9962 – As Sereias têm uma arma mais terrível que o canto: o seu silêncio


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O mais famoso episódio está na Odisseia de Homero, eram criadas no mar, canto seduzia os marinheiros, que acabavam por perder o rumo. Astuto, Ulisses tapou os ouvidos da tripulação e se amarrou no mastro. Os remadores seguiram adiante, surdos, enquanto o heroi, ouvia amarrado, o irresistível canto das sereias.
Tal poema não inclui a descrição física desses seres, sendo na imaginação moderna, mulheres com rabo de peixe, princesinhas submarinas. Na antiguidade, porém, a sereia não perdia em monstruosidade para o minotauro. Originalmente não tinha rabo de peixe, era metade mulher, metade pássaro. Foi lá pelo século 6 que surgiu a versão da mulher-peixe. Alguns bestiários medievais apresentavam a sereia em 3 versões, como híbrido de mulher com peixe, ave ou cavalo. A mulher-peixe, canta; a mulher-cavalo toca trompa; a mulher-ave, dedilha uma harpa. A música sempre tem a finalidade de fazer o homem adormecer, para que a sereia possa matá-lo. No folclore brasileiro há uma espécie de sereia de água doce, a Iara.
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