13.329 – Novo telescópio da Nasa poderá ver as primeiras galáxias do Universo


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Existe uma grande ansiedade para o lançamento do Telescópio Espacial James Webb, em outubro do ano que vem, sobretudo em conexão com o estudo de exoplanetas e a busca de potenciais evidências de habitabilidade e vida fora do Sistema Solar. Mas, quando o próximo grande observatório da Nasa foi projetado, seu objetivo era outro: sua missão principal era — e continua sendo — observar as primeiras galáxias do Universo.
Quem conta essa história é Duília de Mello, astrofísica, pesquisadora associada da agência espacial americana e vice-reitora da Universidade Católica da América, em Washington (EUA).
Os resultados que o novo telescópio trará com exoplanetas também empolgam a cientista. “Depois vamos ter de ter uma missão dedicada a exoplanetas, mas com o James Webb já se espera que se possa fazer alguma coisa transformadora, algo que vá ser legal.”
Em termos de pesquisa de exoplanetas, o foco estará sobre os mundos a orbitar estrelas menores e menos brilhantes — as anãs vermelhas, como Proxima Centauri, a estrela mais próxima do Sol. Contudo, há grande discussão entre os astrônomos se planetas na zona habitável dessas estrelas poderiam ou não ter ambientes favoráveis à vida. O James Webb pode ser o tira-teima neste caso.
Antes que ele possa fazer isso, contudo, o telescópio precisa ser lançado e funcionar corretamente. E Duília de Mello, astrônoma brasileira, afirma que, no momento, esta é a maior preocupação de todos os envolvidos com o projeto. “Ele vai abrir [no espaço] igual a um guarda-chuvinha, e são 65 pontos de abertura. Se um desses der errado, são muitos bilhões de dólares, muita gente a perder o sono. Essa é a ansiedade atual.”

12.254 – China desaloja milhares para produzir antena gigante para buscar ETs


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ETs, eles seriam uma raça humanóide muito mais evoluída que a espécie humana, só falta a prova

 

Segundo a agência chinesa Xinhua, as pessoas serão retiradas do local para que o telescópio FAST não sofra problemas de interferência de sinal em suas buscas por civilizações avançadas pelo Universo. Todos que moram num raio de 5 quilômetros de Dawodang terão que sair e serão indenizados em, aproximadamente, 1.800 euros.
As obras do telescópio começaram em 2011 e sua inauguração deverá ocorrer no próximo mês de setembro. A enorme antena é composta por um disco de recepção de 500 metros, projetado para captar sinais de rádio emitidos a milhões de anos-luz da Terra. Até o momento, foram gastos 100 milhões de euros, de acordo com o governo chinês.
Além de sinais extraterrestres, o FAST fará uma catalogação da distribuição de hidrogênio atômico neutro no Universo, busca de matéria escura e energia escura e a identificação e observação de pulsares.

11.214 – Agora Vai! Câmara dos Deputados aprova participação do país no Observatório Europeu do Sul


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A Câmara dos Deputados aprovou a adesão do Brasil ao Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), o maior consórcio de pesquisa astronômica existente no mundo, formado por 14 países da Europa. A adesão exigirá um investimento brasileiro de 270 milhões de euros – cerca de 945 milhões de reais – até 2021. Se ela for concretizada, a astronomia brasileira ganhará o maior projeto de sua história. O projeto de decreto legislativo segue para o Senado.
O projeto permite que o Brasil tenha acesso aos diversos radiotelescópios de última geração construídos pelo consórcio e instalados no Atacama, no Chile – incluindo o megatelescópio European Extremely Large Telescope (E-ELT), que será o mair telescópio em solo do mundo, com conclusão prevista para 2021.
O acordo para a participação do Brasil foi firmado em 2010 entre o governo federal e a Organização Europeia para Pesquisa Astronômica no Hemisfério Sul, que é responsável pela administração do ESO. De acordo com o projeto de adesão, pelo menos 75% dos recursos investidos pelo Brasil devem ser revertidos em benefícios ao setor produtivo do país.

10.413 – Fapesp fecha acordo para participar de megatelescópio no Chile


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O Estado de São Paulo acaba de formalizar sua adesão ao consórcio internacional que constrói um dos megatelescópios de próxima geração para a astronomia, o GMT (Giant Magellan Telescope), com 25 metros de diâmetro.
A ser erguido no Chile sob liderança de americanos, australianos e sul-coreanos, o projeto deve começar operações em 2021. O custo total da iniciativa é de US$ 880 milhões, dos quais US$ 40 milhões sairão da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).
O GMT é um dos concorrentes do ELT (Extremely Large Telescope), com 39 metros de diâmetro, um projeto do ESO (Observatório Europeu do Sul), do qual o Brasil é membro provisório. O governo federal havia assinado um acordo em 2010 para integrar a organização europeia e ter acesso ao ELT, a um custo de US$ 371 milhões. Até hoje o Congresso Nacional não aprovou a liberação da verba.
No ELT, o Brasil não tem garantia de tempo de telescópio -cada projeto individual é julgado pelo mérito científico. No caso do GMT, uma comissão brasileira julga o mérito dos projetos, mas o tempo do país está garantido.
Barbosa também destaca a possibilidade real e imediata de participar da construção da infraestrutura que dará suporte ao telescópio. “Também poderemos desenvolver instrumentação futura”.

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9245 – EUA e Europa negociam R$ 1 bilhão do Brasil para construir telescópios gigantes


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Dois dos três projetos de telescópios mais ousados do planeta estão pleiteando, juntos, quase R$ 1 bilhão em ajuda do Brasil.
Concorrentes, ambos permitirão ver pela primeira vez com detalhes a atmosfera de planetas fora do Sistema Solar, para buscar “gêmeos” da Terra, e medir a expansão do Universo em tempo real. E a disputa por descobertas futuras já incendeia rivalidades dentro da comunidade astronômica brasileira.
O menor dos projetos, o GMT (Giant Magellan Telescope), terá um espelho de 25 metros de diâmetro –duas vezes e meia o tamanho do maior espelho de aumento usado hoje num telescópio.
A Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) anuncia detalhes do acordo que negocia para entrar do projeto, liderado por um consórcio americano. Desembolsando US$ 40 milhões (R$ 92 milhões), a agência obteria uma cota de 5% do tempo de observação no GMT.
O outro projeto em busca de auxílio brasileiro é o E-ELT (European Extremely Large Telescope), um monstro de 39 metros de diâmetro a ser construído pelo ESO (Observatório Europeu do Sul). O governo federal assinou em 2010 um acordo em que se compromete a desembolsar € 270 milhões de euros (R$ 836 milhões) em dez anos.

Dentro do ESO, que já está acolhendo astrônomos brasileiros mesmo antes da ratificação, o Brasil não tem cota fixa; tem de disputar tempo de telescópio com os outros 14 países do observatório.

O acordo, porém, garante acesso não só ao futuro E-ELT, mas também ao VLT (Very Large Telescope), o maior telescópio óptico do mundo hoje, e ao Alma, o mais poderoso conjunto de radiotelescópios do planeta.

O acordo com os europeus foi aprovado anteontem pela Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados, mas precisa ser ratificado pelo plenário no Congresso para ter efeito. Pelos termos do acordo, o Brasil começa a pagar o valor total com parcelas menores, que crescem ano a ano.
As três primeiras parcelas já estão vencidas e somam € 47,5 milhões (R$ 147 milhões). Se o acordo for ratificado, o país precisará quitar o valor.
Tanto o GMT quanto o E-ELT têm término previsto para depois de 2020, situam-se em montanhas no Chile e operam na região óptica do espectro de luz –as ondas eletromagnéticas que o olho humano é capaz de captar.
O terceiro observatório gigante com projeto em andamento é o TMT (Telescópio de Trinta Metros), idealizado por astrônomos californianos. Hospedado no Havaí e com inauguração marcada para 2018, o aparelho está com financiamento atrasado e buscou apoio de chineses, indianos e japoneses.
Como o GMT e o E-ELT serão os únicos observatórios desse porte no hemisfério Sul, porém, é provável que entrem em concorrência direta por descobertas no céu austral, que de modo geral é mais rico que o boreal.

8743 – Novo telescópio da Nasa estuda atmosfera do Sol


A Nasa, agência espacial americana, divulgou as primeiras imagens do Sol feitas pelo telescópio IRIS (Interface Region Imaging Spectrograph, espectrógrafo de imagem de interface, em tradução livre), que orbita a Terra desde 27 de junho. O equipamento vai observar o Sol de maneira mais detalhada, principalmente a cromosfera, porção mais baixa da atmosfera da estrela, uma região ainda pouco conhecida pelos cientistas.
As primeiras imagens do IRIS mostram estruturas finas, com aparência fibrosa, que nunca haviam sido vistas antes. Segundo os pesquisadores, elas revelam a existência de grandes contrastes de densidade e temperatura na região.
O estudo da cromosfera, camada da atmosfera solar mais próxima de sua superfície, é importante para que seja possível entender o fluxo de energia dessa região para a corona, porção superior da atmosfera e com maior temperatura — ela é quase cem vezes mais quente do que a própria superfície do Sol, ultrapassando um milhão na escava Kelvin.
Transição
O telescópio também foi projetado para estudar a região de transição entre as duas camadas da atmosfera solar (cromosfera e corona). É nessa região que se formam os raios ultravioleta, que afetam o clima da Terra, e também os ventos solares, que podem afetar satélites e sistemas elétricos quando se aproximam do nosso planeta.
Para isso, o IRIS foi equipado com um telescópio ultravioleta e um espectrógrafo (equipamento que realiza um registro fotográfico de um espectro luminoso). Enquanto o primeiro obtém imagens em alta resolução, o segundo divide a luz solar em seus diversos comprimentos de onda e mede o quanto de cada um deles está presente. Por meio da análise dessas informações, é possível obter dados de velocidade, temperatura e densidade, essenciais para o entendimento de como a energia se move pela região.

“A qualidade das imagens e espectros que estamos recebendo do IRIS é incrível. Ainda temos muito trabalho pela frente para entender o que estamos vendo, mas a qualidade dos dados vai nos permitir fazer isso”, afirma Alan Title, integrante da equipe de pesquisadores do telescópio IRIS.
Previsões
A missão IRIS vai ajudar na compreensão do surgimento dos eventos meteorológicos em regiões espaciais próximas à Terra. Entender como a energia e a matéria solar se movem através da região de transição pode ajudar os pesquisadores a melhorar as previsões para os tipos de eventos que podem danificar tecnologias da Terra.

8541 – Nasa vai tentar ressuscitar telescópio caçador de planetas


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A Nasa começará a testar nas próximas semanas alternativas para tentar ressuscitar o telescópio espacial Kepler, que pifou em 11 de maio, após uma pane em um de seus giroscópios.
De acordo com representantes da agência espacial americana, desde que o incidente aconteceu, diversos especialistas têm pensado em maneiras de fazer o dispositivo voltar a funcionar. Os testes para ver a viabilidade de desses projetos deve começar em breve ma Califórnia.
Lançado em março de 2009 com o objetivo de localizar novos planetas, sobretudo uma possível “gêmea” da Terra, o Kepler foi equipado com quatro giroscópios. Ele poderia operar só com três deles. Mas, como um já havia pifado no ano passado, a nova falha foi crítica.
Apesar das várias alternativas, a Nasa destaca de que não há garantia de que o satélite, que já encontrou mais de 3.200 candidatos a planeta, volte mesmo à ativa.

8531 – Nova técnica pode detectar moléculas essenciais para a vida fora do Sistema Solar


Telescópios cada vez mais potentes têm ajudado os astrônomos a descobrir um grande número de planetas fora do Sistema Solar, desde a década de 1990 já foram catalogados mais de 900, e a quantidade não para de aumentar. A maioria dos exoplanetas descobertos são gasosos e estão muito perto de suas estrelas. No entanto, alguns deles são rochosos e se localizam na zona habitável de seu sistema estelar, onde o clima permite a existência de água em forma líquida, uma das condições necessárias para o surgimento da vida.
Até agora, porém, os pesquisadores não tinham como saber que tipo de molécula podia ser encontradas em sua superfície, tornando impossível confirmar se eles eram, de fato, habitáveis. Um grupo de pesquisadores da Universidade de Leiden, na Holanda, apresentou nesta sexta-feira uma técnica capaz de detectar moléculas complexas — como água e monóxido de carbono — na superfície de exoplanetas. A presença destas moléculas pode indicar se os exoplanetas possuem a composição química essencial para a vida. O estudo foi apresentado durante a conferência anual da Sociedade Astronômica Real da Grã-Bretanha.
os astrônomos só são capazes de confirmar sua existência a partir de pequenas alterações que sua gravidade causa na estrela em torno da qual eles giram. Em seu novo estudo, os pesquisadores da Universidade de Leiden inverteram essa técnica, medindo a influência da gravidade estelar sobre os raios de luz refletidos pelos planetas.
Os cientistas testaram a técnica no planeta HD 189733b, localizado a 63 anos-luz da Terra. Ao usar um espectrógrafo instalado no Very Large Telescope, telescópio do Observatório Europeu Austral (ESO) instalado no Chile, eles foram capazes de detectar traços de água no espectro de luz refletido pelo corpo.
O HD 189733b está localizado em uma órbita muito próxima de sua estrela, onde a água só existe em estado gasoso e a vida é impossível. Mas a técnica poderá ser usada, no futuro, para analisar outros tipos de planeta, inclusive aqueles localizados em zonas habitáveis.
Investigação molecular — Essa técnica já havia sido usada para detectar traços de monóxido de carbono no mesmo planeta, mas ainda não havia encontrado nenhum tipo de molécula mais completa. “Nós sabíamos que a estratégia funcionaria para moléculas simples, em comprimentos de onda mais curtos. Para encontrar água, no entanto, tivemos que explorar comprimentos de onda maiores, onde a atmosfera realmente começa a bloquear os sinais que nós procuramos”, explicou Jayne Birkby, astrofísica que participou do estudo.
Os pesquisadores esperam que, depois de confirmarem a existência de água, possam usar a mesma técnica para descobrir outras moléculas essenciais para a vida, como o oxigênio e o metano. “Ficamos muito felizes quando o sinal de água apareceu. Isso significa que podemos fazer ainda mais com essa técnica”.

8428 – Astronomia – O Telescópio Keck


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Na realidade são 2.
O observatório W. M. Keck é um observatório astronômico que comporta dois telescópios operando no espectro visível e infravermelho próximo. Situa-se no cume do monte Mauna Kea, no Havai, Estados Unidos da América. Cada telescópio tem um espelho de dez metros.
O observatório é gerido pela organização não governamental California Association for Research in Astronomy, tendo a NASA como parceiro.

Eles mudaram a visão do Universo
Em fins de junho de 1609, o astrônomo e físico italiano Galileu Galilei construiu sua primeira luneta – um objeto simples, com lentes nas extremidades de um tubo. No ano anterior, Hans Lipperhey, holandês já tinha registrado a patente do instrumento, mas Galileu lhe deu fama.
No verão de 1609, em Pádua, Itália, Galileu resolveu construir um aparelho que funcionasse. O telescópio provocou uma revolução na compreensão humana do Cosmos. O instrumento foi usado pela primeira vez em observações da Lua, principalmente nas sombras de montanhas e bordas de crateras; ele prosseguiu, catalogando manchas solares; e descobriu as quatro maiores luas de Júpiter ─ Io, Europa, Ganimedes e Calisto ─ hoje conhecidas como luas galileanas, em sua homenagem.
Essas observações permitiriam que Galileu sustentasse a visão de Copérnico sobre o Universo e não a visão geocêntrica defendida pela Igreja e homens esclarecidos da época. As descobertas de Galileu ajudariam a suplantar a astronomia ptolomaica, a complicada e equivocada teoria dos mecanismos celestiais que permaneceram por 1.400 anos.
Desde a construção do primeiro telescópio por Galileu, houve enormes avanços na ciência, nos sistemas ópticos e na tecnologia do instrumento. Atualmente telescópios localizados no solo são estruturas gigantescas, com espelhos flexíveis de 10 metros, dispositivos que seriam inimagináveis na época de Galileu e seus sucessores. Algumas das imagens mais nítidas do espaço foram produzidas pelo Telescópio Espacial Hubble, um espetáculo tecnológico que continua a fornecer imagens cada vez mais aprimoradas do Universo, há quase 20 anos.

8372 – Astrônomos descobrem ‘fábrica de cometas’


Cientistas conseguiram, pela primeira vez, observar a região em volta de uma estrela jovem onde partículas de poeira conseguem se juntar umas às outras e se aglutinar, formando grandes corpos rochosos. Além de documentar esse tipo de fenômeno, a descoberta deve ajudar a resolver um dos mistérios da astronomia: o mecanismo pelo qual as pequenas partículas de poeira que orbitam as estrelas são capazes de formar planetas, cometas e asteroides. A pesquisa que descreve a descoberta foi publicada nesta quinta-feira na revista Science.
As pesquisas mais recentes têm mostrado que o sistema solar não é um caso isolado — a maioria das estrelas possui planetas e outros corpos em sua órbita. O que os pesquisadores não haviam conseguido explicar é como esses corpos se formam. As teorias diziam que isso acontecia a partir da colisão e do acúmulo dos grãos de poeira que giram em volta das estrelas.
As simulações de computador mostravam, no entanto, que conforme os aglomerados de partículas cresciam, o processo ficava cada vez mais improvável. Quando dois grãos maiores colidiam, em vez de se aglutinar eles se despedaçavam. Isso criava inúmeras partículas de poeira e todo o processo era reiniciado. Mesmo quando esse tipo de colisão não acontecia, a fricção com a poeira e o gás em seu caminho fazia com que os grãos maiores fossem arrastados para órbitas cada vez mais próximas à estrela, até serem consumidos por elas.
Isso criou um impasse: enquanto as simulações mostravam que a formação de planetas por esse mecanismo era muito difícil, as observações astronômicas descobriam um número cada vez maior de novos planetas fora do Sistema Solar. Para resolver esse problema, os pesquisadores teorizaram então a existência de um mecanismo pelo qual vórtices e redemoinhos criados em meio à poeira que circunda uma estrela criariam zonas protegidas, onde as partículas poderiam se juntar aos poucos, até serem grandes o suficiente para sobreviver por si mesmas.

Para criar esses abrigos — que foram chamados de armadilhas de poeira—, seria necessária a presença de outro corpo grande, como um planeta gasoso, girando em volta da estrela. Conforme esse objeto se movimentasse pelo disco de poeira, ele iria abrir caminho e produzir os vórtices necessários para a existência da armadilha. Todo esse complexo mecanismo só existia na cabeça e nas simulações dos astrofísicos teóricos, mas nunca havia sido visto na prática. Até agora.
A pesquisa publicada na revista Science descreve o primeiro registro de uma armadilha de poeira, orbitando a estrela Oph-IRS 48, localizada a 400 anos-luz da Terra. Observações anteriores já haviam mostrado a existência de anéis de gás e de poeira muito uniformes ao redor dessa estrela. Eles possuíam um formato curioso, com um grande espaço vazio entre as órbitas mais internas e mais externas. Isso costuma ser visto como um indício da presença de um planeta muito grande — com cerca de 10 vezes a massa de Júpiter —, justamente o tamanho necessário para criar as armadilhas de poeira.
Ao observar a região, utilizando o Atacama Large Millimeter Array (ALMA), radiotelescópio pertencente ao Observatório Europeu do Sul, os pesquisadores descobriram uma protuberância em uma das porções externas do disco de poeira. Essa protuberância reunia as maiores partículas — que chegavam a alguns milímetros de diâmetro — e tinha um formato inesperado. “Nós esperávamos que ela tivesse o formato de um anel, mas encontramos outra forma, semelhante à castanha de caju. Tivemos de nos convencer de que essa característica era real, mas o forte sinal e a clareza das observações do ALMA não deixavam nenhuma dúvida. Foi aí que percebemos o que tínhamos encontrado”, diz Nienke van der Marel, pesquisador do Observatório Leiden, na Holanda.

O que eles haviam descoberto era justamente uma região que isolava os maiores grãos de poeira, deixando-os livres para se aglomerar e formar grupamentos maiores — a armadilha de poeira. “É provável que estejamos olhando para uma espécie de fábrica de cometas, já que as condições são perfeitas para que as partículas cresçam dos milímetros atuais para o tamanho desses corpos”, disse van der Marel.
A armadilha estava localizada a uma grande distância de sua estrela, cerca de 50 vezes maior do que a que separa a Terra do Sol. Nessas condições, a formação de planetas seria impossível. “A poeira não deve formar corpos do tamanho de planetas a essa distância. Mas, no futuro, o ALMA deverá ser capaz de observar armadilhas de poeira ainda mais próximas às estrelas, com os mesmos mecanismos em funcionamento. Nesse caso, estaríamos vendo o berço de novos planetas”, diz o pesquisador.
As observações foram feitas antes mesmo de o ALMA entrar em completo funcionamento, usando apenas uma pequena porção das 66 antenas instaladas no deserto do Atacama. “Estas observações mostram que o ALMA é capaz de produzir ciência realmente transformativa, e isto quando ainda operava com menos de metade da rede completa. Isso dá a oportunidade de estudar os aspectos básicos da formação planetária de maneiras que anteriormente não eram possíveis”, diz Ewine van Dishoeck, pesquisador do Observatório de Leiden, que contribuiu com a construção do ALMA e participou do recente estudo.

8294 – Caçador de planetas da Nasa pifa, mas estudos continuam


A mais ambiciosa e poderosa missão de caça a planetas pode ter um fim prematuro. Mas ainda haverá novas descobertas vindas do satélite Kepler durante anos.
O telescópio da Nasa, agência espacial americana, parou de colher dados científicos em 11 de maio, após a pane de um de seus giroscópios.

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São quatro ao todo, e sua função é permitir o direcionamento preciso do telescópio para a região do céu escolhida para a pesquisa, onde ele monitora cerca de 150 mil estrelas em busca de sinais de planetas ao seu redor.
A precisão oferecida pelos giroscópios é de um milionésimo de grau, e o Kepler poderia operar com só três deles. Só que um já havia pifado no ano passado e, agora, outro encalhou.
O satélite entrou em “modo de segurança” (como um computador doméstico quando tem um problema) e sua orientação é mantida por propulsores. Os engenheiros do projeto elaboram um plano que tentará recuperar um dos dois dispositivos pifados.
“Qualquer ação de recuperação levará tempo”, diz Roger Hunter, gerente da missão. “Possivelmente meses.”
Embora a interrupção da missão –sem falar no possível término– seja desanimadora, é importante lembrar que o satélite, lançado em 2009, cumpriu sua meta primária de operar por 3,5 anos.
Durante esse período, o sucesso foi grande. Além de 132 planetas comprovadamente descobertos, a análise inicial aponta que ainda há 2.608 candidatos a verificar, além de outros que podem estar escondidos nos dados brutos.
Com isso, pela primeira vez os astrônomos puderam estimar de forma realista o número de planetas na Via Láctea –na casa dos 100 bilhões.
Mas o grande prêmio da caça aos planetas ainda não foi conquistado: a localização de um mundo do exato tamanho da Terra e na mesma posição com relação a uma estrela similar ao Sol.
Para isso, novos projetos devem pegar o bastão de onde o Kepler deixou. Entre eles está seu sucessor direto, batizado pela Nasa de Tess (sigla para Satélite de Pesquisa de Exoplanetas em Trânsito).

8096 – Astronomia – O Observatório de Paranal


Paranal

Fica no Chile e pertence a Organização Européia para a Pesquisa Astronômica no Hemisfério Sul, resultado de um consórcio de 14 nações.
São 300 dias por ano que não chove nem uma gota d’água. A cidade mais próxima fica a duas horas de ônibus –um pouco menos, se você estiver voltando, porque é descida. Apenas 15 pessoas moram nesse lugar. Por mais inóspito que possa parecer, não estamos falando de Marte, mas do observatório de Paranal, em Antofagasta, no Chile, no começo do deserto do Atacama, a 2.600 m de altitude.
Lá fica o mais potente telescópio do mundo, com lentes de 8,2 m de diâmetro, que são usadas para comprovar a existência de planetas fora do Sistema Solar. Para comparar, o Hubble, por exemplo, tem “apenas” 2,5 m de diâmetro.
O lugar, isolado e seco, com pouco vento e sem muitas turbulências, obedece a uma exigência para abrigar o equipamento, que resiste sem danos a um terremoto –que são comuns no Chile– de até 8 pontos na escala Richter. O mais potente já sentido desde a construção do telescópio foi de 6,7 pontos. Só para lembrar, o tremor que sacudiu São Paulo no mês passado foi de 5 pontos.
O telescópio só é aberto à noite, quando fazem uma vedação na Residência, como é chamada a espécie de hotel criada para abrigar os moradores de Paranal, para não vazar nenhuma luz que interfira no observatório.
Além dos escritórios, o espaço tem uma “floresta tropical” artificial, piscina, sauna, academia, restaurante e sala de vídeo. Tudo para amenizar o ambiente do lado de fora, que, mesmo desértico, abriga gaviões, raposas, escorpiões e algumas plantas. “Qualquer gota d’água faz nascer algo verde aqui”, diz o chefe de operações científicas Olivier Hainaut. As pessoas ficam apenas uma ou duas semanas em Paranal, depois vão para Antofagasta, Santiago ou voltam para seus países de origem.

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São dois caminhões-tanques de água por dia, um de gasolina (para os geradores), além de comida e equipamentos básicos de manutenção que chegam uma vez por semana. “Parece fácil, mas requer muito planejamento. Não temos nada por perto. Tudo vem de fora.”
Noites em claro
O complexo de Paranal é formado por quatro telescópios que, combinados, conseguem uma imagem melhor de regiões a anos-luz da Terra. Cada conjunto de lentes ocupa uma área de 60 m2. “Do tamanho do meu apartamento”, brinca o astrônomo suíço Olivier.
Ele calcula que cada noite fotografada pelo telescópio rende um mês no escritório, analisando as imagens. Como são aproveitadas 330 noites por ano, o número de descobertas também é impressionante: duas pesquisas publicadas por dia, desde 1999 quando foi inaugurada a primeira das quatro unidades.
Claro que nem tudo é tão relevante quanto a possibilidade de haver vida fora da Terra. Mas isso ainda deve demorar uma década para ser demonstrado, porque todos os planetas descobertos fora do Sistema Solar estão muito próximos da estrela em volta da qual gravitam. São, portanto, muito quentes, como Mercúrio.
Construído a 2.600 metros de altura no Deserto do Atacama, o Observatório do Paranal é o mais produtivo complexo astronômico do planeta
A cada duas semanas, o astrônomo brasileiro Cláudio Melo pega um avião partindo de Santiago, capital do Chile, rumo à cidade de Antofagasta, no coração do deserto do Atacama, também em terras chilenas. Dali, precisa viajar mais uma hora e meia de carro para chegar a uma região montanhosa que lembra muito a superfície de Marte. Nessa paisagem quase alienígena, surge o que parece ser uma miragem: um luxuoso hotel, com piscina e plantas tropicais por todo lado. Esse paraíso artificial servirá de abrigo para Melo durante uma semana. Ali ficam hospedados os funcionários do Observatório Europeu do Sul (ESO), que trabalham, assim como Melo, no Observatório do Paranal, um moderno e elegante oásis científico, detentor do título de mais produtivo complexo astronômico terrestre do planeta.
Há dez anos, Melo segue essa rotina: uma semana no deserto, outra semana em Santiago. O rodízio foi elaborado para preservar a saúde dos pesquisadores. O observatório, obra da mais moderna engenharia, fica ao redor do Cerro Paranal, uma montanha de 2.635 metros de altitude, em um dos locais com menos umidade do planeta. Além de Melo, trabalham outros 180 profissionais, entre astrônomos, engenheiros e físicos que procuram os segredos do universo no céu límpido do deserto.
Resort científico — Todos os cientistas ficam hospedados no Residência Paranal, um majestoso hotel usado nas filmagens do filme Quantum of Solace, com o espião britânico James Bond. Quem visita o local, facilmente se esquece que está no meio do deserto onde não há água, comida e níveis aceitáveis de umidade em um raio de 130 quilômetros.
O saguão principal do hotel tem uma decoração inusitada — no centro do gigantesco salão redondo de dois andares há um belíssimo jardim de palmeiras e plantas baixas que fazem sombra sobre uma piscina. “As plantas e a água ajudam a manter a umidade do interior do hotel em níveis mais aceitáveis”, explica Andreas Kaufer, diretor de operações do ESO. O hotel também possui uma pequena videoteca, sala de música, jogos e um refeitório que serve 9.450 refeições por mês.
Assim como todos os prédios construídos no complexo, a Residência Paranal é resistente a terremotos. Uma parte da construção foi executada dentro da montanha. A outra foi construída na parte externa. “As duas partes são unidas por estruturas de borracha que tornam todo o sistema maleável para o caso de terremotos”, explica Kaufer. Quem está de passagem pelo observatório também tem acesso a um ginásio poliesportivo com quadra e equipamentos de ginástica.
O complexo erguido pelo ESO no meio do deserto é de fazer inveja aos grandes parques tecnológicos. O Observatório do Paranal gera a própria energia por meio de dois geradores a gás e mais três sobressalentes a diesel. “Temos autonomia de 12 dias de energia”, diz Kaufer. A autonomia do Paranal não para por aí. São cinco dias de água — sete se contar a que é separada para o controle de incêndio — garantidos por dois caminhões-pipa que trazem o líquido ao local diariamente. As medidas garantem a vida das 135 pessoas que povoam o complexo em esquema de rodízio.
Ecologia – Como transformar uma cidade poluída em um exemplo verde?
Até a década de 80, Chattanooga no Tennessee era uma espécie de Cubatão americana. A chegada das indústrias, na década de 30 trouxe desenvolvimento. Mas em 1969, a percepção já era outra. Foi nesse ano que o âncora de maior prestígio da TV americana, anunciou que a cidade era o lugar mais poluído dos EUA. Era apenas concreto, asfalto e ferro, afirmou o atual prefeito da cidade que hoje é uma das mais verdes dos EUA. Em 1984 foram realizadas dezenas de reuniões com a população com o objetivo de definir qual ciddade eles queriam para o ano 2000. Então, a suja, feia e perigosa Chattanooga passou a plantar árvores no centro da cidade para renovar o ar; comprar áreas de antigas indústrias quebradas ou abandonadas e transforma-las em parques de todos os tipos, fontes, aquários públicos e revitalizar as margens do Rio Tennessee, que é um dos 5 maiores dos EUA, agora frequentadas e utilizadas pelas pessoas para lazer, esportes e artes.
Vigor científico – Toda a estrutura para receber cientistas e engenheiros do mundo todo não faria sentido sem a presença do conjunto de telescópios que conferiram ao complexo o título de melhor observatório do mundo, na opinião de Brian Schmidt, um dos três cosmólogos laureados com o prêmio Nobel de Física de 2011.
O Paranal tem um portfólio invejável de telescópios. Um deles é o VISTA, o maior telescópio de rastreamento do mundo dedicado a pesquisar o céu em frequências próximas do infravermelho. Com um espelho de 4,1 metros de diâmetro, o VISTA consegue observar comprimentos de onda maiores do que os visíveis ao olho humano. Isso quer dizer que os astrônomos podem estudar astros escondidos por nuvens de poeira ou frios demais para serem observados no espectro visível. O telescópio é 40 vezes mais sensível que seus antecessores.

Outro telescópio que detém o título de maior do mundo em sua área é o VST (VLT Survey Telescope). A mais recente aquisição do Observatório do Paranal é o mais potente telescópio para observação do céu no espectro visível. O equipamento possui um espelho com 2,6 metros de diâmetro e pretende estudar astros remotos dentro do Sistema Solar e descobrir planetas orbitando outras estrelas.
A joia do Paranal, contudo, é o VLT (Very Large Telescope). Trata-se de um agrupamento de quatro telescópios com espelhos de 8,2 metros de diâmetro cada, apoiados por quatro telescópios menores, com espelhos de 1,8 metro. O VLT, junto com os outros telescópios do ESO, é o mais produtivo complexo astronômico terrestre do mundo. Diariamente, dois artigos científicos são publicados com dados obtidos por meio deles. Em número de artigos publicados, o Observatório Europeu do Sul só perde para o Hubble.
O que torna o VLT tão especial é que todos os seus telescópios podem funcionar interligados, formando uma rede que pode aumentar em várias ordens de grandeza a resolução das imagens obtidas. Isso é possível por meio de um complexo sistema subterrâneo que recebe o sinal luminoso de todos os telescópios e os une em uma única faixa, gerando uma única imagem, mas com o detalhe e a luminosidade capturada por todos os telescópios.
Os telescópios instalados no topo do Cerro Paranal são controlados a partir de uma sala de operações logo abaixo do complexo. Dentro de cada uma das quatro unidades do VLT está uma gigantesca estrutura que dá suporte para um espelho de 8,2 metros de diâmetro e apenas 15 centímetros de largura — ao todo, 22 toneladas. “É como uma lente de contato”, diz Kaufer. A fina espessura permite que o espelho seja modelado por pequenas hastes abaixo da estrutura. O sistema garante que o espelho tenha sempre a curvatura perfeita, mesmo quando o telescópio é balançado por ventos. A enorme estrutura de 450 toneladas foi instalada em um sistema de imãs e motores especiais que permitem mover o telescópio de um lado para o outro com grande velocidade e no mais absoluto silêncio.

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7972 – Telescópios – As Janelas para o Céu


Diagrama do Telescópio

Dia 25 de agosto de 1609. No alto da torre da Praça de São Marcos, os senadores da República de Veneza acotovelavam-se, curiosos, em torno da última criação de um matemático de Pisa já conhecido por suas invenções e excentricidades: um pequeno tubo com duas lentes nas extremidades. Olhando através dele, os edifícios do outro lado da praça, a mais de trinta metros, pareciam estar ao alcance das mãos. Foi assim que Galileu Galilei (1564-1642) apresentou ao mundo “a maravilha do século XVII” — o telescópio. Naquela mesma noite, Galileu descobriu que a Lua não tinha uma superfície lisa, como se pensava, mas era cheia de montanhas e crateras. Ele viu mais: “Eu observei a natureza e o material da Via Láctea. Ela não passa de um aglomerado de estrelas, agrupadas em nuvens.”
O Universo conhecido hoje já ultrapassou os limites da Via Láctea. O homem aprendeu a “enxergar” a “luz invisível”, como os raios infravermelho, gama e ultravioleta. Assim, pôde vasculhar regiões cósmicas que estão a bilhões de anos-luz. Os limites continuam se ampliando: nos próximos cinco anos, a capacidade de observação vai quase triplicar, tal é o número de instrumentos novos em construção.
Foi Galileu quem criou o primeiro telescópio, mas não foi só dele a idéia original. Em 1608, o fabricante de óculos alemão Hans Lippershey (1570-1619) trabalhava em sua oficina na Holanda quando um aprendiz mostrou ao mestre o que descobrira: olhando através de duas lentes, a torre da igreja distante parecia muito mais próxima e de cabeça para baixo. Lippershey encaixou as lentes dentro de um cilindro, mantendo a distância apropriada entre elas para corrigir a imagem. E mandou um recado ao sábio italiano sobre a invenção. Galileu aprimorou muito a engenhoca holandesa e usou-a para examinar o céu pela primeira vez. Nunca tomou a iniciativa de revelar quem era o seu “ajudante secreto”.
Os primeiros telescópios refratores (que usavam lentes para desviar e concentrar a luz) tinham um problema: os raios que passavam pela borda das lentes deformavam a imagem. Em 1668, o matemático e físico inglês Isaac Newton (1642-1727) mudou o plano de construção dos instrumentos (veja ilustração ao lado), substituindo suas lentes por espelhos, que concentram a luz sem distorcer a imagem. Nascia assim o primeiro instrumento refletor.
Para “enxergar” longe, um telescópio tem de captar muita luz — ou seja, quanto maior, melhor. A corrida em busca de luz começou ainda no século XVIII, com William Herschel. No século XIX, a vedete era o Leviatã, na Irlanda. No início deste século, com o telescópio de Monte Wilson, esses instrumentos ganharam o status de olhos voltados para o Universo.
A partir da década de 40, o tamanho perdeu terreno para as novas tecnologias eletrônicas na determinação do alcance do instrumento.Captar imagens do Universo distante é sempre um desafio, principalmente daqui da superfície do planeta. É que a atmosfera terrestre funciona como um filtro que atrapalha a passagem de parte dos raios X, gama, ultravioleta e infravermelho. Além disso, a turbulência do ar desvia a luz visível e distorce as imagens. Resumindo: vencido o desafio de captar mais luz, o problema é conseguir a maior resolução, isto é, a maior nitidez possível.
A solução foi lançar telescópios acima da atmosfera — o que só se tornou possível a partir da era espacial, na década de 60. O mais ambicioso de todos os projetos nessa área é o Telescópio Espacial Hubble.
Mas a chegada dos telescópios orbitais não tirou da jogada os instrumentos de superfície. Ao contrário: o aceleradíssimo ritmo da tecnologia eletrônica coloca os telescópios com os pés cada vez mais firmes no chão. Um equipamento dessa classe custa bem menos que os dois bilhões de dólares gastos para colocar o Hubble em órbita. Assim, no mesmo ano de lançamento do Hubble, era inaugurado, no Chile, o primeiro telescópio inteligente, o NTT.
E novas janelas para o Universo já começam a ser abertas, com complexos instrumentos. Como o VLT, com uma resolução de imagem suficiente para distinguir um objeto do tamanho de uma bola de tênis a 36 000 quilômetros de distância. O VLT terá quatro espelhos de oito metros cada um, com capacidade equivalente à de um único espelho de dezesseis metros de diâmetro — um prodígio, já que o maior espelho em uso hoje, o do Keck, tem dez metros.

O Leviatã
O maior telescópio do século XIX foi construído na Irlanda, pelo astrônomo William Parsons Rosse (1800-1867). Com um espelho de 1,80 metro de diâmetro e mais de dezesseis metros de altura, foi apelidado de Leviatã. Levou três anos para ser montado entre duas paredes de pedra, na atual cidade de Parsonstown, e entrou em operação em 1845. Apesar de desajeitado, instalado num local de condições climáticas pouco favoráveis à observação, esse instrumento revelou a estrutura em espiral de alguns objetos cósmicos que, hoje se sabe, são galáxias. O Leviatã foi desmontado em 1908.

Monte Wilson
Com um espelho de mais de 2,50 metros de diâmetro, o grande telescópio refletor Hooker foi construído pelo astrônomo americano George Hale (1868-1938) e entrou em operação em 1917, no Monte Wilson, Califórnia, Estados Unidos. Foi nesse instrumento que outro americano, Edwin Hubble (1889-1953) percebeu que as chamadas nebulosas espirais, descobertas no século XIX, eram, na verdade, outras galáxias fora da Via Láctea. O Hooker manteve a posição de maior refletor do mundo até 1948, quando o próprio Hale construiu o telescópio de Monte Palomar, com um espelho de cinco metros.

7850 – Astronomia – Observatório acha sinal mais antigo de água no Universo


A inauguração do mais poderoso conjunto de radiotelescópios do mundo ontem, no Chile, aconteceu do jeito que os pesquisadores gostam: com resultados científicos espetaculares. Entre eles, a detecção da mais antiga evidência de água no Universo.
O sucesso sem precedentes na observação de 26 galáxias distantes obtido pelo Alma (Conjunto Milimétrico/submilimétrico do Atacama, na sigla em inglês) foi apresentado em um trio de estudos publicados no “Astrophysical Journal” e na “Nature”.
O sinal de água foi encontrado em uma galáxia a 12 bilhões de anos-luz daqui.
Como se sabe, quanto mais longe está um objeto, mais antiga é a luz que detectamos dele. Ou seja, ver um objeto a 12 bilhões de anos-luz daqui implica que estamos vendo o que ele era 12 bilhões de anos atrás –quando o Universo tinha “apenas” 1,7 bilhão de anos.
A descoberta confirma a expectativa de que os elementos necessários à vida –dos quais a água seja talvez o mais importante– já estavam disponíveis em quantidade razoável na época em que o Cosmos era apenas um bebê.
As galáxias observadas são de um tipo especial, particularmente prolífico em converter enormes massas de gás em estrelas centenas de vezes mais rápido do que hoje se vê em nossa própria galáxia, a Via Láctea.
Os 26 objetos, originalmente descobertos pelo SPT (Telescópio do Polo Sul), foram observados em detalhe pelo Alma. Como parte do primeiro conjunto de observações, o trabalho usou apenas 16 das 66 antenas que compõem o observatório.
Graças à resolução do radiotelescópio, mesmo nessa configuração mais modesta, os cientistas, liderados por Joaquin Viera, do Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia), conseguiram determinar com mais precisão a idade dessas galáxias.
Assim, constataram que o chamado “baby boom” cósmico –época na qual as estrelas tiveram seu pico de formação– aconteceu 1 bilhão de anos antes do que se imaginava anteriormente.
Embora o observatório já estivesse fazendo observações desde outubro do ano passado, a inauguração oficial aconteceu ontem, em cerimônia no centro de controle do observatório, no Atacama, a 2.900 m de altitude. As antenas foram instaladas no platô Chajnantor, a 5.000 m.
O Alma é uma parceria entre EUA, Canadá, Japão, Taiwan e países europeus representados pelo ESO (Observatório Europeu do Sul), ao qual o Brasil quer se associar. Um acordo foi assinado em 2010, mas ainda precisa ser ratificado pelo Congresso.

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7801 – Astronomia – Conjunto gigante de radiotelescópios foi inaugurado no Chile


Imagine um radiotelescópio com 16 km de diâmetro –o equivalente a 130 campos de futebol enfileirados. Bem, agora não é preciso mais imaginar. Foi inaugurado no Chile o mais ambicioso projeto de astronomia em solo já construído.

Projeto Alma

O Alma (sigla para Atacama Large Millimeter/submillimiter Array) não é de fato uma parabólica de 16 km, mas é como se fosse. São 66 antenas espalhadas por uma área imensa no platô Chajnantor, que trabalham em concerto para produzir imagens equivalentes às que seriam obtidas com uma única antena gigante.
O custo do projeto é estimado em US$ 1,5 bilhão e bancado pelo ESO (Observatório Europeu do Sul), além de americanos, canadenses e japoneses.
A radiação captada pelo Alma vem na forma de infravermelho e ondas de rádio. Graças a um supercomputador, as informações de todas as antenas são combinadas em uma única imagem.
A mágica na verdade é ciência e atende pelo nome de interferometria. É uma propriedade ligada ao caráter ondulatório da luz que permite, grosso modo, realizar uma observação com as antenas pequenas que corresponderia a ter um radiotelescópio gigante com o tamanho da distância entre as duas antenas mais distantes.
Claro, vários desafios tecnológicos precisaram ser vencidos antes que o Alma saísse do papel. No caso em questão, eles foram superados com três grandes financiadores. Pelo lado europeu, o ESO (Observatório Europeu do Sul) entrou com 37,5%. Americanos e canadenses bancaram outros 37,5%. Os 25% remanescentes vieram do Japão. Total estimado: US$ 1,5 bilhão.
A radiação captada pelo Alma vem na forma de infravermelho e ondas de rádio. Graças a um supercomputador projetado especificamente para o Alma e capaz de realizar quatrilhões de operações por segundo, as informações colhidas por todas as antenas são combinadas para produzir uma única imagem.
Embora não tenham 16 km de diâmetro, as antenas individuais são bem respeitáveis, com 7 e 12 metros. Principalmente quando se leva em conta o cuidado com que foram construídas: sua curvatura precisa ser perfeita no nível de 10 mícrons (milésimos de milímetro) para não distorcer as observações.
Das 66 antenas previstas, 57 já estão instaladas. As demais devem estar no local –uma região inóspita a 5.000 metros de altitude, onde praticamente metade da atmosfera terrestre já ficou para trás.
O que é ótimo para os astrônomos, pois corta boa parte da interferência causada pelo ar nas observações, mas é péssimo para quem tem de trabalhar lá, na construção do complexo.
A grande sacada do Alma é que, nas frequências de luz em que ele opera, é possível detectar coisas que normalmente não são observáveis em luz visível, como, por exemplo, estrelas em formação. Abrigadas em casulos de poeira em seu nascimento, elas não podem ser observadas por telescópios convencionais.
Para o Alma, contudo, é moleza. Um exemplo recente, fruto da primeira bateria de pesquisas, é a observação de um disco de poeira ao redor da estrela jovem HD 142527 que, pela configuração, parece estar bem no meio do processo de produção de planetas gigantes gasosos.
O resultado é sem precedentes e ajuda a entender o mistério por trás do nascimento dos planetas _um processo que hoje é compreendido apenas em linhas gerais e pode determinar quão rara ou comum é a Terra no contexto do Universo.
Detalhe: a primeira bateria de observações, feita a partir de outubro do ano passado, usou apenas 16 antenas. Com 66, será possível fazer muito mais e revelar com cada vez mais detalhes os segredos das profundezas do espaço.

7450 – ONG americana quer evitar futura colisão de asteroide


Uma organização não governamental dos EUA quer literalmente salvar o planeta. A Fundação B612- uma homenagem ao asteroide ficcional de “O Pequeno Príncipe”- pretende construir um satélite para identificar asteroides perigosos em rota de colisão com a Terra, dando aos terráqueos tempo suficiente para evitar o pior.
Grandes asteroides são um jeito comprovadamente eficaz para dizimar a vida no planeta, como bem descobriram os dinossauros.
Para dar aos humanos a chance de ter um destino diferente, a B612 tem o ambicioso projeto de conseguir identificar quase todas as pedras potencialmente perigosas para nós.
A ideia de torrar algumas centenas de milhões de dólares para se prevenir contra um pedregulho voador parece coisa de aficionado em ficção científica, mas o projeto envolve astrônomos, físicos e até alguns astronautas.
Batizado de Sentinela, o satélite deve ser do tamanho de de uma pequena caminhonete. O objetivo é colocá-lo na órbita do Sol e usar raios infravermelhos para localizar os bólidos ameaçadores.
A expectativa do grupo é que eles consigam colocar o telescópio para funcionar até 2018. Os dados coletados serão compartilhados com a Nasa e com outros centros.
Hoje, a maior parte do trabalho de mapeamento de asteroides é feita por telescópios aqui na Terra.
Em 2011, o Brasil inaugurou seu próprio telescópio, no sertão de Pernambuco, para monitorar asteroides: o projeto Impacton, do ON (Observatório Nacional).
Segundo Jorge Carvano, pesquisador do órgão, estudar esses pedregulhos diretamente no espaço pode ser mais vantajoso.
O veterano em voos do ônibus espaciais Ed Lu é o presidente da companhia, enquanto Rusty Schweickart, do programa Apollo, é o presidente de honra.
Batizado de Sentinela, o satélite deve ser do tamanho de de uma pequena caminhonete. O objetivo é colocá-lo na órbita do Sol e usar raios infravermelhos para localizar os bólidos ameaçadores.
A expectativa do grupo é que eles consigam colocar o telescópio para funcionar até 2018. Os dados coletados serão compartilhados com a Nasa e com outros centros.
Hoje, a maior parte do trabalho de mapeamento de asteroides é feita por telescópios aqui na Terra.
Em 2011, o Brasil inaugurou seu próprio telescópio, no sertão de Pernambuco, para monitorar asteroides: o projeto Impacton, do ON (Observatório Nacional).
Segundo Jorge Carvano, pesquisador do órgão, estudar esses pedregulhos diretamente no espaço pode ser mais vantajoso.
Mas, uma vez encontrado um asteroide vindo em direção à Terra, o que podemos fazer? A fundação também se dedica a pensar em várias alternativas para essa questão. E, por incrível que pareça, os roteiros dos filmes que abordaram o tema não estavam muito distantes da realidade.
Explosões nucleares para desviar as pedras são uma provável alternativa, mas também há outras tecnologias em discussão.

caçador galático

7160 – Mega Bloco – Astronomia


Hubble vasculha o espaço

Um olhar eletrônico: – Há 4 séculos, Galileu começou a espiar o céu com uma luneta. Agora, nos tempos atuais, com o telescópio Hubble, é possível ler um jornal a uma distância de 350 km ou localizar um vaga-lume a 15 mil km, ou ainda, perceber da Terra, o flash de uma máquina fotográfica na Lua. O nome Hubble foi uma homenagem ao astrônomo Edwin Hubble (1889-1953). Outro grande telescópio é o soviético, com um espelho de 5,9 M, construído em Zelenchukskaya, no Cáucaso. Outro famoso é o de 5 metros do Monte Palomar, Califórnia. Com ambos é possível detectar a luz de uma vela a 25 mil km. Em 1937, Karl Ghute, engenheiro americano, observou que interferências atrapalhavam as ligações da Cia Telefônica. Ao medi-las concluiu que as emissões vinham da constelação der Sagitário, no centro da Via Láctea, a 30 mil anos luz. Os primeiros radiotelescópios eram aparelhos de rádio que captavam as ondas eletromagnéticas e reproduziam os respectivos sinais num alto-falante. Depois, pasaram a ser reproduzidas eletronicamente e armazenadas num computador,permitindo obter representação gráfica.
Desde os anos 60, aparelhos em diferentes países vem sendo ligados entre si, sincronizando suas medições mediante um processo chamado VLBI. Foi revelada então a existência de pulsares ou estrelas de nêutrons, ao captar sua radiação. Sua maior contribuição ao conhecimento do Cosmos ocorreu em 1965, quando os físicos americanos Penzas e Wilson detectaram emissão de rádio uniforme no Universo, o que lhes valeu o Prêmio Nobel de Física de 1978.
A Astromia invisível ganhou o maior impulso com a era espacial. Graças a satélites com telescópios no comprimento de ondas de infravermelho foi possível registrar, a partir da década de 70, locais de formação de estrelas.O telescópio Iras, lançado em 1983, identificou 180 mil fontes de radiação na Via Láctea e outras galáxias.Na faixa dos raios X, o satélite, também americano, lançado em 1978, descobria emissões procedentes de quasares, a 18 bilhões de anos luz.

6301 – O maior telescópio do mundo tenta desvendar origem dos neutrinos


Folha Ciência

Cientistas estão usando o maior telescópio do mundo, enterrado no gelo do Polo Sul, para tentar desvendar os mistérios das minúsculas partículas chamadas neutrinos, que podem esclarecer como o universo se formou.
O aparelho, chamado IceCube (cubo de gelo em inglês), levou dez anos para ser construído, a 2.400 metros abaixo da superfície do gelo antártico. Ele mede um quilômetro cúbico e é maior que os edifícios Empire State (em Nova York), Willis Tower (ex-Sears Tower, Chicago) e World Financial Center (Xangai) somados.
O telescópio serve para observar neutrinos, que são emitidos por explosões estelares e se deslocam quase à velocidade da luz. Ele passou a atrair mais atenções depois do anúncio, na semana passada, de uma partícula subatômica que parece ser o bóson de Higgs –o “tijolo” básico do universo.
“Você levanta o dedo e 100 bilhões de neutrinos passam por ele a cada segundo vindos do Sol”, disse a física Jenni Adams, da Universidade de Canterbury (Nova Zelândia), que trabalha com o IceCube.
O telescópio é basicamente uma série de detectores de luz enterrados no gelo. Quando os neutrinos, que estão em todo lugar, interagem com o gelo, eles produzem partículas carregadas que são então capazes de gerar luz, a qual pode ser detectada.
O gelo funciona como uma rede que isola os neutrinos, facilitando sua observação. Ele também protege o telescópio contra radiações potencialmente nocivas.
“Se uma supernova explodir na nossa galáxia agora, podemos detectar centenas de neutrinos com o IceCube”, disse Adams a jornalistas na Conferência Internacional de Física de Alta Energia, em Melbourne. “Não seremos capazes de vê-los individualmente, mas o detector inteiro irá se acender como uma grande queima de fogos de artifício.”
Os cientistas estão tentando monitorar as partículas para descobrir sua origem, na esperança de que isso dê pistas sobre o que acontece no espaço, especialmente em partes invisíveis do universo, conhecidas como matéria escura.
Antes da conclusão do IceCube, em 2010, os cientistas haviam observado apenas 14 neutrinos. Com o novo telescópio, que atua em conjunto com um aparelho no Mediterrâneo, centenas de neutrinos já foram detectados.
Até agora, todos eles foram criados pela atmosfera terrestre, mas os cientistas do IceCube esperam um dia detectar alguns vindos do espaço.

6120 – Telescópio captará fotos 15 vezes maiores do que as do Hubble


Telescópio ELT

Folha Ciência

A construção do maior telescópio ótico do mundo foi aprovada pelos países membros do ESO (Observatório Europeu do Sul).
Participação brasileira em megatelescópio deve sair da gaveta.
O E-ELT (European Extremely Large Telescopo) terá um espelho primário equivalente a um campo de futebol e será construído no topo de uma montanha no Chile.
O equipamento vai produzir imagens 15 vezes maiores mais detalhadas do que as atuais.
A expectativa é de que novas imagens estejam disponíveis em dez anos.

4217 – Telescópios de € 1,2 bilhão entram em ação


Quem poderia imaginar que o projeto mais caro da história da astronomia em solo não seria para ver o espaço, mas para “escutá-lo”?
Reunindo EUA, Europa e Japão, o Alma, maior conjunto de radiotelescópios já feito, começou a funcionar em configuração provisória.
Orçado em € 1,2 bilhão, o conjunto opera apenas com 16 antenas. Mas, mesmo nessa escala, ele já é o mais potente de sua categoria.
Quando ficar pronto, por volta de 2014, o Alma terá 66 radiotelescópios, distribuídos numa área de cerca de 7.000 m2, quase o tamanho de um campo de futebol.
A disposição dos aparelhos é tal que, grosso modo, o conjunto equivale um radiotelescópio gigante, com o tamanho da distância entre as duas antenas mais afastadas.
Com isso, os pesquisadores esperam ver coisas jamais antes observadas no Cosmos, como a formação de planetas em tempo real, que permitirá estudar seu nascimento.
“O Alma irá investigar a região do espectro eletromagnético entre o infravermelho e o rádio, uma parte até hoje muito pouco explorada. Com isso, estamos literalmente abrindo uma nova janela para o Universo”, diz Wolfgang Wild, pesquisador do ESO (Observatório Europeu do Sul) envolvido com o projeto.
A área do projeto fica a 5.000 metros de altitude no deserto do Atacama (Chile), onde a pressão atmosférica é metade da existente no nível do mar. Graças a isso, há muito menos interferência do ar nas observações.
Em compensação, o ambiente é tão inóspito que não haveria como manter pessoas durante longos períodos lá. Por isso, o centro de controle ficará numa região mais baixa, a 2.900 m de altitude.
Além de poder trabalhar com o Alma por meio da entrada do Brasil no ESO (decisão que ainda pende por aprovação no Congresso), pesquisadores nacionais, em parceria com a Argentina, têm outras ideias ambiciosas para a radioastronomia.
Ees estão tocando o projeto Llama, que consiste na instalação de uma antena similar às que estão sendo usadas no Atacama a 200 km de distância do Alma.
“Isso permitiria fazer experiências usando os dois ao mesmo tempo”, afirma Jacques Lépine, pesquisador do IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas) da USP que coordena o desenvolvimento do Llama pelo lado brasileiro.
Aém de operar junto com o Alma, o Llama poderia fazer observações individuais. Lépine diz que há boa vontade mútua entre os dois esforços para futura cooperação.