13.899 – Mega Memória: Benito de Paula, Ufanismo em Plena Ditadura


Na década de 70 em plena ditadura, Benito de Paula fez sucesso o Amigo Charles Brown

O que é ufanismo?

É o orgulho exagerado de algo, comumente utilizado no Brasil para se referir ao patriotismo excessivo, ou seja, um grande orgulho que determinado indivíduo possui de seu país, pátria e nação.

A palavra ufanismo é um neologismo da língua portuguesa brasileira, criada em alusão a obra “Porque me Ufano do Meu País” (1900), de autoria do Conde Afonso Celso. O termo ufano provém da língua espanhola, significando a característica de um grupo que se auto vangloria.

Ao contrário do patriotismo e nacionalismo, que podem ser interpretados como conceitos positivos até certo nível, o ufanismo é visto como um exagero desmedido do “amor pela pátria”. Neste caso, o ufanismo é comparado a ideias pejorativas, como de vaidade, jactância e arrogância.

Alguns dos principais sinônimos de ufanismo são: nacionalismo exagerado e patriotismo exacerbado.

Você pode até não conhecer Benito Di Paula, mas já deve ter ouvido os versos que dizem Ê, meu amigo Charlie Brown/Ê, meu amigo Charlie Brown/ Se você quiser, vou lhe mostrar… Ou então a triste história de “Retalhos de Cetim”.

O começo
Já fazia shows na noite, quando uma gravadora pediu para que eu gravasse os sucessos da época com orquestra com a qual eu me apresentava e meu piano. Gravei “Azul da Cor do Mar”, do Tim Maia, “Madalena”, do Ivan Lins, “Na Tonga da Mironga do Kabuletê”, do Vinicius de Moraes, e gravei também “Apesar de Você”, do Chico, e meu disco acabou sendo censurado (risos). Achei uma sacanagem, mas aí que quis fazer mesmo.

Piano com samba

Desde criança, sempre ouvia Luiz Gonzaga, Ataulfo Alves, Tito Fuentes, Xavier Cougar. Misturo todos esses ritmos na minha música. Além do samba, mas não sou sambista. Sambista é o Paulinho da Viola. Eu sou sambeiro.

 

3416 – Mega, o Arquivo da Con(ciência) – O que é Ufanismo?


O ufanismo (jactância ou auto-vangloriação de um país) é uma expressão utilizada no Brasil em alusão a uma obra escrita pelo conde Afonso Celso cujo título é “Porque me Ufano do Meu País”.
É claro que se trata de uma visão retrógrada, porque ufanismo, nacionalismo ou mesmo “patriotismo” não passa de política.
O adjetivo ufano provém da língua espanhola e significa a vanglória de um grupo arrogando a si méritos extraordinários. Portanto, no caso do Brasil, pode-se afirmar que o ufanismo é a atitude ou posição tomada por determinados grupos que enaltecem o potencial brasileiro, suas belezas naturais, riquezas e potenciais.
Na verdade os ufanistas acabavam por extrapolar ao se vangloriar desmedidamente das riquezas brasileiras, muitas vezes expondo a si e ao país a uma situação que seria interpretada por outros como jactância, bazófia e vaidade.
Ditadura militar
Durante o regime militar instaurado pelo movimento político-militar de 1964, o governo passou a usar de propaganda ufanista para conseguir a simpatia do povo e induzi-lo a uma sensação de otimismo generalizado, visando esconder os problemas do regime.
Nesta época surgiram, então, os lemas e as músicas de apoio ao governo. As pessoas (principalmente as crianças) eram incentivadas a usar adesivos como “Brasil: Ame-o ou deixe-o!” nas janelas dos automóveis, de casa etc. Foi um período de grande venda de televisões, já que a Copa do Mundo de 1970 se aproximava.
Ufanismo no futebol
O presidente Médici usou a Copa do Mundo de 1970 para promover um sentimento de ufanismo nacional. Uma vitória simbolizaria um passo na sociedade, já assustada e entristecida pelo regime militar. A vitória do Brasil na Copa do Mundo de Futebol de 1970, trouxe este sentimento ao país. A canção “Pra Frente Brasil” (usada até hoje por algumas emissoras de televisão), que marcou os anos 70, simbolizava o fato de o título alcançado promover um sentimento de orgulho no país.
O que é o Protecionismo?
É uma doutrina, uma teoria que prega um conjunto de medidas a serem tomadas no sentido de favorecer as atividades econômicas internas, reduzindo e dificultando ao máximo, a importação de produtos e a concorrência estrangeira. Tal teoria é utilizada por praticamente todos os países, em maior ou menor grau.
Alguns exemplos de medidas protecionistas:

– Criação de altas tarifas e normas técnicas de qualidade para produtos estrangeiros, reduzindo a lucratividade dos mesmos;
– Subsídios à indústria nacional, incentivando o desenvolvimento econômico interno;
– Fixação de quotas, limitando o número de produtos, a quantidade de serviços estrangeiros no mercado nacional, ou até mesmo o percentual que o acionário estrangeiro pode atingir em uma empresa.
O responsável pela fiscalização do comércio entre os países e dos atos protecionistas que os mesmos adotam é a OMC (Organização Mundial do Comércio), cujo papel é promover a liberalização do comércio internacional. O protecionismo é vantajoso, em tese, pelo fato de proteger a economia nacional da concorrência externa, garantir a criação de empregos e incentivar o desenvolvimento de novas tecnologias. No entanto, estas políticas podem, em alguns casos, fazer com que o país perca espaço no mercado externo; provocar o atraso tecnológico e a acomodação por parte das empresas nacionais, já que essas medidas tendem a protegê-las; além de aumentar os preços internos.
Vale ressaltar também que a diminuição do comércio, conseqüência natural do protecionismo, enfraquece políticas de combate à fome e ao desenvolvimento dos países pobres.
Agora temos o protecionismo cultural no Brasil, que nada tem a ver com a economia, entrando mais numa conotação de ufanismo, vista na primeira parte desse artigo.