14.040 – ASTROBIOLOGIA – Nova pista pode ajudar a descobrir se há vida em Marte


missao marte
É verdade que as missões da NASA já forneceram muitas informações sobre Marte. Nós sabemos que, provavelmente, o planeta já foi maior e que conta com muita água. Mas, até agora, sinais de vida não foram encontrados. No entanto, uma descoberta feita pelo rover Curiosity pode ser mais uma pista rumo a descoberta desse mistério.
Em um novo post no blog, o Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa descreve a descoberta “de níveis surpreendentes de metano no ar de Marte”. De acordo com eles, a medida é de aproximadamente 21 partes por bilhão de volume, fato que não prova que existe ou já existiu vida no planeta, mas ainda assim é empolgante.
Bom, talvez você queira saber qual a relação do metano com algum sinal de vida no planeta. Por enquanto, sabemos que esse tipo de gás pode ter duas origens: vir de vários mecanismos geológicos ou ser um subproduto obtido através de organismos microbianos.
“Com nossas descobertas atuais, não conseguimos dizer se a fonte de metano é biológica ou geológica, ou mesmo se é antiga ou nova”, disse em comunicado Paul Mahaffy, principal pesquisador do Sample Analysis at Mars, instrumento laser construído na Curiosity.
Antes que os cientistas possam determinar o que significa a quantidade do componente no planeta, eles precisam saber se a medição foi um acaso. Essa não é a primeira vez que o Curiosity detectou metano, mas a concentração deu um grande salto desde a última vez.
Os pesquisadores agora vão tentar determinar se os níveis de metano estão ligados a mudanças sazonais, e talvez, até medir quanto tempo dura essa elevação nos níveis do gás. Essas informações podem proporcionar novas pistas sobre a fonte do gás e se ele está ligado à atividade biológica ou geológica.

14.039 – Se tem água, tem vida – Reserva gigantesca de água é descoberta em Marte


nasa-viagem-marte
Água no Planeta Vermelho! O líquido congelado foi encontrado abaixo da superfície do polo norte de Marte. Um grupo de cientistas detectou a enorme quantidade de água usando um radar capaz de penetrar no solo marciano. Para se ter uma ideia da quantidade, é tanto gelo que, se derreter e subir para a superfície, pode deixar boa parte do planeta submerso. A descoberta é uma espécie de depósito de múltiplas camadas de gelo que está misturado com areia e se formou ao longo de centenas de milhões de anos. A descoberta pode ser o terceiro maior reservatório de água no planeta vermelho, juntamente com outras duas camadas de calotas polares. Toda essa água em Marte pode favorecer a ideia dos humanos de colonizar o planeta. Pode ser exatamente isso que os cientistas estavam esperando para iniciar uma missão.

13.341 – Astrobiologia – Por que a vida em Marte pode ser impossível?


Marte 2
A probabilidade de que os astrônomos encontrem vida em Marte pode ter caído consideravelmente com a descoberta de que o planeta é coberto de tóxicos capazes de destruir qualquer organismo vivo. Segundo estudo publicado no periódico Scientific Reports, nesta quinta-feira, a combinação entre as substâncias químicas do solo marciano e a forte radiação ultravioleta que bombardeia a atmosfera seria fatal para microrganismos como as bactérias – ou seja, qualquer vida surgida no passado seria eliminada pelas condições atuais de Marte.
A descoberta, de acordo com os cientistas, deve ser considerada por futuras missões para a busca de vida no planeta, pois apenas organismos enterrados dois ou três metros sob a superfície estariam a salvo da radiação.
O estudo, feito por uma dupla de astrobiólogos da Universidade de Edinburgo, na Escócia, foi baseado na descoberta de percloratos, substâncias com alto conteúdo oxidantes, em solo marciano. Missões como a Viking, da Nasa, que pesquisou o planeta nos anos 1970, já havia encontrado indícios da substância, que teve a existência confirmada pela sonda Phoenix, em 2008, e pelas missões Curiosity e Mars Reconnaissance Orbiter (MRO). Até agora os cientistas acreditavam que, apesar de o químico ser altamente tóxico para microrganismos, eventuais bactérias marcianas poderiam ter encontrado uma maneira de utilizá-lo como fonte de energia.
Para verificar essa possibilidade, Jennifer Wadsworth e Charles Cockell resolveram simular o ambiente marciano em laboratório e submeter a ele bactérias Bacillus subtilis, que são encontradas no solo terrestre e costumam contaminar sondas espaciais. Inicialmente, as bactérias foram expostas a perclorato de magnésio e bombardeadas com radiação ultravioleta em níveis semelhantes aos de Marte. Os pesquisadores perceberam que, com a presença do químico, os microrganismos morriam duas vezes mais rapidamente.
Em uma segunda leva de testes, peróxidos e óxidos de ferro, que também são encontrados no solo marciano, foram adicionados à combinação. Com as novas substâncias, as bactérias desapareciam onze vezes mais rapidamente do que no ambiente compostos apenas de percloratos e radiação.
“Apesar de suspeitarmos dos efeitos tóxicos de oxidantes na superfície marciana há algum tempo, nossas observações mostram que o solo atual de Marte é altamente deletério para as células, resultado de um coquetel tóxico de oxidantes, óxidos de ferro, percloratos e radiação UV”, afirmam os pesquisadores no estudo.

Há vida em Marte?
O novo estudo, porém, não elimina a possibilidade de vida em Marte, segundo os cientistas. Isso porque ela pode ser encontrada no subsolo – onde estaria protegida das fortes radiações – ou mesmo se aproveitar das baixas temperaturas para se proteger. Quando Wadsworth e Cockell ajustaram a temperatura do experimento de 25°C para 4°C, a morte das bactérias foi sensivelmente reduzida, o que sugere que, em temperaturas amenas, talvez os microrganismos estariam a salvo. Em Marte, a média de temperatura fica em torno de -55°C. Além disso, as concentrações de perclorato não são uniformes na superfície marciana, o que poderia promover a existência de algumas áreas menos nocivas aos microrganismos.
Uma das possibilidades, de acordo com os astrobiólogos, seria encontrar vida no subsolo de Marte. Para confirmar essa hipótese, no entanto, as missões futuras ao planeta deveriam prever perfurações de até três metros na superfície.

12.160 -Espaço – Te vejo em Marte


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Morar em Marte é um ideal da humanidade há décadas, apesar de o lugar ser um inferno. Imagine: o frio à noite chega a menos 75 graus Celsius. O ar, composto de gás carbônico, é tão rarefeito que, se alguém andasse por lá em manga de camisa, sem traje espacial, sofreria uma descompressão tão brutal que estouraria. Apesar disso, é muito provável que venhamos mesmo a morar lá, e mais cedo do que imaginávamos.
Há duas razões para essa confiança. A primeira é que as viagens espaciais não devem ficar muito mais tempo somente por conta de órgãos governamentais, como a Nasa. Diversas empresas também querem participar do jogo, financiando a exploração dos planetas e satélites do sistema solar. De imediato, o prêmio que elas esperam é a possibilidade de explorar o turismo extraterrestre, levando cidadãos a hotéis flutuantes que serão construídos em torno da Terra, ou mesmo na Lua e em Marte. Estima-se que a indústria espacial já mobilize perto de 150 bilhões de dólares. Esse número está crescendo muito rapidamente e deverá duplicar nos próximos cinco anos. A construção de naves para um vôo tripulado a Marte é o alvo prioritário da grana nova que vem por aí.
A idéia é levar para o planeta vizinho fábricas de gases que uma vez emitidos se acumulem na atmosfera, aquecendo-a. Entre esses produtos estão o CFC, usado nas geladeiras, e o metano, gerado pelas plantações de arroz. Há ainda o gás carbônico, mas ele não precisa ser fabricado porque constitui 95% do ar marciano.
McKay estima que em apenas 100 anos esse trio gasoso daria a Marte o conforto de uns 15 graus Celsius, em média. O calor, em seguida, derreteria a água que existe nos pólos e no subsolo, em forma de gelo. A descoberta de que também há água líquida, não muito profunda, só aumenta as chances de encher o planeta de lagos e pequenos oceanos. Como diversas plantas se sentem em casa nesse ambiente, Marte trocaria parte de sua típica cor de ferrugem por vários tons de verde.
Só não é possível dar ao vizinho dois traços do cenário terrestre. Um é a gravidade: os futuros visitantes do planeta terão que se acostumar com um peso 40% menor do que o que têm aqui. Isso pode até ser divertido, pois, com essa leveza, dar saltos de 2 metros de altura já não será privilégio de atletas olímpicos. Eles, aliás, deverão saltar o equivalente à altura de suas casas. O outro aspecto, o da falta de oxigênio, é mais chato. Mesmo daqui a um século todo mundo terá que levar máscara e tambor de oxigênio se quiser dar um passeio nas ruas. As casas terão que ser estanques, sem vazamentos, e com boas reservas do gás vital. “Teremos de esperar 1 000 anos até que as plantas absorvam gás carbônico e exalem oxigênio na quantidade suficiente”, afirma McKay. Estudioso do assunto há dez anos e confiante na terraformação, McKay diz que ela depende apenas de um primeiro passo.
Vizinho frio
O dia marciano dura 24 horas e 40 minutos. Mas o ano é quase o dobro do nosso: tem 687 dias terrestres, de 24 horas cada um. A gravidade é 40% da terrestre. Portanto, quem pesa 60 quilos aqui, lá pesará 24. A temperatura média é de menos 63 graus Celsius. Este ano descobriu-se que há água líquida no planeta, além da congelada.

11.510 – Metano extraído de rocha marciana poderia ser uma fonte de alimento para microrganismos


marte vida
Pesquisadores analisaram amostras de meteoritos oriundos de Marte e descobriram que seis meteoritos diferentes, representando a rocha vulcânica do planeta vermelho, continham metano. A descoberta é significativa, pois indica que o gás poderia ter sido usado como uma fonte de alimento de vida simples, por baixo da superfície de Marte, da mesma forma como acontece na Terra.
“Um dos mais excitantes desenvolvimentos na exploração de Marte tem sido a sugestão de metano na atmosfera marciana. Recentes e futuras missões feitas pela NASA e ESA, respectivamente, estão se atentando a isso. No entanto, ainda não se sabe de onde o metano vem, e até mesmo se ele realmente está lá”, disse John Parnell, da Universidade de Aberdeen, que liderou a pesquisa.
Sua pesquisa, no entanto, proporcionou uma forte indicação de que as rochas em Marte contêm, de fato, um grande reservatório de metano. As seis amostras de meteoritos de rocha vulcânica de Marte continham gases na mesma proporção e com a mesma composição isotópica da atmosfera marciana. Todas as amostras também continham metano, que foi medido pelo esmagamento das rochas, evidenciando o gás emergente através de um espectrômetro de massa. A equipe também examinou dois meteoritos não-marcianos que continham poucas quantidades de metano.
A descoberta sugere a possibilidade de que o metano possa ser usado como uma fonte de alimento pelas formas rudimentares de vida abaixo da superfície do planeta. Na Terra, os micróbios fazem isso em uma variedade de ambientes. “Embora não possamos dizer que esta descoberta é a prova da existência de vida em Marte, dá um forte incentivo para continuarmos procurando fontes de metano que poderiam suportar vida”, acrescentou Parnell.
A pesquisa também tem um outro significado. O metano é um ponto de partida para moléculas orgânicas complexas. “Nosso trabalho implica que, em muitos outros planetas vulcânicos rochosos, tanto em nossa galáxia quanto em outras, pode haver metano, o que poderia contribuir para os blocos de construção da vida”, disse Parnell.
A descoberta foi feita como parte de um projeto de investigação conjunta realizada pela Universidade de Aberdeen, na Escócia, em colaboração com o Centro Escocês de Universidades de Pesquisa Ambiental, Universidade de Glasgow, além da Brock University e da Universidade de Western Ontario, ambas no Canadá.
Professor Nigel Blamey, da Universidade Brock, disse: “As medições que fizemos em amostras da Terra ao longo de muitos anos nos deu a confiança de que poderíamos obter esses dados importantes a partir destes pequenos pedaços de meteoritos oriundos de Marte. O método que usamos pode detectar quantidades extremamente pequenas de gases como o metano, e pretendemos expandir nossa pesquisa analisando mais meteoritos, no futuro”.
Sean McMahon, que estava envolvido na pesquisa desde quando trabalhava em Aberdeen, e hoje está na Universidade de Yale, nos EUA, acrescentou: “Mesmo que o metano marciano não alimente os micróbios diretamente, pode sinalizar a presença de um ambiente quente e úmido, quimicamente reativos, onde a vida poderia prosperar”.

11.229 – Curiosity encontra nitrogênio, essencial à vida, em Marte


Robô Curiosity
Robô Curiosity

O veículo Curiosity, da Nasa, descobriu na superfície de Marte evidências de nitrogênio, elemento químico essencial para a vida, em sua forma mais amigável à atividade biológica: a dos nitratos. O robô já havia encontrado no planeta rastros de outros ingredientes necessários à vida, como água em estado líquido e matéria orgânica, no local conhecido como Cratera Gale.
O nitrogênio é fundamental para as formas de vida conhecidas porque é um dos blocos de construção das moléculas de DNA e RNA, que armazenam toda informação genética. O elemento pode ser comumente encontrado na forma de gás de dióxido de nitrogênio, mas, dessa forma, não reage facilmente com outros átomos. Já o nitrogênio fixado nos nitratos pode se ligar mais facilmente a outros elementos e, assim, ser aproveitado em processos orgânicos.
No entanto, não há nenhuma evidência de que as moléculas encontradas pela equipe da Nasa tenham sido sintetizadas por algum organismo. Em vez disso, a equipe de pesquisa acha que os nitratos são resultado de impactos de meteoritos, raios e outros processos não-biológicos.
O veículo Curiosity está atualmente ao pé do Monte Sharp, uma montanha de 5.500 metros, formada por camadas sedimentares. Em dezembro, o robô detectou emissões de metano regulares, mas a origem do fenômeno ainda é desconhecida.
Os cientistas não esperam que o Curiosity encontre alienígenas ou seres vivos em Marte, mas esperam usá-lo para analisar o solo e as rochas em busca de sinais dos elementos-chave para a vida que o planeta pode ter abrigado no passado.
O veículo de 2,5 bilhões de dólares também tem como objetivo estudar o ambiente marciano para se preparar para uma eventual missão humana por lá nos próximos anos. Os Estados Unidos têm planos de enviar humanos para o planeta vermelho até 2030.

10.901- Curiosity encontra pela primeira vez compostos orgânicos na superfície de Marte


Marte superficie

A NASA informou que a sonda Curiosity conseguiu detectar uma fonte localizada que está provocando variações na concentração de metano na atmosfera de Marte. Ao longo dos 20 meses em que conduziu este experimento, o robô notou que a presença do gás teve picos durante dois meses sem uma explicação evidente. Em uma rocha próxima, os equipamentos também descobriram a presença de moléculas orgânicas, que são os ingredientes básicos para a formação da vida.
Para cientistas, isso pode ser um indicativo importante sobre a existência de fontes biológicas no planeta vermelho, atualmente ou em um passado distante. “A primeira confirmação de matéria orgânica em Marte é uma grande promessa”.
Na Terra, mais de 90% do gás metano na atmosfera é produzido por seres vivos. Mas os cientistas acreditam que outras explicações são possíveis para o fenômeno. Certos tipos de minerais, por exemplo, podem liberar o gás quando entram em contato com a água. Com relação aos compostos orgânicos, eles podem ter sido trazidos por meio de meteoritos ou cometas que caíram em Marte. Javier Martín-Torres, coautor do estudo, diz: “Eu apostaria numa origem geológica, mas, obviamente, não é uma evidência científica”.
Segundo a pesquisa publicada na revista Science, os níveis de metano foram multiplicados em até dez vezes durante o pico. O trabalho também mostrou que o gás aumenta a níveis incompatíveis com o seu próprio ciclo de vida médio, algo em torno dos 300 anos.
Os números obtidos com a pesquisa mostram que há a possibilidade de “uma fonte adicional de origem desconhecida” produzir metano no planeta. Para Ricardo Amils, pesquisador espanhol, a descoberta pode significar muito: “Em minha opinião, estas informações se encaixam mais com um modelo biológico. A possibilidade de vida em Marte está sobre a mesa”.
Segundo a agência espacial, apesar de ainda não serem conclusivas sobre a existência ou não de micróbios, as descobertas da Curiosity “lançam luz sobre Marte como um planeta que ainda é quimicamente ativo e apontam para indícios de condições propícias para a vida naquele ambiente em tempos remotos”.

10.871 – Ficção – Livro defende que civilizações de Marte foram aniquiladas e que o mesmo acontecerá com a Terra


De acordo com algumas hipóteses científicas, se nem o Curiosity, o Opportunity ou nenhum outro engenho humano conseguem encontrar provas de vida em Marte, não é porque não tenha havido, mas porque uma civilização extraterrestre superior teria aniquilado a vida do planeta vermelho sem deixar rastros.
A respeito deste assunto, o doutor John Brandenburg escreveu um livro “Morte em Marte: A Descoberta de um Massacre Nuclear Planetário”, que será publicado em fevereiro de 2015, no qual ele afirma que um par de explosões teria causado o desaparecimento da vida marciana, e não teriam sido explosões acidentais ou fortuitas, mas deliberadas e com fins destrutivos. E Brandenburg não se detém a esse diagnóstico; ele avança com um prognóstico sombrio: a civilização que teria destruído Marte com armas nucleares estaria encarregada de, em algum momento, eliminar a vida inteligente da Terra.
O especialista está convencido de que Marte abrigou duas antigas civilizações de humanoides, extintas por duas poderosas explosões em regiões próximas, o que, em sua opinião, é impossível que tenha acontecido por acaso. “Por que esses dois desastres ocorreram em uma área tão pequena de Marte?”, ele se pergunta, retoricamente. Para Brandenburg, todas as perguntas a respeito da vida extraterrestre têm respostas, se pensarmos em uma civilização poderosa, dedicada a exterminar outras antes que estas possam se contatar. Isso significa que, cedo ou tarde, nós seríamos o alvo.

9679 – Dez anos da exploração em Marte mostram que ambiente quente e úmido pode ter abrigado vida


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Algumas das rochas mais antigas estudadas pela sonda robótica Opportunity demonstram que, há cerca de 4 bilhões de anos, Marte tinha um ambiente úmido e quente, condições favoráveis o bastante para abrigar vida. A revelação está na edição especial da revista Science, publicada nesta sexta-feira em homenagem aos dez anos da aterrisagem das sondas Opportunity e Spirit no planeta.
A edição revisa as descobertas da década e mostra como a análise dos últimos minerais coletados pela missão confirmou que Marte possuía um ambiente menos inóspito do que o atual – o planeta é hoje frio e seco. “Essas rochas são as mais antigas já examinadas na missão e revelam condições mais favoráveis para a vida microbiana do que qualquer outra evidência examinada antes pelas investigações com a Opportunity”, afirma Ray Arvidson, cientista da Universidade de Washington e um dos principais envolvidos na missão.
As últimas pesquisas encontraram os mais antigos vestígios de água documentados pela Opportunity. Além disso, a geoquímica das rochas de 4 bilhões de anos indicaram a existência de depósitos aquosos que provavelmente abrigaram vida. “Se em algum momento houve vida no planeta, então esse teria sido o barro de onde ela veio”, afirmou o cientista brasileiro Paulo de Souza, colaborador da missão desde o início de sua operação.
Essas evidências mostram que algumas das rochas coletadas pela Opportunity foram formadas em locais menos ácidos que favorecem a vida microbiana. “Quanto mais exploramos Marte, mais interessante ele se torna. Estamos encontrando outros lugares em que o planeta revela ser mais quente e úmido e isso nos motiva a procurar ainda mais evidências de vestígios de vida ali”, afirma Michael Meyer, cientista que lidera o programa de exploração de Marte da Nasa.
Em 2003, a Nasa lançou as missões Spirit e Opportunity para explorar Marte. Elas pousaram no planeta no ano seguinte, com a previsão de explorá-lo por noventa dias. Há dez anos a Opportunity realiza missões em Marte, enquanto a Spirit teve atividades encerradas em 2011. Juntas, fizeram importantes descobertas sobre o passado do planeta.

9425 – Nasa descobre local que pode ter abrigado lago com vida em Marte


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A sonda americana Curiosity encontrou pela primeira vez na superfície de Marte evidências diretas da existência, no passado, de um lago de água doce que pode ter abrigado vida no planeta. O anúncio foi feito em seis artigos publicados nesta segunda-feira na revista Science.
Já não há água no local, mas amostras de rochas sólidas capturadas pelo robô Curiosity, que investiga o solo de Marte desde agosto de 2012, sugerem condições para ter existido vida microbiana no lago, há 3,6 bilhões de anos. As rochas analisadas contêm traços de carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio e enxofre, e “proporcionam condições ideais para uma vida microbiana básica”, informaram os cientistas.
Semelhança com a Terra – Formas microscópicas de vida bacteriana, chamadas quimiolitoautótrofas, prosperam em condições similares na Terra. Elas costumam ser encontradas em cavernas ou debaixo do mar em fontes hidrotérmicas. Embora não tenha sido detectada nenhuma forma de vida nas rochas, os pesquisadores explicaram que o Curiosity executou perfurações em fragmentos de pedra e barro e encontrou minerais argilosos que sugerem uma interação com a água.
O Curiosity, que chegou à cratera Gale no equador marciano no ano passado, é o veículo mais sofisticado enviado até agora a outro planeta. A Nasa, agência espacial americana, escolheu a cratera por suas diferentes camadas sedimentares, que poderiam permitir datar os períodos em que Marte foi apto a abrigar vida. A próxima etapa consistirá em analisar amostras de uma grossa pilha de rochas na superfície da cratera para reunir mais provas de um entorno habitável, disse o professor Gupta.

O robô utilizou sua furadeira para perfurar uma rocha de Marte, em fevereiro de 2013. O feito foi considerado na época o mais importante da sonda no planeta. A rocha apresentou uma composição química mais variada do que a esperada pelos cientistas da Nasa, sendo muito similar às rochas vulcânicas da Terra.

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8106 – Missão Marte – Queremos mais que um robô


O robô que explora Marte
O robô que explora Marte

Voar até Marte mais rápido
A Curiosity demorou 7 meses para chegar ao planeta. Agora, a Nasa (com a Boeing e a Universidade do Alabama, dos EUA) quer criar um motor muito mais potente, para encurtar essa jornada a apenas 7 semanas e facilitar a vida dos astronautas.

Pensar lanches para a viagem
Astronautas devem passar 18 meses em Marte – e poderão comer algo mais gostoso do que a gororoba desidratada servida nas missões atuais. A Nasa planeja mandar 100 receitas, mas todas serão vegetarianas, já que carnes estragariam no caminho.

Lançar um Big Brother Marte
Uma empresa da Holanda quer construir uma colônia humana em Marte. Para divulgar a missão (e financiar o projeto de US$ 6 bilhões), eles farão um reality show de astronautas no planeta. Fique de olho, pois a seleção de participantes começa em 2013.

O do contra
Mesmo com tantos planos, um funcionário da Nasa, o arquiteto espacial Brent Sherwood, acha que gastar US$ 100 bilhões em uma missão a Marte é desperdiçar a verba da agência, que já é bem limitada.

7937 – Novos canais de erosão são encontrados em cratera marciana


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Uma câmera de alta resolução voando a bordo da missão Mars Reconnaissance Orbiter, que está mapeando a superfície marciana, captou uma imagem fantástica de canais de erosão em uma cratera marciana.
Canais como esse são encontrados em muitas crateras presentes nas latitudes médias de Marte. Mudanças nos canais vêm sendo observadas em imagens desde 2006 e estudar tais atividades tornou-se uma prioridade da nova missão. Vários exemplos de novos depósitos em canais são agora conhecidos.
A imagem mostra um novo depósito na cratera Gaza e foi tirada durante a primavera no sul do planeta, mas o fluxo que forma o depósito ocorreu no inverno anterior.
A atividade dos canais parece ser concentrada no inverno e começo da primavera, e pode ser causada pelo movimento sazonal do dióxido de carbono congelado que é visível nos canais no inverno.

7910 – A fantástica fábrica de robôs espaciais


Curiosity em construção
Curiosity em construção

Nos idos da década de 1930, só havia uma pessoa na Costa Oeste dos Estados Unidos que sabia alguma coisa sobre a perigosa tecnologia de foguetes. Seu nome era Theodore von Kármán, professor húngaro-americano do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech). Kárman é considerado o pai da era supersônica: foi ele quem desenvolveu turbinas a jato que podiam ser anexadas às asas de aviões. Isso permitiu que os caças americanos decolassem a partir de porta-aviões. Os motores ficaram conhecidos pela abreviação JATO (Jet-fuel Assisted Take Off, ou decolagem com auxílio de combustível de avião, em inglês).

Kárman influenciou um grupo de estudantes que ficou conhecido como “esquadrão suicida”, de tão perigosos que eram seus experimentos com foguetes. Depois de aterrorizar outros estudantes no câmpus do Caltech testando explosivos, o grupo encontrou uma área vazia nas redondezas de Los Angeles, em uma pequena cidade chamada La Cañada Flintridge, ideal para seus arriscados testes. Não demorou muito para que o trabalho dos estudantes chamasse a atenção do exército americano, que lucrou imensamente na década de 1940 com o trabalho do “esquadrão”. Além dos motores a jato, eles construíram os primeiros mísseis intercontinentais. Para prestar serviço aos militares, Kárman fundou uma empresa ligada ao Caltech para vender turbinas e mísseis e a batizou de Jet Propulsion Laboratory (JPL). A sede da nova empresa seria o mesmo lugar de testes do “esquadrão suicida”.
Ironicamente, foram os soviéticos que levaram o JPL a se aproximar da Nasa. Em 1957, auge da Guerra Fria, Moscou colocou o primeiro satélite na órbita da Terra, o Sputnik-1 — uma pequena esfera metálica envolvida por longas hastes de metal e que enviava um bip a estações terrestres. A resposta americana precisava ser rápida. O JPL foi então convidado a tomar uma decisão: ou continuava a desenvolver mísseis e turbinas a jato para os militares ou embarcava na era espacial com a recém-criada National Aeronautics and Space Administration, ou simplesmente Nasa, a agência espacial americana. É possível que a administração do JPL nem fizesse ideia dos feitos grandiosos que estavam por vir, mas hoje sabemos que a decisão de abandonar o programa de mísseis rendeu excelentes frutos para a humanidade.
Robôs planetários — A união entre o JPL e a agência espacial americana foi consumada em 1958. Naquele ano, os americanos lançaram o Explorer-1, o primeiro satélite dos EUA e a primeira sonda espacial construída pelo JPL. Esteticamente, o Explorer-1 ainda tinha uma forte influência dos projetos que o JPL fazia para os militares: parecia um míssil. Apesar de não ter o mesmo aspecto futurista do Sputinik-1, o primogênito do casamento Nasa-JPL foi mais útil que o experimento soviético. Em vez de apenas enviar bips à Terra, o Explorer-1 foi a primeira espaçonave a realizar uma experiência científica: detectou o Cinturão de Van Allen, uma região em volta do planeta onde ocorrem vários fenômenos atmosféricos devido a concentrações de partículas no campo magnético terrestre.

A parceria prosperou. Depois do sucesso da missão Explorer, a Nasa passou a contratar o JPL para grande parte das missões não tripuladas ao espaço. Ao todo, 87 missões já passaram pelas mãos de cientistas e engenheiros do laboratório. Atualmente, 25 permanecem em atividade. Uma delas é a Voyager, um par de sondas enviadas aos confins do Sistema Solar com a intenção de pesquisar o espaço que existe entre as estrelas. As espaçonaves foram lançadas em 1977 e ainda enviam informações à Terra. O JPL também foi o responsável pela missão Cassini, um poderoso satélite enviado a Saturno em 1997 com a intenção de explorar as imediações do mais misterioso dos planetas do Sistema Solar.
Clima universitário — Apesar de ser uma das fábricas mais hi-tech de robôs do mundo, o JPL não perdeu as raízes acadêmicas. As instalações do laboratório são muito parecidas com as de um imenso câmpus universitário. Cerca de 5.000 pessoas trabalham nos prédios construídos aos pés das montanhas São Gabriel, na Califórnia.

O ambiente universitário deve-se ao fato de que todos os funcionários do laboratório são contratados pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia. Trabalham dentro de um rigoroso regime acadêmico herdado do Caltech. É uma lógica diferente dos outros nove centros da Nasa espalhados pelos EUA. Nesses casos, os funcionários trabalham para o governo americano, e as contas são prestadas ao Congresso.
Utilizando um carrinho de golfe é possível subir uma pequena colina no coração do campus e chegar ao Mars Yard. O espaço é uma representação cenográfica da superfície de Marte do tamanho de um campo de futebol. Tem um solo arenoso avermelhado, pedras de todos os tamanhos e um paredão com obstáculos. O espaço foi construído para oferecer um espaço de testes para os robôs enviados ao planeta vermelho. Pelo Mars Yard passaram todos os jipes que atualmente estão em Marte, em atividade ou não. O JPL também possui um gigantesco túnel de vento para testar os sistemas de paraquedas que acompanham as sondas e jipes interplanetários, um galpão para simular de forma mais controlada o ambiente de Marte e um grande laboratório chamado “sala branca”, onde a construção dos robôs acontece de fato.

O robô que explora Marte
O robô que explora Marte

7862 – Mega Projeções – Vida Humana em Marte


O dia lá tem 24 horas e 37 minutos, a gravidade não nos mataria (é 39% da nossa) e os friorentos poderiam até gostar da Temperatura (de –140 0C a 20 0C). Com uma Distância da Terra que varia de 55 a 380 milhões de KM e um Diâmetro (6.794 Km) que é a metade do nosso, o quarto planeta do sistema solar está quase pronto para nos receber. basta tomarmos as mesmas precauções que a família da história a seguir.
Se um dia precisarmos deixar a Terra, provavelmente iremos para Marte. Entre os planetas próximos, é o único onde achamos sinais da existência de água. Ela pode estar no subsolo ou congelada nos pólos, e deve ser bem salgada. Marte é avermelhado porque é coberto de poeira enferrujada, que fica suspensa na atmosfera. Mas, apesar disso, é possível que tenha abrigado vida, há milhões de anos.
Comeríamos vegetais para não desperdiçar água e oxigênio na criação de animais. Carne, só vinda da Terra (se o planeta ainda existisse) e a preços exorbitantes.
Com um terço da nossa gravidade, Marte seria o lugar ideal para esportes radicais. Uma pessoa de 70 kg se sentiria como se tivesse somente 26 kg no planeta vermelho.
Exercitar-se seria obrigatório, pois nosso corpo é adaptado para a gravidade daqui. Lá, os músculos enfraqueceriam e os ossos perderiam cálcio (osteoporose).
Usaríamos roupas pressurizadas ao ar livre, pois a gravidade de lá não retém gases e a pressão é baixa. Sem o traje, os olhos pulariam fora e o sangue evaporaria.
Teríamos que ficar atentos ao céu. Marte atrai menos meteoros que a Terra. Mas todos atingem o planeta, pois a atmosfera rarefeita não o protege.
Um tormento seriam as tempestades de areia, cujos ventos vão a 300 km/h, mais do que qualquer furacão daqui, e duram meses. Detalhe: o ano teria 687 dias.
Por conta das tempestades de areia e dos meteoros, as casas teriam que ser reforçadas. viveríamos no subsolo, em cavernas vedadas para prender o ar.
Não há oxigênio por lá. Sua atmosfera é feita quase toda de gás carbônico (CO2). Criaríamos usinas para extrair oxigênio (o2) do gás (mas ainda não sabemos como).
Como existe atmosfera, falaríamos sem usar rádio. Mas, por causa do gás carbônico, a freqüência das ondas sonoras seria baixa. Uma menina falaria grosso como homem.
Por causa da gravidade, correr seria moleza, mesmo para os gordinhos e sedentários. Um atleta poderia vencer 100 metros rasos em menos de 5 segundos. Um recorde. já os fãs de uma boa caminhada poderiam passear no valles marineris, cânion de 4 mil km.
Marte tem um relevo impressionante. O Monte Olimpo, maior vulcão do Sistema Solar, com 27 km de altura, fica lá.
O solo é semelhante, Mas o plantio exigiria adubo. O nitrogênio, essencial, não existe lá. uma saída seria usar transgênicos ou organismos primitivos como líquens.
Nossos carros não andariam em Marte, porque usam motores a combustão, que requer oxigênio. teríamos de movê-los com energia elétrica, nuclear ou solar.
Lá, as noites têm duas luas, mas nada de banho de sol: sem camada de ozônio, a radiação pega. Agora só falta arrumar as malas e pegar o próximo foguete.