13.637 – Implacável Seleção Natural – Filhotes que começam a vida matando os irmãos


☻Mega Arquivo – 30º Ano
Águia Real

A postura da águia real, semelhante à maioria das aves de rapina, é geralmente de dois ovos por ninho. Muitas vezes, um ovo eclode alguns dias antes. Isso dá ao filhote primogênito uma enorme vantagem, ele cresce mais rápido e mais forte do que o irmão mais novo, ganhando facilmente a briga pela comida. Se o alimento for pouco, o caçula morrerá de fome. Se a falta de comida for extrema, o filhote mais velho matará o mais novo e o devorará, os pais não farão nada para impedir o fratricídio. Os cientistas estimam que 80% dos filhotes da águia real morrem dessa maneira.

Hiena Malhada

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A maioria dos mamíferos predadores, como os grandes felinos, nascem com os olhos fechados e sem dentes, ou seja, completamente inofensivos. No entanto, esse não é o caso das hienas malhadas. Elas nascem com olhos bem abertos, já em alerta e com dentes afiadíssimos. Os filhotes da hiena malhada começam a lutar cedo para estabelecer o domínio. Os filhotes maiores mordem brutalmente os irmãos mais fracos e mesmo que os adultos os separem, tão logo fiquem sozinhos na toca, voltam a brigar. As batalhas entre hienas filhotes podem durar semanas.
Há relatos em que os filhotes cavam tocas menores dentro da toca comunitária, onde eles podem brigar sem a interferência dos adultos. Em alguns casos, os mais fracos morrem por causa dos ferimentos, mas geralmente, o destino deles é ainda pior: após serem implacavelmente intimidados pelos irmãos mais fortes, eles ficam tão amedrontados que sequer ousam sair da toca quando a mãe chega para alimentá-los, morrendo assim de fome.

Louva-a-deus
Esses insetos predadores são conhecidos por seus hábitos sexuais de causar pesadelos, a fêmea frequentemente devora o macho depois do sexo, ou até mesmo durante o ato sexual, geralmente começando por arrancar a cabeça do infeliz amante.
Esta tendência canibal não é exclusividade dos adultos. A fêmea deposita os ovos num casulo endurecido e o prende à uma folha ou a um caule. Nascerão de 100 a duzentos louva-a-deuses, todos ao mesmo tempo. Muitas vezes, a primeira refeição desses filhotes é um dos próprios irmãos. Tal comportamento é mais comum quando pequenos insetos são escassos ao redor da área em que os filhotes nasceram.

Garça Branca
As garças são conhecidas pela bela aparência e pelo voo elegante, e ninguém as considera como animais brutais. No entanto, elas são uma das espécies mais propensas ao fratricídio. Normalmente as garças põe três ovos. Os dois primeiros ovos recebem uma carga elevada de hormônios dentro do corpo da mãe, o terceiro ovo só recebe metade dessa carga. O filhote nascido com menos hormônios terá um comportamento menos agressivo, quando o alimento é escasso, os dois filhotes mais violentos o atacam e matam-no, e o jogam para fora do ninho. Isso significa mais comida para os irmãos assassinos.

Salamandra Tigre
Como a maioria dos anfíbios, as salamandras tigres começam a vida como girinos. Diferente das outras espécies, porém, os ovos da salamandra tigre podem se desenvolver em dois tipos diferentes de girinos: o normal e o canibal. O girino canibal é maior e tem os dentes mais desenvolvidos, geralmente ele só aparece quando a lagoa em que os ovos foram colocados começa a secar ou quando a comida é escassa. Eles comem os girinos menores e se desenvolvem mais rapidamente, se transformando mais depressa em adultos. Essa estratégia permite que as salamandras tigres perpetuem a espécie mesmo em condições desfavoráveis. O mais surpreendente porém, é que os girinos canibais parecem reconhecer seus irmãos e evitam matá-los. Estudos mostram que até mesmo os primos são poupados quando as circunstâncias permitem. Mas se a fome apertar, tanto irmãos como primos entram no cardápio do dia.

Cuco Comum
O cuco comum, geralmente não mata os irmãos de sangue, mas sim os irmãos adotivos. A fêmea adulta dessa espécie se parece muito com um gavião. Ela usa essa semelhança para afastar outros pássaros que estejam com ovos no ninho. Enquanto o ninho é abandonado, ela come um dos ovos e o substitui com um dos seus próprios, então, voa para longe.
Quando os donos do ninho voltam, não percebem a diferença e continuam a cuidar da prole. Mas o filhote do cuco geralmente nasce antes e ainda cego e sem penas, começará imediatamente a jogar os ovos ou os irmãos adotivos para fora do ninho, empurrando-os para a morte. Aos pais adotivos, incapazes de impedir o crime, só resta a alternativa de criar o cuco como se fosse o próprio filhote.

Cuco Manchado
Se você acha que o cuco comum é ruim, espere até conhecer o seu primo um pouco maior, o cuco manchado, encontrado em partes da Europa e Ásia. A fêmea dessa espécie coloca seu ovo (geralmente um, mas às vezes dois) em um ninho de pega rabuda. Os filhotes do cuco manchado não tem o impulso de jogar os outros ovos e filhotes para fora do ninho, mas eles geralmente se desenvolvem mais rápido que seus infelizes irmãos adotivos, e eles têm enormes e coloridas bocas escancaradas que parecem ser irresistíveis para a pega rabuda. O resultado é que as pegas alimentam-os com mais frequência do que aos seus próprios filhotes. Mesmo quando os filhotes do cuco deixam o ninho, ainda voltam para serem alimentados pelos pais adotivos. Esta é uma desgraça para os filhotes da pega, que muitas vezes morrem de fome, abandonados em seu próprio ninho.

Abelha Rainha
Como todos sabem, as abelhas vivem em colônias compostas de uma rainha, alguns zangões (abelhas macho, cuja única função é fecundar a rainha), e as operárias, que são fêmeas estéreis e fazem basicamente todo o trabalho na colônia, encontram néctar para a produção de mel, fabricam a cera e são responsáveis por uma substância especial chamada geleia real, que é produzida por uma glândula na cabeça das operárias jovens.
A geleia real é um alimento altamente nutritivo. É o alimento para a Rainha e para todas as larvas em desenvolvimento na colônia. No entanto, quando a rainha começa a envelhecer e seu poder reprodutivo diminui, as operárias selecionam umas poucas larvas, levam-nas para células especiais longe das outras e começam a alimentá-las com quantidades enormes de geleia real.
Como a larva da rainha se desenvolve pendurada de cabeça para baixo, as operárias tampam a célula com cera. Quando pronta para emergir, a nova rainha faz um corte circular ao redor da cobertura da célula. Células abertas ao lado indicam que a nova rainha foi, provavelmente, morta por uma rival. Quando uma jovem rainha emerge, ela irá perseguir e tentar matar suas rivais. Ao contrário das outras abelhas, o ferrão da rainha não é ciliado. Ela pode picar o quanto quiser sem morrer por causa disto. Em certas circunstâncias, como durante a cisão de uma colônia, as operárias podem isolar as rainhas para impedir um confronto, permitindo a formação de uma nova colônia.

Copidomopsis Floridanum
Copidomopsis floridanum é uma vespa parasitoide, um dos exemplos mais extremos de fratricídio do mundo. A vespa adulta encontra uma lagarta e a ferroa, fazendo com que ela fique completamente paralisada. Em seguida, ela injeta dois ovos no corpo da lagarta, um dos ovos é do sexo masculino, outro do sexo feminino. Mas eles não dão origem a um irmão e uma irmã. Em vez disso, os ovos rapidamente clonam a si mesmos, em um processo conhecido como poliembrionia, e logo a lagarta, ainda viva, mas completamente impotente; é o berçário para 200 larvas do sexo masculino, e mais de 1.200 larvas fêmeas.
Entre as fêmeas, aproximadamente umas 50 começam a crescer mais rapidamente que os seus irmãos, desenvolvendo mandíbulas enormes, entretanto, não desenvolvem órgãos sexuais. Outrora pensava-se que o papel dessas larvas monstros era proteger os irmãos menores, comendo os ovos de outras vespas que porventura os colocassem na lagarta já ocupada. No entanto, sabe-se agora que este não é o caso, pois elas devoram a maioria de seus irmãos machos. Os machos fertilizam suas irmãs ainda no interior da lagarta, e somente um ou dois deles são suficientes para fertilizar todas as fêmeas. Portanto, eliminando o excesso de machos, as larvas canibais garantem que haverá mais comida (o corpo da infeliz lagarta) para suas irmãs férteis, aumentando suas chances de sobrevivência. Esta função é apenas da larva canibal.

Tubarão Cinza
O tubarão cinza, apesar da aparência feroz, geralmente é inofensivo para o homem. A fêmea do tubarão cinza tem dois úteros, cada um deles produz muitos ovos. Os ovos eclodem ainda dentro do úteros. Os embriões logo desenvolvem dentes afiados e começam a matar e a comer seus irmãos e irmãs, e todos os ovos não fecundados, até que reste apenas um embrião vivo em cada útero.
Como resultado, a mãe dá à luz a dois filhotes , os sobreviventes de cada útero, e uma vez que eles se alimentaram fartamente dentro do corpo da mãe, já estão enormes quando nascem, medem cerca de um metro de comprimento!
O tubarão cinza é, portanto, o fratricida nesta lista que começa a matar os irmãos antes de nascer. No momento de seu nascimento, já é um assassino experiente. Esta estratégia de sobrevivência brutal é conhecida como canibalismo intrauterino, e foi descoberto em 1948, quando um cientista que estava sondando o ventre de um tubarão cinza, foi mordido na mão por um dos embriões. O canibalismo intrauterino tem sido relatado em outras espécies de tubarões, incluindo o grande tubarão branco e até mesmo o tubarão-frade (um plácido e inofensivo comedor de plâncton quando adulto), estes, porém, se alimentam apenas de ovos não fertilizados. O tubarão cinza é o único que devora outros embriões.

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11.102 – Biodiversidade – EUA anunciam plano para salvar borboleta-monarca


borboleta monarca

A borboleta-monarca vive uma situação alarmante: desde 1996, 970 milhões delas desapareceram na América do Norte. Estima-se que as populações desse inseto tenham diminuído de um bilhão para cerca de 30 milhões atualmente. O dado foi divulgado pelo Serviço Americano de Pesca e Vida Selvagem (U.S. Fish and Wildlife Service) na segunda-feira.

A queda é decorrente da aplicação de herbicidas nas plantas asclépias, que funcionam como maternidades para essas borboletas, além de sua casa e fonte de alimentos. Toda primavera, esses animais fazem uma migração do México para o Canadá que leva seis gerações para ser concluída.
O governo americano anunciou que 3,2 milhões de dólares serão destinados a salvar os insetos. Deles, 2 milhões de dólares serão empregados em projetos para aumentar o número de asclépias nas principais rotas de migração das borboletas.

O Serviço Americano de Pesca e Vida Selvagem está avaliando uma petição feita pelo Centro de Diversidade Biológica para listar a borboleta-monarca como uma espécie ameaçada que necessita de proteção especial para sobreviver.
As abelhas também vêm sofrendo baixas nos últimos tempos, devido a um fenômeno conhecido como síndrome do colapso da colônia, ainda não totalmente explicado. Acredita-se que ele possa ter relação com pesticidas do tipo neonicotinoide, absorvidos por todas as partes das plantas. As suspeitas levaram a União Europeia a banir, a partir de julho de 2013, o uso desses pesticidas em algumas culturas por um período de dois anos, apesar dos protestos de produtores agrícolas e de multinacionais químicas e agroalimentícias.

7358 – O Leopardo


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Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Família: Felidae
Género: Panthera
Espécie: P. pardus
Nome binomial
Panthera pardus

(Panthera pardus), também chamado onça-do-cabo-verde em Angola, é, com o leão, tigre e onça pintada, um dos quatro grandes felinos do gênero Panthera. Medem de 1,25 m a 1,65 m de comprimento, e pesam entre 30 e 90kg. As fêmeas têm cerca de dois terços do tamanho do macho. De menor porte do que a onça pintada, o leopardo não é menos feroz. Habita a África e Ásia. Possui várias subespécies, algumas criticamente ameaçadas, como o leopardo-de-amur, o leopardo-da-barbária e o leopardo-da-arábia. O leopardo-nebuloso (Neofelis nebulosa) e o leopardo-das-neves (Uncia uncia) são espécies que pertencem a gêneros diferentes, apesar do nome leopardo em comum.
Um leopardo, à primeira vista, parece-se muito com uma onça-pintada. Porém, um exame mais detalhado mostra que sua padronagem de pelo apresenta diferenças significativas. Enquanto a onça apresenta pintas em forma de rosetas, os leopardos têm manchas menores, escuras de cor sólida. Quando o leopardo é totalmente negro também se denomina pantera (ou pantera negra). O leopardo possui uma longa cauda, que o ajuda a manter o equilíbrio ao subir em árvores (onde preferem comer sua presa) ou ao fazer longas corridas em grandes velocidades (cerca de 50 km/h), diferentemente da onça que não possui cauda longa.
No deserto, podem atingir 15 anos de idade.
Um leopardo geralmente caça impalas e por vezes gnus, ruminantes presentes na savana. Às vezes, pode atacar bandos de babuínos quando estes invadem seu território em busca de alimento ou abrigo. O leopardo usa a sua imensa força e transporta a sua presa para o cimo de uma árvore para a tirar do alcance de outros predadores como os leões e as hienas. Um leopardo consegue carregar animais seis vezes mais pesados que ele mesmo. Sua gestação é de 12 semanas. Muitas vezes o leopardo com fome pode comer qualquer coisa até mesmo um inseto.
Como símbolo do safári africano, pertence ao grupo de animais selvagens chamado “big five”, correspondente aos 5 animais mais difíceis de serem caçados: leão, leopardo, elefante, búfalo e rinoceronte.

7244 – O Cão Selvagem


cão selvagem

Carnívoro, seu prato preferido é o antílope, mas nas regiões em que esses bichos vivem, os cães são raros. Observando-se 300 cachorros de tal espécie, na África do Sul, notaram que os antílopes são vizinhos dos leões, estes, embora não ataquem cachorros adultos, adoram a carne de seus filhotes, por isso, quando vão caçar seus antílopes, andam um pouco mais para longe de casa.
O cão selvagem africano (Lycaon pictus) pratica um eficiente jogo de equipe na hora de garantir sua refeição. Ele caça em grupo, alternando-se com outros companheiros de matilha na tarefa de perseguir a presa, que dificilmente consegue escapar do bem bolado revezamento. Mas nem mesmo essa eficiência tática tem sido suficiente para livrar a espécie da ameaça de extinção, devido à perseguição humana e à transformação de grandes extensões de seu hábitat natural (as savanas) em pastagem. Calcula-se que restam apenas entre 3 mil e 4 mil indivíduos vivendo em liberdade. Os cães selvagens se diferenciam fisicamente dos cachorros domésticos por terem quatro e não cinco dedos nas patas. Sua pelagem malhada (marrom, preta ou cinza) faz com que muitas vezes sejam confundidos com as hienas. Eles medem até 1,12 metro de comprimento, pesam entre 16 e 23 quilos e são excelentes caçadores.
Dotados de orelhas grandes e arredondadas, têm as pernas compridas e o corpo esguio, características que os ajudam a percorrer longas distâncias, o que é fundamental, pois eles são nômades – bandos costumam se deslocar por áreas superiores a 500 quilômetros quadrados. Antigamente, os cães selvagens viviam em quase todo o continente africano, exceto no deserto do Saara. Hoje, porém, só são encontrados em oito países: Botswana, Zâmbia, Tanzânia, África do Sul, Zimbábue, Senegal, Namíbia e Quênia. Quando eram mais abundantes, vagavam em grandes grupos de 40 a 50 animais, mas agora não reúnem nem 20 membros. As matilhas são compostas por vários machos aparentados e uma ou mais fêmeas. Apenas um par no bando acasala e os filhotes, até poderem pegar suas próprias presas, são alimentados pelos demais membros do grupo.
Ao contrário da maioria dos felinos, que caçam ao entardecer, os cães selvagens preferem agir ao longo do dia. Impalas e gazelas são seus pratos favoritos. Na hora de escolher uma vítima, dão preferência para os animais velhos ou doentes
Após identificar a melhor presa, um ou mais cães disparam em sua direção, iniciando a perseguição. O resto da matilha fica à espreita, aguardando o momento certo para colocar em ação o próximo passo do plano de ataque.
Passados alguns minutos, é a vez de os cães que estavam apenas observando entrarem na perseguição. Descansados, eles substituem os primeiros caçadores e têm muito mais chances de pegar a presa, que está exausta
Quando a vítima é finalmente alcançada, vem o bote final. Um dos cães morde com força o focinho dela, enquanto os outros atacam na altura do estômago, matando a presa em poucos segundos.
Para evitar que leões e hienas roubem a caça, eles a devoram rapidamente. A partilha é feita sem brigas e, se a comida não for suficiente, tem início uma outra caçada
Alguns cães levam parte da presa para os filhotes e para os membros do bando que cuidaram destes. Às vezes os cães “entregadores” armazenam grandes quantidades de carne em seus estômagos para regurgitá-la quando encontram os filhotes.

6961 – Cinema Documentário – Savana Violenta


O terror da vida selvagem no cinema:
Dados: Ano: 1976 Gênero: drama de (cor)
Dirigido por: Mario Morra , Antonio Climati
Elenco: Atores não-profissionais

A voz de Giuseppe Rinaldi atua como um fio com imagens que contam um universo selvagem composta de canções de pinguins, um homem de Sri Lanka, que enterra a cabeça na areia como um avestruz, os atores pornográficos na luta contra a disfunção erétil, um xamã de 131 anos, faquires que cortaram suas línguas e os animais lutam com suas presas.

6818 – Biologia – O Porco Selvagem


É um dos animais mais agressivos e perigosos de que se conhece. Esse terrível animal vive em bandos que chegam a ter 30, 50 e até 100 exemplares. Existem 2 espécies de porcos selvagens no Brasil: o caitetú e a queixada como são conhecidos pelos caçadores e agricultores. O primeiro é menor e menos perigoso. Quando perseguido pelos cães foge, escondendo-se em tocas na terra ou em pedreiras. O método usado pelos caçadores para fazê-lo sair é o fogo colocado na ponta de uma vara e introduzido na toca. Asfixiado ele sai e é abatido.
Ao contrário, as queixadas, quando perseguidas param e procuram fazer cerco ao seu perseguidor ou perseguidores, sejam cães, onça ou homem. Então,o esfacelam a dentadas. Os cães de caça novos são as maiores vítimas. Desconhecendo o perigo, chegam muito perto e são postos fora de combate, mortos ou gravemente feridos. O porco não morde como muitos supõem. Em violenta carga, passa rente a sua vítima e atira a foiçada sempre certeira, que consiste em 2 enormes e afiadas presas que lhe saem da boca. Na maioria dos casos, o cão fica rasgado de uma extremidade a outra, quase sempre morrendo no local.
Tais porcos não desfrutam de grande simpatia, pois são muito daninhos, atacando e destruindo plantações. São bastante sujos. É certo que comem de tudo. São tão vorazes que estariam sempre comendo se encontrassem alimento. Além de comerem frutas, raízes, etc, devoram o que deparam, por mais repugnante que seja. Vivem em grandes varas nas florestas, de onde saem para os charcos, margens de rios e roças, quase sempre de madrugada.

O Javali
É um mamífero artiodáctilo, da família Suidae, de médio porte e corpo robusto. É a mais conhecida e a principal das espécies de porcos selvagens.
Tem ampla distribuição geográfica, sendo nativo da Europa, Ásia e Norte da África. Em tempos recentes, foi introduzido nas Américas e na Oceania.
É o antepassado a partir do qual evoluiu o actual porco doméstico (Sus domesticus ou Sus scrofa domesticus).
Os javalis são animais de grandes dimensões, podendo os machos pesar entre 130 e 250 kg e as fêmeas entre 80 e 130 kg. Medem entre 125 e 180 cm de comprimento e podem alcançar uma altura no garrote de 100 cm. Os machos são consideravelmente maiores que as fêmeas, além de terem dentes caninos maiores. Na Europa, os animais do norte tendem a ser mais pesados que os do sul.
O corpo do javali é robusto e estreito, com patas relativamente curtas. Tem uma cabeça grande, triangular, com olhos pequenos, mas quando é criado junto aos porcos domésticos, para criar o híbrido javaporco, o crânio começa a mudar ficando mais assemelhado ao do porco doméstico.
Os quartos dianteiros do javali são mais robustos que os traseiros, enquanto que no porco doméstico ocorre o contrário; a diferença se deve à intensa seleção por variedades de porcos domésticos com mais carne levada a cabo pelos criadores.
A boca é provida de enormes caninos que se projetam para fora e crescem continuamente. Os caninos superiores são curvados para cima, enquanto os inferiores, maiores ainda, chegam a ter 20 cm de comprimento. Os caninos são usados como armas em lutas entre machos e contra inimigos.
Ao contrário de certas raças de porcos domésticos, os javalis são cobertos de pelagem. Os pelos são rijos e nos adultos variam de cor entre o cinza-escuro e o acastanhado. Os filhotes apresentam cor de terra clara com listras negras, o que lhes dá uma camuflagem muito eficiente. A pelagem dos filhotes escurece com a idade.
Os javalis preferem bosques com bastante vegetação onde possam esconder-se, mas também frequentam à noite áreas abertas, assim como áreas cultivadas. Em sua ampla área de distribuição, ocupam bosques temperados até florestas tropicais. Não ocorrem em desertos nem em alta montanha.