7234 – Planeta Terra – Ondas de um metro atingem Japão após forte tremor


Ondas de até um metro de altura atingiram a região nordeste do Japão após um forte terremoto de magnitude 7,3 ter eclodido próximo à costa recentemente.
O Japão emitiu um alerta de tsunami após o tremor, registrado às 17h18 no horário local (6h18 de Brasília) no mar. A região nordeste é a mesma que foi devastada por um tremor seguido de tsunami em março de 2011.
Ainda não há informações sobre vítimas ou danos sérios provocados pelas ondas.
A Agência Meteorológica do Japão emitiu o alerta para cinco províncias: Miyagi, Aomori, Iwate, Fukushima e Ibaraki.
As primeiras ondas, de cerca de 20 centímetros, atingiram algumas cidades da costa nordeste. Segundo a agência, as ondas em Miyagi chegaram a ter um metro de altura.
Na TV, há alertas constantes para que a população procure por abrigos em lugares altos. Na região costeira, os bombeiros e grupos voluntários também trabalham para evacuar as pessoas que vivem próximas ao mar.
A emissora pública NHK informou que, por enquanto, não há informações sobre danos nas usinas nucleares localizadas na área afetada pelo terremoto. Apesar de estarem desativados, há reatores em Ibaraki, Fukushima e Miyagi.
A empresa JR, que administra o trem-bala, interrompeu sua circulação e também as de linhas locais.
O tremor também foi sentido em Tóquio, onde as linhas de metrô e trem foram paralisadas por alguns minutos.
De acordo com o Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), o epicentro do terremoto foi a cerca de 245 quilômetros da cidade costeira de Kamaishi, a uma profundidade de 36 quilômetros.
Outro terremoto, de magnitude 6,2, foi registrado às 17h31 na mesma região. A agência japonesa informou também que existe a possibilidade de ocorrerem tremores secundários na região.
Em março de 2011, um terremoto de magnitude 9 provocou um tsunami que deixou mais de 15 mil mortos. Ainda hoje, mais de 3,2 mil pessoas continuam desaparecidos e outras 300 mil vivem em casas provisórias.

Fonte: BBC Brasil

6963 – Mega Polêmica – A Responsabilidade dos Cientistas


Um julgamento iniciado em setembro na Itália vem gerando repúdio da comunidade científica mundial. Seis cientistas e um funcionário público são acusados de negligência ao avaliar os riscos de um terremoto que deixou 309 mortos e 1500 feridos na cidade de L’aquila, em 2009. Os 7 acusados integravam um conselho consultivo do governo e estão sendo processados por homicídio culposo. Segundo a promotoria, eles poderiam ter emitido um alerta adequado que salvaria muitas das vítimas.
Não acho que os cientistas cometeram um crime, então não deveriam ir para a cadeia. Mas acredito que eles atuaram de forma irresponsável ao não alertar a população sobre os riscos do terremoto. Assim, eles deveriam ser repreendidos por meio de ações de acordo com a lei italiana. Cientistas a serviço do governo que agem de maneira irresponsável devem pagar de alguma forma por seus erros – tal como acontece com um policial, por exemplo.
O texto, com mais de 5 mil membros da comunidade científica, afirma que eles estão sendo julgados por não preverem um terremoto – sendo que antecipar um evento assim é tecnicamente impossível. Ora, esse não é o ponto. Não se pode mesmo prever um terremoto. O problema foi a mensagem que os cientistas mandaram ao público. Nas semanas anteriores à tragédia, uma sequência de pequenos tremores atingiu a região.
A população ficou nervosa, e muita gente decidiu dormir fora de casa. É o que costuma fazer quem mora em áreas de risco quando a terra começa a tremer. Os moradores receberam ainda a informação de um técnico (que não fazia parte do conselho do governo) de que o solo da região emitia altos níveis do gás radônio – o que pode ser indício de um grande tremor. Assim, quando as pessoas perguntaram ao governo o que estava acontecendo, o porta-voz do conselho de cientistas (o 7º acusado) disse que a situação sísmica era “normal” e que o panorama era até favorável.
Não podemos dizer que um terremoto vai ocorrer, mas tampouco podemos dizer que ele não vai ocorrer. A mensagem correta seria: “A informação que temos é incompleta. Talvez haja um terremoto, talvez não. Você pode dormir fora de casa se quiser. Se for ficar dentro, lembre-se: ao sentir vibrações, proteja-se debaixo de algo como uma cama, mesa ou o batente de uma porta. Armazene água e comida; provavelmente vai faltar eletricidade”. Medidas assim salvam vidas. Crianças japonesas as aprendem desde os 3 anos. Mas nada disso foi dito.

Um sismólogo brasileiro para o ☻ Mega

2747- Tragédia no Japão – Detectada radiação na carne; água sob a usina está contaminada


Fonte:Folha de S.Paulo de 31-03-2011

O governo japonês detectou nesta quinta-feira a presença de material radioativo em amostras de carne em criações de gado na cidade de Tenei, a 70 km da usina de Fukushima. Horas antes, a operadora do complexo nuclear disse que lençóis freáticos localizados 15 metros abaixo da central contêm 10 mil vezes mais radiação do que o permitido.
Os anúncios chegam no mesmo dia em que o presidente francês, Nicolas Sarkozy, clamou por uma reforma nos padrões nucleares globais até o final do ano, durante a primeira visita de um líder estrangeiro ao Japão desde o terremoto e o tsunami que desencadearam o desastre atômico.
O Ministério da Saúde japonês disse que desde o início da crise esta é a primeira vez que a carne bovina produzida na região mostrou sinais de contaminação, e a Agência de Segurança Nuclear e Industrial japonesa afirmou que mais testes serão feitos.
Horas antes, a operadora da usina, a Tokyo Electric Power Company (Tepco), afirmou ter encontrado altas concentrações de iodo radioativon um lençol d’água situado a 15 metros sob a central nuclear de Fukushima.
O porta-voz da empresa Naoyuki Matsumo disse que a radiação encontrada era “10 mil vezes superior” ao permitido.
“Não há nenhuma dúvida que se trata de uma cifra elevada”, destacou, não descartando, no entanto, a possibilidade de que essa taxa seja revista na sexta-feira.
Iodo 131 também foi descoberto em grande quantidade na água do mar, perto da central Fukushima.
A Tepco mediu nesta quinta-feira uma concentração de iodo radioativo 4.385 vezes superior à norma legal.
Trata-se do nível mais importante desde o começo do acidente na central.
Prejuízo Monumental
O governo japonês anunciou estar considerando criar um imposto especial e emitir títulos especiais para ajudar a financiar a ajuda humanitária e a reconstrução das cidades devastadas pelo terremoto e tsunami no começo do mês, informou o jornal “Nikkei”.
As estimativas do governo japonês indicam que o custo econômico da tragédia alcançará 25 trilhões de ienes (cerca de US$ 310 bilhões), especialmente pelos danos em edifícios e na infraestrutura, o que tornaria o desastre no mais caro já ocorrido no mundo.
O governo está elaborando uma legislação que pede a criação de um imposto especial e títulos. A lei também inclui linguagem mais clara que permitiria ao governo solicitar ao Banco do Japão subscrever títulos do governo, disse o comunicado.
Sob a atual lei fiscal, o Banco do Japão pode subscrever diretamente as dívidas do governo apenas em circunstâncias especiais.
O imposto especial poderia ser estabelecido como um aumento no imposto corporativo ou no imposto sobre vendas, ou um aumento na taxa do imposto de renda, disse o “Nikkei”.
O governo pretende apresentar a proposta de lei ao Parlamento até o final de abril.
O governo também pretende compilar diversos orçamentos adicionais para lidar com o desastre, mas o primeiro –provavelmente a ser compilado até o final de abril– terá como foco medidas urgentes como a retirada de escombros e a construção de casas temporárias.

Mega Catástrofe – Terremoto no Haiti



Poucos dias após o teremoto, Porto Príncipe, ainda não começara a reagir da catástrofe que arrasou a paupérrima capital do paupérrimo país da América Central. Corrrespondentes das principais agências de notícias do mundo, percorrendo a cidade de carro encontraram centenas de corpos em decomposição acumulados, casas destruídas e sobreviventes sobre escombros e a quase ausência completa do Estado. Com serviços de resgate praticamente inexistentes, num prédio de uma Universidade, era possível ver salas repletas de corpos, misturados a cadeiras escolares, como em um cenário de um sangrento filme de terror. falta água, comida, combustível, eletricidade e infra-estrutura, que já era frágil mesmo sem terremoto. A Cruz vermelha estimou entre 45 e 50 mil mortos, mas a ONU avaliou em 100 mil.
Terremoto no Haiti – Terror e Caos
Abarrotado pelo volume colossal de feridos, o Hospital Geral se tornou o maior centro de amputação de Porto Príncipe. Um lugar de horrores, onde se aguarda a vez de morrer ao lado dos cachorros, lixo e do odor da gangrena. Em regiões miseráveis da cidade, os desabrigados improvisavam fogueiras, feitas de tudo o que se podia encontrar: lixo, corpos e pedaços de madeira. Na capital haitiana, praças viraram favelas e campos de várzea em camas. A fome e a sede levaram multidões de haitianos a invadirem lojas e supermercados. Após 7 dias de soterramento, como se emergisse das ruínas de Pompéia, foi retirada uma senhora de 66 anos. Desde o terremoto, os militares brasileiros distribuíram 125 toneladas de alimentos e 84 mil litros de água.
Sob um estado corrupto e fraco, a sociedade haitiana não consegue ir além da luta fraticida pela própria sobrevivência. É o que se vê desde as guerras de independência entre 1791 e 1804, que substituíram a tirania colonial pela de ex-escravos que se autoproclamaram imperadores. Sem forças armadas no país, uma tentativa de criar uma polícia haitiana com a ajuda dos EUA e da ONU se revelou um desastre. Com um treinamento pífio, logo se associaram ao tráfico de drogas e a grupos de extermínio. Agora é preciso criar um programa internacional de 10 anos para reconstruir do zero o Haiti e suas instituições.

Números do Haiti: capital Port-Au-Prince densidade demográfica de 248,6 hab por km quadrado. Moeda: Goude Língua: Francês
Explorado como colônia e oprimido por várias ditaduras, o país é o mais pobre da região. Sua agricultura não atende ao consumo interno. Os salários extremamente baixos, a fome e as condições de vida miseráveis já levaram milhares de haitianos a deixar os campos e as cidades em precárias fugas para a Flórida e para a Guiana. Quando não naufragam, são presos e repatriados. São pouquíssimas as indústrias úteis á economia do país. A maioria apenas explora a mão de obra. Lá se encontra a maior fábrica de tacos de baisebol do mundo, um produto inteiramente estranho ás necessidades do Haiti.