13.897 – Biologia Marinha – O Tubarão Baleia


tubarao baleia
(Rhincodon typus) é uma espécie de tubarão que se alimenta por filtração e o único membro existente da família Rhincodontidae e do gênero Rhincodon, que pertence à subclasse Elasmobranchii. É o maior peixe vivo e, de longe, o maior vertebrado não minguante existente. O maior indivíduo registrado tinha um comprimento de 12,65 m e um peso de cerca de 21,5 toneladas.
O tubarão baleia é encontrado em águas abertas oceânicas tropicais e raramente é visto em águas cujo a temperatura seja inferior a 21 graus Celsius. Estimativas sugerem uma vida útil de cerca de 70 anos, porém a longevidade exata do tubarão baleia é difícil de calcular. O tubarão baleia possuí uma boca bastante grande, e se alimenta através de filtração, somente outras duas espécies de tubarões exibem este comportamento: o tubarão boca grande e o tubarão elefante. Eles se alimentam quase que exclusivamente de plâncton e geralmente não são uma ameaça para os seres humanos.
A espécie foi oficialmente descrita em abril de 1828, após um indivíduo de 4,6 m ser capturado em uma praia na África do Sul. Andrew Smith, um médico militar associado a tropas britânicas estabelecidas na Cidade do Cabo, o descreveu no ano seguinte. O nome ”tubarão baleia” refere-se ao tamanho do peixe, sendo quase tão grande quanto algumas espécies de baleias, e também pelo fato de se alimentar através de filtração como as baleias da ordem Mysticeti.
A boca de um tubarão baleia mede aproximadamente cerca 1,5 m de largura, e possuí entre 300 a 350 fileiras de dentes minúsculos e 10 almofadas de filtração que eles utilizam para se alimentar. Tubarões baleias têm cinco grandes pares de brânquias. A cabeça é larga e plana, com dois olhos pequenos na frente. Eles geralmente são de cor cinza com o ventre branco. Sua pele é marcada com manchas e listras amarelas ou brancas, e cujo o padrão é único para cada indivíduo. O tubarão baleia têm 3 protuberâncias proeminentes ao longo da lateral de seus corpos. Sua pele pode ter até 10 cm de espessura. A espécie possuí um par de barbatanas peitorais e dorsais. As caudas dos animais jovens têm uma barbatana superior maior que a inferior, diferente dos adultos.
O tubarão baleia é o maior animal não cetáceo do mundo. O tamanho médio dos animais adultos é estimado em 9,7 m e 9 t de peso. Foram relatados vários espécimes com mais de 18 m de comprimento. O maior indivíduo já registrado foi capturado em 11 de novembro de 1947, perto da ilha de Baba no litoral do Paquistão, e tinha 12,65 m de comprimento, 21,5 toneladas de peso e uma circunferência de 7 m. São conhecidos relatos e histórias de espécimes maiores de 18 m e 45,5 t, mais nenhum registro científico comprovou a sua existência. Em 1868, o cientista irlandês Edward Perceval Wright observou um grupo da éspecie perto das Seicheles, mais alegou ter observado animais com comprimento superiores a 21 metros.
Em 1925 uma publicação feita pelo ictiólogo americano Hugh M. Smith descreveu um enorme animal capturado em uma armadilha para peixe feita de bambu na Tailândia em 1919. O tubarão era muito pesado para ser trazido a terra, mas Smith estimou que ele tinha um comprimento de pelo menos 17 m e 37 t de peso. Essas medidas mais tarde foram exageradas para 43 t e 17,98 m. Em 1994 um tubarão capturado no sul de Taiwan, supostamente pesava 35,8 toneladas. Houve também relatos de tubarões baleia de até 23 metros e 100 toneladas. Em 1934, um navio chamado Maurguani caçou um tubarão baleia no Pacífico Sul que tinha supostamente 12,20 m de comprimento e 4,6 m de circunferência. Porém não existem registros confiáveis que provem a existência de tubarões baleia gigantes e por isso essa reivindicações de tamanho são desconsideras pela maioria dos cientistas e biólogos.
O tubarão baleia habita quase todos os mares tropicais e temperados do mundo. O peixe é principalmente pelágico, vivendo em mar aberto, entretanto, não nas profundezas do oceano, embora sejam conhecidos por mergulharem em profundidades de até 1.800 m. As agregações de alimentação sazonal ocorrem em varias regiões costeiras, como partes do sul e leste da África do SulIlha de Santa Helena no Oceano Atlântico sul
O tubarão baleia é uma espécie migratória. Um tubarão-baleia, em 2018, fez a mais longa viagem de migração já registrada viajando mais de 19.000 km. através do Oceano Pacífico, ela foi rastreada fazendo a migração do Panamá para uma área próxima às Filipinas no Indo-Pacífico.
O comportamento reprodutivo dos tubarões baleia não foi observado. A captura de uma fêmea em 1996 que estava gravida de 300 filhotes confirmou que os tubarões baleia são ovovíparos. Os ovos permanecem no corpo da fêmea que dá a luz à filhotes vivos com 40 e 60 cm de comprimento. A evidências que indicam que os filhotes não nascem todos de uma vez, com a fêmea retendo o esperma de uma acasalamento e produzindo um fluxo constante de filhotes durante um período prolongado. Eles atingem a maturidade sexual por volta dos 30 anos e sua vida útil é estimada em pelo menos 70 anos e possivelmente até 100 anos.
O tubarão baleia é um filtrador e uma das três únicas espécies conhecidas de tubarão que exibem este comportamento (juntamente com o tubarão elefante e o tubarão boca grande). Eles se alimentam de plâncton, incluindo copépodes, krill, ovos de peixes, larvas de caranguejos, bem como pequenas lulas e peixes. Também se alimenta de nuvens de ovos durante a desova em massa de peixes e corais. As muitas fileiras de dentes não desempenham nenhum papel na alimentação. A alimentação acontece através da filtração, em que o animal abre a boca e nada para frente, empurrando água e comida para a boca, a água então é expulsa da boca através das brânquias retendo o alimento. Em ambos os casos as almofadas filtradoras, que são estruturas semelhantes a grandes peneiras pretas, servem para separar a água da comida. A separação de alimentos feitos pelo tubarão baleia é por filtração de fluxo cruzado, na qual a água viaja quase que paralelamente à superfície da almofada filtradora, não perpendicularmente através dela, antes de passar para o exterior, enquanto, as partículas de alimentos mais densas continuam na parte de trás da garganta. Este é um método de filtração extremamente eficiente que minimiza a incrustação da superfície da almofada filtradora. Os tubarões baleia foram observados ”tossindo”, presumivelmente para limpar a acumulação de partículas nas almofadas de filtração. Os tubarões baleia migram, tanto para se alimentar quanto para se reproduzir.
Apesar de seu tamanho, o tubarão baleia não representa perigo significativo para os seres humanos. Eles são animais dóceis e às vezes permitem que os nadadores os toquem ou que nadem ao seu lado, embora essa pratica seja desencorajada por cientistas de tubarões e conservacionistas, que acreditam que isso estressa o animal. Os tubarões baleia jovens são gentis e podem até mesmo brincar com os mergulhadores.
Atualmente não existe uma estimativa populacional mundial de tubarões baleia. A espécie é considerada Em perigo pela UICN, devido aos impactos da pesca, lesões provocadas por embarcações e capturas em redes pesca, isto somado com a reprodução lenta da espécie devido ao fato de que demoram para amadurecer, torna os tubarões extremamente vulnerável a pressões. Em 1998, as Filipinas proibiram toda a pesca, venda, importação e exportação de partes de tubarões baleia, seguida pela Índia em maio de 2001 e posteriormente Taiwan em maio de 2007.
Em 2010, o derramamento de óleo no Golfo do México resultou em 4.900.000 de barris (780.000 m cúbicos) de petróleo derramados que fluiu para uma área ao sul do Delta do Rio Mississippi, onde um terço de todos os avistamentos de tubarões baleia na parte norte ocorreram em anos recentes. Observações confirmaram que os tubarões não conseguiram evitar as manchas de óleo que estavam situadas na superfície do mar, onde a espécie se alimenta durante várias horas por vez.Felizmente,nenhum tubarão baleia foi encontrado morto na região após o incidente.

12.753 – Biologia Marinha – Um tubarão que vive 400 anos


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Se a puberdade já é ruim para os humanos, imagine o que é esperar mais de um século por ela. O tubarão da Groenlândia (Somniosus microcephalus) leva 156 anos para atingir a maturidade sexual. Mas isso não é nem metade do tempo de vida da espécie, que pode ultrapassar os 400 anos. Um novo estudo publicado na revista Science foi o primeiro a conseguir estabelecer a expectativa de vida do bicho – e ele hoje é considerado o vertebrado com a vida mais longa do planeta.
Esse tubarão leva a vida “devagar e sempre”: ao contrário de seus colegas de espécie mais ágeis, ele nada a 1,5 km/h – não dá nem para pensar em fazer um filme de terror nessa velocidade. Por causa da lerdeza, o Somniosus microcephalus não pode ter frescura para se alimentar: come de tudo, de baleia e polvo até um mamífero terrestre que caia na água.
Os cientistas já tinham encontrado algumas pistas de que o tubarão da Groenlândia chegava a idades muito avançadas. Eles crescem (de novo) extremamente devagar – cerca de 1 cm por ano. Quando nascem, têm apenas 42 cm. Mas os próprios pesquisadores viam tubarões adultos de 5 metros. A conta não fecha, a menos que eles vivam um ciclo de quatro séculos. Como ter certeza?
Primeiro, os cientistas tentaram analisar os ?anéis de crescimento? – como aqueles que ajudam a datar árvores e que alguns animais também possuem, nos ossos – mas não encontraram nenhum. A solução improvável foi olhar para o passado nuclear da Groenlândia.
O oceano ao redor da Groenlândia foi palco de uma série de testes de bombas nucleares nos anos 60. O fluxo de neutrons térmicos produzido pelas bombas atômicas reagiam com átomos de nitogênio, formando um tipo artificial de carbono-14 em quantidades muito maiores que as normais, tanto na atmosfera quanto no mar. O carbono extra foi se alojar em partes do corpo em desenvolvimento na época – como a retina dessa espécie de tubarões.
Os cientistas analisaram a concentração ocular de carbono-14 de uma série de carcaças do tubarão. Só encontraram uma quantidade anormal em três deles, o que indica que eles nasceram nos anos 60. Usando a técnica de datação por decaimento do carbono-14, eles conseguiram precisar que um deles nasceu em 1963.
Conforme a suspeita dos cientistas, esses eram também os tubarões menores, com menos de 2 metros. Os demais bichos não tinham concentrações anormais de carbono 14 porque já estavam completamente formados durante os testes nucleares, o que indica que são ainda mais velhos.
Juntando os dados que tinham sobre idade, tamanho e carbono, os cientistas estimaram que o tubarão mais velho da amostra tinha 400 anos – e a expectativa de vida média deles ficaria perto dos 392 anos, com uma margem de erro de 150 anos para mais ou para menos.
Com isso, o Somniosus microcephalus disparou no primeiro lugar de vertebrado mais velho do planeta. A antiga campeã, a vizinha baleia da Groenlândia (Balaena mysticetus), chega a meros? 211 anos de vida, ficando para trás por mais de um século.

12.108 – Descoberto tubarão “ninja”: ele é todo preto e brilha no escuro


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Na costa do Pacífico da América Central, a cerca de 1.000 metros de profundidade, vive uma espécie de tubarão estilosa e iluminada, recentemente descoberta: o Ninja Lanternshark. Ele faz jus ao nome: além de ser preto, produz um brilho fraco, que se mistura com a luz que penetra no oceano. Isso facilita a captura de pequenos peixes e também ajuda o Ninja a se esconder dos grandes predadores.
O nome Ninja Lanternshark veio de uma fonte inesperada. Os primos da pesquisadora Vicky Vásquez, com 8 e 14 anos, sugeriram o apelido “Tubarão Super Ninja”. Ela achou que seria mais fácil convencer a comunidade científica a utilizar “Ninja Lanternshark” e assim ficou. Mas esse é só o nome usual. O original é Etmopterus benchleyi, em homenagem a Peter Benchley, autor do romance “Tubarão”, que deu origem ao blockbuster do cinema.
“Cerca de 20% das espécies de tubarões conhecidas foram descobertas nos últimos 10 anos. Nosso trabalho é procurar por esses tubarões perdidos”, diz Dave Ebert, que trabalhou no estudo com Vásquez.

11.438 – Tartarugas-robôs viram iscas para tubarões no Recife


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Pesquisadores pernambucanos tiveram uma ideia pouco ortodoxa para evitar os tradicionais ataques de tubarões nas praias do Recife. Eles propõem utilizar tartarugas eletrônicas como uma isca para os predadores.
O equipamento pernambucano foi chamado de AST, de Armadilha Seletiva para Tubarões. Construído em inox, fibra de vidro e poliuretano, ele pesa 40 quilos, mede 1,60 por 1,10 metro e é movido a energia solar.
O responsável pelo projeto é o engenheiro florestal Fernando Encarnação, mestre em energia nuclear pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e doutor em física pela USP.
Ancoradas ao longo da costa e flutuantes, as falsas tartarugas movem as patas e emitem sons que imitam o animal marinho, presa natural dos tubarões.
Dentro de cada pata da tartaruga, há dois anzóis. Quando o tubarão morde uma delas, ele fica preso à tartaruga, que está ancorada no fundo do mar. Em seguida, sinais serão emitidos para uma equipe em terra, que irá rebocar o animal.
Enquanto o “resgate” não chega, a tartaruga levanta uma bandeira que avisa aos banhistas recifenses da presença do tubarão.
Pesquisadores implantarão um chip no tubarão em seguida e o devolverão ao mar, sem lhe causar danos.
O objetivo, segundo Encarnação, é não só evitar ataques aos banhistas mas também colher informações para conhecer melhor os hábitos desses animais.
Não há estudos que expliquem, por exemplo, por que os ataques de tubarões se concentram em Pernambuco. Nem mesmo as espécies que mais atacam ou a época do ano de maior risco para os banhistas é conhecida.
Desde 1992, já foram registrados 60 ataques, com 24 mortes nas praias pernambucanas, segundo o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões. A área de maior risco se estende por 33 km e vai de Olinda, ao norte do Recife, até Ipojuca, no litoral sul.
Para que as tartarugas eletrônicas garantam a segurança dos banhistas, Encarnação afirma que elas devem ficar a uma distância ideal de 50 metros uma da outra. Isso deixa o projeto mais difícil de implementar: para cobrir os sete quilômetros da área mais crítica, seriam necessárias 160 unidades.
Por enquanto, o equipamento vem sendo testado só em algumas praias, para que se verifique qual sua efetividade na prevenção de ataques. Cada um deles custa R$ 18 mil – R$ 2,88 milhões para cobrir toda a área de ataques.
Há também gastos com manutenção –para consertar eventuais estragos nas tartarugas, por exemplo–, barcos rebocadores e equipe de monitoramento, que ainda não foram estimados.
Em junho, o pesquisador irá apresentar sua criação em uma audiência pública na Câmara Municipal do Recife.
Ele diz já ter investido R$ 1,2 milhão do seu bolso para desenvolver a tecnologia.
Já houve outras tentativas de impedir ataques de tubarão, como a implantação de barreiras no mar com iscas, mas segundo o Cemit elas só minimizam o problema.
Os tubarões, além de tartarugas e humanos, atacam também peixe, focas, lulas e até tubarões menores.

11.426 – Biologia Marinha – Filhotes de tubarões devoram uns aos outros no útero


tubarao bco
Embriões de tubarão devoram uns aos outros dentro do útero. Há vídeos registrando o fenômeno, mas nunca se soube o motivo. Agora cientistas entenderam a origem do fenômeno: são filhos de diferentes pais disputando o ‘direito de nascer’.
A pesquisa, publicada no periódico Biology Letters, analisou filhotes de tubarão-touro ou tubarão-cinza (Carcharias taurus) durante vários períodos da gestação. Os cientistas perceberam, através de análises de DNA, que, quanto mais avançada a gravidez, maior eram as chances de que os filhotes remanescentes fossem de um único pai.
Isso sugere que o canibalismo no útero seja um mecanismo através dos quais os machos garantem a paternidade dos bebês. De acordo com um dos autores da pesquisa, o biólogo Demian Chapman, da Stony Brook University of New York, a luta pela paternidade continua após a fecundação em algumas espécies.
Os tubarões-touro chegam a 2,5 metros e dão à luz a filhotes de 1 metro. Desde 1980 autópsias revelaram embriões dentro do estômago de filhotes e é sabido que o canibalismo no útero acontece desde os 5 meses de gestação.
Como dá pra imaginar pelo tamanho, a mãe dá a luz apenas a, no máximo, dois filhotes por gestação, mas pode ficar grávida de mais filhotes e de pais diferentes. Até 12 fetos podem começar a ‘jornada’. Dentro do útero os tubarões lutam pela sobrevivência até que só sobre o maior e, possivelmente, outro: e parece que os meio-irmãos são os primeiros alvos. O que tem mais chances de sobrevivência, claro, é o mais velho, além de um irmão que tenha o mesmo pai.

9966 – Primeiro Tubarão Inseminado Artificialmente Nasce no Aquário de Melbourne


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Do Discovery para o Mega

O Aquário de Melbourne, na Austrália, anunciou o nascimento do primeiro tubarão inseminado artificialmente, fruto de um projeto que visa preservar espécies ameaçadas por meio da reprodução assistida.
O filhote de tubarão-bambu (Chiloscyllium punctatum) nasceu no dia 3 de março, encerrando um processo que começou em setembro, quando os aquaristas coletaram uma amostra de sêmen em Mooloolaba, no nordeste da Austrália. O sêmen foi enviado para Melbourne e inseminado na fêmea no mesmo dia. Segundo o aquário, o filhote é o primeiro tubarão concebido in vitro a nascer de uma amostra de sêmen fresco.
Segundo Rob Jones, veterinário do aquário, o nascimento do filhote de 16 centímetros – que deve atingir entre 1,2 e 1,5 metros de comprimento quando adulto – foi um marco na utilização de tecnologias de reprodução assistida.
“Este é um grande salto”, afirmou. O nascimento é o resultado de um projeto de nove anos que estuda os comportamentos reprodutivos dos tubarões, animais comuns na Austrália, mas pouco compreendidos em todo o mundo.
A equipe espera que a pesquisa ajude a criar planos de manejo para espécies criticamente ameaçadas, sobretudo o tubarão-lixa (Ginglymostoma cirratum). Calcula-se que restem apenas 1.500 exemplares na costa leste da Austrália.
O ovo, um dos vários depositados pela fêmea em novembro, mas o único viável, foi monitorado semanalmente durante o período de incubação de 112 dias. “A cada tentativa de inseminação, continuamos a aprender sobre os comportamentos reprodutivos das espécies australianas de tubarão”, declarou o consultor de pesquisa do aquário, Jon Daly. “Esperamos usar essa tecnologia para reproduzir tubarões-lixa em cativeiro e aumentar sua população nos próximos anos”.
Os tubarões são um uma ameaça conhecida a banhistas, mergulhadores e surfistas em todo o litoral do país, e estão sujeitos a um abate polêmico nos estados do oeste, depois de uma série de ataques fatais nos últimos anos. A política de capturar e matar qualquer tubarão-branco, tigre ou cabeça-chata com mais de três metros nas populares praias da costa oeste foi condenada por conservacionistas.

9772 – Biologia Marinha – Tubarões em Perigo


Discovery & Mega de ☻lho nos oceanos

tubarao bco

Sobrepesca
Tal como centenas de outras espécies de peixes, os tubarões se encontram sob uma pressão crescente por parte da indústria de pesca mundial. Com o declínio das reservas de peixes comestíveis no mundo, muitas das frotas pesqueiras estão se voltando para os tubarões como uma fonte alternativa de alimento, o que pode vir a provocar efeitos catastróficos não somente nas populações de tubarões em geral, mas também nos ecossistemas marinhos como um todo.
As populações de tubarões demoram muito tempo a se recomporem da sobrepesca. Esses animais possuem um crescimento lento e demoram a atingir a maturidade sexual – 20 anos ou mais, dependendo das espécies. Em comparação às outras espécies de peixes, os tubarões dão à luz poucas crias. Estes fatores já colocaram a sobrevivência de várias espécies de tubarões em perigo, principalmente em áreas costeiras com grandes populações, como na costa da América, no Atlântico Norte.
O declínio no número de espécies de tubarões provoca sérias conseqüências no ecossistema em que vivem. Os tubarões são uma parte vital da cadeia alimentar e a sua natureza predatória ajuda a manter sob controle as populações marinhas. Sem tubarões para manter um equilíbrio saudável, o ambiente marinho está sujeito a sofrer enorme risco de danos permanentes.

9771 – Tubarão no Cinema


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Os tubarões foram trazidos em 1975 à atenção do público de uma forma forçada e memorável, por meio de “Tubarão” (Jaws), o lendário filme de Steven Spielberg sobre um grande tubarão-branco “comedor de homens”. Baseado numa série de ataques reais de tubarões em New Jersey, em 1916, “Tubarão” transformou-se em um grande sucesso no mundo inteiro, apesar das imagens chocantes dos ataques e do grande suspense da ação. Spielberg e sua equipe construíram uma extraordinária réplica mecânica de um tubarão em tamanho natural (à qual deram o nome de Bruce), que foi usada em muitas cenas do filme, embora a maioria das imagens mais impressionante tenha sido feita com tubarões-brancos de verdade, filmados por mergulhadores de dentro de uma jaula.
Tentativas posteriores de trazer tubarões para as telas não tiveram sucesso. O filme “Do fundo do mar” (1999), sobre um grupo de cientistas que acidentalmente cria um trio de tubarões superinteligentes “comedores de homens”, enquanto investigam a cura para a doença de Alzheimer, foi muito menos empolgante que “Tubarão” e não contribuiu em nada para melhorar a relação entre os humanos e os tubarões. A única exceção foi o filme de desenho animado “Procurando Nemo” (2003), no qual Barry Humphries interpreta com maestria um feroz tubarão australiano que tenta alterar os seus hábitos predatórios. E qual era o nome do tubarão? Bruce, é claro.

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7988 – Geografia – A Ilha das Focas


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É uma pequena ilha localizada a uma distância de aproximadamente 6,1 km (3,7 milhas) das praias do norte da Baía Falsa que por sua vez situadas a aproximadamente 34,9 km (21,6 milhas) da área financeira da Cidade do Cabo na província do Cabo Ocidental na África do Sul. A ilha é assim denominada porque é muito densamente povoada por focas do cabo.
A Ilha das Focas é também conhecida pela intensa atividade predatória que acontece no inverno quando os tubarões migram para a ilha para se alimentar de focas e pela técnica usada pelos tubarões da área, eles saltam para fora d’água para capturar suas presas. A predação dos tubarões acontece com mais intensidade dentro de um “anel da morte” de aproximadamente 3 quilômetros de diâmetro.

7593 – Cadê o tutu, barão? Pescador foi multado por por capturar tubarão e posar para fotos


O pescador sul-africano Leon Bekker foi multado em cerca de R$ 27 mil depois que posou para fotos com um tubarão branco que havia capturado em março de 2011 em Mossel Bay, na África do Sul, segundo reportagem do jornal “Cape Times”.
De acordo com o periódico, Bekker é a primeira pessoa a ser condenada em 22 anos. A lei que entrou em vigor em 1991 proíbe a caça de tubarões brancos. O pescador também foi condenado a um ano de cadeia, mas a pena foi suspensa por cinco anos.

A pesca ao tubarão branco foi proibida na África do Sul
A pesca ao tubarão branco foi proibida na África do Sul

4001 – Substância encontrada em tubarão detém vírus da hepatite B


Folha Ciência

Vem da biodiversidade marinha uma nova e potente arma contra os vírus de doenças como a febre amarela e a hepatite.
Trata-se de uma molécula que impede que os vilões microscópicos consigam grudar nas células que atacam, dificultando infecções.
O resultado não seria uma vacina contra os vírus, mas um medicamento potente, capaz de enfrentar os primeiros ataques virais contra o organismo e rebatê-los, reduzindo muito a chance de problemas de saúde para o doente.
A substância protetora é a squalamina, assim batizada por causa do pequeno tubarão Squalus acanthias, que mede 1 m de comprimento. Ela também é encontrada no sistema de defesa do organismo de uma lampreia (estranho peixe cuja boca parece uma ventosa).
Contra uma série de vírus, entre os quais o da febre amarela e o da hepatite B, injeções de squalamina chegaram até a zerar a contagem viral (ou seja, o número de vírus no organismo) dos animais estudados pela equipe.
Os testes foram feitos com hamsters e camundongos, e também com células cultivadas no tubo de ensaio.
Embora a pesquisa seja preliminar, os especialistas afirmam que há boas chances de a molécula começar a ser testada em breve em seres humanos para enfrentar vírus. Ocorre que ela já alcançou o nível de testes em pessoas para outros fins, como combater tumores.
Por isso, os níveis da substância considerados seguros para seres humanos já são bem conhecidos, entre outros detalhes importantes. Além disso, a indústria já sabe como produzir a substância em grande escala –não será preciso capturar tubarões e lampreias para obtê-la.

ESCUDO

A chave para o sucesso da squalamina está na curiosa interação que ela tem com a membrana que circunda as células. Essa membrana é o portal para o interior da célula e, por ela, entram tanto nutrientes como vilões, como vírus e outros invasores.
A molécula dos tubarões consegue mexer com o equilíbrio elétrico da membrana quando a atravessa. E faz isso sem causar danos aparentes às células que adentra.
Ao fazer isso, ela dificulta a vida dos vírus, porque eles não conseguem “aprender” a se ligar à membrana alterada. Assim, eles têm dificuldade para entrar na célula ou, se já estão dentro dela, não conseguem sair para invadir outras células do organismo.
Um dado importante é que essa atividade protetora da substância parece valer para vários tipos de vírus.
O estudo está na revista científica americana “PNAS”.

2688-Mega Clássicos- Tubarão



O famoso cartaz do clássico da década de 70

Titulo original em inglês, Jaws (mandíbulas), este filme tornou famoso o diretor Steven Spielberg.
É um filme norte-americano de 1975, dos géneros terror e suspense, realizado por Steven Spielberg e baseado em romance homónimo de Peter Benchley. A trilha sonora do filme é de John Williams.
É um dos maiores clássicos do gênero, filmado a um custo total de 8,5 milhões de dólares e que arrebatou platéias do mundo inteiro, arrecadando em dois anos de exibição 260 milhões de dólares, batendo o recorde de O Poderoso Chefão II, de 1974, e superado em 1977 por Contatos Imediatos do Terceiro Grau, do mesmo Spielberg, que arrecadou 300 milhões de dólares.
O filme teve as seguintes sequências, sem a participação de Spielberg: Tubarão II (1978), Tubarão III (1983) e Tubarão IV – A Vingança (1987).
Uma garota é encontrada morta na beira da praia, possivelmente por um ataque de tubarão. O xerife Brody (Roy Scheider) tenta fechar a praia mas por estar perto do dia 4 de julho (o dia que dá mais lucro na cidade) o prefeito não permite, com medo de criar pânico. Porém uma criança é morta e o tubarão é caçado por todos os pescadores por uma recompensa.
Elenco
Roy Scheider…. Martin Brody
Robert Shaw…. Quint
Richard Dreyfuss…. Matt Hooper
Lorraine Gary…. Ellen Brody
Murray Hamilton…. Larry Vaugh
Carl Gottlieb…. Meadows
Jeffrey Kramer…. Hendricks
Susan Backlinie…. Chrissie Watkins
Chris Rebello…. Michael Brody
Jay Mello…. Sean Brody
Jeffrey Voorhess…. Alex Kintner
Steven Spielberg…. voz do rádio

2527-Qual a diferença entre um cação e um tubarão?


Nenhuma, são o mesmo peixe.
Cação é apenas o nome comercial do tubarão, dependendo da cultura local, segundo a USP. Em algumas regiões, os tubarões pequenos são chamados de cação. Culturas pesqueiras regionais podem usar o nome para identificar algumas espécies de tubarão. Mas cação-anjo é o mesmo que tubarão-anjo e cação-martelo, é o mesmo que tubarão-martelo. Cientificamente, não há nada que distigua um do outro.

2151-Tubarão Branco – Risco de extinção


Boca de punhais

Considerado o maior predador do planeta depois do homem, é uma máquina de matar, com um peso de quase 2 toneladas e até 8 metros de comprimento. Equipado com dentes superafiados e centenas de sensores. Apesar dos 60 milhões de anos de existência, está hoje ameaçado de extinção. É o animal mais perigoso e temível dos oceanos, com dimensões equivalentes as de uma orca, mas está bem mais equipado. Com o apelido de “morte branca” desde o final do século 19, só é branco na parte de baixo, o dorso é cinza. Possui centenas de sensores elétricos dispostos na parte frontal do corpo, com os quais capta até as batidas cardíacas de outro animal á distância. Embora com um cérebro relativamente pequeno possui ramificações que controlam a parafernália de sentidos. Controlam a população de focas e leões marinhos, suas presas favoritas. Se desaparecer, a população desses, tende a crescer e consumir mais peixes. Os desequilíbrios serão imprevisíveis.
Com um canibalismo intra-uterino, os embriões começam a competir já dentro do útero, comendo os irmãos. Tal comportamento faz com que nasçam poucos filhotes, mas fortes e grandes para reprimir os eventuais predadores. Tido como peixe de águas tropicais, demonstrou que prefere o frio. Nada para as áreas de procriação das focas e leões em águas rasas, em praias de clima temperado e subtropical. Seu local de acasalamento é desconhecido. É curiosa sua ausência em águas do sul do Brasil e Patagônia, onde há correntes de águas frias e grandes concentrações de focas e leões marinhos. É possível que , devido á presença da baleia Orca, hipótese que, se confirmada, significa que ambos fazem divisão de território. Num episódio real, uma das grades de aço onde estava um mergulhador escapou por cerca de 1 minuto, mas o mergulhador escapou ileso, o que demonstra que nem todos os indivíduos são automaticamente violentos. Os mais ferozes não esperam nem 1 segundo para saltar sobre uma isca, porém, a maioria espera vários minutos, as vezes até 2 horas para tomarem uma decisão.

Perto dos tubarões pré-históricos, os de hoje pareceriam anões. Um parente descomunal de nome Carcarodon Megalodon, representa o auge da evolução dos tubarões em termos de tamanho, mas está quase tão longe quanto o branco da origem de sua família, cuja raiz tem cerca de 400 milhões de anos, época em que somente os insetos andavam ou voavam sobre a terra firme, pois os continentes ainda não haviam sido ocupados por nenhum vertebrado. O tronco dos cartilaginosos produziu 3 grandes ramos. O mais antigo reunia os peixes holocéfalos, cujos descendentes, as quiméias, ainda nadam pelos mares. O 2° ramo foi o das raias , o mais numeroso de todos. Atualmente há quase 400 espécies de raias de água salgada e doce. Por fim surgiram os tubarões, um ramo mais moderno que pouco mudou em seus modelos originais. As espécies atuais surgiram há 130 milhões de anos, quando os dinossauros já entravam em declínio. O Carcarodonte e o Branco, são o resultado de uma tendência ao gigantismo. Ambos são classificados para um gênero que já teve 3 espécies e se o branco desaparecer, acabará sua linhagem e o patrimônio genético que representa.

1595-Cuidado com o Tubarão – Ataques em Pernambuco


Tubarão branco, o maior assassino dos mares

Em 1° de maio de 1999, freqüentadores da praia de Boa Viagem, no Recife, assistiram impotentes a mais um ataque de tubarão. Um estudante de 21 anos estava surfando a apenas 70 metros da areia quando a fera o mordeu na perna e o derrubou da prancha. Esmurrou o dorso do tubarão tentando se defender, uma luta inútil de poucos segundos; o animal abocanhou a mão direita e em seguida também a esquerda. Foi salvo por 3 salva-vidas do corpo de bombeiros, que num ato de heroísmo se atiraram na água e o resgataram da boca do tubarão. As mãos destroçadas tiveram que ser amputadas. Os ataques de tubarão na costa de Pernambuco tem se tornado freqüente nos últimos anos. Foram registrados até então 32 acidentes no estado, quase a metade dos 89 ocorridos no país inteiro em um século. 95% dos ataques foram com praticantes de surfe, com mutilações ou traumas irreversíveis. Foram 10 mortes. Nem mesmo na Flórida, que detém o sinistro recorde de 109 ataques em 5 anos, os acidentes foram tão graves. Lá nenhuma morte foi registrada. Os tubarões estão se alimentando perto das praias, atraídos pela comida jogada no mar pelas embarcações. Quem pega ondas além dos arrecifes é incorporado á cadeia alimentar do animal. Como já vimos, o tubarão surgiu há cerca de 400 milhões de anos e até hoje conserva sua aparência assustadora e pré-histórica. Das 480 espécies existentes no mundo, apenas 30 são ameaçadoras. Os ataques no litoral de Pernambuco foram atribuídos ao tubarão de cabeça chata, uma espécie que atinge 3 metros de comprimento. O governo local discutiu um decreto proibindo a prática do surfe em 40 km do litoral do estado.