7741 – Odontologia – A Placa Bacteriana


placa

É uma película pegajosa e incolor, formada por açúcares e bactérias, que se forma sobre os dentes. Por termos bactérias presentes a todo instante na nossa boca, é impossível após uma refeição e sem a devida limpeza não sentir uma camada sobre os dentes.
As bactérias aproveitam os restos de alimentos, que permanecem sobre os dentes e saliva, e retiram deles os nutrientes que precisam para se desenvolver. A placa, por sua vez, libera um ácido que ataca o dente deixando-o sem proteção e de fácil acesso à carie.
Para evitar a placa bacteriana é necessário usar fio dental, para remover a sujeira que a escova não alcança, e sempre escovar os dentes após uma refeição. Se a placa não for retirada, ela irrita a gengiva, causa inflamação, inchaço, sangramento e até gengivite.
A PLACA BACTERIANA é formada de microorganismos que constituem a microflora normal da cavidade bucal. Estes microorganismos podem até serem benéficos, por agirem como inibidores do estabelecimento de doenças ou de micróbios oportunistas. Quando do nascimento, a cavidade bucal é estéril, mas dentro de poucas horas os microorganismos aparecem.
Na época da erupção dos dentes decíduos (de leite), uma flora complexa está presente. As bactérias estão localizadas na saliva, na língua, nas bochechas, superfícies dentárias; especialmente nos sulcos dos dentes (oclusal-parte achatada dos dentes) e no sulco gengival. Os microorganismos predominantes são os streptococos, o número e as espécies variam de pessoa para pessoa, de uma parte da boca para outra e mesmo em diferentes superfícies de um mesmo dente, antes e depois da alimentação e escovação. Estes por sua vez, podem ser ativados por vários fatores determinantes, para formação da placa bacteriana: idade, dieta, pH, composição salivar e seu fluxo, defesa imunológica e outros. Assim como fatores sistêmicos também podem influenciar a flora bucal.
Após a profilaxia dos dentes, seja por higienização normal ou em consultório, em um tempo curto, aparece uma fina camada de proteína salivar, composta inicialmente por glicoproteínas; camada lisa , sem cor e translúcida .
Por ser livre de bactérias, possuem uma função protetora, pois as glicoproteínas salivares e fosfato de cálcio salivar são absorvidos na superfície do esmalte e ajudam a reduzir o desgaste do dente.
Contém fatores antibacterianos que incluem os anticorpos (Ig G, Ig A, Ig M), ou seja, há neutralizadores dos ácidos dos alimentos e das bactérias na saliva.
Rapidamente após o depósito da PELÍCULA SALIVAR, ocorre a colonização bacteriana. Nos povos primitivos com dieta natural de alimentos fibrosos e duros, em locais de difícil higienização, os depósitos de bactéria eram mínimos.
Com a dieta de alimentos refinados da “civilização”, o acúmulo de bactérias em regiões aonde os tecidos moles (língua e bochecha) não alcançam é muito mais intensa. Principalmente na região interdental, abaixo da área de contato, onde as placas são bastante espessas (entre os dentes, próxima à gengiva).
Depois de algumas horas há uma multiplicação bacteriana, de diferentes espécies, aderindo à película adquirida, formando a PLACA BACTERIANA, a qual cresce sem controle e por alguns dias, promovendo a inflamação gengival.
A Placa Dental é uma camada mole não-calcificada de bactérias, que se acumulam e aderem ao dente e a outros materiais na boca, como por exemplo: restaurações, próteses totais, removíveis e cálculos.
Pode se apresentar em fina camada, raramente visível, só sendo identificada por evidenciador de placa ou em camadas grossas, com aspecto amarelada, cinza, só sendo removida por escovação.
O conteúdo de placa é maior na superfície dos dentes anteriores inferiores (face lingual).
A placa forma-se mais rapidamente durante o sono, do que após as refeições, por causa das ações mecânicas da mastigação que promovem uma estimulação do fluxo salivar, causando uma movimentação da placa.
A quantidade de placa formada vai depender da freqüência das refeições e da quantidade de alimento ingerido.
O carbohidrato mais comum produzido pelas bactérias é o dextrano.
As bactérias utilizam nutrientes que podem ser facilmente aderidos pela placa, por exemplo:
açúcares solúveis
sacarose
frutose
glicose
maltose
lactose
amido
Recomenda-se após às refeições, quando possível, substituir a sobremesa doce por alimentos duros, densos e fibrosos, como; maçã, cenoura, laranja. Pois fornece uma mastigação vigorosa, promovendo uma limpeza natural dos dentes, principalmente entre os dentes.
Matéria Alba – Placa produzida pela péssima higienização, apresenta cor amarelada, esbranquiçada e mole.

Tártaro ou Cálculo – Placa calcificada que se forma e adere à superfície do dente, restaurações, próteses. Encontram-se acima da linha da gengiva (supra-gengival) ou abaixo, internamente no sulco gengival (sub-gengival). Este cálculo é a Placa Bacteriana mineralizada ou não. Este depósito de cálcio, liga-se ao dente e à gengiva. Este por sua vez é aderido à película adquirida, às irregularidades do dente ou via microorganismos que penetram na superfície do cemento que recobre a raiz.
O depósito de Placa Bacteriana e Cálculo, em decorrência pode destruir o sulco gengival, destruindo os tecidos de sustentação do dente, como; ligamento periodontal, cemento (camada que reveste a raiz, assim como o esmalte reveste a coroa do dente), em grau de inflamação menor, apenas se instala uma gengivite. Porém em grau maior de inflamação, com destruição de cemento, ligamento periodontal e osso alveolar, promovendo em alguns casos até a mobilidade dos dentes, chega-se à uma periodontite (inflamação dos tecidos que circundam os dentes). Estas doenças periodontais, apresentam bolsas sub ou supra-gengivais, com o acúmulo de depósitos de bactérias.
Existe a decorrência de outras doenças periodontais bucais e sistêmicas mais graves. A partir de uma simples gengivite, pode-se chegar à uma PERIOCARDITE – uma inflamação no coração, ocasionada pela contaminação bacteriana na boca, que se transporta através da corrente sanguínea até o coração.

4232 – Odontologia – Como se forma o tártaro?


Tudo começa com uma mistura de proteínas e outros componentes da saliva que se depositam sobre a superfície do dente. Com o tempo, forma-se uma camada viscosa, chamada película adquirida, sobretudo na região de encontro do dente com a gengiva. Presentes naturalmente na boca, bactérias logo grudam nessa película. À medida que vão se alimentando dos restos de comida, essas bactérias se multiplicam, formando a placa bacteriana. Se o dente for bem escovado, a placa é removida e você nem precisa se preocupar com o passo seguinte. Porém, com 12 horas sem escovação, os ácidos gerados pelas bactérias já desgastam elementos do esmalte do dente, entre eles o fosfato. Esse fosfato reage com íons de cálcio presentes em alguns alimentos. Essa reação resulta em cristais de fosfato de cálcio, que vão colando sobre o dente, junto com outros minerais. Com o passar do tempo, esses minerais vão se acumulando uns sobre os outros e – voilà! – eis o tártaro, todo amarelão. Embora não seja nocivo por si só, o acúmulo excessivo do tartaro acaba pressionando e irritando a gengiva, que fica mais vulnerável a gengivites e outras doenças. A esta altura, o “pedregulho” do tártaro é uma estrutura tão rígida que tentar removê-lo na base do escova-escova é totalmente inútil.
A única solução é ir até o dentista para fazer uma raspagem da craca.
Placa bacteriana cresce no espaço
A gravidade no espaço causa mais doenças periodontais do que na Terra.
Como os especialistas da NASA bem sabem, longas temporadas no espaço podem trazer conseqüências desagradáveis à saúde dos astronautas. São conhecidos os relatos de americanos e soviéticos que mencionam enjôos, vertigens, atrofia muscular e até irregularidades cardíacas. Como se isso não bastasse, um odontólogo americano, da Universidade de Maryland, constatou que os astronautas sofrem mais do que na Terra de doenças periodontais causadas pela placa bacteriana formada entre a gengiva e os dentes. Suzuki, que participou recentemente do XIII Congresso Internacional de Odontologia no Rio de Janeiro, explica o problema pela ausência de gravidade, “que diminui a circulação sangüínea e conseqüentemente a capacidade imunológíca, deixando o organismo assim mais exposto a doenças causadas por bactérias”.