10.718 – Dermatologia – Qual a causa das olheiras?


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Esse problema está relacionado à concentração de melanina (proteína que dá pigmentação à pele e aos cabelos), à concentração de vasos sanguíneos e à espessura da pele na região. A hereditariedade é o principal motivo, mas fatores como alergias, uso de medicamentos, idade e sono podem piorar bastante a situação. A olheira diz respeito só ao escurecimento, e não ao inchaço. Ele pode ou não aparecer junto e é provocado por bolsas de gordura na área, retenção hídrica ou excesso de pele. Não há solução definitiva para acabar com as olheiras, mas elas podem ser amenizadas com cremes à base de substâncias clareadoras e tratamento com laser ou luz intensa pulsada, sob indicação de um dermatologista. Algumas opções caseiras também podem dar uma força, como compressas úmidas geladas ou com chá de camomila, massagem com óleo de amêndoas e aplicação de fatias de pepino.
A hereditariedade é a grande culpada. Os genes determinam a concentração de vasos sanguíneos, a espessura da pele da pálpebra (quanto mais fina, mais aparentes os vasos) e a quantidade de melanina no local. A concentração de vasos causa o escurecimento azulado; e o excesso de melanina, o escurecimento castanho.
Quanto mais pálido você for, mais os vasos sanguíneos transparecem. E não importa o motivo: a olheira acontece tanto em quem é branquinho por natureza como em quem está assim por motivos como anemia, cansaço, gravidez ou período pré-menstrual (em mulheres) e consumo de álcool em excesso.
Enfermidades de caráter alérgico, como asma, dermatite e rinite, causam coceiras perto dos olhos e também podem piorar o escurecimento da pálpebra. Medicamentos com efeito vasodilatador, como as pílulas anticoncepcionais, também tornam os vasos sanguíneos mais visíveis.
Alguns hábitos pioram tudo: fumar compromete a oxigenação da pele e pode deixá-la ainda mais fina, enquanto tomar muito sol faz o corpo produzir mais melanina, escurecendo a epiderme. Varar a noite para estudar? Péssima ideia: dormir pouco leva à palidez e à dilatação dos vasos
A chance de ter olheiras aumenta com a idade, já que a pele se torna cada vez mais fina e a concentração de melanina aumenta.

10.694 – Dermatologia – O Rosácea


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É uma doença inflamatória crônica da pele. A afecção se manifesta principalmente no centro da face, mas pode expandir-se pelas bochechas, nariz, testa e queixo e afeta mais os adultos entre 30 e 50 anos. Embora as mulheres sejam mais suscetíveis, os homens desenvolvem as formas mais graves da enfermidade.
Causas
Provavelmente, diversos fatores estão envolvidos no aparecimento da rosácea. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, os mais importantes são: predisposição genética, alterações emocionais e hormonais, mudanças bruscas de temperatura, exposição solar, uso de bebidas alcoólicas, medicamentos vasodilatadores ou fotossensibilizantes, ingestão de alimentos muito quentes.

Os sintomas variam de acordo com o grau de evolução da doença.
A primeira manifestação é chamada de pré-rosácea. Sua principal característica é a tendência à ruborização fácil e passageira. O quadro evolui progressivamente para uma vermelhidão (eritema) no centro da face, que não regride e está associada a crises de calor e ardência. Nessas áreas vermelhas, ocorre um aumento de vasos sanguíneos semelhantes a teias de aranha (telangiectasias) e de pápulas ou pústulas. Essas lesões inflamatórias se diferenciam das provocadas pela acne, porque não apresentam pontos pretos.
Em 50% dos casos, pode surgir uma lesão nos olhos denominada rosácea ocular, com sintomas semelhantes aos da conjuntivite e danos na córnea.
Nas formas mais graves, a pele fica mais espessa e aparecem nódulos inflamatórios que aumentam o tamanho do nariz, deixando-o com aspecto disforme e bulboso. Esses sintomas caracterizam a rinofima, uma complicação que afeta mais os homens.
Rosácea é uma desordem crônica da pele para a qual ainda não se conhece a cura definitiva. O tratamento é indicado de acordo com o grau de evolução do caso com o objetivo de deter ou, quando possível, reverter o quadro.
O tratamento pode ser tópico (local), ou sistêmico (com antibióticos por via oral), ou cirúrgico utilizando laser, a eletrocirurgia e a dermoabrasão. O fundamental, porém, é evitar os fatores de risco que favorecem a manifestação da rosácea.

Recomendações

* Não se automedique. Procure um dermatologista tão logo note alterações na pele do rosto, como vermelhidão e inchaço;

* Evite a exposição ao sol e as mudanças bruscas de temperatura;

* Procure relacionar os alimentos que ingeriu e o uso de cosméticos ou de produtos à base de corticoesteroides com os episódios de rosácea;

* Use sempre protetor solar;

* Não tome banho nem lave o rosto com água muito quente.

8361 – Protetor solar ajuda a prevenir envelhecimento da pele, confirma pesquisa


Pessoas que passam a fazer uso de protetor solar diariamente têm, após um período de quatro anos, uma chance 24% menor de apresentar sinais visíveis de envelhecimento da pele causado pelo sol em comparação às que não se protegem adequadamente. E isso vale mesmo entre quem tem mais de 40 anos, quando a pele já exibe danos causados pela exposição solar a longo prazo. Foi o que concluiu um estudo realizado na Austrália e publicado nesta terça-feira no periódico Annals of Internal Medicine.
O estudo feito no Instituto de Pesquisa Médica da Universidade de Queensland, na Austrália, avaliou 903 pessoas de até 55 anos. Parte delas foi orientada a aplicar diariamente protetor solar com fator de proteção 15 no rosto, pescoço, braços e mãos. Elas deveriam usar o produto de manhã e após o banho, e reaplicá-lo caso passassem muito tempo no sol. O restante dos participantes foi orientado a usar protetor solar como bem entendessem. Todos os voluntários foram acompanhados ao longo de 4,5 anos.
Segundo o estudo, as pessoas do segundo grupo usavam protetor solar em três ou quatro dias a menos do que aquelas que foram orientadas a aplicar o produto com frequência. Os pesquisadores observaram que o efeito positivo do uso diário de protetor solar foi observado mesmo entre pessoas que já apresentavam danos na pele causados pelo sol. O produto, em alguns casos, até melhorou o aspecto desses danos.
Talvez a principal recomendação de um dermatologista a seu paciente seja passar protetor solar com a finalidade não só de se proteger contra o câncer de pele, mas também evitar o envelhecimento da pele. No entanto, embora o poder desses produtos em reduzir o risco do câncer de pele seja algo reconhecido por pesquisas científicas, nenhum estudo havia validado até então o efeito sobre o envelhecimento cutâneo.
“Essa é uma daquelas dicas de beleza que se ouve muito, mas, pela primeira vez, podemos apoiá-la com evidências cientificas: proteger-se do câncer de pele usando protetor solar também tem o bônus de deixar uma pessoa com a aparência mais jovem”, diz Adele Green, coordenadora do estudo.

7787 – Raios UV – Como o Sol queima a pele?


Os responsáveis pelas queimaduras são os raios ultravioletas, que são classificados em UVA e UVB. Basicamente, a diferença entre eles é que o UVA penetra na pele e o UVB, não. Quando o UVB atinge a pele, os vasos sanguíneos se dilatam, formando o eritema, nome técnico para a vermelhidão. E, junto com a cara de pimenta, vem a ardência. Isso ocorre porque os raios UVB ativam uma substância presente no corpo chamada prostaglandina. Quando liberada, ela deixa as células nervosas receptoras da dor extremamente sensíveis. E, se o UVB pode ser vilão no embelezamento do verão, o UVA tende a ser aliado. Afinal, esses raios estimulam mais a atividade de melanócitos, as células produtoras da melanina, resultando no bronzeamento da pele.
Você saiu da praia aparentemente branco, mas, à noite, surpreendeu-se com o visual “moldura da capa da SUPER” que adquiriu. Isso é normal. O efeito dos raios UVB é tardio, aparecendo em média de seis a 24 horas depois da exposição ao Sol.
Quando tomamos muito sol, o aumento da melanina não causa apenas bronzeamento. Os raios solares atravessam a camada mais superficial da pele, que funciona como uma barreira contra as agressões externas. O UVA atinge o DNA das células, que ressecam e morrem. Essa camada de células mortas é a pele descascada – um ícone do verão.

5078 – O bronzeamento artificial faz mal à saúde?


Se for feito com muita freqüência, sim. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, as lâmpadas das máquinas de bronzear lançam raios ultravioleta (UV) em uma quantidade duas a três vezes maior do que a emitida pelo Sol. Essa radiação é a responsável pelo escurecimento da pele: os raios UV estimulam a produção de melanina, o pigmento escuro que protege a derme. O bronzeamento é, na verdade, uma reação de defesa. Até aí, tudo bem. “O problema mesmo é quando você se expõe demais a essa energia concentrada”. É que os raios atravessam a epiderme e chegam às camadas mais profundas da pele. Lá estão as fibras de colágeno e elastina que a sustentam. Atingidas repetidamente, elas se rompem, acelerando o envelhecimento. O bombardeio de radiação ultravioleta sobre o DNA pode, eventualmente, ter também um outro efeito, bem mais nefasto: o câncer de pele. “Como isso é capaz de demorar décadas para se manifestar, ninguém acredita que abusar das máquinas faz mal”. Cuidado. Antes de se submeter a uma câmara de bronzeamento, consulte um dermatologista para saber qual é a dosagem adequada ao seu tipo de pele.