13.045 – Biologia – Os Anticorpos


anticorpos
Também conhecidos como imunoglobulinas (Ig) ou gamaglobulinas, são glicoproteínas sintetizadas pelos linfócitos B, utilizadas pelo sistema imunológico para identificar e neutralizar os antígenos. Eles podem se apresentar em duas formas: secretados pelos plasmócitos (B maduro), estando solúvel na corrente sanguínea; ou ligados à membrana de B, conferindo especificidade antigênica à célula.
Estruturalmente, os anticorpos são compostos por duas cadeias leves idênticas e de duas cadeias pesadas, também idênticas. As cadeias leves se ligam às cadeias pesadas através de pontes dissulfetos, que variam em quantidade e posições entre as diferentes classes de anticorpos. Além disso, ambas as cadeias possuem uma região variável e outra constante. O domínio variável confere especificidade ao anticorpo.
As moléculas de anticorpos podem ser digeridas por enzimas. Quando a digestão é feita pela papaína obtém-se dois fragmentos chamados Fab (fragmento ligante de antígeno), e um fragmento denominado Fc (fragmento cristalizável). Quando a digestão é feita pela pepsina, é produzido um fragmento chamado de Fab2, onde os dois braços do anticorpo permanecem unidos, e o restante é clivado em vários fragmentos menores.
A interação antígeno-anticorpo ocorre envolvendo sítios combinatórios, nos quais a interação é estabilizada por ligações não-covalentes, através da qual acontece a complementariedade entre o epítopo antigênico e o sítio de ligação do anticorpo.
As moléculas de anticorpo são subdivididas em classes de imunoglobulinas definidas pelos domínios constantes de suas cadeias pesadas. As cadeias pesadas são representadas pelas letras gregas μ, γ, α, δ, ε, e as imunoglobulinas são denominadas de IgM, IgG, IgA, IgD e IgE respectivamente. As diferentes classes se diferenciam-se entre si também por suas propriedades biológicas, localizações funcionais e mecanismos diferentes para a retirada de antígenos do organismo.
A IgM é a principal imunoglobulina da resposta primária aos antígenos, sendo a primeira classe a elevar-se na fase aguda dos processos imunológicos. Pode ser expressa na membrana dos linfócitos B durante o desenvolvimento deste, apresentando-se na forma monomérica e funcionando como receptor. Sua forma secretada é produzida antes da maturação dos linfócitos B e por isso tem baixa afinidade com os antígenos. Quando secretados formam pentâmeros, unidos pela cadeia J (juncional), conferindo mais eficiência à resposta imune. O mecanismo efetor da IgM é o desencadeamento do sistema complemento.
A IgG é a imunoglobulina mais abundante no sangue e nos espaços extravasculares. É o anticorpo mais importante da resposta imune secundária. Possui alta afinidade para ligação antígeno-específico. Seus mecanismos efetores são a aglutinação; opsonização (revestimento da superfície do antígeno permitindo o seu reconhecimento e fagositose pelas células do sistema imune); ativação da via clássica do sistema do complemento; neutralização de toxinas; citotoxicidade dependente de anticorpos mediada por células (para lise da célula antigênica). As IgG’s podem também estar associadas às reações de hipersensibilidade do tipo II e tipo III. Existem 4 subclasses de IgG, todas baseadas nas diferenças de suas cadeias pesadas γ (IgG1, IgG2, IgG3 e IgG4). Em humanos, as moléculas de IgG de todas as subclasses atravessam a barreira placentária e conferem um alto grau de imunidade passiva ao feto e ao recém-nascido.
A IgA é a principal imunoglobulina encontrada nas secreções exócrinas como saliva, lágrima e mucos dos tratos respiratório, genitourinário e digestivo. Confere a imunidade passiva da mãe para o filho, através da amamentação. Previnem a invasão de microrganismos e a penetração de toxinas nas células epiteliais. Pode ser encontrada na forma monomérica, dimérica, trimérica ou tetramérica. Existem duas subclasses de IgA que são a IgA1 e IgA2.
A IgD é co-expressa com a IgM na superfície dos linfócitos B maduros. A presença desta imunoglobulina na membrana dos linfócitos B sinaliza que estes migraram da medula óssea para os tecidos linfóides periféricos e estão ativos. Em pesquisas recentes, as IgD’s foram encontradas ligadas a basófilos e mastócitos, induzindo-os a produzir fatores antimicrobianos para a defesa do trato respiratório.
A IgE é uma imunoglobulina de resposta imune secundária normalmente relacionada à defesa contra verminoses e protozooses, e também, fenômenos alérgicos e reações anafiláticas. A resposta alérgica mediada por IgE acontece através de sua ligação aos receptores presentes nas superfícies de mastócitos e basófilos.

Anticorpos monoclonais
Os anticorpos monoclonais são anticorpos produzidos em laboratório especializado e possuem especificidade para somente um determinado epítopo do antígeno. Esta característica distingue os anticorpos monoclonais dos policlonais (produzidos no organismo), que produzem diversas imunoglobulinas para responder a epítopos distintos de uma mesma molécula antigênica. Por serem mais específicos, os monoclonais geram respostas mais confiáveis para testes diagnósticos.

11.178 – Dia Internacional da Mulher – 2015


Mulheres roncam menos
O fato das mulheres roncarem menos tem a ver com algumas diferenças anatômicas e biológicas entre o corpo masculino e o feminino.

mulher atenta

Mulheres têm um senso de perigo mais elevado
De acordo com os cientistas envolvidos na pesquisa, esse estado de alerta maior tem a ver com os altos níveis de progesterona.

Mulheres são ótimas em realizar múltiplas tarefas
Um grupo de psicólogos do Reino Unido fez um experimento dividindo em dois grupos homens e mulheres, e as mulheres se saíram melhor.

Instinto infalível durante a ovulação

ovulação

Quando estão ovulando, as mulheres conseguem identificar melhor se os homens à sua volta são homossexuais.
Sistema imunológico mais forte
Mulheres têm mais micro RNA, que é capaz de melhorar a capacidade do sistema imunológico.
O mundo pode ter mais mulheres por causa da mudança climática
A variação de temperatura é a causa de um número menor de bebês do sexo masculino nascendo.

Homens se arriscam mais de forma idiota
Ao mesmo tempo que são mais corajosos, também costumam se arriscar de forma idiota e desnecessária.

Homens sonham com desastres, mulheres, com relacionamentos
Os homens têm pesadelos diferentes das mulheres. Enquanto eles costumam “sofrer” com desastres e dores físicas, as mulheres “preferem” fins de relacionamentos e questões sociais.

Empatia
Para quem não sabe, empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro, e essa capacidade ajuda nos julgamentos e na compaixão. Viva a inteligência emocional!

empatia

11.032 – Medicina – O que é o Lúpus?


lupus-doenca

É uma doença autoimune rara, mais frequente nas mulheres do que nos homens, provocada por um desequilíbrio do sistema imunológico, exatamente aquele que deveria defender o organismo das agressões externas causadas por vírus, bactérias ou outros agentes patológicos.
O fato é que, no lúpus, a defesa imunológica se vira contra os tecidos do próprio organismo como pele, articulações, fígado, coração, pulmão, rins e cérebro. Essas múltiplas formas de manifestação clínica, às vezes, podem confundir e retardar o diagnóstico.
Lúpus exige tratamento cuidadoso por médicos especialistas. Pessoas tratadas adequadamente têm condições de levar vida normal. As que não se tratam, acabam tendo complicações sérias, às vezes, incompatíveis com a vida.
Descrições Médicas
A doença autoimune é fundamentalmente caracterizada pela formação de autoanticorpos que agem contra os próprios tecidos do organismo. Por isso, o nome autoagressão, às vezes, é mais feliz. O paciente, geralmente do sexo feminino, fabrica substâncias nocivas para seu organismo e o anticorpo, que é um mecanismo de defesa, passa a ser um mecanismo de autoagressão. Portanto, o que caracteriza a doença autoimune é a formação de anticorpos contra seus próprios constituintes.
Eles podem agredir qualquer tipo de território. De modo geral, a maior agressão ocorre no núcleo da célula, graças ao aparecimento de vários autoanticorpos contra substâncias presentes em seu interior.
Entretanto, o mais importante não é o anticorpo isoladamente. Do ponto de vista anatomopatológico, o que define a autoimunidade nos tecidos é a formação dos chamados complexos imunes.
A paciente que tenha a etnia lúpica, ou seja, formação genética constitucional que a predispõe a desenvolver lúpus, já possui autoanticorpos em grande quantidade. Quando uma substância vinda do exterior une-se a eles, forma-se o complexo antígeno-anticorpo. Isso ativa um sistema complexo de proteínas chamado de complemento e leva à formação dos complexos imunes, cuja concentração dita a gravidade e o prognóstico da doença, porque eles se depositam no cérebro e nos rins principalmente.
O complexo imune depositado no rim inflama esse órgão, produzindo a nefrite lúpica, importante para determinar se a doente vai viver muitos anos ou ter a sobrevida encurtada.
A radiação solar, em especial os raios ultravioleta prevalentes das dez às quinze horas, é a substância que mais agride as pessoas que nasceram geneticamente predispostas. Em estudos conduzidos no Hospital das Clínicas de São Paulo, foi possível detetar inúmeros casos de pacientes que tinham o primeiro surto logo após ter ido à praia e se exposto horas seguidas à radiação solar. Em geral, eram pacientes do sexo feminino, já que a incidência de lúpus atinge nove mulheres para cada homem. Nos Estados Unidos, há maior prevalência entre as mulheres negras; no Brasil, verifica-se equivalência de casos em brancas e negras.
É fundamental estabelecer uma correlação entre o sistema de imunidade, de defesa do organismo, com o sistema endócrino. O estrógeno (hormônio feminino) é autoformador de anticorpos; a testosterona (hormônio masculino) é baixo produtor. O estrógeno é sinérgico à produção de autoanticorpos e a testosterona, supressora. Na mulher lúpica, ocorre excesso de sinergismo, ou seja, excesso na produção de anticorpos, que se traduz pela taxa elevada da proteína gamaglobulina nos exames de laboratório.
Havia grande confusão diagnóstica em relação ao lúpus até a Sociedade Americana de Reumatologia enunciar onze critérios de diagnóstico, em 1971. A mulher que preencher quatro deles seguramente tem a doença.
Os dois primeiros referem-se à mucosa bucal. Entre outras lesões orais importantes, aparecem úlceras na boca que, na fase inicial, exigem diagnóstico diferencial com pênfigo, uma doença frequente em países tropicais. Pode ocorrer também mucosite, uma lesão inflamatória causada por fatores como a estomatite aftosa de repetição, por exemplo.
O terceiro critério envolve a chamada buttefly rash, ou asa de borboleta, que muitos admitem como o critério mais importante, mas não é. Trata-se de uma lesão que surge nas regiões laterais do nariz e prolonga-se horizontalmente pela região malar no formato da asa de uma borboleta. De cor avermelhada, é um eritema que geralmente apresenta um aspecto clínico descamativo, isto é, se a lesão for raspada, descama profusamente.
O quarto critério é a fotossensibilidade. Por isso, o médico deve sempre investigar se a paciente já apresentou problemas quando se expôs à luz do sol e provavelmente ficará sabendo que mínimas exposições provocaram queimaduras muito intensas na pele, especialmente na pele do rosto, do dorso e de outras partes do corpo mais expostas ao sol nas praias e piscinas.
O quinto critério é a dor articular, ou seja, a dor nas juntas, geralmente de caráter não inflamatório. É uma dor articular assimétrica e itinerante, que se manifesta preferentemente nos membros superiores e inferiores de um só lado do corpo e migra de uma articulação para outra. Geralmente, é uma dor sem calor nem rubor (vermelhidão) nem edema (inchaço), os três sinais da inflamação. Há casos, porém, em que esses três sintomas se fazem presentes, assim como podem ocorrer artrite e excepcionalmente inflamação no primeiro surto de 90% das pacientes.

10.940 – Será que agora vai? – Cientistas estudam criação de ‘pílula do rejuvenescimento’


MEDICINA simbolo

Cientistas deram o primeiro passo para a criação de uma pílula do rejuvenescimento, capaz de retardar os danos da idade à saúde e a prevenir uma série de doenças. Em um estudo publicado na atual edição da revista Science Translational Medicine, esses pesquisadores demonstraram que um medicamento experimental pode fortalecer o sistema imunológico dos idosos e ajudá-los a combater infecções como a gripe.
A droga em questão tem como alvo uma região do DNA ligada ao envelhecimento e ao sistema imunológico e é uma versão do medicamento rapamicina. Esse remédio faz parte da classe dos inibidores de mTOR, nome dado a uma via genética que, embora promova o desenvolvimento saudável entre jovens, parece ter um efeito negativo sobre a saúde com o avanço da idade. Estudos feitos em animais já indicaram que essas drogas podem prolongar a vida e evitar doenças associadas à velhice. A nova pesquisa é uma das primeiras a confirmar essa hipótese em seres humanos.
Participaram do estudo cerca de 200 pessoas com mais de 65 anos. Parte delas tomou essa esse medicamento ao longo de seis semanas, enquanto o restante ingeriu doses de placebo. Após esse período, todos os voluntários receberam uma vacina contra a gripe.
Segundo os resultados, os idosos que tomaram o medicamento desenvolveram 20% mais anticorpos contra a gripe do que aqueles que ingeriram placebo. Os pesquisadores também perceberam que esses voluntários apresentaram menores quantidades de glóbulos brancos associados ao declínio do sistema imunológico.
Os autores do estudo, que foi conduzido no Instituto de Pesquisa Biomédica da farmacêutica Novartis, afirmam que a pesquisa dá um primeiro passo em direção a um medicamento capaz de reverter os danos do envelhecimento. Novas pesquisas devem ser feitas até que esse medicamento possa a ser utilizado na prática clínica.

Alzheimer
As demências são caracterizadas por uma perda progressiva de diversas funções cognitivas, como perda da memória, capacidade de compreensão e de expressão. A forma mais comum de demência senil é o Alzheimer, doença que consiste no depósito de placas de proteínas beta-amiloides e proteínas tau no cérebro. O acúmulo dessas placas tem sido apontado pelos pesquisadores como um dos responsáveis pelas alterações cerebrais da doença, que levaria ao declínio da cognição.

A estimativa da OMS é que as pessoas que exibem a condição devem saltar das atuais 44 milhões para 135 milhões em 2050, de acordo com os dados da OMS. A prevalência aumenta de 5% a 8% em pessoas com 60 anos e dobra a cada 5 a 9 anos. A probabilidade é que, aos 95 anos, 175 idosos em cada 1.000 tenham a doença. Atualmente, é feito o controle dos sintomas, com medicamentos que melhoram as funções cerebrais e buscam retardar o aparecimento da doença. Os médicos também buscam prevenir seu aparecimento, indicando o combate da obesidade, diabetes e hipertensão, que são alguns dos fatores de risco, além de recomendar atividades que representem desafios cognitivos, como aprender novas línguas. As evidências sugerem, entretanto, que o Alzheimer é uma deformação de um processo natural de envelhecimento do organismo o que faria com que, em alguns anos, a condição possa ser controlada como uma doença crônica.

Câncer
A incidência de muitos tipos de câncer aumenta com a idade, particularmente depois dos 60 anos, e de acordo com a OMS deve crescer 69% até 2030. As estimativas dos cientistas demonstram que o risco de câncer de mama é de cerca de 1 em 400 em uma mulher de 30 anos, enquanto aos 70 anos é de 1 para 9. Dados da ONG Cancer Research mostram que, na Grã-Bretanha, a incidência de câncer masculino aumenta de 116 por 100 000 na faixa etária dos 40 anos, para 3.398 por 100 000 após os 85 anos.
Isso acotece porque a doença está ligada ao processo biológico de reprodução das nossas células. Às vezes, o crescimento descontrolado das células cancerosas tem origem numa mutação causada por um agente cancerígeno. No entanto, em muitas outras situações, a causa parece ser uma mutação aleatória, ocorrida no processo normal de cópia de genes quando nossas células se reproduzem. As células se dividem, inevitavelmente mutações se acumulam sobre mutações e, a longo prazo, talvez seja impossível desconectar o câncer de nossos corpos.
Além de cirurgias, quimioterapias e radioterapias, os médicos indicam a dieta equilibrada, com consumo moderado de álcool e combate ao fumo, além de atividades físicas, como algumas das maneiras de evitar o aparecimento de tumores.

10.720 – Anatomia – Para que servem as amígdalas?


amigdalas

Elas nos ajudam a criar anticorpos para combater bactérias agindo, assim, como grandes aliadas do sistema imunológico. Devido à sua localização estratégica – na encruzilhada entre a boca, o nariz e a garganta -, as amígdalas acabam percebendo e processando todas as bactérias que invadem o organismo, pelo ar ou pelos alimentos. “Sua principal função é desenvolver anticorpos para combater bactérias específicas, para que o corpo consiga se defender rapidamente e crie imunidade caso seja atacado pela mesma bactéria numa próxima vez”, afirma o otorrinolaringologista Luc Weckx, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Até o final da década de 70, quando ainda se desconhecia a utilidade das amígdalas, era comum a cirurgia para retirá-las. O objetivo era livrar-se das amigdalites: inflamações corriqueiras, causadas pelas próprias bactérias com que as amígdalas entravam em contato para defender o organismo. Em certas pessoas, isso pode se tornar constante, o que os médicos chamam de amigdalite recorrente.
Outra enfermidade comum é a hiperplasia, quando as amígdalas crescem demais, dificultando a respiração e a ingestão dos alimentos. “Hoje em dia, os antibióticos dão conta de grande parte das amigdalites. Por isso, a remoção só ocorre quando há realmente necessidade”.
Existem três tipos de amígdalas para nos proteger das bactérias
Como está implícito em seu nome, a amígdala rino-faríngea fica entre a faringe (início da garganta) e o canal que leva ao nariz As amígdalas palatinas ficam no fundo do céu da boca, também chamado de palato As amígdalas linguais ficam, obviamente, na língua – mais precisamente em sua base.

10.698 – Oftalmologia – Células-tronco embrionárias para tratar perda de visão


oftalmologia

Pacientes com doenças graves nos olhos que receberam um transplante de células-tronco embrionárias para recuperar parte da visão toleraram bem o tratamento e não apresentaram efeitos adversos graves. É o que mostra um estudo publicado nesta recentemente na revista médica The Lancet. A pesquisa também sugere que a técnica é eficaz, uma vez que a maioria dos participantes relataram melhoras na visão.
Esses resultados fazem parte da segunda etapa da pesquisa. A primeira foi realizada para averiguar se o tratamento pode provocar efeitos adversos graves, como tumores. A nova fase foi conduzida com o objetivo de verificar se a técnica é segura a longo prazo e se o sistema imunológico do paciente rejeitaria o transplante, algo que preocupava os pesquisadores. As conclusões indicaram, pela primeira vez, que o tratamento não surte efeitos adversos mais sérios no paciente nos três anos seguintes ao transplante.
“As células-tronco embrionárias têm o potencial de se transformar em qualquer tipo de célula do corpo, mas o transplante delas era complicado pelo risco de problemas como rejeição do sistema imunológico”
A pesquisa foi feita com 18 adultos americanos que tinham dois tipos de degeneração macular – a degeneração relacionada à idade e a distrofia macular Stargardt, principais causas de perda de visão entre idosos e adolescentes, respectivamente. Não há tratamentos eficazes para essas doenças atualmente. Os pacientes receberam, no olho mais afetado pela doença, injeções contendo entre 50 000 e 150 000 células de pigmento do epitélio retinal (RPE) derivadas de células-tronco embrionárias para substituir as células danificadas.
Embora essa etapa da pesquisa não tenha sido feita para avaliar a eficácia da técnica, os pesquisadores observaram que a visão de 10 entre os 18 pacientes melhorou após o transplante. “Essas pessoas relataram melhora significativa na visão geral e periférica, assim como na capacidade de enxergar objetos de perto e de longe”, diz Robert Lanza.
Para que a eficácia do tratamento seja comprovada, os cientistas precisam realizar uma pesquisa de maior escala. A equipe planeja envolver mais de 100 pessoas com cada uma dessas duas doenças no próximo estudo.

10.393 – AIDs – Mega contra o HIV


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O HIV possui altas taxas de mutação. As variações em uma única pessoa infectada são equivalentes a todas as mutações do vírus da gripe no mundo em um ano. Ao catalogar informações sobre quais medicamentos são mais eficientes contra determinados tipos de mutação, o British Columbia Centre for Excellence in HIV/Aids, no Canadá, pretende oferecer tratamento sob medida para cada paciente. O banco de dados está sendo desenvolvido em parceria com a produtora de software SAP e um programa piloto deve começar neste ano.
Pesquisadores da Universidade da Califórnia criaram um algoritmo para detectar palavras associadas a comportamento sexual de risco e uso de drogas. Esse programa analisou mais de 550 milhões de mensagens publicadas no Twitter, mapeou sua localização e comparou-a com um mapa de novos casos de HIV reportados nos Estados Unidos. A semelhança entre os dados sugere que as redes sociais podem ser usadas para prever comportamentos de risco, monitorar regiões e evitar surtos de contágio.
Estima-se que um em cada 300 infectados carregue o HIV em níveis baixos, em estado dormente, e nunca desenvolva a Aids. Essas pessoas possuem uma espécie de habilidade para neutralizar o vírus e atacar seus pontos fracos. Um algoritmo desenvolvido pela startup Immunity Project* vasculha o genoma do HIV e os dados sobre o sistema imunológico humano para saber como essas pessoas podem manter o vírus dormente. O objetivo é desenvolver uma vacina gratuita. A startup está sendo acelerada pela YCombinator, no Vale do Silício.
VACINA BRASILEIRA
A pesquisa desenvolvida pelo médico Edecio Cunha, professor da Universidade de São Paulo, utiliza uma estratégia diferente. Com a ajuda de grandes bancos de dados online e de um software criado na Itália, o time brasileiro identifica regiões do HIV onde as taxas de mutação são menores e podem ser mais facilmente reconhecidas pelas células de defesa do corpo. A vacina treinaria o sistema imunológico para atacar essas áreas, deixando o corpo pronto para uma resposta no caso de infecção.

10.177 – Imunologia – Superdosagem de vacinas


Neste artigo veremos que através do trabalho de pesquisa e dedicação de cientistas, virologistas, pesquisadores científicos, e estudiosos, podemos contar atualmente com um benefício de imunização da raça humana e animal, através das vacinas; desde que observados os prazos de aplicação entre doses, resguardo, quantidade do produto inoculado, enfim, seguir orientações médicas pós aplicação, para cada tipo de patologia à ser evitada.
No entanto, podemos observar que o uso indevido e inadequado, desse tipo de “medicação” sem cumprir-se as orientações médicas ou sem observar-se pontos como: precauções contra a fadiga, exercícios muito intensos, estresse, ou o exagero nas doses (no caso identificado aqui, como superdosagem das mesmas), poderão causar em muitos casos efeitos desagradáveis, indesejáveis e às vezes até podendo levar ao surgimento de sequelas ou até à morte.
Partimos então, do princípio da composição das vacinas, que são formuladas à partir de determinado vírus que pode estar morto ou atenuado. A vacina sendo aplicada, tem como resposta esperada a estimulação do sistema imunológico do ser que a receberá. Tal estimulação levará então ao desenvolvimento de anticorpos, (de acordo com a vacina), contra o vírus ou bactéria ao qual foi direcionada a estimulação, resultando imunidade às doenças que são causadas por esses agentes. Porém, podemos verificar que às vezes a própria vacina poderá levar à pessoa à desenvolver doença natural, fenômeno conhecido como reversão da patogenicidade.
Muitas vacinas, aparentemente inofensivas, por causa da forma de administração oral, em gotas, como por exemplo a vacina da poliomielite, poderão causar vários efeitos indesejáveis e desconfortáveis caso o protocolo de vacinação não seja seguido, inclusive quanto à quantidade de “gotas” aplicadas, o que consequentemente acabará comprometendo a saúde do indivíduo, ocasionando efeitos colaterais de maior ou menor gravidade, alterando o sistema imunológico, até o ponto de desenvolverem-se anomalias.
Devemos compreender que a quantidade de determinado agente viral ou bacteriano foi determinada à partir de várias pesquisas, estudando-se a sua virulência, comportamento nos organismos receptores, enfim, estudos foram aperfeiçoando-se até chegar-se à uma dosagem controlada e confiável, apenas para desenvolver-se a imunidade e não a doença.
Sendo assim, no caso de superdosagem, seja por qual motivo for: falta de orientação, irresponsabilidade de técnicos desinformados ou negligentes, ou mesmo, o próprio indivíduo que sente-se mais seguro e recebe a mesma vacina mais de uma vez, ou recebe outra dose antes do prazo estipulado , acarretará respostas. Os efeitos colaterais virão de acordo com o agente que foi inoculado. Podemos identificar entre eles, de uma forma geral: vômitos, tremores, letargia, amnésia, fadiga muscular, enxaqueca, inconsciência, febre, dor de cabeça, enrijecimento muscular, intoxicação, choque anafilático, e em alguns casos mais graves poderá ocasionar problemas neurológicos ou até a morte.
Podemos observar ainda, casos de “superdosagem” de vacinas em animais. Neste caso, as reações adversas podem apresentar-se de forma diferenciada, porém não menos importante, porque no caso trata-se também de “vacinação excessiva” utilizando-se as mesmas formas de inoculação viral. Entre os efeitos colaterais mais comuns, podemos observar: coceira crônica, eliminação de secreções, doenças dermatológicas ,otites. Em alguns casos, veterinários relatam que recebem informações dos proprietários dos animais sobre modificações de comportamento dos mesmos como agressividade e medo.
Em relação aos procedimentos necessários pós superdosagens, podemos dizer que para cada vírus, há um procedimento diferente. Quando identificados os sintomas relacionados e após o exame clínico, o médico indicará o procedimento melhor indicado.
Podemos concluir, que muitos avanços já ocorreram na área de imunização, e por essa causa muitas patologias podem ser evitadas, através desses processos. No entanto, não podemos nos esquecer que tratam-se de vírus e bactérias atenuados, e por isso devem ser aplicados com orientação médica, bom senso, acompanhamento com carteira de vacinação.
Embora não existam relatos de efeitos colaterais de superdosagem para alguns tipos de vacinas, isso não quer dizer que eles não possam existir, sendo assim tanto para humanos como para animais recomenda-se sempre as doses já consideradas seguras e eficazes estudadas anteriormente.

10.105 – Vacina contra o diabetes


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Pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, anunciaram um passo importante em direção à primeira vacina contra a diabetes. Os cientistas criaram um imunizante que se mostrou eficaz para controlar, em humanos, o tipo 1 da doença, que ocorre porque o sistema imunológico do próprio corpo passa a atacar as células beta, situadas no pâncreas, que fabricam a insulina. O hormônio permite a entrada, nas células, da glicose circulante na corrente sanguínea. Com menos insulina, há um acúmulo de açúcar no sangue, o que caracteriza a diabetes. O outro tipo, o 2, é resultado de alterações promovidas principalmente pela obesidade.
A vacina impediu o ataque de um tipo de célula CD8 – integrantes do sistema imunológico – às células beta (leia mais no quadro). “Estamos muito excitados com o resultado. Sugere que o sonho de interromper o ataque do sistema imunológico a células específicas pode ser realizado”, afirmou Lawrence Steinman, um dos líderes da pesquisa realizada com 80 pacientes. Os cientistas planejam expandir os experimentos para investigar a eficácia do remédio em mais indivíduos.
Interromper a destruição comandada pelo corpo é um dos objetivos perseguidos por cientistas em todo o mundo. Recentemente, a Diabetes UK, entidade inglesa de combate à doença, anunciou um ambicioso projeto de pesquisa em busca de uma vacina com esse propósito. Por essa razão, o feito dos americanos foi saudado. “Pela primeira vez temos evidência da eficácia de uma vacina em humanos. É um passo significativo em direção a um mundo sem diabete tipo 1”, afirmou Karen Addington, especialista inglesa.
Nos Eua, onde ocorreu o congresso da Associação Americana de Diabetes, anunciou-se entre os avanços a chegada de um pâncreas artificial, capaz de equilibrar os níveis de insulina no organismo. Produzido pela Medtronic, o aparelho está sob avaliação do Food and Drug Administration, órgão americano responsável pela liberação de aparelhos de saúde. “Essa tecnologia é um passo importante para a criação de um sistema de entrega de insulina mais inteligente”, disse Rich Bergenstal, investigador principal da pesquisa apresentada para a aprovação do dispositivo.
O pâncreas artificial é dotado de um sensor e um software acoplados a uma bomba de insulina e promove a liberação do hormônio de acordo com a necessidade. Dessa forma, diminui o risco de crises de hipoglicemia, um dos reveses mais comuns no controle da doença. “Alguns médicos até demoram a receitar a insulina, de tão complicado que pode ser sua aplicação”.

10.082 – Cientistas conseguem tratar infecção pelo vírus Ebola pela primeira vez


O estudo, feito em macacos Rhesus, foi publicado nesta quarta-feira no periódico Science Translational Medicine. Promissores, os resultados podem abrir o caminho para o desenvolvimento de terapias contra esta infecção, que causa uma febre hemorrágica cuja taxa de mortalidade é de 90% entre os humanos.
Responsável por muitas mortes, principalmente na África, o vírus Ebola se multiplica rapidamente, ultrapassando a capacidade do sistema imunológico de lutar contra a infecção. Como ainda não existe prevenção ou tratamentos para ele, o Ebola é considerado um grande perigo para a saúde pública – além de existirem temores de que vírus possa ser utilizado como arma biológica.
A mesma equipe de pesquisadores responsável por este estudo, liderada por James Pettitt, do Instituto de Pesquisa Médica de Doenças Infecciosas do Exército Americano (USAMRIID), demonstrou em outubro do ano passado que esse tratamento – um “coquetel” de anticorpos denominado MB-003 – evitou a morte de todos os animais testados, quando administrado uma hora após a exposição ao vírus, e de dois terços deles, 48 horas após a contaminação.
No estudo atual, os primatas só receberam o tratamento após apresentarem sintomas verificáveis da doença, o que ocorreu entre 104 e 120 horas após a infecção, e 43% deles se recuperaram. Esta diferença é importante porque o primeiro estudo testou o medicamento como uma forma de Profilaxia Pós-Exposição, ou seja, com objetivo de prevenir a infecção após exposição ao vírus, enquanto no novo estudo o medicamento foi testado como um tratamento, após o estabelecimento da infecção.
O MB-003 é feito com anticorpos monoclonais, células clonadas do sistema imunológico. Ele atua de duas formas: inativando o vírus e estimulando o sistema imunológico a eliminar as células infectadas pelo vírus. Nenhum efeito colateral do medicamento foi observado nos animais que sobreviveram.
“Na falta de uma vacina ou um medicamento para tratar ou evitar uma infecção do vírus Ebola, prosseguir o desenvolvimento de MB-003 é muito promissor”, disse Larry Zeitlin, um dos autores do estudo.
Segundo ele, o próximo passo é fazer estudos mais amplos em animais, para eventualmente passar para seres humanos. Os pesquisadores estimam que, se os resultados se mantiverem positivos, deve levar entre cinco e dez anos para que o medicamento possa ser comercializado.

9997 – Saúde – Os Benefícios da Vitamina D


Ter baixos níveis de vitamina D durante a gravidez significa transmitir menor quantidade do nutriente ao futuro bebê — o que pode ocasionar uma série de problemas. Um estudo da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, mostrou que a falta de vitamina D faz com que as mulheres deem à luz bebês com baixo peso, já que sem o nutriente a absorção de cálcio pelo organismo é prejudicada, e o crescimento ósseo, reduzido. Outra pesquisa, britânica, provou que filhos de mães com baixos níveis da vitamina têm chances 5% maiores de desenvolver esclerose múltipla na idade adulta.
A vitamina D é especialmente benéfica para idosos. Um estudo suíço mostrou que 20 microgramas diários do nutriente ajudam a evitar fraturas nas pessoas mais velhas, já que a vitamina auxilia na absorção de cálcio pelo organismo, fortalecendo os ossos. De acordo com outro estudo, realizado na Dinamarca, a ingestão de suplementos de cálcio e de vitamina D faz com que os idosos tenham maior expectativa de vida, reduzindo em 9% as chances de mortalidade em um período de três anos.
A vitamina D pode ser aliada na luta contra o diabetes tipo 2. Em uma entrevista no livro ‘The Healing Power of Sunlight & Vitamin D’ (O poder de cura da luz do sol e da vitamina D, em tradução livre), o médico Michael Holick afirma que a falta da substância pode agravar os efeitos do diabetes tipo 2 no organismo. Isso porque a vitamina D regula a secreção de insulina pelo pâncreas e pode aumentar a sensibilidade ao hormônio. Já uma pesquisa alemã afirma que as propriedades anti-inflamatórias da vitamina protegem o organismo contra a doença.
A vitamina D pode ser aliada na luta contra o diabetes tipo 2. Em uma entrevista no livro ‘The Healing Power of Sunlight & Vitamin D’ (O poder de cura da luz do sol e da vitamina D, em tradução livre), o médico Michael Holick afirma que a falta da substância pode agravar os efeitos do diabetes tipo 2 no organismo. Isso porque a vitamina D regula a secreção de insulina pelo pâncreas e pode aumentar a sensibilidade ao hormônio. Já uma pesquisa alemã afirma que as propriedades anti-inflamatórias da vitamina protegem o organismo contra a doença.
A vitamina D é capaz de estimular as defesas naturais do corpo, diminuindo o risco de infecções. Reforçando essa ideia, um estudo apresentado nos Estados Unidos provou que a razão pela qual os obesos têm mais alergias do que pessoas de peso normal está justamente na deficiência de vitamina D — a relação entre excesso de peso e a diminuição do nutriente no organismo já foi cientificamente comprovada.

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Diversos estudos científicos já comprovaram a contribuição da vitamina D para a saúde pulmonar. Segundo um trabalho publicado no periódico ‘American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine’, em caso de infecção pulmonar, o nutriente é capaz de acelerar os efeitos do tratamento medicamentoso. Outro estudo, realizado pela Universidade Harvard, nos Estados Unidos, mostrou que a vitamina D tem um efeito protetor contra os efeitos do tabagismo na função pulmonar. De acordo com os pesquisadores, a falta do nutriente prejudica ainda mais a atividade dos pulmões dos fumantes.
Segundo uma revisão de estudos realizada no Canadá, os resultados de testes cognitivos em pessoas com Alzheimer pioram quando a concentração de vitamina D está baixa. Os cientistas não sabem ainda, contudo, que condição dá origem à outra — se é a falta de vitamina D que ocasiona o Alzheimer, ou o contrário.
Cientistas da Universidade da Dinamarca acompanharam mais de 10 000 pessoas por 29 anos e constataram: o risco de infarto e morte aumenta quando há deficiência de vitamina D no organismo. O nutriente participa do controle das contrações do músculo cardíaco. Além disso, quando seus níveis estão baixos, pode haver acúmulo de cálcio nas paredes das artérias, favorecendo a formação de placas que aumentam a probabilidade de infarto e derrame.

9594 – HIV provoca ‘suicídio em massa’ de células de defesa


Um processo inflamatório seguido por uma forma “explosiva” de morte celular está por trás da destruição do sistema de defesa de quem tem HIV, de acordo com duas pesquisas publicadas hoje nas revistas “Nature” e “Science”.
Os estudos vão além, ao propor que um anti-inflamatório que já está em testes com humanos para tratar psoríase (doença inflamatória que se manifesta na pele) e epilepsia seja avaliado em pessoas com HIV, para evitar que suas células de defesa CD4 morram.
Os trabalhos, feitos pelo laboratório liderado pelo pesquisador Warner Greene, dos Institutos Gladstone, nos EUA, afirmam ter desvendando pela primeira vez os caminhos químicos exatos que levam a essas reações responsáveis pela morte da maior parte das células de defesa CD4, linfócitos que são o alvo do HIV.
Diferentemente do que se possa pensar, só uma minoria das células CD4 morre por causa da infecção pelo HIV propriamente dita.
Cerca de 95% das células que morrem acabam se “suicidando” após tentativas frustradas do vírus de completar seu ciclo.
O “ideal” para o HIV é se ligar ao linfócito CD4 e escravizá-lo para produzir novas partículas virais. Mas na maioria dos casos o processo de replicação não se completa, deixando só restos de DNA viral na célula.
Os restos causam uma reação inflamatória que leva à morte da célula. Esse processo “explosivo” espalha o conteúdo do citoplasma da célula morta, que contém substâncias pró-inflamatórias. Elas atraem novas CD4 e o ciclo começa de novo.
“Sempre se discutiu qual é o mecanismo que leva pessoas com HIV a ter essa grande deficiência imunológica, porque o número de células infectadas no corpo é relativamente pequeno, e o HIV não mata a célula de imediato, ele a usa para se multiplicar”, afirma o infectologista Artur Timerman, do Hospital Edmundo Vasconcelos, em São Paulo.
Como o nome já diz, a Aids (síndrome da imunodeficiência adquirida) é caracterizada pela redução da capacidade do corpo de manter duas defesas. Hoje, as drogas do coquetel anti-HIV conseguem interferir no processo de replicação do vírus, reduzindo sua presença no corpo, mas não acabam com ela completamente.
Se fosse possível evitar a destruição do sistema imune, a pessoa ficaria só com o vírus em circulação, mas sem sofrer seus efeitos.

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9502 – Saúde – Por que muita testosterona enfraquece o sistema imunológico?


Altos níveis de testosterona, hormônio responsável por características masculinas como a formação de músculos, são associados a um enfraquecimento do sistema imunológico. Para a medicina, essa relação ainda não era clara. Agora, um estudo da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, pode explicar a ligação entre a testosterona e o sistema imunológico. Segundo a pesquisa, a testosterona ativa um grupo de genes presentes nas células de defesa que enfraquecem a resposta do sistema imunológico diante de um antígeno (substância estranha ao organismo que pode causar doenças).
A conclusão foi publicada nesta segunda-feira no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). Para realizar o estudo, os pesquisadores acompanharam 53 mulheres e 34 homens com idades entre 20 e 89 anos que haviam tomado a dose anual da vacina contra a gripe. Os voluntários foram submetidos a exames de sangue antes e depois de serem imunizados para a medição dos níveis de proteínas relacionadas à imunidade, bem como a expressão dos genes envolvidos no sistema de defesa.
De maneira geral, as mulheres tiveram uma resposta imunológica melhor do que os homens após a vacinação, já que produziram mais anticorpos. Porém, quando os pesquisadores as compararam apenas com os homens com níveis baixos de testosterona, a resposta do sistema de defesa foi semelhante. A produção de anticorpos foi mais fraca apenas entre os homens que tinham os maiores níveis do hormônio.
Os autores, então, buscaram alguma explicação para esses achados. Eles descobriram que um conjunto de genes presentes nas células de defesa do corpo e capazes de enfraquecer a imunidade parece ser regulado pela testosterona. Assim, os pesquisadores concluíram que altos níveis do hormônio interferem na atividade de tais genes.
Para os autores do trabalho, é preciso entender o motivo pelo qual a seleção natural criou um hormônio capaz de dar origem a traços ligados à força e, simultaneamente, a um sistema imunológico precário.