10.260 – Antibiótico derrota superbactéria em teste


Uma única infusão de um novo tipo de antibiótico pode eliminar infecções cutâneas graves, incluindo aquelas por MRSA, o Staphylococcus aureus ,resistente a meticilina.
Em estudo na revista “New England Journal of Medicine”, cientistas relatam que a dose simples foi tão eficaz quanto o regime de administração de outras drogas usadas hoje, com dez dias de tratamento.
O fármaco usado na pesquisa, o antibiótico Orbactiv, do laboratório Medicines Company, pode ter importantes resultados quando aplicado na prática, pois muitos pacientes com o problema normalmente falham em comparecer ao hospital para receber as duas doses diárias que necessitam receber no regime padrão.
O Orbactiv está em processo de aprovação pelas autoridades sanitárias dos EUA.

8300 – Sabão germicida reduz em 37% infecções por bactéria resistente a antibióticos


Usar sabão germicida em todos os pacientes internados em unidades de cuidados intensivos pode reduzir em até 37% as contaminações por Staphylococcus aureus (ou estafilococo dourado), bactéria resistente à maioria dos antibióticos e uma importante causa de infecções hospitalares. A prática também pode diminuir em 44% o risco de contaminações no sangue por qualquer agente. Essas são as conclusões do maior estudo já feito nos Estados Unidos sobre o tema. A pesquisa foi divulgada nesta quinta-feira no periódico The New England Journal of Medicine.
Essa bactéria também é conhecida por MRSA, sigla em inglês para Staphylococcus aureus resistente à meticilina. De acordo com o Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, sigla em inglês), órgão de saúde dos Estados Unidos, três quartos das cepas dessa bactéria são resistentes a vários antibióticos.
No estudo, especialistas testaram três métodos para reduzir as infecções por MRSA: cuidados de rotina; o uso do sabão e do creme germicida apenas em pacientes já infectados; e o uso de produtos germicidas em todos os pacientes de uma unidade de cuidados intensivos. A pesquisa foi feita com 74.256 pacientes hospitalizados entre 2009 e 2011 e conduzida por uma equipe de cientistas da Universidade da Califórnia em Irvine, do Hospital Corporation of America e do CDC.
Os pesquisadores concluíram que, além de eficaz para deter a propagação do MRSA, o uso de germicidas também ajuda a prevenir outras causas de infecção. “Este estudo poderia modificar a prática clínica neste campo e criar um ambiente mais seguro para os pacientes nos hospitais”, disse Carolyn Clancy, diretora da Agência para a Pesquisa sobre a Atenção Médica e Qualidade (AHRQ, sigla em inglês) do governo americano.

8143 – Medicina – Cuidado com a intoxicação alimentar


intoxicação
A intoxicação alimentar ocorre ao ingerir alimentos ou água contaminados com certos tipos de bactérias, parasitas, vírus ou toxinas.
A maioria dos casos de intoxicação alimentar é provocada por bactérias comuns como Staphylococcus ou Escherichia coli (E. coli).
Causas
A intoxicação alimentar ocorre com mais frequência após o indivíduo comer em piqueniques, refeitórios, grandes eventos sociais ou restaurantes. Uma ou mais pessoas podem ficar doentes.
A intoxicação alimentar é causada por certas bactérias, vírus, parasitas ou toxinas. Entre os tipos de intoxicação alimentar estão:
Botulismo (Clostridium botulinum)
Enterite associada à Campylobacter
Cólera
Enterite associada à E. coli
Intoxicação por peixe contaminado
Listeria
Staphylococcus aureus
Salmonella
Shigella
As bactérias podem ficar na comida de diferentes maneiras:
A carne vermelha ou branca pode entrar em contato com as bactérias dos intestinos durante o processamento
A água usada durante a produção ou o envio pode conter dejetos animais ou humanos
Manejo ou preparação inadequados do alimento
A intoxicação alimentar geralmente ocorre por meio da ingestão de:
Qualquer alimento preparado por alguém que não seguiu as técnicas adequadas de higiene das mãos
Qualquer alimento preparado com utensílios, tábuas de cortar ou outros itens sujos
Laticínios ou alimentos que contêm maionese (como salada de repolho ou de batatas) que foram mantidos fora da geladeira por muito tempo
Alimentos congelados ou refrigerados que não foram armazenados na temperatura adequada ou não foram reaquecidos de forma apropriada
Peixe cru ou ostra
Frutas ou vegetais crus que não foram bem lavados
Vegetais crus ou sucos de fruta e laticínios
Carne ou ovos mal cozidos
Água de poço, rio ou de uma região sem tratamento
Crianças e idosos correm mais risco de serem acometidos por intoxicação alimentar. Você também corre um risco maior, se:
Apresenta alguma enfermidade séria, como doença renal ou diabetes
Estiver com o sistema imunológico debilitado
Estiver viajando por regiões onde haja mais exposição a germes que provocam intoxicação alimentar
Gestantes e mulheres que estiverem amamentando devem ser especialmente cautelosas para evitar a intoxicação alimentar.

Exames
Você será examinado pelo médico em busca de sinais de intoxicação alimentar, como dor no estômago e sinais de que o corpo não tem a quantidade de água e líquidos da qual necessita. Isso é denominado desidratação.
Você também será questionado sobre o que comeu recentemente.
Podem ser feitos exames de sangue, fezes, vômito ou na comida ingerida para determinar a causa dos sintomas. Contudo, pode ser que eles não provem que você está com intoxicação alimentar.
Em casos raros, porém graves, o médico poderá solicitar uma sigmoidoscopia, procedimento no qual um tubo fino é colocado no ânus para verificar a origem do sangramento ou da infecção.
Recomendações:
Os primeiros socorros para a intoxicação alimentar são deixar o indivíduo vomitar e evacuar quantas vezes forem necessárias, e depois disso acalmá-lo e deixá-lo em repouso.
O que fazer em caso de Intoxicação Alimentar
Após aproximadamente 20 minutos de um vômito, deve-se oferecer água, água de côco, suco de fruta natural ou alguma bebida isotônica como o Gatorade gelado, e mesmo soro caseiro, por exemplo, na mesma quantidade do vômito.
Isso garante o equilíbrio eletrolítico do corpo e evita um quadro de desidratação.

Tratamento para Intoxicação Alimentar
O tratamento para intoxicação alimentar deve ser instituído pleo médico, após uma avaliação mais minuciosa quando os sintomas não cessarem ao final de 24 horas ou mesmo intensificarem.
Geralmente a intoxicação alimentar cura-se sozinha, somente com alimentação leve e hidratação, não sendo necessário tomar nenhum remédio específico. Mas se os sintomas não diminuirem em 3 dias deve-se voltar ao médico.
Durante a recuperação da intoxicação alimentar do indivíduo deve-se optar por uma alimentação leve, evitando frituras, gorduras e condimentos durante 3 dias no mínimo.

5935 – Farmacologia – A Cefalexina


Informações na bula

Trata-se de um fármaco antibiótico cefalosporínico de primeira geração, utilizado como medicamento.
Quimicamente é o ácido (6R,7R)-7-[(2R)-2-amino-2-fenilacetamido]-3-metil-8-oxo-5-tia-1-azabiciclo[4.2.0]-oct-2-eno-2-carboxílico, sendo utilizado quer na forma de ácido, quer como cloridrato.
É utilizada nas infecções provocadas por microrganismos gram + e gram – susceptíveis, como por exemplo infecções urinárias, faringites, sinusites, infecções respiratórias, infecções da pele, otites, infecções dentárias e tecidos moles e amigdalites, obviamente todas infecções de origem bacteriana, pois o medicamento não possui qualquer ação contra vírus.[4][7][8]
Nota: esta cefalosporina tem pouca actividade sobre a Haemophilus influenzae e Pseudomonas aeruginosa.
Seu principal uso é como antibioticoprofilaxia em cirurgia, sendo eficaz na redução da ocorrência de infecção de ferida operatória, se administrado até 48h antes da operação. Tem atuação contra Staphylococcus aureus produtores de penicilinase, mas não contra os oxacilina-resistentes.
Não podem ser usada no tratamento de meningites pois não atravessam a barreira hematoencefálica.
A cefalexina é absorvida de forma rápida no trato gastro-intestinal. Atravessa a barreira placentária e aparece em pequenas doses no leite materno. Pode ser eliminada através de hemodiálise em caso de superdose.
Ela age destruindo a parede bacteriana.
Contra-indicada para:
doentes com história de hipersensibilidade às penicilinas ou cefalosporinas
em doentes com insuficiência renal, deve ser reduzida a posologia a critério médico.
em doentes com porfiria
Mulheres que amamentam
pode ainda interferir em alguns exames laboratoriais com a Prova de Coombs, glicose na urina e tempo de protrombina.
O nome comercial varia de acordo com o país:

Nome PAÍSES ONDE É COMERCIALIZADO

Acacin México
Alexin Índia
Anxer Hong Kong, Tailândia
Apo-Cephalex Canadá
Beliam Argentina
Betacef Brasil
Biocef Estados Unidos da América
Bioscefal Espanha
Cefaben Brasil
Cefacet França
Cefacin-M Hong Kong

Escola Paulista de Medicina

4956 – Hospedes na marra


Os microorganismos são os verdadeiros donos do planeta. Eles não só o controlam como também colonizam os seres humanos. Por dentro e por fora, da cabeça aos pés, seu corpo é um condomínio de bilhões de bichos. Na verdade, há mais micróbios do que células no organismo. Essa legião de invasores põe o sistema imunológico em permanente estado de guerra. Mas nem todos os inquilinos são detestáveis. Muitos são até suportáveis, pois não conseguem causar nenhuma doença grave, e, em alguns casos, amigáveis, pois fazem bem. Só no aparelho digestivo, existem mais de 400 tipos de bactérias. Os bichos ocuparam o prédio tão discretamente que até parecem os donos da casa.
Os lactobacilos são as mais conhecidas bactérias entre as que ajudam o organismo. Moradoras naturais da boca, do estômago e do intestino, fazem bem porque produzem ácido lático. Deixam o ambiente tão ácido que impedem a proliferação de bactérias nocivas.
Há certos fatores, como remédios ou álcool, que desencadeiam a quebra do equilíbrio que transforma uma bactéria suportável em detestável
Um bom exemplo disso é o Staphylococcus aureus. Ele parece até boa gente. Mora na fachada do edifício em todos os andares, aos bilhões. Passa o dia limpando a parede externa, a pele. Ajuda a deixá-la mais bonita, já que se alimenta das impurezas. Mas, se a resistência do corpo estiver em baixa e houver uma brecha, como um ferimento, ele se joga na corrente sanguínea. Multiplica-se tão rapidamente que, no caso de septicemia, uma infecção generalizada, pode até matar
Já com os detestáveis não há negócio. Esse inquilino é do tipo que estraga o lugar em que vive: quebra janelas, danifica o encanamento e compromete as fundações. Quando se trata de vermes, a situação fica ainda pior, já que eles podem, literalmente, se alimentar das paredes que os abrigam.
Estudar bactérias só é possível com a ajuda de um microscópio. Embora a invenção seja do final do século XVI, foi o naturalista holandês Antoine van Leeuwenhoek que, em 1674, desenvolveu o primeiro modelo capaz de permitir a visualização de uma bactéria. O microscópio eletrônico, inventado em 1924, pode aumentar uma imagem até 250 000 vezes.
Muito privilegiado, o Pediculus humanus capitis, o piolho, habita a cobertura, isto é, a cabeça. É uma criatura muito popular entre crianças, cujas cabeleiras infesta. Dona piolha põe até dez ovos por dia, chamadas lêndeas, que ficam grudadas nos fios de cabelo. Em nove dias já são adultos, donos do próprio nariz – e dos cabelos dos outros. Uma boa faxina, com o produto de limpeza adequado, basta para espantá-los em três tempos.
Apesar do nome, a Candida albicans não tem nada de cândida, isto é, de boazinha. É um dos fungos que infectam os seres humanos com maior freqüência. Mora principalmente na boca e na pele, nos andares mais altos e nos mais baixos do edifício. É também a culpada pelo sapinho, pela frieira e pelas assaduras no bumbum dos nenês.
Aqui o sobrenome já diz tudo: Propionibacterium acne. Locatária muito vaidosa, a acne faz questão de se exibir em prédios jovens, recém-construídos, bem na fachada. Condomínios adultos também estão sujeitos a essa incômoda bactéria, que não causa dor, exceto a do constrangimento.
O vírus da herpes (Herpes simplex) gosta muito daqueles que você mais ama. Adora morar na sua boca. Apesar de aí não causar grandes problemas, é altamente contagioso. Pode viver 48 horas em uma escova de dentes seca e até uma semana se ela estiver úmida. Depois de instalado, gosta de dar as caras quando o porteiro, ou melhor, as defesas do organismo, dormem em serviço. E demora muito a ir embora.
No intestino, há bilhões de Lactobacillus acidophillus. Lá, essa multidão ocupa o espaço de micróbios indesejáveis, impedindo-os de crescer. Dessa forma, ajuda a evitar vazamento no edifício, ou seja, a diarréia. Eles também moram em outros andares do prédio. Na foto, estão na vagina, pondo no olho da rua o bicho que causa a sífilis
Apesar de ser a menor espécie de pulga conhecida (tem apenas 1 milímetro de comprimento), a Tunga penetrans causa grandes estragos no alicerce do edifício: os pés. Responsável pelo bicho-de-pé, esse bichinho se alimenta de sangue, mas não permanece no local por muito tempo: a fêmea morre quinze dias depois de botar mais ou menos 100 ovos.
Como a maioria dos vermes, a Escherichia coli não é muito afeita a higiene. É encontrada em qualquer parte do sistema digestivo, mas é mais comum nos esgotos do corpo, o intestino. Nos adultos não chega a fazer muito mal. Em edifícios mais novos, porém, provoca diarréias.
A inflamação causada pela Chlamydia trachomatis aparece em todo o sistema genital e urinário do homem e da mulher – uretra, vulva, vagina, útero e seu colo, trompas e ovários, pênis e testículos. Passa por contato genital e prospera com o calor. Em casos extremos, pode provocar impotência sexual em homens.
O Trichinella spiralis entra no corpo com a carne de porco mal cozida (incluindo salsichas) e vai morar na sala de ginástica do prédio – ou seja, nos músculos. Pode causar uma dor tão aguda que exige até hospitalização. Mede 4 milímetros de comprimento. Apesar do atlético lugar em que moram, as fêmeas duram no máximo dezesseis semanas. Os machos são ainda menos vigorosos: morrem logo depois da cópula.