12.916 – Tabagismo – Um maço de cigarro ao dia produz 150 mutações no pulmão por ano


cigarros
Fumar um maço de cigarros por dia provoca, em média, 150 mutações por ano nas células pulmonares, segundo investigadores que identificaram vários mecanismos pelos quais o fumo danifica o DNA.
O estudo, publicado nesta quinta-feira (3) na revista “Science”, avalia com precisão –pela primeira vez– os devastadores efeitos genéticos do cigarro, e não apenas para os pulmões, mas também para outros órgãos que não estão diretamente expostos ao fumo.
Estudos já revelavam que o cigarro contribui com ao menos 17 tipos de câncer, mas até o momento não se havia estabelecido como o fumo provocava estes tumores, destacam os pesquisadores do britânico Wellcome Trust Sanger Institute e do americano Los Alamos National Laboratory.
O maior número de mutações genéticas causadas pelo tabagismo se observou no tecido pulmonar, mas outras partes do corpo também apresentaram alterações do DNA que explicam como fumar causa diferentes tipos de câncer.
O cigarro contém mais de 7 mil substâncias químicas diferentes, das quais mais de 70 são cancerígenas, destacam os pesquisadores, assinalando a complexidade das interações do fumo com o organismo.
Para esta primeira análise ampla do DNA relacionando o fumo ao câncer, os pesquisadores examinaram mais de 5 mil tumores, comparando os cânceres similares de fumantes e não fumantes.
Assim, encontraram características moleculares específicas no DNA dos pulmões de fumantes e determinaram seu número nos diferentes tumores.
Os pesquisadores concluíram que o fumo provoca um número significativo de mutações genéticas adicionais nas células pulmonares.
Em outros órgãos, o estudo revelou que um maço de cigarros por dia produz, em média, 97 mutações a mais por ano no DNA da laringe, 39 na faringe, 23 na boca, 18 na bexiga e 6 no fígado.
O estudo revela ao menos cinco processos distintos pelos quais o DNA é danificado pelo tabagismo, e o mais comum se encontra na maioria dos tipos de câncer.
Para o professor Mike Stratton, do Wellcome Trust Sanger Institute, “este estudo também revela que o processo pelo qual o cigarro provoca um câncer é mais complexo do que se pensava”.
Mas este trabalho sobre o DNA em tumores cancerosos poderá fazer avançar a pesquisa e ajudar em uma maior prevenção de qualquer forma de câncer, avaliou o professor Stratton.

12.318 – Saúde – Nova vacina pode ajudar a parar de fumar


cigarros

Apenas um a cada quatro fumantes consegue abandonar o cigarro por pelo menos seis meses. Todos os outros, mesmo se contarem com a ajuda de remédios, se rendem à nicotina e retornam ao velho vício. Mas agora um novo estudo promete dar uma força para você tirar de vez o tabaco da sua vida.
Pesquisadores americanos desenvolveram uma vacina para eliminar o efeito da nicotina no corpo. O remédio treina o organismo a atacar as moléculas dessa substância antes que ela chegue ao cérebro. Sem o efeito prazeroso do cigarro, o fumante consegue largar o vício mais rapidamente.
Não é a primeira vez que cientistas tentam desenvolver uma vacina como essa. Em anos anteriores, duas delas foram testadas, mas só funcionaram em 30% dos pacientes. Uma nova versão surgiu, bem mais eficiente: 60% melhor do que a anterior. Mas os pesquisadores queriam alcançar resultados ainda melhores.
Por isso, a equipe liderada pelo químico Nicholas Jacob testou em ratos um mecanismo diferente, treinando o sistema imunológico a atacar a nicotina. Ele perceberam que, com níveis corretos de proteínas transportadoras e moléculas de nicotina, os animais desenvolvem uma resposta imunológica eficiente. E ainda deixaram os ratos um pouco nauseados ao receber uma dose extra de nicotina.
Resta agora saber se a vacina surte o mesmo efeito em seres humanos.

10.813 – Nova enzima elimina a nicotina do sangue e pode ajudar os fumantes que desejam parar de fumar


nicotina
Ela poder ser uma ferramenta útil para ajudar os viciados a largarem o vício. O objetivo é transformar a enzima em uma droga terapêutica, capaz de ‘comer’ a nicotina no corpo de um fumante antes que o produto químico tenha a chance de causar o efeito viciante no cérebro. Sem a nicotina, nenhum impulso biológico será incisivo para a continuidade do vício.
“A bactéria é como o Pac-Man”, comparou o pesquisador-chefe Kim Janda, um biólogo químico do Instituto de Pesquisa Scripps, em um comunicado à imprensa. “Ele irá encontrar e comer a nicotina”.
Até agora, a enzima, que é chamada NicA2, só foi testada no sangue de ratos, mas os pesquisadores já estão testando o seu potencial como uma droga humana. “Nossa pesquisa está na fase inicial do processo de desenvolvimento de drogas, mas o estudo nos diz que a enzima tem as propriedades certas para eventualmente tornar-se uma terapia de sucesso”, disse Janda.
A descoberta de NicA2 aconteceu após Janda e sua equipe passarem os últimos 30 anos tentando criar uma enzima artificial capaz de procurar e destruir a nicotina no organismo. A ideia era eliminar a nicotina antes que ela pudesse estimular o sistema de recompensa do cérebro, que é o que mantém as pessoas viciadas em cigarros. No entanto, produzir esse tipo de enzima no laboratório provou ser muito mais difícil do que eles haviam pensado.
Mas acontece que tal enzima já existe na natureza, mais especificamente em bactérias que vivem no interior do solo de campos de tabaco. Uma dessas bactérias, Pseudomonas putida, utiliza nicotina como sua única fonte de carbono e azoto, e NicA2 é a enzima que ajuda a fazer isso.
Após alguns testes de compatibilidade no sistema sanguíneo de ratos, descobriu-se que em um coquetel de NicA2 a meia-vida da nicotina foi reduzida drasticamente, de 2 a 3 horas para 9 a 15 minutos. A equipe, então, submeteu a NicA2 a temperaturas de 36,7 °C durante três semanas e confirmou que ela devorou toda a nicotina.
Os resultados foram muito encorajadores, e os investigadores comentaram que, aumentando a dose de NicA2, a meia-vida da nicotina na corrente sanguínea pode diminuir ainda mais. “Espero que possamos melhorar a sua estabilidade com nossos estudos futuros, de modo que uma única injeção possa durar até um mês”, disse Song Xue, estudante graduado que trabalhou na pesquisa.
Os resultados foram publicados no The Journal of American Chemical Society e, embora ainda seja cedo transformar a enzima em um tratamento, a pesquisa é revolucionária. Atualmente, cerca de 80 a 90% dos fumantes que tentam largar o vício, usando cigarros elétricos e goma de mascar especial, acabam voltando. Se os cientistas puderem descobrir uma maneira de remover o vício compulsivo, essas estatísticas mudarão drasticamente.

10.877 – Saúde – O Peso de Largar o Cigarro


cigarros

Parar de fumar, embora seja algo extremamente benéfico à saúde, provoca ganho de peso na maioria das vezes. Uma nova pesquisa publicada no site do periódico British Medical Journal (BMJ) concluiu que fumantes engordam, em média, entre quatro e cinco quilos no primeiro ano sem cigarro — especialmente nos primeiros três meses. Segundo os autores do estudo, esse aumento de peso é maior do que se pensava anteriormente, mas isso não elimina o fato de que os efeitos positivos que acompanham o fim do tabagismo superam os riscos do ganho de peso.
Esse trabalho foi feito por pesquisadores da Universidade do Sul de Paris, na França, e da Universidade de Birmingham, na Grã-Bretanha, que cruzaram dados de 62 estudos sobre ganho de peso e fim do tabagismo para chegar a essas conclusões. Ainda de acordo com o estudo, entre todos os fumantes que abandonam o cigarro, 37% engordam até cinco quilos; 34% ganham entre cinco e dez quilos e 13% aumentam seu peso em mais de dez quilos. Os outros 16% emagrecem.
A pesquisa indicou que o ganho de peso foi o mesmo independentemente do tipo de terapia farmacológica usada pelos ex-fumantes e também não se alterou entre pessoas que relataram se preocupar, ou não, com o fato de correr o risco de engordar ao parar de fumar. Porém, segundo a equipe, pessoas que usam reposição de nicotina podem ganhar menos peso, pois a substância funciona como supressor de apetite e pode ajudar a aumentar a taxa metabólica. No artigo, os autores enfatizam que, como muitos fumantes desistem de abandonar o cigarro com medo de engordar, o aconselhamento a essas pessoas deveria incluir recomendações para evitar o ganho de peso.
Um estudo feito recentemente no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas (InCor) acompanhou 568 fumantes que desejavam largar o cigarro. Segundo a pesquisa, entre os participantes que ficaram ao menos 12 meses sem fumar, 73% ganharam peso, 11% emagreceram e 16% mantiveram o peso. O ganho médio de peso foi entre 4,7 e 5,6 quilos — e as mulheres engordaram mais do que os homens. Ao relatarem como se sentiram após abandonarem o cigarro, 85% das pessoas que engordaram disseram “estar se sentindo melhor de saúde ao parar de fumar, apesar do ganho de peso”, sugerindo que a percepção do benefício da cessação do tabagismo é referida pelo paciente como algo mais positivo que o conseqüente ganho de peso. O artigo ainda será publicado nos Arquivos Brasileiros de Cardiologia.

9989 – Medicina – Saúde dos Pulmões


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Milhões de brasileiros sofrem de problemas respiratórios que afetam, de forma transitória ou crônica, sua qualidade de vida. Doenças como asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), pneumonia e câncer ocupam a segunda posição entre as razões mais importantes para procurar um médico. Durante os meses de outono e inverno, elas provavelmente são – juntamente com moléstias cardiovasculares – o primeiro motivo, segundo o médico Rafael Stelmach, presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia. No Brasil, os problemas pulmonares são a quarta principal causa de mortes. No estado de São Paulo, as doenças respiratórias provocam 12% dos óbitos. Para saber cuidar dessa parte vital de nosso corpo, é importante antes de tudo entender seu funcionamento. Além de possibilitar a fala, a principal tarefa do sistema respiratório é abastecer de oxigênio os tecidos e eliminar o gás carbônico produzido por eles. Esse aparato começa pelo nariz e pela boca, continua por outras vias e segue até os pulmões.
Situado na parte inferior do cérebro, o centro respiratório controla de forma inconsciente o ritmo pulmonar, que geralmente é automático e determinado pelas necessidades fisiológicas do momento. Em repouso, a freqüência respiratória de um adulto saudável é de aproximadamente 12 respirações por minuto, inalando em média 500 mililitros de ar a cada respiração. Em um exercício intenso, uma pessoa pode chegar a 50 respirações por minuto e levar a seus pulmões 4,6 litros de ar. Em outro extremo, a vida fica por um suspiro quando os pulmões se movem de duas a quatro vezes por minuto e recebem apenas 1,5 litro de ar por minuto.
No entanto, nem sempre nossos cuidados são suficientes para manter o sistema respiratório saudável. Isso porque há pessoas que nascem com alguma lesão pulmonar, como é o caso dos pacientes com fibrose cística, cujas vias aéreas ficam cheias de secreção bronquiais espessas devido a alguma alteração genética. Além disso, nossos pulmões e brônquios estão sujeitos ao ar aspirado em locais por onde circulam vírus, bactérias, fungos, fumaças, gases, poluentes atmosféricos, poeiras e partículas que provocam alergia.
Essas são algumas das razões que fazem a incidência e a gravidade de determinadas doenças respiratórias aumentarem de forma preocupante. De acordo com a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, a tuberculose é a infecção curável que mais mata em todo o mundo, deixando a cada dia 20 mil novas pessoas doentes e causando 5 mil mortes. Somente no Brasil, a média é de aproximadamente 100 mil casos novos e 6 mil óbitos por ano – o que nos mantém entre os 22 países que concentram 80% dos mais de 8 milhões de novos casos de tuberculose registrados no planeta anualmente.
Não menos preocupante, há outras doenças pulmonares que evoluem de forma silenciosa e traiçoeira, manifestando-se quando o mal está feito. Há outros casos em que os sintomas confundem e acabam passando despercebidos pelo paciente e pelo próprio médico. Em parte, isso explica porque entre 15 e 20% dos casos de câncer pulmonar são detectados apenas depois de cinco anos. E porque metade dos asmáticos ignora sua doença. “Estudos em várias capitais brasileiras mostram que de 20 a 25% de crianças e adolescentes apresentam sinais sugestivos de asma. Entretanto, admite-se que somente de 12 a 15% têm um diagnóstico médico de asma”, diz Stelmach.
O câncer de pulmão é especialmente terrível. Nos países desenvolvidos, é a primeira causa de morte por câncer entre os homens e, em alguns, é a primeira também entre as mulheres, superando o câncer de mama. Nos Estados Unidos, estima-se que sejam diagnosticados 150 mil casos a cada ano. No Brasil, o número de mortes por câncer de pulmão chega a 15 mil e são diagnosticados quase 25 mil novos casos a cada ano.
A principal causa do aumento da incidência desse tumor é o cigarro. Os agentes cancerígenos presentes no cigarro – benzopireno, benzeno, nitrosamina – são considerados pelos oncologistas como os responsáveis por 90% dos casos de câncer de pulmão no homem e 80% na mulher. O restante dos casos é atribuído principalmente a substâncias tóxicas inaladas em alguns ambientes de trabalho e ao fumo passivo. “Estudos disponíveis estimam que a chance de um fumante passivo, como a mulher de um fumante, desenvolver um câncer de pulmão é duas vezes maior que a de um indivíduo não fumante”, diz Miriam Federico, professora de oncologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Existem indícios de que há uma certa suscetibilidade genética individual para desenvolver a doença. Como a ciência ainda não descobriu meios de identificar as pessoas com maior risco de padecer de câncer, a medida aconselhável a todos é abandonar o cigarro.
Algo parecido acontece com a DPOC. As primeiras manifestações dessa enfermidade vão ocorrer em pessoas entre 45 e 50 anos que abusaram do cigarro durante toda a vida. No entanto, muitas pessoas que sofrem de DPOC não associam os ataques matutinos de tosse, a maior produção de catarro e a fadiga a um problema de saúde, mas a sintomas típicos da velhice. Estão perigosamente errados. “Tosse e catarro não são normais, mesmo em fumantes. Se a tosse persiste por mais de três semanas ou vai e volta, é sinal de que algum grau de DPOC já se instalou”.

A asma é outra doença traiçoeira – estima-se que seus sintomas passem despercebidos para 75% dos doentes. A tosse noturna ou enquanto se fazem exercícios, os assobios no peito, o catarro e a dificuldade respiratória que acompanham a asma se confundem com os sintomas de um resfriado ou outra infecção banal. As pessoas expostas a essas crises asmáticas dificilmente poderão se beneficiar de tratamentos. A asma se converteu na doença crônica mais comum que, entre crianças e adolescentes, tem origem alérgica em 80% dos casos. Aproximadamente um quarto dos bebês com menos de 3 anos apresenta sintomas asmáticos em algum momento. No entanto, cerca de 60% dessas crianças deixam de sofrer por isso antes de completar 7 anos.
Como explicar a elevada incidência? Não se sabe ao certo. O aumento do número de mulheres fumantes – que transformam seus filhos em fumantes passivos –, o abandono precoce da amamentação materna, certas substâncias presentes no ambiente – como as partículas que saem dos motores a diesel e o ar-condicionado – são alguns dos possíveis culpados. Alguns especialistas acreditam que o aumento dos casos dessa doença respiratória tenha relação com o desenvolvimento deficiente do sistema imunológico dos bebês devido a medidas de higiene que limitam o contato deles com os agentes infecciosos.
De acordo com essa teoria higienista, as citoquinas do tipo 1 (TH1), proteínas que são produzidas pela exposição, durante a infância, a diferentes agentes patológicos, ajudaram a proteger gerações anteriores da asma alérgica, uma doença mediada pelas citoquinas do tipo 2 (TH2). Os defensores dessa tese afirmam que as TH1 mantêm as TH2 sob controle. No entanto, um estudo publicado na revista americana Nature Immunology, assinado por cientistas da Universidade de Stanford, coloca em dúvida essa teoria. A polêmica está instalada, enquanto a asma continua seguindo seu caminho.

É por meio da respiração que seu organismo obtém o oxigênio e elimina o gás carbônico. Conheça os órgãos e as estruturas do sistema responsável por essa troca gasosa.
O sistema respiratório humano é composto por uma série de dutos que permitem ao ar passar do ambiente externo aos pulmões, e vice-versa. Quando você inspira o ar, ele entra no aparelho respiratório pelo nariz (onde há pêlos que servem como filtros) ou pela boca. O ar desce e chega à faringe, órgão onde é produzida a voz. Em seguida, vêm as cordas vocais, situadas no interior da laringe. São elas que regulam o ar, quando a gente fala grosso ou fino. Daí o ar passa para a traquéia, que se bifurca em outras vias respiratórias menores, os brônquios, que são responsáveis por conduzir o ar até os pulmões. Dentro desse par de estruturas elásticas, os brônquios se ramificam em canais mais finos, chamados bronquíolos. No extremo dessas ramificações mais finas estão os alvéolos. É nesse nível que ocorre a troca gasosa: o oxigênio passa para o sangue e o gás carbônico sai do sangue e vai para os alvéolos.

Bupropion
Primeiro medicamento sem nicotina usado no combate ao tabagismo. Interfere nos mecanismos neurológicos que produzem prazer e nos que estimulam o desejo e a abstinência. Trata-se de um antidepressivo que necessita de prescrição médica. Pode provocar efeitos colaterais, como insônia, e não pode ser usado por menores de 18 anos ou grávidas.

9940 – O que é o cigarro eletrônico?


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Também chamado de e-cigarro, e-cig ou e-cigarette, é um aparelho mecânico-eletrônico desenvolvido com o objetivo de simular um cigarro e o ato de fumar.
É um dispositivo que produz vapor inalável com ou sem nicotina, apresentando diversos sabores (ex: tabaco, café, frutas, etc.) e podendo servir como uma alternativa ao fumante, pois, além de entregar nicotina, também proporciona sabor e sensação física semelhante a da fumaça do tabaco inalado, embora não haja tabaco, combustão e fumaça. Também, o cigarro eletrônico imita o hábito de fumar, o que para muitos fumantes é um dos obstáculos para o sucesso em parar de fumar tabaco.
O modelo clássico do cigarro eletrônico é visualmente muito parecido com o produto verdadeiro, ou seja, possui a mesma cor branca e amarela, o mesmo formato e até a ponta simula estar acesa quando tragado. Contudo, existem diversos modelos disponíveis no mercado, sendo que o chamado cigarro eletrônico vai além de oferecer uma alternativa ao fumante de cigarros convencionais, pois já existem dispositivos em forma de charutos, cigarrilhas, cachimbo, entre outros muitos formatos.
Atualmente, a maioria dos cigarros eletrônicos disponíveis para venda são reutilizáveis e contém peças de reposição e/ou recarregáveis. Porém, é possível também encontrar cigarros eletrônicos totalmente descartáveis, sendo usados mais como uma versão de testes.
O cigarro eletrônico é constituído basicamente de três partes: uma bateria com alguns componentes eletrônicos, um vaporizador (também chamado atomizador) e um cartucho, sendo que funciona da mesma forma que os adesivos e chicletes de nicotina, entregando aos poucos esta substância ao fumante.
Na maioria dos modelos, a bateria dos cigarros eletrônicos está ligada a um sensor que detecta a sucção realizada pelo usuário, a qual ativa o atomizador e inicia a vaporização do líquido contido no cartucho (chamado e-líquido ou e-suco), sendo então inalado pelo usuário. Ainda, esse sensor ativa um LED (pequeno dispositivo luminoso), geralmente de cor laranja, localizado na ponta do cigarro. Com isso, o cigarro eletrônico simula muito bem o real ato de fumar. Para entender melhor como o cigarro eletrônico funciona, assista ao vídeo.E partir dos 13 e anos.So quando um Adulto COM 18 anos.
O e-líquido ou e-suco (e-liquid ou e-juice, em inglês) é um líquido mais viscoso do que a água, apresenta uma alta tensão superficial e tem a propriedade de ser facilmente vaporizado, sendo, portanto, usado como veículo para a nicotina chegar aos pulmões.
Na maioria dos e-líquidos o principal componente é o propilenoglicol, seguido de glicerina, água, nicotina e flavorizantes, os quais dão o sabor e aroma. Os e-líquidos não apresentam, desse modo, alcatrão, monóxido de carbono e nenhuma das outras substâncias comumente encontradas em produtos do tabaco.
Propilenoglicol: a FDA (The Food and Drug Administration), o equivalente a ANVISA nos Estados Unidos, há muito tempo reconheceu que esta substância é segura para o uso humano em alimentos, cosméticos e em medicamentos (incluído os inalatórios), sendo largamente usado por diversos ramos da indústria. Entre outros exemplos, esta substância é usada como solvente para corantes alimentícios e flavorizantes, como conservante de alimentos, como anticongelante não tóxico, como hidratante em medicamentos e cosméticos, em pastas de dentes, enxaguatórios bucais, como fixador para perfumes e é também usado em máquinas que simulam fumaça. No e-líquido, o propilenoglicol é usado para produzir vapor e carregar o sabor e aroma, sendo que a intoxicação por inalação do propilenoglicol não se mostra preocupante. Ainda, o propilenoglicol não causa sensibilização e não apresenta qualquer evidência de ser uma substância cancerígena, contudo alguns indivíduos podem apresentar alergia a este componente.
Glicerina: também chamada de glicerol, é uma substância higroscópica, inodora, viscosa e de sabor adocicado, sendo usada amplamente pela indústria como umectante, solvente, amaciante e agregante em alimentos e bebidas e na área médica, hospitalar e farmacêutica em pomadas, loções, elixires, xaropes, anestésicos, etc. O glicerol é reconhecido como seguro para o consumo humano desde 1959, podendo ser utilizado em diversos produtos alimentícios para os mais diversos propósitos. Vários estudos mostraram que uma grande quantidade de glicerol (sintético ou natural) pode ser administrada sem aparecimento de qualquer efeito adverso à saúde.

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Vale tudo contra o Tabagismo
O tabagismo, ou seja, o ato de fumar tabaco é um problema sério de saúde no mundo, pois:

Com mais de 4.700 substâncias tóxicas, 60 das quais são conhecidas ou suspeitas de causar câncer, o tabagismo afeta negativamente a todas as partes do corpo humano;
Aproximadamente 47% de toda a população masculina e 12% da população feminina no mundo fumam. Enquanto nos países em desenvolvimento os fumantes constituem 48% da população masculina e 7% da população feminina, nos países desenvolvidos a participação das mulheres mais do que triplica: 42% dos homens e 24% das mulheres têm o comportamento de fumar;
Há 1,1 bilhões de fumantes de tabaco no mundo, e se a tendência atual continuar, esse número deverá aumentar para 1,6 bilhões até 2025;
Os 10 países que mais tem fumantes de tabaco no mundo são: China, India, Indonesia, Russia, Estados Unidos, Japão, Brasil, Bangladesh, Alemanha e Turquia. Estes países representam dois terços da população de fumantes do mundo;
Em todo o mundo cerca de 10 milhões de cigarros são adquiridos por minuto, 15 bilhões de cigarros são vendidos a cada dia e 5 trilhões de cigarros são produzidos e usados anualmente;
O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo;
Já o tabagismo passivo é considerado a 3ª maior causa de morte evitável no mundo, subseqüente ao tabagismo ativo e ao consumo excessivo de álcool. Um estudo feito pela “Revista Britânica de Medicina” (British Medical Journal), de agosto de 2004, relatou que um cigarro libera 10 vezes mais poluição no ar do que um motor a diesel;
Em 1993, a Environmental Protection Agency (Agência de Proteção do Meio-Ambiente) categorizou o fumo passivo em Grupo A – a forma mais grave – juntamente com outros muitos carcinógenos, como o arsênico, gás mostarda e amianto;
O tabagismo passivo gera um risco 30% maior de câncer de pulmão e 24% maior de infarto do coração do que os não-fumantes que não se expõem;
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), O total de mortes devido ao uso do tabaco atingiu a cifra de 4,9 milhões de mortes anuais, o que corresponde a mais de 10 mil mortes por dia. Caso as atuais tendências de expansão do seu consumo sejam mantidas, esses números aumentarão para 10 milhões de mortes anuais por volta do ano 2030, sendo metade delas em indivíduos em idade produtiva (entre 35 e 69 anos);
No Brasil, segundo dados do Inca (Instituto Nacional de Câncer), o tabagismo é diretamente responsável por 30% das mortes por câncer em geral, 90% das mortes por câncer de pulmão e 25% das mortes por doença coronariana;
O tabaco mata mais americanos que a Aids, drogas, homicídios, incêndios e acidentes de carro juntos;
O tabagismo gera uma perda mundial de 200 bilhões de dólares por ano, sendo que a metade dela ocorre nos países em desenvolvimento. Este valor, calculado pelo Banco Mundial, é o resultado da soma de vários fatores, como o tratamento das doenças relacionadas ao tabaco, mortes de cidadãos em idade produtiva, maior índice de aposentadorias precoces, aumento no índice de faltas ao trabalho e menor rendimento produtivo;
Anualmente, o tabagismo custa somente aos Estados Unidos mais de 97 bilhões em perda de produtividade (“pausas para fumar”) e mais de 96 bilhões em despesas de saúde;
Se uma pessoa fumar um maço de cigarros de tabaco por dia durante 50 anos (média de idade de começar a fumar tabaco é 13), ela irá gastar cerca de 109.500 dólares em cigarros de tabaco, em comparação com 122.220 dólares em mantimentos durante o mesmo período;
Nos Estados Unidos, todos os anos os incêndios iniciados por cigarros são responsáveis por mais de US 6 bilhões em custos sociais e danos diretos, cerca de 2.500 feridos e mais de 1.000 mortes. Um em cada quatro incêndios florestais são causados por cigarros de tabaco;
Para uma pessoa conseguir ter sucesso em parar de fumar, em média, são necessárias de seis a oito tentativas. Todos os anos, 45% das pessoas que fumam vão parar de fumar por somente um dia, sendo que menos de 3% conseguirão não voltar mais a fumar;
Somente nos Estados Unidos, fumantes gastaram cerca de 3 bilhões no mundo em 2008 em produtos para parar de fumar. Em 2002 esta quantia foi de 1,4 bilhões. Ainda assim, os produtos existentes para parar de fumar são conhecidos por serem somente cerca de 5% eficazes, sendo que 80% das vendas desses produtos são feitas para os utilizadores habituais de nicotina;
90% dos fumantes começam a fumar antes dos 19 anos de idade. Seduzir os jovens faz parte de uma estratégia adotada por todas as companhias de tabaco visando reabastecer as fileiras daqueles que deixam de fumar ou morrem, por outros consumidores que serão aqueles regulares de amanhã;
No Brasil um estudo foi realizado entre escolares de 12 capitais brasileiras, nos anos de 2002 e 2003, e encontrou uma prevalência de experimentação variando de 36 a 58% no sexo masculino e de 31 a 55% no sexo feminino, entre as cidades. De acordo com o mesmo estudo, a prevalência de escolares fumantes atuais variou de 11 a 27% no sexo masculino e 9 a 24% no feminino;
O risco de infarto do miocárdio, embolia pulmonar e tromboflebite em mulheres jovens que usam anticoncepcionais orais e fumam chega a ser 10 vezes maior que o das que não fumam e usam este método de controle da natalidade. As fumantes que fazem uso de contraceptivos orais apresentam risco para doenças do sistema circulatório, aumentando em 39% as chances de desenvolver doenças coronarianas e 22 % a de acidentes vasculares cerebrais;
Mulheres fumantes que não usam métodos contraceptivos hormonais reduzem a taxa de fertilidade de 75% para 57%, devido ao efeito causado pelas toxinas do cigarro no ovário;
Calcula-se que o tabagismo seja responsável por 40% dos óbitos nas mulheres com menos de 65 anos e por 10% das mortes por doença coronariana nas mulheres com mais de 65 anos;
Mulheres fumantes de dois ou mais maços de cigarros por dia têm 20 vezes mais chances de morrer de câncer de pulmão do que mulheres que não fumam;
Fumar durante a gravidez traz sérios riscos. Abortos espontâneos, nascimentos prematuros, bebês de baixo peso, mortes fetais e de recém-nascidos, complicações com a placenta e episódios de hemorragia (sangramento) ocorrem mais frequentemente quando a grávida é fumante. Tais problemas se devem, principalmente, aos efeitos do monóxido de carbono e da nicotina exercidos sobre o feto, após a absorção pelo organismo materno. Um único cigarro fumado pela gestante é capaz de acelerar em poucos minutos os batimentos cardíacos do feto, devido ao efeito da nicotina sobre seu aparelho cardiovascular.
Quanto ao cigarro eletrônico, apesar de os efeitos na saúde de seu uso não serem totalmente conhecidos no campo científico, vários estudos têm demonstrado que este dispositivo apresenta enorme vantagens em relação ao cigarro de tabaco, pois, justamente por não possuir tabaco ou combustão, apresentando somente a nicotina, traz uma série de benefícios.

Não compromete o olfato e o paladar;
Não causa escurecimento dos dentes, inflamação das gengivas e mau hálito;
Não causa envelhecimento da pele (rugas);
Não deixa mau cheiro na pessoa que fuma e no ambiente em que ela está fumando;
Não compromete o fôlego;
Não causa pigarro (“catarro”);
Não causa tosse crônica;
Não promove risco de incêndio;
Não polui o meio ambiente com bitucas;
Não provoca doenças relacionadas ao cigarro de tabaco como: pneumonia, câncer (pulmão, bexiga, laringe, faringe, esôfago, boca, estômago), infarto de miocárdio, bronquite crônica, enfisema pulmonar, derrame cerebral, trombose, úlcera digestiva, impotência sexual, etc.;
Não expõe outras pessoas aos riscos da fumaça do tabaco (fumantes passivos);
Vários estudos não conseguiram provar que a nicotina isolada, como em medicamentos usados na terapia de reposição de nicotina, promova significativo malefício ao sistema cardiovascular. Além disso, alguns estudos sugeriram que a nicotina parece ser benéfica de várias formas, como, por exemplo, na estimulação da recuperação de danos cerebrais na Doença de Parkinson e Alzheimer;
O propilenoglicol, principal constituinte do e-líquido usado no cigarro eletrônico, possui conhecidas propriedades bactericidas e antivirais, podendo proteger os fumantes de cigarro eletrônico de gripes e infecções respiratórias, enquanto que o cigarro de tabaco duplica o risco de morte em uma epidemia de gripe;
Por ultimo, é mais barato que o cigarro de tabaco.
Dentre os estudos que se destacaram, o pioneiro “Safety Report on the Ruyan® e-cigarette Cartridge and Inhaled Aerosol” conduzido na Nova Zelândia com ajuda do Canadá no ano de 2008 pelo Dr. Murray Laugesen evidenciou que o cigarro eletrônico, desenhado para ser uma alternativa segura ao tabagismo, “é muito seguro em relação aos cigarros de tabaco e também muito seguro em termos absolutos em todas as medidas que temos aplicado neste estudo”. Ainda, o mesmo pesquisador realizou outros estudos e debates, em que confirmou a segurança do cigarro eletrônico, provando cientificamente mais uma vez que o cigarro eletrônico não possui quaisquer níveis tóxicos de substâncias maléficas à saúde humana.

Contudo, neste mesmo contexto, em maio de 2009, a Food and Drug Administration (FDA) realizou um estudo que testou o conteúdo de 18 variedades de cartuchos do cigarro eletrônico produzidos por dois fornecedores norte-americanos (NJoy e Smoking Everywhere) e encontrou nos resultados traços da substância dietilenoglicol em um dos cartuchos fabricados pela Smoking Everywhere, além de traços de nitrosaminas específicas do tabaco (TSNAs), conhecidas agentes causadoras de câncer, em todos os cartuchos de uma das marca e em dois dos cartuchos da outra marca. O estudo, ainda, descobriu que os níveis de nicotina real nem sempre corresponderam à quantidade de nicotina que os cartuchos diziam conter. Ainda, a análise encontrou vestígios de nicotina em alguns cartuchos que diziam ser sem nicotina e outras preocupações foram levantadas sobre níveis inconsistentes de nicotina entregues quando em uso do dispositivo.
Com isso, em julho de 2009, a FDA emitiu um comunicado de imprensa desencorajando o uso de cigarros eletrônicos, repetindo as preocupações anteriormente citadas, afirmado que os cigarros eletrônicos podem ser atrativos ao público jovem e que não possuem advertências adequadas em relação ao risco para a saúde;
Porém, o estudo supracitado de 2008 do Dr. Murray Laugesen já havia concluído que os traços de TSNAs encontrados no cigarro eletrônico não chegam perto de atingirem níveis cancerígenos e que as mesmas quantidades de TSNAs são encontradas nos medicamentos para terapia de reposição de nicotina já aprovados pela própria FDA, tais como a goma de mascar com nicotina. Ainda, o estudo de 2009 do mesmo autor mostrou que o escore de emissão de tóxicos, que é baseado em 59 substâncias tóxicas, foi de 0 (zero) para o cigarro eletrônico, em contraste com 126 para a marca de cigarro Marlboro e de mais de 100 para outras marcas.
Ainda, sobre os achados do estudo feito pela FDA, o professor afirma que “não há nenhum significado dessas descobertas a partir de qualquer ponto de vista científico ou de saúde. Já do ponto de vista político o fato de eles terem feito isso foi bastante significativo. Assim, no primeiro ponto, o fato de existir no cigarro eletrônico quaisquer níveis detectáveis de quaisquer moléculas que podem ser encontradas na planta do tabaco não é de maneira alguma surpreendente. Considerando que a nicotina é extraída da planta do tabaco, a detecção de traços de moléculas contaminantes no cigarro eletrônico significa que, basicamente, qualquer molécula encontrada na planta do tabaco que é pequena o suficiente para ser um contaminante será também encontrada no cigarro eletrônico e, além disso, vai também ser encontrada no Nicoderm, Nicorette e em qualquer produto que contenha nicotina extraída da planta do tabaco. Então isso é completamente sem sentido, pois a quantidade de nitrosaminas encontradas no cigarro eletrônico foi tão extremamente menor do que aquela encontrada no cigarro de tabaco, que essa informação sequer importa, já que essa quantidade não causa nenhum risco importante de câncer.
No Brasil, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decidiu que “Fica proibida a comercialização, a importação e propaganda de quaisquer dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como cigarros eletrônicos, e­cigarretes, e­ciggy, ecigar, entre outros, especialmente os que aleguem substituição de cigarro, cigarrilha, charuto, cachimbo e similares no hábito de fumar ou objetivem alternativa no tratamento do tabagismo – Porem a Resolução RDC nº 46, de 28 de agosto de 2009 em seu Artigo 2º, permite que mediante estudos apresentados ao orgão “ANVISA” poderá permitir seu comércio em observação as leis vigente . ” Art. 2º A admissibilidade pela ANVISA do peticionamento do Registro dos Dados Cadastrais de qualquer dispositivo eletrônico para fumar, especialmente os destinados ao tratamento do tabagismo ou à substituição de cigarro, cigarrilha, charuto, cachimbo e similares no hábito de fumar, dependerá da apresentação de estudos toxicológicos e testes científicos específicos que comprovem as finalidades alegadas.”
Sendo assim, mais estudos precisam ser feitos para comprovar se há riscos à saúde pelo consumo de cigarro eletrônico, se esse eventual risco é maior ou menor que o risco dos cigarros de tabaco e, finalmente, se os cigarros eletrônicos poderiam ser usados como estratégia para parar ou diminuir o fumo.

9698 – Toxicologia e Bioquímica


figado grafico

O consumo exagerado de gordura, sódio e álcool e a superexposição ao sol e ao cigarro, entre outros hábitos ruins da modernidade, podem comprometer o funcionamento de uma das mais nobres estruturas celulares, as mitocôndrias – pequenas usinas de energia existentes no interior das células. Quando agredidas, elas deflagram a produção excessiva de radicais livres, átomos ou moléculas altamente reativos que podem desequilibrar a bioquímica celular.

O fígado depura cerca de 80% das impurezas circulantes no organismo. Uma das mais nocivasé o etanol. Para ser metabolizada, a substância exige grande esforço do órgão. Tal demanda aumenta a produção de radicais livres. Com isso,o fígado tem comprometida sua capacidade de processar lipídios, o que pode levar ao acúmulo exagerado de gordura (a esteatose).

Uma das ações mais tóxicas do sol é danificar os telômeros, trechos do cromossomo que têm a função de proteger o DNA de agentes externos, assegurando que a informação genética seja perfeitamente copiada durante a divisão celular. Enfraquecidos, deixam o material genético vulnerável, estimulando o envelhecimento celular e facilitando o desenvolvimento de doenças.
O cigarro e o açúcar agridem as células das artérias, provocando um quadro inflamatório e, consequentemente, estimulando a produção
de radicais livres. Ao entrarem em contato como colesterol circulante, eles alteram a bioquímica das moléculas de gordura, fazendo com quese depositem com mais facilidade nas paredes arteriais. Já as baixas doses de oxigênio características do ar poluído levam o órgão a aumentar as contrações musculares, desgastando-o.

cerebro (1)

A barreira hematoencefálica filtra a maioria das substâncias químicas circulantes no sangue. Com moléculas diminutas, o álcool é um dos poucos compostos que conseguem vencer esse obstáculo. Ao atingir o tecido cerebral, a bebida estimula os neurônios a aumentar a quantidade de neurotransmissores, sobretudo o GABA, responsável por reduzir o funcionamento do sistema nervoso central. A consequência: sedação e perda de reflexos do organismo.

9694 – Onde há Fumaça, há Câncer – Qual a origem do Tabagismo?


Do craque ao crack
Do craque ao crack

Arqueólogos e historiadores acreditam que o tabaco (Nicotiana tabacum) começou a ser cultivado no continente americano em torno de 6000 a.C., tornando-se uma planta sagrada dos povos pré-colombianos. O primeiro registro pictórico do ato de fumá-la, porém, é um vaso de cerâmica maia do século X, que mostra um charuto feito de folhas amarradas com um barbante. Quando os primeiros colonizadores chegaram à América, a partir do século XV, o hábito já havia se espalhado por toda parte. Os astecas fumavam o tabaco em pedaços de junco oco ou em tubos de cana. Outros nativos do México, da América Central e de parte da América do Sul usavam casca de milho e outros vegetais secos para envolver o fumo. O cigarro como o conhecemos hoje, trazendo as folhas picadas e enroladas em papel, surgiu de uma improvisação européia.
No século XVI, os mendigos de Sevilha, na Espanha, que não tinham dinheiro para comprar os já tradicionais charutos, enrolavam em tiras de papel o conteúdo das pontas descartadas nas ruas. Dois séculos depois, o hábito havia se espalhado por todo o planeta, movendo uma das indústrias mas ricas da história. Até poucas décadas atrás, o cigarro era até visto como um acessório elegante – mas entrou no século XXI como assassino de milhões.

Até o craque Leônidas da Silva emprestou seu nome para uma marca
Até o craque Leônidas da Silva emprestou seu nome para uma marca

9509 – Oncologia – O Câncer de Estômago


O câncer gástrico, acomete duas vezes mais os homens do que as mulheres. Sua incidência é mais alta entre os 50 e 70 anos e rara antes dos 40 anos. Em geral, neste último caso, a doença está associada a fatores genéticos predisponentes.
Chile, Colômbia, Costa Rica e Japão concentram o maior número de tumores malignos no estômago. Dados apontam que, felizmente, a incidência vem caindo, fato atribuído em parte às melhores condições atuais de preparo e estocagem dos alimentos.
Os tumores de estômago podem ser de três tipos diferentes. O mais comum é o adenocarcinoma (95% dos casos), seguido dos linfomas (3%) e do leiomiossarcoma.

Fatores de risco

São considerados fatores de risco para o câncer gástrico:

1) predisposição genética, histórico familiar e idade mais avançada;

2) dieta baseada no consumo de alimentos embutidos, defumados, conservados em sal, com altas doses de substâncias cancerígenas (nitritos, nitratos e nitrosaminas) e pobre em produtos naturais e frescos, como frutas e verduras, carnes e peixes;

3) infecção por Helicobacter pylori – essa bactéria que se aloja no estômago pode estar associada a quadros de gastrite crônica e úlceras gastroduodenais, assim como ao risco maior de desenvolver lesões pré-malignas e linfomas gástricos nos indivíduos geneticamente predispostos. Estudos mostram, porém, que menos de 1% das pessoas infectadas por essa bactéria irá desenvolver lesões malignas;

4) pólipos gástricos adenomatosos, maiores do que 2 cm, originalmente benignos, mas com potencial de malignidade;

5) anemia perniciosa (carência ou dificuldade de absorção da vitamina B12) e gastrite atrófica (doença autoimune);

6) fumo: o risco de os fumantes desenvolverem a doença é duas vezes maior do que o dos não fumantes.

7) consumo de bebidas alcoólicas.

Sintomas
Nas fases iniciais, a doença pode ser assintomática ou apresentar sintomas semelhantes aos da gastrite ou de outros distúrbios estomacais, o que pode retardar o diagnóstico. Quando esses sinais aparecem, os sintomas mais frequentes são dor abdominal, queimação ou azia, náusea, vômitos, sensação de estômago sempre cheio, porque o tumor ocupa parte do espaço destinado aos alimentos, perda de peso e de apetite, cansaço, sangramento digestivo.
A presença de massa palpável na parte superior do abdômen, de nódulos no pescoço e umbilicais e de sangramento são sinais de doença avançada.
Diagnóstico
O diagnóstico do câncer de estômago leva em conta os sintomas e os possíveis fatores de risco. Alguns exames, como o hemograma, o de sangue oculto nas fezes, a ressonância magnética, a tomografia computadorizada e a ultrassonografia endoscópica também podem ser úteis. No entanto, a endoscopia digestiva alta é o exame que faz diferença para o diagnóstico precoce da doença, haja vista que permite não só observar as lesões, como colher material e realizar a biópsia imediatamente.
Desde que diagnosticado precocemente, o câncer de estômago tem bom prognóstico e muitos são os casos de cura.

Tratamento
Feito o diagnóstico, é preciso determinar o tamanho e a localização do tumor, ou seja, se está ou não circunscrito no estômago e se há focos da doença em órgãos, como linfonodos, fígado, peritônio, pulmões e ossos.
O tratamento é sempre cirúrgico. Dependendo do estágio da doença, pode ser necessário retirar parte do estômago ou o órgão inteiro (gastrectomia radical) e remover um número maior ou menor de linfonodos. Aplicações de quimioterapia e radioterapia podem representar estratégias terapêuticas importantes no tratamento.

Recomendações

* Lembre que o corpo quase sempre dá sinais de que algo não vai bem com ele. Por isso, procure um médico se apresentar distúrbios estomacais, como dor logo após as refeições e sensação de estômago cheio, mesmo que eles melhorem com o uso de remédios simples para controlar a má digestão; muitas vezes, a pessoa só descobre um tumor no estômago, quando os primeiros sintomas aparecem;

* Siga a orientação de nutricionistas para compor uma dieta saudável e equilibrada, especialmente se passou por cirurgia para remoção total ou parcial do estômago;

* Inclua frutas e verduras frescas no cardápio de todos os dias;

* Consuma com parcimônia embutidos e alimentos muito salgados;

* Faça refeições menores a cada três horas aproximadamente;

* Mastigue bem os alimentos, pois o processo de digestão começa na boca;

* Não fume;

* Prefira sucos naturais ao consumo de bebidas alcoólicas;

* Pratique exercícios físicos regularmente.

9478 – Tabagismo – O primeiro cigarro do dia


Um estudo publicado no periódico “Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention” demonstrou que quanto mais cedo uma pessoa fuma seu primeiro cigarro do dia, maior é seu risco de desenvolver câncer de pulmão ou de boca. Fumar imediatamente após acordar eleva no sangue os níveis de uma substância chamada NNAL, associada a esses tipos de câncer. Os índices podem ser menores caso o fumante acenda o primeiro cigarro meia hora depois de acordar. (O ideal seria nunca).

9466 – Café X Cigarro – Um Vício cura o Outro


Em vez de despertar o desejo de acender um cigarro, o cafezinho pode, isto sim, diminuir ou até acabar com o tabagismo. Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro observaram trinta ávidos consumidores de dois mações diários de cigarros, convidados a experimentar diferentes tipos de café. Os fumantes não tragaram mais de dez cigarros nos dias em que a bebida tinha alto teor de cafeína – “mera coincidência”, desconfiou um especialista em Farmacologia Clínica que dirigiu a pesquisa. Ele suspeita de outro alcaloide do café, descoberto por cientistas australianos há seis anos e cuja função era indefinida.
Esse alcaloide ocupa os receptores cerebrais onde a nicotina costuma se encaixar. O substituto, no caso, causaria a sensação de saciedade. Por isso, com o apoio da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, os cientistas brasileiros estudam a receita de um xarope de café à base daquela substancia, que será testado no tratamento de fumantes inveterados. “É trocar um vício por outro”, reconhece Lima, “mas não há evidências de que o café faça mal se toma até seis xícaras por dia.” Lima, embora não fume, ultrapassa de longe quota de cafezinhos que prescreve.

8520 – Medicina – DPCO é a 5ª Causa de Morte no País


propaganda anti cigarro (7)

Segundo a OMS, o cigarro mata mais de 5 milhões de pessoas por ano, sendo a principal causa de morte evitável em todo o mundo. O tabaco pode levar ao câncer, as doenças cardiovasculares e está intimamente ligado à doença pulmonar obstrutiva crônica, conhecida pela sigla DPOC, um espectro de doenças da qual fazem parte o efisema e a bronquite crônica, da qual são vítimas 8 milhões de brasileiros. Tal doença mata cerca de 40 mil pessoas por ano e o tabagismo é a principal causa.
As substâncias tóxicas presentes na fumaça dão início a um processo inflamatório do tecido e inibem as substâncias protetoras do pulmão. Há destruição das paredes entre os alvéolos pulmonares, uma estrutura microscópica onde é realizada a troca de oxigênio e gás carbônico. Tal mecanismo resulta em respiração ofegante e cansaço ao fazer esforço, 2 importantes sintomas do efisema. Sem tratamento, a situação progride e prejudica as atividades diárias.
O diagnóstico é feito por um exame simples chamado espirometria, que analisa a função pulmonar. Exames de imagem como a radiografia dom tórax e tomografia computadorizada também são necessários.
Não há cura, mas parar de fumar é a 1ª medida de combate e o tratamento é completado com o uso de broncodilatadores e corticosteroides e em alguns casos, fisioterapia de reabilitação pulmonar. Em alguns casos, pode-se optar pela cirurgia de redução de volume pulmonar, para melhorar o esvaziamento do pulmão e, como última medida para interromper o avanço da doença, o transplante pulmonar.

8390 – Saúde – Reino Unido vai regular cigarros eletrônicos a partir de 2016


Os cigarros eletrônicos serão considerados remédio a partir de 2016 no Reino Unido. Segundo a agência reguladora britânica, os produtos ainda poderão ser vendidos em lojas de conveniência e não precisarão de receita médica.
No Brasil, a venda desses cigarros é proibida. Os dispositivos contêm um refil de nicotina líquida, que é vaporizada e inalada como a fumaça dos cigarros comuns.
As vendas desses dispositivos explodiram nos últimos anos, incentivadas pelas leis de restrições ao fumo, que não atingem o produto. No entanto, os efeitos do uso prolongado são desconhecidos e médicos afirmam que a popularidade desses cigarros pode atrapalhar o combate tabagismo e a venda de produtos já regulados, como os adesivos de nicotina. No Reino Unido, 1,3 milhão de pessoas usam os cigarros eletrônicos regularmente. Há um ano, esse número era de 700 mil.
Um dossiê feito a pedido do Ministério da Saúde da França recomendou a proibição desses cigarros em lugares fechados, a interdição da venda do dispositivo a menores de 18 anos e o fim da publicidade.
De acordo com a agência britânica de saúde, foram encontradas substâncias impróprias e níveis muito diferentes de nicotina entre os cigarros eletrônicos. O objetivo da regulação é garantir a qualidade dos produtos. Os fabricantes terão de provar que os dispositivos liberam uma quantidade adequada de nicotina.
O governo britânico decidiu, no entanto, não proibir a venda dos cigarros até 2016. “Fumar é a coisa mais perigosa [para a saúde] e nós queremos ajudar as pessoas a parar. Banir os cigarros eletrônicos não seria apropriado porque a alternativa é que as pessoas voltem a fumar”, explica Jeremy Mean, da agência reguladora de remédios e produtos de saúde do Reino Unido.
Em 2016, uma legislação sobre os cigarros eletrônicos também deve entrar em vigor em toda a Europa.

8381 – Tabagismo – Novos riscos descobertos


fumo

Sabe-se que o cigarro contém partículas radioativas que seriam as responsáveis por certos tipos de câncer, de que os fumantes tendem a ser vítimas. Diante disso, os fumantes brasileiros podem estar correndo riscos ainda maiores que os viciados de outros países.
Resultados preliminares de uma pesquisa original sugeriram que pelo menos algumas marcas de cigarro vendidas no Brasil contém 2 vezes mais o elemento radiativo urânio do que marcas vendidas no exterior. O motivo estaria nos solos do norte de Minas e sul da Bahia, ricos em urânio e tório, que abrigam extensas plantações de fumo.
Quem levantou tal hipótese foi o próprio autor da pesquisa, um físico nuclear da USP. Há alguns anos começou a medir a radiação nuclear alfa no fumo. Parte do urânio e seus descendentes eram absorvidos pelo organismo dos fumantes. A técnica de medição foi a microanálise nuclear com elétrons. Num acelerador de partículas os elétrons bombardeiam as amostras e ao encontrar urânio, quebram-se em 2 pedaços, permitindo assim, medir a concentração da substância nos cigarros.

8329 – Dia Mundial sem Tabaco: cigarro mata 10 pessoas a cada minuto


O tabaco é responsável por 5,6 milhões de mortes todos os anos, o que significa que a substância mata cerca de 10 pessoas por minuto. Nem mesmo aqueles que não são adeptos do cigarro estão livres dos seus malefícios. Mais de 10% dos óbitos são de não-fumantes, que morrem por respirar fumaça de segunda mão. Nada justo, né?
Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS), que já considera o problema uma epidemia global. O tabaco é a principal causa de morte evitável no mundo, então o que estamos esperando para, de fato, evitá-la? Para combater a questão, a ONU decretou 31/05 como o Dia Mundial Sem Tabaco e avisa: se os países não arregaçarem as mangas para tratar o problema, em 2030 serão 8 milhões morrendo por culpa das “tragadas” – sobretudo em países de baixa e média renda.
Em 2013, o foco da campanha foi a proibição à publicidade, promoção e patrocínio do tabaco, considerada pela ONU a medida mais barata e eficaz para reduzir o número de fumantes no mundo. Confira, abaixo, o vídeo criado pela OMS para a data:

7786 – Medicina – O efeito do cigarro dura 3 gerações


O cigarro gera alterações fisiológicas que passam por gerações e podem afetar eventuais descendentes – se uma mulher que fuma tiver filhos ou netos, eles já nascerão com maior risco de desenvolver asma. Essa é a conclusão de um estudo recém-publicado pela Universidade da Califórnia, que fez experiências para medir o efeito da nicotina (princípio ativo do cigarro) em ratos de laboratório. Segundo os pesquisadores, a nicotina tem o poder de desligar genes necessários para a formação correta dos pulmões – e essa mudança é transferida aos descendentes do fumante.

7734 – Nutrição – Comer ovo pode ser tão ruim quanto fumar


É, melhor diminuir a presença do ovo no seu cardápio. Pesquisadores da Western University, no Canadá, descobriram que comer 3 ovos ou mais por semana pode fazer tão mal para a saúde quanto ser viciado em cigarros.
Eles mediram como estava a obstrução arterial de 1,2 mil homens, com idade média de 61,5 anos, que haviam procurado clínicas de saúde para fazer exames do coração. E pediram a eles para responder um questionário sobre o estilo de vida: uso de medicamentos, cigarros e consumo de ovos.
Entre os participantes com pouco mais de 40 anos, aqueles que comiam no mínimo 3 ovos por semana apresentavam um aumento significativo no acúmulo de placas de gordura nas artérias, em comparação aos que consumiam 2 ou menos. No geral, 20% dos fãs convictos de ovo tinham uma saúde arterial tão ruim quanto os mais viciados em nicotina – aqueles que fumam quase um maço por dia.
Essa gordura atrapalha o transporte de sangue pelo corpo e pode resultar em um infarto ou derrame. “Essa tendência em ignorar o colesterol como um fator de risco para doenças cardíacas precisa ser reavaliada, inclusive o consumo de colesterol proveniente das gemas de ovos”, diz a pesquisa.
Logo mais começam a vender ovos em embalagens enfeitadas com fotos medonhas e um alerta: o Ministério da Saúde adverte: ovo faz mal para o coração e pode matar.

7532 – Medicina – O que é o mesotelioma?


Trata-se de um tipo de câncer que ocorre nas camadas mesoteliais da pleura, pericárdio, peritônio e da túnica vaginal do testículo. É mais comum em homens que em mulheres.
Quase sempre é causado devido a exposição a asbesto. Nesta doença, células malignas se desenvolvem no mesotélio, um revestimento protetor que cobre a maioria dos órgãos internos do corpo. O seu local de acometimento mais comum é a pleura (o revestimento externo dos pulmões e da parede torácica interna), mas também pode ocorrer no peritôneo (revestimento da cavidade abdominal), no coração, no pericárdio (um saco que envolve o coração) ou na túnica vaginal.
A maioria das pessoas que desenvolvem mesotelioma trabalharam em empregos nos quais foram expostas e inalaram partículas de asbesto, ou elas foram expostas a poeira de asbesto e fibras de outras maneiras. O ato de lavar as roupas de um membro da família que trabalhou com asbestos também pode colocar uma pessoa em risco de desenvolver mesotelioma. Ao contrário do câncer de pulmão, não há associação entre o mesotelioma e o tabagismo, mas o tabagismo aumenta muito o risco de outros cânceres induzidos pelo asbesto.
Para confirmar o diagnóstico de mesotelioma, um médico deve ter uma biópsia de tecido do revestimento do pulmão ou do abdômen e examiná-la sob um microscópio para células cancerosas.
Os sintomas do mesotelioma incluem falta de ar devido a derrame pleural (fluido entre o pulmão e a parede torácica) ou dor na parede torácica e sintomas gerais como perda de peso. O diagnóstico pode ser suspeitado com um raio-x de tórax e uma tomografia computadorizada, sendo confirmado através de uma biópsia (amostra de tecido) e exame microscópica. Uma toracoscopia (a inserção de um tubo com uma câmera no tórax) pode ser usada para retirar biópsias. Ela permite a introdução de substâncias como talco para obliterar o espaço pleural (procedimento conhecido como pleurodese), o que previne que mais fluido se acumule pressionando o pulmão. Apesar do tratamento com quimioterapia, radioterapia e às vezes cirurgia, a doença possui um prognóstico ruim. Pesquisas sobre exames de rastreamento para detecção precoce do mesotelioma estão em andamento.

O termo foi cunhado em 1908, por Adami, embora a literatura médica registrasse casos de endoteliomas, papilomatoses e carcinossarcomas que se igualavam a este tumor.
Seu reconhecimento clínico deu-se a partir da década de 1950, sendo mais comuns na pleura.
Os casos de mesotelioma estão associados ao uso do amianto (asbestos) nas construções.

Casos famosos:
O ator norte-americano Steve McQueen foi uma vítima famosa desse tipo de câncer.
O antropólogo Stephen Jay Gould morreu devido a este tumor.
O produtor musical e co-fundador dos Sex Pistols, Malcom McLaren morreu dia 08/04/2010 também devido a esse tipo muito raro de câncer.
O maestro Billy Vaughn arranjador e compositor norte-americano também morreu devido a este tipo de câncer.

7448 – Vacina contra o cigarro


O cigarro será varrido da face da Terra – e ninguém entenderá por que seus antepassados insistiam em consumir um produto que, além de fazer tão mal à saúde, não tem a menor graça. Esse cenário utópico poderá se tornar realidade graças a uma descoberta de cientistas da Universidade Cornell, nos EUA, que criaram uma vacina que bloqueia a nicotina – o princípio ativo do cigarro. Quando o indivíduo toma essa vacina, seu corpo recebe um novo gene. Esse gene passa a produzir anticorpos que se ligam à nicotina, impedindo que ela chegue ao cérebro. A invenção já foi testada com sucesso em ratos: bastou uma única dose para tornar os camundongos imunes à nicotina pelo resto da vida. É a primeira vez que uma vacina antinicotina funciona (uma versão anterior, conhecida como NicVAX, acabou fracassando após 11 anos de desenvolvimento). O medicamento poderia ser usado tanto para proteger quem não fuma quanto para ajudar os fumantes que desejam se livrar do vício.
Como envolve a introdução de um novo gene no organismo, um processo bastante delicado, a vacina ainda terá de passar por muitos testes antes de chegar ao mercado. Mas isso deve acabar acontecendo. “Se o grau de eficácia que vimos for o mesmo para humanos, a vacina pode ser uma terapia preventiva efetiva para a dependência em nicotina”, diz o médico Ronald Crystal, líder do estudo. Milhões de vidas poderão ser salvas. E a humanidade poderá esquecer a era do tabaco.

7191 – Vitamina aumenta risco de câncer em fumantes


Você fuma, se alimenta mal, e aí decide consumir um suplemento vitamínico para tentar compensar esses maus hábitos? Cuidado. A maioria dos comprimidos multivitamínicos contém betacaroteno, um pigmento laranja que é convertido em vitamina A pelo organismo. E ele pode ser perigoso para quem fuma. Cientistas da Universidade do Sul da Flórida analisaram os hábitos de 109 mil americanos que ingeriram de 20 a 30 mg de betacaroteno por dia e constataram que, entre os fumantes, o suplemento estava associado com aumento no risco de câncer de pulmão. Em suma: se você fuma, não tome multivitamínicos com betacaroteno. Ou, melhor ainda, pare de fumar.