gripe, útil contra doenças da gengiva.
Riscos: Pode causar cálculos renais e aumentar a absorção de ferro. Pesquisa-se o seu combate a agentes caudadores do câncer.
Vitamina B6 – Prevenção contra doenças da pele, protege contra distúrbios nervosos, alivia sintomas da TPM.
Riscos: O uso prolongado de mais de 250 gramas por dia causa lesões nos nervos, fígado e paralisia transitória. Pesquisa-se o fortalecimento da imunidade, o aumento da produção de glóbulos vermelhos, o alívio da enxaqueca e depressão.
Selênio – Combate o câncer e doenças cardíacas. Riscos: Acimade 900 mcg causa náuseas, diarréia e perda de cabelos. Pesquisa-se sua ação contra o envelhecimento e a proteção contra a aterosclerose.
Zinco – Aumenta a libido, fortalece o sistema imunológico e ajuda na cicatrização. Riscos: Doses maiores que 50 mg por dia podem diminuir os níveis do bom colesterol e enfraquecer a imunidade. Pesquisa-se o aumento da potência sexual, a prevenção da queda de cabelo e a acne.

Vitaminas


Existem preparados multivitamínicos e de sais minerais que contém vários nutrientes, em diferentes dosagens. Muitas vezes, alguns contén a dose diária recomendada, portanto consulte um médico antes de começar a tomar ou dar a seus filhos um determinado suplemento. Os que contém apenas uma vitamina ou sal mineral podem causar problemas. Bebidas energéticas, doces, ajudam a fornecer glicose para os músculos dirante execícios prolongados, como maratonas. Entretanto, durante exercícios menos prolongados é melhor tomar água para repor os líquidos perdidos através da transpiração.