8678 – Vírus da Aids, ai dele! Nanopartícula feita de veneno de abelha pode matar vírus da aids


Este micro vilão mutante pode estar com os dias contados
Este micro vilão mutante pode estar com os dias contados

Uma toxina presente no veneno de abelhas pode ajudar a combater o vírus do HIV. Em uma pesquisa publicada no periódico Antiviral Therapy, pesquisadores da Universidade de Washington conseguiram que uma nanopartícula carregada com a toxina melitina destruísse o vírus. Segundo eles, a descoberta pode ser um passo importante no desenvolvimento de um gel vaginal eficaz em prevenir a disseminação do vírus causador da aids.
Nanopartículas carregadas com a toxina melitina (encontrada no veneno de abelhas) foram eficientes em destruir a capa protetora do vírus HIV. Ao matar o vírus causador da aids, essa partícula preveniu a disseminação do vírus.
A toxina melitina, presente no veneno da abelha, tem uma ação tão potente que consegue fazer pequenos buracos na camada protetora que envolve o HIV — assim como outros vírus. Quando essa toxina é colocada dentro das nanopartículas, no entanto, as células normais não são prejudicadas por sua ação. Isso porque a equipe de pesquisadores adicionou uma espécie de pára-choques de proteção em sua superfície. Assim, quando entra em contato com uma célula normal, que é muito maior em tamanho, a nanopartícula se afasta. O vírus do HIV, por outro lado, é menor do que a nanopartícula, cabendo no espaço existente entre esses pára-choques. Ao fazer contato com a superfície da partícula, o HIV entra em contato também com a toxina da abelha. “A melitina forma pequenos complexos de poros e rompe o envelope do vírus, arrancando esse envelope”, diz Joshua L. Hood, um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo.
Segundo os pesquisadores, uma das vantagens da nova abordagem é que a nanopartícula ataca uma parte essencial da estrutura viral: o envelope protetor. A maioria dos medicamentos anti-HIV disponíveis hoje no mercado atuam inibindo a habilidade do vírus de se replicar. Essa estratégia, no entanto, não consegue barrar a infecção inicial, e algumas cepas do vírus acabam driblando o remédio e se reproduzindo mesmo assim. “Teoricamente, não há como o vírus se adaptar a nossa técnica. O vírus precisa ter essa capa protetora, essa camada dupla que o reveste.”
Além da prevenção na forma de gel vaginal, Hood também espera que essas nanopartículas possam ser usadas como uma terapia para infecções por HIV já existentes, especialmente aquelas resistentes a drogas. Nesse contexto, as nanopartículas poderiam ser injetadas no paciente de maneira intravenosa e, em tese, seriam capazes de eliminar o HIV da corrente sanguínea.
“A partícula básica que estamos usando no experimento foi desenvolvida há muitos anos como um produto sanguíneo artificial”, diz Hood. “Ela não funcionou muito bem para a entrega de oxigênio, mas circula de maneira segura pela corrente sanguínea e nos dá uma boa plataforma adaptável para o combate a diferentes tipos de infecção.” Como a melitina ataca indiscriminadamente membranas duplas, o conceito não se limita apenas ao HIV. Diversos vírus, incluindo hepatite B e C, contam com o mesmo tipo de envelope protetor e seriam vulneráveis às nanopartículas carregadas com melitina.
Embora essa pesquisa em particular não se refira a métodos contraceptivos, de acordo com Joshua Hood, o gel poderia facilmente ser adaptado para ter os espermatozoides como alvos. “Estamos olhando também para casais em que apenas um parceiro tem HIV, e que querem ter um bebê”, diz Hood. “Essas partículas, por si só, são bastante seguras para o esperma, da mesma maneira que são para as células vaginais.”
Embora a pesquisa tenha sido feita em células laboratoriais, Hood afirma que as nanoparticulas podem ser facilmente fabricadas em grandes quantias, em volume necessário para testes clínicos.

5431 – Mega Notícias – Veneno de cobra menos tóxico


Contra picada de cobra só resta à vítima tomar o soro com anticorpos produzidos por animais que receberam pequenas doses de veneno. Mas a primeira vacina antiveneno de cobra pode estar a caminho, em conseqüência de estudos realizados no Instituto de Pesquisas Nucleares (IPEN) da Universidade de São Paulo. “A princípio, pretendemos tornar o veneno menos tóxico e assim reduzir o número de mortes dos cavalos usados na produção do soro”, explica um bioquímico. Os cientistas já conseguiram tornar o veneno de cascavel cerca de cinco vezes menos tóxico, graças a aplicações de radiação gama – energia eletromagnética emitida, por exemplo, pelo cobalto 60.
Os raios gama modificam as moléculas da peçonha, inibindo a sua ação. Essas alterações, porém, não podem ultrapassar o ponto em que o organismo ainda reconhece a presença da toxina, produzindo anticorpos de defesa. Como, na verdade, um único veneno possui diversas toxinas, os resultados completos com o veneno da cascavel só serão conhecidos daqui a dois anos.

☻ Mega Arquivo - Manuscrito original era baseado em artigos científicos

5405 – Biologia – Combate às aranhas


O uso de aviões de guerra contra aranhas pode parecer aberrante, mas é um excelente exemplo do pavor que elas inspiram e sa falta de conhecimentos com que frequentemente o homem as enfrenta. Não é difícil imaginar o que aconteceu na Ilha do Fundão, quando as primeiras bombas de nalpan atingiram o solo. Os grandes deslocamentos de ar causados pelos impactos dos projéteis e as colunas ascendentes de ar quente produzidas pelo incêndio carregaram para a atmosfera uma enorme quantidade de jovens curacavensis em seus balões de seda. Este bizarro caso fez um zoólogo apresentar extenso relatório condenando o espetacular e ineficiente método de combate às aranhas e aconselhando que no futuro fossem usadas apenas técnicas convencionais de borrifaçãocom DDT ou BHC, com supervisão de especialistas.
A aranha não é um inseto, embora pertença ao mesmo filo, o dos artrópodes, é de uma classe própria, a aracnídea, da qual fazem parte também os piolhos e os escorpiões. Possuem 4 pares de patas e o corpo dividido em apenas 2 porções:o abdomem e o cefalotórax; tal nome significa que a cabeça e o tórax estão fundidos numa só peça. Todas as aranhas são peçonhentas, ou seja,inoculam em suas vítimas, geralmente insetos, uma substância que mata ou paralisa e que desempenha também a função de suco digestivo. No homem o veneno das aranhas-lobofaz apodrecer o tecido no local atingido. O das aranhas-marrons destrói os glóbulos vermelhos, o que causa obstrução renal. O das armadeiras provoca intensa hipertensão, suores e taquicardia, entretanto, poucas espécies injetam veneno capaz de por em risco a vida humana. O maior número de acidentes acontece em meses frios, durante as horas quentes do dia e a metade dos casos dentro de casa. As aranhas podem entrar nas casas por diversos motivos, mas não de propósito para atacar o homem. Suas habitações naturais como os campos e florestas estão sendo devastadas e aí vagam em busca de novos abrigos.

5239 – Biologia – Quais as cobras mais venenosas?


Bote armado

A mais venenosa do mundo é a taipan. Natural da Austrália, ela mede cerca de 3,3 m e pica a pessoa ou animal várias vezes seguidas. Seu veneno é capaz de matar em poucos minutos. A mais venenosa no Brasil é a coral. Seu veneno age sobre o sistema nervoso central, afetando o pulmão e o coração. Se não for rapidamente atendida, a vítima morre em algumas horas. Apesar de potente, o veneno dessa cobra não chega a 10% da letalidade da taipan. A potência do veneno das cobras se mede por uma unidade chamada DL ( dose letal) 50%, que representa a dose que deve ser inoculada em um lote de camundongos para que a metade morra.

5018 -Zoologia – Só os fortes e os espertos sobrevivem


Como vimos no outro capítulo, o jacaré que bobeia, vira bolsa, e …

Quem leva uma picada de marimbondo nunca mais se descuida quando torna a encontrar um pela frente. Os animais também não. Eles memorizam as experiências malsucedidas e evitam repeti-las. Quando são predadores, a experiência e a cautela podem livrar o algoz de uma vítima venenosa. Para as vítimas, por sua vez, alardear a periculosidade pode ser a salvação.
Só que muitas presas simplesmente blefam. Assim, como os bichos que produzem toxinas geralmente têm cores vistosas, como vermelho e amarelo, diversas espécies evoluem até adquirir colorações “perigosas”. Outras copiam não só o colorido como também a forma dos colegas enfezados. É o caso das inofensivas esperanças – insetos do grupo dos grilos e dos gafanhotos –, que imitam vespas venenosas. Puro fingimento.
Existem duas boas maneiras de não ser comido na natureza: anunciar-se como algo ameaçador ou tentar passar despercebido na mata.
Quem não tem veneno imita outro bicho ou finge-se de pedra, galho ou folhagem. “Para se camuflar, vários animais adotaram uma coloração capaz de confundi-los com o pano de fundo”.
Os besouros da familia Chrysomelidae não são coloridos à toa. O pigmento amarelo é um aviso – na linguagem da selva, quer dizer “eu sou venenoso”. Esses insetos fabricam substâncias tóxicas insuportáveis ao paladar de seus predadores, os pássaros.
Os gafanhotos da família Acrididae devoram arbustos na pedregosa Serra do Cipó, em Minas Gerais. Nada melhor, então, do que misturar-se ao mosaico de pedras da região para não virar almoço de pássaro.