13.589 – Submarino afundado na 1ª Guerra é descoberto após 103 anos


submarino
Foram descobertos os restos do submarino HMAS AE1, na costa das Ilhas do Duque de York, em Papua-Nova Guiné. A embarcação que desapareceu em 14 de setembro de 1914, com 35 tripulantes a bordo, ainda na Primeira Guerra Mundial, teve sua localização encontrada no início do mês mas a informação só foi divulgada agora.
De acordo com a publicação do ‘O Globo’, o submarino teria sido a primeira perda da marinha da Austrália no combate. Ele foi encontrado com o uso de drones aéreos e sonares e estava a 300 metros de profundidade.
“Foi uma tragédia significativa sentida pela nossa nação e nossos aliados”, afirmou o Departamento de Defesa da Austrália, em comunicado.
A missão de buscas foi realizada pelo governo da Austrália, em parceria com o Museu Marítimo Nacional da Austrália, a Fundação Silentworld e a empresa Find AE1, criada especificamente para este fim
O HMAS AE1 era um submarino de classe E, com 55,2 metros de comprimento e 760 toneladas. Ele foi projetado para submergir a até 30 metros de profundidade, com autonomia de 5,6 mil quilômetros. Ele foi construído na Inglaterra, entrando em serviço em maio de 1913.

2668-Como Funciona o Submarino? – O Princípio de Arquimedes


Submarino submerso

Como Funciona o Submarino? –
“Todo o corpo mergulhado num líquido recebe deste um impulso vertical de baixo para cima, chamado empuxo que é igual ao peso do líquido deslocado por ele”. O submarino flutua por que seu peso é menor que o empuxo que recebe da água do mar. Quando submerge, existem câmaras que se enchem de água, tornando-o mais pesado que o empuxo recebido. É por isso que uma tábua pode flutuar ou afundar. Depende da superfície onde o empuxo atua.
Os submarinos são uma incrível amostra de tecnologia. Até pouco tempo, a força naval operava somente sobre a superfície das águas, mas com o advento do submarino, o fundo do mar também se tornou um campo de batalha. Essa invenção que permite não só lutar em uma batalha, mas também viver durante meses, ou até mesmo anos, abaixo da superfície é considerada um dos maiores progressos da história militar.
Submarino é uma embarcação especializada para operar submersa, tendo sido largamente usadas pela primeira vez na Primeira Guerra Mundial, sendo usado por todas as grandes marinhas atualmente. Submarinos civis e submergíveis são usados com fins científicos tanto na água doce quanto salgada para trabalhar em profundidades muitos grandes para mergulhadores humanos.
Englobam uma vasta gama de tamanho de embarcação. Desde embarcações de duas pessoas que são utilizadas para explorar a superfície marinha por poucas horas atè os submarinos russos da Classe Typhoon, os quais permanecem submersos por metade de um ano e carregam mísseis nucleares suficientes para destruir centenas de cidades. Há também submarinos especializados em resgate de submarinos e pequenos submarinos movidos por uma pessoa elaborados para competição entre as universidades. Um velho mecanismo para uso em exploração de águas profundas, salvamento, construção e recuperação é o sino mergulho.
A palavra submarino era originalmente um adjetivo que significava sob o mar. Algumas firmas que faziam montagem submarina mas não parte de submarinos chamaram este trabalho de engenharia submarina. Submarino como um nome que significa parte de uma embarcação submersível originou-se como uma redução do termo barco submarino, e livros mais antigos, como Vinte Mil Léguas Submarinas, usavam estes termos.
Todos os navios de superfícies, como também um submarino na superfície, tem condições de flutuação positivas, pesando menos do que a água que ele desloca. Para submergir hidrostaticamente, um navio deve ganhar uma flutuação negativa, ou aumentando seu próprio peso ou diminuindo o deslocamento de água. Para controlar seu peso, os submarinos são equipados com tanques lastro, o qual pode ser preenchido com água ou esvaziado com ar pressurizado.
Para submersões em geral ou afloramento na superfície, os submarinos usam os tanques da frente e a popa, chamado de Tanque de Lastro Principal ou (TLP), os quais são abertos e completamente completados com água durante a submersão, ou completamente preenchidos com ar pressurizado para vir à tona. Sob condições de submersão, os TLP são geralmente mantidos cheios, então em muitos submarinos estes tanques são simplesmente uma seção do espaço interno do casco. Para um controle mais preciso e rápido da profundidade, os submarinos usam pequenos Tanques de Lastro de Controle ou TLC, também chamados de tanques duros (hard tanks) devido sua habilidade para se opor a altas pressões. O acréscimo de água nos tanques de controle pode ser controlado ou para refletir mudanças nas condições externas ou para mudança da profundidade de submersão. Os tanques de controle podem ser localizados próximos ao centro de gravidade do submarino, ou separados ao longo do corpo do submarino.
Quando submerso, a pressão da água nas paredes do submarino pode alcançar 3 MPa para submarinos de aço e no máximo de 10 MPa para submarinos de titânio como os Komsomolets, enquanto a pressão interna ao mesmo permanece a mesma. Estas diferenças resultam em uma pressão de compressão no casco, os quais diminuem de tamanho. A densidade da água também aumenta, a salinidade e pressão são maiores, mas isto não é compensado pela compressão do casco, então a flutuação diminui com a profundidade. Um submarino submerso está em um equilíbrio instável, tendo a tendência de ora afundar ora de vir à tona. Manter uma profundidade constante requer uma operação constante dos tanques de controle de profundidade.

Princípio de Arquimedes

O princípio de Arquimedes
Pode ser enunciado como:
“Todo corpo mergulhado num fluido em repouso sofre, por parte do fluido, uma força vertical para cima, cuja intensidade é igual ao peso do fluido deslocado pelo corpo.”‘
Foi enunciado pela primeira vez pelo sábio grego Arquimedes e resultou no conceito de impulsão ou empuxo que é a força hidrostática resultante exercida por um fluido (líquido ou gás) em condições hidrostáticas sobre um corpo que nele esteja imerso. A impulsão existe graças à diferença de pressão hidrostática do corpo, visto que esta é proporcional à massa específica do líquido (ou densidade), à aceleração da gravidade, e à altura de profundidade.
É costume identificarmos os fluidos como substâncias que podem fluir (como os gases e os líquidos). Algumas substâncias, como o vidro, são classificadas como sólidas, pois nos tempos que costumamos observá-las, não notamos a sua fluidez. Quando um corpo está totalmente ou parcialmente imerso em um fluido em equilíbrio, ficará sob a ação de uma força que dependerá da porção do corpo que está imersa. Isto pode ser verificado se tentarmos submergir uma cortiça ou bola cheia de ar em recipiente com água.
A força que faz a cortiça flutuar, parecendo que o corpo possui um peso menor do que o peso real é denominado de empuxo do fluido sobre o corpo. O princípio de Arquimedes quantifica o valor desta força:
Um corpo total ou parcialmente imerso em um fluido sofre um empuxo que é igual ao peso do volume do fluido deslocado pelo corpo. Assim, um corpo imerso na água torna-se mais leve devido a uma força, exercida pelo líquido sobre o corpo, vertical e para cima, que alivia o peso do corpo. Essa força do líquido sobre o corpo, é denominada empuxo ou impulsão.
Resumindo, quando mergulhamos um corpo em um liquido, o corpo desloca uma quantidade de líquido igual a seu volume, e o peso desse volume de liquido deslocado é subtraido do peso do corpo pela força denominada empuxo.
Portanto, num corpo que se encontra imerso em um líquido em repouso, actuam duas forças, ambas com mesmo centro de acção:
peso (devido à interação com o campo gravitacional terrestre)
empuxo (devido à sua interacção com o líquido)
Isto quer dizer que, para o objeto flutuar, o peso do líquido deslocado pelo objecto tem de ser maior que o próprio peso do objeto.
O módulo da impulsão, I, é igual ao módulo do peso do fluido deslocado pelo corpo. Assim,

Lenda
Contam os livros que o sábio grego Arquimedes o descobriu enquanto tomava banho, quando procurava responder a Hierão II, rei de Siracusa, se sua coroa era realmente de ouro puro.
Conta Vitrúvio que o rei mandou fazer uma coroa de ouro. Para isso, contratou um homem e ofereceu-lhe uma grande soma em dinheiro e a entrega do ouro necessário, aceitando assim o trabalho.
Na data prevista, o senhor trouxe-lhe a coroa executada na perfeição, porém, o rei estava desconfiado que o senhor tivesse o enganado trocando ouro por prata. Chamou entao Arquimedes à corte para que investigasse o que se passava, uma vez que este era muito inteligente.
Um dia, enquanto tomava banho na banheira, Arquimedes observou que, à medida que seu corpo mergulhava na banheira, a água transbordava. Concluiu então que a densidade de seu corpo fizera a água transbordar e de tão contente que estava saiu da banheira e foi para a rua gritando a famosa expressão que, em grego quer dizer descobri, achei, encontrei:
Eureka!!!

Submarinos nucleares, qual a diferença?


Submarinos nucleares, qual a diferença?
Eles não carregam armamentos nucleares, o que muda é o combustível, que é de propulsão nuclear. A hélice que movimenta os dois tipos de submarinos é movida por um motor elétrico alimentado por baterias. No caso da embarcação convencional, a bateria é alimentada por um motor a diesel. Seu problema é que o motor funciona por meio de combustão e para que isso aconteça é preciso ar. Nas profundezas não existe ar e o oxigênio que está no interior do submarino é disputado pelo motor e pelos tripulantes. A nave tem que subir a superfície para se reabastecer de ar, o que é perigoso por que a embarcação pode ser localizada. No caso dos submarinos nucleares, o motor a diesel é substituído por um reator que gera energia por meio de fissão de átomos de elementos químicos ( principalmente urânio) . A energia produzida é armazenada nas baterias que alimentam o motor elétrico.