13.254 – Anvisa registra primeiro teste de farmácia para detecção do HIV


TESTE HIV
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou esta semana o primeiro autoteste para triagem do HIV no Brasil. O produto é destinado ao público em geral e poderá ser vendido em farmácias e drogarias. O nome do produto no Brasil será Action, da empresa Orangelife Comércio e Indústria.
De acordo com a documentação do processo de registro do produto, o teste funciona com a coleta de gotas de sangue, semelhante aos já existentes para medição de glicose por diabéticos.
O resultado aparece na forma de linhas que indicam se há ou não presença do anticorpo do vírus HIV. A presença do anticorpo mostra que a pessoa foi exposta ao vírus que provoca a Aids. O resultado leva de 15 a 20 minutos para ficar pronto. O teste funciona para os dois subtipos do vírus que provocam a Aids.
O autoteste aprovado pela Anvisa demonstrou sensibilidade e efetividade de 99,9%. Porém, o produto só é capaz de indicar a presença do HIV 30 dias depois da exposição.
O período de um mês é o tempo que o organismo precisa para produzir anticorpos em níveis que o autoteste consegue detectar. Se uma nova situação acontecer após esse período, um novo teste precisa ser feito, respeitando o prazo necessário para detecção e as confirmações necessárias.
Se o resultado for negativo, a recomendação é que o teste seja repetido 30 dias depois do primeiro teste e outra vez depois de mais 30 até completar 120 dias após a primeira exposição.
Se o resultado for positivo, o paciente deve procurar um serviço de saúde para confirmação do resultado com testes laboratoriais e encaminhamento para o tratamento gratuito adequado, se for necessário.
A possibilidade do registro de autoteste para o HIV surgiu em 2015, quando a Anvisa regulou o tema. De acordo com a regra, esse tipo de teste deve trazer nas suas instruções de uso a indicação de um canal de comunicação para atendimento dos usuários que funcione 24 horas por dia e o número do Disque Saúde 136.
O preço do produto será definido pelo mercado, já que no Brasil não existe regulação de preços para produtos de saúde e a Anvisa, por lei, não pode fixar esse valor. O teste de farmácia para Aids não poderá ser utilizado na seleção de doadores de sangue, já que, para isso, existem outros procedimentos. O teste Action traz o dispositivo de teste, um líquido reagente, uma lanceta (específica para furar o dedo), um sachê de álcool e um capilar (um tubinho para coletar o sangue). O resultado leva de 15 a 20 minutos para aparecer.

Anúncios

9542 – Aids – SUS terá teste de HIV pela saliva


O Ministério da Saúde informou, que vai incluir na rede pública de saúde um teste de diagnóstico do vírus HIV por meio de fluidos orais (retirados da gengiva e da mucosa da bochecha).
Trata-se de um outro tipo de teste de diagnóstico rápido –o resultado sai em 30 minutos– e funciona como uma forma de triagem, precisando de uma confirmação posterior com outros testes de HIV. O novo teste se soma ao que já é oferecido na rede pública e depende de um furo no dedo.
Outra diferença do teste por fluidos orais é que ele dispensa a presença de um profissional de saúde no momento do teste. A partir de março, o novo teste será usada por 40 ONGs capacitadas pelo Ministério da Saúde, com foco nas populações mais vulneráveis ao HIV: gays, profissionais do sexo, usuários de droga, moradores de rua, presos e travestis e transexuais.
Segundo explica Jarbas Barbosa, secretário de vigilância em saúde do ministério, a nova tecnologia é um autoexame, semelhante a um teste rápido de gravidez, que vai ser usado pelas ONGs que já desenvolvem um trabalho com o público-alvo. As primeiras testagens também serão acompanhadas pelo ministério.
A previsão da Saúde é que, a partir do segundo semestre, o teste por fluido oral desenvolvido pela Fiocruz seja ofertado pelas farmácias da rede pública e a quem quiser. Farmácia privadas poderão comercializar testes semelhantes.
A nova tecnologia levanta dúvidas em parte do movimento social que atua no combate à Aids, particularmente com relação à demora na recepção, no serviço de saúde, das pessoas com teste positivo.