9882 – Medicina – Vacina contra a Hipertensão


Estudos avançam sobre o anticorpo capaz de inibir o hormônio que eleva a pressão.
Uma novidade apresentada no XVI Congresso Brasileiro de Hipertensão, promete facilitar a rotina dos hipertensos dependentes de medicação diária: a chamada vacina contra hipertensão.
As últimas descobertas apontam para a produção de um anticorpo capaz de atuar sobre a angiotensina II. O presidente e coordenador do congresso, Antonio Felipe Sanjuliani, explica que a angiotensina II é um hormônio produzido pelo organismo. “Em certas condições, ela tem a capacidade de elevar a pressão arterial e induzir à hipertensão. O anticorpo seria capaz, então, de inibir a atuação deste hormônio”.
O estudo realizado por cientistas suíços, publicado na revista especializada Lancet ainda não é conclusivo, já que foi feito com um número muito restrito de pacientes. A previsão para o uso seguro da medida terapêutica também não foi definida, segundo o especialista.
Sobre a possibilidade de a vacina substituir todas as outras formas de tratamento, Antonio Felipe é incisivo: “a vacina atuaria sobre um dos principais mecanismos responsáveis pelo aumento da pressão, mas não em todos. E certamente seu uso não descartaria a necessidade de seguir hábitos saudáveis, nem a possibilidade do uso de outros medicamentos para controlar a pressão”.
A vacina seria capaz de substituir apenas o grupo de medicamentos que atuam na mesma direção que ela. Ou seja, medicamentos que agem sobre os efeitos da angiotensina II.
Além da comprovação de sua eficácia, os estudos precisam checar a segurança da vacina. O coordenador do congresso explica que a vacina bloqueia o receptor da angiotensina II. Este, por sua vez, desempenha papel fundamental na regulação da pressão e dos líquidos corporais. “Ainda não se sabe o que o bloqueio total deste sistema poderia acarretar diante de situações de desidratação ou trauma”.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, cerca de 22% da população com mais de 18 anos é hipertensa. O número representa aproximadamente 26,5 milhões de brasileiros. Já os dados da Sociedade Brasileira de Hipertensão mostram que quase 300 mil pessoas morrem anualmente no Brasil por causa de doenças cardiovasculares. Mais da metade deste valor decorre da hipertensão.
O especialista conta que a pressão arterial é medida em milímetros de mercúrio. Valores iguais ou superiores a 140/90 mmHg são considerados altos. Mas Hilton faz uma ressalva: “não se sabe ao certo o que é pressão normal. O que sabemos é que, considerando uma determinada população, os riscos de infarto, morte súbita, insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral são maiores quando a média da pressão excede 140/90 mmHg. Adota-se, então, este critério para rotular indivíduos hipertensos”.
Na maioria dos indivíduos, a hipertensão não apresenta sintomas. Hilton relata que alguns pacientes relacionam, de maneira equivocada, a coincidência de sintomas como dores de cabeça, sangramento pelo nariz, tontura, rubor facial e cansaço, à pressão alta. Para descobrir a existência da doença, o conselho do especialista é medi-la com regularidade e visitar o médico frequentemente.
Os medicamentos entram em cena porque nem sempre as modificações do estilo de vida são suficientes para estabilizar a pressão. “O tratamento medicamentoso reduz a mortalidade cardiovascular e previne o agravamento metabólico. Ou seja, além de abaixar a pressão arterial, os medicamentos proporcionam maior sobrevida aos pacientes”, fala o especialista da SBH.
O cardiologista informa ainda que mesmo os pacientes hipertensos que seguem algum tipo de tratamento medicamentoso apresentam mais riscos de desenvolver doenças cardiovasculares, se comparados às pessoas que não sofrem de hipertensão. Os hábitos saudáveis, portanto, são ressaltados também como medida preventiva.

9709 – Vacina terapêutica pode tratar lesões cervicais


Depois do arsenal preventivo contra o câncer de colo do útero (exame papanicolaou e da vacina que previne o HPV), desponta agora uma vacina terapêutica que pretende evitar que células pré-cancerígenas se transformem em tumor de colo uterino.
Os resultados ainda são preliminares –apenas 12 mulheres com lesões cervicais ligadas ao vírus HPV foram testadas. O estudo foi publicado ontem na revista científica “Science Translational Medicine”.
O tratamento potencializou a ação do sistema imunológico contra as células pré-cancerígenas presentes na lesão cervical. As mulheres receberam três injeções da vacina no braço durante oito semanas. Não houve recidiva.
Após a aplicação da vacina, os pesquisadores compararam as respostas autoimunes. Foi observado que as células T se manifestaram em níveis antes não vistos. Espera-se que, com isso, as respostas imunes geradas pela vacina tenham o potencial de induzir a regressão completa da lesão cervical.
No futuro, a expectativa é que essas vacinas evitem as cirurgias para a retirada de lesões do colo do útero. Hoje, parte do colo é removida, o que pode causar infertilidade e partos prematuros.

9645 – Butantan Alerta Sobre os Riscos da ‘VACINA DO SAPO’


butantan

O Instituto Butantan, um dos maiores centros de pesquisa biomédica do mundo, alerta sobre os riscos da “vacina do sapo”, técnica indígena que promete força, resistência e até mesmo a cura de diversas doenças, entre elas câncer e depressão, pela injeção de veneno da perereca-verde Phyllomedusa bicolor, popularmente conhecida como kambô.
O biólogo Carlos Jared, diretor do Laboratório de Biologia Celular do instituto, ressalta que ainda é muito prematuro falar sobre os benefícios dessa substância. “Só temos 30 anos de estudos sobre os efeitos dos veneno dos anfíbios. Se comparado com as pesquisas do veneno de cobras, por exemplo, que vem sendo estudado desde o século XVII, ainda estamos só no começo. Nunca houve uma ação de saúde pública direta para estudá-lo. Seria importante coletar o veneno bruto do animal, passá-lo por um processo de separação química, isolar cada substância e estudá-las separadamente para, assim, afirmarmos veementemente sua eficácia. Mas para isso é preciso tempo, já que o processo é longo e trabalhoso.”
Embora cause sintomas incômodos , a ingestão do veneno vem atraindo cada vez mais adeptos devido à reação momentânea de bem-estar que provoca. A sensação é reflexo da presença comprovada de opioides produzidos pelas glândulas do animal. Esse grupo de fármaco natural atua em alguns receptores neurais amenizando a dor. Entretanto, uma série de outros componentes também faz parte do veneno, sendo que a maioria tem função desconhecida pela ciência. Algumas substâncias presentes na glândula podem causar vômitos, diarreia, taquicardia, sudorese e alterações de pressão, entre outros sintomas.
Há quem acredite que o vômito é importante para purificar o corpo, mas o diretor explica que a reação, bastante comum, é uma “arma” do anfíbio contra o seu predador. “Os venenos dos anfíbios, que ficam localizados sob a pele do animal, são passivos, liberados apenas por pressão do predador. É preciso que o predador ingira o animal para que o veneno seja expelido, diferentemente das cobras, que envenenam com a mordida. Caso o sapo seja engolido, a função do veneno é provocar vômito para que ele seja regurgitado. Se esses efeitos já são intensos pelo contato com a mucosa da boca, quando colocados em contato direto com a corrente sanguínea são muito mais fortes e aparecem em questão de segundos.”
Para a aplicação da ‘vacina do sapo’ são feitos de sete a nove orifícios no braço (em caso dos homens) ou na perna (em mulheres) com um pedaço de madeira quente. A secreção venenosa extraída da pele do sapo é inserida embaixo da pele com um canivete.
Jared reforça que a técnica não é recomendada por especialistas, nem reconhecida pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). “Embora possa existir uma mística, um glamour por ser um tratamento natural, ela causa efeitos desagradáveis, provocados por substâncias conhecidas. Fora isso, existem vários outros elementos nesse ‘caldeirão da bruxa’ que não sabemos o que são e o que podem provocar.”
A “vacina do sapo” é bastante utilizada pelos índios da Amazônia brasileira e peruana em rituais antes da caça. O intuito é aproveitar a sensação de bem-estar provocada após os efeitos colaterais. “A técnica é bastante interessante dentro do contexto da cultura indígena. Mas os índios, além de terem outros costumes, possuem mais resistência aos efeitos colaterais do que nós, que não estamos acostumados com a substância”.

9315 – Varíola, um grande flagelo


No início do século 18, a varíola flagelava a humanidade, por isso, começou a se dar atenção as informações de certos viajantes, que, vindos da Turquia, afirmavam que o povo de lá se imunizava contra a doença introduzindo no braço, com o auxílio de agulhas, o pus dos que contraíam varíola. Coube ao médico genovês Tronchin, experimentar tal tipo de preventivo com bons resultados. Entretanto, o cirurgião inglês Jenner aperfeiçoou o método utilizando para a inoculação o elemento virulento da “vaccine”, ou seja a varíola da vaca, daí o nome vacina. Assim, em 14 de maio de 1796, uma criança era pela primeira vez, vacinada por Jenner (1749-1823).

O vírus da varíola é o orthopoxvirus, um dos maiores vírus que infectam os seres humanos, com cerca de 300nanômetros de diâmetro, o que é suficientemente grande para ser visto como um ponto ao microscópio óptico (o único outro vírus que causa doença também visível desta forma é o vírus do molusco contagioso). O vírus tem envelope (membrana lípidica própria). O seu genoma é deDNA e é dos mais complexos existentes. O vírus fabrica as suas proteínas e replica-se numa área localizada docitoplasma da célula hóspede, sendo um dos poucos vírus com essa capacidade de se localizar em corpos de inclusão de Guarnieri, ou fábricas. O seu genoma é de quase 100 000 pares de bases, um dos maiores genomas virais. O DNA é bicatenar (hélice dupla) linear e com as extremidades fundidas. Ao contrário dos outros vírus, ele contém dentro de si suficiente quantidade dasenzimas necessárias à produção de ácidos nucleicos, e ao seu ciclo de vida, e utiliza apenas a maquinaria de síntese proteica da célula. Daí que é dos poucos vírus de DNA citoplasmáticos. É considerada extinta desde 11 de setembro de 1978, ano em que ocorreu o último caso que vitimou uma médica num laboratório inglês por erro (Janet Parker); o último caso registado fora dos laboratórios foi registado em 1977, na Somália, tendo Ali Maow Maalin (um jovem de 23 anos, residente na cidade de Merca )o último homem a contrair varíola fora dos laboratórios, mas se recuperou. Foi a primeira doença erradicada pelo homem, graças à intensa campanha de vacinação em todo o mundo, a sua erradicação foi anunciada em 1980 pela Organização Mundial da Saúde.

8717 – Vacina brasileira contra Aids testada em macacos


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Pesquisadores vão testar em macacos uma vacina brasileira contra o vírus HIV, a partir do segundo semestre, informou uma nota da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), nesta segunda-feira (5-de agosto-2013).
A previsão é que os experimentos durem 24 meses, e o objetivo é encontrar um método de imunização mais eficaz contra a Aids para ser usado em seres humanos.
O imunizante contido na vacina foi desenvolvido e patenteado por cientistas da Faculdade de Medicina da USP, e batizado de HIVBr18. O projeto teve início em 2001 e foi desenvolvido por três pesquisadores – Edecio Cunha Neto, Jorge Kalil e Simone Fonseca.
Vantagens
A atual etapa do teste pré-clínico, a ser realizada no segundo semestre, vai ser feita em uma colônia de macacos rhesus mantida pelo Instituto Butantan. A vantagem de fazer os testes, é a similaridade entre o sistema imunológico humano e o dos macacos, e o fato de eles serem suscetíveis ao vírus SIV, que deu origem ao HIV.
Os cientistas avaliam que, no atual estágio de desenvolvimento, a vacina não deve eliminar totalmente o HIV do organismo, mas poderia manter a carga dos vírus reduzida ao ponto um infectado não desenvolver a imunodeficiência e não transmitir o vírus.
A vacina também pode vir a ser usada para fortalecer o efeito de outras contra a Aids, como uma que está sendo desenvolvida por cientistas da Universidade Rockfeller, em Nova York, nos UEA, criada com uma proteína do vírus chamada gp140.
“Em um experimento conduzido pela pesquisadora Daniela Rosa, observamos que a pré-imunização com a HIVBr18 melhora a resposta à vacina feita com a proteína recombinante do envelope do HIV gp140, que é a responsável pela entrada do vírus nas células”, disse Cunha Neto, em entrevista à Fapesp.
“Uma vacina capaz de induzir a produção de anticorpos contra essa proteína [gp140] poderia bloquear a infecção contra o HIV”, completou Cunha Neto.
O projeto é atualmente conduzido no ambito do Instituto de Investigação em Imunologia, considerado um dos institutos nacionais de ciência e tecnologia (INCT) vinculados ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação com apoio da Fapesp.
O projeto teve início a partir da análise do sistema imunológico de um grupo especial de portadores do HIV, que mantinham o vírus sob controle por mais tempo que o normal e apresentavam demora para adoecer.
Nestes pacientes, a quantidade de linfócitos T do tipo CD4 (TCD4), tipo de glóbulo branco que é alvo do vírus HIV, permaneciam em níveis mais elevados do que o normal.
Naquela época, os pesquisadores isolaram peptídeos (pequenos pedaços de proteínas) do vírus HIV entre os mais estáveis (que se mantém presentes em quase todas as cepas) e testaram com a ajuda de um programa de computador.
A ideia foi selecionar os peptídeos com mais chances de serem reconhecidos pelas células TCD4 do sistema imunológico dos pacientes infectados com o HIV. Foram escolhidos 18 entre os peptídeos testados.
Os 18 peptídeos foram recriados em laboratório e codificados em uma molécula circular de DNA, chamada de plasmídeo. Os resultados foram publicados em 2006 na revista científica “Aids”.
Testes em laboratório feitos com amostras de sangue de 32 pessoas com HIV com diferentes condições imunológicas e genéticas mostraram que, em mais de 90% dos casos, ao menos um dos peptídeos era reconhecido pelas células imunológicas.
Os processos foram aperfeiçoados e novos testes foram feitos, inclusive um novo experimento com camundongos geneticamente modificados para expressar moléculas do sistema imunológico humano, cujas conclusões saíram na revista científica “PLoS One”, em 2010.
Para pesquisas recentes, o grupo desenvolveu uma nova versão da vacina, com elementos conservados de todos os subtipos do grupo principal do HIV, chamado de grupo M. A vacina foi capaz de induzir respostas do sistema imunológico contra fragmentos de todos os subtipos testados do vírus até o momento.

8301 – Vacina japonesa reduz em 72% o risco de malária


Aedes, transmissor da febre amarela e da dengue
Aedes, transmissor da febre amarela e da dengue

Cientistas japoneses estão testando uma vacina contra a malária que, segundo eles, pode reduzir o risco da infecção em até 72%. Ao menos foi o que demonstraram os resultados da primeira fase dos testes clínicos – ou seja, feito em pessoas, e não em modelos animais – do tratamento. Para que uma nova terapia seja aprovada, ela deve passar por três fases de pesquisa clínica.
Os pesquisadores avaliaram a eficácia e a segurança da vacina BK-SE36 para prevenir a malária comparando pessoas imunizadas a indivíduos não vacinados. A vacina parece diminuir em até 72% o risco de infecção e mostrou ser segura.
Ainda não existe uma vacina que evite completamente a malária, e pesquisas que testaram vacinas contra a infecção demonstraram uma redução do risco pequena ou então pouco duradoura. Além disso, a resistência da doença aos remédios vem aumentando, o que piora a eficácia dos tratamentos disponíveis.
O novo estudo, feito na Universidade de Osaka, no Japão, testou a vacina BK-SE36, desenvolvida na própria universidade. A vacina foi feita a partir de uma mistura entre um gel de hidróxido de alumínio e uma proteína geneticamente modificada do parasita responsável pela transmissão da doença.
A vacina foi testada no Japão e também em uma região de Uganda onde a malária é endêmica. No país africano, entre 2010 e 2011, os cientistas testaram a vacina em 132 indivíduos de 6 a 20 anos e, entre 130 e 365 dias após a imunização, compararam essas pessoas a outras cinquenta de um grupo de controle, que não haviam sido vacinadas.

De acordo com os pesquisadores, essa fase do estudo mostrou que a vacina é segura e nenhum paciente imunizado apresentou efeitos adversos graves. O efeito protetor demonstrado pelo tratamento, porém, precisa ser confirmado nas próximas etapas da pesquisa clínica.
Os resultados do teste foram publicados nesta semana no periódico PLoS One. Toshihiro Horii, coordenador do estudo, disse à agência de notícias Jiji Press que seu objetivo é que a vacina BK-SE36 seja usada “cinco anos após a realização de um estudo feito com crianças de até 5 anos de idade, que representam a maior parte das mortes por malária”.

7965 – Vacina passa por prova de fogo


A mais promissora candidata à vacina contra a malária acaba de passar pelo seu teste mais difícil: a SPf66, como é chamada, reduziu um terço da incidência da doença em crianças da cidade de Idete, no sudoeste da Tanzânia. Criada em 1987 pelo médico colombiano Manuel Patarroyo, ela é composta por proteínas extraídas do parasita da malária e fez o maior sucesso nos primeiros testes, realizados há dois anos na América do Sul: 39% das pessoas em que foi aplicada ficaram imunes. Mesmo assim, muita gente desconfiava que a SPf66 não teria o mesmo desempenho nas regiões pobres da África, onde a taxa de transmissão da malária é cem vezes maior do que em qualquer outro canto do planeta. Na Tanzânia, as crianças sofrem, em média, trezentas picadas por ano de mosquitos infectados pelo parasita. Por causa desse elevado grau de exposição, alguns especialistas não ficaram ê muito animados com a nova droga colombiana. Mas ela surpreendeu, deixando 31 % das crianças africanas imunizadas.
Alguns acham que a vacina precisa ainda ser melhorada. Patarroyo responde: “Na falta de outra, não podemos deixar de usar esta para combater a malária. “

7085 – Pesquisadores intensificam busca por vacina antigripe “universal”


New York Times

Com a intensificação da temporada da gripe no hemisfério Norte, os médicos têm um novo arsenal de vacinas à sua disposição. Elas geralmente protegem bem, mas por pouco tempo.
“Na história da imunologia, é a única [vacina] que atualizamos a cada ano”, diz Gary Nabel, diretor do Centro de Pesquisa de Vacinas do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos.
É assim desde o advento da vacina antigripe, na década de 1950. No entanto, estudos recentes trazem esperanças de uma mudança.
Nabel e outros especialistas anteveem uma época em que as vacinas sazonais contra a gripe serão substituídas por uma imunização duradoura.
“Essa é a meta: duas doses quando você é jovem e depois reforços mais tarde”, afirmou Nabel.
Essa vacina seria de grande valia na luta contra surtos sazonais de gripe, que matam cerca de 500 mil pessoas por ano. Mas Sarah Gilbert, da Universidade de Oxford, argumenta que ela poderia trazer um benefício ainda maior.
As vacinas melhoram a proteção imunológica natural do organismo. As atuais vacinas antigripe protegem as pessoas ao permitir a produção de anticorpos antes do contato com os vírus. Mas a incessante evolução dos vírus influenza obriga os cientistas a reconfigurar a vacina a cada ano.

Intuição
Meses antes da temporada de gripes, eles precisam intuir quais cepas serão dominantes. Os laboratórios então combinam fragmentos de proteínas dessas cepas para criar uma nova vacina.
Há muito tempo, os cientistas buscam formas de romper esse ciclo, desenvolvendo uma vacina que funcione contra qualquer tipo de influenza. Essa vacina universal contra a gripe precisaria atacar uma parte do vírus que mude pouco de ano para ano.
Gilbert e seus colegas estão tentando produzir uma vacina, baseada nos linfócitos T, que possa localizar esse alvo. Os cientistas já descobriram que, quando as células T aprendem a reconhecer proteínas de um tipo de vírus, elas conseguem atacar muitos outros tipos.
Enquanto os pesquisadores de Oxford se debruçam sobre as vacinas com linfócitos T, outros estão desenvolvendo vacinas capazes de gerar anticorpos que sejam eficazes contra muitos vírus da gripe -ou talvez contra todos.
A primeira dica de que tais anticorpos existem surgiu em 1993, quando pesquisadores japoneses contaminaram ratos com o vírus da gripe H1N1. Eles extraíram anticorpos dos animais e os injetaram em outros ratos. Os espécimes que receberam os anticorpos demonstraram estar protegidos contra outro tipo de gripe, a H2N2. Mas, na época, isso foi visto com estranheza, segundo Ian Wilson, do Instituto de Pesquisas Scripps, de San Diego. Os novos anticorpos atacam outras partes dos vírus que não os alvos das vacinas atuais.

7071 – Pesquisadores intensificam busca por vacina antigripe “universal”


Com a intensificação da temporada da gripe no hemisfério Norte, os médicos têm um novo arsenal de vacinas à sua disposição. Elas geralmente protegem bem, mas por pouco tempo.
“Na história da imunologia, é a única [vacina] que atualizamos a cada ano”, diz Gary Nabel, diretor do Centro de Pesquisa de Vacinas do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos.
É assim desde o advento da vacina antigripe, na década de 1950. No entanto, estudos recentes trazem esperanças de uma mudança.
Nabel e outros especialistas anteveem uma época em que as vacinas sazonais contra a gripe serão substituídas por uma imunização duradoura.
Essa vacina seria de grande valia na luta contra surtos sazonais de gripe, que matam cerca de 500 mil pessoas por ano. Mas Sarah Gilbert, da Universidade de Oxford, argumenta que ela poderia trazer um benefício ainda maior.
“A vacinação universal trará fim à ameaça de uma pandemia de influenza”, escreveu ela em um recente estudo.
As vacinas melhoram a proteção imunológica natural do organismo. As atuais vacinas antigripe protegem as pessoas ao permitir a produção de anticorpos antes do contato com os vírus. Mas a incessante evolução dos vírus influenza obriga os cientistas a reconfigurar a vacina a cada ano.
Meses antes da temporada de gripes, eles precisam intuir quais cepas serão dominantes. Os laboratórios então combinam fragmentos de proteínas dessas cepas para criar uma nova vacina.
Há muito tempo, os cientistas buscam formas de romper esse ciclo, desenvolvendo uma vacina que funcione contra qualquer tipo de influenza. Essa vacina universal contra a gripe precisaria atacar uma parte do vírus que mude pouco de ano para ano.
Gilbert e seus colegas estão tentando produzir uma vacina, baseada nos linfócitos T, que possa localizar esse alvo. Os cientistas já descobriram que, quando as células T aprendem a reconhecer proteínas de um tipo de vírus, elas conseguem atacar muitos outros tipos.
Enquanto os pesquisadores de Oxford se debruçam sobre as vacinas com linfócitos T, outros estão desenvolvendo vacinas capazes de gerar anticorpos que sejam eficazes contra muitos vírus da gripe -ou talvez contra todos.
A primeira dica de que tais anticorpos existem surgiu em 1993, quando pesquisadores japoneses contaminaram ratos com o vírus da gripe H1N1. Eles extraíram anticorpos dos animais e os injetaram em outros ratos. Os espécimes que receberam os anticorpos demonstraram estar protegidos contra outro tipo de gripe, a H2N2. Mas, na época, isso foi visto com estranheza, segundo Ian Wilson, do Instituto de Pesquisas Scripps, de San Diego. Os novos anticorpos atacam outras partes dos vírus que não os alvos das vacinas atuais.

7031 – Vacina contra o câncer de próstata


Mais um grande passo foi dado na guerra ao mal por trás de pelo menos 8 milhões de baixas na humanidade todo ano. A FDA, agência que regula os medicamentos nos Estados Unidos, deu sinal verde para a primeira vacina terapêutica contra o câncer. Produzido pelo laboratório americano Dendreon, o novo armamento se destina, por enquanto, a homens com tumor de próstata avançado. “É a validação do conceito de imunoterapia, uma estratégia de aperfeiçoar as defesas do corpo para atacar tumores”, afirma o oncologista Philip Kantoff, do Instituto de Câncer Dana-Farber, líder do estudo com 512 pacientes que legitimou a vacina.
O aumento de sobrevida ainda é baixo, mas ela pode ser aperfeiçoada.
Num estágio um pouco mais avançado, a quimioterapia garante um fôlego extra de três meses ao paciente. Uma das vantagens, aliás, é a carência de efeitos colaterais expressivos, que se limitam a fadiga e dores de cabeça nos primeiros dias após a aplicação. Nada de náuseas e queda de cabelo, como na químio. O intrigante é que, embora benéfica, a vacina não desarticula o tumor em si.
Os mecanismos de ação ainda não estão totalmente esclarecidos”, admite Kantoff.
Trabalhos estão em curso inclusive para apurar um possível elo entre o tratamento e o maior risco de derrames. Até agora, a indicação se restringe a pacientes com metástase — ou seja, quando a doença já está disseminada pelo corpo —, poucos sintomas e sem resposta à terapia hormonal, normalmente convocada nessa fase.
Por uma questão de ética, porém, os testes sempre começam pelos doentes mais comprometidos.
A expectativa é que a liberação da primeira vacina terapêutica abra caminho ao advento de outras correntes de imunoterapia. No Brasil, o pesquisador Fernando Kreutz trabalha, desde 2001, em cima de uma vacina contra o câncer de próstata aplicada direto na pele.
“Diferentemente do modelo americano, partimos das células do tumor do paciente, extraídas em uma biópsia”, explicou em entrevista.
Além da próstata, tumores em outros cantos do corpo estão na pontaria das vacinas. Trabalhos recentes autenticaram a eficiência de versões contra o melanoma, o câncer de pele mais agressivo, e o linfoma, que mina o sistema linfático. “Com o reforço ao sistema imune, a velocidade de crescimento da doença diminui”.
A tática será testada em 1,3 mil doentes mundo afora com a promessa de atirar nas células cancerosas, deixando as sadias em paz.
As vacinas terapêuticas ainda enfrentam dificuldades que esbarram na engenhosidade do câncer, doença que varia muito de pessoa para pessoa.
As células cancerosas costumam ser diferentes entre si, o que dificulta seu reconhecimento pelas defesas.
A esperança é vencer os desafios impostos por uma doença mutante por natureza. “Contra o câncer não dependemos de uma única arma, e as vacinas terão um papel a cumprir. Nessa guerra, todo apoio é bem-vindo.

Esperança de Vida
A expectativa de vida de uma criança que nasce hoje no Brasil é de 71,9 anos, de acordo com o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A expectativa de vida de todos os bebês brasileiros nascidos em 1980, ano em que o IBGE fez a primeira pesquisa nesse sentido, era de 62,5 anos.
O objetivo dessas estatísticas é ilustrar como a saúde do mundo, não apenas do Brasil, está melhorando a um índice extraordinário. Hoje, existe uma porcentagem maior de pessoas mais velhas jamais vista. Então, o que está nos fazendo viver mais tempo? A razão mais óbvia é a quantidade incrível de tecnologia médica desenvolvida no século XX. Os cientistas desenvolveram medicamentos e equipamentos que permitem que combatamos as doenças com mais eficácia. A penicilina (1928), a vacina contra o sarampo (1953), a vacina contra a poliomielite (1954) e a insulina (década de 20) são apenas algumas das muitas descobertas médicas feitas no século passado.
Possivelmente, o avanço mais empolgante desse século será a descoberta de uma vacina contra o câncer universal. Os cientistas estão à beira de desenvolver tal vacina que, quando descoberta, salvará milhões de vidas por ano.
Provavelmente, a forma mais promissora de tratamento contra o câncer esteja na imunoterapia, em que os cientistas estão desenvolvendo várias vacinas experimentais contra o câncer que poderiam levar à erradicação da doença nesse século. Existem duas categorias principais onde se encaixam as vacinas contra o câncer:

vacina contra o câncer específico
vacina contra o câncer universal

Como o nome sugere, as vacinas contra o câncer específico são criadas para tratar tipos específicos de cânceres. Em outras palavras, uma vacina poderia ser desenvolvida para o câncer de pulmão, outra poderia ser usada para tratar o câncer de cólon, outra poderia tratar o câncer de pele, e assim por diante. Uma vacina contra o câncer mais interessante seria aquela que pudesse combater as células do câncer independentemente do tipo da doença. Esse tipo de vacina é chamada de vacina contra o câncer universal.

Nessas duas categorias, existem mais tipos específicos de vacinas contra o câncer. Cada tipo de vacina contra o câncer funciona sob o mesmo princípio básico: a vacina, que contém células do tumor ou antígenos, estimula o sistema imunológico do paciente, que produz células especiais que matam as células do câncer e previnem reincidências da doença. Ao contrário das vacinas contra outras doenças, que previnem sua ocorrência, não existe uma vacina em desenvolvimento que possa prevenir o aparecimento do câncer. As vacinas contra o câncer são usadas somente como um tratamento após o câncer ter sido encontrado em um paciente.
As vacinas de antígenos utilizam antígenos específicos do tumor – proteínas descobertas em uma célula tumoral – para estimular o sistema imunológico. Ao injetar esses antígenos na área cancerosa do paciente, o sistema imunológico produzirá uma quantidade elevada de anticorpos ou de linfócitos T citotóxicos, também conhecidos como células T de defesa, para atacar as células do câncer que carregam esse antígeno específico. Vários antígenos podem ser usados nesse tipo de vacina para variar a resposta do sistema imunológico.
Em certos casos, alguns anticorpos – chamados de anticorpos idiotipo – agem como antígenos, estimulando uma resposta imunológica semelhante à descrita acima. Nesse caso, o sistema imunológico produzirá anticorpos antiidiotipos para atacarem os idiotipos. Os cientistas descobriram uma maneira de produzir anticorpos antiidiotipos em massa para criar uma vacina que possa ser injetada para o tratamento do câncer.

As células dendríticas quebram os antígenos nas superfícies da célula do câncer em pedaços menores. As células dendríticas, então, agem como os mensageiros mais procurados pelo sistema imunológico, revelando tais pedaços de antígenos às células T de defesa. Para produzir uma vacina de célula dendrítica, os cientistas extraem algumas das células dendríticas do paciente e utilizam estimulantes da célula imunológica para reproduzir grandes quantidades de células dendríticas no laboratório. Essas células dendríticas são expostas aos antígenos das células do câncer do paciente. Essa combinação de células dendríticas e antígenos é injetada no paciente, e as células dendríticas funcionam para programar as células T.
Com a pesquisa recente sobre o DNA (ácido desoxirribonucléico), os cientistas estão descobrindo formas de usar o código genético das proteínas produzidas nas células para auxiliar os sistemas imunológicos no combate ao câncer. Partes do DNA das células do paciente são injetadas no paciente, que instrui as outras células a produzirem continuamente certos antígenos. Essa vacina de DNA aumenta a produção de antígenos, o que força o sistema imunológico a responder produzindo mais células T.
As vacinas de células do tumor podem ser produzidas usando-se as células cancerígenas do paciente ou de outra pessoa. Essas células são mortas e injetadas no paciente. Embora as células estejam mortas, os antígenos ainda são reconhecidos pelo sistema imunológico, que responde atacando as células mortas. O sistema imunológico também atacará as células vivas do câncer carregando o antígeno que foi descoberto nas células mortas.
Embora a Ciência tenham tido algum sucesso com cada uma dessas vacinas contra o câncer, ainda é muito cedo dizer quando uma vacina de verdade será desenvolvida. Entretanto, a ciência tem permitido cada vez mais que sejamos capazes de desenvolver um método que possa erradicar algumas formas de câncer de nossa vida, se não todas elas.

7030 – Cadê a Minha Vacina? Um ano após deputados aprovarem lei, RJ ainda não tem vacina contra HPV


O País da burocracia…

Um ano após a Assembleia Legislativa do Rio ter aprovado a criação de um programa de vacinação contra o HPV, o Estado ainda não oferece para a população a imunização contra o vírus, principal causador do câncer de colo de útero e associado também a tumores no pênis e na boca.
Sancionada pelo governador Sérgio Cabral em outubro de 2011, a lei não foi regulamentada pelo Executivo, a quem cabe definir, entre outros, a idade do público-alvo.
Insatisfeito com o que considera uma demora excessiva no processo, o professor Mauro Romero, do setor de Doenças Sexualmente Transmissíveis da Universidade Federal Fluminense, entrou nesta terça-feira com uma representação pedindo que o Ministério Público Estadual investigue possível omissão do Estado.
Na esfera federal, porém, a vacinação contra o HPV não é prevista por lei –o assunto ainda está em discussão no Congresso Nacional.
No Rio, a secretaria estadual de Saúde nega que haja atraso no processo. O órgão ressaltou que o Estado será o primeiro do país a oferecer a imunização, hoje disponível apenas na rede pública de poucos municípios. Na rede privada, cada uma das três doses necessárias sai por até R$ 400, segundo a secretaria.
“Seria irresponsável incorporar a vacina sem estudar antes a faixa etária indicada e a capacidade de armazenamento dos municípios”, explica Alexandre Chieppe, superintendente de vigilância epidemiológica e ambiental.
Segundo ele, o órgão já abriu processo licitatório e a vacina começará a ser oferecida no primeiro semestre de 2013. O público-alvo serão meninas de 9 a 11 anos.
“É uma faixa etária que normalmente ainda não é sexualmente ativa e que fica mais fácil de comparecer aos postos de saúde”.
A vacina previne a infecção pelos tipos mais comuns do HPV, mas não oferece proteção total contra a doença.

7028 – Medicina – TroVax, a Vacina contra o Câncer Colorretal


Tal vacina contra o câncer terapêutica tem mostrado eficácia quando administrado juntamente com a quimioterapia para pacientes com câncer colorretal metastático em um ensaio de fase II, de acordo com pesquisadores da Oxford BioMedica (UK) Ltd.
O estudo descobriu que seis dos 17 pacientes com câncer metastático colo-retal em estudo mostraram redução do tumor, classificado como respostas completas ou parciais seguintes revisoras de especialistas independentes.
O estudo, publicado na edição de 01 de agosto Clinical Cancer Research, um jornal da Associação Americana para Pesquisa do Câncer, foi desenhado para demonstrar a segurança ea imunogenicidade da vacina, chamado vaccinia modificado Ankara codificação 5T4 (TroVax), quando usado juntamente com quimioterapia padrão. A pesquisa foi financiada pela Oxford BioMedica que está desenvolvendo a vacina em parceria com a Sanofi-Aventis.
Ao contrário das vacinas preventivas, tais como a vacina contra o papilomavírus humano para prevenir o câncer cervical, TroVax é uma vacina terapêutica, destinado a estimular o sistema imunológico de pacientes que já têm câncer. A vacina é composta de uma versão (que não causa a doença) atenuada do vírus vaccinia modificado para entregar o gene para 5T4, uma proteína encontrada em muitos tumores.
“A idéia é que o vírus modificado entra nas células, produz a proteína do tumor e estimula o sistema imunológico”, disse o principal autor do estudo Richard Harrop, Ph.D., vice-presidente da imunologia clínica em BioMedica Oxford. “Para dar uma vacina ao lado de quimioterapia pode parecer contraditório, uma vez que a quimioterapia pode enfraquecer o sistema imunológico, mas nosso estudo mostra que TroVax poderia ser complementar à quimioterapia padrão, aumentando a resposta imune aos tumores.”
A meta desta abordagem imuno-terapia é um antígeno tumor chamado 5T4, uma proteína embutido dentro da membrana das células cancerosas. A proteína é raramente encontrada em tecidos normais, mas é produzida em níveis elevados por uma ampla gama de cânceres humanos, incluindo colorretal, gástricos, renais e de ovário. A produção de 5T4 tem sido associado com metástase de câncer e mau prognóstico para os pacientes.
“Normalmente, o sistema imunológico não prestar atenção a esta molécula, por isso, produzir artificialmente 5T4 em combinação com a” sinais de perigo “associada a uma infecção viral, estamos exigindo que o sistema imunológico tomar conhecimento”, disse Harrop. “TroVax faz com que células na
local da injeção para produzir 5T4 de uma forma que agita o sistema imunológico a produzir anticorpos e células T killer. Espera-se que estes dois componentes do sistema imune, em seguida, migrar para os tumores e matá-los sem prejudicar qualquer tecidos normais. ”
“Em essência, é como aumentar seu aparelho de som na esperança de que ela vai atrair a polícia para a festa do seu vizinho turbulento”, disse Harrop.
Harrop e seus colegas administrada a vacina a 17 pacientes com câncer colorretal metastático, pouco antes, durante e após os pacientes foram tratados com a quimioterapia padrão regime FOLFOX que consiste em os agentes: 5-fluorouracil, ácido folínico e oxaliplatina.
Onze dos 17 pacientes que receberam o curso completo de vacinação (seis injeções) montado forte resposta imune à proteína 5T4 tumor. Desses 11 pacientes, seis apresentaram retração significativa de seus tumores e um paciente não tinha mais tumores detectáveis. Os pesquisadores observaram nenhuma complicação decorrente TroVax vacinação ou qualquer outra evidência que põe em causa a segurança da vacina.

Mais Análises
Uma empresa principal da terapia genética, anunciou que análises mais aprofundadas do TroVax (R) no jornal oficial da Associação para a Imunoterapia do Cancro.
Indicada para todos os tumores sólidos, onde o 5T4 antigeno do tumor está presente. Desenvolvimento clínico está em andamento em carcinoma de células renais , câncer colorretal e câncer de próstata, e está prevista para o câncer de mama .
O câncer colorretal
TroVax foi administrado como um único agente de pós- quimioterapia para combater a Etapa IV do cancro colo-retal. Ele induziu uma resposta imune antitumoral em 94% dos pacientes, enquanto 41% dos pacientes apresentaram períodos de estabilização da doença. A resposta imune induzida por TroVax correlacionada com o tempo de progressão da doença (p <0,01) e uma relação com a sobrevivência foi determinada.
TroVax será administrado com quimioterapia adjuvante para combater a Fase II / III de câncer colorretal a cerca de 3000 pacientes, com o objetivo primário de sobrevida global e livre de doença em três anos. Rede de ensaio clínico, QUASAR, está buscando fundos para o estudo proposto por meio de agências apropriadas.

6330 – AIDS – Cadê a minha vacina?


“Diversas linhas de trabalho indicam que o desenvolvimento de uma vacina efetiva para o HIV é, na melhor das hipóteses, extremamente difícil. A inabilidade para responder questões científicas fundamentais ainda é a principal causa de não termos alcançado essa vacina. Para superar esses obstáculos, será preciso renovar todo o foco da pesquisa.”
Ronald Desrosiers, especialista em microbiologia da escola médica de Harvard.
“Apesar de os pesquisadores terem isolado o vírus e analisado em detalhes a maneira como ele destrói o sistema imunológico, eles não sabem como fazer com que essas defesas possam evitar a infecção. O que significa, como já disse há mais de uma década um pesquisador sobre aids, que trabalhar nessa área é como voar sem bússola.”
Jon Cohen, jornalista da revista científica americana Science especializado na busca de curas contra a Aids.

“Vamos hoje fixar uma nova meta para a ciência na era da biologia. Vamos nos comprometer a desenvolver uma vacina contra a aids nos próximos 10 anos. Se a América se comprometer a encontrar uma vacina contra aids e convocar outros para a causa, nós vamos alcançá-la.”
Bill Clinton, então presidente dos EUA, anunciando em 1997 um programa nacional para a descoberta de uma vacina contra Aids até 2007. Mas como sabemos,isso ficaria só na promessa.

5650 – A vacina anti-rábica


É preparada com vírus causadores da raiva, mortos. O material genético estimula o sistema imunológico a produzir anti-corpos o cão é transmissor, por isso recebe dose única anualmente como prevenção. Já o homem, só será vacinado se for mordido por um cão que adquiriu a doença. Não há necessidade de prevenção porque os casos são raros e além disso, a vacina pode causar alergias. Como a quantidade de vírus recebida na mordida é baixa, a resposta do sistema imunológico também fica fraca. São dadas de 7 a 12 doses seguidas para despertá-lo. O abdome é indicado por ser mais amplo.

4281 – Vacina contra o câncer de pele


No final deste ano, médicos do Hospital Saint George, em Londres, na Inglaterra, devem testar pela primeira vez em seres humanos uma vacina contra o melanoma, um terrível câncer da pele. A nova arma faz parte do arsenal genético desenvolvido nos últimos anos. Aplicada diretamente na região doente, a vacina tem como meta injetar no núcleo das células cancerosas o gene de uma proteína, chamada MHC Classe 1. Segundo os médicos, o câncer não costuma chamar a atenção do sistema imunológico porque um tumor não contém proteínas estranhas – os alvos daquele sistema. Mas a MHC Classe 1 pode funcionar como um alarme. Ela passaria a ser produzida pelas células vacinadas com o gene, e recrutaria as defesas do corpo para atacar a região. Os especialistas não acreditam que a vacina vai eliminar a cirurgia de extração do tumor, já que a velocidade de contra-ataque do sistema imunológico pode ser menor que a do crescimento do câncer. De qualquer forma, pode aumentar as chances do paciente, reduzindo o tamanho do tumor antes da operação. Uma excelente estratégia de luta.

3167 – Vacina – 2 Séculos de Imunização


1796 – Jenner injetou a secreção das fístulas de uma vaca com varíola, um pus; em um menino. Semanas depois inoculou a criaça com varíola humana e ela não adoeceu. Daí o nome vacina, derivado da expressão vaccinia, expressão que vem de vaca.
1885 – Louis Pasteur criou a vacina anti-rábica, após descobrir que a raiva ataca o sistema nervoso central de mamíferos e é transmitida pela saliva.
1911 – Começou a imunização contra a febre tifóide, doença mortal causada por bactérias e caracterizada por febre alta, diarréia e alterações cutâneas.
1921 – Surgiu a BCG contra a tuberculose. Estudo realizado na França, na década passada, sugeriu que em crianças ela é pouco eficaz na prevenção da tuberculose, mas funciona bem contra a meningite tuberculosa.
1925 – A difteria e o tétano ganharam as suas vacinas. A primeira, na época matava anualmente milhares de crianças entre 1 e 4 anos de idade, devido a obstrução da laringe e da traquéia.
1926 – Adotada nos EUA, a vacina contra a coqueluche, doença que provoca tosse convulsiva em crianças e até hoje é polêmica por causas dos efeitos colaterais.
Um antídoto controverso
A vacina contra a febre amarela causou uma enorme confusão chamada de”Revolta da Vacina”. Havia um boato de que a injeção transmitia a sífilis e milhares de cariocas montaram barricadas nas ruas do RJ contra a vacinação obrigatória. Em dezembro de 1999 a Funasa anunciou a morte de uma menina de 5 anos em Goiânia, vítima de febre amarela causada pela própria vacina contra a doença. Na região de Campinas, outro caso chamou atenção: um aumento desproporcional de casos de meningite viral após a vacinação de 2 milhões de pessoas contra a febre amarela.
Novos amigos do homem
Eles são repugnantes, mas carregam no organismo substâncias de valor inestimável. As caranguejeiras, trazem no sangue um antibiótico, a geomesina, capaz de matar bactérias 20 vezes mais depressa que antibióticos convencionais. Do veneno da jararaca se extrai medicamento contra a hipertensão. Proteínas contidas na saliva das sanguessugas são anti-coagulantes naturais. Na pele de uma lesma marinha se achou o trimetilsusulfônio, que é um poderoso relaxante muscular.

2215-O prestígio de Jenner


Eduard Jenner,o descobridor da Vacina

O imperador francês Napoleão Bonaparte tinha ódio mortal á Inglaterra e a tudo o que fosse inglês. Mas sábio como era, nunca deixou que esse preconceito suplantasse seu interesse pela ciência e pelos novos conhecimentos que pudessem melhorar a saúde pública de seu país. Quando soube que o cientista inglês Edward Jenner (1749-1823) descobrira a vacina contra a varíola, no final do século 18, o imperador teve dúvidas, mandou vacinar seu próprio filho. Logo depois em 1803, começou a guerra entre França e Inglaterra. Em consequência muitos ingleses foram feitos prisioneiros. Entre eles, 2 amigos de Jenner. Decidido a interceder por eles, o cientista mandou uma petição ao imperador. Apesar do desapreço, o amor á ciência prevaleceu. Antes de rejeitar o apelo, Napoleão ouviu uma observação da imperatriz Josefina : era um pedido de Jenner. Ele parou e refletiu: “Jenner? Nada podemos negar a esse homem.” E os ingleses foram libertados.

Em 1789 Jenner observou que as vacas tinham nas tetas feridas iguais às provocadas pela varíola no corpo de humanos. Os animais tinham uma versão mais leve da doença, a varíola bovina, ou bexiga vacum.
Ao observar que as mulheres responsáveis pela ordenha quando expostas ao vírus bovino tinham uma versão mais suave da doença, ele recolheu o líquido que saía destas feridas e o passou em cima de arranhões que ele provocou no braço de um garoto. O menino teve um pouco de febre e algumas lesões leves, tendo uma recuperação rápida.
A partir daí, o cientista pegou o líquido da ferida de outro paciente com varíola e novamente expôs o garoto ao material. Semanas depois, ao entrar em contato com o vírus da varíola, o pequeno passou incólume à doença. Estava descoberta assim a propriedade de imunização (o termo “vacina”, seria, portanto, derivado de vaca, no latim).