9038 – Biologia – Quais são os animais que vivem mais tempo?


O animal que viveu mais tempo
O animal que viveu mais tempo

As tartarugas Marion das Ilhas Sechelles, no oceano Índico, detêm o recorde de longevidade entre os animais, já se constatou um espécime com 150 anos de idade. O mamífero de vida mais longa é o homem. Alguns seres humanos vivem cerca de 110 anos. Segue-se o elefante asiático, com 78.
Tartaruga-das-seychelles (Dipsochelys hololissa) é uma espécie de jabuti nativa das Seychelles.

Morre na Índia tartaruga de 250 anos (?)
CALCUTÁ, Índia – Uma tartaruga gigante, que especialistas acreditavam se tratar do animal mais velho do mundo, morreu no zoológico de Calcutá. Ela teria presenciado uma grande parte da história indiana moderna. Ditos locais dizem que Addwaita, uma tartaruga de Aldabra, estava com cerca de 250 anos.
Isso transformaria a tartaruga no animal catalogado que viveu pelo maior período, mais até do que Harriet, a tartaruga de Galápagos, com 176 anos que está no zoológico da Austrália. Harriet foi tirada da Ilha de Santa Cruz pelo pesquisador Charles Darwin no século 19. O diretor do zoológico de Calcutá, Subir Chowdhury, entretanto, insiste que, de acordo com os registros do zoológico, Addwaita era muito mais velha.
Chowdhurry pretende fazer um exame de carbono no casco de Addwaita para determinar exatamente a idade da tartaruga. Addwaita chegou no zoológico em 1875. Autoridades dizem que ela era um dentre quatro tartarugas trazidas à Índia por marinheiros britânicos das ilhas Seychelles como um presente para o Lorde Robert Clive, da Companhia das Índias Orientais. Clive estabeleceu o controle britânico na Índia, depois retornou à Inglaterra em 1767.
Enquanto as outras três tartarugas morriam, Addwaita continuou firme e forte, vivendo no jardim de Clive antes de ser transferida para o zoológico.
As tartarugas de Aldabra vêm do atol de Aldabra, nas ilhas Seychelles, e normalmente vivem mais de 100 anos. Machos chegam a pesar mais de 250 kg.
Addwaita, que não se sentia bem há alguns dias, foi encontrada morta em sua gaiola na quarta-feira, autoridades confirmaram que Addwaita foi cremada.

8998 – Biologia – A Tartaruga-cabeçuda


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Conhecida como tartaruga-cabeçuda, tartaruga-amarela ou tartaruga-meio-pente, esta tartaruga da espécie Caretta caretta, como indica seu nome vulgar se difere das outras devido a morfologia de sua cabeça que é desproporcionalmente grande em relação ao seu comprimento total.
Sua carapaça possui cinco placas laterais, sendo que estas são justapostas, sua coloração é marrom-amarelada e seu ventre amarelo claro; sua cabeça possui dois pares de placas ou escudos pré-frontais e três pares pós-orbitais. No Brasil, a carapaça das fêmeas que são adultas tem a medida curvilínea de 102,8 cm de comprimento e seu peso pode variar de 100 a 180 kg.
Esta espécie ocorre nos mares tropicais, subtropicais e em águas temperadas. A área de desova compreende entre o litoral norte do Rio de Janeiro até o litoral norte do Sergipe.
Em seus primeiros anos de vida se alimentam em associação com bancos de sargassum em áreas pelágicas; anos mais tarde migram para áreas mais rasas, a partir dos 40-50 cm de casco, alimentando-se de organismos bentônicos. Já juvenis e adultos se alimentam de crustáceos, principalmente de camarões, siris e caranguejos, além de moluscos, águas-vivas e ovos de peixe – durante seus deslocamentos migratórios são bastante oportunistas. Encalhes desta espécie são raros no Brasil com exceção ao Sul.
A cada desova são depositador em média 120 ovos por ninho, sendo que o tempo de incubação dos ovos desta espécie é de aproximadamente 50 a 60 dias, após este período os filhotes eclodem, normalmente à noite indo rapidamente em direção ao mar. Esta é a espécie com maior índice de desovas em praias continentais brasileiras.
O aumento das atividades pesqueiras desde de 2001 tem sido considerado a principal ameaça para a população desta espécie, assim como o impacto humano tem sido reconhecido há décadas, fatores ligados ao desenvolvimento costeiro desordenado causam impacto negativo nas populações de tartarugas marinhas. As tartarugas marinhas são vulneráveis às alterações climáticas devido ao papel que a temperatura desempenha na determinação do sexo dos embriões – com o aumento da temperatura na ordem de 2 ° C pode causar a feminização de toda uma população.
Esta espécie é protegida totalmente por instrumentos legais nacionais, no qual proíbe qualquer uso direto assim como também protege as áreas de desova. Medidas como monitoração das áreas de desova, investimentos em pesquisas para ao longo prazo para avaliar as tendências das populações, marcação de adultos e juvenis, para determinação das áreas de uso e deslocamento e biologia reprodutiva, também são realizadas para que a conservação desta espécie ocorra com sucesso.

8792 – Biologia – Casco da tartaruga: Osso duro de roer


O casco tem duas camadas. Por baixo é osso, feito de cálcio, parecido com o humano. Por cima, existem placas de um tecido semelhante ao da nossa unha, só que muitíssimo mais duro. São elas que compõem aquelas figuras coloridas que adornam a carapaça. A combinação de osso e unha forma uma blindagem maciça, que cobre praticamente todo o corpo do bicho e serve como proteção. A necessidade da casca deriva da lentidão que caracteriza a tartaruga. Como ela não consegue correr, a exemplo de outros animais, tem que se esconder em algum lugar, e nada melhor do que levar o refúgio nas costas. Quando se vê ameaçada, puxa a cabeça e os membros para dentro e poucos são os predadores que conseguem tirá-la de lá. A onça, que quebra e abre o casco, é um deles.
Graças a essa armadura permanente é que as tartarugas habitam a Terra há tanto tempo. As primeiras foram contemporâneas dos dinossauros, há mais de 200 milhões de anos. Os desenhos animados sugerem que ela pode largar o seu casco e voltar para dentro dele na hora que bem entender. Impossível. “As suas vértebras são fundidas na carapaça e ela tem que carregá-la por toda a existência”, explica um zoólogo, da Fundação Parque Zoológico de São Paulo. E é uma existência longa: elas vivem 100 anos, em média.

A casca serve como camuflagem e também como caixa blindada.
A cor do revestimento, formado por uma espécie de unha, varia de uma espécie para outra.
Por baixo, há uma camada de osso, o que garante a firmeza da carapaça.

2566-O dia D das Tartarugas


Tartauga marinha, a história do casco você já conheceu no ☻Mega

Dezenas de milhares de tartarugas, num movimento sincronizado, começam a invadir a praia para a desova. Um fenômeno que dura no máximo 6 dias por ano. O DNA das tartarugas olivares vem sendo analisado para saber se essa espécie produz feromônio, uma substância que alguns insetos liberam como mecanismo de comunicação, mas a possibilidade de elas se guiarem por um tipo de sonar ou mesmo olfato não é descartada. Pesquisas com espécimes marcados indicaram que após percorrerem até 4500 km, regressam uma década mais tarde exatamente á praia em que nasceram.
Um distraído banhista que estivesse aproveitando o início de verão na praia de Oastional (na Costa Rica), à beira do Pacífico, certamente ficaria assustado. Dezenas de milhares de tartarugas, num movimento sincronizado, começam a invadir a praia para a desova. É a arribada, fenômeno que dura no máximo seis dias por ano e que ainda não encontrou explicação. “Por que tantas ao mesmo tempo?”, perguntaria o surpreso cidadão, repetindo a mesma dúvida de diversos cientistas.
Um deles, Jorgue Ballestero, da Universidade da Costa Rica, está analisando o DNA das tartarugas olivares para saber se esta espécie produz feromônio, uma substância que alguns insetos liberam como mecanismo de comunicação. Mas o cientista não descarta a possibilidade de elas se guiarem por um tipo de sonar ou até mesmo pelo olfato para chegarem ao mesmo tempo no local de desova. O mais impressionante, é que pesquisas com espécimes marcados indicam que, após percorrerem até 4500 quilômetros, elas regressam, uma década mais tarde, exatamente à praia em que nasceram.
Enquanto milhares de fêmeas desovam, os machos concentram-se na orla aguardando o retorno. Assim que as fêmeas entram na água, são agarradas para uma exaustiva cópula, que pode durar até três horas. Os espermatozóides desta espécie são dotados de extraordinária vitalidade, conservando-se vivos dentro da fêmea durante meses. Eles fecundarão os óvulos da próxima arribada.
O mistério de quatro praias
As tartarugas olivares distribuem-se ao longo da faixa equatorial e também desovam na costa brasileira. Mas por aqui não se observa o movimento coletivo conhecido como arribada, que ocorre na Costa Rica, Nicarágua, México e Índia. No Brasil, elas chegam em pequenos grupos ou mesmo sozinhas
A menor das marinhas
A Lepidochelys olivacea é a menor das tartarugas marinhas. Atinge, no máximo, 70 centímetros. Segundo Guy Marcovaldi, do Projeto Tamar (organização que defende as tartarugas marinhas), seu ciclo de vida é semelhante ao do homem: o período reprodutivo vai dos 15 aos 50 anos e ela vive até 80 anos. Bem alimentada, faz uma desova por ano. A incubação demora de 45 a 60 dias