11.235 – Titã, a lua de Saturno, pode abrigar um tipo diferente de vida


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Quando pensamos na possibilidade de vida fora da Terra, frequentemente nos atemos à ideia de uma vida idêntica à de nosso planeta, baseada na existência de água… No entanto, pode haver outro tipo de vida, com outros fundamentos químicos.
Um grupo de cientistas da Universidade de Cornell, em Ithaca, nos EUA, teve como estímulo e inspiração um texto escrito por Isaac Asimov em 1962, “Not as We Know It” (Não é Como Imaginamos), para pensar uma vida diferente da que conhecemos, em um lugar distante. Em Titã, a lua de Saturno, é possível a existência, de acordo com eles, de células baseadas em metano, que não necessitam de oxigênio, mas que metabolizam e se reproduzem; ou seja, vivem à sua maneira. Essa membrana celular poderia conter pequenas composições de azoto e seriam capazes de sobreviver a temperaturas de metano líquido de 292ºC abaixo de zero.
Dessa forma, enquanto os astrônomos procuram vida extraterrestre na zona habitável das estrelas (onde pode existir água líquida), essa nova e surpreendente teoria propõe encontrá-la de outra forma, com a presença de células baseadas não em água, mas no metano. Depois de descobrir o composto mais perfeito dos existentes na atmosfera de Titã (o azotosome acrilonitrilo), os especialistas têm, agora, que demonstrar como essas células se comportariam no ambiente do metano – talvez de forma análoga à reprodução e ao metabolismo.

11.160 – Essa célula alien pode sobreviver em Titã?


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Titã, uma das luas de Saturno, é uma das grandes apostas de cientistas em relação a mundos que possam abrigar vida. Mas, claro, ela tem um ambiente muito hostil para que a vida como nós a conhecemos aqui na Terra sobreviva. Mas e se houvesse uma forma de vida como nós NÃO conhecemos?
É com essa teoria que pesquisadores da Universidade de Cornell trabalharam. Eles criaram o modelo de uma célula alien baseada e metano (sem necessidade de oxigênio) que poderia sobreviver nas condições de Titã.
Na pesquisa, publicada no periódico Science Advances, eles descrevem uma membrana celular feita de pequenos compostos de hidrogênio e capaz de funcionar com metano líquido a uma temperatura de – 144 ºC. Esse modelo é inspirado em moléculas terrestres com base de água, que formam uma membrana similar capaz de proteger seu material orgânico. Como em Titã a água não estaria disponível, eles trabalharam com o metano líquido.
Essa célula, construída também de nitrogênio, carbono e hidrogênio (disponíveis no satélite) seria tão estável e flexível quanto uma terráquea.
Agora o próximo passo é criar um modelo que mostre que tipo de indicadores uma forma de vida baseada nessas células produziria. Assim, astrobiólogos poderiam buscar por esses sinais na atmosfera de Titã – e, quem sabe, encontrar a vida alienígena que tanto buscamos.

7499 – Gelo de hidrocarbonetos boia em Titã


A sonda Cassini, da Nasa, identificou que Titã, a maior das luas de Saturno, tem vários pedaços de gelo de hidrocarbonetos boiando em sua superfície.
De acordo com os cientistas, a presença desses flocos de etano e de metano nos oceanos do satélite o torna ainda mais interessante para o estudo de possíveis formas de vida extraterrestres.
Assim como a Terra, Titã tem oceanos e ciclos de chuva. Mas, em vez de água, são hidrocarbonetos, com etano e metano em estado líquido.
A descoberta surpreende porque os cientistas achavam que não haveria nada boiando nesses mares, uma vez que o metano sólido é mais denso que sua forma líquida. Ou seja: ele deveria afundar.