10.545 – Tecnologias Antigas – Iconoscópio


iconoscopio
Da eletricidade e da eletrônica emergiriam inventos como o telégrafo, o telefone, o gramofone, o cinema e o próprio rádio. A câmera de TV que registra uma cena, nada mais faz do que captar uma luz e traduzi-la em sinais eletromagnéticos. As lentes da câmera transportam a luz para um tubo cilíndrico chamado iconoscópio.
Em 1924 Zworykin conseguiu patentear o seu iconoscópio, um aparelho que seria essencial para a invenção do televisor. O iconoscópio foi, segundo a explicação de Zworykin, uma reprodução eletrônica do olho humano. Além dessas descobertas, Zworykin colaborou com o matemático John von Neumann num projeto de computador destinado a previsões meteorológicas.
Estudou Engenharia Eletrotécnica em 1912 no Instituto de Tecnologia de São Petersburgo, onde teve a possibilidade de trabalhar nos estudos de projeção de imagens a distância realizadas por Boris Rosing, utilizando os aparelhos de P. G. Nipkow. Depois da láurea, Zworykin foi admitido no Collège de France, onde estudou a tecnologia do raio x sob a orientação de Lengevin. Retornou à Rússia no princípio da Primeira Guerra Mundial, tendo servido ao exército por dois anos como oficial do Corpo de Telecomunicações. Imigrou para os Estados Unidos em 1919 e ano de 1920 foi admitido no Laboratório de pesquisas da Westinghouse para trabalhar em tubos de vácuo e em células fotoelétricas. No ano de 1923, Zworykin voltou a realizar pesquisas e estudos em Física na Universidade de Pittsburgh (pensilvânia), laureando-se no ano de 1926, com uma tese sobre o Desenvolvimento das Células Fotoelétricas.

10.030 – Tecnologias – A Evolução sobre Rodas


As sucessivas transformações dos veículos sore rodas também multiplicaram a rapidez e a capacidade de transporte. De volta a aritmética:
200 do calendário ocidental, o homem passou a lever 3 a 7 vezes mais carga do que o seu antepassado sobre os ombros. Com uma bicicleta surgida na França em 1645, deslocou-se 3 vezes mais depressa do que se dependesse das próprias pernas; um documento do século 5 já relatava maravilhado:
“Com a caixa de rodas um homem pode carregar seu suprimento anual de comida e mesmo após 20 milhas não se sente cansado”. Além de revolucionar os transportes, a roda possibilitou outro grande salto tecnológico: o movimento controlado de rotação, tornando-se parte vital de quase todas as engrenagens.

9608 – Biônica e Cibernética


Mão Biônica
Mão Biônica

A British Telecom, principal companhia telefônica do Reino Unido, instalou-o em seu laboratório de pesquisas avançadas para imaginar as tecnologias que surgirão daqui a 10 ou 100 anos. Antes, Pearson trabalhou com várias tecnologias. Ele projetou de sistemas de realidade virtual a lentes de contato que funcionam como um monitor de computador. Trocar as ciências exatas pela imprecisão da futurologia parece ter dado certo: as suas previsões inspiraram filmes como Matrix e chamaram a atenção da imprensa.
Qual a sua margem de acerto? O próprio Pearson afirma acertar 85% das previsões feitas para o prazo de 10 anos. Mas se Pearson também estiver certo quanto ao mundo de 2030 ou 2050, prepare-se: ele acredita que as gerações que nascerem a partir de agora poderão viver para sempre.

Vejamos alguns trechos de sua entrevista:

P: Teremos uma vida melhor daqui a 25 anos?
R:As novas tecnologias nos trarão enormes benefícios, apesar de embutirem alguns riscos. A engenharia genética talvez nos permita resolver o problema da alimentação no mundo, converter desertos em áreas verdes e reduzir o aquecimento global. Claro que é possível a ocorrência de acidentes, mas eles podem ser controlados e não ocorrerão sempre. Para a maioria das pessoas, o mundo será mais agradável, sim.

P: Que benefícios podemos esperar da nanotecnologia?
R: A aplicação mais interessante da nanotecnologia acontecerá quando pudermos construir máquinas pequenas a ponto de se ligarem diretamente aos neurônios. Poderemos fazer uma conexão entre o mundo das máquinas e o mundo biológico. Nesse momento começaremos a produzir ciborgues, com uma consciência parte humana, parte máquina. Acho que isso deve começar a acontecer daqui a 25, 30 anos.

P: Apesar de todo o avanço da ciência, a humanidade ainda não conseguiu coisas aparentemente prosaicas, como pôr fim a um resfriado. E se for impossível ligar o nosso cérebro às máquinas?
R: Aprendemos mais a cada ano sobre como os neurônios funcionam. Apesar de alguns cientistas dizerem que essa ligação é impossível, conhecemos algumas formas de conectar os nossos nervos a sistemas eletrônicos. Já existem pessoas com chips implantados no cérebro para superar deficiências como cegueira ou surdez.

8198 – Monitoramento de epidemias pelo celular


Pesquisadores da Escola de Saúde Pública de Harvard, em Boston, criaram uma estratégia de combate à malária com base em torres de transmissão de sinal de celular. Dessa forma eles descobriram, por exemplo, que pessoas que faziam ligações ou enviavam mensagens perto da torre de transmissão da cidade de Kericho, no Quênia, faziam viagens para fora da região 16 vezes mais do que a média, e também eram três vezes mais propensos a visitar a região do Lago Vitória, um dos grandes lagos africanos, identificado como um dos principais focos da doença. A causa de tanta movimentação foi identificado por imagens de satélite: uma plantação de chá que tinha muitos migrantes ficava próxima à torre de Kericho.
Essa pesquisa pode ajudar a detectar os principais focos nos quais a doença deve ser combatida prioritariamente, além de ser uma feramente útil para controle de movimentação de pessoas, uma vez que muitos países mais pobres não conseguem fazer essa contagem de forma eficiente.
Esse tipo de informação também pode ajudar em campanhas de prevenção baratas, como por exemplo, enviar mensagens de texto a pessoas que entram na zona de cobertura da torre de Kericho alertando sobre o uso de mosqueteiros. A estratégia ainda tem a vantagem de funcionar com diversos tipos de telefone, inclusive aqueles mais simples, que só fazem ligações e mandam mensagens.

8192 – ☻Mega Byte – Mensagem que se autodestrói


Pensando na quantidade de fotos e mensagens trocadas diariamente pela internet e nos problemas de privacidade relacionados a isso, dois estudantes de Stanford, Evan Spiegel e Bobby Murphy criaram o Snapchat, um aplicativo de mensagens instantâneas no qual o usuário envia fotos e vídeos e decide por quanto tempo eles vão ficar disponíveis para quem os recebe. Depois de dez segundos ou menos, as imagens desaparecem para sempre (o que explica porque o símbolo do aplicativo é um fantasma).
No ano passado, o facebook lançou o Poke (em português, Cutucar), que tem o mesmo princípio de mensagens que desaparecem. De acordo com os fundadores, eles queriam dar às pessoas a chance de se expressar sem se preocupar com algo que vai ficar armazenado, recriando um tipo de comunicação espontânea, como acontece na vida real.
O aplicativo, porém, ainda tem alguns problemas. O usuário pode tirar uma foto de uma imagem que receber antes que ela seja apagada, por exemplo. Nesses casos, a pessoa que mandou a foto é avisada, mas isso não impede que a foto seja armazenada ou divulgada.

8142 – Mega Tecnologias – A Escrita


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Na Pré-História o homem buscou se comunicar através de desenhos feitos na paredes das cavernas. Através deste tipo de representação (pintura rupestre), trocavam mensagens, passavam idéias e transmitiam desejos e necessidades. Porém, ainda não era um tipo de escrita, pois não havia organização, nem mesmo padronização das representações gráficas.

Criação da escrita e sua história
Foi somente na antiga Mesopotâmia que a escrita foi elaborada e criada. Por volta de 4000 a.C, os sumérios desenvolveram a escrita cuneiforme. Usavam placas de barro, onde cunhavam esta escrita. Muito do que sabemos hoje sobre este período da história, devemos as placas de argila com registros cotidianos, administrativos, econômicos e políticos da época.
Os egípcios antigos também desenvolveram a escrita quase na mesma época que os sumérios. Existiam duas formas de escrita no Antigo Egito: a demótica (mais simplificada) e a hieroglífica (mais complexa e formada por desenhos e símbolos). As paredes internas das pirâmides eram repletas de textos que falavam sobre a vida dos faraós, rezas e mensagens para espantar possíveis saqueadores. Uma espécie de papel chamada papiro, que era produzida a partir de uma planta de mesmo nome, também era utilizado para escrever.
Já em Roma Antiga, no alfabeto romano havia somente letras maiúsculas. Contudo, na época em que estas começaram a ser escritas nos pergaminhos, com auxílio de hastes de bambu ou penas de patos e outras aves, ocorreu uma modificação em sua forma original e, posteriormente, criou-se um novo estilo de escrita denominado uncial. O novo estilo resistiu até o século VIII e foi utilizado na escritura de Bíblias lindamente escritas.
Na Alta Idade Média, no século VIII, Alcuíno, um monge inglês, elaborou outro estilo de alfabeto atendendo ao pedido do imperador Carlos Magno. Contudo, este novo estilo também possuía letras maiúsculas e minúsculas.
Com o passar do tempo, esta forma de escrita também passou por modificações, tornando-se complexa para leitura. Contudo, no século XV, alguns eruditos italianos, incomodados com este estilo complexo, criaram um novo estilo de escrita.
No ano de 1522, um outro italiano, chamado Lodovico Arrighi, foi o responsável pela publicação do primeiro caderno de caligrafia. Foi ele quem deu origem ao estilo que hoje denominamos itálico.
Com o passar do tempo outros cadernos também foram impressos, tendo seus tipos gravados em chapas de cobre (calcografia). Foi deste processo que se originou a designação de escrita calcográfica.
A Paleografia é a ciência que estuda as escritas antigas, seus símbolos e significado.
A grafia é uma tecnologia de comunicação, historicamente criada e desenvolvida na sociedade humana, e basicamente consiste em registrar marcas em um suporte.
Como meio de representação, a escrita é uma codificação sistemática de sinais gráficos que permite registrar com grande precisão a linguagem falada por meio de sinais visuais regularmente dispostos; óbvia exceção a esta regra é a bastante moderna escrita Braille, cujos sinais são táteis. A escrita se diferencia dos pictogramas em que estes não só têm uma estrutura sequencial linear evidente. Existem dois principais tipos de escrita, a baseada em ideogramas, que representa a conceitos e a baseada em grafemas, que representam a percepção de sons ou grupos de sons; um tipo de escrita baseada em grafemas é a alfabética.
As escritas hieroglíficas são as mais antigas das escritas propriamente ditas (por exemplo; a escrita cuneiforme foi primeiramente hieroglífica até que certos hieróglifos obtiveram um valor fonético) e se observam como uma transição entre os pictogramas e os ideogramas.
Nos tempos modernos a escrita hieroglífica tem sido deixada de lado, existindo então atualmente dois conjuntos de escritas principais: as baseadas em grafemas (isto é, escritas cujos sinais representam a percepção de sons) e escritas ideogrâmicas (isto é, escritas cujos sinais representam conceitos, “ideias”).
Mesmo que, habitualmente, a função central atribuída à escrita seja a de registro de informações, não se pode negar sua relevância para a difusão de informações e a construção de conhecimentos. O avanço das novas tecnologias e as interações entre diferentes suportes (por exemplo, papel, tela) e linguagens (verbal ou não verbal) têm permitido, inclusive, o aparecimento de formas coletivas de construção de textos, como é exemplo o próprio ☻Mega Arquivo.
O(s) instrumento(s) usados para se escrever e os suportes em que ela é registrada podem, em princípio, ser infinitos. Embora, tradicionalmente, conceba-se que a escrita tem durabilidade enquanto a fala seria mais “volátil”, os instrumentos, suportes, formas de circulação, bem como a função comunicativa do texto escrito, são determinantes para sua durabilidade ou não.
Na maioria das vezes, a intenção da escrita é a produção de textos que serão alvos da atividade de leitura.
Origem
Como dissemos na introdução ao Mega Arquivo, não se sabe exatamente quem ou qual indivíduo começou a desenvolver a escrita, mas a escrita é um processo simbólico que possibilitou ao homem expandir suas mensagens para muito além do seu próprio tempo e espaço, criando mensagens que se manteriam inalteradas por séculos e que poderiam ser proferidas a quilômetros de distância. Acredita-se que tenha se originado a partir dos simples desenhos de ideogramas: por exemplo, o desenho de uma maçã a representaria, e um desenho de duas pernas poderia representar tanto o conceito de andar como de ficar em pé. A partir daí os símbolos tornaram-se mais abstratos, terminando por evoluir em símbolos sem aparente relação aos caracteres originais. Por exemplo, a letra M em português na verdade vem de um hieróglifo egípcio que retratava ondas na água e representava o mesmo som. A palavra egípcia para água contém uma única consoante: /m/. Aquela figura, portanto,veio representar não somente a ideia de água, mas também o som /m/.
O sistema de escrita original dos mesopotâmicos era derivado do seu método de contabilidade. Por volta do fim do quarto milênio a.C., isso envolvia usar um instrumento pontiagudo de forma triangular, pressionado em argila mole para gravar números. Este processo foi evoluindo para uma escrita pictográfica, usando instrumentos pontiagudos e afiados para indicar o que estava sendo contado. As escritas com instrumento pontiagudo foram gradualmente substituídas pela escrita usando um instrumento em forma de cunha, (de onde veio o termo cuneiforme), inicialmente apenas para logogramas, mas evoluindo para incluir elementos fonéticos por volta do século XXIX a.C. Em torno do século XXVI a.C., a escrita cuneiforme começou a representar silabários de fala suméria. Também neste período, a escrita cuneiforme tornou-se de uso geral para logogramas, silabários e números, e esta escrita foi adaptada para outra língua mesopotâmica, a acádia e dali para outras tais como a hurrita e hitita. Escritas similares em aparência incluem aquelas usadas na ugarítica e persa antiga.

escrita chinesa

China
Nos historiadores chineses encontrou-se muito sobre documentos deixados para trás referentes às suas antigas dinastias. Da dinastia Shang, a maioria dos escritos sobreviveu em ossos ou artefatos de bronze. Marcações em cascos de tartarugas (usados como ossos de oráculos têm idade estimada (com base no carbono) por volta de 1500 a.C. Historiadores descobriram que o tipo de material usado teve um efeito no qual a escrita era documentada e como ela era usada.
Geralmente a linha divisória entre a pré-história e a história é atribuída ao tempo em que surgiram os registros escritos. A importância da escrita para a história e para a conservação de registros vem do fato de que estes permitem o armazenamento e a propagação de informações não só entre indivíduos (privilégio também da linguagem), mas também por gerações.

7747 – Tecnologias do Futuro – O fim do fio


São três as principais tecnologias responsáveis por essa revolução: Bluetooth, Wi-Fi e WiMAX. O Bluetooth, utilizado basicamente em sistemas caseiros para integrar equipamentos eletroeletrônicos, é um padrão de transmissão por radiofreqüência, potente o bastante para atravessar paredes e outros obstáculos. Permite um alcance máximo de 10 metros entre os dispositivos. O nome Bluetooth (dente azul, em inglês) é uma homenagem do consórcio de empresas criadoras (Ericsson, Intel e Motorola, entre outras) a um rei viking do século 10 chamado Harald Bluetooth, que uniu a Dinamarca e a Noruega. O Wi-Fi, ou wireless fidelity (fidelidade sem fio), possibilita a conexão sem fio à internet em banda larga a uma distância de até 50 metros, por meio de ondas eletromagnéticas. Já o WiMAX, uma evolução do Wi-Fi, tem alcance de até 50 quilômetros (em áreas de alta densidade populacional, essa distância cai para 10 quilômetros) e está em fase de testes no Brasil.
Como o mundo não pára, já está sendo desenvolvida uma extensão do WiMAX. Trata-se do 802.16e. A diferença é a seguinte: tanto o Wi-Fi quanto o WiMAX exigem que o computador fique “parado”. Você precisa ter uma antena em casa ou no escritório para acessar a internet. No caso do 802.16e, você consegue se conectar enquanto se desloca num veículo – dá para mandar um e-mail do ônibus, do metrô ou do carro. A Intel promete colocar essa tecnologia no mercado em 2006.
Em um mundo cada vez mais informatizado, lares e escritórios são invadidos por aparelhos eletroeletrônicos e suas dezenas de fios e cabos. Logo esse incômodo emaranhado vai fazer parte do passado. Será um mundo completamente wireless (sem fio). “Se você gasta um bom dinheiro em um televisor de última geração ou num bom tocador de MP3, não vai querer colocá-lo onde existe uma tomada, e sim numa parte da casa mais confortável para você”, disse Jeff Harris, diretor de tecnologia da General Atomics, ao jornal USA Today.
Graças ao Bluetooth, já é possível trabalhar com computadores caseiros que não precisam de fios para se comunicar com o mouse ou com a impressora. Alguns aparelhos de som fabricados em 2005 já contavam com a tecnologia, permitindo que o usuário busque no computador arquivos de música digitais e faça sua seleção preferida. E quem disse que não dá para levar o computador para o banheiro? Usando notebooks ou tablets equipados com a tecnologia Wi-Fi, é possível se conectar de qualquer lugar da casa.
Em três anos, especialistas acreditam que boa parte dos eletrodomésticos (como fogão e geladeira) será equipada com tecnologia sem fio, tornando-se gerenciável à distância, pela internet.
O sistema de acesso sem fio à internet também permite levar a rede mundial de computadores, de forma mais fácil e rápida, a áreas rurais com infra-estrutura de comunicação precária. É com essa tecnologia, por exemplo, que a Fundação Bradesco mantém uma escola em Bodoquena, em pleno Pantanal mato-grossense. Através de hotspots comunitários, o governo de São Paulo lançou o programa Acessa São Paulo, que utiliza essa tecnologia mais barata para levar a internet a regiões mais pobres, dentro de sua meta de promover a inclusão digital. São mais de 100 infocentros em todo o estado. Com o wireless, o mundo realmente poderá se tornar uma aldeia global – sem exceções ou excluídos.
A tecnologia sem fio já faz parte da realidade de muitos países, dos mais ricos aos mais pobres. Nos Estados Unidos, a polícia da cidade de Los Angeles trabalha com um sistema de computadores integrados sem fio. Esses computadores, instalados em carros e motos de policiais, transmitem em alta velocidade fotos de pessoas procuradas, fichas policiais e outras informações. Em 2006, tudo isso poderá ser transmitido diretamente para os telefones celulares dos policiais.
Na África do Sul, o governo, com a ajuda da Motorola, implantou um programa de ensino à distância que conecta, sem fios, professores e estudantes de cinco escolas espalhadas em diferentes regiões do país. Esses alunos interagem por meio de lousas virtuais, microfones e internet. Na África do Sul, como em todo país subdesenvolvido, há poucos professores para o contingente de crianças. Com essa tecnologia, professores poderão atingir facilmente um maior número de alunos ao mesmo tempo. O projeto deve ser estendido para outros países do continente.
O Brasil também tem algumas iniciativas interessantes no emprego da tecnologia sem fio.
Na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) existe uma disciplina chamada telemedicina, que utiliza aparelhos dotados do sistema Bluetooth, com câmera e microfone integrados que enviam informações para computadores e telões. Essa inovação permite que alunos e juntas médicas acompanhem, remotamente, consultas, exames clínicos e até cirurgias. A ideia é, ainda em 2005, utilizar esse sistema em casos de emergência e resgates de rua, com médicos prestando atendimentos à distância. A telemedicina já permite a realização de interconsultas médicas (quando um médico pede uma segunda opinião a um colega), cirurgias e discussão de casos clínicos.
Inclusão, barateamento e rapidez parecem ser vocábulos inerentes à tecnologia sem fio.

6866 – Mega Techs – Como Funciona a Impressora 3D?


Já vimos muitas outras tecnologias de vital importância aqui no decorrer dos capítulos do Mega Arquivo, mas falaremos de algo deve revolucionar muitos conceitos:

Impressora 3D: também conhecida como prototipagem rápida, é uma forma de tecnologia de fabricação aditiva onde um modelo tridimensional é criado por sucessivas camadas de material. São geralmente mais rápidas, mais poderosas e mais fáceis de se usar do que outras tecnologias de fabricação aditiva. Oferecem aos desenvolvedores de produtos a habilidade de num simples processo imprimirem partes de alguns materiais com diferentes propriedades físicas e mecânicas. Tecnologias de impressão avançadas permitem imitar com precisão quase exata a aparência e funcionalidades dos protótipos dos produtos.
Nos últimos anos, as impressoras 3D tornaram-se financeiramente acessíveis para pequenas e médias empresas, levando a prototipagem da indústria pesada para o ambiente de trabalho. Além disso, é possível simultaneamente depositar diferentes tipos de materiais. A tecnologia é utilizada em diversos ramos de produção, como em joalheria, calçado, design de produto, arquitetura, automotivo, aeroespacial e indústrias de desenvolvimento médico
Quando falamos em “imprimir”, não nos referimos a uma imagem que pode ser visualizada em três dimensões no papel, mas sim a um objeto realmente construído em 3D, como engrenagens, bonecos de brinquedo, capas para celulares ou até mesmo uma motocicleta em tamanho real! Claro que a moto não seria funcional, mas sim um molde em polímero ou gesso do produto final que será produzido.

O equipamento não é novidade para as grandes indústrias, que já o utilizam na fase de prototipagem há algum tempo, mas é para o consumidor final que está acontecendo uma revolução: se antes a maioria das impressoras girava em torno de trinta mil dólares, hoje algumas companhias já ofertam produtos na faixa dos cinco mil dólares, prevendo para daqui a algum tempo custos inferiores a dois mil dólares.

Isso significa que dentro de poucos anos sua casa virará uma fábrica, limitada apenas pela sua habilidade e imaginação! Ainda não acredita no que acabou de ler? Então é hora de você conferir um vídeo de exemplo com alguns produtos que saíram direto destas impressoras:

Se antes era necessário primeiro desenhar um produto por meio de várias perspectivas, depois projetá-lo em três dimensões para somente então repassá-lo a um artesão especializado, que seria incumbido da tarefa de produzir o primeiro molde (por preços muito elevados), hoje só é necessário projetar o modelo por meio de um aplicativo que lide com objetos 3D e mandá-lo direto para a impressão. Sem complicações, revisões ou impedimentos.
Desta forma, as fabricantes podem testar e visualizar tudo com mais agilidade e precisão, tendo noção exata de proporções, falhas de projeto, questões de conforto e segurança (ou design) e do próprio funcionamento, economizando na prévia do produto (já que moldes já não são mais necessários) e poupando muito tempo, fato que lhes confere uma vantagem competitiva enorme.

Outras duas vantagens notáveis são a completa ausência de materiais tóxicos durante a fabricação e também a facilidade de limpeza e acabamento: ao invés da lixa para a eliminação de excessos e bordas com falhas, é preciso apenas retirar a camada em excesso com uma pinça ou a poeira com uma escova.

Muitos métodos de construção
O conceito de impressão tridimensional é um só, visando sempre à produção de um objeto detalhado com volume e profundidade, entretanto, até mesmo para uma única aplicação existem diversas tecnologias diferentes.
A primeira — e uma das mais tradicionais — consiste na sobreposição de diversas lâminas de polímeros, as quais são coladas por meio do conteúdo de um cartucho especial de cola e cortadas em locais específicos, camada por camada, conferindo a forma final. A cor do material também pode ser escolhida (dentre cerca de cinco opções, incluindo algumas translúcidas), mas deve ser aplicada em toda a peça.
O segundo método consiste na aplicação de jatos do material em pó por meio de um cartucho de impressão, que são unidos de forma seletiva por outro cartucho com conteúdo adesivo. Esta é a tecnologia de impressão tridimensional mais rápida existente atualmente, além de ser também a única que permite a aplicação de finalização colorida nos objetos (simulando a pintura).

Uma variação da aplicação de cartuchos utiliza fotopolímeros em estado líquido, que são injetados e tratados em camadas por meio de uma lâmpada UV (ultravioleta). Aqui entra a combinação entre as cores preta e branca para a criação de tons de cinza, muito populares entre eletro-eletrônicos.

Outra mais recente trabalha com materiais sólidos (chamados de ABS), que são aquecidos em uma câmara e derretidos até o ponto de injeção, sendo aplicado então um método similar ao descrito acima. Por tratar com um calor realmente elevado, o objeto construído é imediatamente depositado em uma câmara com água para ser resfriado e finalizado.

Por fim — e voltada especialmente à produção de objetos realmente pequenos — temos a micro-fabricação tridimensional em gel, que utiliza lasers focados em diferentes pontos e distâncias para tratar o material até um ponto em que ele se torne sólido. Todo o restante que não foi focado é simplesmente lavado ao fim do procedimento, se desprendendo da peça. Componentes com tamanhos inferiores a 100 nanômetros são facilmente produzidos. Outro exemplo, novamente, são as peças interligadas com partes móveis.

Fica claro que cada uma delas possui suas próprias vantagens e problemas, cabendo a quem compra o equipamento definir as prioridades e necessidades, dentre questões como: custo dos materiais de impressão, maleabilidade, velocidade de impressão, capacidades (para um usuário ou vários compartilhados), qualidade e resolução (para impressão detalhada) e necessidade de cores.
A esta altura você pode estar se perguntando “Tudo bem, um modelo em plástico, perfeito para testes e para a verificação de tamanhos e compatibilidade, mas completamente inútil para usos finais, certo?”.
Então saiba que você está completamente enganado. Além da finalidade de testes, as impressoras tridimensionais já atingiram um patamar tão avançado que podem construir peças extremamente complexas, já incorporadas umas às outras (montadas, mesmo quando em várias partes e em diferentes profundidades), como garras com movimentos mecânicos, dobradiças e muito mais.
Isto é possível graças à utilização de materiais flexíveis e que não se deformam com o tempo. Outros exemplos assustadores incluem rolamentos com partes redondas e soltas, mas já posicionadas e até mesmo correntes: sem quaisquer emendas, falhas ou marcas de ligação.

Com o avanço das impressoras 3D, elas já passam a ser quase auto-replicáveis, podendo produzir mais de 50% de suas próprias partes. É claro que componentes que envolvem circuitos e placas, além de peças metálicas, ainda não estão em questão, mas tudo é uma questão de tempo. E se elas são capazes de imprimir suas próprias partes, isso significa que muitos outros equipamentos receberão o mesmo tratamento em breve.
A redução de preço para o equipamento foi realmente drástica desde a sua introdução, o que leva a crer em uma rápida popularização da tecnologia, a qual deve invadir também os lares pelo mundo inteiro. Em entrevista ao The New York Times, Bill Gross — da Idea Lab — já afirmou que esta faixa de preço deve baixar para menos de mil dólares até 2011. E, assim como para a indústria especializada, as vantagens para os consumidores finais seriam enormes.
Não há necessidade também de conhecimento técnico, mesmo na atual forma da tecnologia. O usuário precisa apenas seguir as instruções da colocação dos cartuchos ou do material, abrir um programa compatível (os arquivos mais frequentes têm sido os em formato CAD) e mandar para a impressora, exatamente como é feito para imagens e texto.

Não é uma máquina de lavar, é uma impressora 3D

Alguns Fabricantes
Dimension
A companhia carrega em seu slogan a mensagem de que é a número um, tendo como foco principal soluções empresariais e comerciais de médio a grande porte. São quatro modelos básicos, sendo oferecido ao usuário um sistema de questionário para que ele verifique qual é a melhor solução. A saída delas é de alta precisão, portanto voltada a engenheiros e projetos de peças (até mesmo porque o custo é proibitivo, girando em torno de quinze mil a trinta mil dólares).

Desktop Factory
É atualmente uma das companhias com oferta mais barata do mercado: seu modelo de impressora custa cinco mil dólares. Para a construção dos objetos é aplicada tecnologia de camadas, tendo como resultado final objetos fortes e duradouros que podem ser aquecidos, pintados ou lixados, mas que não necessitam de reforço posterior.

Objet
A empresa é uma das mais versáteis do mercado, ofertando produtos para praticamente todas as necessidades com três linhas distintas. São elas: Alaris, Eden e Connex. A primeira é a mais compacta de todas (o primeiro modelo que clama ser Desktop), possuindo compatibilidade com processos de fabricação por gel (descrito acima) por meio da tecnologia PolyJet Matrix.
A linha Eden, por sua vez, conta com inúmeros produtos, voltados especificamente para a produção rápida de itens e equipamentos de precisão, bem como prototipagem rápida. Finalizando a linha deste fabricante, temos a série de ponta, Connex.

6676 – Óptica – A Menor Lente do Mundo


Trata-se de uma lente de plástico, 10 vezes mais fina que um fio de cabelo e capaz de corrigir cataratas e foi festejada como um dos maiores inventos de 1994. Facilmente dobrável, ela entra no olho por meio de um minúsculo orifício, aberto por laser ou ultra-som. As lentes usuais exigem um corte de 5 a 11 mm. Uma vez inserida, a lente volta a forma normal e ajeita-se na posição correta. Não é preciso fechar ocorte ou usar óculos. Tal proeza baseia-se no fenômeno da difração, que força os raios de luz a se curvar. As lentes existentes operam por meio refração, na qualo feixe luminoso devia-se, mas de maneira abrupta, passando de uma trajetória retilínea para outra. As lentes difratórias podem ser bem mais finas que as refratoras, mas até então focalizavam as cores em pontos diferentes. Aí, pela 1ª vez em 100 anos, se obtinha com uma lente difratora, a mesma qualidade óptica das refratoras.

6566 – Tecnologias – A Iluminação


A lâmpada de gás, o sistema de iluminação com petróleo e a iluminação de incandescência foram as etapas intermediárias na evolução dos métodos de iluminação, desde a iluminação direta por meio de tochas até a invenção da lâmpada elétrica.
O termo iluminação designa tanto o efeito da radiação luminosa, seja ela natural ou produzida artificialmente, quanto o conjunto de dispositivos, fontes e focos de luz destinados a melhorar as condições de visibilidade num ambiente, dar destaque a objetos ou embelezar algum de seus aspectos. O termo designa também cada uma das técnicas que emprega lâmpadas e dispositivos artificiais para finalidades específicas, como iluminação teatral, iluminação fotográfica e outras.
Tipos e unidades de iluminação. Segundo seja destinada a cobrir áreas limitadas ou espaços inteiros, a iluminação pode ser geral ou localizada. De acordo com a maneira como incide sobre o ambiente ou objeto a iluminar, pode ser direta — em que os raios de luz vão diretamente da fonte ao objeto iluminado — ou indireta, em que os raios iluminam após refletir-se, difratar-se ou refratar-se.
A unidade de grandeza com que se mede a iluminação de um ambiente denomina-se lux. Equivale à iluminação de uma superfície de um metro quadrado sobre a qual incide um fluxo luminoso de um lúmen (unidade de fluxo), distribuído de maneira uniforme. O lux também se define como a iluminação de uma superfície cujos pontos se encontram à distância de um metro de uma fonte luminosa com intensidade de uma candela.
Nos sistemas de iluminação elétrica das ruas e praças de uma cidade, é importante distribuir corretamente as fontes de luz, de forma a obter o máximo de rendimento. As fachadas de estabelecimentos comerciais caracterizam-se pela iluminação abundante e colorida que, mais que iluminar, visa a chamar a atenção da clientela potencial. Assim, os centros comerciais urbanos utilizam a luz de tubos fluorescentes em que se empregam gases como o neon, o vapor de mercúrio etc. Nas discotecas, os jogos de luz formam conjunto com a música: as lâmpadas e refletores, controlados automaticamente, se acendem e apagam, piscando com grande rapidez ao ritmo da música. Para conseguir esse efeito, costuma-se empregar lâmpadas de sódio.
O crescimento do transporte rodoviário e o aumento do tráfego noturno exigem, modernamente, uma boa iluminação permanente nas rodovias e estradas de acesso aos centros populacionais. Os pontos de luz das estradas e vias de acesso são em geral de vapor de mercúrio e são instalados em postes muito altos a fim de evitar o ofuscamento e, ao mesmo tempo, iluminar longos trechos de estrada. Tanto nas cidades quanto nas rodovias, essas luzes se acendem e apagam automaticamente quando a luz natural escasseia ou ressurge, graças a uma célula fotoelétrica que atua também durante nevoeiros espessos e eclipses.
Pelo mesmo motivo, tornou-se necessário equipar os veículos com faróis de potência suficiente para permitir que o motorista perceba os obstáculos sem ofuscar os veículos que trafegam em sentido contrário. Os faróis dos automóveis podem iluminar abaixo do plano horizontal (farol baixo) ao cruzar com outros veículos, ou operar com feixe de luz mais aberto (farol alto), que se ativa quando não há movimento em sentido contrário.
A iluminação industrial está estreitamente relacionada com exigências de produtividade e segurança. As minas, os aeroportos e, em geral, todas as instalações em que o trabalho não se interrompe à noite, como refinarias, metalúrgicas, centrais elétricas etc., mantêm permanentemente iluminadas as zonas de atividade.
Progresso da iluminação artificial. Desde que o homem aprendeu a usar o fogo, descobriu que uma de suas mais úteis aplicações era poder prolongar as horas de luz além do pôr-do-sol. Inventaram-se numerosos artifícios destinados a iluminar grandes aposentos, alguns deles de notável engenhosidade. Leonardo da Vinci, por exemplo, idealizou uma complicada lâmpada que lhe permitia trabalhar à noite sem prejudicar a vista. No século XVIII a iluminação pública das cidades mais importantes começou a ser feita com lanternas ou lâmpadas de azeite, seguindo-se, pouco depois, o uso da iluminação à gás. Enquanto isso, as casas começavam a ser iluminadas por lampiões de acetileno.
Em 1879, a invenção da lâmpada incandescente por Thomas Edison revolucionou as técnicas de iluminação. Mesmo funcionando precariamente, se comparado aos modernos sistemas de iluminação, o invento de Edison teve aplicação imediata em muitas residências e locais de trabalho. No entanto, a iluminação por lâmpadas de filamento incandescente era excessivamente cara para as grandes cidades, que precisavam de muitos pontos de luz de grande potência. Para resolver o problema, na década de 1930 foram criados os tubos fluorescentes, capazes de proporcionar luz potente e praticamente branca, com consumo de eletricidade muito inferior ao das lâmpadas.
Com o emprego de novas tecnologias, produziram-se fontes de luz para usos específicos: focos de quartzo para fotografia, cinema e espetáculos; pequenos focos de luz usados em microcirurgia; e fontes de luz especiais, como os raios laser, ultravioleta e infravermelhos, além de lentes, refletores e outros dispositivos ópticos com que se amplia a capacidade do foco de luz.
Iluminação artificial de ambientes. A iluminação de residências, além de sua finalidade principal, constitui um elemento fundamental da decoração e contribui para que a casa se torne um ambiente agradável. Uma residência com luz natural abundante será mais valorizada que outra com pouca iluminação. Em locais de trabalho, dá-se mais atenção a critérios funcionais para determinar a iluminação adequada. Precisa-se de luz suficiente para o bom andamento das atividades, mas deve-se também considerar o custo de instalação e manutenção dos pontos de luz artificial, a fim de reduzir na medida do possível o consumo de energia. A solução mais freqüentemente adotada pela maioria das empresas é a instalação generalizada, a intervalos regulares, de tubos fluorescentes. Acrescenta-se eventualmente algum ponto de luz incandescente nos ambientes em que isso seja necessário.

6453 – Tecnologia – Como funciona o controle remoto?


Quando surgiram, os primeiros controles remotos eram equipamentos de rádio freqüência que dirigiam navios alemães para colidirem com barcos aliados durante a Primeira Guerra Mundial. Foi durante a Segunda Guerra que os controles remotos detonaram bombas pela primeira vez. Com o fim da grande guerra, os cientistas tinham uma tecnologia brilhante e nenhum lugar para aplicá-la. Mais de sessenta anos depois, muitas pessoas passam horas procurando pelo controle remoto antes de lembrar que existem botões na TV.
A tecnologia dominante nos controles remotos de home theaters é o infravermelho (IR). A luz infravermelha é também conhecida como “calor”. A premissa básica no funcionamento de um controle remoto IR é o uso da luz para levar sinais entre um controle remoto e o aparelho a que ele controla. A luz infravermelha está na faixa invisível do espectro eletromagnético.
Um controle remoto IR (o transmissor) envia pulsos de luz infravermelha que representam códigos binários específicos. Estes códigos binários correspondem a comandos, como liga/desliga e aumentar o volume. O receptor IR na TV, ou outro aparelho, decodifica os pulsos de luz em dados binários (uns e zeros) que o microprocessador do aparelho pode entender. O microprocessador realiza então a tarefa correspondente.

Para termos uma idéia melhor de como o processador funciona, olharemos o interior de um controle remoto comum. As partes básicas envolvidas no envio de um sinal IR incluem:

botões
circuito integrado
contatos dos botões
diodos emissores de luz (LEDs)

Para saber mais sobre as partes de um circuito interno de um controle remoto, confira o artigo O interior de um controle remoto de TV.
Os componentes do equipamento receptor do infravermelho estão situados na parte frontal do equipamento, onde podem receber facilmente o sinal vindo do controle remoto.
Provavelmente, você já notou que alguns controles remotos funcionam apenas quando os apontamos diretamente para o receptor do aparelho controlado, enquanto outros funcionam quando você aponta na direção aproximada do receptor. Isto se relaciona com a potência do LED transmissor. Um controle remoto com mais de um LED e/ou um LED particularmente potente produz um sinal mais forte e espalhado.
Agora vamos descobrir como estas partes funcionam juntas para permitir que impulsos de luz mudem o canal do decodificador.

Apertar um botão de um controle remoto coloca em movimento uma série de eventos que faz com que o aparelho controlado realize um comando. O processo funciona mais ou menos assim:
Você aperta o botão “aumentar volume” em seu controle remoto, fazendo com que esse botão toque o contato sob ele, fechando o circuito “aumentar volume” na placa de circuitos. O circuito integrado detecta isso.
O circuito integrado envia o comando binário “aumentar volume” ao LED na frente do controle remoto.
O LED envia uma série de pulsos de luz que correspondem ao comando binário “aumentar volume”.
Um exemplo de código de controle remoto é o protocolo Sony Control-S, usado pelas TVs Sony e inclui os seguintes comandos binários de 7 bits:
Quando o receptor infravermelho na TV capta o sinal do controle remoto e verifica no código recebido se o sinal se destina a essa TV, ele converte os pulsos de luz de volta em sinal elétrico para 001 0010. Depois, ele passa o sinal ao microprocessador, que aumenta o volume. O comando “parar” avisa o microprocessador que ele pode parar de aumentar o volume.

Os controles remotos infravermelhos já estão no mercado há 25 anos. Mas, apesar disso, têm algumas limitações relacionadas à natureza da luz infravermelha. Primeiro, eles têm um alcance de apenas 10 metros e exigem linha de visada. Isso significa que sinais infravermelhos não são transmitidos através de paredes nem fazem curvas – é preciso uma linha reta até o aparelho que se está tentando controlar. Além disso, a luz infravermelha é tão comum que as interferências podem ser um problema com controles remotos IR.

Veja algumas fontes de luz infravermelha usadas diariamente:

luz do sol
lâmpadas fluorescentes
corpo humano
Para evitar interferências causadas por outras fontes de luz infravermelha, o receptor infravermelho em uma TV responde a apenas um comprimento de onda particular de luz infravermelha, normalmente 980 nanômetros. Há filtros no receptor que bloqueiam a luz de outros comprimentos de onda. Além disso, a luz do sol pode confundir o receptor porque possui luz infravermelha no comprimento de onda de 980 nm. Para solucionar esta questão, geralmente, a luz de um controle remoto IR é modulada a uma freqüência não presente na luz do sol e o receptor apenas responde à luz modulada a 980 nm nessa freqüência. O sistema não funciona com perfeição, mas diminui muito as interferências.
Ainda que os controles remotos infravermelhos representam a tecnologia dominante em aplicações de home theater, há outro nicho específico em controles remotos que funcionam com ondas de rádio em vez de ondas de luz. Se você abrir sua garagem com controle remoto, por exemplo, tem um controle remoto RF.

Controles remotos de rádio-freqüência (RF) são muito comuns. Controles remotos de portas de garagens, controles para alarmes de carros e brinquedos controlados por rádio sempre usaram controles remotos a rádio e a tecnologia também está começando a surgir em outras aplicações. Eles não são comuns em aparelhos de home theater (com a exceção de extensores RF, que veremos na próxima seção), mas você achará controles remotos RF controlando certos receptores de TV via satélite e sistemas de som avançados. Você também encontrará controles remotos baseados em Bluetooth que controlam laptops e telefones inteligentes.
Em vez de enviar sinais de luz, um controle remoto RF transmite ondas de rádio que correspondem a um comando binário referente ao botão que você está apertando. Receptores de rádio de aparelhos controlados, recebem um sinal, que é decodificado. O problema com esse tipo de controle é a quantidade de sinais de rádio puros, invisíveis no ar, a qualquer hora. Telefones celulares, walkie talkies, conjuntos WiFi e telefones sem fio estão todos transmitindo sinais de rádio em freqüências variáveis. Os controles remotos RF lidam com o problema da interferência, transmitindo uma freqüência de rádio específica e embutindo códigos de endereços digitais nos sinais de rádio. Isto permite que o receptor de rádio no aparelho de destino saiba quando responder ao sinal e quando ignorá-lo.

A maior vantagem dos controles remotos com freqüência de rádio é seu alcance: eles podem transmitir a até 33 m do receptor (o alcance do Bluetooth é mais curto) e sinais de rádio podem atravessar paredes. É por esse benefício que agora é possível encontrar controles remotos IR/RF para componentes de home theater. Estes controles usam conversão RF para IR para aumentar o alcance de um controle remoto infravermelho.

6331 – Tecnologias – Cola ou não cola?


O papel eletrônico é parecido com o papel comum porque não emite luz como as telas de computador. Isso torna a leitura bem mais confortável. E é diferente do papel comum porque seu conteúdo pode mudar inúmeras vezes. A tecnologia começou a ser desenvolvida nos anos 70.
Uma empresa canadense criou um papel eletrônico que funciona bem em cores, que eram um problema até então.
O maior obstáculo para o papel eletrônico são os custos. Hoje em dia já existem aparelhos leitores de e-books à venda, mas, apesar de usarem a tecnologia de papel eletrônico, são estruturas rígidas de plástico, como um notepad ou pda. E custam bem caro. Telas flexíveis, mais parecidas com o papel original, ainda não estão disponíveis para o público. Quando ele chegar às lojas, aí, sim, vai ser possível ler Crime e Castigo, de Dostoiévski, no ônibus – e sem ter que carregar aquele tijolão pesado pela rua.

Cadê o carro voador?
Santos Dumont, há 100 anos, imaginava que um dia todo mundo ia ter um aviãozinho na garagem de casa. O canadense Paul Moller tem 70 anos, 40 dos quais passou tentando construir o Moller Skycar M400, um veículo que promete levar 4 pessoas para passear a dezenas de metros do chão a uma velocidade de 600 km/h.
A boa notícia é que, apesar das dificuldades, um modelo de carro voador acaba de ser lançado. A má notícia é que a performance dele fica abaixo das expectativas. O M200G, lançado pelo mesmo Paul Moller, voa a 3 metros de altura e alcança 80 km/h. É um belíssimo brinquedo.
Apesar de todos os milhões de dolares gastos, o aparelho dos sonhos de Paul Moller ainda não saiu do papel. As dificuldades para a criação (e a popularização) do carro voador não são apenas técnicas. Os órgãos reguladores de tráfego aéreo não gostam nada da idéia de termos milhares de carrinhos voadores pelos céus. E pilotados por motoristas de fim de semana.

5707 – Tecnologias Obsoletas – O Vídeo K7



Foi a maravilha do início da década de 1980, mas que em pouco tempo se tornaria obsoleto.
Nada de projetores ou telas. Basta ligar a TV e colocar no vídeo e fita VHS. A fita gira enrolada em volta de um cilindro rotativo com 1, 2 ou 4 cabeçotes rotativos para a gravação e reprodução. Trilhas oblíquas constituem a pista de vídeo. É dotada também de pista de áudio e outra para controle da imagem.O complicadíssimo invólucro da fita, que por fora parecia simples, era constituído por vário componentes mecânicos, alguns fixos, outors móveis. Recomenda-se não abri-la.Tanto as molas quanto as lâminas podem saltar para fora e a fita ser destruída.

Não abra! É uma caixinha de surpresas.

As emissoras de TV vivem de informação imediata, cuja transmissão exige economia e rapidez, por isso, o processo convencional de filmagens com câmeras e toda a parafernália é lento e oneroso. A solução na época foi compatibilizar os sinais de câmera, através de dispositivos adequados, ao gravador de vídeo. Mas hoje nada mais disso é necessário e as gravações são digitais.
Vimos em outro capítulo que as cabeças de vídeo giravam em sentido contrário a´fita para que sua velocidade final em relação a esta, enquanto a de áudio permanecia parada. A estrutura do cilíndro era complexa e muito delicada. O telecine, que foi inclusive utilizado em cinemas era uma combinação de tela cinematográfica e câmera de vídeo. O projetor envia as imagens para um espelho se superfície prateada que, por sua vez, as reflete numa tela de alta luminosidade. A imagem é captada por uma câmara de vídeo e registrada na fita. Alguns equipamentos domésticos hoje proporcionam som de boa qualidade, mas para que isso efetivamente ocorra é necessário conectá-lo a um equipamento compatível, como uma TV com saídas de áudio adequadas. O sistema dolby surroud, antes utilizado apenas nos cinemas, chegou na virada do século para uso doméstico e rapidamente se popularizou.

5667 – Aproveitando a energia do Sol


Imagine-se andando pela rua com uma roupa que acabou de ser borrifada com um spray de células solares. O tecido dela, graças a essas partículas, agora pode captar luz solar e, transformando-a em energia, carregar automaticamente seu celular, palmtop ou CD-player. Cientistas da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, acreditam que uma cena assim será perfeitamente possível nos próximos anos. A cada minuto, o Sol irradia para a Terra mais energia do que a humanidade inteira consome em um ano. No entanto, a tecnologia para a conversão da energia solar em elétrica ainda é muito cara: custa três a quatro vezes mais que a forma hidrelétrica. Isso porque a maioria das células para a captação de energia solar são feitas de silicone inorgânico que, como um chip de computador, precisa passar por processos laboratoriais dispendiosos.
A boa notícia é que os recentes avanços em pesquisas e em nanotecnologia estão acelerando o desenvolvimento de células mais simples e baratas, que podem ser borrifadas, por exemplo, no teto ou nas paredes de construções para gerar energia para o local. As novas células solares orgânicas feitas de plástico têm, no entanto, eficiência de apenas 2,5% na absorção de energia, contra os 10% dos dispositivos convencionais inorgânicos. Mas, de acordo com os pesquisadores, no final o custo-benefício é compensador. Outra equipe de estudiosos, da Universidade da Califórnia, tenta desenvolver uma estrutura nanométrica que combina a flexibilidade do plástico com a comprovada eficiência de semicondutores inorgânicos. Por enquanto, a maior dificuldade dos pesquisadores é duplicar a eficiência das estruturas e, assim, atrair empresas interessadas no investimento.

5575 – Idéias que não devem sair de moda


Você tem o computador mais moderno, geladeira com acesso à internet, microondas que trabalha melhor que um chef francês. Mas um temporal acabou com o fornecimento de energia no seu bairro. Sem pilhas para a lanterna? Qualquer pessoa prudente teria velas para encarar uma situação dessas.
Livro
Você já tentou ler um e-book na tela do computador? Já experimentou imprimir 400 páginas de texto? Por mais que nos próximos anos se criem displays eletrônicos que imitem o papel, os livros tradicionais ainda têm um longo caminho pela frente. As traças agradecem.
Clipes para papel
Se documentos em papel continuarão existindo, continua a necessidade de agrupar folhas avulsas e mantê-las juntas. O clipe é barato, eficiente e possibilita diversão nos momentos de ócio entre um serviço e outro – atire a primeira pedra quem nunca encadeou centenas de clipes de um colega só para irritá-lo.
Zíper
Também conhecido como fecho éclair. Futuristas do século passado previram que, hoje em dia, fecharíamos nossas roupas com dispositivos eletromagnéticos. Mas ninguém arrisca quando o negócio envolve as próprias calças. As pessoas seguem confiando mais num dispositivo inventado em meados do século XIX.
Casa
Por mais que se fale em construções inteligentes, casas que interagem com seus habitantes, a esmagadora maioria da população mundial mora à moda antiga. Segundo o governo americano, continuarão em pé, nos próximos 20 anos, cerca de 70% dos 110 milhões de construções existentes hoje no país.
Lápis
Nada mais simples: um cilindro de grafite envolto por madeira. Por mais que os programas editores de texto evoluam, o lápis resiste firme e forte. Não precisa de bateria, dá para apontar com um canivete, basta uma borracha para apagar as anotações. E é muito barato.

5394 – Tecnologias – Um século de descobertas


Cerca de 80% de todas as invenções que conhecemos surgiram nos últimos cem anos. O século XX, que encerrado há uma década, trouxe mais avanços tecnológicos para a humanidade do que todo o resto da nossa história somado. Mas o que é a tecnologia? Basicamente, é a aplicação das descobertas científicas no nosso cotidiano. Um pesquisador puro não precisa se preocupar com a utilidade de suas pesquisas. O que ele quer é desvendar um mistério, é encontrar uma resposta. Mas, sempre que surge uma boa resposta, junto aparecem sempre maneiras criativas de aplicar o novo conhecimento na melhoria de nossas vidas. Ora, como nossas necessidades não mudam muito (alimento, locomoção, reprodução, comunicação, moradia, educação, saúde), o que a tecnologia faz é, simplesmente, nos ajudar a satisfazer as nossas necessidades de uma forma mais eficiente. O que surpreende é a rapidez com que a tecnologia se apresenta na nossa vida. Basta lembrar que, no começo do século XX, a humanidade exultava com a façanha de Guglielmo Marconi: uma transmissão de rádio capaz de atravessar o Oceano Atlântico. Na entrada do século XXI, a internet não só liga os pontos mais distantes do planeta, como sua velocidade de processar informações dobra a cada 18 meses. Além disso, as fibras ópticas de última geração nos permitem enviar a qualquer lugar do planeta o conteúdo de toda uma biblioteca em questão de segundos. A última fronteira dessas sucessivas conquistas se apresenta com o nome de inteligência artificial, cuja chegada parece ser uma questão de tempo.

4225 – Mega Memória – Audiotecnologia – Cassete Digital, um tiro na água


Uma onda que não colou
Cansados de esperar pelo sucesso do Digital Audio Tape (DAT), uma fita pequena e de alta performance – que nunca emplacou devido ao preço exorbitante da aparelhagem capaz de reproduzi-la -, as empresas resolveram criar o Digital Compact Cassete (DCC). Mais barato e muito semelhante à fita cassete comum, o DCC tem uma diferença básica: em vez de gravar e interpretar oscilações magnéticas, ele registra na fita milhares de bits de informação, tal qual fazem os computadores nos disquetes.
Mas, boicotado, o invento acabou não colando.
Ao contrário das tradicionais fitas analógicas que, depois de serem tocadas muitas vezes, se desmagnetizam e perdem alguns dos sons, sobretudo os agudos,o sistema mantinha a qualidade. Outra vantagem era que ninguém precisaria jogar suas fitas comuns no lixo. O equipamento também reproduz os cassetes tradicionais analógicos. Mas acabou fazendo companhia para outras tecnologias que não colaram, como o vídeo laser e o vídeo k7 Sony Betamax.

3814 – Desenvolvimento Tecnológico


A desespeito do lento desenvolvimento social, vem avançando.

Recordes nas colheitas e na pecuária se devem a engenharia genética e nos seus domínios, que estãoi por enquanto no universo das plantas autofertilizáveis, clones vegetais, dos vírus dominados e postos a serviço do homem; hormônio de crescimento humano, agentes farmacológicos, métodos revolucionários para combater o câncer e o diabetes e em paralelo a Cibernética igualmente desenvolvida no Brasil se acha num estágio de reproduzir super-homens através de próteses milacurosas, que reproduzem com perfeição os movimentos dos músculos do corpo humano, comandado e acionado pelo cérebro. Podendo uma mão ortopédica acentuar a força capaz de torcer uma grossa barra de aço. Pernas, braços e orelhas de silicone capacitam as próteses a substituir órgãos afetados ou extirpados por doenças ou acidentes.

3802 – Mega Byte – Tecnologia


Enquanto você lê esta frase, um computador está sendo vendido no Brasil. A instalação de um computador, com a consequente conexão á Internet, muda o padrão de vida cultural e educacional, aumenta a funcionalidade e eficiência das tarefas cotidianas. A venda de desktops e notebooks tem chegado a dezenas de milhões de unidades por ano. A queda do dólar e a lei que isentou impostos sobre os Pcs, fizeram os preços dos computradores despencar.O Brasil é o 5° maior mercado de PCs do mundo, perdendo apenas para EUA, China, Japão e Inglaterra.
O Google processa um pentabyte de informações em pouco mais de uma hora
A capacidade de processar dados na Internet aumenta vertiginosamente.O exemplo desse avanço é o Google. A empresa mantém pelomenos 36 imensos conglomerados de computadores, os data centers espalhados por EUa, Europa, Ásia e América do Sul. Em cunjunto, processam um pentabyte de informações digitais a cada 72 minutos, um pentabyte é 1 quatrilhão de bytes, um número grande, mas que deve crescer ainda muito mais.
Exabyte – 10 elevado a 18
Zettabyte – 10 elevado a 21
Yottabyte – 10 elevado a 24
136 TB – Um arquivo digital com 17 milhões de livros, o equivalente à biblioteca do Congresso americano
530 TB – São todos os vídeos do You Tube
A Caneta Eletrônica
A Livescribe é uma caneta eletrônica que grava e digitaliza aulas, conferências e entrevistas enquanto o usuário toma nota em um caderno especial. Ela grava o som da explanação ao mesmo tempo em que se escreve. Depois, para localizar um trecho específifico doáudio, basta apontar a caneta para a anotação correspondente. Uma versão com 1 GB de memória começou a ser vendida nos EUA por 150 dólares. Os sistemas de navegadores GPS para veículos também estão populares. As gravações de áudio agora são digitais, aposentando definitivamente os gravadores k7.
O PentaVision é um sistema que simula a visão humana reproduzindo a atividade dos neurônios, as células nervosas que processam informações no cérebro. Eles se comunicam entre si usando conexões chamadas sinapses que funcionam de modo semelhante a transístores no interior dos chips. Há perto de 1 quatrilhão de sinapses no cérebro humano e a cognição é um problema computacional na escala de pentaflops. Sem atingir tal patamar, os computadores jamais poderão repetir o desempenho humano em ações como dirigir um automóvel numa estrada movimentada ou distinguir um amigo em uma multidão. Pesquisadores de Los Alamos usaram o PentaVision para modelar mais de 1 bilhão de neurônios visuais. Conseguiram ultrapassar a escala de 1 quatrilhão de cálculos por segundo, chegando a 1,144 pentaflops.
Supercomputadores
A maior parte dos que estão em atividade é formada por aglomerados de máquinas que usam peças de PCs comuns.São chamados de clusters. O Roadruner, o mais rápido do mundo, é um exemplo. Foi construído com 2 tipos de chip: 12.240 deles feitos pela IBM, semelhantes aos usados no PlayStation 3, e 6.562 processadores dual core da AMD. O uso de dispositivos existentes em qualquer loja ajuda a reduzir o preço das supermáquinas.
Em 1997, ano em que o Deep Blue venceu o gênio do xadrez Kasparov, 161 máquinas listadas no ranking das 500 mais poderosas do mundo eram usadas pela iniciativa privada. Hoje são o dobro. Tal avanço ocorreu porque os gigantes da computação podem representar uma economia para as companhias. Eles eliminam gastos com a construção de protótipos caríssimos em indústrias como a automobilística e a aeronáutica.

Veja o avanço das tecnologias aqui no ☻ Mega

Há 1700 gerações – A linguagem se desenvolveu
Há 300 gerações – Surgiu a escrita
Há 35 gerações – Foram usadas as formas rudimentares de impressão
e então …
1910 – Telégrafo
1920 – Telefone
1930 – Rádio
1950 – Televisão
1970 – Fax
1990 – PC e Celular
2000 – Internet

3647 – Tecnologias Novas e Obsoletas


Agenda eletrônica
Função: armazenar nomes, telefones e compromissos – o mesmo que uma agenda de papel. Vá lá: também tinha calculadora e alarme.
Quando foi pop: da segunda metade da década de 1990 aos primeiros anos deste século.
Por que fracassou: porque suas funções são muito limitadas. Outros aparelhos tão pequenos quanto a agenda guardam nomes e números, além de telefonar, mandar e-mails, tirar fotos…
Substitutos: o telefone celular e o PDA (palmtop).
Máquina de escrever elétrica
Função: aumentou a velocidade da datilografia e incorporou recursos como apagar erros.
Quando foi pop: as primeiras máquinas elétricas surgiram no século 19, mas a produção em massa, de aparelhos grandes e pesados, engatou a partir da década de 1950. Modelos portáteis apareceram em meados dos anos 80.
Por que fracassou: essas máquinas portáteis já estavam obsoletas quando foram lançadas. Na época, já eram desenvolvidos os processadores de texto para computador.
Substituto: o PC, que realiza uma infinidade de outras funções, mas mantém o design de teclado das velhas máquinas de escrever.
Pager
Função: torna a pessoa encontrável em qualquer situação. Quem quer achar o cidadão liga para uma central e dita uma mensagem, que é transmitida para o usuário. Palavrões são censurados.
Quando foi pop: no meio dos anos 90 quase todo mundo tinha um.
Por que fracassou: foi atropelado pela telefonia celular. Mas médicos e outros profissionais de urgência ainda se valem do pager.
Substituto: o telefone celular, que eliminou os intermediários na transmissão de mensagens, além de possibilitar conversas.
Fax
Função: para enviar cartas e documentos instantaneamente para qualquer lugar do planeta.
Quando foi pop: no início da década de 1990, quando muitas pessoas compravam aparelhos de fax domésticos.
Por que fracassou: porque as pessoas não precisam passar tantos fax assim de suas casas. O uso do fax persiste em escritórios, para transmissão de papéis com autenticações ou assinaturas.
Substituto: o e-mail, que permite o envio instantâneo de mensagens e documentos sem precisar de papel.
Iridium
Função: fazia ligações telefônicas de qualquer lugar do planeta, conectado diretamente a uma rede de 66 satélites (sem precisar de antenas de celular por perto).
Quando foi pop: nunca. O sistema foi lançado em 1998 e faliu em 1999.
Por que fracassou: porque o aparelho e o serviço eram caríssimos. A cobertura das redes de celular cresceu, tornando raros os consumidores de lugares remotos dispostos a pagar pelo telefone por satélite.
Substituto: o celular.
Laserdisc
Função: grava e reproduz vídeo em qualidade superior à das fitas magnéticas de videocassete.
Quando foi pop: nunca emplacou de verdade, mas chegou a gozar de certa popularidade nos anos 90. Nos EUA, o total de aparelhos vendidos chegou a 1 milhão, contra 85 milhões de videocassetes.
Por que fracassou: tanto o disco (do tamanho de um lp) quanto o aparelho eram caros à beça. Só armazena 1 hora de vídeo em cada lado do disco, sendo necessário parar o filme para trocar de lado.
Substituto: o dvd, menor, melhor e mais barato. E que já está obsoleto, prováveis substitutos, pen drive e cartões de memória.